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Aventuras na História

Tutancâmon: O faraó menino

Reinaldo José Lopes | 01/08/2008 00h00

Seu túmulo praticamente intacto ajudou a desvendar mistérios de seu tempo – e fez nascer a lenda de uma maldição para quem atrapalhasse seu sono. Conheça a vida de Tutancâmon e descubra por que ele se tornou o mais popular dos reis do Egito

O inglês Howard Carter sabia que aquele dia, 26 de novembro de 1922, era o mais importante de sua vida. Teve que controlar a ansiedade para manter a precisão em seus gestos diante daquela porta, que caçara incansavelmente a maior parte de seus 48 anos. Antes de abri-la, fez nela um pequeno buraco. Pelo orifício, do tamanho de uma laranja, colocou, com a mão trêmula, uma vela acesa. A chama não se apagou. Sinal de que o ar da sala, trancada havia mais de 3300 anos, não estava intoxicado. Carter respirou fundo e mandou sua equipe começar a desobstruir o portal que escondia o passado da civilização egípcia.

Quando seu mecenas, o milionário lorde Carnarvon, perguntou a Carter se conseguia ver algo, ele, atônito, só conseguiu responder: “Sim, coisas maravilhosas”. “Detalhes do aposento emergiram lentamente da névoa, animais estranhos, estátuas e ouro – por toda a parte o brilho do ouro”, escreveu o egiptólogo depois. Howard Carter havia feito a mais rica descoberta régia da História no calorento Vale dos Reis, no Egito: o túmulo do faraó Tutancâmon.

Rei dos 10 aos 19 anos de idade, Tutancâmon teve uma vida curta, mas com doses generosas de drama e intrigas (assim como sua morte). E, embora não tenha deixado herdeiros, Tut, apelido que só ganhou no século 20, tornou-se um dos reis mais populares da Antiguidade após a descoberta de seu túmulo, pequeno e praticamente intacto. Mais que isso: ajudou os arqueólogos a recriar o cotidiano do Egito e a entenderem mais sobre a vida e a morte na rica e avançada civilização.

Filho da revolução

Tutancaton, como foi chamado ao nascer, em cerca de 1341 a.C., era o provável filho do faraó Amenhotep IV. Durante séculos, a principal divindade adorada pelos ancestrais de seu pai, os faraós da 18ª Dinastia, era Amon, um deus solar. Ao lado dele, uma série de outros deuses eram venerados no Egito. Por trás do enorme panteão havia milhares de sacerdotes e templos, que representavam uma força política das mais relevantes – numa comparação com os dias atuais, seriam como parlamentares. Esperava-se que o faraó Amenhotep IV mostrasse sua deferência aos deuses fazendo doações generosas aos religiosos, os quais, com isso, cresciam em poder e riqueza.

Amenhotep IV, no entanto, alterou esse velho equilíbrio. Ele repentinamente resolveu virar devoto de Aton, representado pelo disco solar e até então uma divindade um tanto obscura. Quis ainda transformá-lo no único deus dos egípcios. Como se não bastasse, mudou seu nome para Akhenaton, fundou uma nova capital, a cidade de Akhetaton (ou Amarna) e tentou apagar o nome de Amon dos monumentos do país. Fora a confusão religiosa, O Egito também enfrentou problemas políticos e ficou quase abandonado em seu reinado.

“Essa negligência fica especialmente clara no caso das relações exteriores do Egito. Akhenaton simplesmente deixou de dar atenção às guarnições militares egípcias e aos reis vassalos do país na Palestina e na Síria”, afirma o egiptólogo Michael Rice, autor de Egypt’s Legacy (“O legado do Egito”, sem versão em português). “O faraó muitas vezes nem respondia às cartas urgentes enviadas por seus súditos no exterior”, diz o arqueólogo Donald B. Redford, da Universidade de Toronto, no Canadá. Resultado: os tributos dessas regiões deixaram de fluir para os cofres egípcios. A despreocupação de Akhenaton com os negócios de Estado sugere que sua reforma religiosa não foi um movimento friamente calculado para tirar poder dos sacerdotes, mas um reflexo genuíno de sua fé.

Seja como for, em 1336 a.C., após 13 anos de reinado, o faraó morreu, deixando o país nesse estado bagunçado. E, após um período de cerca de dois anos, o trono acabou ocupado por Tutancaton, então um menino de 9 ou 10 anos. Os documentos apenas dão pistas de que Akhenaton era o pai do garoto. Nos retratos oficiais, o faraó de Amarna aparece com sua esposa principal, Nefertiti, e suas seis filhas – nunca com um filho. No entanto, há registros de que Tut era “filho do rei”, e que o menino nasceu no meio do reinado de Akhenaton – tarde demais, portanto, para que ele fosse irmão mais novo do faraó. Além disso, há indícios de que Kiya, esposa secundária de Akhenaton, deu à luz um menino, o que indica que pode ser a mãe de Tut.

Por outro lado, alguns arqueólogos dizem que, naquele período que se passou entre a morte de Akhenaton e a ascensão de Tutancâmon, o Egito foi governado por um tal Smenkhare, que aparece como co-regente de Akhenaton em seus últimos anos. Nesse caso, Smenkhare, que teria reinado apenas alguns meses, poderia ser meio-irmão de Akhenaton ou filho dele, o que faria de Tut um sobrinho ou neto do faraó de Amarna. Para complicar ainda mais, alguns pesquisadores acreditam que Smenkhare e Nefertiti seriam a mesma pessoa – e a esposa teria assumido o trono com outro nome após a morte de Akhenaton, antes de Tut entrar em cena. Por enquanto, todas essas hipóteses são defensáveis.

Casamento com a irmã

O certo é que Tutancaton acabou sendo reconhecido como o único herdeiro masculino da 18ª Dinastia e, para reforçar ainda mais seu direito ao trono, os conselheiros do faraó-menino realizaram seu casamento com Ankhesepaton, uma das filhas mais novas de Akhenaton, que devia ter cerca de 12 anos na época – e que seria, assim, meia-irmã de Tut. “A medida tem a ver com o fato de que a linhagem feminina era uma garantia importante da ligação com a realeza no Egito”, afirma o egiptólogo Bob Brier, da Universidade de Long Island, nos Estados Unidos. A união de dois meios-irmãos de sangue real chegava, portanto, bem perto do máximo de legitimidade política.

Em todo esse processo, Tut e sua noiva devem ter sido assessorados de perto por duas figuras que acabariam ocupando o trono faraônico mais tarde: o vizir (espécie de primeiro-ministro) Aye e o general Horemheb. Os dois tinham sido muito próximos de Akhenaton, mas, percebendo o descontentamento dos egípcios com o regime monoteísta de Amarna, fizeram o novo faraó ser coroado em Tebas, antiga capital da 18ª Dinastia e centro do culto ao velho deus Amon.

O casal real voltou brevemente para Akhetaton, mas, cerca de dois anos após a coroação, mudou-se em definitivo para Tebas e passou a ser conhecido pelos nomes de Tutancâmon e Ankhesenamon – a incorporação do nome do deus Amon sinalizava a volta à velha ordem religiosa. Mas a contra-revolução não ficou meramente subentendida. Tut (certamente sob inspiração de Aye) mandou erigir um monumento em frente ao templo de Amon em Karnak, nos arredores de Tebas, onde resumia seu “programa de governo” em hieróglifos – o equivalente na época a um pronunciamento do presidente em rede nacional de televisão e rádio.

“Nem era preciso ler o texto: lá estava a imagem do faraó trazendo oferendas para Amon”, diz Brier. No entanto, os hieróglifos foram decifrados. E diziam: “Quando sua majestade subiu ao poder, os templos dos deuses e deusas tinham caído em abandono. A terra estava em confusão, os deuses tinham abandonado este país. Então sua majestade meditou, procurando o que seria benéfico a seu pai Amon. Todas as oferendas dos templos foram dobradas, triplicadas, quadruplicadas. A celebração agora toma toda a terra, e as condições favoráveis voltaram”.

Se nas entrelinhas a mensagem de Tutancâmon atestava a incompetência do pai, a impressão deixada pela maioria dos registros é que o Egito voltou a entrar nos eixos. A construção de templos e monumentos foi retomada no vale do Nilo e, sob a batuta de Horemheb, o exército egípcio voltou a ser temido no Oriente Médio. O general esmagou os rebeldes que tentavam separar a Núbia (norte do atual Sudão) do reino faraônico e voltou a impor alguma ordem na Palestina e na Síria. Os principais inimigos do Egito na área eram os hititas, povo que governava a atual Turquia e estava tentando uma expansão para o sul, ameaçando tirar algumas regiões da Síria da esfera de influência egípcia.

A mole vida de um rei

A descoberta em 1922 do túmulo quase intacto de Tutancâmon – apenas a primeira parte dele havia sido saqueada poucos anos após sua morte – ajudou os arqueólogos a recontar não só a biografia do faraó como também sua vida diária e o dia-a-dia no Egito. Lá dentro foram contabilizados 5398 objetos e utensílios ligados a Tut. Por meio das peças e pinturas encontradas, os arqueólogos descobriram que o faraó costumava participar de festas religiosas em Tebas, como a que celebrava a visita do deus Amon ao templo de Luxor. Nela, as estátuas dos deuses seguiam 3 quilômetros pelo rio Nilo em barcos. Outro tipo de festa celebrava o deus-falcão Hórus – deus, aliás, de quem o faraó era o representante na Terra (de acordo com a tradição da monarquia divina egípcia, quem governava o país era o próprio Hórus, na figura do faraó).

Ele também era um caçador: a quantidade de arcos no túmulo de Tut não deixa dúvidas de que ele adorava o esporte. Em geral, nessas ocasiões, ele e Ankhesenamon deixavam seu palácio em Mênfis, no norte do Egito, e partiam para o delta do Nilo, perto do Mediterrâneo, uma região coberta por uma densa vegetação pantanosa e lar de grande quantidade de aves aquáticas. Enquanto Tutancâmon mirava um pato, a rainha preparava a próxima flecha para ele. Com um arco maior, parecido com os usados na guerra, Tutancâmon partia para o deserto para caçar avestruzes e gazelas, montado em bigas ou carruagens velozes. Enquanto um cocheiro assumia as rédeas, o jovem faraó manejava a arma, que podia lançar flechas a quase 200 metros de distância.

As cenas da vida de Tutancâmon retratam o casal sempre próximo, trocando gestos de carinho (o rei oferece uma flor de lótus para a esposa, ou derrama perfume nas mãos dela). Os dois adoram os deuses ou oferecem colares de ouro aos súditos que realizaram tarefas importantes com sucesso. Tudo isso sugere que a relação entre eles era ótima. Mas o casal provavelmente perdeu duas filhas. Ankhesenamon teria sofrido abortos com oito e cinco meses de gravidez. A primeira menina, se tivesse sobrevivido, teria deficiências físicas sérias. Os dois fetos foram mumificados, contrariando a prática da época, e colocados na tumba do pai. Cerca de dois ou três anos após a morte do segundo bebê, em 1324 a.C., Tutancâmon morreu.

Morte cheia de mistério

A morte foi acompanhada de uma baita confusão. Os únicos fatos indiscutíveis na bagunça envolvem Ankhesenamon numa conspiração internacional fracassada. Agindo por desespero e interesse político, a rainha escreveu para Supiluliuma I, o rei dos inimigos hititas, em tom de súplica. “Meu marido morreu. Filhos eu não tenho. Mas para ti, dizem, os filhos são muitos. Se me desses um dos filhos teus, ele tornar-se-ia meu marido. Nunca hei de tomar um servo meu e fazê-lo meu esposo! Tenho medo!” O acordo entre ela e Supiluliuma acabou selado e o rei hitita chegou a mandar um de seus filhos para o Egito, mas o príncipe nunca alcançou seu destino: foi misteriosamente morto no caminho. A solução encontrada pela viúva de Tut e o ex-vizir Aye foi um casamento. Anéis comemorando o matrimônio dos dois provam isso. Até hoje, não se sabe como ou quando ela morreu.

Para Bob Brier, o mistério da morte de Tut tem explicação: o ambicioso Aye teria mandado matá-lo, assim como teria feito depois com Ankhesenamon. Para Brier, a presença de um coágulo na nuca do faraó, sugerida por radiografias da múmia, indica que ele teria levado uma pancada na parte de trás da cabeça enquanto dormia. Ao ver que seu mestre chegava à mauridade e não toleraria mais ser manipulado, Aye teria decidido que era hora de tomar o poder. O vizir também jamais aprovaria o governo de um estrangeiro no Egito. Portanto, teria mandado matar o filho do rei hitita.

No entanto, recentes tomografias computadorizadas feitas na múmia não revelaram a suposta lesão craniana. Para Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito, o principal resultado da análise foi a presença de uma fratura séria no fêmur esquerdo do rei, que teria cicatrizado pouco antes da morte. Ele acredita que uma infecção ligada à fratura – que teria acontecido numa das caçadas de Tutancâmon a bordo da carruagem – seria a causa da morte. “Eles, porém, ainda não fizeram uma publicação científica dos achados”, diz Brier.

De concreto, sabe-se que o faraó-menino morreu muito cedo, inesperadamente. A prova é seu túmulo, muito menos suntuoso que os dos reis de sua dinastia: decerto não estava acabado. Tut chegou a supervisionar a construção de sua futura sepultura. “Como era costume, o faraó deve ter passado quase toda sua vida na tarefa de construir a sepultura, finalizada só quando ele morreu”, diz o egiptólogo Julio Gralha, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Por causa da morte inesperada, a mobília funerária de Tut era composta por alguns objetos que nem pertenciam ao faraó, e sim a outros membros da família. Muitas peças de ouro maciço foram encontradas ali. Tutancâmon não teria tido tempo de conseguir aquilo tudo, e alguns arqueólogos apontam o fato como outro indício da conspiração para matá-lo. Assim, a suntuosidade preparada por seus supostos assassinos esconderia seus verdadeiros propósitos.

A maldição da múmia

A descoberta da tumba em 1922 também suscitou uma outra teoria. O fato de arqueólogos ocidentais terem virado o túmulo do avesso (o corpo do faraó foi até fatiado para os estudos) deu início à lenda de uma “maldição da múmia” que recairia sobre os que participaram do suposto sacrilégio. A “prova” mais concreta disso foi a morte de lorde Carnarvon, o nobre britânico que financiou as escavações, ocorrida após a picada de um mosquito cinco meses após a descoberta. Dias antes da abertura do sarcófago de Tut, morrera o canário de Howard Carter, considerado a mascote da equipe de escavação. Outras mortes se seguiram: três estudiosos ligados direta ou indiretamente à descoberta, o meio-irmão de Carnarvon e até seu cachorro. Foi divulgado na época que Tut advertira sobre os riscos de violarem sua sepultura. Uma inscrição estaria gravada em sua tumba: “As asas da morte tocarão aquele que incomodar o faraó”.

No entanto, um estudo feito pelo epidemiologista Mark Nelson, da Universidade Monash, na Austrália, mostrou que a idade média de morte das pessoas que entraram no túmulo de Tut foi de... 70 anos, a mesma expectativa de vida de contemporâneos. O próprio Carter só morreu em 1939. Já a tal inscrição, revelou um membro da equipe em 1980, foi uma mentira inventada por Howard Carter e seu mecenas. Tudo para que ninguém ousasse roubar nada da riquíssima tumba do rei. Deu certo.

 

Das pirâmides a Cleópatra

Como se desenvolveu o riquíssimo Egito dos faraós

3000 a.c.

Por volta dessa época, o primeiro faraó, Narmer, unifica a maior parte do vale do Nilo sob seu comando, criando o reino do Egito. Narmer era um nobre que habitava a cidade de Hieracônpolis, na região sul do vale do Nilo.

2560-2500 a.C.

Começa a era das grandes pirâmides: os faraós Quéops, Quéfrem e Miquerinos constroem os monumentos, bem como a Esfinge, em Gizé, perto do atual Cairo.

1650-1540 a.C.

Estrangeiros de origem palestina, conhecidos como hicsos, criam assentamentos no delta do Nilo e acabam fundando um reinado independente na região, cuja capital era a cidade de Avaris.

1550 a.C.

Sobe ao poder o faraó Ahmósis I, de Tebas, sul do Egito. Ele expulsa os hicsos, reunifica o país e se torna o primeiro monarca da 18ª Dinastia, a família de Tutancâmon – antes desta, houve 17 outras famílias no poder.

1479-1425 a.C.

Tutmósis III, provavelmente tataravô de Tutancâmon, estende a hegemonia do Egito ao atual Sudão e à beira do rio Eufrates, fronteira com a Mesopotâmia.

1333-1324 a.C.

Reinado de Tutancâmon e Ankhesenamon. Com a morte dos dois, o governo é assumido pelos plebeus Aye e Horemheb.

525 a.C.

Cambises, rei dos persas, derrota o faraó Psamético III, último governante egípcio de origem nativa. Mas revoltas atrapalham o domínio persa.

332 a.C.

Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, entra no Egito e é saudado como libertador, recebendo o título de faraó e tirando o país das mãos dos persas.

305 a.C.

Ptolomeu I Soter, antigo general de Alexandre, declara-se faraó, iniciando a dinastia ptolomaica, a última a governar um Egito independente.

30 a.C.

A rainha egípcia Cleópatra, ao lado do amante Marco Antônio, tenta virar monarca do leste do Império Romano em 34 a.C. Roma intervém, a tentativa fracassa e Cleópatra se mata. O Egito torna-se província de Roma.

 

Tesouros privados do faraó

Cheiro bom

Vários vasos como este, cheios de perfume, foram encontrados na tumba do rei

Porta -trecos

A cômoda de Tut, feita de ébano, servia provavelmente para guardar utensílios como jóias e roupas

Rica embalagem

O ungüento achado aí dentro era feito de gordura animal com bálsamo e resina

Horas de lazer

Um dos passatempos preferidos do rei era este jogo, o senet, que jogava com a esposa

Porta-jóias

A caixa guardava provavelmente objetos cerimoniais

 

A grande família

Entenda a genealogia do faraó-menino

Amenhotep, o avô

O faraó presidiu uma era de paz e prosperidade no Egito, e por isso se dedicou a um amplo projeto de construção de templos e monumentos em Tebas.

Amenhotep IV/Akhenaton, o pai

Ao transferir a capital de seu império para Amarna, mudar de nome e tornar dominante o culto ao deus Aton, ele comprou briga com os sacerdotes egípcios.

Nefertiti, a sogra/madrasta

Cultuada como deusa viva, a rainha estava quase em posição de igualdade com Akhenaton. Teve seis filhas, entre elas Ankhesenamon.

Kiya, a mãe

Esposa secundária de Akhenaton, pode ter morrido no parto e é a provável mãe de Tutancâmon.

Ankhesenamon, a meia-irmã/esposa

Cerca de três anos mais velha que Tut, pode ter sido forçada a se casar com Aye após a morte do esposo.

 

Herança

Não fosse pelos egípcios, a gente provavelmente não conheceria...

Pão e cerveja

Ambos já eram consumidos, mas os egípcios descobriram o processo de fermentação que possibilitou a produção.

Cosméticos

Os habitantes do Egito já usavam uma série de produtos de beleza: sombra para os olhos, blush, delineador, perfumes, óleos e hidratantes corporais.

Peruca

Por causa dos piolhos, os egípcios raspavam os cabelos. E desenvolveram a técnica de manufaturar perucas usando fios naturais.

Bumerangue

O objeto que hoje é usado para diversão tinha uma função bem prática: caçar aves. Ele era arremessado em direção à caça, a abatia no ar e voltava para a mão do dono.

 

Saiba mais

LIVROS

O Assassinato de Tutancâmon, Bob Brier, Jorge Zahar, 2000

Além de egiptologista, Brier também é especialista em doenças antigas. O livro, como diz o título, defende a hipótese de que o faraó foi assassinado.

Egypt, Canaan and Israel in Ancient Times, Donald B. Redford, Princeton University, 1993

Especialmente interessante para entender a relação do Egito com outras potências e seus vassalos no Oriente Médio, mostra a ascensão e queda da dinastia de Tut.

 

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