Guia do Estudante

Os melhores cursos de Relações Internacionais

Tati de Assis | 10/04/2015

 

Relações entre países de culturas distintas é uma das especialidades dos profissionais de Relações Internacionais (Imagem: Getty Images)

Relações entre países de culturas distintas é uma das especialidades dos profissionais de Relações Internacionais (Imagem: Getty Images)

O profissional formado em Relações Internacionais está apto a conduzir negociações entre povos, nações e empresas. Pode intermediar contratos nas áreas culturais, econômica e política.

Para atuar em campos tão diversos, o curso de Relações Internacionais é interdisciplinar. A grade curricular se divide em três grandes áreas: política, direito e economia. Sociologia e História são algumas das disciplinas estudadas.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Relações Internacionais

Com a globalização, a demanda por profissionais tem aumentado. Eles podem atuar em empresas com alcance internacional ou, órgãos públicos. Há ainda vagas em bancos, como afirma Paulo Pereira, coordenador do curso da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo: “Nos bancos, o profissional é requisitado por áreas distintas, desde o RH até o setor de seguros”.

As melhores faculdades de Relações Internacionais estão concentradas localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo a lista.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – PUC ★★★★★
(MG) Uberlândia – UFU ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – PUC – Rio ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★

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Centenário, curso de Engenharia de Minas da UFOP é um dos mais tradicionais do Brasil

Malú Damázio | 10/04/2015

(Imagem: Thinkstock)

Fundada em 1876 por Dom Pedro II, a Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) é um dos mais antigos centros de estudo de mineração no país. A região do quadrilátero ferrífero, em Minas Gerais, sempre foi marcada pela extração de minério de ferro, manganês e ouro – este explorado desde o século XVII, período em que a área começou a ser povoada e ganhou ares de cidade – e Ouro Preto se destacou, desde então, no ensino da atividade mineradora. Dentro da instituição centenária, nasceu também o curso de Engenharia de Minas de que vamos falar hoje. Avaliada em cinco estrelas pelo Guia do Estudante, a graduação forma profissionais responsáveis por buscar jazidas de minérios e coordenar projetos de extração e separação e beneficiamento dos materiais encontrados. Além disso, é importante que o engenheiro de minas desempenhe seu trabalho atento à minimização dos impactos ambientais causados pela exploração de recursos naturais.

O curso de Engenharia de Minas da UFOP é integral, tem duração mínima de cinco anos e recebe 36 novos estudantes semestralmente. O ingresso na universidade se dá por meio do Enem, através do Sisu. Caio Silveira, estudante do oitavo semestre, conta que escolheu a federal de Ouro Preto devido à tradição no estudo de minas da instituição centenária. “A mineração brasileira surgiu aqui na Escola de Minas. Temos professores renomados, contato com grandes mineradoras e empresas do setor além de uma convivência única que só Ouro Preto permite!”, explica. O cenário minerador esteve presente no cotidiano de João Otávio Oliveira desde cedo. O aluno do sexto período cresceu em Pains, uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, que tem como principal atividade econômica a mineração de calcário.

Estrutura do curso

O ensino da mineração na federal mineira é voltado principalmente para a lavra e para o tratamento de minérios. A primeira etapa envolve a retirada do minério das jazidas e, após esse processo, ele passa por uma série de beneficiamentos que o tornam um produto comercial com valor agregado. Há também em Engenharia de Minas as áreas de economia e de pesquisa de minérios que têm menor ênfase na UFOP. Além das clássicas noções de Engenharia que o estudante encontrará ao longo do curso, a Geologia também estará presente em toda a graduação por ser uma das bases para o estudo de minas. A essa temática estão relacionados os principais trabalhos de campo de Engenharia de Minas.

Como o curso é ministrado em um prédio antigo, os alunos destacam que os laboratórios são bem equipados, mas um pouco ultrapassados. “A infraestrutura é boa. Não tem tudo do que é mais sofisticado atualmente, mas atende bem às necessidades”, diz Caio. No entanto, João Otávio lembra no final deste ano será inaugurado um novo edifício, com instalações atualizadas, que abrigará todas as atividades do departamento de Minas. Os campos também não são muito frequentes ao longo da graduação, como a maioria dos alunos pensa ocorrer. “Essa é uma deficiência do curso. Nós fazemos algumas visitas técnicas a minas e a empresas, como à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e algumas idas a campo, mas elas são reduzidas pela dificuldade de conseguir recursos financeiros suficientes”, conta João Otávio.

Área de atuação

A demanda por engenheiros de minas ultrapassa as fronteiras de Minas Gerais. Além da região do quadrilátero ferrífero em que a UFOP se encontra, há outros polos de mineração no Brasil, como, por exemplo, em Goiás, Maranhão e determinadas regiões do nordeste e do norte. A reserva de Carajás, no Pará, abriga hoje a maior jazida de minério de ferro do mundo. No mercado de trabalho há local para o profissional tanto na lavra e no processamento, quanto em setores relacionados à mineração, como em projetos, logística e transporte, comércio e também a área jurídica. Esta última se destaca devido à legislação ambiental que prevê penas rígidas, como o fechamento de minas e multas milionárias, para empresas que descumprem o código brasileiro. Por isso, o engenheiro de minas também é responsável por realizar estudos de impacto no meio ambiente em conjunto com engenheiros ambientais. Além disso, a área mineradora em grandes empresas prevê um trabalho multidisciplinar realizado também com engenheiros metalurgistas, civis e geólogos.

(Imagem: Thinkstock)

Grande parte dos profissionais atua em regiões mineradoras já conhecidas e exploradas, porque a extração em novas áreas, ainda que ricas em minerais, é uma atividade de risco. “Tornar viável um projeto de mineração é muito difícil. Quando há uma concentração de mineral passível de ser explorado é preciso que haja muito estudo antes que aquele local venha a ser uma jazida, até devido às complicações ambientais”, explica João Otávio. Por isso não é incomum ver engenheiros de minas ocupando cargos de gerenciamento. “Muitos dos meus amigos que já estão no mercado de trabalho acabaram assumindo posições gerenciais em empresas. O que aprendemos na universidade, muitas vezes, serve como base para uma atuação mais ampla, não diretamente na mina”, reforça.

Vida de universitário

Mas com aulas de manhã e à tarde e uma infinidade de relatórios para fazer, dá tempo de participar de atividades de extensão e se divertir? Claro! – os estudantes são unânimes. A vivência universitária em Ouro Preto não se resume à sala de aula. Pedro Mesquita, do oitavo período, é um dos exemplos. O estudante de Engenharia de Minas é presidente da Associação Desportiva da Escola de Minas (ADEM) – responsável, entre outros esportes, por um time de futebol de campo que disputa campeonatos locais, como a liga amadora da cidade. “É um trabalho muito gratificante em que podemos desenvolver bastante nossa gestão de pessoas, essencial para um bom engenheiro”, argumenta. E a agenda de Pedro não para por aqui! Ele também dá aulas gratuitas de karatê em um projeto de extensão de artes marciais da universidade. A atividade acontece na própria UFOP, no ginásio de ginásticas da universidade, é aberta a toda a comunidade de Ouro Preto e oferece também outras modalidades de luta ministradas por estudantes, como judô, jiu-jitsu, aikido e tae-kwon-do.

>> Leia mais sobre a carreira em Engenharia de Minas

Para os futuros calouros que precisarem de ajuda com materiais e dúvidas sobre a graduação e a faculdade há o centro acadêmico da Engenharia de Minas (Seminas) que promove a recepção dos novos alunos, dá dicas sobre a universidade e é também um local de troca de ideias e socialização entre os estudantes. Todos diretórios dos cursos de Engenharia, inclusive o Seminas, são apoiados pelo centro acadêmico da Escola de Minas (CAEM), órgão responsável pela organização de eventos e festas, do qual Caio faz parte.

A tradição de repúblicas de Ouro Preto e as festas e encontros promovidos por elas (!) também são alguns dos pontos altos de estudar na UFOP. A universidade é reconhecida pela assistência à permanência estudantil e oferece, além de moradia universitária, vagas em repúblicas federais – casarões que abrigam boa parte dos estudantes da instituição. A tradicionalidade é mantida também nesses espaços: o bixo, como o calouro é chamado, precisa desempenhar algumas tarefas para ser oficialmente aceito na república. A gente explica: caso você procure uma república, precisará passar por um período de adaptação na casa. Durante esse tempo o bixo executa tarefas diárias, como tirar o lixo, limpar o quintal e lavar a louça. “Se os moradores julgarem que ele tem condição de manter a casa e suas tradições, o bixo é escolhido como morador e no período seguinte é responsável por ensinar aos próximos ‘pretendentes a moradores’ sobre a casa e as tarefas”, completa Pedro.

Se você não está muito convencido com esse sistema e não quer passar por trotes, o estudante acrescenta que existem também as repúblicas particulares e pensões: “na UFOP não existem calouros nem veteranos. Aqui se você não morar em república, não sofrerá nenhum trote, nem quando vier fazer matrícula”. Então, não há motivos para ficar com um pé atrás com relação à Ouro Preto. A cidade, além de histórica e repleta de atrações turísticas, é cercada por montanhas e cachoeiras e tem custo de vida barato se comparada aos grandes centros. :)

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Os melhores cursos de Matemática do Brasil

Tati de Assis | 06/04/2015

 

No Brasil, os matemáticos são bastante requisitados em escolas (Imagem: Getty Images)

No Brasil, os matemáticos são bastante requisitados em escolas (Imagem: Getty Images)

 

A matemática é a ciência que estuda as quantidades e as relações abstratas e lógicas aplicadas aos símbolos. O profissional dedicado a esta área vive cercado de números e cálculos. Cria fórmulas para solucionar problemas relacionados ao desenvolvimento de produtos e de logística.

O curso de graduação em Matemática tem duração de quatro anos.  Nos primeiros semestres, você vai ver disciplinas, como cálculo diferencial e integral e geometria. Caso opte pela licenciatura, estudará Pedagogia nos períodos finais da faculdade. Caso prefira o bacharelado, vai se deparar com matérias de aprofundamento.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Matemática

Tradicionalmente, o matemático se torna professor dos ensinos fundamental e médio. A procura por docentes é grande. Caso você não goste da sala de aula, há outros caminhos. A carreira acadêmica é uma possibilidade. “Há oportunidades também para atuar com atividades ligadas ao raciocínio matemático em bancos, no mercado financeiro e em empresas que utilizem modelagem matemática”, diz Marcos Craizer, coordenador do curso de matemática da PUC-Rio.

Veja abaixo as melhores faculdades para você cursar Matemática.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(ES) Vitória – Ufes ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV ★★★★★
(RJ) Niterói – UFF ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – PUC-Rio ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RS) Santa Maria – UFSM ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) Rio Claro – Unesp ★★★★★
(SP) São Carlos – UFSCar ★★★★★ 
(SP) São Carlos – USP

★★★★★

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Curso de Artes Visuais da UFMG oferece bacharelado em Pintura, Gravura, Desenho, Escultura e Artes Gráficas

Malú Damázio | 02/04/2015

(Imagem: Thinkstock)

Paleta, tintas de todas as cores e tipos, telas, uma infinidade de pincéis, gesso, parafina, argila, tecido, placas de madeira e de metal, goivas, câmera fotográfica, negativos, tablet, programas de edição de imagem. Todos esses objetos são materiais de trabalho do artista plástico, que utiliza também, além dos itens técnicos específicos, artigos do nosso dia-a-dia para realizar suas composições e seus projetos. Galochas, colheres, lençóis, fotografias rasgadas, ventilador, ou até mesmo uma ação cotidiana podem ser empregados artisticamente e ressignificados. Hoje vamos conhecer melhor o curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante.

Ministrada na Escola de Belas Artes, a graduação recebe semestralmente 40 novos estudantes e ocorre no período diurno. A forma de ingresso no curso - que tem duração mínima de quatro anos – é através do Enem, por meio do Sisu, e de uma avaliação da própria universidade. Então, se você pensa em prestar Artes Visuais na UFMG, anota aí: é importante ficar atento à data da prova de habilidades específicas, que é aplicada após o exame nacional e exige dos candidatos noções de percepção visual, desenho de observação, texturas e escalas tonais.

O curso da federal mineira oferece seis habilitações para os estudantes: Pintura, Desenho, Gravura, Escultura, Artes Gráficas e também licenciatura. Os dois primeiros semestres correspondem ao ciclo básico das artes, em que os alunos passam por disciplinas gerais de todas as áreas do bacharelado e aprendem um pouco de cada técnica. Já os anos seguintes são dedicados à especialização e o estudante deve cursar matérias relacionadas à habilitação escolhida. Isso não impede, claro, que você também se inscreva em disciplinas de outras áreas e complemente sua formação. Inclusive, uma das vantagens da graduação na Escola de Belas Artes é poder cursar outra habilitação, após finalizado seu curso, sem passar novamente pelo vestibular.

Para saber melhor como é o dia-a-dia de um aluno de Artes Visuais e a estrutura do mercado de trabalho, o Guia do Estudante conversou com Luar Furtado, do sexto período do bacharelado em Artes Gráficas. A certeza de fazer o que gosta e a vontade de se expressar artisticamente foram, para ela, alguns princípios que a ajudaram a descobrir qual carreira gostaria de seguir. Luar destaca que, ao contrário do que nós costumamos pensar, o domínio total das técnicas artísticas e a execução aparentemente perfeita de um projeto não são fatores que determinarão essencialmente a qualidade do seu trabalho. “O que importa é se você é capaz de colocar em uma obra aquilo que se passa em sua mente e no seu coração, sem medo de julgamentos. Ser artista é se jogar para o mundo, se expor, se despir da cabeça aos pés de opiniões, de olhos fechados”, explica.

Confira a entrevista!

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Artes Visuais? O curso atendeu às suas expectativas? O que diferencia o curso da UFMG dos outros da área?

Luar Furtado: Eu decidi fazer Artes Visuais porque entendi, desde cedo, que é o que eu realmente gosto e é o que eu quero fazer ao longo da vida. O curso da UFMG atendeu às minhas expectativas em alguns pontos, mas em outros não, principalmente no que se relaciona à infraestrutura e à abordagem das ementas por alguns professores. O que considero o melhor aspecto de estudar na UFMG são as oportunidades que surgem por se estudar em uma faculdade federal grande e o apoio financeiro aos estudantes que necessitam.

GUIA: A UFMG cobra uma prova de habilidades específicas de quem pretende entrar no curso. O que é avaliado no teste? Você fez algum curso de desenho antes de entrar?

Luar: Nunca fiz curso de desenho e afirmo que a prova de habilidades era algo que me assustava muito. Mas o que causa mais medo é a falta de conhecimento sobre o que a prova aborda e como aborda, e claro, a nossa “crueza” nesse tipo de experiência. A prova não é nenhum bicho de sete cabeças, ela não é uma prova de desenho e sim uma prova de percepção visual. Quando fiz a prova tive que fazer exercícios como escalas tonais, demonstração de texturas (liso, macio, metal, granulado), tive que ilustrar pequenos textos e fazer desenho de observação. Eu fiz o que pude e como pude, não digo que foi a melhor prova que já fiz – poderia ter sido bem melhor, mas me bastou para que entrasse na faculdade entre os primeiros 10 colocados.

No decorrer do curso é que a gente percebe o quão bobinha é essa prova.

GUIA: Quais disciplinas você julgou mais interessantes? Além disso, tem algum assunto estudado que você não esperava ver na graduação?

Luar: As disciplinas mais interessantes para mim são as práticas de atelier, onde ficamos livres para criar projetos próprios com orientação de um ou mais professores, rs. Também acho bem interessantes algumas disciplinas da Gravura, como Gravura em Metal, Litogravura e Serigrafia, pois, pelo menos para mim, elas abriram algumas janelinhas na minha carga técnica. Até hoje não tive nenhum assunto abordado que eu não esperava, de alguma forma. Muito pelo contrário, sinto falta da abordagem de alguns assuntos que julgo importante, rs.

>> Saiba mais sobre a carreira de Artes Visuais

GUIA: A infraestrutura da graduação em Artes Visuais da UFMG é boa? Vocês têm muitos ateliers? Eles são bem equipados? É um curso caro para os alunos? A faculdade oferece a maioria dos materiais ou boa parte deles é de responsabilidade dos estudantes?

Luar: Eu nunca achei a infraestrutura da Escola de Belas Artes lá grandes coisas e durante meu período fora do país percebi que ela é precária. Os ateliers não são muitos e ainda temos que dividir com alunos de outros cursos da EBA. Sem contar que estão longe de serem bem equipados. O curso é caro sim, pois independente da habilitação, precisamos sempre de materiais diversos e eles não são lá tão baratinhos (bem, tem aluno que tenta economizar em tudo, né, mas isso acaba resultando em alguns trabalhos “lambões”). A boa notícia é que contamos com a FUMP, que ajuda a alunos em condições financeiras desfavoráveis. Além de bolsas mensais de auxilio, temos bolsas semestrais para comprar exclusivamente material acadêmico. É uma mão na roda.

GUIA: Ao longo do bacharelado vocês produzem bastante? Se você tiver algum projeto que ache que foi legal fazer, você pode mostrar pra gente e contar a história dele?

Luar: A produção é algo individual e depende da boa vontade do aluno. Tem gente que sai com um portfólio maravilhoso, prontinho para o mercado. Tem gente que sai do mesmo jeito que entrou. Mas sempre temos diversas propostas de trabalhos no decorrer de cada disciplina. Todos os projetos que fiz foram prazerosos e interessantes de alguma forma, afinal de contas, eu faço o que eu gosto, né? Alguns deles podem ser conferidos no www.behance.net/luarfurtado

Ano passado fiz intercâmbio para a Hungria e essa experiência me marcou bastante e foi fundamental para o meu crescimento artístico. Frequentei a Academia Húngara de Belas Artes e tive que estudar muito, praticar muito e me redobrar para acompanhar os alunos da universidade estrangeira, que tinham um nível bem mais elevado, artisticamente falando.

(Imagem: Thinkstock)

GUIA: Quais são as principais áreas de atuação em Artes Visuais? Onde se concentram os principais eixos de trabalho no Brasil? Há mercado para Artes Visuais no interior e em capitais fora do sudeste?

Luar: As áreas mais comuns de atuação de um aluno formado em Artes Visuais (que eu conheço, claro) são ilustração, quadrinhos, formatação (de jornais, revistas, livros), sem contar as carreiras como artista plástico. Eu, particularmente, ganho a minha vida como designer gráfica e atualmente também tenho trabalhado na catalogação de acervo, curadoria e compra e venda de obras em uma galeria aqui de BH. Um estudante de Artes Visuais pode sim trabalhar como curador, atuando em museus e galeria. Mas, mais importante que o curso em si, para seguir esse tipo de carreira é necessário um background na área e claro, contatos. Bons contatos.

Eu diria que quem sonha em trabalhar com artes visuais deve viver em alguma capital, de preferência no Sudeste e principalmente em SP. Dificilmente um aluno formado vai conseguir um emprego da área no interior (infelizmente). Ultimamente quem tem se dado bem é o pessoal dos quadrinhos e aqueles que trabalham com design e editoração.

>> Confira as melhores faculdades para se cursar Artes Visuais

GUIA: O que você diria para o leitor que quer fazer Artes Visuais, mas não sabe ainda se essa é a profissão certa e precisa de dicas? Precisa ter um conhecimento artístico prévio?

Luar: Para o leitor que quer fazer Artes Visuais, mas não sabe se é a profissão certa, eu digo: NÃO FAÇA. A primeira cobrança do curso de Artes é ter a certeza de que é isso que você gosta, de coração, independente se você desenha bem ou mal, se pinta bem ou mal. A faculdade é um espaço de aprendizado e por lá você há de aprimorar qualquer habilidade que você julga fraca ou até inexistente. No curso de Artes Visuais se aprende muita coisa, muita mesmo, e o mais importante não é se você tem domínio total sobre uma técnica específica, mas você saber se expressar artisticamente, botar pra fora o que se passa na sua cabeça e no seu coração sem ter medo do julgamento alheio. É se jogar pro mundo, se expor, se despir da cabeça aos pés de opiniões, de olhos fechados. O curso de Artes é feito para quem tem certeza do que gosta, pois ele exige esforço, ele exige disciplina, lágrimas, paciência e muito amor pelo que se faz. A recompensa é o prazer enorme de se sentir realizado de alguma maneira, mesmo quando tudo te coloca para baixo.

GUIA: E a recepção dos calouros? Acredito que eles estejam ansiosos para saber como é! hahaha

Luar: A recepção de calouros é uma gracinha! Pintamos nossos calouros (se eles permitirem) e depois vamos tomar cerveja em algum bar local. Nunca presenciei nenhum problema acerca desse assunto e nós, os veteranos, somos super legais, gente. Espero poder pintar alguém que tenha lido essa matéria, rs.

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As melhores faculdades para se fazer o curso de Estatística

Tati de Assis | 30/03/2015

 

O estatístico transforma números em informações úteis para empresas e instituições. (Imagem: Getty Images)

O estatístico transforma números em informações úteis para empresas e instituições. (Imagem: Getty Images)

 

O curso de Estatística está mais próximo de você do que você imagina. Os estatísticos estão por trás de censos populacionais e pesquisas eleitorais. Por meio da coleta e análise de dados numéricos, estes profissionais estudam fenômenos naturais, econômicos e sociais.

Com a expansão dos bancos de dados, a profissão está em alta. Cada vez mais empresas, procurar os estatísticos para transformar informações em conhecimento útil na tomada de decisões importantes. O maior número de vagas está na região sudeste, mas há muitos postos de trabalho nas regiões Sul e Sudeste.

>> Saiba mais sobre a carreira e o curso de Estatística

Como o estatístico é um especialista em Matemática, o curso é puxado e cheio de disciplinas teóricas. O estudante tem que ser concentrado e um apaixonado por números. Há também matérias centradas na metodologia de pesquisa. A duração do bacharelado é de 4 anos. Veja abaixo as melhores faculdades.

 

Faculdade Estrelas
(PE) Recife – UFPE ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) São Paulo – UFSCar ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

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