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Curso de Artes Visuais da UFMG oferece bacharelado em Pintura, Gravura, Desenho, Escultura e Artes Gráficas

Malú Damázio | 02/04/2015

(Imagem: Thinkstock)

Paleta, tintas de todas as cores e tipos, telas, uma infinidade de pincéis, gesso, parafina, argila, tecido, placas de madeira e de metal, goivas, câmera fotográfica, negativos, tablet, programas de edição de imagem. Todos esses objetos são materiais de trabalho do artista plástico, que utiliza também, além dos itens técnicos específicos, artigos do nosso dia-a-dia para realizar suas composições e seus projetos. Galochas, colheres, lençóis, fotografias rasgadas, ventilador, ou até mesmo uma ação cotidiana podem ser empregados artisticamente e ressignificados. Hoje vamos conhecer melhor o curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante.

Ministrada na Escola de Belas Artes, a graduação recebe semestralmente 40 novos estudantes e ocorre no período diurno. A forma de ingresso no curso - que tem duração mínima de quatro anos – é através do Enem, por meio do Sisu, e de uma avaliação da própria universidade. Então, se você pensa em prestar Artes Visuais na UFMG, anota aí: é importante ficar atento à data da prova de habilidades específicas, que é aplicada após o exame nacional e exige dos candidatos noções de percepção visual, desenho de observação, texturas e escalas tonais.

O curso da federal mineira oferece seis habilitações para os estudantes: Pintura, Desenho, Gravura, Escultura, Artes Gráficas e também licenciatura. Os dois primeiros semestres correspondem ao ciclo básico das artes, em que os alunos passam por disciplinas gerais de todas as áreas do bacharelado e aprendem um pouco de cada técnica. Já os anos seguintes são dedicados à especialização e o estudante deve cursar matérias relacionadas à habilitação escolhida. Isso não impede, claro, que você também se inscreva em disciplinas de outras áreas e complemente sua formação. Inclusive, uma das vantagens da graduação na Escola de Belas Artes é poder cursar outra habilitação, após finalizado seu curso, sem passar novamente pelo vestibular.

Para saber melhor como é o dia-a-dia de um aluno de Artes Visuais e a estrutura do mercado de trabalho, o Guia do Estudante conversou com Luar Furtado, do sexto período do bacharelado em Artes Gráficas. A certeza de fazer o que gosta e a vontade de se expressar artisticamente foram, para ela, alguns princípios que a ajudaram a descobrir qual carreira gostaria de seguir. Luar destaca que, ao contrário do que nós costumamos pensar, o domínio total das técnicas artísticas e a execução aparentemente perfeita de um projeto não são fatores que determinarão essencialmente a qualidade do seu trabalho. “O que importa é se você é capaz de colocar em uma obra aquilo que se passa em sua mente e no seu coração, sem medo de julgamentos. Ser artista é se jogar para o mundo, se expor, se despir da cabeça aos pés de opiniões, de olhos fechados”, explica.

Confira a entrevista!

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Artes Visuais? O curso atendeu às suas expectativas? O que diferencia o curso da UFMG dos outros da área?

Luar Furtado: Eu decidi fazer Artes Visuais porque entendi, desde cedo, que é o que eu realmente gosto e é o que eu quero fazer ao longo da vida. O curso da UFMG atendeu às minhas expectativas em alguns pontos, mas em outros não, principalmente no que se relaciona à infraestrutura e à abordagem das ementas por alguns professores. O que considero o melhor aspecto de estudar na UFMG são as oportunidades que surgem por se estudar em uma faculdade federal grande e o apoio financeiro aos estudantes que necessitam.

GUIA: A UFMG cobra uma prova de habilidades específicas de quem pretende entrar no curso. O que é avaliado no teste? Você fez algum curso de desenho antes de entrar?

Luar: Nunca fiz curso de desenho e afirmo que a prova de habilidades era algo que me assustava muito. Mas o que causa mais medo é a falta de conhecimento sobre o que a prova aborda e como aborda, e claro, a nossa “crueza” nesse tipo de experiência. A prova não é nenhum bicho de sete cabeças, ela não é uma prova de desenho e sim uma prova de percepção visual. Quando fiz a prova tive que fazer exercícios como escalas tonais, demonstração de texturas (liso, macio, metal, granulado), tive que ilustrar pequenos textos e fazer desenho de observação. Eu fiz o que pude e como pude, não digo que foi a melhor prova que já fiz – poderia ter sido bem melhor, mas me bastou para que entrasse na faculdade entre os primeiros 10 colocados.

No decorrer do curso é que a gente percebe o quão bobinha é essa prova.

GUIA: Quais disciplinas você julgou mais interessantes? Além disso, tem algum assunto estudado que você não esperava ver na graduação?

Luar: As disciplinas mais interessantes para mim são as práticas de atelier, onde ficamos livres para criar projetos próprios com orientação de um ou mais professores, rs. Também acho bem interessantes algumas disciplinas da Gravura, como Gravura em Metal, Litogravura e Serigrafia, pois, pelo menos para mim, elas abriram algumas janelinhas na minha carga técnica. Até hoje não tive nenhum assunto abordado que eu não esperava, de alguma forma. Muito pelo contrário, sinto falta da abordagem de alguns assuntos que julgo importante, rs.

>> Saiba mais sobre a carreira de Artes Visuais

GUIA: A infraestrutura da graduação em Artes Visuais da UFMG é boa? Vocês têm muitos ateliers? Eles são bem equipados? É um curso caro para os alunos? A faculdade oferece a maioria dos materiais ou boa parte deles é de responsabilidade dos estudantes?

Luar: Eu nunca achei a infraestrutura da Escola de Belas Artes lá grandes coisas e durante meu período fora do país percebi que ela é precária. Os ateliers não são muitos e ainda temos que dividir com alunos de outros cursos da EBA. Sem contar que estão longe de serem bem equipados. O curso é caro sim, pois independente da habilitação, precisamos sempre de materiais diversos e eles não são lá tão baratinhos (bem, tem aluno que tenta economizar em tudo, né, mas isso acaba resultando em alguns trabalhos “lambões”). A boa notícia é que contamos com a FUMP, que ajuda a alunos em condições financeiras desfavoráveis. Além de bolsas mensais de auxilio, temos bolsas semestrais para comprar exclusivamente material acadêmico. É uma mão na roda.

GUIA: Ao longo do bacharelado vocês produzem bastante? Se você tiver algum projeto que ache que foi legal fazer, você pode mostrar pra gente e contar a história dele?

Luar: A produção é algo individual e depende da boa vontade do aluno. Tem gente que sai com um portfólio maravilhoso, prontinho para o mercado. Tem gente que sai do mesmo jeito que entrou. Mas sempre temos diversas propostas de trabalhos no decorrer de cada disciplina. Todos os projetos que fiz foram prazerosos e interessantes de alguma forma, afinal de contas, eu faço o que eu gosto, né? Alguns deles podem ser conferidos no www.behance.net/luarfurtado

Ano passado fiz intercâmbio para a Hungria e essa experiência me marcou bastante e foi fundamental para o meu crescimento artístico. Frequentei a Academia Húngara de Belas Artes e tive que estudar muito, praticar muito e me redobrar para acompanhar os alunos da universidade estrangeira, que tinham um nível bem mais elevado, artisticamente falando.

(Imagem: Thinkstock)

GUIA: Quais são as principais áreas de atuação em Artes Visuais? Onde se concentram os principais eixos de trabalho no Brasil? Há mercado para Artes Visuais no interior e em capitais fora do sudeste?

Luar: As áreas mais comuns de atuação de um aluno formado em Artes Visuais (que eu conheço, claro) são ilustração, quadrinhos, formatação (de jornais, revistas, livros), sem contar as carreiras como artista plástico. Eu, particularmente, ganho a minha vida como designer gráfica e atualmente também tenho trabalhado na catalogação de acervo, curadoria e compra e venda de obras em uma galeria aqui de BH. Um estudante de Artes Visuais pode sim trabalhar como curador, atuando em museus e galeria. Mas, mais importante que o curso em si, para seguir esse tipo de carreira é necessário um background na área e claro, contatos. Bons contatos.

Eu diria que quem sonha em trabalhar com artes visuais deve viver em alguma capital, de preferência no Sudeste e principalmente em SP. Dificilmente um aluno formado vai conseguir um emprego da área no interior (infelizmente). Ultimamente quem tem se dado bem é o pessoal dos quadrinhos e aqueles que trabalham com design e editoração.

>> Confira as melhores faculdades para se cursar Artes Visuais

GUIA: O que você diria para o leitor que quer fazer Artes Visuais, mas não sabe ainda se essa é a profissão certa e precisa de dicas? Precisa ter um conhecimento artístico prévio?

Luar: Para o leitor que quer fazer Artes Visuais, mas não sabe se é a profissão certa, eu digo: NÃO FAÇA. A primeira cobrança do curso de Artes é ter a certeza de que é isso que você gosta, de coração, independente se você desenha bem ou mal, se pinta bem ou mal. A faculdade é um espaço de aprendizado e por lá você há de aprimorar qualquer habilidade que você julga fraca ou até inexistente. No curso de Artes Visuais se aprende muita coisa, muita mesmo, e o mais importante não é se você tem domínio total sobre uma técnica específica, mas você saber se expressar artisticamente, botar pra fora o que se passa na sua cabeça e no seu coração sem ter medo do julgamento alheio. É se jogar pro mundo, se expor, se despir da cabeça aos pés de opiniões, de olhos fechados. O curso de Artes é feito para quem tem certeza do que gosta, pois ele exige esforço, ele exige disciplina, lágrimas, paciência e muito amor pelo que se faz. A recompensa é o prazer enorme de se sentir realizado de alguma maneira, mesmo quando tudo te coloca para baixo.

GUIA: E a recepção dos calouros? Acredito que eles estejam ansiosos para saber como é! hahaha

Luar: A recepção de calouros é uma gracinha! Pintamos nossos calouros (se eles permitirem) e depois vamos tomar cerveja em algum bar local. Nunca presenciei nenhum problema acerca desse assunto e nós, os veteranos, somos super legais, gente. Espero poder pintar alguém que tenha lido essa matéria, rs.

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As melhores faculdades de Artes Visuais

Tati de Assis | 20/03/2015

 

Além de produzirem obras, artistas podem também montar exposições (Imagem: Getty Images)

Além de produzirem obras, artistas podem também montar exposições (Imagem: Getty Images)

 

Pode assumir, você não sabe o que um artista faz. Pode ficar tranquilo, eu também não sabia até ter uma amiga que cursou a graduação de artes visuais. De forma simplificada, o artista se ocupa de criações que envolvem elementos visuais – desenhos, gravuras, esculturas – e táteis – performances e instalações.

Além da produção de obras, ele pode ser responsável também pela montagem de exposições ou atuar como curador e selecionar trabalhos para uma mostra. Se quiser, também pode se dedicar à pesquisa e estudar grandes mestres, como: Edouard Manet, Pablo Picasso e Pierre-Auguste Renoir.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Artes Visuais

O mercado de trabalho vai além da produção artística. Você pode produzir trabalhos e vendê-los. Ou, como a maioria faz, ser representado por uma galeria que cuida da comercialização de suas obras. Pode  trabalhar também em museus como educador, ou, em órgãos públicos. Se preferir as salas de aulas, pode ser professor no ensino fundamental, médio ou em faculdades.

Por último vamos falar do curso. A graduação dura 4 anos. No início, você tem aulas de história da arte, sociologia, filosofia, estética, semiótica e comunicação. Há também as matérias práticas de desenho, pintura e imagens digitais, por exemplo. A monografia para conclusão do curso é obrigatória.   Ficou interessado? Veja abaixo as melhores faculdades para você cursar Artes Visuais.

 

Faculdade Estrelas
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(RS) Pelotas – UFpel ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★

 

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As melhores faculdades de Design de Moda

Amanda Previdelli | 15/01/2015

07-11 Faculdades- design de moda

Moda não é só roupa e acessórios. Moda também é cultura. Quem gosta de moda compreende como as pessoas se expressam através daquilo que usam, e, em uma escala maior, como uma sociedade se expressa. Para quem curte pensar sobre isso e desenhar as peças que alguém, mais tarde, vai vestir, Design de Moda pode ser uma graduação interessante.

O designer de moda desenha roupas, joias, cintos, bolsas e calçados. Analisa tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a comercialização dos artigos.

O currículo do bacharelado tem maior ênfase na parte teórica e mais abrangente, varia conforme as habilitações oferecidas pela escola, mas, geralmente, possui disciplinas como história da arte, cultura da moda e criação, desenho e estilismo. Os cursos com ênfase em design e modelagem propõem como trabalho de conclusão a criação ou o desenvolvimento de uma coleção de moda. Já aqueles focados em negócios e gestão de moda exigem dos formandos a elaboração de um plano de negócios com ações para o fortalecimento de marcas e a comercialização dos produtos.

Gostou de Design de Moda? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(SC) Florianópolis – Udesc ★★★★★
(SP) São Paulo – Fasm ★★★★★
(CE) Fortaleza – UFC ★★★★
(GO) Goiânia – UFG ★★★★
(PA) Belém – Unama ★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – Senai-Cetiqt ★★★★
(RS) Porto Alegre – UniRitter ★★★★
(SC) Blumenau – Furb ★★★★
(SP) São Paulo – Belas Artes ★★★★
(SP) São Paulo – Senac-SP ★★★★
(SP) São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi ★★★★

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

* Confira como fazemos a avaliação

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Curso de Design Gráfico da UEMG prepara estudantes para o mercado de trabalho

Malú Damázio | 01/01/2015

Já parou para pensar que a maioria dos sites que visita na internet teve a interface projetada por um designer gráfico? Esse profissional tem uma atuação bem versátil e trabalha, em termos gerais, com a criação e disposição de elementos visuais para melhor transmitir uma mensagem. Além das carreiras mais comumente relacionadas ao Design Gráfico, como a formulação de identidade visual para um produto e a atuação em agências de Design e Publicidade, o designer também pode atuar na área editorial desenvolvendo o aspecto gráfico de publicações impressas, como livros e revistas, e até mesmo nos campos de ilustração e animação com a criação, por exemplo, de personagens para jogos.

Se você se interessou pela profissão, irá gostar de conhecer o curso da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), avaliado com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014. Ao contrário da maioria das universidades, a UEMG não se reúne em um grande campus, mas se espalha em pequenos campi em Minas Gerais. A graduação de Design Gráfico, que recebe 80 novos estudantes por ano, divididos entre os turnos da manhã e da noite, é ministrada na Escola de Design, em Belo Horizonte, que também oferece os cursos de Artes Visuais (Licenciatura), Design de Ambientes e Design de Produto.

O ingresso na carreira se dá tanto pelo processo seletivo da própria universidade, quanto pelo SiSU, e não há prova de habilidades específicas. Então, se você não sabe desenhar, mas pensa em se tornar designer, olha aí que ótima notícia: já está mais pertinho do seu sonho! Afinal, não é necessariamente com desenho que esse profissional trabalha, mas com ideias inovadoras. As habilidades em desenho são importantes para áreas de atuação que específicas que fazem uso disso, como ilustração ou animação.

(Imagem: Thinkstock)

Artes Visuais à parte, os cursos de Design têm as mesmas matérias no primeiro semestre. Elas, porém, se diferenciam um pouco em seus direcionamentos e dão enfoque ao que será aprofundado ao longo de cada graduação específica. Em Design Gráfico, o estudante estará em contato desde o início do curso tanto com disciplinas teóricas, como História e Análise Crítica da Arte e do Design, quanto com matérias mais práticas, como Processos de Criação e Metodologia Aplicada ao Processo do Design, que envolvem produções relacionadas a projetos.

Para saber mais sobre a graduação de Design Gráfico, conversamos com Letícia Robini, aluna do quarto período. Ela explica que, ao contrário da maioria das universidades públicas, que têm como mote a pesquisa acadêmica, o curso na UEMG é voltado para preparar o estudante para o mercado de trabalho. “É impossível abordar todas as possibilidades oferecidas a um profissional de Design, mas a nossa graduação tenta explorar diversas áreas para que o aluno tenha um primeiro contato com as diferentes vertentes possíveis de se seguir após o curso”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira de Design

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Design Gráfico? O curso atendeu às suas expectativas?

Letícia Robini: Muitas pessoas relacionam diretamente Design com a habilidade de desenhar e foi justamente este aspecto que atraiu minha atenção para este curso específico. Foi algo sugerido, na realidade, ao invés de uma ideia própria, porém o interesse cresceu em mim conforme pesquisava mais sobre os cursos. Tendo amigos que já conheciam e se interessavam pela UEMG, pude ser apresentada à universidade e meu primeiro vestibular foi para Design de Produto, no qual passei e então fiz o curso por um ano. Não me identifiquei com o curso e então realizei um segundo vestibular, desta vez para Design Gráfico.

GUIA: O curso tem um viés prático? Os alunos têm contato com atividades de extensão? Quais?

Letícia: O curso tem foco justamente na preparação do aluno para após a faculdade, de modo que ao mesmo tempo em que são ensinadas teorias, estas são rapidamente aplicadas a uma prática. A universidade conta com uma série de laboratórios de extensão, os Centros. São um modo ainda mais interessante de colocar o aluno em contato direto com a profissão do Designer, oferecendo estágios e aceitando alunos voluntários. Infelizmente, pouco se informa sobre os Centros, de modo que a maioria dos alunos passa por vários semestres sem ao menos compreender que tem a possibilidade de participar de algo que o poderia interessar.

GUIA: Os alunos têm aulas de como usar os softwares de edição (pacote Adobe) na própria faculdade ou precisam aprender fora da graduação?

Letícia: Todo o conhecimento do pacote Adobe é da responsabilidade do próprio estudante. Existem matérias optativas que ensinam acerca de HTML e CSS, porém nenhum destes softwares necessários para a profissão. As opções são a realização de um curso fora da universidade ou, como em meu caso, aprender com a própria experiência.

GUIA: Qual a diferença entre as atribuições de um designer gráfico e a de designers de produto ou de ambientes? O designer gráfico também pode atuar nessas áreas?

Letícia: O designer gráfico age como um meio de comunicação entre o cliente e seu público, utilizando seus conhecimentos gráficos para passar a mensagem desejada com sucesso. Ele não tem os conhecimentos de materiais específicos — como couro, madeira, etc — para atuar com êxito na área dos designers de produto e também não teve o preparo de um designer de ambientes para lidar com seu trabalho.

Existem áreas comuns para mais de um curso, como embalagens — algo visto em Design de Produto e Design Gráfico — ou cenografia — esta, uma vertente que se relaciona com os três cursos, mas ainda assim há uma gigantesca diferença no trabalho de um e outro e são em situações como esta que se criam parcerias entre profissionais ou estudantes de cursos diferentes.

GUIA: Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez/faz estágio? Como foi a experiência?

Há dois meses, eu responderia prontamente que iria me especializar na área de animação e arte conceitual usada para filmes, porém hoje em dia já não mais tenho tanta certeza. Atualmente faço estágio no campo editorial, trabalhando para uma editora pequena não apenas com diagramações de livros como também na criação das próprias capas. O ramo editorial me interessa muito e todo o processo da criação de um livro é algo incrivelmente interessante, não há nada como se esforçar em um determinado processo de criação de capa por tempo considerável e, então, ter a cópia física do livro que você ajudou a criar em mãos.

Para alguém que até então apenas trabalhava como freelancer em ilustração ou estagiária voluntária, o primeiro estágio é um marco e ter encontrado trabalho em um lugar que mistura livros — uma paixão desde… sempre? — com a possibilidade de exercer minha criatividade e ainda adicionando um ambiente divertido e com situações que às vezes chegam a parecer surreais faz com que seja definitivamente a experiência que mais me marcou profissionalmente.

GUIA: O que você diria para o leitor que quer fazer Design, mas não sabe ainda se essa é a profissão certa e precisa de dicas?

Letícia: Com base em minha própria experiência na transição que fiz entre Design de Produto e Design Gráfico, posso dizer a mais clichê das recomendações: pesquise. É um curso muito trabalhoso, com uma infinidade de tarefas práticas e muitas pessoas desistem por acreditar que se trata de algo fácil. Eu não pesquisei o bastante e tive que fazer um ano de um curso que não gostava. Porém a profissão certa nunca é uma certeza. Não há nada errado em mudar de curso uma vez, duas, três, até que se encontre aquilo que traga uma verdadeira satisfação profissional.

GUIA: Ah, lembrei de algo importante! Como é a recepção dos calouros no Design Gráfico? Os veteranos são legais?

Letícia: A primeira semana dos calouros na faculdade é conhecida como Semana C. Nela, professores, coordenadores e até mesmo alguns veteranos dão algumas informações e boas vindas à universidade. No mais, veteranos e calouros têm contato no andar da cantina, sendo que todos com quem conversei — fossem veteranos ou calouros — foram bem legais e simpáticos. Aqueles de anos anteriores sempre pedem depoimentos sobre professores e adoram ver o terror nos olhos dos calouros ao contar o desespero dos trabalhos finais dos semestres mais difíceis. Eu mesma posso me dizer culpada disso, hehe.

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As melhores faculdades de Dança

Mariana Nadai | 30/10/2014

Dançar não é apenas se movimentar de maneira rítmica, é também ter consciência corporal e, para quem se torna especialista nisso, ter a capacidade de narrar uma história ou expressar uma ideia e emoção com os movimentos do corpo.

O profissional de Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV e também atua como bailarino, fazendo parte de um corpo de baile.

danca

O bacharelado forma profissionais habilitados a participar de espetáculos e a pesquisar novas linguagens na dança, com disciplinas práticas de técnicas de dança, música, voz e acrobacia, e teóricas, como comunicação e expressão, anatomia e psicologia. Já a licenciatura qualifica para o ensino e conta com matérias específicas da área, como fundamentos da ação pedagógica e gestão em ambientes educativos. Na maioria das instituições, ao final do curso, devem apresentar uma monografia ou produção em dança.
Gostou da área? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV ★★★★
(PR) Curitiba – FAP-Curitiba ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – FAV ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★
(SP) São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi ★★★★
(AM) Manaus – UEA ★★★

 

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

* Confira como fazemos a avaliação

 

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