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A gripe aviária já matou mais de 25 pessoas; conheça as pandemias que já assolaram o mundo e entenda como os vírus se espalham

Ana Prado | 03/05/2013

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Em março deste ano, foi identificado o vírus H7N9, causador de um novo tipo de gripe aviária que já infectou 127 pessoas na China e matou 27 (até a publicação deste texto). Especialistas têm dito que o vírus é uma ameaça à saúde mundial e a Organização Mundial da Saúde (OMS) o descreveu como “um dos mais letais” vírus de gripe, mas disse que, por enquanto, não há indícios de transmissão entre humanos (o que teria grandes chances de causar uma pandemia).

Para que isso ocorra, é necessário que o vírus sofra algumas mutações (quatro ou cinco, estimam estudos), mudando de um organismo que tem aves como hospedeiras para um que se espalhe facilmente pelo ar. Até agora, as pessoas que foram contaminadas tiveram contato direto com aves.

>>> Saiba mais sobre o vírus da AIDS e entenda como esses microrganismos agem nas células

Outra gripe que voltou ao noticiário por provocar algumas mortes é a provocada pelo vírus H1N1, também conhecida como gripe A ou “gripe suína” (que tem esse nome porque surgiu em criações de porcos e reúne genes de vírus que podem atingir suínos, aves e humanos). Mas os números não chegam nem perto dos de 2009, quando houve uma pandemia com cerca de  12 mil casos confirmados e quase 600 mortes só no estado de São Paulo.

Conheça um pouco sobre a história das pandemias e as doenças potencialmente perigosas, segundo a OMS, e revise alguns conceitos para o vestibular e Enem.


Imagem: Guia do Estudante – Atualidades 2010
A história de pandemias de gripe

Elas acontecem a uma razão de duas ou três a cada século. Conheça as principais:

1580
Surgida no verão daquele ano, uma gripe saiu da Ásia para a África e tomou a península europeia em seis meses, chegando até a América do Norte. Talvez tenha sido a primeira pandemia de gripe. Deixou um número incalculável de mortos – apenas em Roma, foram 8 mil, 10% da população da época.

1729
Na primavera russa, uma gripe seguiu para o oeste e, em meio ano, tomou toda a Europa. Durante três anos, a doença rodou pelo mundo, matando quase meio milhão de pessoas.

1781
Uma gripe de outono sai da China para a Rússia e, de lá, ganha a Europa em oito meses. Dois terços dos romanos e três quartos dos britânicos adoecem, e o vírus causa grandes surtos na Índia e nos Estados Unidos.

1830
Iniciada no inverno chinês, a pandemia espalhou-se para o Sudeste Asiático, cruzou a Rússia e a Europa, chegou às Américas no ano seguinte e retornou para a Europa em 1833, infectando de 20% a 25% da população.

 1889
Gripe russa

Uma nova pandemia surge em maio no sul da Rússia e espalha-se pela Europa. No começo de 1890, um barco a vapor da Alemanha leva a doença para Salvador, onde infecta metade dos soteropolitanos. No Rio de Janeiro, o vírus ainda atinge dom Pedro II, no finzinho da monarquia.

1918
Gripe espanhola (H1N1)

A mais grave das pandemias de gripe eclodiu no último ano da I Guerra Mundial (1914-1918), com um surto nos EUA. O movimento das tropas espalhou a doença pelo mundo, infectando 40% da humanidade em dois anos. Veja em mais detalhes na parte de baixo desta página.

 1932
O vírus da gripe é isolado em laboratório pela primeira vez.

1957
Gripe asiática (H2N2)

Os primeiros surtos ocorreram em fevereiro, no leste da China. Em três meses, a doença se espalhou pela região até a Oceania, e em oito meses a pandemia dava a volta ao mundo.

 1968
Gripe Hong Kong (H3N2)

O ano da contracultura, do assassinato de Robert Kennedy e do AI-5 também foi o ano do surgimento da última pandemia de gripe do século XX, que em seis meses saiu da China e chegou às Américas.

 1976
Gripe suína (H1N1) – o alerta falso

Em fevereiro, um soldado de uma tropa em Nova Jersey, nos EUA, morre infectado por um novo vírus de gripe. Temendo que fosse o início de uma nova gripe espanhola, o governo promove a vacinação de 40 milhões de pessoas. Efeitos colaterais da vacina matam 25 pessoas, enquanto a gripe matou apenas uma – o soldado.

2009
Gripe A (H1N1)

Dois meses depois de confirmados os primeiros surtos da gripe causada pelo novo vírus nos Estados Unidos e México, a doença é detectada em todos os continentes, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) declara que ela é a primeira pandemia do século XXI.



Imagem: Guia do Estudante – Atualidades 2010 (Clique para ampliar)

 

 

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Os EUA aprovaram um medicamento que previne contra o vírus da AIDS. Veja como ele funciona e relembre conceitos de biologia

Ana Prado | 30/07/2012

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Imagem: reprodução

O FDA (Food and Drug Administration), órgão regulador de drogas e alimentos do governo americano, anunciou neste mês de julho a aprovação do Truvada, a primeira pílula para ajudar a prevenir a contaminação pelo HIV.

O medicamento, disponível no mercado americano desde 2004 como parte do coquetel usado para o tratamento de pessoas infectadas, agora pode ser prescrito por médicos para grupos de alto risco, como prostitutas ou casais em que um dos parceiros é soropositivo. Mas ele deve ser usado com outros meios de prevenção, como a camisinha, pois não pode impedir o contágio sozinho.

O Truvada bloqueia a ação das enzimas que permitem ao RNA se replicar dentro das células hospedeiras. Ele combina dois medicamentos: entricitabina (de nome comercial Emtriva) e tenofovir (Viread). O primeiro inibe a atividade da transcriptase reversa, a enzima que copia o RNA do vírus em novos DNA virais. Assim, reduz a carga viral no corpo do doente. O segundo interrompe a incorporação do HIV ao RNA das células humanas.


Molécula do entricitabina, ou C8H10FN3O3S


Molécula do tenofovir, ou C19H30N5O10P • C4H4O4 (relaxa, não precisa decorar!)

É importante notar que essa pílula não atua como uma vacina. As vacinas agem por meio do sistema imunológico, enquanto o Truvada impede a reprodução do vírus por si mesmo. É por essa razão que o medicamento também é usado no tratamento de quem já tem o vírus, já que o HIV destrói o sistema imunológico dessas pessoas.

- Para saber mais sobre suas propriedades, veja este documento produzido pelo fabricante do medicamento (em inglês)

- Veja um esquema animado da ação do Truvada aqui

SAIBA MAIS: O infectologista da Unesp Alexandre Naime Barbosa responde a três perguntas sobre o medicamento
Como é o mecanismo de ação do Truvada?
O Truvada® é o nome comercial da associação entre duas drogas antirretrovirais (anti-HIV), o tenofovir e a entricitabina, em um só comprimido. As duas agem inibindo uma enzima essencial para a reprodução do HIV, chamada transcriptase reversa (TR). A TR é responsável por transformar o RNA do HIV em uma fita dupla de DNA, que se integra no DNA das células dos seres humanos, e depois disso, forma bilhões de novos vírus. Com o uso da medicação antes da exposição ao vírus (uso profilático), altas concentrações dessas drogas são atingidas em todo o organismo, incluindo os órgãos genitais. Dessa forma, a reprodução inicial do HIV fica muito dificultada, e a contaminação é reduzida em cerca de 44%, como foi demostrado no estudo iPrEx (2010).
Por que o medicamento precisa ser usado em combinação com práticas como o uso de camisinha?
O uso do preservativo sexual continua sendo a forma mais eficaz na prevenção da aquisição do HIV, com taxas de 100% de proteção em pessoas aderentes ao método. A ideia de usar uma profilaxia medicamentosa surgiu justamente porque alguns grupos de altíssimo risco para aquisição do HIV tem baixa adesão à camisinha, como homens que fazem sexo com homens (HSH) e profissionais do sexo. O racional é fornecer um método alternativo, porém sempre ressaltando e enfatizando o uso do preservativo tradicional, porque o Truvada® isoladamente tem eficácia limitada, de apenas 44%. Pode parecer pouco, mas em grupos de alto risco, se trata de um ganho considerável. Outros limites ao uso indiscriminado dessa droga passam pelos inúmeros efeitos colaterais, geração de cepas do HIV resistentes a esses antirretrovirais e necessidade de alta aderência às tomadas da medicação.
Qual a diferença entre o Truvada e as vacinas?
O Truvada® não é uma vacina, pois não estimula o organismo a gerar uma resposta de imunológica (de defesa), e sim impede que uma etapa essencial para a reprodução do vírus seja completada. Muitas pesquisas estão em andamento para estudar a eficácia de algumas verdadeiras vacinas para o HIV, mas até agora os resultados, apesar de animadores, não permitem pensar em um produto disponível no mercado em curto prazo.

Se esse tema aparecer no vestibular, a banca examinadora provavelmente cobrará conhecimentos sobre vírus, retrovírus (caso do HIV) e vacinas. Vamos relembrar esses conceitos? Abaixo vai um apanhado geral do que o GE Biologia Vestibular + Enem 2013 traz sobre isso. (Saiba mais sobre a edição)

Os vírus

Vírus são basicamente uma cápsula de proteína (capsídio) envolvendo moléculas de DNA ou de RNA. Todos os seres vivos carregam em suas células as duas moléculas, mas não os vírus. Neles, só existem o DNA ou o RNA. Eles também não têm um citoplasma com organelas para a obtenção de energia. Assim, para sobreviver e se reproduzir, precisam invadir uma célula e roubar dela a infraestrutura. O ataque viral é simples e fulminante. Basta ele se encostar à superfície externa de uma célula (processo chamado absorção) e injetar nela seu material genético – DNA ou RNA (processo chamado penetração). A penetração pode se dar de diferentes formas:

• Por endocitose, quando a própria célula hospedeira “engole” o vírus, destrói o capsídio e absorve o material genético viral. É o que acontece com os vírus da gripe.

• Por injeção do material genético, ficando o capsídeo do vírus fora da célula. Isso ocorre com vírus que atacam bactérias.

• E por fusão do capsídeo com a membrana da célula hospedeira. É o que faz uma classe especial de vírus, o retrovírus, como o HIV (veja abaixo).

Seja qual for o processo de penetração, uma vez que o material genético do vírus esteja no interior da célula, ele se multiplica e produz novos capsídeos para que nasçam novos vírus. Para saírem da célula hospedeira, eles acabam por destruí-la.


Imagem: GE Biologia Vestibular + Enem 2013

Como o vírus faz pirataria

Os retrovírus são um tipo de vírus que só tem RNA, e, como qualquer vírus, também precisam invadir uma célula para sobreviver. Para “piratear” as informações genéticas da célula hospedeira, ele faz uma transcriptase reversa. Em vez de transcrever informações de um DNA para um RNA, a enzima transcreve informações do RNA viral para um DNA viral, que se integra ao DNA do hospedeiro e se multiplica normalmente. Os retrovírus podem permanecer latentes por anos. Um dia, o DNA adulterado recebe uma ordem para codificar as mensagens em RNA. Aí, o vírus se multiplica e infecta o organismo.

Como o organismo se defende

A guerra do organismo contra agentes agressores funciona como ações de sabotagem e contrassabotagem química. Do lado dos bandidos estão os microrganismos, que, quando invadem o organismo, podem se proliferar e danificar o funcionamento de alguns tipos de célula. O corpo identifica esses microrganismos como antígenos. Do outro lado, como mocinhos, estão os anticorpos – proteínas de defesa, sintetizadas pelo sistema imunológico.

A batalha funciona assim: o sistema imunológico reconhece qualquer antígeno que invada o corpo que ameace sabotar o funcionamento das células e produz os anticorpos específicos para neutralizar sua ação danosa, reagindo com aquela substância. A reação química entre antígenos e anticorpos é específica. Isso significa que um anticorpo produzido na presença de determinado antígeno só reage com esse antígeno. Assim, o anticorpo que desativa o vírus do sarampo não funciona para o vírus da catapora, nem da meningite.

Depois de entrar em contato com um agente infeccioso, o sistema imunológico desenvolve células capazes de reconhecer esse agente caso ele volte a atacar, mesmo depois de várias décadas. São as chamadas células de memória. Mas nem sempre as células de memória conseguem imunizar o organismo por longos períodos. No caso da gripe, por exemplo, os vírus Influenza sofrem mutações muito rapidamente. Por isso, os anticorpos desenvolvidos pelo organismo num ano não previnem, necessariamente, contra o vírus do ano seguinte.


Imagem: GE Biologia Vestibular + Enem 2013. Clique para ampliar.

O corpo já nasce sabendo como se defender de algumas ameaças e adquire outras armas de defesa no decorrer da vida. O modo como o organismo adquire imunidade pode seguir vários caminhos:

A imunização pode ser ativa ou passiva. A ativa consiste na produção de anticorpos pelo próprio organismo, quando ele é invadido por um antígeno. Neste caso, a informação fica armazenada em células de memória e, se o organismo entrar em contato com o antígeno outra vez, a resposta será rápida, específica e duradoura. Isso ocorre quando o corpo adquire imunização porque passa pela doença ou é vacinado. Já na imunização passiva, a pessoa recebe os anticorpos pré-formados contra determinado antígeno. Esses anticorpos atuam durante certo tempo no organismo e depois são eliminados, sem que se formem células de memória. Esse é um processo não duradouro e, às vezes, pouco específico. É o que acontece com os soros.

A imunização pode, ainda, ser natural ou artificial, dependendo de como é adquirida. A imunização natural ocorre quando o organismo entra em contato com o agente causador da doença e produz, naturalmente, anticorpos contra o patógeno ou a toxina. A imunização artificial é a induzida por meio da vacinação – ou seja, a inoculação no organismo de microrganismos vivos atenuados ou mortos, ou de componentes inativados desses microrganismos.

Basta um pedacinho do antígeno para que o sistema imunológico aprenda a reconhecer a ameaça e dê uma resposta primária, produzindo anticorpos específicos e formando células de memória. A resposta imunológica secundária acontece com a aplicação de dose de reforço da vacina, ou quando o organismo vacinado entra em contato com o agente agressor. Nesses momentos, o sistema imunológico reforça a capacidade das células de memória e a ação dos anticorpos. (veja o infográfico acima).

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Como a Rio+20 pode ser abordada no vestibular

Ana Prado | 22/06/2012

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Durante estes últimos dias, não se falava em outra coisa. A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ou Rio+20, dominou o noticiário e coloca o meio ambiente como tema praticamente certo nos vestibulares e Enem deste ano, segundo os professores ouvidos pelo GUIA. Mas o que é realmente a Rio+20 e como ela pode ser cobrada?

Vamos começar com o básico: a conferência, realizada de 13 a 22 de junho de 2012 na cidade do Rio de Janeiro, é assim conhecida porque marca os vinte anos de realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92). O objetivo é renovar o compromisso político mundial com o desenvolvimento sustentável. Para isso, foi feita uma avaliação do progresso na implementação das decisões adotadas pelas principais cúpulas anteriores sobre o assunto e uma discussão sobre temas novos e emergentes.

Os dois temas principais discutidos ali foram a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. O resultado é o documento final de 49 páginas denominado “O Futuro Que Queremos” lançado nesta sexta-feira (22), último dia da Rio+20.

Pode cair no vestibular?


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se reúne com representantes da Cúpula dos Povos e recebe documento preliminar com demandas das organizações da sociedade civil no evento paralelo à Rio+20. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Para o professor Paulo Roberto Moraes, supervisor de Geografia do Curso Anglo, “dificilmente vai haver alguma pergunta pedindo informações específicas sobre a Rio+20”. O que pode acontecer, ele acredita, é usarem a conferência como gancho para questões envolvendo o meio ambiente.

“Houve um jogo de forças poderoso entre países ricos e pobres ou emergentes e o documento resultante da conferência não foi o que se esperava – alguns consideram que foi um fracasso”, diz ele. O professor de biologia do Anglo, Armênio Uzunian, concorda: “As conclusões são decepcionantes, por enquanto temos apenas um protocolo.”

O documento “O Futuro Que Queremos” (já disponível para download no site da ONU em inglês, francês, espanhol, chinês e árabe) traz uma lista de promessas que visam uma “economia verde” para o futuro. Além disso, ele cita como principais ameaças ao planeta a desertificação, esgotamento dos recursos pesqueiros, contaminação, desmatamento, extinção de milhares de espécies e aquecimento global – este definido como “um dos principais desafios de nossos tempos”.

Outro desafio lembrado é o do aumento da população, que deve chegar a 9,5 bilhões de pessoas até 2050. Em uma reunião com as ONGs da Rio+20, Ban Ki-Moon afirmou: “Para 2030, precisamos de 50% mais alimentos, 45% mais energia e 30% mais água apenas para viver como vivemos hoje.”

Um problema apontado pelos críticos do documento, no entanto, é a falta de detalhes práticos de como os objetivos podem ser alcançados.

Kumi Naidoo, do Greenpeace Internacional, um dos 36 ativistas que se reuniram com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, na sexta-feira para entregar um documento com críticas das ONGs ao documento, criticou o “fracasso” e a falta de ambição da conferência e disse que “o acordo final é abstrato e não corresponde à realidade”. E completou: “O que vemos aqui não é o mundo que queremos, é um mundo no qual as corporações poluidoras e aqueles que destroem o meio ambiente dominam”.

“Para os críticos do documento, ele nada mais é do que marketing verde, uma maquiagem em que você não mexe na estrutura da economia internacional – apenas lhe dá uma roupa ecológica”, explica o professor Moraes.

A força política da Rio+20 também foi questionada devido à ausência de líderes importantes, como o presidente norte-americano, Barack Obama, a chanceler alemã Angela Merkel e o britânico David Cameron.

Organizações não governamentais promoveram vários protestos durante a conferência e prometeram apresentar um balanço das discussões reivindicando, entre outros pontos, a ampliação de poderes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Temas para se dar atenção

Segundo os professores, esses conflitos de interesses podem cair no vestibular. A Cúpula dos Povos, evento paralelo à Rio+20 realizado no Aterro do Flamengo (também no Rio de Janeiro), contou com a participação de diversos setores da sociedade civil e movimentos sociais de vários países e trouxe discussões pertinentes sobre as causas da crise socioambiental e possíveis soluções práticas para ela. Vale ir atrás de artigos sobre isso.

Além do desenvolvimento sustentável com inclusão social, temas mais diretamente relacionados ao meio ambiente, é claro, também deverão ser muito valorizados nas provas – tanto de geografia e biologia quanto de física e química. “É bom se dar atenção para a discussão de medidas para a redução das emissões de gás carbônico, energia limpa, preservação de matas (incluindo a matas ciliares, que protegem os leitos dos rios) e de oceanos”, aponta o professor Armênio.

Os oceanos, aliás, receberam atenção especial na Rio+20. Enquanto a Eco-92 ficou conhecida como a “Cúpula da Terra”, a Rio+20 foi muitas vezes citada como a “Cúpula dos Mares”.  O documento final aprovado pelos Chefes de Estado este ano traz como uma de suas metas a redução dos detritos marinhos, em especial plástico, até 2025. O desenvolvimento de uma rede global de áreas marinhas protegidas internacionais e a criação de mecanismos de governança global dos oceanos para preservar a biodiversidade e os recursos genéticos também estava em pauta.

A participação popular, no entanto, foi um marco importante da conferência. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, afirmou: “Nós podemos dizer, hoje, que a Rio+20 é a maior conferência da história das Nações Unidas em termos de envolvimento popular. Este método de participação veio para ficar”. Além de poder participar votando em temas que deviam ser apresentadas aos Chefes de Estado e Governo, o público usou as redes sociais para mobilizações.

Militantes do movimento em prol do fim dos subsídios ao petróleo conseguiram mais de 100 mil tweets para a campanha #EndFossilFuelSubsidies, lançada pelas ONGs Priceofoil e Natural Resources Defense Council (NRDC) para exigir o fim dos subsídios à indústria do petróleo. “O resultado final superou todas as nossas expectativas. Os governos receberam uma mensagem clara de que é hora de acabar com esses subsídios”, disse à imprensa Jake Schmidt, diretor da NRDC.

Esse é um dos temas mais polêmicos na transição para uma economia verde: segundo a Agência Internacional de Energia, US$ 775 bilhões são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas.

A dica dos professores é ler artigos e análises sobre esses temas. O site da Rio+20 traz bastante informação sobre tudo o que foi discutido por lá. E a Veja fez uma página especial sobre isso.

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- Problemas Ambientais – resumo, dicas e questões de vestibular

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