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Posts da categoria ‘Economia’

Fique por dentro das notícias da semana de 1 a 5 de abril

Mariana Nadai | 05/04/2013

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Estar atento aos assuntos da atualidade é muito importante para quem vai prestar vestibular. Para ajudar você nesta empreitada, separamos os principais assuntos, abordados pelas revistas e jornais, desta semana (de 1º a 5 de abril), para você ficar atento.

PEC das empregadas domésticas

Na última terça-feira (2), o Congresso Nacional promulgou  a PEC (proposta de emenda da constituição) que amplia os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, como a  a jornada de 44 horas semanais, o pagamento de horas extras com adicional de 50% e o respeito a acordos e convenções coletivas.

 

Durante a cerimônia de promulgação da PEC, o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que a medida trará benefícios a toda a sociedade. “De um lado, os trabalhadores domésticos terão garantidos os seus direitos; de outro, será elevado o nível de profissionalização da categoria”. A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que representou a presidenta Dilma Rousseff na cerimônia, também considera a PEC positiva. Segundo ela, não é possível ter “democracia em um país com diferença de reconhecimento e de direitos” e que somente agora isso está sendo alcançado.

A nova medida dividiu opiniões na sociedade. Muitas pessoas se mostraram contra as mudanças, alegando que os empregadores não terão condições de pagar o novo salário das empregadas domésticas e isso acarretaria uma onda de demissões. Do outro lado, está aqueles que acreditam que a nova lei é um importante avanço legal e social, que faz do Brasil um país mais cada vez mais democrático e menos desigual.

Ameaça de guerra

Nesta semana, a Coreia do Norte mostrou em diversos momentos que está cada vez mais disposta a realizar um ataque nuclear contra os Estados Unidos. De acordo com o governo norte-coreano, as crescentes ameaças contra os EUA, a última feita na quinta-feira (4), são uma resposta à “política hostil” da Casa Branca e à pressão internacional contra seu programa nuclear.

 

Antes mesmo da ameaça nuclear, o governo norte-americano já havia anunciado que instalará, nas próximas semanas, um sistema antimísseis para a ilha americana de Guam, no Pacífico, para defender suas bases na região.

- Entenda o conflito e a história das Coreias

Em outro momento de tensão no oriente, a Coreia do Sul ameaçou usar a força militar para proteger os trabalhadores sul-coreanos do parque industrial de Kaesong, situado em território norte-coreano. Foi a primeira vez, desde a criação do parque em 2003, que a Coreia do Sul anuncia o uso de força militar para garantir o funcionamento de Keasong.

Nesta sexta-feira (5), em mais uma demonstração de que a Coreia do Norte se prepara para uma guerra, o governo de Kim Jong-um enviou um comunicado para que todas as embaixadas existentes na capital, Pyongyang, fossem desocupadas.

Mundo sem armas

Na terça-feira (2), a Assembleia Geral da ONU aprovou o primeiro tratado que regulamenta o comércio global de armas convencionais. Após quase 10 anos de negociações, o texto foi aprovado por 154 votos. Três países foram contra: Séria, Irã e Coreia do Norte.

De acordo com o tratado, os países deverão avaliar como serão utilizadas as armas comercializadas, como, por exemplo, se elas serão usadas para cometer genocídio ou outras “violações graves” contra os direitos humanos. O documento ainda não entrou em vigor. Para tanto, precisa ser ratificado por, no mínimo, 50 países.

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O julgamento do atirador norueguês e a xenofobia: como isso pode aparecer no vestibular

Ana Prado | 27/04/2012

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*Atualizado em 6/9/12


Homenagem a vítimas do atirador norueguês Anders Breivik

O julgamento de Anders Behring Breivik, radical norueguês de ultradireita que admitiu ter assassinado 77 pessoas em Oslo e na ilha de Utoya em julho de 2011, começou em abril de 2012 e terminou no fim de agosto. O atirador, que se declarou um “militante nacionalista” tentando “defender” seu povo, sua cultura e seu país do multiculturalismo, foi condenado à pena máxima da Noruega: 21 anos de prisão. Durante os primeiros 10 anos, ele não poderá solicitar a liberdade condicional. Cumpridos os 21 anos, a justiça ainda pode prolongar a pena indefinidamente caso o considere um perigo para a sociedade.

Breivik explicou que os atentados visavam mudar a política de imigração do governo do Partido Trabalhista e evitar “uma guerra civil no futuro”. O caso é extremo, mas ilustra uma questão importante e com boas chances de cair no vestibular: a xenofobia em países desenvolvidos.

As raízes da xenofobia

Segundo Paulo Cesar Neves, professor de Geografia do Cursinho do XI, a xenofobia ou aversão ao estrangeiro é resultado de um processo iniciado há décadas. “Depois da Segunda Guerra Mundial, houve uma melhora das condições de vida em países europeus e nos Estados Unidos. O crescimento econômico capitalista, casado com a queda da taxa de natalidade e a diminuição da população, trouxe a necessidade de um incentivo do governo à migração de trabalhadores de outros países”, explica.


Pessoas protestam em frente a agência de imigração na Alemanha contra o endurecimento das políticas de migração na Europa. Foto: Carsten Koall/Getty Images

Esses imigrantes, vindos principalmente dos países pobres da Europa oriental, Oriente Médio e do norte da África, chegaram para ocupar posições de baixa qualificação, especialmente em fábricas, e trabalhavam sob condições muitas vezes insalubres. Sua vinda era incentivada pelo governo e sua presença era tolerada mesmo quando chegavam de forma ilegal.

Mas isso mudou com a crise econômica global que explodiu em 2008 e provocou grande instabilidade nos mercados, piora das condições de vida da população e muito desemprego, especialmente nos Estados Unidos e Europa.

Os governos dos países desenvolvidos reagiram com cortes nos gastos públicos e passaram não só a tentar impedir a entrada de novos imigrantes, mas também a se livrar dos que já estavam lá. Com isso, a população nativa dos países receptores começou também a culpar a presença de estrangeiros que usufruem dos benefícios de saúde, educação e lazer (o “Welfare State” ou “Estado de Bem-Estar Social”) que os países haviam conquistado nos anos 50.

Com a escassez de empregos, a mão-de-obra barata estrangeira deixou de ser solução para o crescimento da produção capitalista para virar praga e eles passaram a ser acusados de “roubar” trabalho da população nativa.

“Os governantes, por sua vez, se aproveitam disso – é muito fácil culpar imigrantes, principalmente quando se usa também o argumento do terrorismo”, explica o professor Paulo. Agora, a União Europeia quer não apenas conter a entrada de ilegais, mas também se livrar dos milhões de imigrantes que ainda circulam no continente. Tudo isso promove o preconceito e o estigma dos estrangeiros e dos seus filhos, levando à xenofobia e alimentando movimentos nacionalistas de extrema direita.

O que é preciso saber

Segundo o professor, é preciso que o aluno entenda a xenofobia no contexto da crise econômica, relacionando isso com a lógica de produção capitalista. “O modelo capitalista baseado no rebaixamento dos salários e nas novas tecnologias para aumentar a produção e os lucros e diminuir os custos tem tido problemas para se sustentar”, explica o professor Paulo.

Um dos mais graves sintomas da crise do capitalismo é o desemprego, que tem atingido principalmente a camada mais jovem da população: o mercado não tem conseguido absorver quem está se formando agora e, sem experiência profissional, eles sofrem ainda mais para conseguir um trabalho. Isso tem contribuído para revoltas como as que ocorreram na França em 2005 ou em Londres, no ano passado.

É interessante notar, também, que as consequências da crise não afetam apenas os países desenvolvidos. “Preconceitos contra migrantes também podem ser vistos em relação aos bolivianos que vivem no Brasil, por exemplo. Ou aos nordestinos que vêm trabalhar na região Sudeste”, aponta o professor.

A edição GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012 traz um dossiê bem completo sobre a crise econômica na Europa e já está nas bancas e no site da Loja Abril. Fica a dica!

 

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Como a crise na Síria pode ser cobrada nas provas deste ano?

Mariana Nadai | 13/03/2012

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Há cerca de um ano, a Síria ocupa quase que diariamente as notícias internacionais. Desde março de 2011, a população síria sai às ruas em protestos a favor da democracia no país, que há mais de quatro décadas vive em uma ditadura militar.

O levante popular, que exige a saída do ditador Bashar al-Assad do poder, começou no sul do país, mas logo alcançou todo o território. Em junho, mais de 100 mil pessoas manifestavam em cerca de 150 cidades e vilarejos, sempre às sextas-feiras, após as orações. O movimento avançou apesar das respostas, sempre violentas, do ditador.

As manifestações na Síria fazem parte da Primavera Árabe, tema que pode cair nas provas de vestibular

A crise na Síria começou a se encaminhar para um confronto militar, com a criação do Exército Livre da Síria (ELS), uma organização rebelde que ganhou adesão de muitos soldados desertores e da adesão voluntária de manifestantes. De lá para cá, os confrontos entre os opositores do governo e os militares se intensificou. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 7,5 mil pessoas morreram neste um ano de conflito.

Além das mortes, a repressão do regime de al-Assad levou ao isolamento da Síria, que hoje vive sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia – o país vende a maior parte do seu petróleo aos europeus.

Na última semana, a Síria mais uma vez ficou em evidência, por conta da visita, no último dia 10, do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe. O objetivo de Annan era tentar iniciar um diálogo entre o regime e a oposição, evitando uma possível futura intervenção militar estrangeira no país.

Antes mesmo de chegar ao local, a proposta de Annan foi rejeitada pelos opositores de al-Assad, que alegaram que o diálogo é “sem sentido”, uma vez que as tropas do governo continuam massacrando a população. Do outro lado, durante a reunião do enviado da ONU com o ditador, al-Assad disse que qualquer diálogo ou processo político não poderá ter sucesso enquanto houver grupos terroristas armados trabalhando para espalhar o caos e desestabilizar o país, uma referência direta aos opositores do governo, principalmente o ELS.

Mas afinal de contas, a crise da Síria pode cair no vestibular?
Para o supervisor de geografia e professor de geopolítica do cursinho Anglo, Augusto Silva, sim. “O primeiro fato que o estudante deve prestar atenção é que a crise na Síria faz parte de uma questão social bem maior, que é a Primavera Árabe”, diz o professor.

- Confira o resumo da Primavera Árabe

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- Saiba tudo sobre a política, a história e a economia da Síria

A Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Médio e norte da África, que eclodiu em janeiro de 2011, pedindo democracia. A onde de manifestações já foi destaque nos vestibulares, aparecendo nas provas do Enem 2011, da Fuvest 2012 e da Unesp 2012.

Além de atentar para os conflitos em toda a região, o estudante precisa saber localizar os países que estão envolvidos nele: Barein, Iêmen, Tunísia, Líbia, Egito e Síria. “Pode parecer simples, mas a maioria dos estudantes não sabe onde estão esses países,” comenta.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012

Outro ponto importante para ser estudado, é sobre a geopolítica da Síria. “O país tem uma proximidade política com o Irã, que está sendo investigado por ter armas nucleares e ter diversos problemas internacionais. Além disso, a Síria tem grandes distúrbios históricos com Israel. Dependendo do resultado dessa crise, se o ditador (que é próximo ao Irã) sair ou não, saberemos como ficará a posição política da Síria no Oriente Médio”, explica Augusto.

Segundo o professor, é justamente por conta das relações políticas da Síria que a comunidade internacional teme por uma intervenção militar internacional na região. “Muitos países repudiam o que acontece no país, existem manifestações internacionais, mas não há intervenção direta, militar mesmo, como aconteceu em outros países da primavera”, enfatiza.

Conhecer o regime político na Síria também é fundamental. “É importante o estudante saber sobre a política na Síria, um país que vive há muito tempo em uma ditadura com histórico de repressão contra a população”, diz o professor.

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Como o anúncio do presidente Obama de facilitar a emissão de vistos a brasileiros nos EUA pode cair no vestibular?

Mariana Nadai | 06/02/2012

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No último dia 19, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou uma ordem que visa facilitar a retirada de vistos para brasileiros e chineses. A ideia do presidente é agilizar em 40% a capacidade de tramitar vistos nos consulados destes países.

A medida, que deverá ser implantada em 90 dias, faz parte de um extenso plano dos EUA focado em impulsionar a economia local através do incentivo de viagens turísticas de pessoas de países emergentes, como informou a Casa Branca. Segundo eles, se os Estados Unidos aumentarem sua participação no mercado turístico internacional, poderá criar mais de um milhão de empregos na próxima década.

- Entenda como a reintegração de posse de Pinheirinho pode cair no vestibular


Se depender do Brasil, o plano dará certo. Para se ter uma ideia, as solicitações de vistos para os EUA tramitadas no Brasil aumentaram 42% em 2011 e o governo de Obama calcula que para 2016 as viagens dos brasileiros ao país terão aumentado 274%, em relação a 2010.

Mas e aí, além de facilitar aquela viagem para a Disney, Miami ou Nova York, qual a importância deste anúncio no dia a dia do vestibulando? Pode não parecer, mas nesta notícia há três assuntos que podem ser abordados pelos vestibulares: o crescimento econômico brasileiro, a economia chinesa e a política externa norte-americana.

Atenção! De acordo com o professor Alexandre Eneias Gobbis, que dá aulas de geografia no Cursinho do XI, de São Paulo, é importante que o estudante perceba que nenhum vestibular fará uma pergunta direta sobre a notícia. “O que os bons vestibulares fazem é relacionar a questão com os temas estudados no ensino médio. O que pode cair, por exemplo, é uma questão aberta em que o aluno deve discorrer sobre o crescimento econômico do Brasil”, diz Alexandre.

Outra questão que pode ser abordada com a medida de Obama são as mudanças da economia chinesa. Antes um país politica e economicamente fechado, hoje a China vem abrindo a sua economia para investimentos externos e para o consumo. “Existe uma nova classe média chinesa, por exemplo, que tem uma vontade voraz de consumir. Eles querem ter o que todo o resto do mundo tem, eles querem poder ir pra Disney, por exemplo. Há uma grande mudança na economia chinesa e o estudante tem que estar ligado nisso”, explica o professor.

A política externa norte-americana também é facilmente relacionada com a questão. “O estudante tem que perceber que os EUA adotam uma postura ambígua nas suas relações com outros países. Se o país tem poder de consumo, como a China tem agora, eles vão querer o investimento. Mas, politicamente, os EUA vão continuar criticando e vetando os chineses, por conta da sua política interna, que censura os meios de comunicação e  viola os direitos humanos”, comenta o professor.

As relações internacionais dos EUA também podem ser abordadas de uma forma histórica. “Em uma prova de segunda fase de cursos como Relações Internacionais, Economia e Ciências Sociais, o estudante pode ter que comparar esse momento das relações externas norte-americanas com o de outras épocas”, diz.

Por fim, para Alexandre, mais do que se preocupar com os temas que podem cair no vestibular, o estudante deve discutir essas questões para a formação geral e pessoal. “Pode ser que não caia em nenhuma prova, mas o candidato pode se deparar com discussões como essa na vida, por isso é importante estar por dentro dos acontecimentos”, menciona.

Para saber mais

- Confira o resumo sobre a política e a economia chinesa

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Entenda como a reintegração de posse de Pinheirinho pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 30/01/2012

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No último domingo (22), a Polícia Militar de São Paulo entrou no Pinheirinho, bairro de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, para cumprir o mandado de reintegração de posse da área, que pertence à massa falida da empresa Selecta, do grupo do empresário Naji Nahas. Ocupado desde 2004, o terreno abrigava cerca de 6000 pessoas.

A ação, que se estendeu até quarta-feira (25), surpreendeu a todos. De moradores, que ainda dormiam quando a PM começou a retirá-los à força de suas casas, ao governo federal. Em uma tentativa de fazer uma ação de despejo pacífica, a Justiça Federal já havia pedido a cassação do mandado de reintegração de posse, que foi concedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região na sexta-feira (20).

Foto Repórter Daniel Mello/ABr

Mesmo com a suspensão do TRF, a Justiça Estadual ignorou a liminar e deu um mandado de despejo para a Polícia Militar, que cumpriu a ordem. Apenas na noite de domingo o Superior Tribunal de Justiça emitiu uma decisão liminar que dava a competência sobre a permissão de reintegração de posse para a Justiça Estadual.

Durante os três dias da ação, informações oficiais dão conta de que ao menos uma pessoa ficou ferida com gravidade e pelo menos 30 pessoas foram detidas. Todos os moradores desalojados foram identificados com uma pulseira e encaminhados para abrigos na cidade, como quadras e igrejas.

Após o fim da desocupação, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou que o Estado proverá um aluguel social de até R$ 500 às famílias. Segundo o governador, o valor será repassado à prefeitura, e os beneficiados receberão o auxílio até que fiquem prontas suas unidades habitacionais em programas de governo.

O caso de Pinheirinho e o vestibular

Mas afinal, o que reintegração de posse do Pinheirinho tem a ver com você, vestibulando? Segundo o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, há duas questões importantes que envolvem a ação da polícia em Pinheirinho que os vestibulandos devem ficar de olho.

A primeira envolve os movimentos sociais. A reintegração de posse de Pinheirinho está atrelada, entre outros movimentos sociais, ao Movimento do Trabalhador Sem-Teto. “Quando um vestibular cobra uma questão social, ele a trata de uma forma mais ampla. O estudante pode ficar atento à formação dos movimentos sociais, que no Brasil foi entre 1970 e 1980, especialmente após a ditadura militar”, explica o professor. Segundo Loureiro, todos esses movimentos acabam se articulando, pois “são a representação de uma sociedade civil organizada”, diz.

- Leia o resumo sobre movimentos sociais no Brasil

A segunda grande questão que envolve diretamente a reintegração de posse é o processo de urbanização do Brasil. “Nas últimas décadas, ficou mais vantajoso morar e trabalhar nas cidades, o que gerou um grande problema de habitação. Para se ter uma ideia, até 2020 cerca de 95% da população brasileira será urbana, mas onde esse povo todo vai morar? As cidades não têm estruturas e as pessoas acabam ocupando as áreas livres que encontram”, comenta Samuel Loureiro.

- Confira o resumo sobre a Urbanização no Brasil

A questão da urbanização é bem evidente em São José dos Campos. A cidade vem crescendo nos últimos anos e se firmando como polo de tecnologia da região do Vale do Paraíba, no trecho Rio-São Paulo. “A cidade é hoje uma megalópole e se tornou um grande atrativo para os migrantes”, diz.

Além dos temas citados, o professor pede atenção dos candidatos para outros três temas. “O estudante pode ficar ligado também ao processo do crescimento econômico do Brasil, com foco especial para a economia do Vale do Paraíba; à questão da migração no país e a distribuição de terra, da colônia aos tempos de hoje”, comenta.

Para saber mais

- Simulado sobre a questão agrária no Brasil

- 10 questões sobre atualidades

- Teste seus conhecimentos sobre questões da atualidades

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