Guia do Estudante

Ranking coloca USP entre as 50 melhores do mundo em seis áreas

Ana Lourenço | 22/03/2016

O ranking internacional Quacquarelli Symonds (QS), divulgado nesta segunda-feira (21), colocou a Universidade de São Paulo (USP) entre as 50 melhores instituições do mundo em seis áreas do conhecimento: Odontologia, Agronomia, Antropologia, Engenharia de Minas, Arquitetura e Medicina Veterinária. A universidade segue colocada como a melhor da América Latina e a 9ª melhor dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Praça do Relógio - Universidade de São Paulo - São Paulo.
Cidade Universitária da USP. Foto: USP Imagens

Outro destaque também fica com a USP: a 9ª colocação mundial em Odontologia, posto mais alto de uma universidade brasileira. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) também aparecem com boas colocações nesta área, em 20º e 25º, respectivamente. Em Agricultura, a Unicamp figura entre as 31 melhores, e a Unesp em 46º na Medicina Veterinária.

No total, o ranking analisa 42 áreas do conhecimento, em que o Brasil é listado em 33 nas 100 melhores do mundo. Dentre as particulares, a Fundação Getulio Vargas aparece entre as 150 melhores nas áreas de Negócios e Economia.

Dentre as universidades pelo mundo, a que mais aparece no ranking das 10 melhores do mundo é a de Cambridge, na Inglaterra, com 36 nomeações, seguida por Berkeley e Stanford, norte-americanas, com 35 e 33 colocações.

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Cinco estrelas: conheça o curso de Farmácia da UFAM

Malú Damázio | 11/03/2016

farmácia

(Imagem: iStock)

Se Química é uma das suas matérias favoritas, você já deve ter pesquisado sobre a graduação em Farmácia, certo? O curso da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é um dos melhores do país e recebeu cinco estrelas na avaliação do Guia do Estudante. Por isso, hoje vamos conhecer um pouco a rotina dos estudantes da instituição e entender melhor a carreira.

A produção de medicamentos e vacinas em grandes indústrias é uma das funções mais claramente associadas ao farmacêutico e, provavelmente, já deve ter te encantado. Talvez você também já tenha descoberto que o campo dos cosméticos concentra muitos profissionais da área. O que muita gente não sabe é que a carreira tem outras duas grandes vertentes de atuação: análises clínicas e ciência dos alimentos.

Pois é, Farmácia também está ligada à comida! O farmacêutico pode realizar testes de controle de qualidade em alimentos, para identificar, por exemplo, a presença e a quantidade dos ingredientes utilizados. Além disso, em análises clínicas, ele estuda a composição de substâncias encontradas em amostras toxicológicas e laboratoriais.

Estrutura do curso

“O curso da UFAM é ligeiramente focado nas análises clínicas, mas somos formados generalistas, ou seja, estudamos todas as três grandes áreas da Farmácia: Medicamentos, Alimentos e Análises Clínicas”, conta Luiz Garutti, do décimo período. O estudante explica que o campo de manipulação de medicamentos é o “carro chefe” da carreira porque essa é uma função exclusiva de farmacêuticos.

Marcos Gurgel Rodrigues, do sétimo semestre, lembra que entrou na graduação da UFAM sem saber que os profissionais formados também poderiam trabalhar na área alimentícia: “fui vendo como a ciência dos alimentos está presente durante nossa formação”. Através de testes químicos, físicos e microbiológicos, os profissionais garantem que o alimento esteja seguro para o consumidor, apresente todas as substâncias descritas e possua as características desejadas pelo fabricante.

Então, se você quer estudar Farmácia, é bom se preparar para ver muitas disciplinas de Química, Matemática e Biologia! Luiz lembra que as aulas de Matemática Aplicada foram as que mais o surpreenderam. “Quando entramos no curso estamos acostumados com a matéria do ensino médio, mas os conceitos necessários em nível universitário são bem mais aplicados e complexos. Vimos diversas novidades!”

Ao longo da graduação, os alunos passam por disciplinas como Farmacobotânica, Genética Molecular, Bioquímica, Imunologia, Cosmetologia, Tecnologia de Alimentos e Nutrição para Farmácia. O curso tem duração mínima de 5 anos e meio, é integral e oferecido nos campi de Manaus e Itacoatiara. Entram, anualmente, 42 alunos na carreira, sendo metade selecionada pelo Enem e outros 21 por processo seriado da própria UFAM.

Mão na massa!

Além das matérias teóricas, os estudantes também descobrem como realizar processos farmacêuticos em práticas laboratoriais. “Aprendemos a manipular medicamentos como cápsulas, comprimidos, xaropes, pomadas, e a realizar exames bioquímicos de glicose, proteínas, lipídeos. Vemos como executar técnicas para o diagnóstico molecular de doenças adquiridas geneticamente e também como determinar o uso de qualquer tipo de substância psicoativa através de diversas análises toxicológicas”, explica Lorena Sampaio, estudante do décimo período.

As aulas contam com a ajuda de monitores – alunos da graduação que já passaram pela disciplina. “É uma iniciativa muito boa para os estudantes adquirirem experiência na área que possuem mais afinidade”, destaca Marcos.

farmaceutico

(Imagem: iStock)

O curso prevê estágio curricular nas três áreas de atuação do farmacêutico. Assim, os estudantes estagiam fora da universidade em farmácias ambulatoriais e hospitalares das redes pública e privada, em institutos de saúde e em laboratórios clínicos.

A graduação da UFAM ainda não tem farmácia própria. Por isso, os alunos cumprem estágio na farmácia do próprio hospital universitário. Luiz trabalha na instituição e também já passou por experiências profissionais na Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), e na dispensação da Atenção Básica, no SUS. “Os estágios são oportunidades para compararmos a teoria com a prática e ver em que podemos melhorar. Podemos também praticar a convivência com outros profissionais e o ambiente de trabalho”, diz.

Vida de universitário

Além dos estágios, é possível conhecer melhor o campo farmacêutico através de experiências universitárias extraclasse, como pesquisa e extensão. Marcos conta que já fez iniciação científica na área de química de produtos naturais e agora estuda infecções fúngicas.

Junto com Lorena e Luiz, o aluno faz parte do Programa de Educação Tutorial. No projeto, os estudantes realizam palestras, dinâmicas, seminários e exibições de filmes sobre temas da Farmácia. “Podemos conversar com pessoas de fora do mundo acadêmico sobre diversos temas, como doenças sexualmente transmissíveis ou doenças parasitárias”, explica Marcos.

Em uma das atividades, o grupo, orientado por um professor, viajou até Açutuba, uma comunidade no interior do Amazonas. “Apresentamos noções de higiene e saúde para crianças, ensinamos sobre a lavagem das mãos, sobre a pirâmide alimentar, e ainda fizemos um teatro sobre os perigos da dengue”, lembra Luiz.

Um dos pontos positivos de se estudar em um curso cinco estrelas, como o da UFAM, é a possibilidade de realizar intercâmbios. Marcos estudou por um ano na Universidade de Drebcen, na Hungria, pelo Ciência sem Fronteiras. Lá, ele estagiou em dois laboratórios: o de química medicinal e o de bioquímica. “Fui orientado por professores de lá em inglês, então, ao mesmo tempo em que praticava e aprendia coisas novas, eu podia exercitar minha comunicação em outro idioma, o que é muito importante no curso de Farmácia.”

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E aí, conseguiu se apaixonar pela Farmácia? 😉

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Medicina: 3 maneiras de identificar boas faculdades

Ana Lourenço | 09/03/2016

*por Lisandra Matias

Se você está pensando em prestar Medicina, além de foco nos estudos – o curso é um dos mais concorridos – você deve cuidar também da escolha da instituição que será a responsável pela sua formação. Para ajudar nessa tarefa, selecionamos aqui três avaliações diferentes para você comparar a qualidade das escolas. Veja como cada uma funciona e quais são as melhores faculdades segundo cada critério.

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Foto: iStock

1 – Avaliação de Cursos Superiores do Guia do Estudante

É uma pesquisa de opinião realizada com professores e coordenadores de curso. Classifica os cursos como excelente (cinco estrelas), muito bom (quatro estrelas) e bom (três estrelas). No quadro abaixo estão os cursos excelentes, mas você também pode conferir todos os cursos estrelados de Medicina.

Faculdade Estrelas
DF – Brasília – Universidade de Brasília (UnB) ★★★★★
MG – Belo Horizonte – Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ★★★★★
PR – Londrina – Universidade Estadual de Londrina (UEL) ★★★★★
RN – Natal – Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ★★★★★
RS – Porto Alegre – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) ★★★★★
RS – Porto Alegre – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ★★★★★
SP – Botucatu – Universidade Estadual Paulista (Unesp) ★★★★★
SP – Campinas – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ★★★★★
SP – Ribeirão Preto – Universidade de São Paulo (USP) ★★★★★
SP – São Paulo – Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) ★★★★★
SP – São Paulo – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) ★★★★★
SP – São Paulo – Universidade de São Paulo (USP) ★★★★★

*Lista organizada por ordem alfabética da sigla de estado, nome da cidade e sigla da instituição

2 –  CPC do MEC

O Ministério da Educação disponibiliza uma série de indicadores sobre a qualidade das escolas e dos cursos de graduação. Um dos mais importante é o Conceito Preliminar de Curso (CPC), apresentado numa escala de 1 (menor conceito) a 5 (maior conceito). Ele oferece uma espécie de raio X da graduação ao considerar na sua composição o desempenho dos estudantes do curso no Enade, a infraestrutura oferecida aos alunos e a qualidade dos professores. Confira as instituições que tiveram os melhores conceitos (4, já que não houve nenhuma com conceito 5) na última edição do CPC (em 2013) para os cursos de Medicina.

NOME DA INSTITUIÇÃO SIGLA CIDADE ESTADO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ANÁPOLIS UNIEVANGÉLICA ANAPOLIS GO
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BELO HORIZONTE UNI-BH BELO HORIZONTE MG
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE VOLTA REDONDA UNIFOA VOLTA REDONDA RJ
FACULDADE BRASILEIRA MULTIVIX VITÓRIA VITORIA ES
FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA SÃO PAULO FCMSCSP SAO PAULO SP
FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ FMJ JUNDIAI SP
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO FAMERP SAO JOSE DO RIO PRETO SP
FACULDADE DE MEDICINA DO ABC FMABC SANTO ANDRE SP
FACULDADES INTEGRADAS PADRE ALBINO FIPA CATANDUVA SP
FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE UFCSPA PORTO ALEGRE RS
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL PUCRS PORTO ALEGRE RS
UNIVERSIDADE ANHANGUERA – UNIDERP UNIDERP CAMPO GRANDE MS
UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA UNB BRASILIA DF
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL UCS CAXIAS DO SUL RS
UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO UERJ RIO DE JANEIRO RJ
UNIVERSIDADE DO VALE DO SAPUCAÍ UNIVÁS POUSO ALEGRE MG
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS UNICAMP CAMPINAS SP
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA UEL LONDRINA PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ UEM MARINGA PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ UNIOESTE CASCAVEL PR
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO UNESP BOTUCATU SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA UFPB JOAO PESSOA PB
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS UFG GOIANIA GO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO DO SUL UFMS CAMPO GRANDE MS
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS UFMG BELO HORIZONTE MG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS UFSCAR SAO CARLOS SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO UNIFESP SAO PAULO SP
UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA UFU UBERLANDIA MG
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO UFES VITORIA ES
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE FURG RIO GRANDE RS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE UFRN NATAL RN
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO UFTM UBERABA MG
UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO UNINOVE SAO PAULO SP
UNIVERSIDADE POSITIVO UP CURITIBA PR

*Lista organizada por ordem alfabética do nome da instituição

3 –  Exame do Cremesp

O Cremesp é o Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Portanto, atenção, pois esta lista só tem instituições do Estado de São Paulo.

Pela primeira vez, em 2016, o conselho divulgou as escolas com melhor avaliação no seu exame, que está em sua 11ª edição e tem o objetivo de verificar o desempenho dos estudantes recém-formados em Medina.

A prova foi composta por 120 questões de múltipla escolha. Foram avaliados 2.726 egressos de 30 faculdades paulistas.  Compõe a lista das melhores instituições aquelas cujos alunos tiveram média de acertos no exame igual ou maior a 60%.

FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DA SANTA CASA SÃO PAULO (FCMSCSP)
FACULDADES INTEGRADAS PADRE ALBINO (FIPA)
FACULDADE DE MEDICINA DO ABC (FMABC)
FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ (FMJ)
FACULDADE DE MEDICINA DE MARÍLIA (FAMEMA)
FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (FAMERP)
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS (PUC-CAMPINAS)
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO (PUC-SP)
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP)
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA JÚLIO DE MESQUITA FILHO (UNESP)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCAR)
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO (UNIFESP)
UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO (UNAERP)
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP)
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP-RP)

*Lista organizada por ordem alfabética do nome da instituição.

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Engenharia de Produção: os melhores cursos do Brasil

Ana Prado | 01/03/2016

por Maria Fernanda Teperdgian

O engenheiro de produção é fundamental em indústrias e empresas de quase todos os setores. É ele quem gerencia os recursos humanos, financeiros e materiais de uma empresa, com o objetivo de aumentar sua produtividade e rentabilidade.

O curso tem disciplinas básicas das engenharias, mas também inclui matérias específicas de gestão de investimentos e organização do trabalho, por exemplo. No final do curso, é possível fazer matérias que envolvem administração e economia. A duração média é de 5 anos.

– Pensa em fazer Engenharia? Confira que tipo de engenheiro você é

(iStock)

(imagem: iStock)

As regiões sudeste e sul são as mais aquecidas para este profissional, com destaque para o interior paulista.

Ficou interessado na graduação? A gente te mostra agora quais são os 14 cursos cinco estrelas de Engenharia de Produção:

Faculdade Estrelas
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(MG) Itajubá – Unifei ★★★★★
(MG) Juiz de Fora – UFJF ★★★★★
(RJ) Niterói – UFF ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – PUC-Rio ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ    ★★★★★
(SP) Bauru – Unesp    ★★★★★
(SP) Guaratinguetá – Unesp – Eng. de Prod. Mecân.    ★★★★★
(SP) São Carlos – UFSCar    ★★★★★
(SP) São Carlos – USP    ★★★★★
(SP) São Paulo – USP    ★★★★★
(PR) Curitiba – PUCPR    ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC – Eng. de Prod. Mecân. ★★★★★

Mas, você deve estar se perguntando: escolhendo essa carreira, vou trabalhar com o quê? Como esse engenheiro entende de todo o processo produtivo, não são apenas as indústrias que procuram esse profissional: empresas prestadoras de serviço, lojas de varejo, setor de turismo, de finanças e saúde, também trabalham com engenheiros de produção.

E as áreas são muitas! Você pode trabalhar com:

  1. Planejamento e controle: implementar e administrar processos de produção, da seleção de matérias-primas à saída do produto, além de gerenciar operações logísticas.
  2. Economia Empresarial: gerenciar a parte financeira da empresa, trabalhando com custos e aplicação de recursos.
  3. Engenharia do trabalho: administrar a mão de obra para a produção de bens ou a prestação de serviços, avaliando custos, prazos e instalações.
  4. Simulação de Processos: antecipar problemas e encontrar soluções, com o uso de ferramentas de TI.

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Cinco estrelas: conheça o curso de Geografia da UFF

Malú Damázio | 11/02/2016

(Imagem: iStock)

Das matérias que estudamos na escola, uma das mais diversas é a Geografia. Vemos aspectos físicos, climáticos, cartográficos e também temas voltados ao desenvolvimento humano, como geografia demográfica, urbana e geopolítica. Se esses assuntos fazem seus olhos brilharem, o curso de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ), pode ser a escolha certa! A graduação, avaliada em cinco estrelas pelo GUIA DO ESTUDANTE, tem duração mínima de quatro anos e recebe 25 alunos a cada semestre. Com turmas de manhã e à noite, a carreira tem ingresso pelo Enem, através do Sisu.

E não pense que a sala de aula é o único destino do geógrafo! Além da licenciatura, que oferece boas oportunidades na área, o bacharel em Geografia pode atuar na realização de avaliações de impacto ambiental, no monitoramento de áreas urbanas e florestas, através de técnicas de geoprocessamento, e também encontra mercado no planejamento e na gestão urbana. Este profissional realiza levantamentos de todos os tipos, desde análise das variações de marés a pesquisas populacionais e de mercado. “Quando é preciso espacializar – ou georreferenciar – um determinado tipo de informação, com certeza haverá um geógrafo na equipe”, explica Raphael Sá, estudante do oitavo período da UFF.

Por isso, levantamentos topográficos e estudos de tipos de solos de uma determinada região também são possibilidades para o formado em Geografia. Raphael ainda destaca que o profissional pode atuar inclusive na área da saúde, com mapeamento de focos endêmicos de doenças. “Ele pode identificar locais em que são encontrados casos de dengue, zika e chikungunya, por exemplo”, conta.

Estrutura do curso
O objeto de estudo dos futuros geógrafos é o espaço
. Raphael diz que tem o costume de comparar a Geografia com a Medicina para explicar o aprendizado na graduação. “Os alunos de Medicina estudam o corpo humano para depois se especializarem em uma determinada parte. O espaço é o nosso corpo humano na Geografia.” Assim, as disciplinas ao longo do curso tratam dos mais diversos temas, como Climatologia, Geografia Econômica, Sensoriamento Remoto, Práticas Educativas, Formação Sócio-Espacial Brasileira e História do Pensamento Geográfico.

Para Jéssica Martins, do sexto semestre, as matérias que abordam Geografia Urbana e Geografia Agrária foram essenciais para “perceber a ligação e os conflitos existentes entre o campo e a cidade e verificar que um não vive separado do outro”, assim como os demais aspectos da Geografia. A estudante destaca que o curso não tem objetivo de formar geógrafos especializados. “Essa função caberá ao mestrado, pois, para ser geógrafo o aluno precisa entender todos os eixos. Mas é normal que, durante a graduação, cada um encontre afinidade com uma determinada área e queira seguir seus estudos por ela”, completa Raphael.

Para entender, na prática, o que estudam nas disciplinas teóricas, os estudantes da UFF realizam aulas laboratoriais e trabalhos de campo. A infraestrutura, que é compartilhada com os cursos de Geofísica e Ciência Ambiental, oferece desde instrumentos para medir a granulometria dos solos – ou, em palavras simples, o tamanho dos grãos – até computadores com programas específicos para realizar análises sísmicas e geoprocessamento. A técnica consiste em reunir dados e imagens de satélite para a construção de mapas e modelos que expliquem processos naturais ou sociais, como define Jéssica.

(Imagem: iStock)

Trabalhos de campo
Os trabalhos de campo são bastante esperados na graduação. Os alunos não só observam diretamente os conceitos estudados, como conhecem outros estados brasileiros e até as fronteiras de países vizinhos, como Paraguai e Bolívia. Raphael lembra que a maior parte das disciplinas do departamento de Geografia possui pelo menos um trabalho de campo. As viagens podem durar um, dois ou até dez dias! “Observamos transformações socioespaciais de diversas origens: desde uma ocupação de moradores de rua no centro de São Paulo, até extensões a perder de vista nas plantações de cana-de-açúcar em Recife.”

Em campos de geografia física, os estudantes analisam processos erosivos, como voçorocas e sedimentação de rios, e coletam amostras de solo para serem estudadas em laboratório. Após o processamento dos dados, os alunos elaboram um relatório com os resultados da pesquisa. Ah! Você deve estar se perguntando se sobra tempo para se divertir nas saídas. Raphael garante que sim: “festas sempre são bem vindas, ainda mais em viagens! Mas é necessário respeitar os horários impostos pelo professor para não por em risco todo o trabalho de campo.”

Mão na massa!
Para conhecer o dia-a-dia fora da universidade, os alunos também podem participar de projetos de extensão. Neles, os conceitos aprendidos em sala de aula são aplicados para beneficiar a comunidade local. Jéssica foi parte do programa Navegando na Baía de Guanabara, que busca resgatar e valorizar a história e a cultura da população pesqueira de Jurujuba, bairro de Niterói, por meio da cartografia social – ciência que trata do mapeamento dos saberes e das manifestações populares. “Foi incrível! Tive a oportunidade de conhecer e estabelecer relações com pessoas que possuem uma cultura riquíssima. E por meio da convivência com a comunidade pude melhorar tanto minha formação acadêmica quanto a pessoal”, conta.

Os estágios profissionais também são uma boa forma de ingressar no mercado de trabalho. Jéssica, que é estudante da licenciatura, participa de um projeto de iniciação à docência, com estágio em uma escola pública da cidade. “A experiência me acrescenta de forma singular. Estar no cotidiano escolar me faz perceber os pontos positivos e negativos da carreira de docência e é uma forma de observar quais aspectos da educação precisam ser melhorados em nosso país.”

Raphael também passou por escolas de ensino básico e médio, e estagiou no Laboratório de Aplicação de Geografia Física da universidade. O aluno auxiliou a equipe a realizar uma pesquisa de contaminação do solo por metais pesados. Para verificar se havia, de fato, o contágio e calcular a extensão da área afetada, ele trabalhava com a coleta de amostras e realização de testes químicos. “O estágio me mostrou que as pessoas que, assim como eu, achavam que Geografia não tinha nada a ver com matemática, física e química, estavam completamente enganadas”, diverte-se.

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