Guia do Estudante

Posts com a tag ‘josé de alencar’

Estude as obras literárias da Fuvest – Iracema

Guilherme Dearo | 06/10/2011

0

Comentários

No sexto post sobre os livros obrigatórios da Fuvest e Unicamp 2012, vamos falar de Iracema, romance de José de Alencar.

Publicado em 1865, a obra é tipicamente romântica e traz a questão do indianismo daquela geração brasileira de escritores (na poesia, por exemplo, há Gonçalves Dias).

- Leia trechos comentados da obra de José de Alencar

O livro conta a história de amor quase impossível entre um branco português, Martim Soares Moreno, e a índia Iracema, descrita de forma poética como “a virgem dos lábios de mel e de cabelos mais negros que a asa da graúna”.

Confira a seguir dicas de uma história em quadrinhos e dois filmes para estudar mais sobre Iracema.

Quadrinhos

A adaptação para quadrinhos da obra de José de Alencar foi feita por Jaó e Oscar D’Ambrosio, que desenharam cenários e personagens mantendo o texto original e na íntegra.

Na obra dá para perceber a temática nacionalista de Alencar e que o casal Iracema-Martins, representando os índios e os colonizadores portugueses, respectivamente, podem ser uma metáfora para a gênese do povo brasileiro.

Filmes

O filme de 1976, Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel, reproduz na tela do cinema fielmente a história contada no livro. É uma boa pedida para relembrar a história e ver os belos cenários descritos por Alencar nas páginas do romance.

Estrelado por Helena Ramos e Tony Correia, traz na trilha sonora composições de Toquinho e Vinicius de Moraes.

Outro filme, mais interessante, não traz a história fiel do livro, mas é ótimo para refletir sobre os problemas sociais do país e ainda comparar os abusos cometidos séculos atrás e na atualidade.

Iracema – uma transa amazônica (não se preocupe, apesar do nome, ele pode ser assistido por menores de 18 anos, ok? rsrs) é um filme de 1976 produzido em parceria por Brasil, França e Alemanha.

Dirigido por Jorge Bodanzky e Orlando Senna, conta a história de um caminhoneiro e uma prostituta que viajam juntos pela Rodovia Transamazônica, que fora recém-construída naquele Brasil da década de 1970.

Ao longo da viagem se opõem duas visões: a do caminhoneiro, que vê a estrada como sinal do progresso e tem colado em seu veículo o famoso slogan da ditadura, “Brasil: ame-o ou deixo-o”; e a da prostituta, de família indígena, representando a degradação do povo índio desprotegido e marginalizado pelas políticas públicas e que sofre com desmatamentos e violência.

O filme foi proibido pela ditadura e só foi liberado em 1981, justamente porque fazia uma crítica aos impactos socioambientais claros e grotescos causados pela construção de uma estrada que cortava a Floresta Amazônica ao meio. A ditadura defendia a construção da rodovia e a via como sinônimo de progresso e competência nacional.

Compartilhe