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5 conflitos para você ficar de olho até o vestibular

imagem: iStock

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O governo colombiano e as lideranças das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) chegaram a um acordo histórico, em junho, para a implementação de um cessar-fogo definitivo e a deposição das armas pela guerrilha.

Se as negociações entre o governo colombiano e as Farc avançam rumo a um acordo de paz, o mesmo não se pode dizer de outros conflitos em andamento no mundo. Veja a seguir cinco das principais disputas mundiais que podem ser cobradas nos vestibulares.

Colômbia

Protesto contra as Farc em Bogotá, na Colômbia (imagem: iStock)

Protesto contra as Farc em Bogotá, na Colômbia (imagem: iStock)

As Farc surgiram em 1964 como uma guerrilha formada por camponeses comunistas dispostos a lutar contra o governo. Na década de 1980, a organização passou a financiar suas atividades por meio do narcotráfico. Além do exército colombiano e da guerrilha, o conflito envolve também paramilitares de direita (milícias que surgiram para proteger os grandes proprietários de terra contra os ataques das Farc), narcotraficantes e outras guerrilhas de esquerda.

O acordo firmado em 23 de junho é o mais importante passo para encerrar um conflito que já dura 52 anos, vitimou mais de 220 mil pessoas e deixou 4,9 milhões de refugiados internos. A próxima etapa para selar o acordo de paz é decidir como o pacto será referendado pelos colombianos – por meio de um plebiscito ou a partir da convocação de uma Assembleia Constituinte.

Iraque

Militante do Estado Islâmico (imagem: iStock)

Militante do Estado Islâmico (imagem: iStock)

Desde que os Estados Unidos (EUA) ocuparam militarmente o Iraque e depuseram o ditador Saddam Hussein, em 2003, o país árabe enfrenta uma espiral de instabilidade, alimentada pela atuação de grupos extremistas. O embrião do Estado Islâmico (EI) surgiu em 2003 no Iraque como uma força de resistência à ocupação dos EUA e ao governo xiita apoiado pelos norte-americanos. Com a retirada das tropas dos EUA em 2011, criou-se um vácuo de segurança no Iraque, e o EI aproveitou para expandir suas atividades. Atualmente, a organização controla algumas das principais cidades do norte do país, financiando suas atividades principalmente por meio das receitas com a venda de petróleo e cobrança de impostos.

Síria

Cartaz com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, em Damasco (imagem: iStock)

Cartaz com o presidente da Síria, Bashar al-Assad, em Damasco (imagem: iStock)

O país enfrenta uma sangrenta guerra civil desde 2011, quando as forças de segurança do ditador Bashar al-Assad reprimiram com violência manifestações contra o governo. Diversas milícias rebeldes passaram a agir para derrubar Assad, contando com o apoio da Europa e dos EUA. O cenário caótico mostrou-se um terreno fértil para que facções mais extremistas como o EI aproveitassem a ausência de autoridade para imprimir uma ofensiva avassaladora, conquistando metade do território sírio. O governo de Assad ainda mantém-se a duras penas no poder, controlando a capital Damasco e outras cidades importantes, com a ajuda de países como Irã e Rússia.

Nigéria

Protesto contra o sequestro das estudantes pelo Boko Haram

Protesto contra o sequestro das estudantes pelo Boko Haram

O principal foco de tensão no país é provocado pela atuação do grupo extremista Boko Haram. A organização foi criada em 2002, com o objetivo de instaurar um regime islâmico radical no país. Em 2009, a organização declarou uma “guerra santa” contra o governo nigeriano e, desde então, tem realizado uma campanha de violência, baseada em sequestros, assassinatos e atentados terroristas. O Boko Haram atua principalmente no norte do país, de maioria muçulmana, e tem expandido suas ações em países vizinhos, como Camarões, Chad e Níger. Em sua ação mais espetacular, o grupo – cujo nome significa “educação não-islâmica é pecado” – sequestrou cerca de 280 garotas de 16 a 18 anos em 2014, por ser contrário a que elas recebessem educação nos moldes ocidentais.

Coreia do Norte

Manifestação contra o programa nuclear da Coreia do Norte (imagem: iStock)

Manifestação contra o programa nuclear da Coreia do Norte (imagem: iStock)

Coreia do Sul e Coreia do Norte entraram em guerra em 1950, sob influência da disputa ideológica da Guerra Fria – o Norte comunista invadiu o Sul capitalista. Apesar de um armistício ter sido assinado em 1953, estabelecendo uma zona desmilitarizada entre os dois países, tecnicamente Coreia do Sul e Coreia do Norte ainda continuam em guerra, já que não houve a assinatura de nenhum tratado de paz.

A partir de 2000 houve algumas tentativas de reaproximação. Mas desde que o regime norte-coreano admitiu possuir armas atômicas em 2002, as negociações tornaram-se mais difíceis. Os quatro testes nucleares realizados pela Coreia do Norte elevaram a tensão e causaram temor em países como a Coreia do Sul e Japão. No mais recente, realizado em janeiro de 2016, o regime norte-coreano testou uma bomba de hidrogênio. Em resposta, as potências ocidentais vêm aplicando sanções econômicas à Coreia do Norte.

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