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Saiba onde estudar Engenharia Naval

Tati de Assis | 20/04/2015

 

A construção de grandes embarcações requer a cooperação entre profissionais formados em Engenharia Naval e tecnólogos de Construção Naval (Créditos: Morgue File)

A construção de grandes embarcações requer a cooperação entre profissionais formados em Engenharia Naval e tecnólogos de Construção Naval (Créditos: Morgue File)

 

Quem nunca pensou em construir um navio? Pois é, tem gente que além de sonhar, vai lá e faz. O profissional formado em Engenharia Naval cuida do projeto, da construção e da manutenção de embarcações.

Caso ele não queira trabalhar na idealização de navios, barcos ou lanchas, pode atuar no gerenciamento do transporte marítimo e fluvial. Uma de suas atribuições, neste caso, é o controle do tráfego das embarcações.

Com a corrida por petróleo no mar – vide Pré-Sal –, é uma profissão em alta no mercado de trabalho. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o setor deve gerar 15 mil novos empregos.

>> Saiba mais sobre a carreira e o curso de Engenharia Naval

O curso para formação de engenheiros navais tem duração de cinco anos e possui disciplinas de engenharia, física e matemática. Caso você queira algo mais rápido, há o curso profissionalizante. Esta opção o torna uma espécie de assistente do engenheiro.

As melhores faculdades de Engenharia Naval estão em São Paulo – Universidade de São Paulo (USP) – e no Rio de Janeiro – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Centenário, curso de Engenharia de Minas da UFOP é um dos mais tradicionais do Brasil

Malú Damázio | 10/04/2015

(Imagem: Thinkstock)

Fundada em 1876 por Dom Pedro II, a Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) é um dos mais antigos centros de estudo de mineração no país. A região do quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais, sempre foi marcada pela extração de minério de ferro, manganês e ouro – este explorado desde o século XVII, período em que a área começou a ser povoada e ganhou ares de cidade – e Ouro Preto se destacou, desde então, no ensino da atividade mineradora. Dentro da instituição centenária, nasceu também o curso de Engenharia de Minas de que vamos falar hoje. Avaliada em cinco estrelas pelo Guia do Estudante, a graduação forma profissionais responsáveis por buscar jazidas de minérios e coordenar projetos de extração e separação e beneficiamento dos materiais encontrados. Além disso, é importante que o engenheiro de minas desempenhe seu trabalho atento à minimização dos impactos ambientais causados pela exploração de recursos naturais.

O curso de Engenharia de Minas da UFOP é integral, tem duração mínima de cinco anos e recebe 36 novos estudantes semestralmente. O ingresso na universidade se dá por meio do Enem, através do Sisu. Caio Silveira, estudante do oitavo semestre, conta que escolheu a federal de Ouro Preto devido à tradição no estudo de minas da instituição centenária. “A mineração brasileira surgiu aqui na Escola de Minas. Temos professores renomados, contato com grandes mineradoras e empresas do setor além de uma convivência única que só Ouro Preto permite!”, explica. O cenário minerador esteve presente no cotidiano de João Otávio Oliveira desde cedo. O aluno do sexto período cresceu em Pains, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, que tem como principal atividade econômica a mineração de calcário.

Estrutura do curso

O ensino da mineração na federal mineira é voltado principalmente para a lavra e para o tratamento de minérios. A primeira etapa envolve a retirada do minério das jazidas e, após esse processo, ele passa por uma série de beneficiamentos que o tornam um produto comercial com valor agregado. Há também em Engenharia de Minas as áreas de economia e de pesquisa de minérios que têm menor ênfase na UFOP. Além das clássicas noções de Engenharia que o estudante encontrará ao longo do curso, a Geologia também estará presente em toda a graduação por ser uma das bases para o estudo de minas. A essa temática estão relacionados os principais trabalhos de campo de Engenharia de Minas.

Como o curso é ministrado em um prédio antigo, os alunos destacam que os laboratórios são bem equipados, mas um pouco ultrapassados. “A infraestrutura é boa. Não tem tudo do que é mais sofisticado atualmente, mas atende bem às necessidades”, diz Caio. No entanto, João Otávio lembra no final deste ano será inaugurado um novo edifício, com instalações atualizadas, que abrigará todas as atividades do departamento de Minas. Os campos também não são muito frequentes ao longo da graduação, como a maioria dos alunos pensa ocorrer. “Essa é uma deficiência do curso. Nós fazemos algumas visitas técnicas a minas e a empresas, como à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e algumas idas a campo, mas elas são reduzidas pela dificuldade de conseguir recursos financeiros suficientes”, conta João Otávio.

Área de atuação

A demanda por engenheiros de minas ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais. Além da região do quadrilátero ferrífero em que a UFOP se encontra, há outros polos de mineração no Brasil, como, por exemplo, em Goiás, Maranhão e determinadas regiões do nordeste e do norte. A reserva de Carajás, no Pará, abriga hoje a maior jazida de minério de ferro do mundo. No mercado de trabalho há local para o profissional tanto na lavra e no processamento, quanto em setores relacionados à mineração, como em projetos, logística e transporte, comércio e também a área jurídica. Esta última se destaca devido à legislação ambiental que prevê penas rígidas, como o fechamento de minas e multas milionárias, para empresas que descumprem o código brasileiro. Por isso, o engenheiro de minas também é responsável por realizar estudos de impacto no meio ambiente em conjunto com engenheiros ambientais. Além disso, a área mineradora em grandes empresas prevê um trabalho multidisciplinar realizado também com engenheiros metalurgistas, civis e geólogos.

(Imagem: Thinkstock)

Grande parte dos profissionais atua em regiões mineradoras já conhecidas e exploradas, porque a extração em novas áreas, ainda que ricas em minerais, é uma atividade de risco. “Tornar viável um projeto de mineração é muito difícil. Quando há uma concentração de mineral passível de ser explorado é preciso que haja muito estudo antes que aquele local venha a ser uma jazida, até devido às complicações ambientais”, explica João Otávio. Por isso não é incomum ver engenheiros de minas ocupando cargos de gerenciamento. “Muitos dos meus amigos que já estão no mercado de trabalho acabaram assumindo posições gerenciais em empresas. O que aprendemos na universidade, muitas vezes, serve como base para uma atuação mais ampla, não diretamente na mina”, reforça.

Vida de universitário

Mas com aulas de manhã e à tarde e uma infinidade de relatórios para fazer, dá tempo de participar de atividades de extensão e se divertir? Claro! – os estudantes são unânimes. A vivência universitária em Ouro Preto não se resume à sala de aula. Pedro Mesquita, do oitavo período, é um dos exemplos. O estudante de Engenharia de Minas é presidente da Associação Desportiva da Escola de Minas (ADEM) – responsável, entre outros esportes, por um time de futebol de campo que disputa campeonatos locais, como a liga amadora da cidade. “É um trabalho muito gratificante em que podemos desenvolver bastante nossa gestão de pessoas, essencial para um bom engenheiro”, argumenta. E a agenda de Pedro não para por aqui! Ele também dá aulas gratuitas de karatê em um projeto de extensão de artes marciais da universidade. A atividade acontece na própria UFOP, no ginásio de ginásticas da universidade, é aberta a toda a comunidade de Ouro Preto e oferece também outras modalidades de luta ministradas por estudantes, como judô, jiu-jitsu, aikido e tae-kwon-do.

>> Leia mais sobre a carreira em Engenharia de Minas

Para os futuros calouros que precisarem de ajuda com materiais e dúvidas sobre a graduação e a faculdade há o centro acadêmico da Engenharia de Minas (Seminas) que promove a recepção dos novos alunos, dá dicas sobre a universidade e é também um local de troca de ideias e socialização entre os estudantes. Todos diretórios dos cursos de Engenharia, inclusive o Seminas, são apoiados pelo centro acadêmico da Escola de Minas (CAEM), órgão responsável pela organização de eventos e festas, do qual Caio faz parte.

A tradição de repúblicas de Ouro Preto e as festas e encontros promovidos por elas (!) também são alguns dos pontos altos de estudar na UFOP. A universidade é reconhecida pela assistência à permanência estudantil e oferece, além de moradia universitária, vagas em repúblicas federais – casarões que abrigam boa parte dos estudantes da instituição. A tradicionalidade é mantida também nesses espaços: o bixo, como o calouro é chamado, precisa desempenhar algumas tarefas para ser oficialmente aceito na república. A gente explica: caso você procure uma república, precisará passar por um período de adaptação na casa. Durante esse tempo o bixo executa tarefas diárias, como tirar o lixo, limpar o quintal e lavar a louça. “Se os moradores julgarem que ele tem condição de manter a casa e suas tradições, o bixo é escolhido como morador e no período seguinte é responsável por ensinar aos próximos ‘pretendentes a moradores’ sobre a casa e as tarefas”, completa Pedro.

Se você não está muito convencido com esse sistema e não quer passar por trotes, o estudante acrescenta que existem também as repúblicas particulares e pensões: “na UFOP não existem calouros nem veteranos. Aqui se você não morar em república, não sofrerá nenhum trote, nem quando vier fazer matrícula”. Então, não há motivos para ficar com um pé atrás com relação à Ouro Preto. A cidade, além de histórica e repleta de atrações turísticas, é cercada por montanhas e cachoeiras e tem custo de vida barato se comparada aos grandes centros. :)

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Saiba onde estudar Engenharia de Materiais

Tati de Assis | 23/03/2015

 

Steel Plant Continues Production Despite Conflict In Eastern Ukraine

A indústria siderúrgica é um dos campos de atuação dos engenheiros de materiais (Créditos: Getty Images)

 

O engenheiro de materiais é um ser curioso e criativo. Este profissional é responsável por descobrir materiais mais rentáveis e buscar novas utilizações para matérias-primas existentes. Cerâmicas, resinas, plásticos e ligas metálicas são itens que fazem parte do seu ambiente de trabalho e de sua vida.

O curso tem cinco anos de duração. Usualmente, a escolha por esta área é feita depois dos primeiros semestres de Engenharia Mecânica, mas na Universidade Federal do Piauí, há um bacharelado específico para este segmento. Independentemente de qual curso você escolher, a grade curricular é predominantemente laboratorial.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia de Materiais

No Brasil, as melhores faculdades de Engenharia de Materiais estão nas regiões sul e sudeste. Veja abaixo quais são os cursos cinco estrelas.

 

Faculdade Estrelas
(RS) Porto Alegre ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Lorena – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – UFSCar ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

Gostou? Além de um bom curso, a Engenharia de Materiais tem um mercado de trabalho amplo. Você pode trabalhar em indústrias petroquímicas e siderúrgicas. A construção civil também é uma área que precisa deste profissional.

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Cinco estrelas: as melhores faculdades de Engenharia Mecânica

Tati de Assis | 09/03/2015

 

O desenvolvimento de máquinas é uma das funções dos engenheiros mecânicos (Imagem: Getty Images)

O desenvolvimento de máquinas é uma das funções dos engenheiros mecânicos (Imagem: Getty Images)

Para começar, vamos descobrir o que o engenheiro mecânico faz. Este profissional constrói e desenvolve de máquinas e equipamentos. Sem ele, a produção de um carro, por exemplo, se tornaria uma tarefa quase impossível.

“ – E o curso?”, você deve estar se perguntando. A graduação em Engenharia Mecânica tem, em média, cinco anos de duração. Além de estudar disciplinas básicas de engenharia, você também vai ver matérias, como: termodinâmica, mecânica dos fluidos e transmissão do calor.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia Mecânica

As melhores faculdades estão espalhadas por todo Brasil, veja lista abaixo.

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília -Unb ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Carlos – USP ★★★★★
(SP) São Jose dos Campos – ITA ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

 

Não, não nos esquecemos do mercado de trabalho. O futuro do engenheiro mecânico pode estar em vários lugares. Este profissional pode atuar em indústrias que produzem automóveis ou aviões. Também pode trabalhar no setor de energia, em usinas geradoras de eletricidade. A carreira acadêmica também é uma possibilidade, você pode ser pesquisador e professor.

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Curso de Engenharia de Produção da UFRGS incentiva o empreendedorismo

Malú Damázio | 17/02/2015

Se você pensa em fazer Engenharia de Produção, provavelmente, já pesquisou e descobriu que o curso, além de envolver o ciclo básico da Engenharia, também tem muitas matérias de humanidades, economia e da área de Administração. O engenheiro de produção é responsável por gerenciar os recursos materiais, financeiros e humanos de uma empresa visando aumentar sua produtividade. Sua função se assemelha muito a do administrador, mas a base de estudo em Engenharia faz com que esse profissional tenha conhecimento aprofundado sobre o mecanismo industrial. Por ter uma formação diversa, o engenheiro também pode atuar em outros campos além da indústria como, por exemplo, em consultorias, com a organização de planos de carreira, em gestão de qualidade, no varejo e na área de economia empresarial.

Hoje vamos conhecer o curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A cada semestre, 36 novos alunos ingressam na graduação integral da UFRGS, que, assim como as demais Engenharias, tem duração mínima de cinco anos. A entrada na universidade se dá através do Sisu. Para os estudantes de baixa renda, a federal oferece apoio à permanência estudantil, com auxílios desde moradia, subsídio para transporte e material escolar, e alimentação no Restaurante Universitário – que custa só R$1,30 para qualquer aluno!

(Imagem: Thinkstock)

Ao longo do curso, os estudantes estarão em contato com disciplinas das áreas exatas e sociais aplicadas. Mecânica, Álgebra Linear, Programação Computacional, Física e Desenho Técnico são algumas das matérias vistas no início do curso. No entanto, as temáticas mais aplicáveis, como Economia dos Transportes, Engenharia de Tráfego, Ergonomia, Sociologia, Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho e Custos da Produção também serão estudados pelo aluno do curso da UFRGS, após o fim do ciclo básico da Engenharia. A grade curricular completa pode ser acessada aqui.

Para saber mais sobre a graduação da federal do Rio Grande do Sul, conversamos com a estudante do sétimo semestre Cristhine Borges. Ela conta que o enfoque do curso da UFRGS é o empreendedorismo e lembra também que os alunos podem se especializar em diversas áreas de atuação estudadas ao longo da faculdade. Para quem pensa em seguir carreira em Engenharia de Produção, mas ainda está indeciso, Cristhine reforça que a universidade oferece anualmente, em maio, a feira de profissões Portas Abertas. “É a oportunidade das pessoas experimentarem um pouco do curso e tirarem todas as suas dúvidas possíveis. A gente só tem certeza da profissão que queremos quando a vivenciamos um pouco mais”, destaca.

>> Saiba mais sobre a carreira de Engenharia de Produção

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Engenharia de Produção? O curso atendeu às suas expectativas?

Cristhine Borges: Quando eu estava no ensino médio, as opções de curso que eu cogitava variavam desde licenciatura em Física até Direito, ou seja, eu gostava das matérias de humanas, porém também sempre fui apaixonada pelas exatas. Dessa forma, resolvi pesquisar sobre cada curso que a UFRGS oferecia, a fim de encontrar o curso que fosse a minha cara e que convergisse entre humanas e exatas. Assim conheci a Engenharia de Produção, que vem até hoje superando minhas expectativas.

GUIA: Como é o curso da UFRGS? A grade curricular tem enfoque em alguma área de atuação?

Cristhine: O curso de Engenharia de Produção na UFRGS é relativamente novo, portanto possui disciplinas muito inovadoras e com assuntos atuais, como por exemplo, empreendedorismo. Empreender significa saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo. E este é o enfoque da Engenharia de Produção na UFRGS, formar engenheiros que pensem fora da caixa. Eu sinceramente não esperava encontrar isso, pois, quando se fala em engenharia, pensamos em algo muito teórico, metódico e calculado, já no nosso curso fugimos um pouco desta definição, mas sem abandoná-la, afinal, continua sendo engenharia.

GUIA: Você pode se especializar em alguma área? A infraestrutura dos laboratórios e equipamentos é boa?

Cristhine: São infinitas as áreas que um engenheiro de produção pode se especializar, a UFRGS mesmo oferece especializações em ergonomia, transportes, cadeia de suprimentos, logística, gestão da produção, gestão da qualidade etc. Mas um engenheiro de produção pode se enfocar na área de Civil, Elétrica, Mecânica, Química…

A infraestrutura do nosso curso é considerada a melhor das engenharias da UFRGS, todas as salas dispõem de computadores para os alunos e agora temos um novo laboratório com simulações de fábrica para auxiliar no estudo da automação e informatização das máquinas.

GUIA: O curso tem um viés mais teórico ou prático? Tem muito cálculo?

Cristhine: Nosso curso busca ser o mais inovador possível e isso também está relacionado com o formato de aula. Hoje em dia sabemos que o método “professor fala e passa slides, enquanto o aluno apenas ouve” já não é mais tão eficaz como antigamente. Tendo isto em vista, desde 2013 os professores, com o apoio dos alunos, estão realizando uma reforma acadêmica, buscando por aulas mais dinâmicas e práticas, com maior participação e envolvimento dos alunos. Mas, claro, impossível fugir da ‘calculera’ do ciclo básico (físicas e cálculos), estatísticas e muitas outras que vemos ao longo do curso.

>> Confira as melhores faculdades para cursar Engenharia de Produção

GUIA: Em que um engenheiro de produção pode atuar? Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez estágio?

Cristhine: As principais áreas de trabalho e que estão em alta são as áreas de Planejamento da Produção, Gestão da Tecnologia, Gestão da Qualidade e Gestão de Processos. Meu sonho é seguir na área acadêmica, porém, conforme eu vou conhecendo os diversos ramos da Produção, mas me interesso em trabalhar prestando consultoria, quem sabe no futuro eu não una os dois?! Estou estagiando desde o terceiro semestre do curso, atualmente estou na área de planejamento e controle da produção e me sinto realizada neste posto, Confesso que no início não foi fácil conciliar aulas com estágio, mas agora já me acostumei com essa correria e diminui um pouco o ritmo da faculdade, apesar de demorar um pouco mais para me formar, acho imprescindível a realização de estágios durante o curso, pois a teoria sem a prática, de nada vale.

GUIA: O engenheiro de produção gerencia uma empresa para aumentar sua produtividade. Nesse ponto, qual a diferença da função do engenheiro para a do administrador?

Cristhine: Acredito que o engenheiro seja mais “mão na massa” do que o administrador. A Administração tem um foco maior na organização, em processos empresariais, recursos financeiros, infraestrutura… Já a Engenharia de Produção tem uma visão mais ampla, é a Administração com conhecimentos tecnológicos e de custos, que garantem não só a produtividade, mas também a qualidade.

GUIA: Ah, Cristhine! Houve alguma experiência acadêmica, em projetos de extensão, ou até em estágios, que foi importante para você? Você pode contar pra gente? (=

Cristhine: Eu faço parte do Diretório Acadêmico da Produção (DAProd), já fui secretária, presidente e hoje atuo como vice-presidente. No DA tenho inúmeras oportunidades de desenvolvimento pessoal, de conhecer melhor os professores, os alunos, contatos externos, o funcionamento da Universidade, também ganhamos reconhecimento pelos nossos esforços e no ano passado tivemos o privilégio de ajudar a realizar o Congresso Lean em Porto Alegre, que contou com a presença de mais de 500 pessoas.

Costumo dizer que nós precisamos viver ao máximo essa experiência de estarmos numa das melhores Universidades do Brasil e num dos cursos mais bem conceituados. Devemos aproveitar esta oportunidade para fazermos a diferença nas nossas vidas, e não apenas cursar os cinco anos de graduação e sair com um diploma na mão. Não basta cursar Engenharia de Produção na UFRGS, precisamos VIVER a Engenharia de Produção na UFRGS.

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