Guia do Estudante

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Quatro livros para você estudar história e se divertir

Guilherme Dearo | 09/12/2011

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Para descansar enquanto as provas da segunda fase dos vestibulares não começam, um bom livro pode ser uma boa pedida: dá para levar naquela viagem à praia, ler no carro, no avião… Se o livro divertir, mas ajudar a estudar, então melhor ainda! Hora de repor as energias, mas sem deixar de lado a reta final do vestibular, certo?

Confira quatro dicas de livros ótimos que vão lhe ajudar a revisar conteúdos de história, geografia e atualidades.  Além disso, eles são bem variados: são dois livros-reportagem, um romance e uma história em quadrinhos!

Vejo a Terra Prometida – A Vida de Martin Luther King

Vejo a Terra Prometida é uma graphic novel que conta a história de vida de Martin Luther King, ativista americano que lutou pelos direitos civis dos negros e foi assassinado em 1968.

Editada no Brasil pela WMF Martins Fontes, a obra traz texto do americano Arthur Flowers e desenhos de Manu Chitrakar. Manu, aliás, nasceu na região de Bengala, Índia, e ilustra a obra com desenhos feitos ao estilo indiano das grandes fábulas.

O livro é uma ótima pedida para conhecer de um jeito divertido um momento essencial da história do século 20 e ainda conferir belas ilustrações. Você pode estudar a luta pelos direitos civis dos negros nos EUA, a questão do racismo dos anos 60 e todo o contexto da contracultura e da Guerra Fria dos EUA.

Ulisses de Bagdá

O livro do escritor francês Eric-Emmanuel Schimitt (Editora Record) é uma história de ficção, mas poderia ser totalmente verídico. Ele conta a história do iraquiano Saad Saad, que, vivendo opressivamente no Iraque do ditador Saddam Hussein, vê seu país ser invadido pelos Estados Unidos, dando início à Guerra do Iraque no contexto da guerra ao terror promovida pelo presidente George Bush.

Quando familiares e sua namorada morrem durante o conflito, Saad decide se tornar um refugiado de guerra e começa uma viagem, sempre como clandestino, com destino a Londres. No caminho, só lhe restará refletir sobre a questão do que é pátria, fronteira e identidade.

Ótimo para refletir sobre o “século do terror”, a Guerra do Iraque e a questão da xenofobia e dos refugiados.

O Afeganistão Depois do Talibã

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o Afeganistão entrou em uma guerra com os Estados Unidos e os nomes “Talibã” e “Osama Bin Laden” se tornaram mundialmente famosos.

A jornalista d’O Estado de S. Paulo Adriana Carranca foi ao Afeganistão duas vezes após os ataques: em 2008 e em 2011, tempos antes da morte de Bin Laden. Dessas duas viagens, Carranca acumulou relatos sobre as pessoas imersas naquele cenário caótico: afegãos, estrangeiros, guerrilheiros.

O resultado dessas histórias – ao lado de belas fotografias – está no livro O Afeganistão depois do Talibã, da Editora Civilização Brasileira, que permite entender a realidade do Afeganistão não sob a ótima da imprensa internacional ou dos Estados Unidos, mas sim sob a ótica de seu povo.

Candongueiro – Viver e viajar pela África

O livro (Editora Record) é um relato de viagem pessoal do jornalista João Fellet. Quando foi trabalhar em Angola, Fellet viajou pela continente, da África do Sul ao Egito.

No livro, um diário de bordo, conta suas experiências, tanto apuros quanto momentos sublimes. O nome candongueiro se refere a pequenas vans que são o meio de transporte mais conhecidos e usados pela população.

O relato pode ser pessoal, mas as informações são precisas. Assim, é uma boa maneira de conhecer a realidade atual do continente africano.

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Divirta-se nas férias e prepara-se para o vestibular com mostra de cinema brasileiro

Guilherme Dearo | 07/12/2011

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As férias escolares chegaram, é tempo de descansar e aproveitar as férias, certo? Bem, mais ou menos! O descanso das aulas é mais do que merecido, mas também não dá para se desligar totalmente dos estudos se há muitas provas de segunda fase vindo por aí, não é mesmo?

Uma boa maneira de relaxar e ainda se preparar para o vestibular é indo ao cinema. Uma boa pedida dessas férias é a Retrospectiva do Cinema Brasileiro, mostra do Cinesesc, em São Paulo, que reúne todos os filmes brasileiros que passaram pelo cinema no último ano.

Entre as dezenas de filmes, dá para encontrar muitos que ajudam a revisar tópicos de história, literatura, geografia…

A 12ª edição da Retrospectiva está rolando desde o dia 2 e vai até 29 de dezembro, com ingressos custando módicos quatro reais. Se você não é de São Paulo, não se preocupe! Dê uma olhada na lista completa de filmes e procure a locadora mais próxima de sua casa!

Confira quatro filmes para assistir e estudar para o vestibular:

José e Pilar

O documentário aborda a relação entre o escritor português José Saramago, prêmio Nobel da Literatura e um dos mais importantes escritores portugueses de todos os tempos, e Pilar Del Rio, jornalista espanhola.

Quando: 12/12, 21h

Tancredo – A Travessia

O documentário conta a história de Tancredo Neves, eleito presidente após décadas de Ditadura Militar, mas que faleceu antes de assumir o poder. Ótimo para estudar a história contemporânea do Brasil, em especial o fim da Ditadura, a retomada da democracia e o Movimento Diretas Já.

Quando: 9/12, 17h

Capitães da Areia

O filme é baseado no livro do escritor baiano Jorge Amado e que está na lista obrigatória de obras literárias da Fuvest e da Unicamp 2012. A história fala de um grupo de crianças e adolescentes abandonados por suas famílias que crescem nas ruas de Salvador, praticando assaltos, e fugindo da polícia enquanto lutam para sobreviver.

Quando: 17/12, 21h

Lixo Extraordinário

O documentário produzido no Brasil e na Inglaterra e que concorreu ao Oscar de melhor documentário em 2011 conta o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz no Jardim Gramacho, um dos maiores aterros sanitários do mundo, no Rio de Janeiro. Ótimo para refletir sobre grandes questões brasileiras da atualidade, como desigualdade social e desenvolvimento sustentável.

Quando: 18/12, 21h; e 22/12, 19h

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Quatro HQs de Joe Sacco para você conhecer

Guilherme Dearo | 11/07/2011

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Imagine poder estudar alguns assuntos importantes e complicados, como o conflito entre israelenses e palestinos, com um livro dinâmico e atraente, que usa uma linguagem contemporânea.

Imagine trocar relatos muitas vezes frios, cheios de números e datas, por relatos humanizados e que contam a história do ponto de vista das pessoas comuns. Para completar, imagine ser transportado para os cenários e imagens daquela época, sentir que se está diante de centenas de fotografias, de um grande filme.

Imaginou? Pois é assim que você estuda quando tem diante de si os livros de Joe Sacco, jornalista que criou o chamado “jornalismo em quadrinhos”.

Sacco, que nasceu em Malta, se formou em jornalismo nos EUA e, mantendo sua paixão pelo desenho, não demorou em cobrir zonas de conflito e contar suas histórias usando a linguagem das HQs, como a região da Bósnia e a região da Palestina.

- Leia a entrevista exclusiva que Joe Sacco deu ao GUIA DO ESTUDANTE

Veja cinco quadrinhos do jornalista que vão fazer você se divertir e ao mesmo tempo entender temas importantes de história, geografia e atualidades:

Notas Sobre Gaza

O mais recente livro de Sacco aborda o massacre de centenas de palestinos ocorrido em 1956, na Faixa de Gaza, pequeno território situado no sudoeste de Israel. Lá se refugiaram centenas de milhares de palestinos que foram expulsos de suas terras quando o estado de Israel foi criado, em 1948.

Sacco viajou à região em 2002 e compara o atual situação com a tragédia de décadas atrás. Ele não relata o conflito de maneira distante, sim ouve civis, pessoas comuns, e traz à tona suas histórias de dor e opressão.

Palestina: uma nação ocupada

Antes de “Notas Sobre Gaza”, Joe Sacco já havia abordado o conflito Israel-Palestina neste livro. Sacco viajou entre 1991 e 1992 ao Oriente Médio e coletou histórias nas ruas, hospitais, escolas e campos de refugiados. Tanto palestinos quanto judeus ganham voz em seus desenhos, não só contando histórias dos conflitos presentes como fazendo um resgate da memória que se ameaça apagar.

Uma história de Saravejo

Sacco viajou à Europa em 2001 para reconstituir fatos e relatar o sangrento conflito étnico ocorrido após o desmembramento da Iugoslávia em diversos outros países, no começo da década de 1990. Na capital da Bósnia, Saravejo, o jornalista encontra o esforço da população para se recuperar da destruição da guerra de anos atrás, que deixou 200 mil mortos e 2,5 milhões de refugiados entre 1992 e 1995.

Área de segurança: Gorazde

Em sua primeira vez à Bósnia e em Saravejo, Sacco decidiu contar uma história que a imprensa mundial parecia ignorar: na parte oriental do país, onde a ONU criara “áreas de segurança” para impedir que tropas sérvias continuassem a massacrar civis, uma verdadeira limpeza étnica acontecia. A morte de milhares de muçulmanos na Europa parecia ser invisível aos olhos da comunidade internacional. Não para Sacco, que contou a história de Gorazde, uma dessas áreas de segurança onde 2600 pessoas foram mortas.

SAIBA MAIS

- Entenda a questão Israel-Palestina com três filmes e uma história em quadrinhos

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Filmes da mostra de Alfred Hitchcock são ótima oportunidade de aprender história

Guilherme Dearo | 04/07/2011

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Que tal esfriar um pouco a cabeça e dar uma pausa nas leituras, indo ao cinema? Acha que sua mãe vai ficar brava se descobrir que você trocou os estudos por uma saída com os amigos?

Então confira a mostra, em São Paulo, que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Cinesesc estão promovendo do cineasta americano Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre do suspense (você com certeza já viu aquela famosa cena do assassinato no chuveiro, certo?).

Com muitos dos filmes de Hitchcock é possível se divertir e ainda repassar conteúdos de história e geografia. É a desculpa perfeita para relaxar e curtir um cineminha, mas sem se esquecer do vestibular.

Até 24 de julho há programação de quarta a domingo com as obras do diretor inglês. Serão apresentados ao todo 54 longas e 127 episódios de sua séria para televisão, além de três curtas.

É a sua chance de ver clássicos como “Janela Indiscreta”, “Psicose” (o filme com a tal cena do chuveiro) e “Os Pássaros”. Ainda terá cursos, palestras e debates sobre a obra de Hitchcock.

A programação completa está no site da Mostra. Os ingressos custam R$4 (R$2 a meia-entrada).

Veja a seguir algumas sugestões de filmes que você pode ver na mostra:

(E claro: se você não for de São Paulo ou, mesmo morando aqui, não conseguir dar uma passada por lá, ainda dá para alugar os filmes numa locadora, viu! História e geografia caem muito bem com uma pipoquinha!)

Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)

Ótimo para conhecer mais sobre o período da Guerra Fria, que polarizou o mundo em dois grupos, cada um sob a influência das duas grandes potências econômicas, políticas e militares da época: Estados Unidos e União Soviética.

No filme, o publicitário americano Rogher Thornhill é confundido com um espião russo. A partir daí, envolve-se em uma grande fuga e passa a ser perseguido tanto pelo governo dos Estados Unidos quanto por espiões.

É legal pelas ótimas cenas de ação. E você também entende o clima de paranoia dos EUA daquela época: espiões, investigação do governo e o verdadeiro “caça às bruxas” promovido, sendo que as “bruxas”, naquele contexto, eram os “comunistas”.

Topázio (Topaz, 1969)

Mais um suspense cheio de ação para entender a Guerra Fria. Neste, André é contratado para checar boatos de mísseis russos em Cuba e descobrir o espião na Otan de codinome Topázio. Olha aí temas importantes que, volta e meia, caem no vestibular! Primeiro, o filme faz uma referência ao episódio histórico conhecido como “crise dos mísseis”, quando a União Soviética, em represália aos mísseis americanos instalados na Turquia, colocaram os seus próprios mísseis em Cuba, um aliado comunista. É claro que os EUA interpretaram aquilo como uma grande ameaça, já que Cuba fica muito próxima à costa americana.

Topázio também cita a Otan, importante órgão internacional que costuma aparecer nas provas de história e geografia: a Organização do Tratado do Atlântico Norte foi criada como aliança militar em 1949 e tem papel-chave nos conflitos da segunda metade do século 20.

Interlúdio (Notorius, 1946)

Um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial, Hitchcock acabou tratando, claro, do nazismo em seu filme. Na história, um agente do governo dos EUA chantageia a filha de um nazista para forçá-la a espionar um agente alemão que mora, vejam só, no Rio de Janeiro! Só a referência ao Brasil já desperta curiosidade suficiente para ver o filme, mas vale para relembrar algumas coisas do nazismo e da participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Além disso, o filme ilustra uma situação comum nos anos seguintes: membros do governo nazista que, após a derrota na guerra, acabaram se escondendo no Brasil e em outros países da América do Sul. E olha que muitos ficaram de boa por aqui por décadas, viu…

Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent, 1940)

Mais um filme que se passa na Segunda Guerra Mundial. Na história, um jornalista americano viaja para a Europa às vésperas da guerra para atuar como correspondente de seu jornal. Após testemunhar o assassinato de um diplomata, ele se vê envolvido na trama e logo descobre que a vítima na verdade não está morta. Começa então o conflito de relatar o episódio ao jornal ao mesmo tempo em que se está envolvido nele. Mais uma vez, muitos espiões e tramas secretas de governo… Hitchcock já previa o que viria a partir da década de 1950, não é mesmo?

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