Guia do Estudante

Os melhores cursos de Farmácia no Brasil

Tati de Assis | 01/06/2015

Farmácia é um curso puxado e prazeroso (Imagem: Morgue File)

Farmácia é um curso puxado e prazeroso (Imagem: Morgue File)

 

Para começar, você sabe o que um farmacêutico faz? Este profissional é responsável por preparar e pesquisar novos medicamentos, cosméticos e produtos de higiene pessoal. Ele também testa novas substâncias, registra e comercializa novas drogas.

Se você tem interesse em fazer o curso, é bom estar ciente que o bacharelado tem, em média, 5 anos. A grade curricular é repleta de disciplinas de biologia, física e química. O estágio e o tão temido trabalho de conclusão de curso (tcc) são obrigatórios.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Farmácia

O mercado de trabalho é um dos pontos positivos de fazer Farmácia. A oferta de vagas cresce, em média, 12% ao ano. Em tempos de recessão, uma maravilha, não é? A maior parte das vagas estão em farmácias e drogarias, então, prepare-se também para lidar com pessoas.

E os melhores cursos? Calma, abaixo, estão eles. Há bons bacharelados em todo Brasil, escolha o estado e estude! Agora, falta de informação sobre faculdades não é mais um problema.

 

Faculdade Estrelas
(CE) Fortaleza – UFCE ★★★★★
(DF) Brasília – UNB ★★★★★
(GO) Goiânia – GO ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(MG) Juiz de Fora – UFJF ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RN) Natal – UFRN ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Araraquara – Unesp ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

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Curso de Terapia Ocupacional da UFPE forma profissionais nas áreas social, educacional e de saúde

Malú Damázio | 01/06/2015

(Imagem: Thinkstock)

Abrir um pacote de biscoitos ou girar uma torneira para lavar as mãos parecem tarefas simples para a maioria de nós. No entanto, existem pessoas que enfrentam dificuldades, seja de ordem física, mental ou emocional, para executar movimentos como esses. Em casos assim é que entra em cena o terapeuta ocupacional. Esse profissional estimula a independência de indivíduos com disfunções através de atividades que promovam, resgatem e previnam sua autonomia. Geralmente, seu público alvo envolve pacientes que, por alguma razão, “deixaram de efetuar ocupações que são significativas para si”, explica Amanda Maria, estudante do quinto período do curso de Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), de que vamos falar hoje.

Auxiliar uma criança diagnosticada com autismo e déficit intelectual a realizar operações como abrir embalagens de biscoitos foi, de fato, um desafio enfrentado por Andressa Karina na graduação avaliada em cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A aluna do quinto período conta que, com a ajuda da professora responsável, estimulou sensorialmente a paciente durante as aulas práticas até que, em um dos últimos atendimentos, ela conseguisse abrir pacotes de pipoca e de biscoitos sozinha e pudesse comer. Em outra sessão, a criança também foi capaz de girar a torneira da pia para lavar suas mãos que estavam sujas de tinta devido à outra atividade feita pela equipe de Terapia Ocupacional. “Para as pessoas ‘normais’ essas atitudes são realizadas de forma muito natural, mas para quem tem alguma complicação, isso corresponde a uma perda de autonomia”, explica Andressa. “Quando me deparei com essas cenas me emocionei muito. Aquilo foi um pequeno ganho de independência para ela e uma felicidade imensurável para mim”, completa.

Através de aulas práticas como essa que os alunos da UFPE aprendem como lidar com o dia-a-dia do terapeuta ocupacional ainda na graduação. Os atendimentos no Hospital das Clínicas de Recife, que funciona como um centro-escola, têm início já no segundo semestre do curso e passam a ser frequentes a partir do quarto período. Nas situações de contato com paciente, as alunas contam que o famoso frio na barriga é comum, mas toda a classe recebe apoio da equipe técnica. “Sempre fico um pouco insegura quando sou responsável por um atendimento, mas os professores e os monitores nos auxiliam quando necessário”, ressalta Amanda.

O curso também possui infraestrutura própria e quatro laboratórios que atendem a população local. Um deles, o de atividade de vida diária, simula uma casa, com quarto, banheiro, cozinha e equipamentos próprios para estudo dos alunos. Há também os laboratórios de integração sensorial, com dispositivos para estimular os sentidos dos pacientes, de recursos terapêuticos, que conta com materiais escolares, e a sala de expressão corporal, com paredes espelhadas, bolas, lonas e recursos audiovisuais. Essa última é voltada, principalmente, aos próprios estudantes de Terapia Ocupacional e tem como objetivo fazer com que eles conheçam seu próprio corpo e saibam como cuidar dele.

>> Saiba mais sobre a carreira em Terapia Ocupacional

Outra atividade acadêmica comum em que os estudantes podem ter contato com a profissão são as visitas técnicas promovidas por disciplinas. Na matéria de Tecnologia Assistiva, por exemplo, Amanda lembra que sua classe fez visitas a espaços e equipamentos urbanos para verificar as condições de acessibilidade dos locais e se eles foram planejados tendo em vista a locomoção de pessoas com deficiência. Há ainda projetos de extensão e pesquisa voltados para a comunidade local, como o de desenvolvimento da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes em vulnerabilidade, as oficinas de geração de renda com pessoas em sofrimento psíquico, ou as atividades de estimulação da memória em idosos. “O professor responsável pelo projeto e seus alunos avaliam as necessidades da população e elaboram um plano de intervenção levando em consideração a integralidade dos indivíduos”, explica Andressa.

(Imagem: Thinkstock)

Estrutura do curso

O curso da UFPE é integral, tem ingresso pelo Enem, através do Sisu, e recebe somente 18 alunos por semestre. Com relação ao conteúdo teórico, a grade curricular prevê, nos períodos iniciais, disciplinas do ciclo básico da Saúde, como anatomia humana, processos gerais da patologia, biofísica, nutrição e também matérias clínicas, como neurologia, pediatria e psiquiatria. Já mais perto do meio do curso – que tem duração mínima de quatro anos – começam a aparecer temáticas diretamente relacionadas à área de Terapia Ocupacional. Análise de atividade e recursos terapêuticos são algumas delas. Tópicos de outras áreas, como Psicologia e Humanas, também fazem parte da formação do profissional e são estudados em disciplinas como personalidade e desenvolvimento humano, educação inclusiva e antropologia da saúde, que relaciona a cultura, os hábitos, os símbolos e a religiosidade com a saúde do paciente.

Áreas de atuação

Para quem pensa em cursar Terapia Ocupacional, aqui vai uma boa notícia: faltam profissionais da área no mercado de trabalho. Então, se você gostou do curso da UFPE, vá em frente! A graduação da federal pernambucana tem enfoque em preparar seus estudantes para o trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS), que é um grande empregador de terapeutas ocupacionais. O público alvo também é bem abrangente: “podemos intervir na promoção da saúde em idosos, atuar na saúde do trabalhador, atender crianças com alguma dificuldade física, realizar estimulação precoce em bebês, entre outras funções”, explica Amanda.

Além disso, a Terapia Ocupacional é sempre empregada em contextos que envolvem equipes multidisciplinares dos campos de saúde, educação e social. Assim, é comum que o formado trabalhe com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros, psicólogos, musicoterapeutas, educadores físicos, assistentes sociais, agentes comunitários de saúde, professores, artesãos e oficineiros. E, para atender à especificidade, desde a graduação os estudantes realizam atendimento em conjunto com alunos dessas áreas.

 

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Curso de Design de Ambientes da UEMG dá destaque às práticas projetuais

Malú Damázio | 25/05/2015

(Imagem: Thinkstock)

Pensar na organização espacial de uma sala de escritório para torna-la mais funcional, confortável e bonita é uma das funções do designer de ambientes. Em seu trabalho, esse profissional escolhe – e, muitas vezes, desenha – quais móveis serão usados, de que material serão feitas mesas, cadeiras e armários, quais cores e texturas terão o chão e as paredes, planeja o paisagismo de áreas internas e externas, faz orçamentos e acompanha a compra de tudo que é necessário para o projeto. O curso de Design de Ambientes da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) recebeu cinco estrelas na avaliação do Guia do Estudante. Então, vamos conhecer um pouquinho mais sobre a graduação da estadual mineira, localizada na Escola de Design, em Belo Horizonte (MG).

Não é só em interiores estritamente residenciais ou comerciais que o designer de ambientes trabalha. Seu mercado é muito mais amplo, já que ele pode criar, por exemplo, paisagismo urbano, realizar projetos luminotécnicos, elaborar ambientações de estandes e de locais de design efêmero. Até mesmo o interior de aviões, carros e navios pode ser projetado por um profissional da área! Por isso as práticas projetuais são as principais atividades do curso da UEMG. Nessas disciplinas, o estudante aprende a realizar um projeto completo de design e que seja verdadeiramente aplicável e possível de ser executado. Aluna do quinto período, Bruna Jellinek conta que este semestre uma de suas atividades é elaborar um lar de idosos com clientes reais. “O lar que estamos trabalhando de fato existe e, possivelmente, este projeto será executado. Então, deixa de ser algo fictício e imaginário. Podemos criar de forma livre para desenvolver um projeto de design para pessoas reais, com necessidades e demandas reais”, explica.

>> Saiba mais sobre a carreira de Design de Ambientes

Ao longo das disciplinas, os estudantes também fazem visitas técnicas a fábricas e empresas de design de interiores e de arquitetura para ver como o conhecimento ensinado na sala de aula pode ser aplicado. Na última semana, por exemplo, Bruna e os alunos do quinto período foram até uma marcenaria para ver como funciona a produção e a detalhação de mobiliário. Ela lembra ainda que existem muitas matérias optativas que promovem idas a fábricas e lojas, como Noções Básicas de Arquitetura e Urbanismo. “Já fizemos umas quatro visitas para essa disciplina só esse semestre!”, diz. Os estudantes também aprendem a projetar de acordo com critérios como ergonomia, estudos de mercado, fatores econômicos, metodologia científica e veem no curso até noções de engenharia, como hidráulica e elétrica. “São assuntos que eu não imaginava estudar e temos na grade. Hoje vejo que são super importantes e precisamos ter conhecimento deles para fazer um projeto de qualidade”, relata Luana Miranda, do quinto semestre.

Estrutura do curso

A graduação da UEMG tem duração mínima de oito períodos e são oferecidas 80 vagas ao total, sendo 40 na parte da manhã e outras 40 à tarde. O ingresso na instituição se dá por meio de vestibular próprio e também pelo Enem, através do Sisu. Ao contrário da maioria das faculdades da área, nenhum curso da Escola de Design exige provas de habilidades específicas dos candidatos. As estudantes garantem, porém, que os professores explicam tudo que é necessário para realizar um projeto de Design de Ambientes. “Nos primeiros períodos temos aulas especificas como Representação Técnica e Expressão Gráfica para aprender perspectiva e um pouco de desenho”, lembra Clara Lages, do terceiro ano. A grade curricular ainda prevê que o aluno cumpra obrigatoriamente uma carga de disciplinas optativas e de estágio, além de 212 horas de atividades complementares, como cursos, workshops, palestras e visitas a museus. Então, é bom ficar atento às exigências para se formar!

>> Conheça as melhores faculdades de Design de Interiores

Saber manusear softwares utilizados para projetar, como AutoCAD e SketchUp, é essencial para os estudantes de Design de Ambientes. Mesmo tendo aulas sobre esses programas na faculdade, muitos deles acabam por buscar cursos livres fora da UEMG para aprimorar seus conhecimentos, já que as noções vistas no currículo não são suficientes. Além disso, a instituição também apresenta outros problemas de infraestrutura comuns a universidades públicas. “Os laboratórios de informática são bem equipados, mas ficam abertos apenas em aula e trancados nos demais horários. Já a biblioteca tem um acervo bem vasto, mas tem poucos computadores”, aponta Bruna. E Clara completa: “nada do que estudamos vemos em prática no prédio e isso é uma questão que incomoda alunos e professores”. No entanto, a Escola de Design será transferida, em breve, para um novo edifício em uma região mais central da capital mineira e os estudantes veem na mudança uma possibilidade de melhora das questões estruturais.

Design de Ambientes ou Arquitetura?

Uma dúvida muito comum em quem vai prestar vestibular para a área é saber o que diferencia a atuação do designer de ambientes do trabalho de um arquiteto e urbanista. Apesar de trabalharem em conjunto, há certas atividades que são funções exclusivas do arquiteto, como elaborar e alterar projetos estruturais (externos e internos), hidráulicos e elétricos. Já a formação em Design de Ambientes é centrada no usuário e aborda noções de ergonomia e decoração de forma mais aprofundada. “Temos que conhecer nosso cliente, entende-lo e descobrir quais seus problemas e necessidades no espaço”, explica Luana. Por isso, muitas vezes esses profissionais atuam em parceria para desenvolver um projeto mais completo. “O designer de ambientes não pode derrubar paredes ou abrir vãos. Não sabemos fazer os cálculos precisos nem temos esse direito, então trabalhamos com arquitetos e engenheiros civis. O conhecimento de um complementa o do outro”, finaliza Clara.

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Os cursos cinco estrelas de Engenharia Ambiental

Tati de Assis | 22/05/2015

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A Engenharia Ambiental é um curso novo, então, as dúvidas são comuns. A principal função deste bacharel é preservar os recursos naturais e proteger a saúde humana, reduzindo os danos causados ao meio ambiente pelas atividades humanas.

Na prática, esta missão super louvável é traduzida em tarefas como: construção e gerenciamento de sistemas de obtenção e distribuição de água, de coleta e tratamento de esgoto e do descarte ou da reciclagem de resíduos sólidos. Ah, tem mais, este profissional pode ser responsável pela avaliação e prevenção da poluição do ar, do solo ou da água.

“– Muito bem, gostei dessa profissão, onde vou trabalhar?”. Com a preocupação crescente com o ambiente, você pode trabalhar em ONGs. Se quiser, também pode atuar em secretarias, órgãos do governo e pólos industriais.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia Ambiental

“– E o curso?”. Você tem duas opções. Pode ser bacharel em Engenharia Ambiental ou tecnólogo. Se escolher a primeira opção, vai ter uma formação bem vasta e poderá atuar em diversos setores. Se escolher a segunda, vai ter uma capacitação mais focada, que te possibilita uma rápida colocação no mercado de trabalho.

Informações para quem quer o bacharelado: o curso tem duração de cinco anos. Na matriz curricular, há disciplinas das Ciências Exatas e Biológicas, ou seja, aulas de física, química e estatística alternam-se com as de ecologia, geologia, hidrologia, topografa e hidráulica.

Gostou? Veja abaixo quais as melhores faculdades de Engenharia Ambiental do Brasil.

 

Faculdade Estrelas
(MG) Itajubá – Unifei* Eng. Amb. ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV* Eng. Amb. ★★★★★
(PA) Belém – UFPA* Eng. Sanitária E Amb ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC* Eng. Sanitária E Amb ★★★★★
(SP) Rio Claro – Unesp* Eng. Amb. ★★★★★
(SP) São Carlos – USP* Eng. Amb. ★★★★★
(SP) São Paulo – USP* Eng. Amb. ★★★★★
(SP) Sorocaba – Unesp* Eng. Amb. ★★★★★

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Cinco estrelas: conheça o curso de Enfermagem da UFG

Malú Damázio | 18/05/2015

(Imagem: Thinkstock)

Você conhece alguém que trabalhe com Enfermagem? Imagino que sua resposta deve ser um claro sim, afinal, o enfermeiro é um dos principais profissionais diretamente ligados à promoção da saúde e à prevenção de doenças. Essencial em hospitais, em serviços de atendimento básico e em assistência domiciliar, ele é responsável por aferir dados sobre a saúde dos pacientes e repassar as informações para a equipe médica para dar continuidade ao tratamento. Cuidados com higiene, alimentação, administração de medicamentos e curativos, e a realização de procedimentos como a aplicação de sondas no paciente também são funções desse profissional. Hoje falaremos, então, sobre o curso de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG), avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante.

Localizada no campus Colemar Natal e Silva, em Goiânia (GO), a graduação é integral e recebe anualmente 50 novos estudantes – que ingressam na universidade através do Enem, via Sisu. A visão holística e humanizada do paciente, que o relaciona também com a família e com a comunidade em que está inserido, e a tríade ‘ensino, pesquisa e extensão’ orientam o ensino de Enfermagem na instituição. Durante o curso, você encontrará tanto disciplinas que abordam a área técnica dos cuidados com a saúde quanto as que estão centradas no próprio paciente. Anatomia Humana, Histologia, Saúde Mental, Risco Biológico e Biossegurança, Enfermagem Psiquiátrica, Saúde Coletiva e Antropologia da Saúde são algumas das matérias previstas na grade curricular.

As aulas práticas no Hospital Universitário ocorrem desde o primeiro período e são muito importantes para a formação em de Enfermagem. Nelas os estudantes atuam em conjunto com alunos de outras áreas da saúde, como Medicina, Psicologia e Fisioterapia, entram em contato com pacientes e podem aplicar os conhecimentos aprendidos em sala de aula realizando consultas de enfermagem. Essa prática envolve, segundo o Conselho Nacional de Enfermagem, uma entrevista para traçar um histórico do paciente e de seus hábitos, exames físicos para detectar possíveis anormalidades, diagnóstico com base nos resultados identificados nos exames, prescrição de medidas imediatas cabíveis por enfermeiros e técnicos, registro do estado do paciente e da evolução de enfermagem – que compreende o acompanhamento do paciente, quais cuidados foram tomados e quais ainda devem ser feitos – e encaminhamento para a equipe médica.

Para saber mais sobre o curso da UFG, o Guia do Estudante conversou com Johnatan Martins, aluno do quinto semestre de Enfermagem. Johnatan ingressou no curso quando ele ainda oferecia a modalidade licenciatura, destinada a capacitar enfermeiros também para o ensino e a pesquisa na área. No entanto, desde o ano passado, a graduação da federal de Goiás organiza todas as atividades somente no bacharelado. Na entrevista, o estudante destaca a importância de estagiar em diversas áreas da saúde, lembra que o medo de ver sangue não precisa ser um obstáculo para quem quer se tornar um enfermeiro e conta que o mercado de trabalho é muito amplo e não está concentrado em nenhuma área específica, já que profissionais da saúde são necessários em todo o país.

Confira a conversa completa!

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Enfermagem? O que você diria para o leitor que deseja seguir essa carreira?

Johnatan Martins: Bem, decidi fazer Enfermagem após ter feito o primeiro período do curso de Ciências Sociais na UFG. Antes de prestar o vestibular estava indeciso e pensando na possibilidade de ingressar muitos cursos, mas, no decorrer do meu tempo em Ciências Sociais, pude perceber que meu desejo de ajudar o próximo seria melhor atendido no curso de Enfermagem. Por isso decidi prestar vestibular novamente e fazer essa mudança, que atendeu, às minhas expectativas.

Enfermagem é apaixonante e possui muitas possibilidades de atuação, porque é voltada para o cuidado tanto do indivíduo, da família e da comunidade. Assim, o vestibulando que queira optar pela graduação deve ter empatia e gostar de conviver e se comunicar com as pessoas. O enfermeiro zela pelo bem estar do paciente em todas as etapas do tratamento e dá tudo de si para que vidas sejam ajudadas, sendo um profissional fundamental para o funcionamento da saúde.

>> Saiba mais sobre a carreira em Enfermagem

GUIA: Qual o enfoque do curso da UFG? E a infraestrutura, como é? Os laboratórios são equipados?

Johnatan: O curso da UFG se diferencia dos demais porque ele é mais voltado para projetos de pesquisa, ensino e extensão. Ele envolve essa ‘tríade’ e possui a prática baseada em evidências como um de seus pilares: os professores utilizam informações científicas, o que é publicado na literatura científica, para aplicar em sala de aula e na prática para a coordenação dos processos de cuidar.

A infraestrutura é boa, temos aulas práticas de diversas disciplinas que possuem muitos materiais disponíveis para possibilitar a aprendizagem como, Anatomia e Histologia por exemplo, que possuem sua sede no Instituto de Ciências Biológicas e laboratórios que ficam na própria Faculdade de Enfermagem para as disciplinas específicas, como Bases para o Cuidar do Indivíduo e Família e Comunidade.

GUIA: Muitas pessoas sentem aflição ao ver sangue. Isso pode atrapalhar um aluno que quer cursar Enfermagem? Dá para superar?

Johnatan: A agonia de ver sangue pode ser superada, falo por experiência própria, hehe. Antes de ingressar no curso tinha muito medo de ver e entrar em contato com muito sangue, em um episódio muito cômico até cheguei a desmaiar vendo um filme com cenas muito fortes na casa de amigos. Mas, após entrar no curso de Enfermagem, nunca tive episódios de desmaio ao ver e entrar em contato com sangue. Passamos a estudar em peças anatômicas de cadáveres logo no primeiro período, também somos instruídos para cuidar do outro e entendemos que o sangramento faz parte do cotidiano da prática de enfermagem e é algo que deve ser encarado com naturalidade.

GUIA: Vocês estagiam no Hospital Universitário? Suas atividades são integradas com as de outros estudantes da área de saúde?

Johnatan: Estagiamos no Hospital das Clínicas de Goiânia, que é um Hospital Universitário, desde o primeiro período, na disciplina de Introdução à Enfermagem, onde nos é ensinada a aferição dos sinais vitais e apresentamos o prontuário, que é a soma de todas as informações a respeito do paciente.

Como o enfermeiro atua juntamente com toda a equipe multiprofissional, composta por médico, psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, assistente social, cirurgião dentista, fisioterapeuta, biomédico, nutricionista, farmacêutico etc, é importante que haja contato com estudantes desses cursos. O estágio é integrado também pelo fato de se tratar de um hospital escola, onde todos os cursos da universidade têm direito a estagiar, cada um atuando na sua especialidade. Essa integração culmina em um cuidado integral e holístico do paciente, porque todas as informações captadas por alunos de diferentes cursos são agrupadas e relacionadas através da leitura das anotações feitas no prontuário ou mediante a discussão do caso com os profissionais.

(Imagem: Thinkstock)

GUIA: Além da possibilidade de se tornar pesquisador e seguir carreira acadêmica, o que diferencia a graduação em Enfermagem de um curso técnico na área?

Johnatan: O que diferencia a graduação de enfermagem de um curso técnico primeiramente é o tempo de formação, a graduação em enfermagem cinco anos e o curso técnico varia de um ano e meio a dois anos. Tanto o técnico de enfermagem quanto o enfermeiro podem atuar em hospitais, ambulatórios, consultórios, saúde pública, empresas entre outros, mas exercendo funções diferentes.

O técnico de enfermagem possui uma formação mais voltada para a técnica, podendo realizar procedimentos como, higiene corporal do paciente, administração de medicamentos, monitoramento dos sinais vitais dos pacientes entre outros, mas tudo sob supervisão do enfermeiro. Já o enfermeiro tem como funções gerenciar toda a equipe de enfermagem e realizar procedimentos mais complexos, como a sondagem vesical e sondas para nutrição como, nasogástricas e nasoentéricas, entre outras técnicas.

GUIA: Quais são as principais áreas de atuação em Enfermagem? Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar?

Johnatan: O mercado de trabalho é amplo. As principais áreas de atuação são: em consultórios ou clínicas, na assistência domiciliar ou hospitalar, em diversas especialidades, na saúde pública, em empresas de saúde, no ensino, assessorias e consultorias a organismos ou entidades governamentais e não governamentais, em representações/fiscalização, dentre outros. A atuação do enfermeiro em auditoria dos serviços de saúde também tem crescido muito nos últimos anos e tem se mostrado uma área bastante promissora.

Quando me formar quero fazer mestrado em saúde mental e enfermagem psiquiátrica, visando a carreira acadêmica, até porque sou aluno da licenciatura.

GUIA: Conta pra gente um pouco das suas experiências de estágio e de prática de Enfermagem!

Johnatan: Estagiei no Hospital das Clínicas, na Unidade Básica de Saúde, em Estratégia da Saúde da Família, no Centro de Recuperação de Pessoas em Situação de Rua, no Instituto Médico Legal. Em cada campo tive uma experiência maravilhosa e pude relacionar e colocar em prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, adquirindo e aperfeiçoando novas habilidades e competências técnicas e intelectuais.

Logo no primeiro período do curso, ingressei em um núcleo de pesquisa que se chama NUCLAIDS (Núcleo de Ações Interdisciplinares em DST/HIV/Aids) e comecei a realizar atividades em um projeto de extensão que trabalha com pessoas em situação de rua.Foi muito gratificante, porque pude escrever um artigo científico após o término das atividades sobre drogadição nessa população.

Atualmente, também faço parte de um grupo interdisciplinar de pesquisa e intervenção em saúde mental, onde faço parte do projeto de extensão Florenc’endo Sorrisos, que tem esse nome devido à ‘mãe da enfermagem’ se chamar Florence Nightingale. A atividade tem o objetivo de promover a saúde mental dos alunos e professores da Faculdade de Enfermagem da UFG e outros públicos e instituições, como maternidades, orfanatos etc. Fazemos atividades lúdicas, como a caracterização de personagens como palhaços, apresentamos poemas, cantamos e tocamos instrumentos musicais. Também sou bolsista de iniciação científica e trabalho com a temática de tecnologias grupais em Centros de Atenção Psicossocial em Goiânia.

GUIA: Uma última perguntinha! Como é a recepção dos calouros? Os veteranos são legais? :)

Johnatan: Os calouros são recepcionados no dia da matrícula por alguns veteranos e por professores da faculdade que fazem um primeiro acolhimento. Nesse dia é entregue o ‘guia do calouro’, que tem a finalidade de auxiliá-los nos primeiros dias de aula. A universidade também tem a semana do calouro, na qual é feito um café-da-manhã entre calouros e veteranos, e também o sorteio de ‘padrinhos’ e ‘madrinhas’: um veterano terá um calouro como seu ‘afilhado’ e ele será responsável em passar informações importantes e auxiliá-lo nesse período de adaptação. Também há um passeio de ônibus pela UFG para que os calouros e veteranos possam conhecer campus e sua estrutura, com laboratórios, biblioteca, restaurante universitário etc. Temos um trote, os calouros são pintados com tinta e fazem alguns rituais como juramento, rs, e, posteriormente, é organizado um almoço ou churrasco de integração entre calouros e veteranos.

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