Guia do Estudante

Aventuras na História

A queda de Napoleão

01/09/2005 00h00

Quando Napoleão lançou a malfadada invasão à Rússia, em 1812, motivada pela recusa do czar Alexandre I em apoiar o bloqueio antibritânico, a autoridade francesa sofreu um forte desgaste em toda a extensão do império, exceto no núcleo composto pela França, pela Renânia e pelo sul da Itália. Ao mesmo tempo, na Espanha, a chamada Guerra Peninsular havia terminado com a derrota de José Bonaparte, irmão do imperador, para as forças britânicas e espanholas. Napoleão ainda tentou debelar a situação, mas um levante geral já havia sido formado. Prússia, Áustria, Suécia, Rússia, Espanha e Inglaterra se alinhavam novamente contra o império francês. Em outubro de 1813, Napoleão foi batido em Leipzig, na Batalha das Nações. Recuando para a França e empreendendo uma série de combates, Napoleão parecia haver retomado a eficiência militar do início da carreira. Mas a rendição de Paris forçou-o à renúncia, ocorrida em 6 de abril de 1814. Após um curto exílio de dez meses em Elba, uma pequena ilha, distante apenas 20 km da costa da Itália, Napoleão retornou à França para o chamado "governo dos 100 dias". Nesse período, tentou mais uma ofensiva contra ingleses e prussianos até ser definitivamente batido em Waterloo, no dia 18 de junho de 1815.

A GUERRA PENINSULAR (1807-1814)

Envolveu espanhóis, portugueses e ingleses contra os franceses. Após tomar Portugal e promover um golpe que culminou com a ascensão de José Bonaparte ao trono da Espanha, os franceses amargaram anos de combates de guerrilha e desembarques de tropas inglesas até o colapso militar, em 1813, do país de Napoleão.

INVASÃO DA RÚSSIA (1812)

Com um exército de 650 mil homens, Napoleão perdeu a imensa maioria de seus combatentes ao tentar tomar a Rússia. Conquistou Moscou sem luta (14 de setembro de 1812) para depois vê-la incendiada pelos próprios russos. Seu exército retornou em pleno inverno. Apenas 27 mil homens - os sobreviventes da fome, do frio e dos ataques russos - conseguiram cruzar o rio Berezina na volta.

ILHA DE SANTA HELENA 1815-1821

A remota ilha no Atlântico Sul foi o lugar escolhido pelos ingleses para exilar Napoleão Bonaparte, após a derrota de seus exércitos na Europa. Lá, sob a vigilância de uma guarnição inglesa, ele viveu por seis anos, até morrer.

SÉTIMA COALIZÃO (1815)

Preocupados com o retorno de Napoleão, Inglaterra, Rússia, Prússia, Áustria, Suécia, Países Baixos e pequenos estados alemães declararam guerra à França. Bonaparte mobilizou seu exército para bater prussianos e ingleses na Bélgica. Mas foi derrotado em Waterloo (18 de junho).

EXÍLIO EM ELBA (1815)

Após a capitulação, Napoleão foi mandado para a pequena ilha de Elba. O exílio durou pouco. Em 1 de março de 1815, ele desembarcou em Cannes. Os soldados que iam prendê-lo se uniram a ele. Napoleão chegou triunfalmente em Paris, em 20 de março, para reassumir como comandante do país.

PRÚSSIA E ÁUSTRIA (1813)

Após o exército francês perder grande parte dos soldados em território russo, a Prússia entrou em guerra contra Bonaparte, seguida pela Áustria. Em inferioridade numérica e com homens inexperientes, o imperador francês ainda venceu a coalizão em Bautzen, Lutzen e Dresden. Mas foi batido por mais de 450 mil soldados da coalizão - em Leipzig (16 de outubro de 1813).

DEFESA DA FRANÇA (1814)

Pressionado pela coalizão de quase 500 mil homens de vários exércitos europeus, Bonaparte combateu em solo francês, culminando com a vitoriosa Campanha dos Seis Dias (fevereiro de 1814). Seu pequeno exército impôs quatro derrotas seguidas. Ainda assim, com a rendição de Paris, ele foi obrigado a renunciar.

 

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