Guia do Estudante

Mais de 29 mil estudantes deverão fazer a Fuvest neste domingo (4)

Carolina Vellei | 04/01/2015

Começa neste domingo (4) a segunda fase da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. No total, 29.698 candidatos foram convocados para a segunda etapa do processo seletivo. São oferecidas 11.057 vagas em 249 cursos da USP e 120 vagas no curso de Medicina da Santa Casa.

fuvest61

Os portões dos locais de prova (que podem ser consultados no site da Fuvest) serão abertos às 12h e a prova terá início às 13h, com duração máxima de 4 horas. Os estudantes farão nesse primeiro dia as provas de Português, com 10 questões, e redação. Na segunda-feira (5) serão aplicadas 16 questões sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e questões interdisciplinares) e no dia 6 (terça-feira) a prova terá 12 questões de duas ou três disciplinas incluindo questões interdisciplinares, de acordo com a carreira escolhida.

- Fuvest 2015: Veja os memes mais divertidos sobre a prova
- Fuvest divulga lista de aprovados na primeira fase do vestibular 2015
- Fuvest divulga notas de corte da primeira fase do vestibular 2015

Provas de habilidades específicas

Para os candidatos de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura e Design, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

Resultado

A primeira lista de aprovados no vestibular 2014 da Fuvest poderá ser consultada em 31 de janeiro.

Bônus e inclusão social

Os estudantes que cursaram ou estejam cursando integralmente o Ensino Médio em escolas da rede pública do Brasil (municipal, estadual ou federal) puderam optar pela Pontuação Acrescida, que atribuirá um acréscimo na nota da primeira fase e na nota final. O bônus é concedido a todos os estudantes nestas condições que tenham acertado mais de 27 questões.

LEIA MAIS

- Notícias de vestibular e Enem

Comentários: nenhuma pessoa comentou

Categoria: Sem categoria

Compartilhe

Curso de Design Gráfico da UEMG prepara estudantes para o mercado de trabalho

Malú Damázio | 01/01/2015

Já parou para pensar que a maioria dos sites que visita na internet teve a interface projetada por um designer gráfico? Esse profissional tem uma atuação bem versátil e trabalha, em termos gerais, com a criação e disposição de elementos visuais para melhor transmitir uma mensagem. Além das carreiras mais comumente relacionadas ao Design Gráfico, como a formulação de identidade visual para um produto e a atuação em agências de Design e Publicidade, o designer também pode atuar na área editorial desenvolvendo o aspecto gráfico de publicações impressas, como livros e revistas, e até mesmo nos campos de ilustração e animação com a criação, por exemplo, de personagens para jogos.

Se você se interessou pela profissão, irá gostar de conhecer o curso da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), avaliado com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014. Ao contrário da maioria das universidades, a UEMG não se reúne em um grande campus, mas se espalha em pequenos campi em Minas Gerais. A graduação de Design Gráfico, que recebe 80 novos estudantes por ano, divididos entre os turnos da manhã e da noite, é ministrada na Escola de Design, em Belo Horizonte, que também oferece os cursos de Artes Visuais (Licenciatura), Design de Ambientes e Design de Produto.

O ingresso na carreira se dá tanto pelo processo seletivo da própria universidade, quanto pelo SiSU, e não há prova de habilidades específicas. Então, se você não sabe desenhar, mas pensa em se tornar designer, olha aí que ótima notícia: já está mais pertinho do seu sonho! Afinal, não é necessariamente com desenho que esse profissional trabalha, mas com ideias inovadoras. As habilidades em desenho são importantes para áreas de atuação que específicas que fazem uso disso, como ilustração ou animação.

(Imagem: Thinkstock)

Artes Visuais à parte, os cursos de Design têm as mesmas matérias no primeiro semestre. Elas, porém, se diferenciam um pouco em seus direcionamentos e dão enfoque ao que será aprofundado ao longo de cada graduação específica. Em Design Gráfico, o estudante estará em contato desde o início do curso tanto com disciplinas teóricas, como História e Análise Crítica da Arte e do Design, quanto com matérias mais práticas, como Processos de Criação e Metodologia Aplicada ao Processo do Design, que envolvem produções relacionadas a projetos.

Para saber mais sobre a graduação de Design Gráfico, conversamos com Letícia Robini, aluna do quarto período. Ela explica que, ao contrário da maioria das universidades públicas, que têm como mote a pesquisa acadêmica, o curso na UEMG é voltado para preparar o estudante para o mercado de trabalho. “É impossível abordar todas as possibilidades oferecidas a um profissional de Design, mas a nossa graduação tenta explorar diversas áreas para que o aluno tenha um primeiro contato com as diferentes vertentes possíveis de se seguir após o curso”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira de Design

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Design Gráfico? O curso atendeu às suas expectativas?

Letícia Robini: Muitas pessoas relacionam diretamente Design com a habilidade de desenhar e foi justamente este aspecto que atraiu minha atenção para este curso específico. Foi algo sugerido, na realidade, ao invés de uma ideia própria, porém o interesse cresceu em mim conforme pesquisava mais sobre os cursos. Tendo amigos que já conheciam e se interessavam pela UEMG, pude ser apresentada à universidade e meu primeiro vestibular foi para Design de Produto, no qual passei e então fiz o curso por um ano. Não me identifiquei com o curso e então realizei um segundo vestibular, desta vez para Design Gráfico.

GUIA: O curso tem um viés prático? Os alunos têm contato com atividades de extensão? Quais?

Letícia: O curso tem foco justamente na preparação do aluno para após a faculdade, de modo que ao mesmo tempo em que são ensinadas teorias, estas são rapidamente aplicadas a uma prática. A universidade conta com uma série de laboratórios de extensão, os Centros. São um modo ainda mais interessante de colocar o aluno em contato direto com a profissão do Designer, oferecendo estágios e aceitando alunos voluntários. Infelizmente, pouco se informa sobre os Centros, de modo que a maioria dos alunos passa por vários semestres sem ao menos compreender que tem a possibilidade de participar de algo que o poderia interessar.

GUIA: Os alunos têm aulas de como usar os softwares de edição (pacote Adobe) na própria faculdade ou precisam aprender fora da graduação?

Letícia: Todo o conhecimento do pacote Adobe é da responsabilidade do próprio estudante. Existem matérias optativas que ensinam acerca de HTML e CSS, porém nenhum destes softwares necessários para a profissão. As opções são a realização de um curso fora da universidade ou, como em meu caso, aprender com a própria experiência.

GUIA: Qual a diferença entre as atribuições de um designer gráfico e a de designers de produto ou de ambientes? O designer gráfico também pode atuar nessas áreas?

Letícia: O designer gráfico age como um meio de comunicação entre o cliente e seu público, utilizando seus conhecimentos gráficos para passar a mensagem desejada com sucesso. Ele não tem os conhecimentos de materiais específicos — como couro, madeira, etc — para atuar com êxito na área dos designers de produto e também não teve o preparo de um designer de ambientes para lidar com seu trabalho.

Existem áreas comuns para mais de um curso, como embalagens — algo visto em Design de Produto e Design Gráfico — ou cenografia — esta, uma vertente que se relaciona com os três cursos, mas ainda assim há uma gigantesca diferença no trabalho de um e outro e são em situações como esta que se criam parcerias entre profissionais ou estudantes de cursos diferentes.

GUIA: Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez/faz estágio? Como foi a experiência?

Há dois meses, eu responderia prontamente que iria me especializar na área de animação e arte conceitual usada para filmes, porém hoje em dia já não mais tenho tanta certeza. Atualmente faço estágio no campo editorial, trabalhando para uma editora pequena não apenas com diagramações de livros como também na criação das próprias capas. O ramo editorial me interessa muito e todo o processo da criação de um livro é algo incrivelmente interessante, não há nada como se esforçar em um determinado processo de criação de capa por tempo considerável e, então, ter a cópia física do livro que você ajudou a criar em mãos.

Para alguém que até então apenas trabalhava como freelancer em ilustração ou estagiária voluntária, o primeiro estágio é um marco e ter encontrado trabalho em um lugar que mistura livros — uma paixão desde… sempre? — com a possibilidade de exercer minha criatividade e ainda adicionando um ambiente divertido e com situações que às vezes chegam a parecer surreais faz com que seja definitivamente a experiência que mais me marcou profissionalmente.

GUIA: O que você diria para o leitor que quer fazer Design, mas não sabe ainda se essa é a profissão certa e precisa de dicas?

Letícia: Com base em minha própria experiência na transição que fiz entre Design de Produto e Design Gráfico, posso dizer a mais clichê das recomendações: pesquise. É um curso muito trabalhoso, com uma infinidade de tarefas práticas e muitas pessoas desistem por acreditar que se trata de algo fácil. Eu não pesquisei o bastante e tive que fazer um ano de um curso que não gostava. Porém a profissão certa nunca é uma certeza. Não há nada errado em mudar de curso uma vez, duas, três, até que se encontre aquilo que traga uma verdadeira satisfação profissional.

GUIA: Ah, lembrei de algo importante! Como é a recepção dos calouros no Design Gráfico? Os veteranos são legais?

Letícia: A primeira semana dos calouros na faculdade é conhecida como Semana C. Nela, professores, coordenadores e até mesmo alguns veteranos dão algumas informações e boas vindas à universidade. No mais, veteranos e calouros têm contato no andar da cantina, sendo que todos com quem conversei — fossem veteranos ou calouros — foram bem legais e simpáticos. Aqueles de anos anteriores sempre pedem depoimentos sobre professores e adoram ver o terror nos olhos dos calouros ao contar o desespero dos trabalhos finais dos semestres mais difíceis. Eu mesma posso me dizer culpada disso, hehe.

Compartilhe

Engenheiro de Alimentos é responsável por processos produtivos industriais. Conheça o curso da UFG

Malú Damázio | 23/12/2014

Você acaba de ingressar na faculdade e em um dos trabalhos do curso produz um pão de queijo com sabor de pequi, que é um fruto típico do cerrado brasileiro. Parece bem legal, né? A Izabela Milhomens também pensou assim quando ficou sabendo do projeto da amiga que fazia Engenharia de Alimentos na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Isso me encantou! Eu nunca tinha parado para pensar de onde saíam as ideias para criação de novos produtos, e isso foi o suficiente para me fazer escolher esse curso”, conta a garota, que agora é estudante do décimo e último semestre na graduação da UFG.

Mas pera aí, Engenharia de Alimentos é parecido com Gastronomia?, foi o que eu me perguntei quando comecei a ler mais sobre a carreira. Conversando com os estudantes, pude perceber que diferença entre as duas profissões é bem clara: o engenheiro estuda, desenvolve e otimiza a escala industrial de produção de alimentos, enquanto o chef de cozinha prepara refeições e cardápios para restaurantes. “O profissional atua em todo processamento de alimentos, desde a obtenção à distribuição, inclusive nos insumos que sustentam a cadeia produtiva”, explica Ítalo Ricardo, aluno do sexto semestre de Engenharia de Alimentos.

Além de criar novos produtos alimentícios, o engenheiro também é responsável pelo desenvolvimento de embalagens, maquinário, softwares envolvidos no processo produtivo. Ele também tem como atribuições as tarefas do campo de ciência e tecnologia de alimentos, no qual atua no controle de qualidade, na redução de impactos no meio ambiente e na conservação e reaproveitamento de subprodutos e resíduos agroindustriais de origem animal e vegetal.

(Imagem: Thinkstock)

Prática e estrutura do curso

Por ser uma subdivisão do campo das Engenharias, durante a faculdade o aluno terá que estudar muitas matérias da área de exatas. “A maioria dos estudantes de ensino médio tem uma noção errada sobre o curso, por pensar que ele não exige muito em relação às disciplinas de Engenharia, porém uma boa base de conhecimentos em Matemática, Física e Química é essencial para quem deseja entrar na graduação”, lembra Daisy Caires, que cursa o sétimo período. Ao todo, 60 novos alunos entram anualmente em Engenharia de Alimentos na UFG, e aulas são ofertadas no campus de Goiânia em período integral. Atualmente, ingresso na universidade é feito através do Enem.

Como o curso tem disciplinas obrigatórias tanto de manhã quanto à tarde, muitas vezes os estudantes não têm tempo para conciliar estágio e estudos, principalmente no início da graduação, mas nem por isso deixam de ter contato com atividades práticas. Joelma Damacena, do sétimo período, conta que sua experiência profissional veio das atividades na empresa júnior dos cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal e Agronomia, a Cippal Consultoria Jr. “Nela, nós realizamos consultorias nas áreas dos nossos cursos junto com a ajuda dos professores. É uma ótima oportunidade que temos de aprender a empreender!”, diz.

Joelma lembra que, devido ao enfoque acadêmico da federal, há muitos projetos de pesquisa na UFG em que os estudantes podem ingressar. “Trabalhei no laboratório da tecnologia de alimentos com o envelhecimento de cachaça, avaliando as alterações do alimento ao longo de um ano”. Há também o Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia de Alimentos, do qual Ítalo faz parte. “Trabalhei dois anos com pesquisa científica onde aprendi muito e tive meu primeiro contato com a área. Participei também como organizador do estande do PET na FFATIA 2014 (Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação) e pude vivenciar muito do que estudo no curso”, conta.

>> Leia mais sobre a carreira do engenheiro de alimentos

Além disso, o curso também oferece atividades laboratoriais, como processamento de queijo, geleias, cerveja, entre outros, e trabalhos de campo com visitas técnicas a plantas industriais na cidade. “Já visitamos indústrias de cerveja, biscoitos, café, açúcar e álcool, por exemplo. Estas visitas são essenciais, pois podemos ver em escala industrial o que aprendemos em uma planta piloto, que é infinitamente menor”, lembra Izabela. Os alunos lembram que os laboratórios da graduação da UFG ainda precisam de melhorias na infraestrutura e que nem sempre as aulas podem ser realizadas normalmente devido a falta de materiais simples. “São problemas de fácil resolução, como a falta de termômetros, e que, se solucionados, deixariam o curso mais interessante e alunos mais satisfeitos”, explica Daisy.

Mão na massa!

O mercado de trabalho do engenheiro de alimentos é amplo e não está concentrado somente em grandes cidades, como afirma Ítalo. “Boa parte das indústrias de alimentos está fora das capitais. Eu sou do interior de Goiás e próximo a minha cidade, Cezarina, há pelo menos uma dezena de empresas do setor”. Entretanto, se você pretende seguir carreira em uma multinacional, Izabela pondera que saber outras línguas e ter experiências no exterior são diferenciais na hora de conseguir um estágio.

A estudante, que também trabalhou com engenharia de processos na fábrica da Unilever, em Goiânia, fez intercâmbio para a Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos e estagiou por três meses com desenvolvimento de bebidas na sede mundial da Cargill, em Minneapolis. “Foi a maior experiência de minha vida! Era mágico ver como um produto saía do papel e ia para a prateleira dos supermercados. Ver no supermercado um produto que ajudei a criar foi uma das coisas mais gratificantes que já me aconteceram!”

Compartilhe

Engenharia de Aquicultura na UFSC tem como enfoque a produção de espécies aquáticas

Malú Damázio | 16/12/2014

(Imagem: Thinkstock)

O curso de Engenharia de Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) é um dos mais antigos do país nessa área e tem como enfoque formar profissionais capazes de administrar produções de espécies aquáticas, como peixes, crustáceos, moluscos e plantas aquáticas. A cada semestre a graduação, avaliada com 5 estrelas no Guia do Estudante 2014, recebe 40 novos alunos. O curso diurno, ministrado no campus de Florianópolis, tem ingresso pelo processo seletivo da própria universidade e duração mínima de cinco anos.

Ao longo da graduação, os estudantes estarão em contato com disciplinas que vão desde os tópicos mais teóricos, como Fundamentos em Solos, Hidrologia e Climatologia, Matemática e Ecologia de Sistemas Marinhos, até temas mais próximos da vida de um engenheiro de aquicultura. Cultivo de Moluscos, Tecnologia Pós-Despesca, Patologia de Organismos Aquáticos, entre outras matérias mais específicas, passam a fazer parte da grade curricular nos anos seguintes. Além das disciplinas laboratoriais, a graduação da UFSC tem enfoque prático, como conta Diogo Bagatin, aluno do oitavo semestre. “Além de sairmos da sala de aula para conhecer as estruturas de fazendas de cultivo parceiras, a maioria das disciplinas tem projetos e aulas práticas”.

Diogo explica que o curso não está voltado para um só tipo de nicho produtivo de organismos aquáticos. “Temos vários laboratórios, como de estudos de camarões, peixes de água doce, peixes marinhos, microalgas, moluscos…. até polvos já estamos conseguindo reproduzir em laboratório!”, revela. Mathias Pchara, estudante do nono semestre, também considera as aulas práticas como um dos pontos mais “empolgantes” da graduação. “Nós fazemos algumas saídas de campo em que visitamos produtores ou empresas da área para vermos como funciona cada etapa do que aprendemos na graduação. Há também práticas bem divertidas como fazer a despesca em tanques de peixes de água doce”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira do engenheiro de aquicultura

Mercado de trabalho

O aluno, que estagia na seção de macroalgas do laboratório de camarões marinhos da universidade, afirma que pretende ingressar no mestrado para seguir com os estudos sobre algas. Além desse campo de trabalho, um engenheiro de aquicultura também pode atuar em outras áreas de destaque, como em produção de organismos aquáticos, nutrição, melhoramento genético, gestão de negócios, processamento e beneficiamento, tratamento de efluentes, construção civil, hidráulica, patologias, qualidade de água etc. Entretanto, ao contrário do fluxo normal de trabalho que agrega as principais oportunidades em grandes centros, Diogo lembra que o mercado para o profissional está, em sua maior parte, concentrado em fazendas aquícolas no interior do país.

>> Conheça também a graduação tecnológica em Aquicultura

Mathias lembra que decidiu por Engenharia de Aquicultura ao acompanhar a experiência positiva de seu irmão mais velho, também aluno do curso da UFSC. “Depois de entrar, me encantei pela graduação. Para cultivarmos animais aquáticos precisamos aprender os diversos aspectos do funcionamento de seu organismo e isso é impressionante”. A proximidade de um amigo que cursava Aquicultura também foi o que levou Diogo a pesquisar mais sobre a carreira. Saber que se tratava de uma área de trabalho em crescimento e que traria contato direto com o meio ambiente foi decisivo para que o estudante optasse por essa graduação.

Vida de universitário

Para quem se interessa pelo campo de aquicultura, os estudantes fazem questão de ressaltar que vale a pena estudar na UFSC. “Nós temos excelentes professores que estão sempre buscando novos métodos de estudo e aprendizado”, diz Mathias. Além disso, Diogo conta que os calouros da graduação passam por dois trotes bastante divertidos: o trote ecológico e o trote sujo. “No trote ecológico, os alunos vão a algum ponto de Florianópolis, como em ilhas nas proximidades, praias, mangues, para coletar lixo. Já no trote sujo, que é voluntário, os alunos participam de uma gincana junto com calouros de outros cursos da universidade”, explica.

Compartilhe

Profissional de Relações Públicas desenvolve estratégias de comunicação para instituições. Conheça o curso da USP!

Malú Damázio | 08/12/2014

(Imagem: Thinkstock)

Você sabe o que um profissional de Relações Públicas faz? Ele desenvolve planos de comunicação para empresas, órgãos públicos e instituições do terceiro setor (ONG) tanto internamente, estabelecendo, por exemplo, um canal de diálogo entre funcionários e a corporação, quanto externamente, ao cuidar da imagem da instituição perante seus clientes. Além disso, o relações públicas (ou RP, como é chamado) também está presente em assessorias de imprensa e agências de comunicação que realizam esse tipo de serviço.

Achou interessante? Então, você vai gostar de conhecer o curso da Universidade de São Paulo (USP). Avaliada com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014, a graduação é uma habilitação da área de Comunicação Social e recebe, por ano, 50 novos alunos – 20 para o período da manhã e 30 à noite. O ingresso no curso se dá por meio do vestibular da USP, a Fuvest, e as aulas são ministradas na Escola de Comunicações e Artes (ECA), na Cidade Universitária.

A graduação é uma das mais abrangentes em Comunicação Social. Ao longo dos semestres, os estudantes têm matérias tanto do campo teórico, como semiótica, quanto de ordem técnica. Assessoria de imprensa, produção audiovisual, design de artes publicitárias e organização de eventos serão algumas disciplinas que abordarão práticas comuns do profissional no mercado de trabalho. Para Pedro Giannetti, estudante do terceiro ano de Relações Públicas, o maior diferencial do curso da USP é, no entanto, o enfoque teórico. “Essas matérias te fazem refletir, te ajudam a formular um senso crítico e também a desenvolver o seu próprio ponto de vista sobre as coisas”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira de Relações Públicas

Outro ponto levantado pelo aluno é o fato de que a USP fornece várias oportunidades de intercâmbios acadêmicos em universidades de comunicação pelo mundo todo. O curso da instituição também é uma boa pedida para quem se interessa por pesquisa acadêmica e oferece bolsas de iniciação científica e em estágios internos.

A estudante Isadora Meirelles teve muitas dúvidas antes de ingressar na graduação de Relações Públicas. Ela conta que chegou a prestar vestibular para diversas carreiras na área de humanas, mas não conseguia se decidir até ler mais sobre o curso de RP. “Tinha prestado Moda, Direito, Relações Internacionais, Economia, Administração, mas nada me agradava. Foi então que, durante uma busca pelos cursos da USP, deparei-me com o curso de Relações Públicas e me encontrei. Ele unia tudo que eu mais gostava e que eu me considerava boa: comunicação e humanidades”, lembra a aluna.

Apesar do enfoque teórico do curso, Isadora destaca que já teve diferentes oportunidades de prática em Relações Públicas por meio de estágios ao longo da graduação. Ela teve experiência na área de marketing institucional, na qual aprendeu sobre branding (formação de imagem) e estratégias institucionais de comunicação. “Agora, trabalho em uma instituição do terceiro setor com enfoque em pesquisa e me visualizo trilhando a vida acadêmica”, diz. A aluna ainda enfatiza que, apesar de vasto, o campo de RP se concentra principalmente nas grandes capitais brasileiras.

“Não temos nenhum tipo de laboratório, o que pra mim é um grave defeito no curso. Porém, você pode contornar isso se envolvendo nas entidades estudantis, como a Agência Junior dos cursos de Relações Públicas, Publicidade e Turismo, ou até em atividades outas áreas da comunicação e das artes”, explica Pedro. Entretanto, o estudante conta que a vivência prática aparece com maior força nos últimos três semestres da graduação. Neles, os alunos se envolvem em um grande projeto em que criam a própria agência do zero e desenvolvem um plano de comunicação aplicado a uma empresa, agência ou ONG já existente.

 

Palavra de Estudante

Isadora Meirelles: “Sabe se relacionar e tem ideias criativas para executar uma ideia e fazer com que outros a entendam? Você está na profissão certa. Tem que ter muito jogo de cintura para lidar com situações de crise e apresentar soluções práticas para problemas aparentemente complexos. Isso é ser RP.”

Pedro Giannetti: “A recepção do calouro de Relações Públicas é incrível. Tenho certeza que todo mundo que já fez ECA lembra como se fosse ontem da sua entrada na universidade. Os veteranos são animados, brincam, fazem piadas mas também te ajudam e dão dicas, se for o caso. Mas o mais importante, te tratam com muito respeito e carinho. Me senti “parte da família” desde quando os veteranos vieram me caçar no Facebook para me adicionar no grupo da sala. Para os calouros da ECA, temos a Semana dos Bixos, uma semana de recepção com várias atividades, gincanas, churrasco e festa organizadas pelo veteranos. Entre os RPs, temos o famoso “Churrasco de RP’, organizado pelos veteranos e totalmente sem custo para os bixos. É tradição que os veteranos tenham que pagar.”

 

Compartilhe