Guia do Estudante

Cinco estrelas: conheça o curso de Ciências Biológicas da UnB

Malú Damázio | 03/03/2015

Curiosidade, disposição, interesse por ciência, pelo corpo humano e pela natureza são algumas características comuns em biólogos. Claro que você não precisa ser nenhum grande aventureiro explorador, passar dias na mata e nadar com golfinhos, se não quiser, mas imagino que essa seja a primeira imagem que venha à sua cabeça ao pensar nesses profissionais. Além do estudo de campo e da docência, o mercado de trabalho do biólogo é muito diverso. Ele pode atuar, por exemplo, pesquisando propriedades medicinais de plantas em laboratórios, na de saúde pública, desenvolvendo compostos alimentares nutritivos, realizando análises de impacto ambiental de obras ou até mesmo estudando a relação entre organismos aquáticos.

Por isso, hoje vamos conhecer um pouco mais sobre a profissão e o curso de Biologia da Universidade de Brasília (UnB), avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. “O curso de biologia é o mais amplo possível, já que você pode trabalhar nas áreas humanas, nas exatas e na saúde, por exemplo. Nas ciências humanas você pode trabalhar com aspectos antropológicos da evolução do homem, ou também com populações carentes com melhor aproveitamento de materiais e alimentos. Já nas ciências exatas há o trabalho com astrobiologia, que é estudo da vida em outros planetas, e na saúde o biólogo atua em todos os processos laboratoriais”, conta Fernando Magela, estudante do quarto semestre do bacharelado em Biologia na UnB.

(Imagem: Thinkstock)

Estrutura do curso

A universidade oferece a graduação em duas modalidades: bacharelado, para quem se interessa em atuar na área como biólogo pesquisador, e licenciatura, em que o formado pode dar aulas e seguir carreira acadêmica com mestrado, doutorado e pós-doutorado. Cada um dos cursos recebe 40 novos alunos por semestre, sendo o bacharelado no período diurno e a licenciatura no noturno. Ao todo, 160 estudantes ingressam anualmente no curso de Biologia da UnB, que tem duração mínima de quatro anos e duas formas de entrada. A do primeiro semestre se dá via Sisu, e a do segundo é feita a partir do processo seletivo da própria instituição.

>> Saiba mais sobre a carreira de Ciências Biológicas

Ao longo do curso, os estudantes estarão em contato com oito temas centrais das Ciências Biológicas: botânica, biologia celular, fisiologia, ecologia, genética, fitopatologia, morfologia e zoologia. A grade curricular composta por estes nichos envolve também disciplinas complementares de outras áreas, como Fundamentos da História da Terra, Fundamentos de Física, Biofísica, Química Orgânica Fundamental e Matemática. “A grade horária é montada de acordo com sua preferência e você pode escolher as turmas e horários que mais te satisfaçam. Além disso, a graduação oferece grande diversidade de disciplinas que podem ser cursadas além do currículo obrigatório”, explica Igor de Oliveira Santos, aluno do quarto período da licenciatura. A infraestrutura do curso da UnB também é elogiada pelos estudantes, já que o prédio que abriga os departamentos de Ciências Biológicas passou por reformas recentes e tem laboratórios novos. “O Instituto de Biologia é um dos maiores, senão o maior instituto da UnB. A maioria das matérias envolve aulas práticas o que é bem legal e torna toda a teoria mais compreensível”, ressalta Fernando.

Trabalhos de campo

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas se você realmente gosta da área e pensa em ingressar em Biologia é bom ter em mente que, além da parte teórica, a maioria das disciplinas envolve também a prática. E, para o curso em questão, isso quer dizer que você terá que ir a campo estudar e ver de perto os temas abordados no curso. Mas não se assuste! Ninguém vai exigir que você seja a pessoa mais aventureira e corajosa do mundo, só que participe das atividades previstas, como destaca Fernando. “Não é possível escapar de saídas de campo ou algum tipo de laboratório, mas é claro que ninguém é obrigado a subir no meio parte mais alta ou pegar uma serpente nas mãos.” Então, se você gosta de Biologia, fique tranquilo. Essas atividades serão exigidas apenas durante o curso, mas depois de formado você poderá seguir uma área que tem mais a ver com você, como, por exemplo, microscopia, bioquímica e outras tantas que envolvem trabalho laboratorial.

Além disso, os trabalhos de campo também podem ser experiências divertidas, apesar dos perrengues, já que a turma inteira está reunida em uma viagem para fazer o que gosta: observar a natureza. “Imprevistos sempre acontecem. Chuva, lama, sol de rachar e por isso bom humor e trabalho em equipe são necessários”, lembra Fernando. “Temos a oportunidade de presenciar momentos na natureza que são impagáveis, eles bastam para valer a pena a viagem. O último campo que eu fiz foi em Cavalcante (GO), onde fizemos um mapeamento dos insetos do local juntamente com a disciplina de Entomologia. É indescritível o quão bela é a natureza e quantas coisas ela nos proporciona. Pudemos ver a diversidade biológica que o local tem e conseguimos nos desligar do mundo”, completa Igor.

Vida de universitário

Igor conta que seu interesse por Biologia veio desde cedo, na escola. “Amava as aulas de ciência e era fascinado pela imensidão que existe. Tive ótimos professores que souberam me cativar mais ainda à curiosidade e a vontade de aprender mais sobre o estudo da vida”. O aluno, que atualmente estagia em um laboratório de Bioquímica da universidade destaca que tem planos de cursar também o bacharelado e trabalhar com pesquisas em biologia molecular. Já Fernando, que pretende seguir carreira acadêmica, pesquisando e dando aulas, lembra que a escolha da profissão foi uma etapa difícil, principalmente por causa da indecisão comum aos vestibulandos na hora de escolher uma carreira, mas ressalta que o curso da UnB o surpreendeu positivamente.

O estudante também faz estágio em um órgão da própria UnB, o Laboratório de Neurociências e Comportamento, e diz que o contato com o dia-a-dia da profissão é essencial para saber quais áreas dentro do próprio curso te interessam mais. Iniciativa para ir atrás do que se quer também é importante nesses casos. Fernando conta que, durante os primeiros dias de aula, caminhou pelos corredores de alguns laboratórios e resolveu perguntar por vagas de estágio. “Para minha surpresa o professor aceitou mesmo eu sendo calouro. Saber que tem gente disposta a ensinar e que muitas vezes o que realmente é necessário é vontade de estar ali e aprender é motivador. Isso mudou toda a minha visão do curso e da própria vida na universidade”, finaliza o estudante.

Palavra de Estudante

Fernando Magela: “Calouros: os veteranos são gente boa! O trote é limpo e você não precisa ir, mas é legal ir por que levamos os calouros pra almoçar no restaurante universitário e explicamos muitas coisas importantes pra convivência no curso e na UnB. Existem auxílios da própria faculdade no transporte, na alimentação, bolsas permanência pra alunos em situações de risco e há também a Casa do Estudante para estudantes que vêm de longe e precisam de moradia.”

Igor Santos: “A recepção é cercada de muita música e uma acolhida que só a Biologia pode dar, sem humilhações e sem nenhum tipo de agressão, sempre queremos dar uma boa impressão para aqueles que são os recém-chegados ao curso. No dia do resultado do vestibular, nos concentramos no local onde são divulgados os nomes dos aprovados, e assim que um se manifesta começamos a festejar com ele, os sujamos de tinta e farinha para representar o desprendimento do ensino médio e agora um novo rumo para o sucesso. Nós temos um Centro Acadêmico, o CABio, que é um lugar para se relaxar, conversar com os amigos e realizar “conversas de boteco”, além de discutir como podemos melhorar nosso curso e melhorar nossa profissão. Além disso, o curso tem também Atlética bastante forte que treina bastante e que, como de tradição, compete para buscar troféus. Para o estudante de Biologia, participar da atlética se torna, de maneira geral, uma forma de relaxar e praticar exercícios. Posso dizer que a Biologia é uma família!”

 

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Os melhores cursos de medicina

Tati de Assis | 02/03/2015

 

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Consultas médicas são essenciais para se chegar bem à terceira idade com saúde. (Imagem: Morgue File)

 

“ – Leva esse menino no médico”, é uma frase recorrente quando se é criança ou adolescente. Com a chegada da vida adulta, ela desaparece, porém a importância deste profissional não. Ao investigar a natureza e a causa das doenças, os médicos contribuem para que a expectativa de vida da população aumente.

Além de ser sensível aos sintomas relatados pelos pacientes, este profissional tem que ser bem informado. Tem que estar atualizado com novos remédios criados pela indústria farmacêutica e novas técnicas de tratamento. Não dá para fazer medicina no século XXI com pensamento do século XIX.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Medicina

Se você é vestibulando e tem interesse nesta carreira, uma aviso: Medicina é um curso longo, com cerca de seis anos. Como você vai lidar com pessoas, dedicação é uma qualidade básica. Não dá para estudar anatomia correndo, porque, depois de formado, você pode parar numa sala de cirurgia. E aí? Com uma pessoa na sua frente, você vai fazer de qualquer jeito? Não dá, não é?

O mercado de trabalho é amplo. Você pode atuar em hospitais (habitat natural dos médicos) ou manter um consultório particular. Se não quiser nada disso, pode se dedicar à pesquisa e ser professor em uma universidade. Abaixo, para os futuros médicos (sim, é você vestibulando), listamos as melhores faculdades.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – DF ★★★★★
(MG) Belo Horizonte -UFMG ★★★★★
(PR) Curitiba – PUCPR ★★★★★
(PR) Curitiba – UFPR ★★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Botucatu – Unesp ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Paulo – Unifesp ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

 

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Arquiteto: um poeta dos espaços público e privado

Tati de Assis | 27/02/2015

 

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Visão noturna do MASP, um dos prédios projetados pela arquiteta Lina Bo Bardi

 

Lina Bo Bardi foi uma arquiteta ítalo-brasileira, responsável por projetos importantes, como o prédio do Museu de Arte de São Paulo (MASP) e o Sesc Pompéia que, em sua origem, era uma fábrica de tambores.

Quando perguntada sobre o fazer arquitetônico, Lina disparou: “No fundo, vejo a arquitetura como serviço coletivo e como poesia. Alguma coisa que nada tem a ver com ‘arte’; uma espécie de aliança entre ‘dovere’ [dever] e ‘prática científica’. É um caminho meio duro, mas é o caminho da arquitetura.”

A arquiteta estava certa, a carreira do arquiteto equilibra-se entre a rigidez das plantas e a poesia das formas. O profissional dedicado a este ofício projeta e organiza espaços internos e externos. Seu trabalho é guiado pela estética, conforto e funcionalidade. Ele projeta prédios e casas ou comanda restaurações. Sob sua responsabilidade também esta a determinação dos matérias utilizados.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Arquitetura e Urbanismo

O curso tem duração de 5 anos. Nos primeiros semestres, os estudantes se dedicam a disciplinas teóricas. Depois, surgem matérias mais práticas. O estágio e a monografia para conclusão do curso são obrigatórios. A partir destas que os futuros profissionais sinalizam em que locais querem atuar.

Quanto antes o estudante decidir onde trabalhar melhor, porque o mercado de trabalho para o arquiteto é vasto. Você pode seguir pelo segmento da Construção Civil, construindo prédios e mais prédios, ou, trabalhar em projetos do governo. Se preferir algo mais artístico, pode atuar na área da cenografia, construindo plantas para cenários, ou, em exposições, cuidando da forma como as obras serão exibidas.

Ficou interessado? Dá uma olhadinha na lista com as melhores faculdades para fazer o curso de Arquitetura e Urbanismo.

 

Faculdade Estrelas
(BA) Salvador – UFBA ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(PE) Recife – UFPE ★★★★★
(RS) Porto Alegre – PUCRS ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Carlos – USP ★★★★★
(SP) São Paulo- USP ★★★★★

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As melhores faculdades para você fazer o curso de Farmácia

Tati de Assis | 24/02/2015

 

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Farmacêuticos são responsáveis pelo desenvolvimento de remédios. Imagem: Morgue File

 

No meio da tarde, ela chega furiosa. Toma conta da sua cabeça e do seu corpo. Ô gripe maldita. Mais um pouco, você sente a garganta inflamar. A febre também começa a aparecer. Você não hesita e vai até o médico. Do consultório, sai com uma receita enorme. Depois de uma semana, já está bem. Livre de dorzinhas incômodas, se esquece de agradecer ao farmacêutico.

Sim, todos nós deveríamos dar um abraço nos farmacêuticos. Isso é o mínimo, afinal, são eles que pesquisam e preparam medicamentos que nos livram de dores e doenças. Estes profissionais também desenvolvem cosméticos e produtos de higiene pessoal – talvez você não tenha pensado nisso antes, mas um sabonete falsificado pode gerar vários problemas, como alergias e lesões na pele.

Para quem tem interesse pela carreira, um aviso: o curso de Farmácia não é mole, afinal, a responsabilidade é grande. Normalmente, ele tem a duração de cinco anos. No começo, você tem contato com disciplinas-base, como: biologia, física e química. Depois, vem a parte mais divertida, um monte de experiências em laboratório e o estágio que é obrigatório.

>> Saiba tudo sobre o curso e a carreira em Farmácia

O mercado de trabalho é vasto. O farmacêutico pode atuar em fábricas de medicamentos e laboratórios. Se preferir, pode se tornar um acadêmico e desenvolver pesquisas na universidade. As melhores faculdades, para alegria dos vestibulandos, estão distribuídas por todas regiões do país (veja lista abaixo). Agora, você não tem desculpa. É só se dedicar e passar no vestibular!

 

Faculdade Estrelas
(CE) Fortaleza – UFC ★★★★★
(DF) Brasília – Unb ★★★★★
(GO) Goiânia – UFG ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(MG) Juiz de Fora – UFJF ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★★
(RN) Natal – UFRN ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Araraquara – Unesp ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto -USP ★★★★★
(SP) São Paulo -USP

★★★★★

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Curso de Biomedicina da UFPA dá destaque ao estudo de genética e análises clínicas

Malú Damázio | 24/02/2015

(Imagem: Thinkstock)

Curte a área de Biológicas e ainda não sabe ao certo o que escolher? Que tal conhecer um pouco mais o curso de Biomedicina? O biomédico é responsável, entre outras coisas, por colher análises clínicas, pesquisar sobre possíveis doenças e disponibilizar os resultados para que o médico possa interpretar e diagnosticar os pacientes. Como um profissional da área da saúde com atuação principalmente ligada à pesquisa, ele também pode exercer carreira em diversos campos, como genética humana, diagnóstico por imagem, análises de composição de alimentos e do meio ambiente.

Certas especializações permitem inclusive que o biomédico tenha um contato mais direto com o paciente: estética, acupuntura e circulação extracorpórea – um procedimento que faz com que as funções de pulmões e coração sejam executadas por aparelhos para preservar os órgãos durante operações complexas – são algumas delas. O trabalho em conjunto com profissionais de outras áreas da saúde faz com que a carreira de Biomedicina seja também multidisciplinar.

Para saber mais sobre como é estudar Biomedicina, conversamos com alunas do curso da Universidade Federal do Pará (UFPA), avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A graduação, que é ministrada em horário integral no campus de Belém, recebe 45 alunos anualmente. Manuela Genu, que acabou de apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade, explica que decidiu pela carreira a partir do seu interesse em genética – ramo, inclusive, de sua pesquisa sobre uma síndrome do espectro autista, chamada X-Frágil. Ela conta que agora, depois de formada, pretende continuar seus estudos sobre Genética Humana e Médica e lembra que suas expectativas quanto ao curso foram correspondidas: “foi amor a primeira vista!”

A possibilidade de desenvolver pesquisas científicas e trabalhar em laboratórios também foi o que atraiu Keyla Sá, aluna do sétimo semestre, para Biomedicina. Keyla conta que o curso da UFPA tem enfoque em biologia molecular e análises clínicas, mas que também contempla outras áreas da profissão. Ao longo dos três primeiros períodos, os estudantes terão contato com disciplinas iniciais, como Biologia Celular, Bioquímica e Evolução, e depois verão também conteúdos mais especializados e voltados para as habilitações do curso, como Fisiologia, Hematologia, Epidemiologia, Imagenologia e Farmacologia. As estudantes também garantem que a universidade oferece boa infraestrutura, laboratórios bem equipados e um ótimo quadro de docentes.

Para quem está ansioso para por logo a mão na massa, Keyla lembra que o curso da federal do Pará prevê em sua grade curricular uma matéria chamada Estágio Rotatório já a partir do segundo semestre. “Nela, o aluno terá a possibilidade de fazer um estágio nos laboratórios da UFPA e poderá aprender na prática tudo o que foi ministrado nas matérias. O curso é integral, mas não significa que você vai ficar o dia todo na sala de aula”, explica. “Durante esse período, o graduando aprende novas técnicas laboratoriais, novas linhas de pesquisa e no final passa por um método avaliativo determinado pelo orientador do laboratório, a fim de avaliar a experiência do aluno”, completa Manuela.

>> Leia mais sobre a carreira de Biomedicina

Ir atrás das áreas e conteúdos que te interessam em Biomedicina ao longo do curso é essencial. As alunas destacam que a universidade oferece estágios em diversos laboratórios com estudos especializados em diferentes campos da carreira, além de monitorias em disciplinas. “Eu faço estágio desde o primeiro semestre e a minha experiência sempre foi ótima! É a melhor forma de conhecer o campo de atuação e adquirir experiência”, pontua Keyla. Manuela também estagiou em dois laboratórios de Genética da UFPA, foi monitora de Hematologia e se fixou no Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo (LEIM), onde continua seus estudos. “Pude aprender muitas práticas laboratoriais, novos conhecimentos não adquiridos em sala de aula, além de ter contato com diversos pesquisadores do âmbito nacional e internacional. Experiências únicas!”, conta.

“Durante a minha graduação participei de um projeto chamado de “Sala de espera”, em que apresentei palestras rápidas sobre algumas doenças na sala de espera de um Hospital universitário da UFPA. Experiência muito boa, pois é ótimo perceber que podemos cessar dúvidas sobre assuntos que pareciam ser tão banais para a gente”, lembra a estudante, que também teve a oportunidade de acompanhar e participar do trabalho em um grande laboratório particular de Biomedicina no Rio de Janeiro. “No DLE/RJ pude ver uma realidade totalmente diferente. Profissionais bastante dedicados, e com toda estrutura de trabalho de alta qualidade, podendo liberar resultados de forma rápida e correta”, acrescenta.

Biomedicina ou Medicina?

Se você gostou da carreira de Biomedicina, que tal falar com outros profissionais da área sobre o curso? Mas, se você vê a profissão como uma alternativa à Medicina, lembre-se que os campos de atuação são bastante distintos. A gente explica: apesar de trabalharem em conjunto, ao contrário da maioria das habilitações do biomédico, o médico atua diretamente com o paciente para o diagnóstico e a profilaxia das enfermidades. “O médico pede os exames clínicos e laboratoriais; o biomédico colhe, analisa e fornece os dados e o médico interpreta qual o caráter clínico do paciente. Afinal, qualquer erro na análise do sangue, por exemplo, pode mascarar alguma doença terminal”, ressalta Manuela.

Além disso, como comentamos, existem, sim, habilitações em que o biomédico pode sair um pouco da área da pesquisa e lidar com o paciente. Mas, ainda assim, ele não está autorizado a fazer procedimentos invasivos, como cirurgias, nem a receitar remédios – essas são competências do médico. Então, tenha em vista que as duas profissões se complementam, mas ocupam nichos diferentes no mercado de trabalho.

Palavra de Estudante

Keyla Sá: “A recepção no início do ano é sempre muito calorosa, os veteranos adoram receber os calouros. Sempre é feita a semana do calouro da Biomedicina, onde os veteranos e os professores apresentam o curso, a faculdade de Biomedicina e a UFPA. São feitas palestras sobre as habilitações, visitas em laboratórios e algumas dinâmicas em grupo para que os calouros possam conhecer um pouquinho do que os espera.”

Manuela Genu: “Para os que vêm de longe, a UFPA possui programas de moradia, além de muitas casas de alunos que são formadas paralelamente, basta dar uma olhadinha nos avisos dos corredores da faculdade. Também há programas de ajuda de custo para aqueles que têm baixa renda. A UFPA possui dois Restaurantes Universitários em que o aluno paga somente R$1,00 para almoçar ou jantar e também fornece um ônibus circular dentro da universidade.”

 

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