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Saiba onde estudar Engenharia de Materiais

Tati de Assis | 23/03/2015

 

Steel Plant Continues Production Despite Conflict In Eastern Ukraine

A indústria siderúrgica é um dos campos de atuação dos engenheiros de materiais (Créditos: Getty Images)

 

O engenheiro de materiais é um ser curioso e criativo. Este profissional é responsável por descobrir materiais mais rentáveis e buscar novas utilizações para matérias-primas existentes. Cerâmicas, resinas, plásticos e ligas metálicas são itens que fazem parte do seu ambiente de trabalho e de sua vida.

O curso tem cinco anos de duração. Usualmente, a escolha por esta área é feita depois dos primeiros semestres de Engenharia Mecânica, mas na Universidade Federal do Piauí, há um bacharelado específico para este segmento. Independentemente de qual curso você escolher, a grade curricular é predominantemente laboratorial.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia de Materiais

No Brasil, as melhores faculdades de Engenharia de Materiais estão nas regiões sul e sudeste. Veja abaixo quais são os cursos cinco estrelas.

 

Faculdade Estrelas
(RS) Porto Alegre ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Lorena – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – UFSCar ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

Gostou? Além de um bom curso, a Engenharia de Materiais tem um mercado de trabalho amplo. Você pode trabalhar em indústrias petroquímicas e siderúrgicas. A construção civil também é uma área que precisa deste profissional.

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Cinco estrelas: as melhores faculdades de Engenharia Mecânica

Tati de Assis | 09/03/2015

 

O desenvolvimento de máquinas é uma das funções dos engenheiros mecânicos (Imagem: Getty Images)

O desenvolvimento de máquinas é uma das funções dos engenheiros mecânicos (Imagem: Getty Images)

Para começar, vamos descobrir o que o engenheiro mecânico faz. Este profissional constrói e desenvolve de máquinas e equipamentos. Sem ele, a produção de um carro, por exemplo, se tornaria uma tarefa quase impossível.

“ – E o curso?”, você deve estar se perguntando. A graduação em Engenharia Mecânica tem, em média, cinco anos de duração. Além de estudar disciplinas básicas de engenharia, você também vai ver matérias, como: termodinâmica, mecânica dos fluidos e transmissão do calor.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia Mecânica

As melhores faculdades estão espalhadas por todo Brasil, veja lista abaixo.

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília -Unb ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Carlos – USP ★★★★★
(SP) São Jose dos Campos – ITA ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

 

Não, não nos esquecemos do mercado de trabalho. O futuro do engenheiro mecânico pode estar em vários lugares. Este profissional pode atuar em indústrias que produzem automóveis ou aviões. Também pode trabalhar no setor de energia, em usinas geradoras de eletricidade. A carreira acadêmica também é uma possibilidade, você pode ser pesquisador e professor.

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Curso de Engenharia de Produção da UFRGS incentiva o empreendedorismo

Malú Damázio | 17/02/2015

Se você pensa em fazer Engenharia de Produção, provavelmente, já pesquisou e descobriu que o curso, além de envolver o ciclo básico da Engenharia, também tem muitas matérias de humanidades, economia e da área de Administração. O engenheiro de produção é responsável por gerenciar os recursos materiais, financeiros e humanos de uma empresa visando aumentar sua produtividade. Sua função se assemelha muito a do administrador, mas a base de estudo em Engenharia faz com que esse profissional tenha conhecimento aprofundado sobre o mecanismo industrial. Por ter uma formação diversa, o engenheiro também pode atuar em outros campos além da indústria como, por exemplo, em consultorias, com a organização de planos de carreira, em gestão de qualidade, no varejo e na área de economia empresarial.

Hoje vamos conhecer o curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A cada semestre, 36 novos alunos ingressam na graduação integral da UFRGS, que, assim como as demais Engenharias, tem duração mínima de cinco anos. A entrada na universidade se dá através do Sisu. Para os estudantes de baixa renda, a federal oferece apoio à permanência estudantil, com auxílios desde moradia, subsídio para transporte e material escolar, e alimentação no Restaurante Universitário – que custa só R$1,30 para qualquer aluno!

(Imagem: Thinkstock)

Ao longo do curso, os estudantes estarão em contato com disciplinas das áreas exatas e sociais aplicadas. Mecânica, Álgebra Linear, Programação Computacional, Física e Desenho Técnico são algumas das matérias vistas no início do curso. No entanto, as temáticas mais aplicáveis, como Economia dos Transportes, Engenharia de Tráfego, Ergonomia, Sociologia, Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho e Custos da Produção também serão estudados pelo aluno do curso da UFRGS, após o fim do ciclo básico da Engenharia. A grade curricular completa pode ser acessada aqui.

Para saber mais sobre a graduação da federal do Rio Grande do Sul, conversamos com a estudante do sétimo semestre Cristhine Borges. Ela conta que o enfoque do curso da UFRGS é o empreendedorismo e lembra também que os alunos podem se especializar em diversas áreas de atuação estudadas ao longo da faculdade. Para quem pensa em seguir carreira em Engenharia de Produção, mas ainda está indeciso, Cristhine reforça que a universidade oferece anualmente, em maio, a feira de profissões Portas Abertas. “É a oportunidade das pessoas experimentarem um pouco do curso e tirarem todas as suas dúvidas possíveis. A gente só tem certeza da profissão que queremos quando a vivenciamos um pouco mais”, destaca.

>> Saiba mais sobre a carreira de Engenharia de Produção

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Engenharia de Produção? O curso atendeu às suas expectativas?

Cristhine Borges: Quando eu estava no ensino médio, as opções de curso que eu cogitava variavam desde licenciatura em Física até Direito, ou seja, eu gostava das matérias de humanas, porém também sempre fui apaixonada pelas exatas. Dessa forma, resolvi pesquisar sobre cada curso que a UFRGS oferecia, a fim de encontrar o curso que fosse a minha cara e que convergisse entre humanas e exatas. Assim conheci a Engenharia de Produção, que vem até hoje superando minhas expectativas.

GUIA: Como é o curso da UFRGS? A grade curricular tem enfoque em alguma área de atuação?

Cristhine: O curso de Engenharia de Produção na UFRGS é relativamente novo, portanto possui disciplinas muito inovadoras e com assuntos atuais, como por exemplo, empreendedorismo. Empreender significa saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo. E este é o enfoque da Engenharia de Produção na UFRGS, formar engenheiros que pensem fora da caixa. Eu sinceramente não esperava encontrar isso, pois, quando se fala em engenharia, pensamos em algo muito teórico, metódico e calculado, já no nosso curso fugimos um pouco desta definição, mas sem abandoná-la, afinal, continua sendo engenharia.

GUIA: Você pode se especializar em alguma área? A infraestrutura dos laboratórios e equipamentos é boa?

Cristhine: São infinitas as áreas que um engenheiro de produção pode se especializar, a UFRGS mesmo oferece especializações em ergonomia, transportes, cadeia de suprimentos, logística, gestão da produção, gestão da qualidade etc. Mas um engenheiro de produção pode se enfocar na área de Civil, Elétrica, Mecânica, Química…

A infraestrutura do nosso curso é considerada a melhor das engenharias da UFRGS, todas as salas dispõem de computadores para os alunos e agora temos um novo laboratório com simulações de fábrica para auxiliar no estudo da automação e informatização das máquinas.

GUIA: O curso tem um viés mais teórico ou prático? Tem muito cálculo?

Cristhine: Nosso curso busca ser o mais inovador possível e isso também está relacionado com o formato de aula. Hoje em dia sabemos que o método “professor fala e passa slides, enquanto o aluno apenas ouve” já não é mais tão eficaz como antigamente. Tendo isto em vista, desde 2013 os professores, com o apoio dos alunos, estão realizando uma reforma acadêmica, buscando por aulas mais dinâmicas e práticas, com maior participação e envolvimento dos alunos. Mas, claro, impossível fugir da ‘calculera’ do ciclo básico (físicas e cálculos), estatísticas e muitas outras que vemos ao longo do curso.

>> Confira as melhores faculdades para cursar Engenharia de Produção

GUIA: Em que um engenheiro de produção pode atuar? Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez estágio?

Cristhine: As principais áreas de trabalho e que estão em alta são as áreas de Planejamento da Produção, Gestão da Tecnologia, Gestão da Qualidade e Gestão de Processos. Meu sonho é seguir na área acadêmica, porém, conforme eu vou conhecendo os diversos ramos da Produção, mas me interesso em trabalhar prestando consultoria, quem sabe no futuro eu não una os dois?! Estou estagiando desde o terceiro semestre do curso, atualmente estou na área de planejamento e controle da produção e me sinto realizada neste posto, Confesso que no início não foi fácil conciliar aulas com estágio, mas agora já me acostumei com essa correria e diminui um pouco o ritmo da faculdade, apesar de demorar um pouco mais para me formar, acho imprescindível a realização de estágios durante o curso, pois a teoria sem a prática, de nada vale.

GUIA: O engenheiro de produção gerencia uma empresa para aumentar sua produtividade. Nesse ponto, qual a diferença da função do engenheiro para a do administrador?

Cristhine: Acredito que o engenheiro seja mais “mão na massa” do que o administrador. A Administração tem um foco maior na organização, em processos empresariais, recursos financeiros, infraestrutura… Já a Engenharia de Produção tem uma visão mais ampla, é a Administração com conhecimentos tecnológicos e de custos, que garantem não só a produtividade, mas também a qualidade.

GUIA: Ah, Cristhine! Houve alguma experiência acadêmica, em projetos de extensão, ou até em estágios, que foi importante para você? Você pode contar pra gente? (=

Cristhine: Eu faço parte do Diretório Acadêmico da Produção (DAProd), já fui secretária, presidente e hoje atuo como vice-presidente. No DA tenho inúmeras oportunidades de desenvolvimento pessoal, de conhecer melhor os professores, os alunos, contatos externos, o funcionamento da Universidade, também ganhamos reconhecimento pelos nossos esforços e no ano passado tivemos o privilégio de ajudar a realizar o Congresso Lean em Porto Alegre, que contou com a presença de mais de 500 pessoas.

Costumo dizer que nós precisamos viver ao máximo essa experiência de estarmos numa das melhores Universidades do Brasil e num dos cursos mais bem conceituados. Devemos aproveitar esta oportunidade para fazermos a diferença nas nossas vidas, e não apenas cursar os cinco anos de graduação e sair com um diploma na mão. Não basta cursar Engenharia de Produção na UFRGS, precisamos VIVER a Engenharia de Produção na UFRGS.

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Engenheiro de Alimentos é responsável por processos produtivos industriais. Conheça o curso da UFG

Malú Damázio | 23/12/2014

Você acaba de ingressar na faculdade e em um dos trabalhos do curso produz um pão de queijo com sabor de pequi, que é um fruto típico do cerrado brasileiro. Parece bem legal, né? A Izabela Milhomens também pensou assim quando ficou sabendo do projeto da amiga que fazia Engenharia de Alimentos na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Isso me encantou! Eu nunca tinha parado para pensar de onde saíam as ideias para criação de novos produtos, e isso foi o suficiente para me fazer escolher esse curso”, conta a garota, que agora é estudante do décimo e último semestre na graduação da UFG.

Mas pera aí, Engenharia de Alimentos é parecido com Gastronomia?, foi o que eu me perguntei quando comecei a ler mais sobre a carreira. Conversando com os estudantes, pude perceber que diferença entre as duas profissões é bem clara: o engenheiro estuda, desenvolve e otimiza a escala industrial de produção de alimentos, enquanto o chef de cozinha prepara refeições e cardápios para restaurantes. “O profissional atua em todo processamento de alimentos, desde a obtenção à distribuição, inclusive nos insumos que sustentam a cadeia produtiva”, explica Ítalo Ricardo, aluno do sexto semestre de Engenharia de Alimentos.

Além de criar novos produtos alimentícios, o engenheiro também é responsável pelo desenvolvimento de embalagens, maquinário, softwares envolvidos no processo produtivo. Ele também tem como atribuições as tarefas do campo de ciência e tecnologia de alimentos, no qual atua no controle de qualidade, na redução de impactos no meio ambiente e na conservação e reaproveitamento de subprodutos e resíduos agroindustriais de origem animal e vegetal.

(Imagem: Thinkstock)

Prática e estrutura do curso

Por ser uma subdivisão do campo das Engenharias, durante a faculdade o aluno terá que estudar muitas matérias da área de exatas. “A maioria dos estudantes de ensino médio tem uma noção errada sobre o curso, por pensar que ele não exige muito em relação às disciplinas de Engenharia, porém uma boa base de conhecimentos em Matemática, Física e Química é essencial para quem deseja entrar na graduação”, lembra Daisy Caires, que cursa o sétimo período. Ao todo, 60 novos alunos entram anualmente em Engenharia de Alimentos na UFG, e aulas são ofertadas no campus de Goiânia em período integral. Atualmente, ingresso na universidade é feito através do Enem.

Como o curso tem disciplinas obrigatórias tanto de manhã quanto à tarde, muitas vezes os estudantes não têm tempo para conciliar estágio e estudos, principalmente no início da graduação, mas nem por isso deixam de ter contato com atividades práticas. Joelma Damacena, do sétimo período, conta que sua experiência profissional veio das atividades na empresa júnior dos cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal e Agronomia, a Cippal Consultoria Jr. “Nela, nós realizamos consultorias nas áreas dos nossos cursos junto com a ajuda dos professores. É uma ótima oportunidade que temos de aprender a empreender!”, diz.

Joelma lembra que, devido ao enfoque acadêmico da federal, há muitos projetos de pesquisa na UFG em que os estudantes podem ingressar. “Trabalhei no laboratório da tecnologia de alimentos com o envelhecimento de cachaça, avaliando as alterações do alimento ao longo de um ano”. Há também o Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia de Alimentos, do qual Ítalo faz parte. “Trabalhei dois anos com pesquisa científica onde aprendi muito e tive meu primeiro contato com a área. Participei também como organizador do estande do PET na FFATIA 2014 (Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação) e pude vivenciar muito do que estudo no curso”, conta.

>> Leia mais sobre a carreira do engenheiro de alimentos

Além disso, o curso também oferece atividades laboratoriais, como processamento de queijo, geleias, cerveja, entre outros, e trabalhos de campo com visitas técnicas a plantas industriais na cidade. “Já visitamos indústrias de cerveja, biscoitos, café, açúcar e álcool, por exemplo. Estas visitas são essenciais, pois podemos ver em escala industrial o que aprendemos em uma planta piloto, que é infinitamente menor”, lembra Izabela. Os alunos lembram que os laboratórios da graduação da UFG ainda precisam de melhorias na infraestrutura e que nem sempre as aulas podem ser realizadas normalmente devido a falta de materiais simples. “São problemas de fácil resolução, como a falta de termômetros, e que, se solucionados, deixariam o curso mais interessante e alunos mais satisfeitos”, explica Daisy.

Mão na massa!

O mercado de trabalho do engenheiro de alimentos é amplo e não está concentrado somente em grandes cidades, como afirma Ítalo. “Boa parte das indústrias de alimentos está fora das capitais. Eu sou do interior de Goiás e próximo a minha cidade, Cezarina, há pelo menos uma dezena de empresas do setor”. Entretanto, se você pretende seguir carreira em uma multinacional, Izabela pondera que saber outras línguas e ter experiências no exterior são diferenciais na hora de conseguir um estágio.

A estudante, que também trabalhou com engenharia de processos na fábrica da Unilever, em Goiânia, fez intercâmbio para a Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos e estagiou por três meses com desenvolvimento de bebidas na sede mundial da Cargill, em Minneapolis. “Foi a maior experiência de minha vida! Era mágico ver como um produto saía do papel e ia para a prateleira dos supermercados. Ver no supermercado um produto que ajudei a criar foi uma das coisas mais gratificantes que já me aconteceram!”

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Engenharia de Aquicultura na UFSC tem como enfoque a produção de espécies aquáticas

Malú Damázio | 16/12/2014

(Imagem: Thinkstock)

O curso de Engenharia de Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é um dos mais antigos do país nessa área e tem como enfoque formar profissionais capazes de administrar produções de espécies aquáticas, como peixes, crustáceos, moluscos e plantas aquáticas. A cada semestre a graduação, avaliada com 5 estrelas no Guia do Estudante 2014, recebe 40 novos alunos. O curso diurno, ministrado no campus de Florianópolis, tem ingresso pelo processo seletivo da própria universidade e duração mínima de cinco anos.

Ao longo da graduação, os estudantes estarão em contato com disciplinas que vão desde os tópicos mais teóricos, como Fundamentos em Solos, Hidrologia e Climatologia, Matemática e Ecologia de Sistemas Marinhos, até temas mais próximos da vida de um engenheiro de aquicultura. Cultivo de Moluscos, Tecnologia Pós-Despesca, Patologia de Organismos Aquáticos, entre outras matérias mais específicas, passam a fazer parte da grade curricular nos anos seguintes. Além das disciplinas laboratoriais, a graduação da UFSC tem enfoque prático, como conta Diogo Bagatin, aluno do oitavo semestre. “Além de sairmos da sala de aula para conhecer as estruturas de fazendas de cultivo parceiras, a maioria das disciplinas tem projetos e aulas práticas”.

Diogo explica que o curso não está voltado para um só tipo de nicho produtivo de organismos aquáticos. “Temos vários laboratórios, como de estudos de camarões, peixes de água doce, peixes marinhos, microalgas, moluscos…. até polvos já estamos conseguindo reproduzir em laboratório!”, revela. Mathias Pchara, estudante do nono semestre, também considera as aulas práticas como um dos pontos mais “empolgantes” da graduação. “Nós fazemos algumas saídas de campo em que visitamos produtores ou empresas da área para vermos como funciona cada etapa do que aprendemos na graduação. Há também práticas bem divertidas como fazer a despesca em tanques de peixes de água doce”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira do engenheiro de aquicultura

Mercado de trabalho

O aluno, que estagia na seção de macroalgas do laboratório de camarões marinhos da universidade, afirma que pretende ingressar no mestrado para seguir com os estudos sobre algas. Além desse campo de trabalho, um engenheiro de aquicultura também pode atuar em outras áreas de destaque, como em produção de organismos aquáticos, nutrição, melhoramento genético, gestão de negócios, processamento e beneficiamento, tratamento de efluentes, construção civil, hidráulica, patologias, qualidade de água etc. Entretanto, ao contrário do fluxo normal de trabalho que agrega as principais oportunidades em grandes centros, Diogo lembra que o mercado para o profissional está, em sua maior parte, concentrado em fazendas aquícolas no interior do país.

>> Conheça também a graduação tecnológica em Aquicultura

Mathias lembra que decidiu por Engenharia de Aquicultura ao acompanhar a experiência positiva de seu irmão mais velho, também aluno do curso da UFSC. “Depois de entrar, me encantei pela graduação. Para cultivarmos animais aquáticos precisamos aprender os diversos aspectos do funcionamento de seu organismo e isso é impressionante”. A proximidade de um amigo que cursava Aquicultura também foi o que levou Diogo a pesquisar mais sobre a carreira. Saber que se tratava de uma área de trabalho em crescimento e que traria contato direto com o meio ambiente foi decisivo para que o estudante optasse por essa graduação.

Vida de universitário

Para quem se interessa pelo campo de aquicultura, os estudantes fazem questão de ressaltar que vale a pena estudar na UFSC. “Nós temos excelentes professores que estão sempre buscando novos métodos de estudo e aprendizado”, diz Mathias. Além disso, Diogo conta que os calouros da graduação passam por dois trotes bastante divertidos: o trote ecológico e o trote sujo. “No trote ecológico, os alunos vão a algum ponto de Florianópolis, como em ilhas nas proximidades, praias, mangues, para coletar lixo. Já no trote sujo, que é voluntário, os alunos participam de uma gincana junto com calouros de outros cursos da universidade”, explica.

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