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Fotos – e um vídeo – incríveis mostram teste nuclear feito pelos EUA no atol de Bikini

Ana Prado | 21/02/2013

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Em 1946, os Estados Unidos fizeram algo que, ao mesmo tempo em que ferveu os ânimos do mundo em plena Guerra Fria, também rendeu fotografias belíssimas e influenciou até a moda. A chamada Operação Crossroads consistiu em testes nucleares no atol de Bikini, na Micronésia. Formado por 36 ilhas que rodeiam uma lagoa, o atol era o local ideal porque ficava longe das rotas marítimas e aéreas.

A explosão nuclear, a primeira ocorrida debaixo d’água, foi registradas por um fotógrafo a 5,6 km de distância do local e levantou 2 milhões de toneladas de água e areia pelo ar, criando uma coluna de mais de 1.800 metros de altura, mais de 600 metros de largura e com paredes de mais de 90 metros de espessura.

Os menos de 200 habitantes do conjunto de ilhotas foram evacuados e, embora tivessem tido permissão para voltar mais de 20 anos depois, tiveram de deixá-lo novamente porque a contaminação, especialmente de alimentos, ainda estava alta. O local não é habitado até hoje e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2010.

O acontecimento inspirou o francês Louis Réard, que faria seu primeiro desfile poucos dias depois, a nomear sua mais recente criação: o biquíni. Com bom faro mercadológico, ele apostou que sua invenção seria igualmente destruidora e batizou-a com o nome do atol.

Veja as imagens abaixo e surpreenda-se. E aproveite para saber mais sobre o que esse teste nuclear significou para o mundo naquela época clicando no link abaixo.

>> Como os Estados Unidos e a União Soviética conseguiram, em menos de 20 anos, atingir o poder de mútua destruição

 

(Via Petapixel)

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Categoria: Imagens

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Estude a Guerra do Afeganistão com quadrinhos

Amanda Previdelli | 29/06/2012

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O livro O Fotógrafo é uma mistura de fotografia, desenhos e textos que relatam a história real do fotógrafo Didier Lefèvre, que acompanhou a expedição dos Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão em 1986. A mistura dá muito certo, já que os quadrinhos trazem um tom mais artístico e leva à história da guerra e as fotografias (igualmente artísticas) dão mais credibilidade ao relato.

Os textos nos livros (são três volumes no total) sabe ser irônico e engraçado sem deixar o leitor se esquecer que o tema é uma disputa que ocorreu durante a Guerra Fria. A linguagem é clara e os livros são fáceis de ler – a leitura flui.

- Estude os clássicos da literatura em quadrinhos

O fotógrafo e autor relata costumes locais, casos de guerra e maneiras que uma líder dos Médicos Sem Fronteiras teve de encontrar para se impor em um ambiente não só maioritariamente masculino como também bastante machista.

A obra é um relato histórico, mas não perde sua atualidade. Se antes a invasão era soviética, hoje o país vive uma ocupação de tropas da aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Nem tanta coisa mudou nos últimos 25 anos.

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5 filmes para você estudar a Guerra Fria

Amanda Previdelli | 03/02/2012

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Já pensou em estudar a Guerra Fria sem precisar pegar um livro ou o resumo da aula, descansando no sofá da sua casa? Pode parecer piada, mas não é. De James Bond a Adeus, Lênin, não foram poucos os filmes que retrataram o período.

A Guerra Fria foi o confronto ideológico, político e econômico entre os blocos capitalista, liderado pelos EUA, e o comunista, liderado pela URSS, que perdurou do fim da II Guerra Mundial até a dissolução da URSS, em 1991. Durante esse período, não houve luta direta entre as duas potências. A disputa dava-se principalmente por meio de propaganda e pressões políticas. Mas a rivalidade incluiu vários conflitos armados nos países pobres da América Latina, Ásia e África.

Os países que haviam acabado de sair da Segunda Guerra Mundial passavam pelo medo de ter de atravessar uma possível terceira guerra nesse mundo bipolar. Em algumas ocasiões, como na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, esse medo se tornou quase palpável. Em locais como o Afeganistão, interesses das duas potências alimentaram um conflito interno que ultrapassou os limites temporais da Guerra Fria e traz consequências para a região e a política internacional até hoje.

Quer saber mais sobre a Guerra Fria? Confira a seguir 5 filmes que retratam aspectos distintos do período.

13 dias que abalaram o mundo (2000)

Com a tagline “Você nunca vai acreditar quão perto chegamos” esse filme relata os treze dias que se passaram em 1962 desde o momento que o presidente John F. Kennedy foi avisado de que bombas estavam sendo levadas até Cuba até o fim da crise.

Em outubro daquele ano, fotos de vigilância dos EUA perceberam que uma base de lançamento de mísseis estava sendo montada na ilha, que havia acabado de passar por uma revolução socialista. Ao mesmo tempo, os navios soviéticos com as armas que poderiam aniquilar os norte-americanos se aproximavam de Cuba. O filme mostra os acontecimentos da época e as possibilidades consideradas pelo presidente Kennedy que, com uma simples ordem, poderia abrir fogo contra a União Soviética e começar uma nova guerra mundial.

Adeus, Lênin (2003)

Esse filme, dirigido por Wolfgang Becker, não retrata o ápice da Guerra Fria, mas sim o final dela – e o desmantelamento da União Soviética.

A história conta a vida de uma mulher que entrou em coma antes do fim da Guerra e só acordou em 1990. Seu filho recebe o aviso do médico: a mãe não pode passar por muitas emoções. A queda do muro de Berlim e o fim do regime soviético certamente seriam fortes emoções e o garoto agora tem de esconder da mãe que sua amada “Alemanha Oriental” não mais existia.

Adeus, Lênin mostra de forma sutil e perspicaz detalhes de como era essa divisão entre as Alemanhas e como a política do período alterava o dia a dia das pessoas comuns na Europa.

Boa noite e boa sorte (2005)

No começo da década de 1950 a ameaça do comunismo nos Estados Unidos gerou uma onda de paranoia entre os cidadão comuns. Um senador norteamericano se aproveitou disso e criou uma doutrina conhecida como Macartismo (por conta de seu nome, Joseph McCarthy), que estimulava qualquer pessoa a denunciar comportamentos tidos como suspeitos. Durante esse período, que foi uma verdadeira “caça às bruxas” moderna, muitos artistas, jornalistas e qualquer um que tivesse condutas “questionáveis” foram perseguidos.

O filme, dirigido e estrelado por George Clooney, mostra bem a atmosfera de medo e delações premiadas que existia na época. O repórter Murrow e o produtor Fred Friendly decidem se opor às práticas do Macartismo e acabam sofrendo consequências.

Dr. Fantástico (1964)

Dirigido por Stanley Kubrick, Dr. Fantástico é uma grande sátira da paranoia e do militarismo do período da Guerra Fria. Um general louco começa um processo que pode levar a uma guerra nuclear numa “sala de guerra” repleta de militares e políticos, que, por sua vez, tentam entrar em contato com os aviões antes que eles lancem a bomba na União Soviética.

Cada um dos personagens é um estereótipo de personagens da época: o militar que quer guerra, o cientista alemão, o piloto “caipira” e nem mesmo Hitler escapam da sátira de Kubrick. Muitas das falas fazem referência às teorias do período, como a de Destruição Mútua Assegurada (em inglês, a sigla é MAD, que significa “louco”), segundo a qual uma guerra nuclear necessariamente terminaria na eliminação das duas potências e, por isso, nem Estados Unidos nem União Soviética iniciariam um ataque direto.

Jogos de Poder (2007)

O drama traz os bastidores da Guerra do Afeganistão, uma das “guerras quentes” do período. No congresso americano, o político Charlie Wilson luta para angariar fundos para os rebeldes afegãos, os mujahidin, que lutavam contra o governo marxista do país. A guerra foi um dos grandes exemplos do paradigma da época: EUA e URSS não se enfrentaram diretamente, mas era claro que os soviéticos apoiavam o governo afegão e que os americanos financiavam os insurgentes.

O filme mostra bem essa divisão e o andamento da guerra civil afegã. Ao mesmo tempo, há um bom retrato dos jogos de poder e politicagem que aconteciam nas instituições oficiais norte americanas. O drama ainda faz questão de apontar as ironias históricas da ação dos Estados Unidos que, décadas mais tarde, chegaram a enfrentar esses mesmos mujahidin na sua luta contra o terrorismo.

Filme extra: Platoon (1986)

Uma lista com filmes da Guerra Fria não poderia ficar sem uma obra baseada na Guerra do Vietnã. Platoon traz Charlie Sheen como um jovem recruta no sudeste asiático que é forçado a ver os piores horrores da guerra e passa por uma grande crise moral.

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Categoria: Cinema

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Filmes da mostra de Alfred Hitchcock são ótima oportunidade de aprender história

Guilherme Dearo | 04/07/2011

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Que tal esfriar um pouco a cabeça e dar uma pausa nas leituras, indo ao cinema? Acha que sua mãe vai ficar brava se descobrir que você trocou os estudos por uma saída com os amigos?

Então confira a mostra, em São Paulo, que o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Cinesesc estão promovendo do cineasta americano Alfred Hitchcock (1899-1980), o mestre do suspense (você com certeza já viu aquela famosa cena do assassinato no chuveiro, certo?).

Com muitos dos filmes de Hitchcock é possível se divertir e ainda repassar conteúdos de história e geografia. É a desculpa perfeita para relaxar e curtir um cineminha, mas sem se esquecer do vestibular.

Até 24 de julho há programação de quarta a domingo com as obras do diretor inglês. Serão apresentados ao todo 54 longas e 127 episódios de sua séria para televisão, além de três curtas.

É a sua chance de ver clássicos como “Janela Indiscreta”, “Psicose” (o filme com a tal cena do chuveiro) e “Os Pássaros”. Ainda terá cursos, palestras e debates sobre a obra de Hitchcock.

A programação completa está no site da Mostra. Os ingressos custam R$4 (R$2 a meia-entrada).

Veja a seguir algumas sugestões de filmes que você pode ver na mostra:

(E claro: se você não for de São Paulo ou, mesmo morando aqui, não conseguir dar uma passada por lá, ainda dá para alugar os filmes numa locadora, viu! História e geografia caem muito bem com uma pipoquinha!)

Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)

Ótimo para conhecer mais sobre o período da Guerra Fria, que polarizou o mundo em dois grupos, cada um sob a influência das duas grandes potências econômicas, políticas e militares da época: Estados Unidos e União Soviética.

No filme, o publicitário americano Rogher Thornhill é confundido com um espião russo. A partir daí, envolve-se em uma grande fuga e passa a ser perseguido tanto pelo governo dos Estados Unidos quanto por espiões.

É legal pelas ótimas cenas de ação. E você também entende o clima de paranoia dos EUA daquela época: espiões, investigação do governo e o verdadeiro “caça às bruxas” promovido, sendo que as “bruxas”, naquele contexto, eram os “comunistas”.

Topázio (Topaz, 1969)

Mais um suspense cheio de ação para entender a Guerra Fria. Neste, André é contratado para checar boatos de mísseis russos em Cuba e descobrir o espião na Otan de codinome Topázio. Olha aí temas importantes que, volta e meia, caem no vestibular! Primeiro, o filme faz uma referência ao episódio histórico conhecido como “crise dos mísseis”, quando a União Soviética, em represália aos mísseis americanos instalados na Turquia, colocaram os seus próprios mísseis em Cuba, um aliado comunista. É claro que os EUA interpretaram aquilo como uma grande ameaça, já que Cuba fica muito próxima à costa americana.

Topázio também cita a Otan, importante órgão internacional que costuma aparecer nas provas de história e geografia: a Organização do Tratado do Atlântico Norte foi criada como aliança militar em 1949 e tem papel-chave nos conflitos da segunda metade do século 20.

Interlúdio (Notorius, 1946)

Um ano após o fim da Segunda Guerra Mundial, Hitchcock acabou tratando, claro, do nazismo em seu filme. Na história, um agente do governo dos EUA chantageia a filha de um nazista para forçá-la a espionar um agente alemão que mora, vejam só, no Rio de Janeiro! Só a referência ao Brasil já desperta curiosidade suficiente para ver o filme, mas vale para relembrar algumas coisas do nazismo e da participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial. Além disso, o filme ilustra uma situação comum nos anos seguintes: membros do governo nazista que, após a derrota na guerra, acabaram se escondendo no Brasil e em outros países da América do Sul. E olha que muitos ficaram de boa por aqui por décadas, viu…

Correspondente Estrangeiro (Foreign Correspondent, 1940)

Mais um filme que se passa na Segunda Guerra Mundial. Na história, um jornalista americano viaja para a Europa às vésperas da guerra para atuar como correspondente de seu jornal. Após testemunhar o assassinato de um diplomata, ele se vê envolvido na trama e logo descobre que a vítima na verdade não está morta. Começa então o conflito de relatar o episódio ao jornal ao mesmo tempo em que se está envolvido nele. Mais uma vez, muitos espiões e tramas secretas de governo… Hitchcock já previa o que viria a partir da década de 1950, não é mesmo?

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