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Entenda o conflito entre Israel e Palestina

Ana Prado | 23/11/2012

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Artilharia israelense ataca um alvo na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, em 19 de novembro de 2012. De acordo com relatórios desse dia,  pelo menos 90 palestinos foram mortos e mais de 700 feridos. (Foto por Christopher Furlong / Getty Images)

No dia 10 de novembro, tropas israelenses iniciaram uma ofensiva contra palestinos na região da fronteira com a faixa de Gaza, em resposta a um ataque que resultou na explosão de um veículo militar israelense na região. Os ataques armados foram se intensificando e duraram mais de uma semana, resultando em na morte de 162 palestinos e cinco israelenses. A população da faixa de Gaza, de 1,7 milhão de pessoas, sofreu com bombardeios aéreos da parte de Israel e com a saraivada de foguetes disparados por militantes palestinos – que pela primeira vez atingiram as regiões de Tel Aviv e Jerusalém.

Com esforços intensos do Egito, apoiado pelos Estados Unidos, foi estabelecida uma trégua entre os dois lados. O texto do acordo prevê também que Israel diminua suas restrições ao movimento de pessoas e produtos na Faixa de Gaza, que está atualmente submetida a um bloqueio.

Os palestinos comemoraram a trégua e se consideraram vitoriosos. O líder do Hamas, no poder em Gaza, Khaled Meshaal, contou com o apoio do Irã e afirmou que a organização palestina respeitará a trégua se Israel o fizer, mas que reagirá a violações.

Alguns israelenses realizaram protestos contra o acordo e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que uma abordagem mais dura contra o Hamas pode ser necessária no futuro.


Israelenses inspecionam os danos em casa em Ofakim, Israel, atingida por um foguete disparado por militantes palestinos em 18 de novembro de 2012. (Foto por Lior Mizrahi / Getty Images)

Mudanças na situação política da região

As relações entre Israel e os palestinos sofreram, nos últimos anos, o impacto de duas mudanças externas:

- A chegada do democrata Barack Obama ao governo dos Estados Unidos, em 2009, com uma retórica menos enfática de apoio a Israel. Em maio de 2011, Obama fez um pronunciamento histórico, defendendo um Estado palestino desmilitarizado ao lado de Israel, com base nas fronteiras definidas até 1967 – salvo alterações acertadas entre os dois países envolvidos. Netanyahu descartou a ideia. Disse considerar as fronteiras pré-1967 “indefensáveis”, por deixar fora de Israel os mais de 120 assentamentos na Cisjordânia, onde moram 330 mil judeus.

- A Primavera Árabe, no início de 2011, que derrubou o ditador Hosni Mubarak da presidência do Egito. Mubarak era fiel aliado dos EUA e reconhecia o Estado de Israel. Já seu sucessor Mohamed Mursi é ligado aos islamitas da Irmandade Muçulmana, movimento que originou o Hamas. Mesmo assim, o presidente norte-americano Barack Obama continuou a apostar no governo egípcio como o mais bem posicionado para concluir um cessar-fogo entre israelenses e palestinos.

O conflito entre palestinos e israelenses dura mais de seis décadas. Veja um resumo dos principais momentos e aspectos:


Fonte: GUIA DO ESTUDANTE – Atualidades – 2º semestre de 2012.


Fonte: GUIA DO ESTUDANTE – Atualidades – 2º semestre de 2012.

Por que a coisa não se resolve?

Palestinos: Em abril de 2012, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, enviou uma carta ao primeiro-ministro de Israel, Benyamin Netanyahu, na qual reiterou as condições postas pelos palestinos para uma retomada de conversações de paz. Entre elas está a interrupção de construções nos assentamentos judaicos erguidos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental – territórios palestinos ocupados por Israel desde 1967. Quanto mais os israelenses constroem, mais distantes ficam os palestinos de ter o controle ou um estado próprio.

Israelenses: O premiê Netanyahu respondeu que não aceita nenhuma condição prévia e ainda autorizou o início de outros três assentamentos na Cisjordânia, pela primeira vez em duas décadas. Netanyahu se recusava então a prorrogar o acordo de interrupção das construções nos assentamentos judaicos, e Abbas não aceitava mais dialogar enquanto houvesse a expansão dessas colônias. Entre as populações, a tensão permanece, e os palestinos continuam vivendo em condições muito precárias.

 

Para saber mais:

- Acompanhe as notícias sobre o conflito aqui.

- A Criação de Israel: duas visões conflitantes

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Egito realiza segundo turno das eleições neste fim de semana; veja como isso pode ser cobrado no vestibular

Ana Prado | 17/06/2012

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Neste fim de semana, o Egito realizou o segundo turno de suas eleições presidenciais. O páreo está entre o islamita Mohammed Mursi e o ex-dirigente do antigo regime Ahmed Shafiq. As eleições são as primeiras diretas da história do mundo árabe e parte da transição para a democracia após a queda do presidente Mubarak no começo de 2011, após 30 anos no poder. Os resultados só serão conhecidos na próxima quinta-feira.


Muhammad Hosni Said Mubarak, o quarto presidente do Egito, que renunciou ao poder em fevereiro de 2011

Antes disso, o Egito realizou, no fim de 2011 e início de 2012, a eleição mais aberta de sua história para a câmara baixa do Parlamento, responsável por nomear a comissão encarregada de elaborar a nova Constituição. A Irmandade Muçulmana venceu. Porém, nesta quinta, o Tribunal Constitucional do país anulou a composição do Parlamento dominado pelos islamitas, o que acrescentou ainda mais dúvidas e receio em relação a esse processo de transição democrática. Uma nova eleição terá de ser convocada pelo Poder Executivo.

A preocupação é que a anulação da Assembleia permita que os militares assumam o Legislativo, como foi o caso no período entre a queda de Mubarak, em fevereiro de 2011, e a primeira sessão do novo Parlamento, um ano depois. Jornais independentes classificaram a decisão como um “Golpe de Estado jurídico”.

O que é preciso saber

Segundo o professor e supervisor de geografia e geopolítica do curso Anglo, Augusto Silva, é importante ter em mente a divisão politica que o pais enfrenta. “Mubarak criou um vácuo de poder que pode ser assumido por religiosos conservadores representados pela Irmandade Muçulmana, que foram reprimidos até então, ou por militares ligados ao regime de Mubarak. As pessoas que participaram das manifestações da Primavera Árabe veem com ceticismo a situação. É algo como ‘se correr bicho pega, se ficar bicho come’”, explica. A eleição parlamentar deste ano colocou os islâmicos em uma posição de comando no Poder Legislativo – e a Irmandade Muçulmana espera repetir o feito com o seu candidato na eleição presidencial.

A juventude árabe, maior agitadora das revoltas da Primavera Árabe, não conseguiu se organizar para ter um candidato. “Há uma espécie de sociedade reprimida no Egito, que queria e provocou uma mudança rápida. A primeira coisa que eles queriam era a queda do ditador, o que já era um passo importante. Depois se discutiria quem deveria assumir o poder, mas essa não é uma questão tão simples”, explica o professor Augusto. Chegar ao poder sem ser pelo processo democrático, porém, poderia gerar uma guerra no país, uma vez que os militares ligados ao antigo regime poderiam revidar.

Ainda não é possível prever o futuro egípcio. “Foi uma mudança política histórica, mas muita coisa ainda pode acontecer – incluindo conflitos maiores entre as duas facções que disputam o poder, como uma guerra civil ou, por outro lado, o surgimento de uma liderança bem aceita”, afirma o professor. O país mantém uma linha próxima aos EUA, além de ser uma voz de negociação com Israel. Se a Irmandade Muçulmana assumir o poder no lugar dos militares, isso pode mudar.

Como pode ser cobrado?

“Temos a tendência de achar que o vestibular vai cobrar os assuntos de uma forma profunda, mas isso não necessariamente acontece. Na Fuvest em 2012, a pergunta foi bem geral, pedindo localização geográfica, e muitas vezes o aluno erra isso”, diz Augusto. Para ele, é importante que o estudante seja capaz de identificar os países que participaram da Primavera Árabe, localizá-los em um mapa e entender as mudanças politicas pelas quais o Egito passou, bem como a sua importância econômica e política.

O Egito, colonizado pelos britânicos, foi um dos primeiro africanos a conseguirem sua independência, logo no começo do século 20. Hoje, é a segunda maior economia da África, atrás da África do Sul, com boa produção de petróleo e certa industrialização em setores básicos, como siderurgia e metalurgia. O turismo, ao lado do petróleo, é o carro-chefe da economia.

O presidente Muhammad Hosni Said Mubarak assumiu o poder em 1981 e manteve uma postura neutra no conflito árabe-israelita, o que fez com que fosse frequentemente chamado para negociações entre os dois lados. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da população egípcia e acabou renunciando. Em 2 de Junho de 2012, foi condenado à prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes nos protestos que o derrubaram em 2011.

A Primavera Árabe

A Primavera Árabe é o nome dado à onda de protestos e revoluções contra governos do mundo árabe, Oriente Médio e norte da África, que eclodiu em janeiro de 2011, pedindo democracia. A onde de manifestações já foi destaque nos vestibulares, aparecendo nas provas do Enem 2011, da Fuvest 2012 e da Unesp 2012.

Além de atentar para os conflitos em toda a região, o estudante precisa saber localizar os países que estão envolvidos nele: Barein, Iêmen, Tunísia, Líbia, Egito e Síria.

Fonte: GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM 2012

 

Com informações da AFP, EFE e Guia do Estudante Atualidades.

 

 

Leia também:

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