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Posts com a tag ‘guerra’

Fotógrafos encontram fotos da Primeira Guerra Mundial em câmeras antigas

Ana Prado | 13/05/2013

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Soldados posam para a foto em uma trincheira. Da coleção de fotos encontradas por Chris A. Hughes

O fotógrafo canadense Chris A. Hughes comprou uma câmera estereoscópica francesa Richard Verascope de 1914 e encontrou uma bela surpresa: havia em seu estojo dois pacotes de slides com fotos que, ele descobriu depois, foram tiradas por um soldado francês durante a Primeira Guerra Mundial.


Soldados no que parece ser um funeral. Da coleção de fotos encontradas por Chris A. Hughes


Soldados tentam ajudar companheiro ferido. Da coleção de fotos encontradas por Chris A. Hughes

E o legal é que os slides traziam uns rabiscos com datas e o local onde foram tiradas, além de outras informações.

Esse tipo de câmera cria duas imagens da mesma cena para que, quando vistas por meio de um visualizador adequado, deem a sensação de que a foto é tridimensional – assim como as que estão neste post, graças ao trabalho de edição de Hughes.

Agora, ele está empenhado em encontrar mais câmeras antigas com filmes dentro. Dá para ver os seus achados em seu site, neste link.

No começo deste ano, outro fotógrafo, Anton Orlov, também encontrou fotos da Primeira Guerra Mundial dentro de uma câmera estereoscópica francesa Jumelle Bellieni que comprou em um antiquário. Eram oito fotografias, tiradas em algum lugar da França. As outras fotos estão em seu blog, aqui.


Casa em um rio após bombardeio. Da coleção de fotos encontradas por Anton Orlov

 

Já que estamos falando sobre a Primeira Guerra, veja os links abaixo para entendê-la melhor:

- Guerra total: a Primeira Guerra Mundial

- O Brasil lutou na Primeira Guerra?

- Trincheiras: a frente do horror

- Qual é a ligação entre a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa?

- Genocídio armênio

- Sobrevivência dos combatentes: A última batalha da Primeira Guerra

- Três filmes para você estudar a Primeira Guerra

- Teste seus conhecimentos neste simulado

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Categoria: Fotografia, Imagens

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Veja fotos tiradas por um pastor durante a Revolução Russa

Ana Prado | 27/03/2013

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John Wells Rahill era um pastor americano que tinha muito interesse na história da Rússia e em fotografia. Quando ele ficou sabendo sobre a Revolução Russa, decidiu vê-la por si mesmo e virou voluntário da YMCA (ou ACM, Associação Cristã de Moços que reuniu pessoas para a arrecadação de fundos de guerra, distribuição de alimentos e trabalhos de recreação e lazer com prisioneiros).

Em outubro de 1917, foi enviado para a vila de Valk (hoje uma cidade pequena dividida ao meio pela linha de fronteira entre Estônia e Letônia). Lá ele montou, em uma velha escola, uma sala de leitura, sala de jogos, cozinha e outras coisas para ajudar a entreter os soldados enquanto não estivessem lutando. E aproveitou para tirar fotos.

Rahill teve de voltar para os Estados Unidos em 1918, passando antes pela China e Japão. Suas fotos tiveram de ser escondidas em seu porão por décadas, já que muitas pessoas que haviam trabalhado na Rússia naquela época passaram a ser acusadas, nos anos seguintes, de serem simpatizantes do socialismo.

Há poucos anos, a neta do pastor contou essa história para o amigo Anton Orlov, um russo que mora nos EUA. Ele teve acesso às cerca de 500 fotografias tiradas por Rahill e resolveu compartilhar o achado com o mundo.

Ver essas imagens significa voltar no tempo – e, para um vestibulando, isso é ótimo porque permite que você crie uma imagem mental de épocas e acontecimentos que precisará estudar. Isso facilita a memorização. Para ajudá-lo ainda mais, selecionamos alguns links sobre a Revolução Russa, que estão listados logo abaixo.

Veja uma seleção das fotografias (tem mais aqui).


O pastor John Wells Rahil e três meninos russos em uma pequena vila. Foto: Reprodução

 


Soldados usando máscaras de gás

 

Saiba mais sobre a Revolução Russa:

- Qual é a ligação entre a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa?

- Antecedentes da Revolução Russa: a era das contradições

- Revolução Russa: todo o poder aos comunas

- Teste seus conhecimentos neste simulado

 

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Fotografias antigas mostram cenas apaixonadas durante a Segunda Guerra Mundial

Ana Prado | 19/03/2013

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A foto lendária de Alfred Eisenstaedt

A foto “V-J Day in Times Square”, que retrata um marinheiro norte-americano beijando uma jovem (e desconhecida, como se descobriu mais tarde) enfermeira na Times Square, foi publicada em agosto de 1945 na revista americana Life e é um símbolo das celebrações do anúncio da rendição do Japão feito pelo Presidente Truman. Assim acabava, alguns dias depois, a Segunda Guerra Mundial.

Mas essa não foi a única foto do tipo feita na época – na verdade, a imprensa adorava publicar imagens de militares se despedindo ou reencontrando suas amadas. Um site fez uma seleção com várias e publicamos uma prévia abaixo. Para ver mais, é só clicar na imagem.

Essa fofura toda é para inspirar você a estudar o contexto em que essas cenas aconteceram. Para isso, selecionamos alguns links que o ajudarão. Bons estudos!


Londres, 1940 – Uma mulher se debruça para beijar um soldado britânico voltando para casa com o fim da Segunda Guerra Mundial

- 31. ago. 1939 – A Europa antes da guerra

- Veja como era o cotidiano do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial

- A batalha que definiu os rumos da Segunda Guerra Mundial

- Segunda Guerra Mundial: momentos decisivos

- Segunda Guerra Mundial em livros, quadrinhos e game

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Fotos – e um vídeo – incríveis mostram teste nuclear feito pelos EUA no atol de Bikini

Ana Prado | 21/02/2013

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Em 1946, os Estados Unidos fizeram algo que, ao mesmo tempo em que ferveu os ânimos do mundo em plena Guerra Fria, também rendeu fotografias belíssimas e influenciou até a moda. A chamada Operação Crossroads consistiu em testes nucleares no atol de Bikini, na Micronésia. Formado por 36 ilhas que rodeiam uma lagoa, o atol era o local ideal porque ficava longe das rotas marítimas e aéreas.

A explosão nuclear, a primeira ocorrida debaixo d’água, foi registradas por um fotógrafo a 5,6 km de distância do local e levantou 2 milhões de toneladas de água e areia pelo ar, criando uma coluna de mais de 1.800 metros de altura, mais de 600 metros de largura e com paredes de mais de 90 metros de espessura.

Os menos de 200 habitantes do conjunto de ilhotas foram evacuados e, embora tivessem tido permissão para voltar mais de 20 anos depois, tiveram de deixá-lo novamente porque a contaminação, especialmente de alimentos, ainda estava alta. O local não é habitado até hoje e foi declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 2010.

O acontecimento inspirou o francês Louis Réard, que faria seu primeiro desfile poucos dias depois, a nomear sua mais recente criação: o biquíni. Com bom faro mercadológico, ele apostou que sua invenção seria igualmente destruidora e batizou-a com o nome do atol.

Veja as imagens abaixo e surpreenda-se. E aproveite para saber mais sobre o que esse teste nuclear significou para o mundo naquela época clicando no link abaixo.

>> Como os Estados Unidos e a União Soviética conseguiram, em menos de 20 anos, atingir o poder de mútua destruição

 

(Via Petapixel)

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Categoria: Imagens

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Nos 10 anos dos atentados de 11 de setembro, terrorismo e Guerra do Afeganistão podem cair no vestibular

Guilherme Dearo | 08/09/2011

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Neste 11 de setembro, os atentados terroristas aos EUA comandados por Osama Bin Laden completaram dez anos.  Além disso, Bin Laden foi morto em maio, numa operação do exército dos EUA no Paquistão. Assim, questões sobre o terrorismo e a Guerra do Afeganistão podem cair no vestibular.

E não são apenas questões específicas sobre o atentado e a guerra que podem aparecer. Estes acontecimentos podem servir de gancho para abordar a crise econômica dos EUA e do mundo e as revoltas árabes (No Egito, Síria e Líbia, por exemplo).

Confira dois quadrinhos, dois filmes e uma exposição que ajudam a estudar o contexto dos atentados e da guerra e seus desdobramentos até os dias de hoje.

QUADRINHOS

12 de setembro
De Joe Sacco, Art Spiegelman e outros

12 de Setembro – A América Depois acaba de sair no Brasil e reúne 19 jornalistas, cartunistas e artistas gráficos para dar suas impressões sobre o que os atentados significaram para os EUA e o mundo e quais são suas consequências.

Além de entrevistas, ensaios e charges sobre o fato, alguns autores se arriscam na ficção científica e mostram os EUA décadas depois do conflito, numa realidade futurista ainda marcada pelo terrorismo.


O Fotógrafo (volumes 1 e 2)
De Didier Lefèvre, Emmanuel Guibert e Frédéric Lemercier

Em 1986, o fotógrafo Didier Lefèvre foi ao Afeganistão registrar o trabalho do grupo Médicos Sem Fronteiras e os conflitos no país, que estava sob invasão da União Soviética.

O resultado são fotos da ação dos médicos e de seu cotidiano, marcado por perigos e adversidades. Anos depois, Lefèfre se uniu aos quadrinistas Emmanual Guibert e Frédéric Lemercier para montar uma reportagem detalhada daquela viagem, mesclando fotografias e quadrinhos.

A HQ ajuda a entender a questão do Afeganistão desde os anos 1980: invadido pela União Soviética, teve apoio dos EUA para expulsar os soviéticos, comunistas. Nada menos que Osama Bin Laden lutou para libertar o Afeganistão da invasão. Anos depois, ele se voltaria contra os americanos e o ocidente e formaria a Al Qaeda.


- Teste seus conhecimentos sobre outros 11 de setembro da história!

FILMES

Caminho para Guantánamo
Inglaterra, 2006
Direção de Mat Whitecross e Michael Winterbottom

Três jovens britânicos viajam para o Paquistão para o casamento de um deles e acabam detidos pelo exército norte-americano durante dois anos. De ascendência paquistanesa, os rapazes chegam ao país asiático pouco depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, no início da guerra do Afeganistão. Confundidos com guerrilheiros islâmicos, são presos e enviados à prisão militar de Guantánamo, em Cuba.

Apesar de serem acusados com provas notadamente falsas e de possuírem álibis, eles só são liberados após dois anos. Baseado numa história real, o filme mescla depoimentos reais dos protagonistas e encenações e discute as dezenas de prisões arbitrárias e desrespeito aos direitos humanos que ocorreram em Guantánamo, durante a política de “guerra ao terror” do governo de George W. Bush.


Restrepo
Estados Unidos, 2010
Direção de Tim Hetherington

O documentário narra a implantação de um pelotão de soldados dos Estados Unidos no Vale Korengal, considerado um dos pontos mais perigosos durante a Guerra do Afeganistão.

Durante um ano, as câmeras acompanharam o cotidiano de 15 soldados de um posto avançado chamado Restrepo. Registrando a dura realidade do combate, é possível refletir sobre os motivos do conflito e seus objetivos. Entre fatos prosaicos e a morte, os soldados simplesmente não entendem muito bem o que, afinal, foram fazer lá.

O diretor Tim Hetherington, que também era fotógrafo e estava cobrindo os conflitos recentes na Líbia, foi morto durante um ataque em abril deste ano.


EXPOSIÇÃO

A exposição “Pillotos” (com dois L mesmo, em alusão às Torres Gêmeas) fica até 17 de setembro em cartaz em São Paulo e traz fotografias de 22 fotógrafos que registraram Nova York e o World Trade Center antes dos atentados (apenas duas fotos mostram o cenário pós 11 de setembro).

A imagem mais antiga da exposição é de 1973, ano da inauguração da Torre Sul. Entre os fotógrafos, estão Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos e Paulo Vainer.

Uma coisa bacana é que uma exposição “idêntica” ocorre paralelamente em Nova Iorque. Pillotos fica no Espaço +Soma e a entrada é gratuita. De segunda à sexta, das 10h às 18h; Aos sábados, das 12h às 18h.

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