Guia do Estudante

Curso de Engenharia Química da Unicamp é direcionado a processos industriais

Malú Damázio | 18/11/2014

(Imagem: Thinkstock)

Você sabe o que faz um engenheiro químico? Esses profissionais geralmente atuam com a otimização de processos industriais que ocorrem a partir de transformações físicas ou químicas. Ou seja, eles são responsáveis por simplificar e facilitar os procedimentos industriais, de modo que a empresa produza mais e gaste menos. A atuação desse engenheiro é ampla e versátil: ele pode trabalhar tanto em áreas como a indústria do petróleo quanto no campo do meio ambiente e das energias sustentáveis. Se você se interessa por essa carreira, vai querer saber um pouco mais sobre a graduação de Engenharia Química da Unicamp. Ministrado em Campinas, no interior de São Paulo, o curso existe há 35 anos e foi avaliado com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014.

A cada ano, 100 novos alunos ingressam em Engenharia Química por meio do processo seletivo da universidade. O curso possui duas turmas, uma em período integral, que recebe anualmente 60 estudantes e tem duração mínima de cinco anos, e outra no período noturno, com 40 alunos e seis anos de duração. O curso da Unicamp aborda disciplinas gerais nos primeiros anos, como cálculo, química, física e programação, que fazem parte do Ciclo Básico, e depois se aprofunda em matérias mais específicas da Engenharia Química, como reatores químicos, termodinâmica e separações.

Saber ler em inglês é um dos pré-requisitos para os estudantes, já que boa parte dos livros didáticos e dos artigos acadêmicos está escrita nessa língua. Além disso, quem tem vontade de ser engenheiro químico também precisa estar disposto a encarar umas (muitas) continhas matemáticas ao longo do curso. “Temos que fazer muito muito muito cálculo! Ter o domínio de HP (calculadora utilizada por engenheiros), Excel, e outras ferramentas é essencial”, lembra a aluna do décimo semestre Mariana Zanetti.

>> Saiba mais sobre o curso de Engenharia Química na Guia de Profissões do GE 

Ao contrário do que a maioria dos estudantes de ensino médio pensa, o campo de atuação do engenheiro químico pouco tem a ver com a química propriamente dita. “Na verdade, o curso devia se chamar engenharia de processos e tem muito mais física do que química! Mas mesmo assim ele é muito interessante”, explica o estudante do décimo período, Guilherme Gomes. Ele conta que, além da área de processos industriais, o engenheiro químico também pode atuar em pesquisa e desenvolvimento de produtos, na área ambiental e com projetos de equipamentos e plantas.

A vontade de exercer uma função que pudesse impactar positivamente a sociedade foi o que motivou o aluno do quarto ano Bruno Leite a optar por Engenharia Química. O estudante conta que pretende trabalhar, quando formado, nas áreas ligadas ao meio ambiente ou que tenham enfoque em desenvolvimento de produtos. “Quero atuar em algo no qual meu trabalho influencie diretamente no dia a dia do consumidor”, afirma. Além da afinidade com matemática e química, o impulso social também foi o que motivou Mariana a ingressar no curso da Unicamp. A aluna ressalta, porém, que a falta de matérias de humanas ao longo da graduação a decepcionou. “Claro que é um curso de exatas, mas ainda assim gostaria que houvesse mais interface com a sociedade, principalmente por se tratar de uma universidade pública.”

Tanto Mariana quanto Bruno não têm dúvidas de que o curso de Engenharia Químico é bastante acadêmico. O modelo da graduação não difere muito de outras áreas da Unicamp, que é uma universidade direcionada à formação de pesquisadores. Apesar de ter disciplinas laboratoriais durante oito semestres, Bruno questiona como se dá a aplicação dos conceitos aprendidos em sala de aula. “Muitas vezes os laboratórios consistem em coleta de dados amostrais que vão gerar apenas uma discussão num relatório sobre algum tema de alguma disciplina”, explica.  “O curso se volta mais para fundamentos, teoria e projetos do que para a aplicação prática e para a interface com a indústria”, completa Mariana. A estudante conta que as disciplinas de operações unitárias, em que os alunos aprendem a projetar equipamentos, são suas preferidas. “É quando nós sentimos realmente engenheiros!”

Engenharia Química X Química

Por se tratar de uma profissão muito versátil, muitas pessoas confundem a atuação e o campo de estudos do engenheiro químico com o de um profissional da Química. A diferença entre essas duas profissões está, basicamente, na escala: enquanto o químico trabalha em escala laboratorial, o engenheiro químico atua em escala industrial. “Enquanto o químico faz o bolo, o engenheiro químico foca em produzir toneladas de bolo!”, brinca Bruno. Além disso, segundo Guilherme, o curso de Engenharia é voltado a questões mais práticas, como design de equipamentos, otimização de processos industriais e análise econômica, ao passo que o curso de Química, embora tenha matérias práticas, é majoritariamente teórico. O estudante ainda explica que a Engenharia Química se difere das outras engenharias por ser “o único curso no qual há um estudo de reações químicas e processos de separação, como filtração, destilação, extração etc”.

 

Palavra de Estudante

Bruno Leite: “O que mais me fascina na Unicamp é que, por ser uma universidade no interior, você tem contato com pessoas de todo o Brasil e vivencia diariamente o ambiente universitário, já que muita gente não é de Campinas e vem morar aqui só para estudar. A universidade oferece várias oportunidades de atividades extracurriculares e eu recomendo a todos que aproveitem isso ao máximo. Fui parte da Empresa Júnior de Engenharia Química (Propeq) durante três anos, sendo minha ultima posição a de Diretor de Projetos Sociais. Coordenava uma equipe de nove voluntários membros da empresa com o objetivo de desenvolver, aplicar e gerenciar projetos sociais em Campinas e seus arredores.”

Mariana Zanetti: “As áreas de trabalho em Engenharia Química são as mais diversas possíveis! Desde engenharia de processo, projeto ou produção dentro dos mais diversos tipos de indústria, até áreas comerciais como marketing e vendas, e até mesmo consultorias estratégicas e mercado financeiro. O engenheiro é muito reconhecido e valorizado pelo mercado. Então existe uma gama vasta de oportunidades. Com a preparação adequada e boa vontade todos conseguem seu estágio. O que não significa, necessariamente, que o emprego é garantido. Muitas vezes se pede uma experiência que recém-formados não têm, e as vagas são poucas para muita gente tentando.”

Guilherme Gomes: “A recepção dos calouros na Unicamp é bem tranquila e sossegada. Há o trote com tinta, pedágio e tudo mais, mas os veteranos respeitam quem não quer participar. Além disso, na Unicamp há o Trote da Cidadania, no qual os calouros se envolvem em atividades beneficentes em creches, casas de repouso e em outras instituições ou ONGs de Barão Geraldo (bairro de Campinas onde está localizada a universidade).”

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As melhores faculdades de Odontologia

Amanda Previdelli | 17/11/2014

odontologia

Para algumas pessoas ir ao dentista é uma experiência quase assustadora, mas outras se interessam pelos instrumentos, barulhos e técnicas que são encontradas em um consultório  de dentista. Quem gosta da área de saúde também costuma ter uma curiosidade pela área de Odontologia.

Odontologia é a ciência voltada para o estudo e o tratamento dos dentes, da boca e dos ossos da face. O dentista cuida da saúde e da estética bucal.

A formação básica da graduação inclui disciplinas da área de Ciências Biológicas e da Saúde, como anatomia humana aplicada à odontologia, patologia, fisiologia, epidemiologia, ética e bioética, microbiologia, psicologia etc.

As matérias profissionalizantes incluem radiologia, material dentário, dentística, endodontia, exodontia, diagnóstico por imagens entre outras. No segundo ano, o aluno começa a treinar restaurações e demais procedimentos em aulas práticas de laboratório, utilizando um manequim odontológico. A partir do terceiro, passa a atender pacientes na clínica da faculdade. É obrigatória a apresentação de um trabalho de conclusão de curso.

Gostou de Odontologia? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(AM) Manaus – Ufam ★★★★★
(CE) Fortaleza – Unifor-CE ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(RN) Natal – UFRN ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Bauru – USP ★★★★★
(SP) Piracicaba – Unicamp ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

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Alunos da USP promovem evento sobre o dia a dia do jornalista

Malú Damázio | 07/11/2014

Pensa em fazer Jornalismo, mas ainda não tem certeza se o curso é a sua praia? Talvez a 1ª Semana da Jornalismo Júnior possa te ajudar na decisão. Com temas específicos em cada dia, o evento reunirá jornalistas das áreas de cultura, esportes, ciência, cinema e reportagem para um bate-papo com os interessados na profissão durante os dias 10 a 14 de novembro, no campus da Cidade Universitária da USP, em São Paulo. As inscrições são gratuitas!

>> Saiba mais sobre a carreira de Jornalismo 

>> Confira quais os melhores cursos de Jornalismo

A semana é organizada por estudantes de Jornalismo da USP que integram a empresa júnior do curso da Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP). O evento é aberto a qualquer pessoa que queira saber mais sobre a carreira jornalística e sobre campos afins, como cinema e esportes. A primeira edição traz convidados como César Tralli (apresentador do SPTv, da Rede Globo), Juca Kfouri (apresentador do canal ESPN e colunista do site UOL Esportes), Marina Person (ex-VJ da MTV, apresentadora da TV Cultura e da rádio Eldorado), Pirula (do “Canal do Pirula”, página sobre ciência e política no Youtube) e Flávia Guerra (O Estado de S.Paulo). Os profissionais contarão um pouco mais sobre o dia a dia do jornalista e os desafios de suas áreas de trabalho.

>> Conheça o trabalho do jornalista esportivo 

>> Vale a pena fazer Jornalismo mesmo sem a obrigatoriedade do diploma?

As rodas de conversa ocorrerão de segunda à sexta-feira, às 19 horas, no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP. Em cada um dos cinco dias de palestra será sorteado um vale-livro da Livraria Cultura. Achou legal? Quer participar e saber mais sobre a profissão? Para se inscrever, clique aqui ou acompanhe a programação completa pela página do evento no Facebook.

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Conheça o curso de Radialismo da Unesp!

Malú Damázio | 05/11/2014

 (Imagem: Thinkstock)

Você já se pegou assistindo a algum programa de TV e pensando como ele é feito? Nos bastidores das telas provavelmente você encontrará um profissional de Rádio e Televisão. Ele é responsável pelas atividades de criação, produção, direção e edição de programas e projetos audiovisuais que podem ser veiculados também em rádios e na internet. O curso de Radialismo da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp) pode ser uma boa escolha se você pensa em trabalhar nessa área. Na Unesp, a graduação é uma habilitação da carreira de Comunicação Social, o que significa que o radialista também pode atuar no campo das comunicações (Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Editoração) de modo geral.

Com campus em Bauru, no interior de São Paulo, o curso de Radialismo da Unesp é integral e recebe 30 novos alunos por ano. O ingresso na graduação é feito pelo processo seletivo da própria universidade. Nos primeiros semestres, a grade curricular é bem diversa e os estudantes terão disciplinas teóricas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História e Estética da Arte, Semiótica, Teorias da Comunicação e Psicologia. Mas não pense que as matérias práticas só aparecerão lá para o final! A graduação também conta com aulas de Prática de Produção em TV e Rádio, Roteiros Radiofônicos e para TV, Técnicas de Animação, Direção de Programas de Televisão.

>> Saiba mais sobre a carreira de Rádio e TV

A estudante do terceiro semestre, Mariana Oliveira conta que a prática é essencial porque permite que o estudante entre em contato com os equipamentos e descubra qual parte da produção audiovisual mais se identifica. Mariana decidiu fazer Radialismo por se interessar por fotografia e pela produção visual de novelas e filmes e pretende trabalhar nessa área. “Quero fazer um curso me especializando em maquiagem artística”, revela. Ainda que goste mais da prática em Rádio e TV, a aluna diz que surpreendeu com as reflexões propostas em disciplinas teóricas. “Não imaginava que matérias teóricas como Psicologia ou Ética da Comunicação fossem me interessar tanto!”

Uma das dúvidas muito comuns de quem presta vestibular para Rádio e TV é a proximidade da área com os campos de Cinema e de Jornalismo. Apesar de ter disciplinas específicas de Cinema e de entrevista, a graduação da Unesp é direcionada para a produção de programas que serão veiculados em mídias televisivas e radiofônicas. “O curso de Rádio e TV é mais voltado para produção de programas de televisão e de rádio e para a logística dos bastidores de um canal de televisão, enquanto o Jornalismo trabalha mais com a redação e o conteúdo dos programas. Já o Cinema tem ênfase na produção de filmes, geralmente produzidos em uma câmera apenas”, explica Gabriela Staffa, aluna do terceiro período. Entretanto, durante o curso de Radialismo, os alunos também produzirão curtas ficcionais, minidocumentários e programas de entrevista.

Para ajudar a ter certeza que se desejava realmente cursar Radialismo, Gabriela ingressou em um curso livre de Iniciação Audiovisual aos 16 anos. “Lá tive uma noção bem básica de como era a etapa de se fazer um filme, foi aí que tive a certeza do que queria mesmo”, lembra a estudante.

>> Descubra a diferença entre Rádio e TV e Jornalismo

O profissional de Rádio e Televisão pode trabalhar, além das tradicionais emissoras de TV e rádio, em produtoras e em agências de publicidade. O curso da Unesp forma roteiristas, editores, fotógrafos, produtores, diretores de arte e até mesmo preparadores de elenco. Assim como a maioria das carreiras no ramo das comunicações, as principais oportunidades no mercado de trabalho estão concentradas nas grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, os alunos de Radialismo acabam viajando até a capital paulista para participarem da produção de peças audiovisuais ainda na graduação. “Brincamos aqui em Bauru que o nosso curso é ótimo, só estamos na cidade errada!”, diverte-se Gabriela.

Como a grade curricular do curso não prevê estágio obrigatório, os estudantes têm a oportunidade de participar e atuar na montagem de filmes e de programas audiovisuais dos próprios colegas de curso. “Logo no meu primeiro ano, participei de dois trabalhos de conclusão de curso (TCC) como maquiadora e auxiliar de direção de arte, assim como fiz outros dois projetos interdisciplinares também de veteranos. Foram oportunidades muito boas, pois como caloura já estava me tornando ciente de como são as etapas de produções acadêmicas importantes como um TCC”, lembra Mariana.

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As melhores faculdades de Dança

Mariana Nadai | 30/10/2014

Dançar não é apenas se movimentar de maneira rítmica, é também ter consciência corporal e, para quem se torna especialista nisso, ter a capacidade de narrar uma história ou expressar uma ideia e emoção com os movimentos do corpo.

O profissional de Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV e também atua como bailarino, fazendo parte de um corpo de baile.

danca

O bacharelado forma profissionais habilitados a participar de espetáculos e a pesquisar novas linguagens na dança, com disciplinas práticas de técnicas de dança, música, voz e acrobacia, e teóricas, como comunicação e expressão, anatomia e psicologia. Já a licenciatura qualifica para o ensino e conta com matérias específicas da área, como fundamentos da ação pedagógica e gestão em ambientes educativos. Na maioria das instituições, ao final do curso, devem apresentar uma monografia ou produção em dança.
Gostou da área? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV ★★★★
(PR) Curitiba – FAP-Curitiba ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – FAV ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★
(SP) São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi ★★★★
(AM) Manaus – UEA ★★★

 

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

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Categoria: Artes e Design

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