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Como o novo Código Florestal pode cair no vestibular (ele provavelmente será cobrado!)

Ana Prado | 11/05/2012

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*Atualizado em 23/11/12

O novo Código Florestal é um assunto com enormes chances de cair no vestibular. Não precisa nem ser um grande seguidor do noticiário (mas a gente espera que você acompanhe, se vai prestar vestibular) para ter ouvido falar nele – o tema ganhou também as redes sociais com a campanha “Veta, Dilma”. “Esse é um tema que, de forma ou de outra, vai cair no vestibular”, acredita Samuel Robes Loureiro, professor de Atualidades do Cursinho do XI. Se você ainda não entendeu exatamente o que está acontecendo, esta é a sua chance.

Então, é o seguinte. O Código Florestal foi criado em 1965 (durante a ditadura militar) para regulamentar a exploração da terra no Brasil por meio de leis que estabelecem limites para preservar a vegetação nativa.

Ao longo de todos esses anos, porém, ele sofreu várias modificações e remendos para atender a novas exigências e interesses que apareciam. Agora, ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que o Código precisa ser refeito para ter uma unidade e se adaptar à NOVA realidade brasileira e mundial.

O então deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), fez uma proposta para um novo código. Ela foi aprovada na Câmara dos Deputados no começo de 2011, mas sofreu tantas modificações até ser votada no Senado que precisou voltar para a avaliação dos deputados antes de passar pela aprovação presidencial.

Update:

Em outubro de 2012, foi publicado no Diário Oficial da União o decreto presidencial que altera a Medida Provisória aprovada pelo Congresso em setembro, modificando o Código Florestal brasileiro. Como já havia sinalizado, a presidente Dilma Rousseff vetou nove pontos que claramente beneficiavam ruralistas, com o propósito de manter um tripé de princípios: “não anistiar, não estimular desmatamentos ilegais e assegurar justiça social”.
(Portal Exame, 18 de outubro de 2012. Clique aqui para ver o que foi vetado pela presidente)

O porquê da polêmica

As principais diferenças entre o antigo e o novo códigos estão relacionadas à área de terra em que será permitido o desmate, ao tipo de produtor que poderá fazer isso, ao reflorestamento dessa área e à punição para quem já desmatou.

- Leia os textos do Novo Código aqui.

Para os ambientalistas e especialistas em meio ambiente, as mudanças no Código abrem brechas para aumentar o desmatamento e, com isso, podem ameaçar o ciclo das chuvas, a proteção do solo e a biodiversidade. Também causam polêmica os pontos que dizem respeito ao possível perdão a quem praticou o desmatamento no passado.

Um dos pontos mais polêmicos é o fato de o novo texto facilitar a ocupação ou regularização de propriedades que mantêm plantações e pastos nas chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs), como o topo de morros, encostas em declive e margens de rios e nascentes. Essas áreas são as mais vulneráveis por terem maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente e, portanto, precisam ser protegidas. A definição das APPs ficaria a cargo de órgãos locais, o que poderia causar a descentralização do Código e provocar diferenças enormes entre os Estados.

Como pode ser cobrado

O professor Samuel acredita haver uma boa possiblidade de o vestibular abordar o tema a partir da questão climática e de desastres ambientais. “Há uma demanda do governo para proteger o ambiente, até mesmo para evitar catástrofes como as que aconteceram na região sul ou na região serrana do Rio de Janeiro”, explica. “O código antigo proíbe ocupar encostas, mas o novo permite se for por uma pequena propriedade. Uma mansão em serras e encostas, por exemplo, é considerada uma grande propriedade em padrões urbanos, mas uma pequena propriedade em padrões rurais. Assim, eles ganham a legalidade de ocupar o espaço em que estão e isso pode provocar deslizamentos no período de chuvas”, completa.

O professor acredita que a questão poderá vir associada a um conceito climático: a chamada zona de convergência do Atlântico Sul (ZCAS), uma zona de baixa pressão de orientação Noroeste/Sudeste que se estende desde o sul da região amazônica até a região central do Atlântico Sul. Ela se caracteriza pelas altas temperaturas no verão, maior evaporação e, consequentemente, muita chuva. Esse excesso de chuvas atinge as regiões serranas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais e provoca alagamentos e, nas encostas indevidamente ocupadas, deslizamentos.

Este é um assunto sobre o qual vale refletir, porque pode, inclusive, ser tema de redação. Nesse caso, também é possível explorar outras questões. “Dá para refletir sobre o paradoxo de se transferir a responsabilidade da proteção ao meio ambiente para a população, com a proibição das sacolas de plástico, ao mesmo tempo em que se libera a ocupação do solo”, reflete o professor. Mas uma dica: para manter um debate mais rico, procure ler artigos escritos a partir de perspectivas diferentes – tanto dos oponentes quanto dos defensores do novo Código. Veja o que dizem tanto ambientalistas quando os ruralistas.

LEIA TAMBÉM:

- Teste: Biologia – Desequilíbrios Ambientais e Preservação do Ambiente

- Problemas Ambientais – resumo, dicas e questões de vestibular

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Comentários da Matéria

Larissa

12 de maio de 2012 às 17:57

Muito Interessante ! Obrigada.

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Hermann

13 de maio de 2012 às 8:56

Dicas muito boas!

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Eduardo Damas

14 de maio de 2012 às 14:03

importante

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Lucas

14 de maio de 2012 às 15:44

Adorei! Havia sendo falado sobre o código florestal mas não procurei saber, obrigado!! Explicação muito boa

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Eloisa

14 de maio de 2012 às 22:24

Muito bom. Obg :)

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Renata

14 de maio de 2012 às 23:07

Muito boa a dica vou me aprofundar nesse assunto.

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Ericka

15 de maio de 2012 às 16:21

Excelente texto ! Ajudou me muito .

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Mariana

25 de junho de 2012 às 17:49

Matéria bastante completa. Podemos refletir e tomar nossas próprias decisoes sobre o assunto.

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Amanda Aguiar

8 de julho de 2012 às 11:57

gostei muito interessante!!!!!!!!!!!!

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Amanda Aguiar

8 de julho de 2012 às 11:57

dicas muito legais

[Reply]

Karol

4 de agosto de 2012 às 10:29

Muito bom texto e dicas também muito interessantes !

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edianne

7 de agosto de 2012 às 11:44

gostei muito dessa matéria, me ajudou bastante

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Raquel Cristina

1 de outubro de 2012 às 18:40

Legal, Gostei!!!

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Bruna

21 de outubro de 2012 às 13:53

Adorei muito obrigada.

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nai

27 de outubro de 2012 às 17:01

otima explicação, ajudou bastante !

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lais

29 de outubro de 2012 às 23:08

Muito clara e objetiva!

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Aryane

30 de outubro de 2012 às 10:15

Pude compreender bastante sobre esse tema.. Obrigada! :D

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Yasmin

1 de novembro de 2012 às 12:49

Acredito que o novo código florestal brasileiro e as catástrofes naturais ocorridas na região serrana do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, podem cair interligadas como tema da redação do Enem. O jeito é ler mais sobre esses temas.

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Cleo Queiroz.

1 de novembro de 2012 às 23:43

Sábias palavras professor Samuel. Valeu, obrigada!

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larissa vasconcelos

2 de novembro de 2012 às 12:05

muito bom :}

[Reply]

larissa vasconcelos

2 de novembro de 2012 às 12:06

interessante :}

[Reply]

Ednei

2 de novembro de 2012 às 15:26

muito interessante, todas matérias. obrigado….

[Reply]

mara

2 de novembro de 2012 às 22:20

muito bom

[Reply]

Jean

4 de novembro de 2012 às 9:25

Exelente, irá ajudar muito

[Reply]

J. Carlos

4 de novembro de 2012 às 10:30

ótimo conteúdo, vai me ajudar muito no vestibular!

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LUÍS HENRIQUE

22 de novembro de 2012 às 21:54

GOSTEI!

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Cristina

26 de dezembro de 2012 às 15:39

Meio Ambiente é um tema muito legal. Boa Matéria.

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Thaylane

13 de janeiro de 2013 às 11:21

mto boa a dica.

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Gizelia

7 de março de 2013 às 11:43

muito interessante… Realmente será um assunto bastante abordado nos proximos vestibulares…
Vamos ficar atentos.

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Fontel

10 de março de 2013 às 14:06

Obrigada!!!

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Micheline

7 de maio de 2013 às 17:51

Depois de meses sem saber realmente do que se tratava, hoje posso dizer que entendo a polemica do Código Florestal! Muito obrigada.

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