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Engenharia de Software: você sabia que os 2 melhores cursos estão na região Centro-Oeste?

Maria Fernanda Teperdgian | 06/05/2016

O curso de Engenharia de Software é para os estudantes interessados em uma formação sólida em engenharia, com foco em desenvolvimento de software e sistemas computacionais.

O profissional pode trabalhar com gerenciamento de negócios e projetos de empresas de computação e software. Ou ainda fabricar softwares e desenvolver aplicativos para dispositivos móveis, como smartphones e tablets.

iStock

Segundo a Avaliação do GE, os dois cursos 5 estrelas estão na região Centro-Oeste e explicamos o porquê:

O curso de Engenharia de Software da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal de Goiás (UFG) foram os dois primeiros da área a serem implantados no país. Em um trabalho coordenado pela Sociedade Brasileira de Computação, os professores da UnB e da UFG foram protagonistas nos estudos e na definição da matriz curricular do curso. Por isso, ambos serviram como modelo de referência para os cursos existentes nas demais regiões do país.

UFG:

O curso tem duração de 4 anos e suas aulas acontecem em Goiânia, no campus Samambaia. Segundo o coordenador Cássio Rodrigues, o diferencial da região centro-oeste em relação ao curso é justamente por ter sido a pioneira na oferta. “Sempre tivemos a percepção de que a educação em Engenharia de Software é um fator extremamente relevante para a promoção da indústria de software regional.”

Dica do coordenador: “É esperado que o aluno tenha interesse pela computação e, em particular, pela produção de software. Também é importante que o candidato possua entusiasmo para conhecer e dominar novos assuntos”.

A palavra de quem já concluiu o curso: “O profissional de TI pode trabalhar em projetos na área da saúde, esporte, agronegócios, trânsito, educação, games, entre outros. A região centro-oeste conta com empresas multinacionais e brasileiras de TI com destaque até mesmo internacional. Além disso, existem empresas de pequeno porte, como startups, que estão com produtos e serviços em desenvolvimento que oferecem excelentes oportunidades”. Inael Rodrigues, formado pela UFG.

UnB:

A duração desse curso é de 5 anos e suas aulas ocorrem na cidade de Gama, no Distrito Federal, perto da capital do país. Para o coordenador, Paulo Roberto Miranda Meirelles, a localização do curso contribui para a formação do estudante. “Estar em Brasília possibilita a interação dos alunos com muitos projetos do Governo, dá oportunidade de colaborar com as necessidades reais da sociedade e, ao mesmo tempo, os alunos ganham experiência em projetos reais.”

Dica do coordenador: “É importante o aluno saber que no curso de engenharia de software, ele vai estudar a maioria das disciplinas do ciclo básico das engenharias, proporcionando uma base matemática adequada para um engenheiro de formação”.

A palavra de quem já concluiu o curso: “A minha dica é começar a estudar programação o quanto antes, que é a atividade primordial de um engenheiro de software. Algo bastante legal que temos no curso é a abertura que os professores dão aos alunos para criarem novas tecnologias. A região do Distrito Federal é o segundo maior polo de desenvolvimento de software do país, pois estamos praticamente dentro do governo federal, que demanda muitos serviços de software de qualidade”. Lucas Kanashiro, formado pela UnB.

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O mercado de Trabalho:

O professor Cássio Rodrigues, coordenador da UFG, traz dados importantes sobre a atuação desse engenheiro no mercado de trabalho:

“O mercado de trabalho para o Engenheiro de Software é promissor. Ainda não temos dados consolidados sobre o setor em 2015, no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), em 2014, o setor de software teve um crescimento de 12,8% sobre 2013.

No exterior, o mercado de trabalho também é promissor para o Engenheiro de Software. De acordo com o portal especializado em carreira e empregos, CareerCast, a profissão de Analista de Sistemas, posição em que o Engenheiro de Software pode atuar, está entre as 10 melhores carreiras para jovens em 2015.”

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Oriente sua bússola, saiba onde fazer Engenharia Mecânica

Tati de Assis | 18/12/2015

 

Uma das atribuições do engenheiro mecânico é projetar sistemas de refrigeração (Créditos: Morgue File)

Uma das atribuições do engenheiro mecânico é projetar sistemas de refrigeração (Créditos: Morgue File)

 

O bacharel em engenharia mecânica desenvolve, projeta e supervisiona a produção de máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e outras ferramentas específicas da indústria mecânica.

Par dar conta de tanta coisa, o curso é bem puxado, com duração de cinco anos. Além das disciplinas básicas das engenharias, os alunos encaram diferentes áreas da Física, como termodinâmica, mecânica dos fluidos e transmissão de calor. Estágio supervisionado e monografia são obrigatórios.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia Mecânica

Os postos de emprego estão concentrados nas indústrias automobilística e aeronáutica, mas há vagas em outros setores. Se quiser, você pode se aventurar em usinas geradoras de energia e plataformas para extração de petróleo. Que tal?

Se você gostou da descrição geral do curso, dê uma olhadinha na tabela abaixo com as melhores faculdades. Acerte o passo e se prepare.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SC) Florianópolies – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Carlos – USP ★★★★★
(SP) São José dos Campos – ITA

*Eng. Mecânica-aeronáutica

★★★★★
(SP) São Paulo (USP)

 

★★★★★

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Cinco estrelas: conheça o curso de Engenharia de Petróleo da UENF

Malú Damázio | 10/11/2015

(Imagem: Thinkstock)

O campo da Engenharia é um dos mais amplos que existem: são 36 cursos, cada um mais diferente do que o outro. Apesar de ser mais atraente aos apaixonados pelas disciplinas de Exatas, cada ramo interage com áreas muito diversas. É o caso da Engenharia de Petróleo, por exemplo, uma das mais promissoras e bem pagas do país, que se relaciona bastante com a mineração e a geologia. Quem quer aliar química, geociências e trabalho ao ar livre tem endereço certo na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), cinco estrelas no curso segundo a avaliação do Guia do Estudante – e, também, a primeira graduação da área a ser fundada no Brasil.

O engenheiro de petróleo trabalha com todos os processos que envolvem a extração, o refino e a distribuição do petróleo. As atividades do profissional são divididas, de maneira geral, em duas grandes áreas: upstream, termo que se refere à descoberta, perfuração de poços e extração do produto, e downstream, termo que caracteriza os processos de refino e distribuição. As opções do mercado de trabalho são inúmeras, como explica Antônio José dos Reis, estudante do oitavo período do curso. “Depois de formados temos uma imensa gama de opções. Podemos trabalhar com simulações de comportamentos de reservatórios de petróleo, análise de dados sísmicos e geológicos em busca de novas reservas, podemos trabalhar no setor de perfuração de poços, estimulação de reservatórios para aumento da produção, e muitas outras coisas.”

A crise na Petrobras e o recente desaquecimento do mercado pode causar medo ao estudante que queira seguir na área, mas nada aponta que haverá diminuição na demanda, pelo menos é a avaliação dos engenheiros de petróleo. Pelo contrário: a camada do pré-sal e o grande potencial brasileiro na produção preveem uma retomada do mercado a partir do ano que vem. “Vivemos ciclos na economia do petróleo: se hoje está em baixa, amanhã estará melhor. Não podemos nos deixar abater por períodos difíceis, porque a indústria do petróleo é uma das mais poderosas e ricas”, explica Antônio.

Na graduação da UENF entram 25 calouros por ano, que cursam 10 semestres – ou seja, 5 anos, no tempo ideal – em período integral de estudos. Além disso, o curso é dividido em dois campi diferentes: os dois primeiros anos acontecem em Campos dos Goytacazes (RJ), onde os estudantes realizam, junto com as outras engenharias, as disciplinas do ciclo básico. A partir do terceiro ano, a graduação passa a ser ministrada em Macaé (RJ), no Laboratório de Engenharia e Exploração de Petróleo (LENEP), onde os alunos têm as disciplinas específicas do curso. A cidade está inserida exatamente no maior polo de extração de petróleo do país – a Bacia de Campos -, motivo pelo qual é conhecida como “sede do petróleo” do Brasil.

Para os estudantes, a localização do campus em Macaé é um grande diferencial. “O fato de nosso ciclo profissional ser realizado no maior polo petrolífero do país significa que temos um campus inteiro todo voltado para as disciplinas de petróleo, com laboratórios de última geração”, destaca Lucas Zordan, estudante do oitavo período. Depois das disciplinas básicas de Engenharia, com física, química e outros elementos de Exatas, as matérias específicas adentram toda a cadeia da exploração do produto. “O curso na UENF é diferenciado pois é focado nas áreas de exploração e produção, ou seja, os alunos saem muito ‘especializados’ nesses assuntos”, explica a aluna Bárbara Serruya, do quarto período.

A graduação trabalha bastante as atividades de upstream, a primeira parte de todo processo, que envolve a descoberta e perfuração de poços. “Nosso curso tem um foco muito grande em Engenharia de Reservatório, com cinco matérias, cobrindo desde a introdução até a simulação de reservatórios. Particularmente, eu gosto muito de Engenharia de Poços, onde aprendemos as técnicas de perfuração”, conta Antônio.

Apesar da extensa carga de disciplinas em geologia, o curso é bastante teórico e requer muita dedicação de estudos – mas isso não significa que não haja aulas práticas. “As aulas são majoritariamente teóricas, mas há disciplinas como programação prática, geologia de campo ou as de laboratório, em que viajamos pra lugares como a Bacia do Paraná para avaliar as formações e identificar sistemas petrolíferos”, diz Lucas. Além disso, segundo ele, a proximidade do campus a empresas grandes do setor, facilita a conexão dos alunos com a rotina do profissional da área. “Fazemos várias visitas técnicas às empresas, onde é possível conhecer um pouco do funcionamento dos diversos setores da indústria do petróleo, além de entender a parte operacional dos equipamentos.”

Pelo grande potencial do Brasil na exploração de petróleo e a boa demanda de profissionais especializados, o mercado investe na formação dos estagiários. É o caso de Antônio, que recentemente foi contratado pela Baker Hughes, uma das maiores do mundo no ramo. “Trabalho em uma equipe de engenheiros de perfuração. Essa equipe é responsável por desenvolver os projetos dos poços que serão perfurados. Somos responsáveis em montar o projeto, fazer as simulações das ferramentas que serão utilizadas, e escolhê-las de acordo com a formação geológica e as características do poço.”

A Engenharia de Petróleo, como todo curso da área de Exatas e Tecnologia, tem garantia de vagas de intercâmbio no Ciência sem Fronteiras. Além disso, o mercado internacional está sempre em alta quando se trata de petróleo, o que torna absolutamente indispensável que o aluno estude bastante o inglês e outras línguas estrangeiras. Em relação ao reconhecimento internacional, a posição da UENF é privilegiada: neste ano, recebeu um prêmio da Society of Petroleum Engineers (SPE), ou Sociedade dos Engenheiros de Petróleo, sediada nos EUA, como uma das melhores divisões estudantis da área no mundo. “Passei uma semana em uma conferência da SPE em Houston, Texas, e tive a oportunidade de representar o meu país e minha universidade perante o mundo ao receber um prêmio como representante estudantil da América Latina e Caribe”, lembra Antônio.

Se você achou a área interessante, Lucas avisa: “o curso tem várias vertentes; se você tem algum interesse pela área, provavelmente vai encontrar algo que queira realmente fazer”. Além disso, para Antônio, o engenheiro de petróleo tem que ser dinâmico, saber lidar com problemas e condições adversas. “Também precisamos conhecer e respeitar as diversas culturas, porque a nossa profissão proporciona trabalhar com pessoas do mundo inteiro.” Boa hora para praticar o inglês, certo? 😉

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Engenharia e Produção: Com uma formação diferenciada para seus alunos, PUC-Rio conquista a primeira colocação entre as universidades particulares

Mariana Nadai | 18/09/2015

 

puc-rio– Confira a melhor instituição pública de Engenharia

*Texto Silvia Regina Souza

Na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), primeira colocada na área de Engenharia e Produção entre as universidades particulares, segundo avaliação do GUIA DO ESTUDANTE, não importa a formação de engenheiros especialistas apenas em suas áreas. Ele precisa ser um profissional mais completo, por isso o currículo é dividido em duas partes.

O primeiro ciclo tem a duração de dois anos e é comum a todos os alunos de Ciências Exatas e de Engenharia. Somente depois disso é que cada aluno se encaminha para o núcleo profissionalizante que tem interesse. “Nós entendemos que nesse modelo formamos engenheiros com sólida formação em física e matemática. No mundo de hoje, com a velocidade da informação, o profissional tem que estar bem preparado em disciplinas básicas e essenciais”, explica Luiz Alencar da Silva Mello, decano do Centro Tecnológico Científico (CTC), que abriga os cursos de Engenharia.

Outro destaque da instituição é a qualificação do corpo docente. Mais da metade dos professores trabalha com esquema de dedicação integral e destes, 72% tem doutorado, muitos com formação no exterior, e se dedicam às pesquisas reconhecidas e publicadas em revistas científicas. Outra parte dos professores são profissionais atuantes no mercado de trabalho, trazendo para o meio acadêmico as demandas atuais da área.

Formando pesquisadores
Com programas de mestrado e doutorado, o CTC incentiva os futuros engenheiros a se engajarem em projetos de pesquisas. Por isso, há uma integração muito grande entre os todos os níveis. Até mesmo os professores da pós-graduação, em alguns casos, são os mesmos da graduação. Para isso, a escola conta com 115 laboratórios nas mais diversas áreas. São espaços ligados à indústria de petróleo, mecânica, química, informática, entre outros. Alguns exclusivos para ensino e outros para pesquisa. Em comum entre eles, estão os equipamentos com tecnologia de ponta.

Esse contato é fundamental na formação do engenheiro, tanto que o mercado de trabalho enxerga essa excelência e procura por esse aluno ainda na graduação. Eles começam como estagiários e depois são empregados. Tanto que 95% termina o bacharelado já empregado.

Futuro empreendedor
Mas quem tem perfil empreendedor também tem uma ajuda da universidade. O instituto Gênesis da PUC-Rio é uma incubadora que acompanha e apoia projetos, desde a confecção do protótipo, e ajuda o empreendedor na aproximação com outros empreendedores e a obter incentivos fiscais. “Essa é uma atividade que ajuda a manter o aluno na universidade. Muitos já se formam empresários incubando suas empresas”, conta o decano do CTC.

Atualmente há nove empresas incubadas nas áreas de automação, energia e petróleo, logística, geoprocessamento, meio ambiente, tecnologia da informação e telecomunicações. Esse processo inicial dura de dois a três anos. E outras 40 que já passaram pelo processo de incubação e desenvolveram habilidades para sobreviverem por conta própria.

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Categoria: Engenharia

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Engenharia e Produção: Internacionalização e flexibilidade curricular fazem da USP a primeira colocada entre as universidades públicas

Mariana Nadai | 18/09/2015

poli-usp

Marcos Santos/USP Imagens

– Confira a melhor instituição privada de Engenharia

*Texto Renata Costa

A internacionalização é uma tendência dentro das instituições de ensino superior no mundo todo, no Brasil a Escola Politécnica segue esse modelo, sendo uma das primeiras unidades dentro da Universidade de São Paulo a oferecer o duplo diploma para seus alunos. Por meio desse programa, o estudante de graduação faz um intercâmbio em instituição estrangeira e obtém o diploma de lá e da Poli.

O sucesso do programa é tanto, que em 2015, a escola comemorou o milésimo duplo diploma em Engenharia. “E no segundo semestre de 2015 também superamos o nosso recorde de intercâmbios com o exterior. Mais de 500 alunos estão em uma universidade estrangeira”, diz Francisco Cardoso, presidente de graduação da Escola Politécnica. Além dos intercâmbios, o aluno do curso de Engenharia Civil também pode obter dupla formação na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, formando-se engenheiro e arquiteto.

A flexibilização do currículo é outro motivo de orgulho para a Poli e mudanças estão sendo constantemente feitas para atender a esse objetivo. Embora o aluno, ao fazer vestibular’2C tenha de optar por um entre os 17 cursos oferecidos, ele pode, por meio de um processo de transferência interna baseado no mérito acadêmico, mudar de curso. “Mas o diferencial em termos de flexibilização é permitir que o aluno de um curso tenha formação complementar em outro, o que também ajuda a ampliar sua visão da Engenharia”, afirma o professor. Isso é possível graças a uma quantidade significativa de créditos em optativas livres e à possibilidade de cursar, no último ano, um módulo acadêmico de outro curso. Outra opção também é cursar disciplinas dos programas de pós-graduação da Escola.

A flexibilização tem sido implementada gradativamente nas estruturas curriculares dos cursos, que começaram a mudar em 2014 e devem ser consolidadas em 2016. “A ideia é que os alunos sejam cada vez mais comprometidos em sua formação, o que implica em mudanças de comportamento e maturidade, mas também em modificações na infraestrutura da escola, com salas de aula mais adequadas e ênfase em atividades laboratoriais e no uso das tecnologias de informação”, explica. Por falar em laboratórios, atualmente estão disponíveis aos alunos mais de 100 para pesquisa e diversos programas de extensão. Um deles é o Poli Cidadã, que estimula alunos e professores a visitarem comunidades e a tentarem resolver problemas locais na área de Engenharia.

Em pesquisa, além dos programas de pós-graduação e grupos de pesquisa, a Poli possui mais de 300 convênios e contratos com empresas públicas e privadas e agências governamentais para desenvolvimento de projetos de pesquisa e desenvolvimento. Atualmente há mais de 80 projetos de pesquisa inscritos na plataforma do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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