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Posts da categoria ‘Brasil’

Veja as notícias mais importantes da semana de 13 de abril

Ana Prado | 17/04/2014

Veja o resumo do GUIA para você não perder o que rolou de importante nesta semana para quem vai prestar vestibular.

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Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Guaranis cobram demarcação de terras em São Paulo

Nesta quarta (16), cerca de 50 índios guaranis ocuparam o Pátio do Colégio, marco da fundação da cidade de São Paulo, para pressionar o Ministério da Justiça para a assinatura de uma portaria que regulariza a posse da terra pelos indígenas no município de acordo com a demarcação definida pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Há aproximadamente 2 mil guaranis na capital paulista. As áreas que eles ocupam hoje ficam no Jaraguá, na zona oeste, e na região de Parelheiros, no extremo sul da cidade, mas eles reclamam que o espaço é insuficiente para a sua sobrevivência. Em 2012, a Funai aprovou um relatório que reconhece uma área maior de ocupação, mas é preciso que o ministro da Justiça aprove uma portaria para que as áreas sejam demarcadas. Sem isso, eles continuarão a sofrer ameaças de despejo.

“É uma forma de gritar para o ministro e para o mundo que a gente só quer um espacinho daquilo que um dia já foi nosso”, explicou a professora Jera Guarani, liderança indígena, para a Agência Brasil. “Nós achamos que ele [o ministro] está sendo pressionado pela bancada ruralista. Os indígenas no Brasil são vistos como um estorvo, um atraso para o progresso”, completa.

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Ucrânia, Rússia, União Europeia e Estados Unidos se reúnem nesta quinta (17)

Os chefes das diplomacias da Ucrânia, Rússia, União Europeia e  Estados Unidos se reúnem a partir desta quinta-feira (17) em Genebra, na Suíça, para tentar conter a escalada de violência no Leste ucraniano. Os governos russo e ucraniano continuaram trocando acusações durante a semana. O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniouk, acusa a Rússia de “voltar à Guerra Fria”. Já o governo russo fez alertas contra o uso da força para dominar os separatistas pró-Moscou no Leste da Ucrânia e prometeu defender “a qualquer preço” os cidadãos russos no espaço da ex-União Soviética.

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Guiné-Bissau realiza eleições após golpe de Estado

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Localização de Guiné-Bissau. Wikimedia Commons.

Com cooperação técnica do Brasil, ocorreram no dia 13 de abril as eleições presidenciais e legislativas da Guiné-Bissau, marcando a volta do país à democracia após o golpe de Estado de 2012. De acordo com as missões internacionais que acompanharam o primeiro turno (havia cerca de 370 observadores), tudo ocorreu de forma ordeira. O resultado da apuração dos votos, feitos em cédulas de papel, deve ser conhecido na sexta-feira (19). Em 2012, o golpe foi aplicado por militares dias após o resultado do primeiro turno e véspera do início da campanha eleitoral para o segundo turno. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Antônio Indjai, manifestou seu apoio ao pleito.

As eleições estavam marcadas, originalmente, para o dia 24 e novembro de 2013, mas foram adiadas duas vezes por razões financeiras e logísticas. O processo contou com a doação de US$ 30 milhões por parte da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, do Timor Leste e da União Europeia.

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Categoria: Atualidades, Brasil

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Como os 50 anos do Golpe Militar podem cair no vestibular

Ana Prado | 10/04/2014

Com os 50 anos do Golpe Militar de 1964, aumentam as chances de o período da ditadura ser cobrado no vestibular. O professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante e especialista em história social, indicou alguns pontos importantes sobre o período que merecem sua atenção.

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João Goulart, o Jango, presidente do Brasil entre 1961 e 1964, quando foi deposto por um golpe militar.

>> É golpe, revolução ou contragolpe? 

Apesar de a maioria das pessoas chamarem o que aconteceu entre os dias 31 de março e 1º de abril de 1964 de golpe, há quem o chame de “revolução”, forma usada pelos generais na época. “Há também o termo ‘contrarrevolução’ ou ‘contragolpe’, pois havia quem temesse que a esquerda estivesse preparando um golpe também – e, além da denúncia da oposição de que o presidente João Goulart preparava um suposto golpe comunista, coisa nunca comprovada, há correntes esquerdistas independentes que afirmavam estarem prontas para tomar o poder por considerar o governo burguês e liberal”, diz o professor Célio. “É difícil saber o que é retórica e o que é fato em todos os planos e discursos políticos, até porque os fatos são muito marcados por memórias de quem viveu no período”, completa. Segundo ele, saber que a diferença de termo usado pode refletir um posicionamento político é importante, especialmente para quem vai prestar vestibular para Humanas.

>> Situação econômica

Entre 1968 e 1973 ocorre o milagre econômico, quando o Brasil passa por um enorme crescimento econômico. Também nessa época, são construídos projetos faraônicos como a rodovia Transamazônica, a ponte Rio-Niterói, a usina hidrelétrica de Itaipu e o programa nuclear de Angra dos Reis. Por outro lado, isso tudo ocorreu à custa de empréstimos no exterior, o que elevou a dívida externa e a tornou impossível de pagar. “Mas esse crescimento não foi caracterizado por distribuição de renda. O Ministro da Fazenda na época, Delfim Netto, dizia que era preciso primeiro fazer o bolo crescer para depois dividir e de fato poucos podiam comer esse bolo. A situação foi ruim em termos mais amplos, com arrocho salarial (ou seja, os reajustes do salário não acompanhavam a inflação) e consequente perda do poder aquisitivo da população que vivia com salário mínimo”, explica Célio, lembrando uma frase do presidente João Baptista Figueiredo (1979 a 1985), que disse, quando lhe perguntaram o que faria se vivesse com um salário mínimo: “Eu daria um tiro no ouvido”.

>> Participação civil

“Hoje, há quem fale de golpe ‘civil militar’ e isso faz sentido. Além das manifestações da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, editoriais de muitos jornais apoiaram o golpe e defenderam o fim do governo de João Goulart”, diz o professor Célio. “Muita gente em 1964 flertava com um golpe, tanto da esquerda quanto da direita”, acrescenta. Os candidatos viáveis à presidência em 1964 eram impopulares entre os setores da elite econômica e cultural do país, e elas não olhavam com bons olhos a aprovação do Estatuto do Trabalhador Rural e a discussão da reforma agrária pelo presidente. Mas, apesar da desconfiança da direita, a esquerda o considerava moderado demais (leia a entrevista com o líder estudantil que, em 1968, liderou a Passeata dos Cem Mil, a maior manifestação contra a ditadura). “Eles o consideravam um pelego getulista que dava migalhas para o proletariado e ele se isolou ainda mais com seu plano de reformas de base [que envolvia mudanças nos setores agrário, bancário, tributário, eleitoral e urbano]. Jango não especificou o que ia fazer e, quando foi derrubado, não tinha nenhum projeto pronto. O governo dele era uma bagunça, ele não se preparou pra ser presidente até que Jânio Quadros renunciou ao cargo em 1961 [João Goulart era seu vice]”, diz Célio.

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Manifestantes na Marcha da Família com Deus pela Liberdade em 19 de março de 1964 na Praça da Sé, em São Paulo. Fonte: Arquivo Nacional/Correio da Manhã.

>> Marchas

O professor não acredita que os vestibulares façam comparações entre os protestos da época e os de hoje, mas pode ser que usem notícias de “marchas pela família” deste ano para perguntar sobre o que foram as marchas em 64. Assim, o estudante precisa ter conhecimento sobre o período anterior ao golpe.

Entre 19 de março e 8 de junho de 1964 ocorreu uma série de manifestações públicas denominadas “Marcha da Família com Deus pela Liberdade”. Elas aconteceram em resposta à “ameaça comunista” representada pelo discurso de João Goulart no Comício da Central, em 13 de março daquele ano, quando mais de 300 mil pessoas se reúnem na Central do Brasil, no Rio de Janeiro, para ouvir e apoiar as reformas propostas por ele. A primeira Marcha da Família reuniu 200 mil pessoas de vários setores da sociedade contra o comunismo. “Não podemos esquecer que é Guerra Fria. Depois da Revolução Cubana, não havia meio-termo: ou se estava do lado dos EUA ou da URSS, daí o sucesso das marchas que levaram milhares de pessoas às ruas”, diz Célio.

Saiba mais:

AIs
Fonte: Guia do Estudante História para vestibular e ENEM

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- Linha do tempo e teste especial da SUPERINTERESSANTE

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- 10 fatos sobre a Ditadura Militar no Brasil

 

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Categoria: Brasil, Ditadura Militar

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Veja as notícias mais importantes da semana de 31 de março

Ana Prado | 04/04/2014

Veja o resumo do GUIA para você não perder o que rolou de importante nesta semana para quem vai prestar vestibular.

São Paulo tem seca, Rondônia tem inundações

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Enchente do Rio Madeira alaga áreas em Porto Velho, capital de Rondônia. Foto: Marcos Freire/Decom

Enquanto o volume de água do Sistema Cantareira chegou nesta quinta (3) à sua menor marca desde que foi criado (na década de 1970), com 13,2% de sua capacidade total, o nível do Rio Madeira, que banha os estados de Rondônia e Amazonas, atingiu sua máxima histórica e tem provocado graves inundações.

O Cantareira é o maior reservatório de água de São Paulo e abastece quase 9 milhões de pessoas na região metropolitana. Com a ausência de chuvas sobre as represas do sistema, o que é incomum nesta época do ano e tende a piorar nos próximos meses, quando o clima fica ainda mais seco, o seu nível de água está baixíssimo. O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, defende uma solução negociada entre os governos de São Paulo e do Rio de Janeiro sobre a proposta paulista de captar água na Bacia do Rio Paraíba do Sul, que hoje abastece os estados do RJ e MG. O novo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, mostrou ser contra essa ideia.

Em Rondônia, o problema é outro.  O Rio Madeira, que tem cota de alerta de 14 metros em Porto Velho, capital do estado, registrou um nível de 19,70 metros nesta semana, recorde histórico para a cidade. Em Humaitá, no sul do Amazonas, o nível chegou a 25,56 metros, também inédito na região. Ali, além da população desabrigada, milhares de hectares de floresta correm o risco de apodrecer, pois as árvores estão com água até a copa. Pescadores e barqueiros também relatam casos de grandes animais mortos na enchente – além de bois e cavalos, foram vistos macacos e onças boiando. Além disso, as enchentes facilitam a ocorrência de doenças infecciosas transmitidas pela água, pelos alimentos contaminados e pelos insetos vetores, além dos acidentes provocados pelos animais peçonhentos, que neste período abandonam as áreas alagadas em busca de refúgio. A Secretaria de Saúde do estado está elaborando um plano de ação para combate a essas doenças, que incluem leptospirose, cólera, febre tifoide, hepatite A, dengue, malária e doenças diarreicas agudas causadas por bactérias, vírus e parasitas. O nível da água tem baixado, mas isso ainda depende das chuvas na região. A previsão é de que elas continuem até o final deste mês.

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-11 problemas comuns em grandes centros urbanos

 

Ipea diz que houve erros na divulgação de dados de pesquisa sobre machismo

Da Agência Brasil:

“O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) comunicou nesta sexta (4) que houve erros na divulgação de dois resultados da pesquisa ‘Tolerância Social à Violência contra as Mulheres’. Foram trocados os gráficos percentuais das perguntas ‘Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas’ e ‘Mulher que é agredida e continua com o parceiro gosta de apanhar’. A pesquisa tinha revelado que 65,1% dos entrevistados concordam que mulheres que usam roupas curtas merecem ser atacadas. O dado correto, divulgado hoje, é 26%. Segundo o levantamento, 70% discordam da afirmação de que a roupa justifica a violência. Após a detecção do erro, o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Rafael Guerreiro Osorio, pediu exoneração. Com a correção, constatou-se ainda que 65,1% concordam total ou parcialmente que mulheres que são agredidas pelos parceiros, mas continuam com eles, ‘gostam de apanhar’.  O dado anterior era 26%.”

Os outros dados, incluindo o de que 58,5% das pessoas concordam total ou parcialmente com a afirmação “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”, se mantêm.

Pouco se falou sobre isso, mas a pesquisa também revelou ampla rejeição ao casamento de pessoas do mesmo sexo. Observou-se que quase 52% das pessoas ouvidas (das quais 66,5% eram mulheres) concordam total ou parcialmente da afirmação “O casamento de homem com homem ou de mulher com mulher deve ser proibido”. A íntegra do estudo está disponível neste link.

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Imagens mostram dados confirmados pelo Ipea.

 

Rússia retira forças militares da fronteira com a Ucrânia

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- Entenda a crise na Crimeia

Na semana passada, dados divulgados pelas autoridades de Kiev, capital da Ucrânia, informavam que quase 100 mil soldados russos equipados com blindados, lança-mísseis, aviões e helicópteros estavam na fronteira com a Ucrânia à espera de ordens de Vladimir Putin. O Ministério da Defesa russo afirmou que eles estavam ali para exercícios militares, incluindo tiro, explorações e outras táticas, mas anunciou na segunda (31) a sua retirada. Na sexta-feira passada (28), durante uma conversa telefônica com Putin, o presidente norte-americano, Barack Obama, exortou o líder russo a retirar as tropas.

Investigações sobre os protestos de fevereiro em Kiev

Nesta quinta-feira (3), o Ministério do Interior da Ucrânia acusou o presidente deposto Viktor Ianukóvitch de ter dado a ordem de abrir fogo contra os manifestantes da Praça Maidan, em fevereiro, quando quase 90 pessoas foram mortas. O inquérito instaurado pelo atual governo também concluiu, por outro lado, que agentes dos serviços secretos russos participaram do ataque aos manifestantes da Praça da Independência, no centro de Kiev.

O posicionamento do Brasil

Apesar de a política externa brasileira condenar a violação da soberania de um Estado com base na inviolabilidade do seu território, a posição do governo brasileiro na atual crise entre a Rússia e a Ucrânia, é considerada passiva por especialistas. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, defendeu uma solução “negociada” pelos ucranianos, pedindo moderação às partes envolvidas e sem condenar diretamente a Rússia por enviar tropas para a Crimeia.

Leia o restante do texto publicado pela Agência Lusa:

“‘O Brasil não se posicionou de maneira clara, como os Estados Unidos ou a União Europeia’, avalia Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, realçando que a passividade ‘não é necessariamente algo ruim’ e que deve ser adotada também pela Índia e China. Para o professor, o entendimento entre as autoridades brasileiras é o de que uma posição mais crítica poderia pôr em risco a presença do presidente russo, Vladimir Putin, no encontro do Brics [Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], que se realiza em julho, no Brasil. Entretanto, acrescentou, a presença de Putin na reunião do Brics é ‘mais importante para ele mesmo, para mostrar que não está isolado’. A seu ver, a preocupação do Brasil parece ‘exagerada’.

Outro motivo para a passividade em relação à Rússia, segundo o especialista, é o momento negativo que o Brasil vive com os EUA desde o caso das suspeitas de espionagem, identificadas no ano passado. Segundo ela, criticar a Rússia poderia ser visto como uma atitude brasileira a favor das sanções norte-americanas contra o país. Além disso, a proximidade das eleições, que ocorrem em outubro, pode estar motivando um posicionamento mais conservador. Segundo Stuenkel, um acerto do governo na área da política internacional não influencia positivamente uma eleição, mas um erro pode causar a derrota e, por isso, a presidenta Dilma Rousseff tem evitado se envolver em conflitos internacionais. Para o especialista, é provável que os presidentes anteriores, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, tomassem posições mais claras.”

 

Anistia Internacional denuncia violência em protestos na Venezuela

A Anistia Internacional divulgou um relatório nesta terça-feira (1º) alertando para o risco de a Venezuela cair em uma “espiral de violência” caso o governo e oposição não se comprometam a dialogar e respeitar plenamente os direitos humanos. Desde o início de fevereiro, foram registradas 39 mortes e mais de 560 feridos nos protestos de rua em várias cidades venezuelanas. O relatório traz denúncias de violações e abusos cometidos durante as manifestações e apela ao governo venezuelano que garanta investigações imparciais e independentes de cada denúncia de violação desses direitos.

A crise na Venezuela

Desde fevereiro, a Venezuela é palco de protestos violentos. A situação, no entanto, já estava tensa desde 2013, quando o chavista Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial por uma estreita margem (1,5 ponto percentual), depois de um processo eleitoral questionado por muitos. Na época, grupos favoráveis ao candidato opositor Henrique Capriles Radonski foram às ruas pedindo recontagem dos votos, em manifestações que deixaram oito mortos. Em fevereiro deste ano, estudantes começaram protestos contra a falta de segurança nos campi universitários depois que uma jovem sofreu uma tentativa de estupro. O movimento de alastrou pelo país e incorporou outras demandas, como a violência geral no país, problemas econômicos, como inflação altíssima, a escassez de alimentos e produtos básicos, a repressão da polícia e a detenção de opositores e ativistas. O Mercosul declarou apoio ao presidente.

Siga o tema em Exame.com

- Há poucas certezas sobre o que acontece na vizinha Venezuela (Brasil Post)

- Depois de Chávez, o dilúvio? (Brasil Post) 

 

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10 mitos sobre a ditadura no Brasil (ou: Por que você não vai querer que ela volte)

Ana Prado | 03/04/2014

Por Rôney Rodrigues
Conteúdo publicado originalmente no blog História sem Fim, da SUPERINTERESSANTE

Em 1964, um golpe de estado que derrubou o presidente João Goulart e instaurou uma ditadura no Brasil. O regime autoritário militar durou até 1985. Censura, exílio, repressão policial, tortura, mortes e “desaparecimentos” eram expedientes comuns nesses “anos de chumbo”. Porém, apesar de toda documentação e testemunhos que provam os crimes cometidos durante o Estado de exceção, tem gente que acha que naquela época “o Brasil era melhor”. Mas pesquisas da época – algumas divulgados só agora, graças à Comissão Nacional da Verdade – revelam que o período não trouxe tantas vantagens para o país.

Nas últimas semanas, recebemos muitos comentários saudosistas em relação à ditadura na página da SUPER no Facebook. Em uma época em que não é incomum ver gente clamando pela volta do regime e a por uma nova intervenção militar no país, decidimos falar dos mitos sobre a ditadura em que muita gente acredita.

LEIA TAMBÉM: Documentário “Verdade 12.528″ traz histórias de vítimas da ditadura e mostra a importância de discutir o tema no país

1. “A ditadura no Brasil foi branda”

ditabrandaFoto: Auremar de Castro/DEDOC Abril

Pois bem, vamos lá. Há quem diga que a ditadura brasileira teria sido “mais branda” e “menos violenta” que outros regimes latino-americanos. Países como Argentina e Chile, por exemplo, teriam sofrido muito mais em “mãos militares”. De fato, a ditadura nesses países também foi sanguinária. Mas repare bem: também foi. Afinal, direitos fundamentais do ser humano eram constantemente violados por aqui: torturas e assassinatos de presos políticos – e até mesmo de crianças – eram comuns nos “porões do regime”. Esses crimes contra a humanidade, hoje, já são admitidos até mesmo pelos militares (veja aqui e aqui). Para quem, mesmo assim, acha que foi “suave” a repressão, um estudo do governo federal analisou relatórios e propõe triplicar a lista oficial de mortos e desaparecidos políticos vítimas da ditadura militar. Ou seja: de 357 mortos e desaparecidos com relação direta ou indireta com a repressão da ditadura (segundo a lista da Secretaria de Direitos Humanos), o número pode saltar para 957 mortos.

2. “Tínhamos educação de qualidade”

Naquele época, o “livre-pensar” não era, digamos, uma prioridade para o regime. Havia um intenso controle sobre informações e ideologia – o que engessava o currículo – e as disciplinas de filosofia e sociologia foram substituídas por Educação, Moral e Cívica e por OSPB (Organização Social e Política Brasileira, uma matéria obrigatória em todas as escolas do país, destinada à transmissão da ideologia do regime autoritário). Segundo o estudo “Mapa do Analfabetismo no Brasil”, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, o Mobral (Movimento Brasileiro para Alfabetização) fracassou. O Mobral era uma resposta do regime militar ao método do educador Paulo Freire – considerado subversivo -, empregado, já naquela época, com sucesso no mundo todo. Mas os problemas não paravam por aí: com o baixo índice de investimento na escola pública, as unidades privadas prosperaram. E faturaram também. Esse “sucateamento” também chegou às universidades: foram afastadas dos centros urbanos – para evitar “baderna” – e sofreram a imposição do criticado sistema de crédito.

3. “A saúde não era o caos de hoje”

Se hoje todo mundo reclama da “qualidade do atendimento” e das “filas intermináveis” nos hospitais e postos de saúde, imagina naquela época. Para começar, o acesso à saúde era restrito: o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) era responsável pelo atendimento público, mas era exclusivo aos trabalhadores formais. Ou seja, só era atendido quem tinha carteira de trabalho assinada. O resultado era esperado: cresceu a prestação de serviço pago, com hospitais e clínicas privadas. Essas instituições abrangeram, em 1976, a quase 98% das internações. Planos de saúde ainda não existiam e o saneamento básico chegava a poucas localidades, o que aumentava o número de doenças. Além disso, o modelo hospitalar adotado relegava a assistência primária a segundo plano, ou seja, para os militares era melhor remediar que prevenir. O tão criticado SUS (Sistema Único de Saúde) – que hoje atende cerca de 80% da população – só foi criado em 1988, três anos após o fim da ditadura.

4. “Não havia corrupção no Brasil”

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Arquivo Editora Bloch/Veja Rio/DEDOC Abril

Uma características básica da democracia é a participação da sociedade civil organizada no controle dos gastos, denunciando a corrupção. E em um regime de exceção, bem, as coisas não funcionavam exatamente assim. Não havia conselhos fiscalizatórios e, depois da dissolução do Congresso Nacional, as contas públicas não eram sequer analisadas, quanto mais discutidas. Além disso, os militares investiam bilhões e bilhões em obras faraônicas – como Itaipu, Transamazônica e Ferrovia do Aço -, sem nenhum controle de gastos. Esse clima tenso de “gastos estratosféricos” até levou o ministro Armando Falcão, pilar da ditadura, a declarar que “o problema mais grave no Brasil não é a subversão. É a corrupção, muito mais difícil de caracterizar, punir e erradicar”.Muito pouco se falava em corrupção. Mas não significa que ela não estava lá. Experimente jogar no Google termos como “Caso Halles”, “Caso BUC” e “Caso UEB/Rio-Sul” e você nunca mais vai usar esse argumento.

5. “Os militares evitaram a ditadura comunista”

É fato: o governo do presidente João Goulart era constitucional. Seguia à risca o protocolo. Ele chegou ao poder depois da renúncia de Jânio Quadros, de quem era vice. Em 1955, foi eleito vice-presidente com 500 mil votos a mais que Juscelino Kubitschek. Porém, quando Jango assumiu a Presidência, a imprensa bateu na tecla de que em seu governo havia um “caos administrativo” e que havia a necessidade de reestabelecer a “ordem e o progresso” através de uma intervenção militar. Foi criada, então, a ideia da iminência de um “golpe comunista” e de um alinhamento à URSS, o que virou motivo para a intervenção. Goulart não era o que se poderia chamar de marxista. Antes de ser presidente, ele fora ministro de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek e estava mais próximo do populismo. Em entrevista inédita recentemente divulgada, o presidente deposto afirmou que havia uma confusão entre “justiça social” – o que ele pretendia com as Reformas de Base – e comunismo, ideia que ele não compartilhava: “justiça social não é algo marxista ou comunista”, disse. Há também outro fator: pesquisas feitas pelo Ibope às vésperas do golpe, em 31 de março, mostram que Jango tinha um amplo apoio popular, chegando a 70% de aprovação na cidade de São Paulo. Esta pesquisa, claro, não foi revelada à época, mas foi catalogada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

6. “O Brasil cresceu economicamente”

Um grande legado econômico do regime militar é indiscutível: o aumento da dívida externa, que permaneceu impagável por toda a primeira década de redemocratização. Em 1984, o Brasil devia a governos e bancos estrangeiros o equivalente a 53,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB). Sim, mais da metade do que arrecadava. Se transpuséssemos essa dívida para os dias de hoje, seria como se o Brasil devesse US$ 1,2 trilhão, ou seja, o quádruplo da atual dívida externa. Além disso, o suposto “milagre econômico brasileiro” – quando o Brasil cresceu acima de 10% ao ano – mostrou que o bolo crescia sim, mas poucos podiam comê-lo. A distribuição de renda se polarizou: os 10% dos mais ricos que tinham 38% da renda em 1960 e chegaram a 51% da renda em 1980. Já os mais pobres, que tinham 17% da renda nacional em 1960, decaíram para 12% duas décadas depois. Quer dizer, quem era rico ficou ainda mais rico e o pobre, mais pobre que antes. Outra coisa que piorava ainda mais a situação do população de baixa renda: em pleno milagre, o salário mínimo representava a metade do poder de compra que tinha em 1960.

7. “As igrejas apoiaram”

Sim, as igrejas tiveram um papel destacado no apoio ao golpe. Porém, em todo o Brasil, houve religiosos que criaram grupos de resistência, deixaram de aceitar imposições do governo, denunciaram torturas, foram torturados e mortos e até ajudaram a retirar pessoas perseguidas pela ditadura no país. Inclusive, ainda durante o regime militar, uma das maiores ações em defesa dos direitos humanos – o relatório “Brasil: Nunca Mais” – originou-se de uma ação ecumênica, desenvolvida por dom Paulo Evaristo Arns, pelo rabino Henry Sobel e pelo pastor presbiteriano Jaime Wright. Realizado clandestinamente entre 1979 e 1985, gerou uma importante documentação sobre nossa história, revelando a extensão da repressão política no Brasil.

8. “Durante a ditadura, só morreram vagabundos e terroristas”

Esse é um argumento bem fácil de encontrar em caixas de comentário da internet. Dizem que quem não pegou em armas nunca foi preso, torturado ou morto pelas mãos de militares. Provavelmente, quem acredita nisso não coloca na conta o genocídio de povos indígenas na Amazônia durante a construção da Transamazônica. Segundo a estimativa apresentada na Comissão da Verdade, 8 mil índios morreram entre 1971 e 1985. Isso sem contar as outras vítimas da ditadura que não faziam parte da guerrilha. É o caso de Rubens Paiva. O ex-deputado, cassado depois do golpe, em 1964, foi torturado porque os militares suspeitavam que, através dele, conseguiriam chegar a Carlos Lamarca, um dos líderes da oposição armada. Não deu certo: Rubens Paiva morreu durante a tortura. A verdade sobre a morte do político só veio à tona em 2014. Antes disso, uma outra versão (bem mal contada) dizia que ele tinha “desaparecido”. Para entrar na mira dos militares durante a ditadura, lutar pela democracia – mesmo sem armas na mão – já era motivo o suficiente.

9. “Todos os militares apoiaram o regime”

Ser militar na época não era sinônimo de golpista, claro. Havia uma corrente de militares que apoiava Goulart e via nas reformas de base um importante caminho para o Brasil. Houve focos de resistência em São Paulo, no Rio de Janeiro e também no Rio Grande do Sul, apesar do contragolpe nunca ter acontecido. Durante o regime, muitos militares sofreram e estima-se que cerca 7,5 mil membros das Forças Armadas e bombeiros foram perseguidos, presos, torturados ou expulsos das corporações por se oporem à ditadura. No auge do endurecimento do regime, os serviços secretos buscavam informações sobre focos da resistência militar, assim como a influência do comunismo nos sindicatos, no Exército, na Força Pública e na Guarda Civil.

10. “Naquele tempo, havia civismo e não tinha tanta baderna como greves e passeatas”

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Estudantes que participavam de uma reunião da UNE são presos no interior de São Paulo. Foto: Cristiano Mascaro/DEDOC Abril

Quando os militares assumiram o poder, uma das primeiras medidas que tomaram foi assumir a possibilidade de suspensão dos diretos políticos de qualquer cidadão. Com isso, as representações sindicais foram duramente afetadas e passaram a ser controladas com pulso forte pelo Ministério do Trabalho, o que gerou o enfraquecimento dos sindicatos, especialmente na primeira metade do período de repressão. Afinal, para que as leis trabalhistas vigorem, é necessário que se judicializem e que os patrões as respeitem. Com essa supressão, os sindicatos passaram a ser compostos mais por agentes do governo que trabalhadores. E os direitos dos trabalhadores foram reduzidos à vontade dos patrões. Passeatas eram duramente repreendidas. Quando o estudante Edson Luísa de Lima Souto foi morto em uma ação policial no Rio de Janeiro, multidões foram às ruas no que ficou conhecido com o a Passeata dos Cem Mil. Nos meses seguintes, a repressão ao movimento estudantil só aumentou. As ações militares contra manifestações do tipo culminaram no AI-5. O que aconteceu daí para a frente você já sabe.

Mas, se você já esqueceu ou ainda não está convencido, confira uma linha do tempo da ditadura militar nesse especial que a SUPER preparou sobre o período. Não deixe de jogar “De volta a 1964″, o jogo que mostra qual teria sido sua trajetória durante as duas décadas do regime militar no Brasil.

Fontes: Folha, Estadão, EBC, Brasil Post, Pragmatismo Político, O Globo, R7

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Documentário “Verdade 12.528″ traz histórias de vítimas da ditadura e mostra a importância de discutir o tema no país

Ana Prado | 01/04/2014

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Neste ano em que o golpe militar de 1964 completa 50 anos, há boas chances de a ditadura aparecer nos vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas, independentemente de ser cobrado em alguma prova, é fundamental conhecer o tema como cidadão.

Aproveitando a criação da Comissão da Verdade em 2011, a jornalista Paula Saccheta, neta de um jornalista preso na ditadura Vargas, e o fotógrafo Peu Robles entraram em um site de financiamento coletivo e pediram ajuda para realizar um documentário sobre o assunto. Eles conseguiram o valor necessário e o resultado foi o “Verdade 12.528″ (o nome faz referência à lei que criou a Comissão), lançado em outubro de 2013 e que tem sido exibido em vários festivais de cinema pelo mundo e em várias cidades pelo Brasil. O filme, voltado especialmente para o público jovem, traz depoimentos dos parentes de mortos e desaparecidos políticos da ditadura militar e explica como funciona e qual a importância da Comissão para apurar as violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.

>> Veja também: Como a Comissão da Verdade e a ditadura militar podem ser cobradas no vestibular?

O GUIA DO ESTUDANTE conversou com Paula sobre a repercussão do filme, que tem os jovens como público-alvo, e sobre a importância de se discutir o tema hoje.

Vocês fizeram o documentário pensando em um público mais jovem. Por que decidiram focar neles e como tem sido a recepção?

Tem sido muito boa. Sempre tentamos participar das exibições do filme em escolas e universidades para promover discussões e essa tem sido a melhor parte. Rola um sentimento de indignação que aproxima a galera mais jovem desse tema. Nosso objetivo foi o tempo todo humanizar e trazer a discussão para hoje, mostrando que ela também diz respeito aos jovens que não haviam nascido na época da ditadura. Precisamos conhecer para que não se repita. O tipo de crime cometido pelos militares durante a ditadura ainda é cometido hoje. Por exemplo, no dia 21 de janeiro de 1971, o deputado federal cassado Rubens Paiva foi convocado no Rio de Janeiro para prestar um depoimento na polícia e nunca mais voltou. No dia 14 de julho de 2013, o ajudante de pedreiro Amarildo entrou no carro da polícia na Rocinha em direção à sede da Unidade de Polícia Pacificadora do bairro e nunca mais foi visto.

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Dona Adalgisa, camponesa que colaborou com a Guerrilha do Araguaia (Foto: Peu Robles)

Como foi a gravação do documentário? Quem vocês entrevistaram?

Entrevistamos parentes de desaparecidos e mortos pelo regime e pessoas que militaram e foram presas e torturadas, além de outras fontes para trazer a discussão para o presente. Também fomos para o Araguaia e conversamos com camponeses que colaboraram com a guerrilha contra a ditadura. Foram, ao todo, 40 entrevistados e os depoimentos de 27 deles entraram no documentário.

Vocês chegaram a sofrer algum tipo de intimidação?

Não diretamente, mas no fim do ano passado fomos convidados para um festival de cinema no Acre, do qual participavam Brasil, Bolívia e Peru, e depois da exibição do filme houve uma discussão bem acalorada. No dia seguinte, vimos uma faixa na cidade pedindo a volta da ditadura militar. Ela dizia “O povo brasileiro pede a volta do regime militar pra moralizar, porque o Brasil ‘estar’ sem comando”.

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A faixa colocada em Rio Branco, Acre, após a exibição do documentário. (Foto: Arquivo pessoal)

E o que acha do pessoal que defende a volta da ditadura?

As pessoas não têm ideia do que estão falando, não sabem o que foi feito neste país e eu acho que essa ignorância é, inclusive, fruto da ditadura. O ensino público nos anos 50 e 60 era bom, mas muito restrito. A ditadura aumentou o número de escolas e universalizou o ensino, mas destruiu a sua qualidade, transformando-o em uma coisa muito mais tecnicista. Eles acabaram com as matérias de humanas, essenciais para desenvolver o pensamento critico, e focaram só nas exatas e científicas. Isso, somado ao fato de que os abusos eram abafados o tempo todo, mergulhou o país numa anestesia social em que o povo até hoje não conhece a sua história.

Qual a importância da Comissão Nacional da Verdade?

É muito importante porque colocou o tema em debate e inspirou a criação de várias outras comissões, como a dos médicos e das universidades, para investigar o seu papel na ditadura. Ela vem tímida e tarde, mas antes tarde do que nunca. E não deve ser vista como um ponto final. Em dezembro será publicado o seu relatório final e, como a Comissão não tem o poder de condenar ninguém por causa da Lei da Anistia [promulgada pelo presidente Figueiredo em 1979, ainda durante a ditadura militar, que perdoou crimes políticos cometidos por agentes do Estado e pela oposição entre 1961 e 1979], a grande pergunta é o que será feito depois. Eu defendo a revisão do entendimento dessa lei – um país não pode viver sabendo que tem assassinos, estupradores, ocultadores de cadáveres a solta, rindo da nossa cara.

Veja o trailer do documentário Verdade 12.528:

Próximas exibições em São Paulo:

- Dia 3/4 (quinta), às 18h, Tenda Cultural Ortega Y Gasset (na Praça do Relógio da USP, Cidade Universitária).

- Dia 11/4 (sexta), às 19h, Centro Universitário da Maria Antônia, Rua Maria Antônia, 294, 1º Andar.

Para ver outras datas de exibição, veja a fan page da produtora do filme no Facebook.

Mais informações no site oficial

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Veja as notícias mais importantes da semana de 24 de março

Ana Prado | 28/03/2014

Veja o resumo do GUIA para você não perder o que rolou de importante nesta semana.

A pesquisa que mostrou o machismo dos brasileiros

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Teve destaque nesta semana o estudo “Tolerância social à violência contra as mulheres”, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra a visão da população sobre agressões e abusos contra pessoas do sexo feminino. Mais de 65% dos quase 4 mil entrevistados (dos quais 66% era mulher) disseram concordar total ou parcialmente com a afirmação de que as mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas. Além disso, 58,5% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. Apenas 30,3% discordaram totalmente, 7,6% discordaram parcialmente e 2,6% se declararam neutros.

“Por trás da afirmação, está a noção de que os homens não conseguem controlar seus apetites sexuais; então, as mulheres que os provocam é que deveriam saber se comportar, e não os estupradores. A violência parece surgir, aqui, também, como uma correção. A mulher merece e deve ser estuprada para aprender a se comportar”, dizem os pesquisadores, que consideraram os resultados preocupantes. Para o instituto, embora a violência física não seja mais tolerada, a grande maioria da população ainda enxerga o homem como o chefe da família e que à mulher cabe “se dar ao respeito” – 34,6% concordam que tem mulher que é para casar e tem mulher que é para cama. Leia a pesquisa aqui.

Leia também:

-Socióloga: machismo está impregnado na sociedade brasileira

- Dilma pede tolerância zero à violência contra a mulher

 

Venezuela criará Conselho Nacional de Direitos Humanos para lidar com a crise

Venezuela Tense As Unrest Over President Maduro's Government Continues

O vice-presidente da Venezuela, Jorge Arreaza, anunciou nesta quinta (27) que o governo vai criar um Conselho Nacional de Direitos Humanos para receber denúncias e investigar suspeitas de violação desses direitos. Segundo ele, “todas as instituições ligadas ao tema de direitos humanos e representações de organizações não governamentais poderão fazer parte do órgão”. Há um mês o governo promove conferências de paz para tentar solucionar a crise política marcada por violentos protestos diários da sociedade civil e que deixou 37 mortos até agora. Os manifestantes reclamam de abusos cometidos na repressão aos protestos, mas o governo diz que só está reprimindo as manifestações violentas e o vandalismo de grupos de extrema direita.

Na terça (25), foi anunciada a detenção de três generais da Força Aérea do país – que, segundo o governo, mantinham ligações com grupos de direita, opositores ao presidente – , acusados de planejar um golpe de estado. O anúncio foi feito pelo presidente Nicolas Maduro enquanto iniciava uma conferência nacional de paz com a presença de uma comitiva de chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), que manteve reuniões com representantes do governo venezuelano e representantes do comércio, empresários, movimento estudantil e alguns partidos políticos opositores. As Forças Armadas venezuelanas reafirmaram seu apoio ao presidente.

Nesta sexta (28), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Alemanha, Martin Schäfer, acusou Caracas de violar direitos humanos da oposição e garantiu que tem observado há dias com atenção a situação na Venezuela e está “intranqüilo” com o que tem acontecido no país.  Ele também exigiu a iniciada “urgente” de um diálogo que “acabe com a escalada de violência”.

- Chanceleres da Unasul pedem linguagem moderada em diálogos na Venezuela

 

ONU aprova resolução contra anexação da Crimeia à Rússia

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou na quinta (27) uma resolução na qual formaliza uma posição da comunidade internacional contra a anexação da Crimeia feita pela Rússia, dizendo que o referendo no qual se votou a separação da península não tem validade, e declarou apoio à integridade do território ucraniano. Estados Unidos e União Europeia já haviam rejeitado mais a ação russa e proposto sanções ao país. O texto da resolução, claramente direcionado à Rússia, não menciona o nome do país e foi aprovado com 100 votos a favor, 11 contra e 58 abstenções.

Também na quinta, o presidente do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Andriy Parubiy, disse às autoridades americanas que a Rússia colocou 100 mil militares ao longo da fronteira com o país. “Eles estão prontos para atacar há várias semanas”, disse Parubiy em uma videoconferência. “As tropas russas não estão só na Crimeia, estão ao longo de toda a fronteira. No Norte, no Leste, no Sul”. Segundo ele, a Rússia pretende estimular o sentimento separatista em outras regiões da Ucrânia e o país teme uma incursão militar a Leste do país. O presidente interino ucraniano, Olexander Tuchinov, pediu ao Parlamento a aprovação de exercícios militares com parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte. A  aliança militar ocidental poderia responder a um ataque russo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou um plano de resgate de até 13,1 bilhões de euros para impedir que a crise com a Rússia leve o país à falência. O primeiro-ministro ucraniano, Arseni Iatseniuk, apresentou uma proposta de Orçamento do Estado para 2014 que inclui importantes cortes na despesa social e aumentos de impostos, e advertiu que uma não aprovação pode resultar na falência da economia. “A economia ucraniana vai cair este ano cerca de 3%. Isso no caso de aprovarmos o pacote de leis apresentado pelo governo. Caso contrário, prevemos a falência e uma queda de 10%” do Produto Interno Bruto (PIB), disse Iatseniuk aos deputados do Parlamento.

 

7 milhões de pessoas morreram em 2012 por exposição à poluição do ar

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta terça (25) um relatório apontando que uma em cada oito mortes em 2012 foi causada pela exposição à poluição do ar, dado que duplica números anteriores e confirma que a poluição do ar é agora o maior fator de risco ambiental para a saúde humana no mundo. Ao todo, 7 milhões de pessoas morreram em 2012 por causa disso. “Os riscos da poluição do ar são agora muito maiores do que se pensava, particularmente no que diz respeito a doenças coronárias e acidente vascular cerebral [AVC]”, disse a diretora do Departamento da OMS para a Saúde Pública, Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde, Maria Neira, à Agência Brasil. Reduzir a poluição do ar poderia salvar milhões de vidas, destaca o relatório. A poluição do ar interior esteve ligada a 4,3 milhões de mortes em 2012 em lares com fogões a carvão, lenha ou biomassa. A poluição do ar exterior está na origem de 3,7 milhões de mortes em todo o mundo. As mulheres e as crianças pobres são as maiores vítimas da poluição do ar interior porque passam mais tempo em casa, respirando fuligens de fogões a carvão e a lenha.

 

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Entenda o que é o Marco Civil da Internet

Ana Prado | 20/03/2014

Update: 

O Marco Civil da Internet acaba de ser aprovado pela Câmara dos Deputados com o consentimento da maioria dos partidos – apenas o PPS votou contra.  Segundo o texto aprovado, não será mais exigido o uso de data centers no Brasil para armazenamento de dados e a neutralidade da rede foi mantida, com regulamentação por decreto que deverá seguir os parâmetros estabelecidos na lei, conforme previsto na Constituição. O projeto agora segue para o Senado Federal, que terá 45 dias para votá-lo.

Hackathon Held In Miami With Goal Of Improving Communications And Information Access In Cuba

Você provavelmente já ouviu falar sobre o Marco Civil da Internet, certo? Trata-se de um conjunto de regras que definem garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil –e que, uma vez aprovado, nos afetará diretamente. E isso pode algo bom ou ruim. A internet não é uma terra de ninguém, e é importante que existam regras para coibir abusos por parte dos usuários, mas que também garantam a segurança dos seus dados.

O problema é que o texto, construído a partir de discussões em audiências públicas realizadas desde 2009, foi alterado diversas vezes. Um dos pontos polêmicos é o que diz respeito à neutralidade da rede – a garantia de que os usuários não terão de pagar valores diferentes de acordo com o conteúdo que acessam. O texto original garante essa neutralidade, o que é bom para o usuário. Mas rolaram alterações que podem ameaçar esse conceito e permitir que o provedor de internet ofereça pacotes diferenciados, permitindo o acesso a apenas certos sites e aplicativos e bloqueando (ou diminuindo a velocidade para) outros. Assim, quem usa a internet para assistir a vídeos teria de pagar mais do que as pessoas que só a usam para acessar o e-mail, por exemplo. Saem ganhando as empresas de telecomunicações. Os usuários, além de terem de pagar preços diferentes, ainda terão sua privacidade comprometida.

>> Para ler o projeto de lei original do Marco Civil, clique aqui.

>> Neste link, mais completo, você pode ver, além do projeto de lei original e de anexos, todas as modificações ao Marco Civil propostas pelos deputados.

Para entender melhor as questões envolvidas, vale assistir ao vídeo abaixo. O deputado federal Jean Wyllys e o professor da USP Luli Radfarer, especialista em comunicação digital, conversaram sobre o tema no Programa Metrópolis da TV Cultura, exibido no último dia 16.

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Entenda temas importantes do noticiário desta semana

Ana Prado | 14/03/2014

O blog de Atualidades está de volta e, antes de nos aprofundarmos em alguns temas (o que faremos a partir da semana que vem), vamos recapitular algumas notícias importantes desta semana.

Rússia e Crimeia

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deve votar, neste sábado (15), uma resolução sobre a crise na Ucrânia, mas já se espera que a Rússia vá vetá-la. O esboço do documento ressalta que a Ucrânia não autorizou o referendo marcado para domingo na Crimeia, no qual a população votará se aceita a separação da península da Ucrânia e anexação do território à Rússia e “declara que este referendo não pode ter validade e não pode formar a base para qualquer alteração do status da Crimeia”. Os russos continuam dizendo que vão respeitar o referendo e os norte-americanos prometem impor sanções se eles fizerem isso. As potências ocidentais esperam que a China, que costuma apoiar a Rússia dentro do conselho, mas é sensível a temas de unidade territorial por causa do Tibete, deverá se abster desta vez.

UPDATE: Como esperado, a Rússia vetou a resolução da ONU. Foram 13 votos a favor e um contra – a China realmente se absteve, mas a Rússia, como membro permanente do Conselho de Segurança, pode bloquear qualquer tomada de posição. No referendo da Crimeia, realizado no domingo, mais de 95% dos eleitores votaram pela separação da Ucrânia e anexação pela Rússia. Uma pesquisa feita antes da invasão revelou que apenas 42% dos habitantes eram favoráveis ao desmembramento. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou nesta segunda-feira (17) que a votação foi “uma clara violação” da lei ucraniana e impôs sanções contra sete altos funcionários do governo de Moscou e quatro ucranianos, entre eles o deposto presidente Viktor Yanukovich. Essas foram as sanções mais significativas impostas pelos EUA à Rússia desde a Guerra Fria. O vice-primeiro-ministro russo, Dmitry Rogozin, fez provocações em seu Twitter: “Acho que o decreto do presidente dos Estados Unidos foi redigido por algum brincalhão”. A União Europeia também impôs sanções contra 21 pessoas da Rússia e da Ucrânia nesta segunda-feira, incluindo proibições de viagens e congelamento de bens. A Crimeia, por sua vez, aprovou uma Declaração de Independência na qual pede à ONU que reconheça a soberania da nova república e pede à Rússia que a aceite em seu seio com o status de república. Vivem na Crimeia pouco mais de 2 milhões de pessoas, dos quais 60% são etnicamente russos. O presidente da Ucrânia, Aleksandr Turchinov, pediu união ao povo de seu país e garantiu que as autoridades farão todo possível para evitar a guerra.

Tudo começou quando o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, se recusou a assinar um acordo em novembro de 2013 com a União Europeia, preferindo priorizar suas relações com a Rússia. Milhares de pessoas foram às ruas para protestar contra a decisão, sendo violentamente reprimidas. Em fevereiro, mais de 80 pessoas morreram em confrontos. No dia 22 daquele mês, Yanukovich deixou a capital do país, Kiev, e foi afastado da presidência pelo Parlamento do país. O palácio presidencial e outros prédios do governo foram então ocupados por milícias. Foram convocadas eleições para maio deste ano e um governo interino foi montado.

Mas isso não significou paz para o país, que é uma ex-república soviética por onde passam gasodutos que levam o gás natural russo para a Europa: parte da população, especialmente da região da Crimeia, considerou isso um golpe de Estado e foi às ruas protestar, com o apoio da Rússia.

- Veja a cronologia da crise (Brasil Post)

- Leia um resumo sobre os principais países da Ásia

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Fotos tiradas na propriedade do então presidente da Ucrânia Viktor Yanukovych após ela ser abandonada, em fevereiro (Getty Images)

 

A crise na Venezuela

Desde fevereiro, a Venezuela é palco de manifestações que já deixaram, segundo a procuradora-geral do país, 28 mortos. A situação, no entanto, já estava tensa desde 2013, quando o chavista Nicolás Maduro venceu a eleição presidencial por uma estreita margem (1,5 ponto percentual), depois de um processo eleitoral questionado por muitos. Na época, grupos favoráveis ao candidato opositor Henrique Capriles Radonski foram às ruas pedindo recontagem dos votos, em manifestações que deixaram oito mortos. Em fevereiro deste ano, estudantes começaram protestos contra a falta de segurança nos campi universitários depois que uma jovem sofreu uma tentativa de estupro. O movimento de alastrou pelo país e incorporou outras demandas, como a violência geral no país, problemas econômicos (a inflação no país está em 57% hoje, a mais alta do mundo), a escassez de alimentos e produtos básicos, a repressão a polícia e a detenção de opositores e ativistas. O Mercosul declarou apoio ao presidente no meio do mês passado e, nesta sexta (14), a Organização dos Estados Americanos (OEA, de 34 nações) barrou uma proposta (defendida pelos EUA) de mediação externa para pôr fim à crise no país.

Leia mais:

- Siga o tema em Exame.com

- Há poucas certezas sobre o que acontece na vizinha Venezuela (Brasil Post)

- Depois de Chávez, o dilúvio? (Brasil Post) 

 

Imposto de renda e Bolsa Família diminuem desigualdade no Brasil, diz estudo do Banco Mundial

De acordo com estudo recente do Banco Mundial, o imposto de renda e programas de transferência de renda como o Bolsa Família ajudam a diminuir desigualdade no Brasil. O imposto de renda é “progressivo”, ou seja, quem ganha mais, paga mais. A extrema pobreza na América Latina caiu pela metade desde o início do milênio: de 25% para 12,3%.  A pesquisa diz que 68% da redução da pobreza entre 2003 e 2012 foi resultado do crescimento econômico, enquanto os restantes 32% vieram através do declínio da desigualdade. Outro dado interessante: um estudo citado pelo Banco Mundial mostra que entre um terço e um quinto da desigualdade no Brasil e em países como a Colômbia e o Peru é explicada pela diferença de oportunidades na infância, incluindo acesso à educação de qualidade, saneamento básico, informação e infraestrutura.

 

Racionamento de água em São Paulo

Nesta sexta-feira (14), pelo terceiro dia consecutivo, o índice que mede o volume de água armazenado no Sistema Cantareira registrou a pior marca histórica, caindo para apenas 15,5% da capacidade total dos reservatórios. De acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), há um ano o índice era de 58,6%. O volume de chuvas de março, apesar de estar dentro da média prevista, não é suficiente para recuperar os níveis das reservas. O sistema Cantareira abastece mais de 8 milhões de pessoas das zonas norte, leste, oeste e central de São Paulo, Franco da Rocha, Francisco Morato, Caieiras, Osasco, Carapicuíba e São Caetano do Sul, além de parte dos municípios de Guarulhos, Barueri, Taboão da Serra e Santo André. Na última segunda, o nível do reservatório caiu para 15,7%, o menor volume em quatro décadas.

Segundo um relatório encomendado pelo governo do Estado, será necessário construir dois novos sistemas com capacidade equivalente ao do complexo Cantareira, que é um dos maiores do mundo, para garantir o abastecimento de água em parte da Região Metropolitana de São Paulo até 2035. Isso significa um investimento entre R$ 4 bilhões e R$ 10 bilhões. Alguns bairros já estão sofrendo com racionamento.

 

Na semana que vem traremos explicações mais detalhadas de como a crise na Ucrânia e na Venezuela podem cair no vestibular. Fique ligado!

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Por que está tão calor?

Ana Prado | 05/02/2014

Residents Crowd Beaches During Rio De Janeiro Heat Wave
Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, em janeiro de 2014. (Mario Tama/Getty Images)

Suas reclamações por causa do calor têm embasamento: nem você nem seus pais viram um mês tão quente no Brasil como janeiro deste ano. De acordo com as medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), esse foi o mês mais quente dos últimos 71 anos. A média das temperaturas máximas foi de 31,9 graus, a maior registrada desde o início da medição, em 1943. Fevereiro está seguindo essa tendência: mal começou e também já está batendo recordes.

Com as altas temperaturas, começam os problemas de falta de água e apagões. Você sabe por que isso acontece? E sabe qual a origem desse clima tão quente e seco? A resposta está nas massas de ar. O professor de Geografia da Oficina do Estudante, Dario, explica detalhadamente.

Assista:

 

Veja também:

- Galeria de fotos: Estude as principais características dos climas do Brasil

- Jogo da memória: Você sabe quais são os principais climas do mundo?

- Jogo da memória: Climas do Brasil: você sabe reconhecer cada um deles?

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Veja as notícias mais importantes da semana de 29 de setembro a 4 de outubro

Ana Prado | 04/10/2013

Veja o resumo do GUIA para você não perder o que rolou de importante nesta semana.

Sem acordo entre republicanos e democratas no Congresso, governo dos EUA fica paralisado

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Republicanos e democratas não chegaram a um acordo sobre os gastos públicos no ano fiscal de 2014 e a elevação do teto da dívida pública federal, o que obrigou o governo do democrata Barack Obama a suspender os pagamentos de servidores públicos e de fornecedores e os repasses a estados e municípios a partir desta terça-feira (1º). O Senado já havia aprovado, mas os republicanos da Câmara dos Deputados só votaria o orçamento se a Casa Branca concordasse em postergar em um ano a adoção da reforma da Saúde (leia sobre ela aqui). Essa é a primeira paralisação do Estado americano desde janeiro de 1996, quando o presidente dos Estados Unidos era o também democrata Bill Clinton.

Nesta sexta (4), a situação continuava a mesma. Foram suspensos os salários de quase 800 000 funcionários públicos. Parques nacionais e tribunais federais serão fechados e a emissão de passaportes deve atrasar. Segundo a Casa Branca, o governo só tem recursos em caixa para custear as áreas afetadas (as consideradas não essenciais) até 17 de outubro.

>> Acompanhe a crise aqui.

 

TSE rejeita criação de partido de Marina Silva

Nesta quinta-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou o pedido de registro da Rede Sustentabilidade, partido que a ex-senadora Marina Silva tentava criar para concorrer à Presidência em 2014. A Rede cumpriu todos os requisitos para o registro de partido, exceto as 492 mil assinaturas de apoio necessárias para sua criação. Marina é a segunda colocada nas recentes pesquisas de intenção de voto para presidente em 2014 e tem até sábado para filiar-se a outra legenda.

Nação cidadã: O processo de consolidação da democracia no Brasil

Veja nove grandes momentos das eleições no Brasil

 

Caso Amarildo: relatório diz que ele foi torturado na Rocinha e policiais envolvidos são presos

Relatório apresentado pela Polícia Civil nesta quinta (3) concluiu que o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, morador da Rocinha, no Rio de Janeiro, foi torturado e morto por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela. Além de responder pelos crimes de tortura seguida de morte e ocultação de cadáver, os dez policiais acusados de envolvimento no sumiço do pedreiro serão denunciados pelo Ministério Público por fraude processual, acusados de tentarem confundir a investigação, e tiveram decretada sua prisão preventiva. Segundo o relatório, a tortura de moradores era costumeira nos contêineres da sede da UPP, no topo da favela. Amarildo desapareceu no dia 14 de julho, após ser levado para averiguação por militares. O caso foi motivo de muitos protestos contra a violência policial no Rio de Janeiro e no resto do país.

 

 

 

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