Guia do Estudante

Aventuras na História

Carteira de identidade

Cynthia de Miranda | 01/08/2004 00h00

Quando não havia fotos e assinaturas que atestassem que você é você e outra pessoa é outra pessoa, os registros mais comuns determinavam apenas sua nacionalidade ou a quem você pertencia. O método mais usado consistia em marcas feitas com ferro em brasa – como as que identificam o gado hoje. Na Rússia do século 16, os escravos eram feridos com barras incandescentes no rosto. O costume perdurou na França entre os séculos 7 e 16. Uma flor de lis, o símbolo da monarquia, assinalava a pele de criminosos.

Esse árduo procedimento não resolvia o problema da identificação individual. Na Idade Média, os reis europeus e suas famílias o solucionavam com brasões e sinetes – as chancelas que autenticavam documentos.

No Brasil, até a proclamação da República, em 1889, quando foram criados os primeiros cartórios, a solução vinha das certidões de batismo emitidas pela Igreja Católica. Durante cerca de uma década, o registro civil conviveu com os documentos emitidos pelos párocos. Em 1898, os primeiros documentos de identificação começaram a seguir o método antropométrico criado em Paris, em 1879, por Alphonse de Bertillon. Nome, altura, peso e cor dos indivíduos eram registrados.

Apenas no governo de Rodrigues Alves, em 5 de fevereiro de 1903, foi instituído o método de identificação por datiloscopia, que usa como parâmetro as impressões digitais. “A técnica revolucionou o setor, já que não há impressões digitais iguais”, diz Antonio Mattei de Arruda, professor de direito processual civil da PUC-SP.

 

Compartilhe

Busque em História

Edições Anteriores

Edição 130
Edição 130

Edição 129
Edição 129

Edição 128
Edição 128

Edição 127
Edição 127

Edição 126
Edição 126

Edição do mês

edição 135

edição 135,
outubro 2014
Especialistas elegem os homens que mudaram os rumos da humanidade

Assine Aventuras na História