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Entenda a transposição do Rio São Francisco

As obras têm como objetivo levar as águas do "Velho Chico" para o sertão nordestino e atenuar os efeitos da seca

O eixo leste da transposição do Rio São Francisco foi inaugurado no início de março, levando as águas do “Velho Chico” para o agreste de Pernambuco e para a Paraíba.

Saiba mais sobre o projeto e a sua importância para atenuar os efeitos da seca no Nordeste.

A região hidrográfica do Rio São Francisco

Possui uma área de 638 mil quilômetros quadrados e seu principal rio é o São Francisco, com cerca de 2,7 mil quilômetros de extensão.

O “Velho Chico” nasce em Minas Gerais e percorre os estados da Bahia, de Pernambuco, Alagoas e Sergipe até a foz, na divisa entre esses dois últimos estados.

A área coberta pela bacia do rio São Francisco corresponde a cerca de 8% do território nacional. Compreende 504 municípios, atingindo uma população da ordem de 14 milhões de habitantes.

É o maior rio totalmente localizado em território brasileiro, sendo essencial para a economia das regiões que percorre, pois permite a atividade agrícola em suas margens – grande parte localizada em região semiárida – e oferece condições para a irrigação artificial de áreas mais distantes.

A transposição do Rio São Francisco

Iniciada em 2007, a transposição do Rio São Francisco é a principal obra do governo federal para combater os efeitos da seca.

Seu objetivo é desviar algo entre 1% a 3% das águas do “Velho Chico”, por meio de dutos e canais, para o abastecimento de rios menores e açudes que secam durante o período de estiagem no semiárido nordestino.

O governo acredita que a obra, orçada em 9,6 bilhões de reais, beneficiará 12 milhões de pessoas em 390 municípios e estimulará a agricultura nas áreas atingidas.

Os dois eixos do projeto

Para redistribuir as águas do Rio São Francisco, o projeto está dividido em dois eixos:

Eixo leste: este trecho colhe as águas do Rio São Francisco em Floresta (PE), beneficiando o sertão e o agreste de Pernambuco e Paraíba.

Eixo norte: irá captar as águas do “Velho Chico” em Cabrobó (PE) para levá-la ao sertão do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Sua inauguração está prevista para o fim de 2017.

As críticas à transposição

Os críticos do projeto acreditam que poços profundos e cisternas (que são reservatórios para a captação de água da chuva) são alternativas mais eficazes e baratas para combater a seca.

Questiona-se também os impactos ambientais decorrentes da obra, como o desmatamento e os prejuízos à biodiversidade.

Há, ainda, o receio de que a transposição afete a vazão do rio nas regiões mais próximas à nascente e que o desvio das águas do “Velho Chico” possa prejudicar a geração de energia hidrelétrica.

 

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