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Posts da categoria ‘História’

Saiba quem foi Margaret Thatcher e entenda por que ela era conhecida como a “Dama de Ferro”

Ana Prado | 16/04/2013

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Foto: Getty Images

Nesta quarta-feira (17) ocorrerá o funeral de Margaret Thatcher. A morte da polêmica ex-primeira-ministra britânica, no dia 8 de abril, provocou reações opostas: de um lado, grupos prestaram homenagens a ela e a seu legado; de outro, houve comemorações. Muitos críticos ao Thatcherismo conseguiram fazer com que a música ‘Ding Dong The Witch Is Dead’, do filme ‘O Mágico de Oz’, que celebra a morte de uma bruxa, subisse para os primeiros lugares das paradas de sucessos do Reino Unido.

Thatcher foi primeira-ministra entre 1979 e 1990 e adotou políticas direitistas radicais que, embora vistas como modernizadoras por muitos, são consideradas destruidoras de empregos e de setores econômicos tradicionais por outros (leia mais na matéria “Nem todos britânicos choram a morte de Margaret Thatcher“, de Exame.com).

Mas a polêmica não se restringiu ao seu país de origem. A embaixadora argentina no Reino Unido, Alicia Castro, rejeitou o convite para comparecer ao funeral de Thatcher e a organização do evento deixou claro que a presidente do país latino-americano, Cristina Kirchner, não estava convidada. Era Thatcher quem estava no poder durante a Guerra das Malvinas, em 1982, e a Argentina continua reivindicando a soberania do arquipélago, que está sob domínio britânico desde 1833.

- Entenda como a disputa entre a Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas pode cair no vestibular

Para saber mais sobre essa guerra e entender por que uns amam e outros odeiam Margaret Thatcher, reunimos uma série de links para você ler. Além disso, trazemos um vídeo em que o professor Célio Tasinafo, do cursinho Oficina do Estudante, explica o tema e diz como ele pode ser cobrado no vestibular.

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Como o possível envenenamento de Yasser Arafat pode ser abordado no vestibular

Ana Prado | 13/07/2012

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Por Carolina Vellei

Nos últimos dias, a morte do ex-líder palestino Yasser Arafat ganhou novamente destaque na mídia. Oito anos após seu falecimento, altas doses de um elemento radioativo raro, o polônio-210, foram encontradas nos pertences de Arafat. A descoberta foi feita pela rede de TV Al Jazeera em parceria com Instituto de Radiofísica de Lausanne, na Suíça. A família suspeita que o serviço secreto israelense seja o responsável pelo envenenamento. O Mossad, como é conhecido, já utilizou tóxicos para eliminar inimigos anteriormente (confira o quadro abaixo).

Com base nas novas notícias, a viúva do ex-líder, Suha Arafat pediu à Autoridade Palestina (AP) a exumação do corpo do falecido marido. Os médicos farão testes para encontrar a presença do polônio também nos ossos de Arafat. Morto em 2004, a razão da morte do ex-líder palestino permanece desconhecida, embora o comunicado oficial aponte a falência múltipla dos órgãos. O relatório das análises foi considerado sigiloso na época, o que gerou dezenas de teorias conspiratórias em torno de seu falecimento. Segundo alguns jornais, as especulações aumentaram também devido ao fato de Arafat ter adoecido subitamente. Em menos de um mês ele precisou ser transferido para a França a fim de fazer exames e procurar tratamento, mas não resistiu e morreu em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos.

Na época, os médicos realizaram testes, mas não encontraram vestígios de substâncias tóxicas conhecidas. As suspeitas cresceram após o assassinato do ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, em 2006, que, segundo dados da política britânica, foi morto envenenado por polônio.

- Cinco filmes para estudar a Questão Palestina

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O serviço secreto de Israel

A história do Mossad começa nos anos 30, devido à crescente tensão entre árabes e judeus da Palestina, que na época era uma colônia britânica. Antes de declarar sua independência, em 1948, Israel já tinha seu serviço secreto. Criado oficialmente em 1951, o Instituto de Inteligência e Operações Especiais tinha como foco inicial os países árabes hostis a Israel.

Outros casos do Mossad

Chocolates envenenados

Em 1976 um avião da Air France foi sequestrado por palestinos e levado para o aeroporto de Uganda. Mais de cem passageiros judeus ficaram reféns. Com uma mega operação de resgate, a Mossad conseguiu reaver as vítimas e matar os terroristas. O cérebro do sequestro, Wadi Haddad, chocólatra, recebeu doces envenenados de presente. Morreu no ano seguinte, vítima de uma doença misteriosa.

Guerra dos Seis Dias

Nos anos 60, o egípcio Eli Cohen, de uma família judaica ortodoxa, era um agente disfarçado que passou informações do ministério de defesa da Síria para Israel. Cohen enviou segredos militares cruciais para a vitória do país na Guerra de 1967, entre eles, a localização das tropas sírias nas Colinas de Golã.

Contra o Irã

Aparentemente, o Mossad é responsável pela morte de pelo menos 3 cientistas atônicos iranianos desde 2010. Agentes também teriam ajudado os EUA a fabricar vírus de computador usados para atrasar o programa nuclear iraniano.

Para saber mais sobre o Mossad, leia a matéria de capa da edição 108 da revista Aventuras na História, em julho nas bancas.

Quem foi Yasser Arafat?

Arafat nasceu em Jerusalém, em 1929. Após a criação do Estado de Israel, em 1948, mudou-se para o Egito. Durante o curso de Engenharia, tornou-se presidente da União dos Estudantes Palestinos. Em 1956, já no Kuwait, fundou o grupo Al Fatah, que tem como objetivo eliminar o controle do exército israelense na Palestina, com base na luta de guerrilhas com pequenas ações isoladas.

Em maio de 1964, durante o 1° Congresso Nacional Palestino, surge a Organização para a Libertação da Palestina (OLP). O objetivo era centralizar a liderança de vários grupos clandestinos. No final da década de 1970, a Fatah ganha grande espaço na OLP e, em 1969, Yasser Arafat é nomeado presidente da organização.

Arafat iniciou sua carreira política com atos violentos. Na década de 70, o grupo Setembro Negro, conhecido como um braço extremista do Fatah, foi responsável por uma das tragédias internacionais mais famosas na história do conflito entre palestinos e israelenses. Nas Olimpíadas de 1972, 11 atletas israelenses foram sequestrados e mortos pelo grupo terrorista.

Na década de 70, o Mossad saiu à caça dos líderes do Setembro Negro e foi responsável por matá-los um a um. Alguns dos alvos eram representantes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), da qual Arafat era presidente. A condenação internacional do Massacre de Munique, como ficou conhecido o ataque aos atletas, é geralmente descrito como um dos motivos para o líder palestino ter se distanciado oficialmente de grupos terroristas. Nos anos seguintes, Arafat assume uma postura mais moderada e reconhece a existência de Israel.

Como a questão pode ser abordado no vestibular

Ainda não é possível afirmar se Arafat foi assassinado ou mesmo quem teria cometido o ato. Segundo o professor Samuel Robes Loureiro, professor de História do Cursinho do XI, o vestibular não irá pedir para o estudante falar quem matou Arafat. “Essa questão é muito específica e não há provas de que ele foi mesmo assassinado. O que pode ser cobrado do aluno são as atitudes radicais de ambas as partes envolvidas no conflito: tanto de palestinos como de israelenses”, explica.

O professor dá outra dica sobre a questão: prestar atenção aos processos de paz de ambos os lados (israelense e palestino) e os desenrolares disso. “O que os avaliadores podem pedir também é que o estudante conecte essa morte com o assassinato de Yitzhak Rabin”. O primeiro-ministro de Israel foi morto em 1995 por um judeu, um jovem extremista ortodoxo, dois anos após iniciar um processo de paz com os palestinos. “O problema é que sempre que os dois lados dão um passo em direção à paz, sempre acontece algum ato violento de um grupo radical contrário a isso”, pontua Samuel.

Em 1993, Arafat e Rabin assinaram o Acordo de Oslo, que reconhecia o estabelecimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP) em parte da Faixa de Gaza e na cidade de Jericó. O acordo foi marcado pelo histórico aperto de mãos dos dois líderes, no gramado da Casa Branca. No ano seguinte, Israel estabeleceu relações diplomáticas com a Jordânia e com a Turquia. E pouco tempo depois, no dia 28 de setembro de 1995, novo acordo foi firmado (Oslo II), ampliando o controle da ANP sobre as grandes cidades da Cisjordânia, exceto Jerusalém.

Os radicais de ambos os lados começaram a agir. Ataques de grupos palestinos continuaram. Em Israel, a extrema direita considerou o ato de Rabin uma traição. Em novembro de 1995, Rabin levou três tiros no estômago e no peito, enquanto participava de uma passeata pela paz, com 100 mil manifestantes. Após a morte de Rabin, as tentativas de paz encabeçadas por Arafat se fragilizaram e o líder perdeu forças. A ocupação israelense continuou e, ao longo dos anos 90, os assentamentos judeus ilegais foram expandidos. Em 2000, novas tentativas de paz fracassaram, dessa vez lideradas pelo primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.

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Alvo de ataque há alguns dias, como o Afeganistão pode ser cobrado no vestibular?

Ana Prado | 20/04/2012

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No domingo, 15 de abril, o Afeganistão sofreu o maior ataque coordenado à sua capital, Cabul, em dez anos de guerra – desde que os talibãs foram expulsos do poder em uma invasão liderada pelos Estados Unidos, no fim de 2001, em retaliação aos ataques de 11 de setembro.

A autoria foi reivindicada por terroristas ligados à rede Haqqani, um ramo extremista do grupo talibã conhecido por ter ligações estreitas com a Al-Qaeda. O Talibã é um movimento fundamentalista islâmico nacionalista que se difundiu no Paquistão e, sobretudo, no Afeganistão, a partir de 1994.

O ataque serve como mote para falarmos sobre a situação daquela região, mas pode ficar tranquilo: dificilmente os vestibulares cobrarão detalhes ou informações sobre ataques específicos como esse. O professor de geopolítica Décio Cavalheiro, do Cursinho da Poli, acredita que, se aparecer no vestibular, a questão será abordada de uma forma mais superficial, sem exigir grandes detalhes.

Para ele, é importante que o vestibulando saiba de três aspectos da situação do país: a dificuldade de ser ocupado por países estrangeiros, sua localização estratégica e seu entorno.

Inconquistabilidade

O Afeganistão é um país do interior, sem saída para o mar, com um clima árido e um território difícil, cheio de montanhas e cavernas, que tornam a manutenção das ocupações estrangeiras do seu território algo sempre muito difícil para quem não conhece bem a região. A Inglaterra tentou fazer isso no século 19, a União Soviética, no século 20, e os Estados Unidos tentaram no século 21, todos sem sucesso.

Localização estratégica

O Afeganistão não tem recursos minerais nem saída para o mar. Qual é o interesse dos países que tentaram ocupá-lo? Basicamente, sua localização privilegiada – o país fica entre Irã, China, Paquistão e a extinta União Soviética.

Esse foi um fator chave ao longo de suas ocupações – e, como lembra o professor Décio, já foi tema de questão da primeira fase da Fuvest.

No século 19, o interesse da Inglaterra no Afeganistão se devia à tentativa de proteger seu império na Índia. A União Soviética cobiçava o território porque significava um caminho para o acesso ao Oceano Índico, mas foi expulsa com a ajuda dos Estados Unidos e de seus aliados ocasionais, como Osama Bin Laden. Com a saída dos russos, Bin Laden tomou conta do pedaço.

Para os EUA, o Afeganistão está em uma posição estratégica para a sua guerra ao terror, sendo esconderijo de muitos fugitivos de guerra ou casa de muitos terroristas. É aí que entra outro ponto importante…

Entorno

“As tensões entre os países localizados no entorno do Afeganistão representam uma verdadeira ameaça à paz mundial”, explica o professor Décio. O vizinho Paquistão é uma potência nuclear e está muito próximo militar e geograficamente da China e ainda disputa a região da Caxemira com a Índia, outro país que detém a tecnologia nuclear.

O Irã, outro vizinho, possui uma enorme reserva de petróleo e é conhecida pela oposição ferrenha ao ocidente. E o Iraque também possui enorme reserva de petróleo e desperta a cobiça mundial – especialmente a dos EUA.

 

Leia mais sobre o tema:

- Estude a Guerra do Afeganistão com dois filmes e uma HQ

- Entenda os atentados terroristas de 2001 e a Guerra do Afeganistão  

 - Questões sobre Bin Laden e Guerra do Afeganistão podem cair no vestibular

Teste:

- Paquistão

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Categoria: História, Irã, Nuclear, Petróleo

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Entenda como a denúncia contra o coronel Sebastião Curió sobre o sequestro de guerrilheiros no Araguaia, durante a ditadura militar, pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 21/03/2012

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Em 14 de março, o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou à Justiça Federal do Pará uma denúncia contra o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura, acusado do sequestro qualificado de cinco militantes políticos capturados durante a repressão à guerrilha do Araguaia – um movimento armado contra a ditadura militar organizado pelo PC do B e reprimido pelo Exército, entre 1972 e 1975, no sul do Pará.

O militar foi acusado de comandar a chamada Operação Marajoara, que aconteceu em 1973, quando os cinco guerrilheiros foram levados às bases militares e submetidos a sofrimento físico e moral e nunca mais foram encontrados.

Para o MPF, o crime cometido pelo coronel delito tem um caráter permanente, pois os militantes ainda estão desaparecidos. Por isso, o delito não estaria coberto pela Lei de Anistia, de 1979, que permitiu o retorno dos exilados políticos e perdoou agentes do Estado que cometeram crimes durante a ditadura.

A medida foi elogiada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e poderia ter sido primeira ação penal por crimes cometidos durante a guerrilha do Araguaia. Mas, em 16 de março, a Justiça Federal rejeitou a denúncia, com base na lei de anistia, afirmando que em 1995, o Estado já havia reconhecido as mortes dos guerrilheiros.

A denúncia ao coronel Curió pode mesmo cair nas provas?

A denúncia em si talvez não seja abordada, mas o contexto em que ela está inserida, a ditadura militar no Brasil, sim. O tema é recorrente nos processos seletivos. Nas provas de 2012, por exemplo, o assunto esteve presente em pelo menos uma questão dos vestibulares da Fuvest, da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Paraná. O Enem também cobra esse tipo de questão, como fez na prova de 2009.

Para o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, ao ver uma notícia como essa, o estudante precisa entender como foi o golpe militar de 1964 e o regime militar brasileiro, que durou de 1964 a 1985. O que foi a guerrilha do Araguaia e, principalmente, a lei de anistia também merece atenção.

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O fim do regime também precisa ser estudado. “É importante que os estudantes entendam que uma crise econômica, que assolava o Brasil e o mundo, foi a grande responsável pelo fim da ditadura militar, e não apenas os protestos contra o governo. Na década de 1970, o mundo vivenciou duas crises do petróleo (1973 e 1979), o que desestabilizou a economia e o governo de diversos países, inclusive do Brasil”, explica o professor.

Outra dica é conhecer as manifestações artísticas da época, bem representadas pelas músicas. “O estudante precisa saber reconhecer, por exemplo, os diferentes tipos de músicas que faziam naquela época. É importante, pois marcou a nossa cultura, muitos artistas, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, foram exilados pelas suas manifestações políticas”, diz Samuel loureiro.

O professor lista três tipos de músicas produzias, que merecem atenção: as de protesto, como “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores”, de Geraldo Vandré; as músicas de alienação política, representada pela jovem guarda, como a música “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”; e as músicas ufanistas, que exaltavam o Brasil em um tempo de repressão, como a “Eu te amo meu Brasil”.

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Como a crise na Síria pode ser cobrada nas provas deste ano?

Mariana Nadai | 13/03/2012

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Há cerca de um ano, a Síria ocupa quase que diariamente as notícias internacionais. Desde março de 2011, a população síria sai às ruas em protestos a favor da democracia no país, que há mais de quatro décadas vive em uma ditadura militar.

O levante popular, que exige a saída do ditador Bashar al-Assad do poder, começou no sul do país, mas logo alcançou todo o território. Em junho, mais de 100 mil pessoas manifestavam em cerca de 150 cidades e vilarejos, sempre às sextas-feiras, após as orações. O movimento avançou apesar das respostas, sempre violentas, do ditador.

As manifestações na Síria fazem parte da Primavera Árabe, tema que pode cair nas provas de vestibular

A crise na Síria começou a se encaminhar para um confronto militar, com a criação do Exército Livre da Síria (ELS), uma organização rebelde que ganhou adesão de muitos soldados desertores e da adesão voluntária de manifestantes. De lá para cá, os confrontos entre os opositores do governo e os militares se intensificou. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 7,5 mil pessoas morreram neste um ano de conflito.

Além das mortes, a repressão do regime de al-Assad levou ao isolamento da Síria, que hoje vive sanções econômicas dos Estados Unidos e da União Europeia – o país vende a maior parte do seu petróleo aos europeus.

Na última semana, a Síria mais uma vez ficou em evidência, por conta da visita, no último dia 10, do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe. O objetivo de Annan era tentar iniciar um diálogo entre o regime e a oposição, evitando uma possível futura intervenção militar estrangeira no país.

Antes mesmo de chegar ao local, a proposta de Annan foi rejeitada pelos opositores de al-Assad, que alegaram que o diálogo é “sem sentido”, uma vez que as tropas do governo continuam massacrando a população. Do outro lado, durante a reunião do enviado da ONU com o ditador, al-Assad disse que qualquer diálogo ou processo político não poderá ter sucesso enquanto houver grupos terroristas armados trabalhando para espalhar o caos e desestabilizar o país, uma referência direta aos opositores do governo, principalmente o ELS.

Mas afinal de contas, a crise da Síria pode cair no vestibular?
Para o supervisor de geografia e professor de geopolítica do cursinho Anglo, Augusto Silva, sim. “O primeiro fato que o estudante deve prestar atenção é que a crise na Síria faz parte de uma questão social bem maior, que é a Primavera Árabe”, diz o professor.

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A Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Médio e norte da África, que eclodiu em janeiro de 2011, pedindo democracia. A onde de manifestações já foi destaque nos vestibulares, aparecendo nas provas do Enem 2011, da Fuvest 2012 e da Unesp 2012.

Além de atentar para os conflitos em toda a região, o estudante precisa saber localizar os países que estão envolvidos nele: Barein, Iêmen, Tunísia, Líbia, Egito e Síria. “Pode parecer simples, mas a maioria dos estudantes não sabe onde estão esses países,” comenta.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012

Outro ponto importante para ser estudado, é sobre a geopolítica da Síria. “O país tem uma proximidade política com o Irã, que está sendo investigado por ter armas nucleares e ter diversos problemas internacionais. Além disso, a Síria tem grandes distúrbios históricos com Israel. Dependendo do resultado dessa crise, se o ditador (que é próximo ao Irã) sair ou não, saberemos como ficará a posição política da Síria no Oriente Médio”, explica Augusto.

Segundo o professor, é justamente por conta das relações políticas da Síria que a comunidade internacional teme por uma intervenção militar internacional na região. “Muitos países repudiam o que acontece no país, existem manifestações internacionais, mas não há intervenção direta, militar mesmo, como aconteceu em outros países da primavera”, enfatiza.

Conhecer o regime político na Síria também é fundamental. “É importante o estudante saber sobre a política na Síria, um país que vive há muito tempo em uma ditadura com histórico de repressão contra a população”, diz o professor.

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Entenda como o programa nuclear iraniano pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 01/03/2012

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Na semana passada, dois fatos levaram o Irã a ser destaque das páginas dos principais jornais do Brasil e do mundo. O primeiro foi a declaração do general Mohammad Hejazi, vice comandante das Forças Armadas do país, que disse que o país poderia fazer um ataque preventivo caso se sinta ameaçado por outra nação. O segundo foi o anuncio do fracasso da missão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

As ameaças que o vice comandante se refere são de Israel. No começo do mês, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, informou que acredita na possibilidade real de que o governo israelense ataque o Irã entre abril e junho deste ano, em um esforço para destruir o programa nuclear iraniano.

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Já a tentativa fracassada da AIEA ocorreu entre 20 e 21 de fevereiro esteve no Irã para investigar o programa nuclear do país. Após dois dias de negociações em Teerã, os inspetores da AIEA não receberam a permissão de visitar a instalação militar de Parchin – onde a comunidade internacional acredita haver atividades relacionadas com um possível programa nuclear militar.

Desde 2003, o governo iraniano vem enfrentando uma pressão internacional crescente devido a seu programa nuclear. Os Estados Unidos e as demais potências ocidentais acusam o Irã de desenvolver a tecnologia de enriquecimento de urânio com a intenção de fabricar armas nucleares. Entretanto, o país garante que sua atividade tem fins pacíficos e que pretende diversificar a matriz energética.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirma que o país enriquece urânio em níveis muito baixos, entre 3% e 5%, o suficiente para alimentar usinas na geração de eletricidade (para construir uma arma nuclear é preciso enriquecer urânio em 90%). Essa atividade é legitima e permitida pelo Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), do qual o país faz parte. Segundo o tratado, nenhum país a partir de 1970, quando ele entrou em vigor, pode fornecer, produzir ou adquirir armas nucleares.

Contradizendo o governo do Irã, um documento da AIEA, publicado em novembro de 2011, informava que o país realiza atividades relevantes para o desenvolvimento de uma arma nuclear, como explosões simuladas por computador e experimentos com detonadores de bombas.

O programa nuclear do Irã e o vestibular
A exploração nuclear no Irã é um tema recorrente nos vestibulares. A Universidade Estadual Paulista (Unesp), por exemplo, nas provas de 2010 e 2011 cobrou pelo menos uma questão sobre o tema. A Fuvest de 2011 também abordou o assunto.

Mas, o que estudar a respeito do tema? De acordo com o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, são três as questões mais importantes que os estudantes devem prestar atenção. Uma das possíveis formas é uma abordagem mais histórica, que remete à Revolução Islâmica. “Em 1979, a revolução derrubou o xá Reza Phalevi, que era aliado dos EUA, e o governo norte-americano se colocou contra o novo regime iraniano, liderado pelos aiatolás. A partir daí começam as sanções internacionais contra o Irã”, explica o professor.

O professor lembra que por conta da Revolução Islâmica, o Irã suspendeu a produção de petróleo, ocasionando a segunda crise do petróleo (a primeira ocorreu em 1973). “É importante notar que quando se fala em petróleo, o estudante deve saber a diferença entre os países com grandes reservas de petróleo e aqueles que são grandes produtores. No caso, o Irã é os dois, ele é o segundo mais importante produtor de petróleo do Oriente Médio, atrás apenas da Arábia Saudita”.

- Leia o resumo sobre Oriente Médio

- Leia o resumo sobre a Revolução Islâmica

- Leia o resumo sobre o programa nuclear iraniano

“Outro ponto a ser levado em consideração é o próprio programa nuclear iraniano e as consequências que o país vem sofrendo por conta dele”, comenta Samuel. Há anos o Irã sofre sanções da comunidade internacional. A ONU, por exemplo, já realizou um pacote de sanções, que teve três fases – dezembro de 2006, março de 2007 e março de 2008. Entre as medidas, estava a proibição do país de comercializar armas e o veto a negociações com determinadas autoridades e instituições iranianas.

Mas, o país do Oriente Médio não fica calado frente aos vetos contra a sua nação. Em fevereiro deste ano, o governo iraniano interrompeu a venda de petróleo da França e da Grã-Bretanha. A medida foi uma retaliação contra a União Europeia e a decisão do bloco de interromper a importação do combustível iraniano a partir do início de julho.

O último ponto a ser observado pelos estudantes é a questão da ameaça de Israel em atacar o Irã. “O conflito entre mulçumanos e israelenses é grande e antigo. E o que o Irã espera ao dizer que atacará Israel é que se caso comece uma guerra, todos os estados islâmicos se unam contra o estado judeu”, comenta o professor.

Sobre essa questão, é importante o estudante saber que o governo do Irã se posiciona fortemente contra Israel e isso atrai a simpatia de palestinos e mulçumanos em geral. O país também mantém relações estreitas com a Síria. Além disso, Ahmadinejad, quando eleito, acirrou ainda mais a disputa entre Israel e Irã, ao fazer declarações violentas pelo fim do Estado israelense. “Para entender melhor sobre todo esse conflito, recomendo o filme Valsa com Bashir”, diz o professor Samuel.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2011

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Como a disputa entre Argentina e o Reino Unido pelas Ilhas Malvinas pode cair no vestibular

Mariana Nadai | 16/02/2012

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A Guerra das Malvinas foi um rápido conflito entre Reino Unido e Argentina pelo domínio das Ilhas Malvinas. O confronto começou em abril de 1982, quando o ditador argentino Leopoldo Galtieri, aproveitando uma briga histórica entre os dois países pelo território ocupado pelos ingleses desde 1883, invadiu a região.

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Na época, a Argentina vivia em um regime de ditadura militar que estava em crise e a ideia de Galtieri era trazer um sentimento nacionalista à população. O que o ditador não contava era com a reação inglesa, que enviou às Malvinas uma força-tarefa com 28 mil combatentes – quase três vezes o tamanho da tropa rival. Em apenas três meses, os militares argentinos se renderam e a batalha acabou.

- Saiba mais sobre a Guerra das Malvinas

Contudo, em janeiro deste ano, trinta anos depois, o conflito voltou a ganhar destaque no noticiário de todo o mundo. E fique atento, porque a retomada do assunto não tem nada a ver com a data comemorativa. Desde o fim da guerra, a Argentina insiste pela soberania da Ilha e a questão entrou na pauta da presidente Cristina Kirchner no começo do ano. A postura da presidente foi considerada como “colonialista” pelo premiê britânico, David Cameron, que afirma que os moradores do arquipélago querem continuar sendo britânicos.

Mas a discussão ganhou mais espaço após a acusação de Kirchner sobre a militarização da região pelos britânicos. A denúncia foi feita após o Reino Unido enviar um navio de guerra, o destroier MS Dauntless, o mais moderno de sua frota naval, para a região. De acordo com David Cameron, o envio do navio faz parte das “manobras de rotina” que a Marinha Real britânica faz a cada seis meses. O que também incomodou o governo argentino foi o treinamento de seis semanas que o príncipe Willian fará nas Malvinas.

A discussão foi levada pela presidente da Argentina para a Organização das Nações Unidas (ONU) e o secretário-geral da organização, Ban Ki-moon, se disse esperançoso de que os dois países possam conversar e evitar mais tensões em torno da disputa.

As Ilhas Malvinas e o vestibular

Mas, afinal, toda a discussão atual em torno do domínio das Ilhas Malvinas pode mesmo cair no vestibular? Para o professor de atualidades e história, Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, de São Paulo, sim! De acordo com Samuel, os estudantes devem ficar atentos aos momentos políticos que viviam os dois países na década de 1980 e o motivo deles terem entrado na Guerra das Malvinas.

- Leia o resumo do período de Margareth Thatcher no poder do Reino unido

- Saiba mais sobre a ditadura militar na Argentina

“Em 1982, a Argentina, que vivia em uma ditadura militar, passava por uma crise econômica e governo teve que tomar algumas medidas que deixaram a população descontente. Para mudar essa situação, o ditador Leopoldo Galtieri pensou em reacender o orgulho nacional no país”, explica Samuel. Ao que parece, a invasão de um território que os argentinos diziam ser historicamente deles era a oportunidade certa. Mas, a estratégia deu errado. Para tentar vencer a guerra, a Argentina gastou muito dinheiro, deixando o país em uma crise maior.

O Reino Unido também vivia um momento ruim. Na década de 1980, a economia da região estava em recessão e o desemprego era grande. “No ano da guerra, o Reino Unido passava por eleições e, por conta da crise, os britânicos queriam um governante que mostrasse firmeza. E foi o que a premiê Margareth Thatcher, que concorria à reeleição, demonstrou ao não abrir mão do território da América do Sul”, diz o professor. A manobra da “Dama de Ferro” deu certo. A sua atitude foi muito bem vista pela opinião pública britânica e ela acabou ganhando as eleições.

Além dessas questões, o professor Samuel comenta que os vestibulandos precisam saber os motivos pela disputa das Ilhas Malvinas. “Existe a questão do orgulho nacional, nenhum dos países quer abrir mão da região. Afora isso, hoje se sabe que o arquipélago é rico em petróleo (os ingleses dizem ter encontrado uma reserva de cerca de 8,3 bilhões de barris de petróleo nas ilhas), então claro que também há interesse econômico na questão”, diz.

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