Guia do Estudante

Curso de Odontologia da UFAM tem formação social e humanística. Saiba mais!

Malú Damázio | 26/09/2014

86487962 (Imagem: Thinkstock)

As profissões da área da saúde têm atuação voltada, na maioria das vezes, ao atendimento da população local. No curso de Odontologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por exemplo, além dos estágios na própria clínica da faculdade e em unidades básicas de saúde do SUS, os alunos também desenvolvem programas de extensão universitária e passam um período em cidades no interior do estado, onde oferecem tratamento odontológico a comunidades carentes. A Faculdade de Odontologia da UFAM existe desde 1966 no campus de Manaus e oferece 42 vagas anualmente. O curso, avaliado com 5 estrelas no Guia do Estudante GE 2014, tem duração de cinco anos. O ingresso na graduação é feito por meio do Enem e também pelo Processo Seletivo Contínuo, avaliação seriada da própria universidade. Para cada uma das modalidades são distribuídas 50% das vagas.

Leia mais sobre a carreira de Odontologia na Guia de Profissões do GE

O mercado de trabalho em Odontologia é bastante amplo. O profissional pode atuar tanto no campo de promoção e prevenção da saúde bucal, quanto na área de tratamento e reabilitação do paciente. Aluna do oitavo semestre da UFAM, Jacqueline Costa explica que o trabalho do dentista vai muito além da estética. “Antes de entrar no curso, eu imaginava que nós cuidaríamos apenas do sorriso e dos dentes em si, mas nós também diagnosticamos, tratamos e prevenimos as patologias bucais e, com isso, devolvemos ao paciente autoestima e dignidade. Vivenciar a transformação das pessoas, não somente no rosto, mas no ego, é indescritível”, conta.

A vontade de ajudar as pessoas foi o que motivou Brendo Loureiro, estudante do quarto período, a fazer Odontologia. Na hora de escolher a profissão, Brendo ficou dividido, porque pensava em ser médico. Mas o estudante garante que fez a escolha certa. “Estou feliz com a carreira porque é um curso apaixonante, muito humanístico e agradável. Tenho também a oportunidade de atender à população carente, que é o grupo mais comum de pacientes na nossa clínica odontológica”.

Estrutura do curso

Durante os três primeiros períodos, os alunos estudam disciplinas teóricas, como Biologia Celular, Genética e Bioquímica. As matérias que se debruçam sobre áreas específicas da Odontologia começam a aparecer já no segundo ano da graduação, quando os estudantes começam a atender pacientes na clínica odontológica. A partir daí, diagnóstico de doenças, extrações, biópsias e tratamento dentário passam a fazer parte da vida universitária, mas a maior parte dos procedimentos cirúrgicos, principalmente os mais complexos, só será realizada a partir do oitavo período.

Jacqueline relata que a clínica e os laboratórios da faculdade têm ótima estrutura física, mas enfrentam algumas dificuldades comuns às universidades públicas: os materiais de estudo, como peças anatômicas, cadáveres e lâminas histológicas nem sempre estão em bom estado de conservação. Porém, a estudante faz questão de ressaltar que o aprendizado não é comprometido, já que os atendimentos são feitos com supervisão de bons professores e os alunos são bastante determinados.

Gerson Neto, estudante do oitavo período, conta que o curso da UFAM tem um viés mais humanista e social, além de não se enfocar em alguma área específica da Odontologia. “O atendimento a pessoas carentes faz parte do nosso dia-a-dia. As pessoas que procuram a clínica universitária o fazem por não ter condições de arcar com os custos de um tratamento particular. A UFAM também tem atividades extracurriculares em que nós atendemos em clínicas de reabilitação, comunidades interioranas, participamos de tratamentos oncológicos e outros serviços desse tipo para populações mais pobres”.

Lado artístico

Ao contrário de Brendo e Jacqueline, Gerson se interessou pela Odontologia por um motivo um tanto inusitado: a capacidade da profissão de desenvolver o lado artístico (!). Isso mesmo, além de ter atuação direta no campo da saúde, a profissão também permite que a pessoa imponha um senso estético no desenvolvimento de próteses dentárias, como explica o estudante. “Nós trabalhamos diretamente com escultura, escalas de cores e outros elementos puramente artísticos na confecção das próteses”, afirma.

Animado, Gerson conta que, desde criança, flerta com música, pintura e outras formas de arte. “A Odontologia veio pra ser mais a mais importante!”. Ele garante que, para ser dentista, não é necessário ter habilidade manual prévia. Na própria faculdade os alunos passam por uma disciplina em que aprendem a esculpir dentes em blocos de cera. “Se pegarem o primeiro e o último dente que esculpi irão pensar que o primeiro foi feito com os pés!”, brinca.

Custeio

Para estudar e ser um profissional da saúde bucal é preciso também comprar materiais individuais de atendimento, como brocas e espelhos. Muitas vezes, os equipamentos são caros e nem todas as pessoas têm condições financeiras de bancá-los. Mas não se desanime! O governo do Amazonas oferece um programa de custeio dos instrumentos de Odontologia para alunos que não conseguem financiar a infraestrutura de estudo. São R$15 mil reais por estudante para serem gastos ao longo da graduação. Após formado, o profissional retorna o dinheiro ao estado em parcelas pequenas.

Brendo se inscreveu na iniciativa e diz que vai custear boa parte de seus instrumentais ao longo da graduação por meio dessa ajuda. “Talvez o aluno indeciso fique desanimado quando souber que o curso é tão caro mesmo sendo em uma universidade pública. No início fiquei triste, pois gastaria em torno de R$10 mil só com instrumentais durante a graduação, sem a certeza de que serei bem sucedido profissionalmente. Mas agora sou feliz com a Odontologia e sei que conseguirei alcançar meus objetivos pessoais e profissionais!”

Compartilhe

Curso de Geologia da UFRJ acabou de receber fósseis de 55 milhões de anos. Saiba mais sobre ele

Malú Damázio | 24/09/2014

geolgoia
Imagem: Thinkstock

Você curte a ideia de trabalhar como paleontólogo, mas não sabe direito que caminho deve fazer para chegar lá? O curso de Geologia da UFRJ pode ser uma boa opção. A faculdade recebeu, neste mês, fósseis de animais pré-históricos que viveram há 55 milhões de anos em Itaboraí, no interior do Rio de Janeiro. A paleontologia é uma das áreas estudadas no curso, que é voltado, principalmente, para a formação de profissionais que atuem na indústria do petróleo. A graduação é oferecida no Instituto de Geociências, que fica no campus Ilha do Fundão, na capital fluminense, e recebe 30 novos estudantes a cada ano.

Os dois primeiros anos da graduação são parte do ciclo básico, em que as aulas são ministradas junto com outros cursos do Instituto de Geociências: Meteorologia, Astronomia e Bacharelado em Ciências Matemáticas da Terra. Disciplinas como cálculo, química e física e matérias base da Geologia, como geologia geral, mineralogia e geomorfologia, são parte dos anos iniciais. Paleontologia, geoestatística, exploração mineral e avaliação de jazidas são algumas disciplinas mais específicas estudadas no fim do curso. A grade completa pode ser acessada no site da faculdade.

Hoje, o campo de trabalho do geólogo gira em torno, principalmente, do petróleo e das reservas de pré-sal. Mas áreas como mineração, mapeamento geológico, geotecnia, geologia de engenharia – que estuda solos, impactos e precauções para a construção de estradas, túneis e barragens, além de prevenção contra desastres naturais – também têm demanda crescente. A aluna do quarto semestre Beatriz Caetano explica que a graduação na UFRJ é bastante diversificada, “com pesquisas nas principais áreas geológicas e laboratórios em todos os temas”.

Beatriz começou a se interessar por Geologia ainda no ensino fundamental, quando um professor comentou sobre perfuração de poços para prospecção de petróleo. “A partir disso fui pesquisar na internet e conversar com um amigo que cursava Geologia na UFRJ. Aí, senti que aquela profissão era o que eu deveria fazer e desde então sou apaixonada pelo curso”. Já a estudante do sexto semestre Lorena Martins percebeu que gostava mesmo de Geologia ao fazer as matérias do ciclo básico do curso. Lorena era aluna de Bacharelado em Ciências Matemáticas da Terra e logo pediu transferência quando percebeu quais os campos de estudo da Geologia. Animada, a estudante diz que não tem o que reclamar da atual graduação. “O curso é muito bom e foi além do que eu esperava. Era o que eu realmente queria fazer!”

Estágios de campo

Com tantas matérias teóricas, não pense que a prática só vem nos anos finais do curso! Os estudantes já realizam seu primeiro estágio de campo logo no período inicial, quando passam 15 dias na cidade mineira de São João del Rei para mapeamento geológico da região. Para Beatriz, uma das principais vantagens da graduação da UFRJ é que ela oferece a maior carga horária de estudos de campo de todas as universidades do país.  Além da experiência em Minas Gerais, a estudante também já participou de um estágio de campo em Ponta Grossa, no Paraná, para estudar a bacia sedimentar do estado.

“No Paraná a gente verifica que o Brasil era colado na África. Descobrimos isso através de fósseis, de rochas formadas em períodos glaciais, outras que registraram o maior deserto do planeta, e aquelas que representam o maior vulcanismo basáltico da história da Terra, do período quando o Brasil começou a se separar do continente africano”, conta. Nos campos, os alunos começam a estudar o passado geológico das áreas de manhã bem cedinho e só voltam no fim da tarde, quando já está escurecendo.

Mas Lorena faz questão de ressaltar que, por mais que sejam trabalhosos, esses passeios também são bastante animados. “À noite o pessoal sai junto pra jantar e acaba sendo muito legal!”. “Os campos são muito divertidos, todo mundo fica bem próximo e sempre temos boas histórias”, lembra Beatriz. “Nesse campo do Paraná, encontramos uma turma de Geologia da UERJ e marcamos de sair à noite. Virou uma festa e uniu ainda mais os estudantes das duas universidades”, revela.

Estudo de fósseis

Os já mencionados fragmentos de ossos encontrados em Itaboraí já estão nos laboratórios do departamento de Geologia da UFRJ para serem estudados por alunos e docentes. Segundo a paleontóloga Lílian Bergqvist, professora da universidade, a próxima etapa é a preparação dos macrofósseis, que analisa como eles podem ser melhor expostos nas rochas encontradas – ou se serão removidos delas. “Assim, eles serão identificados, medidos, fotografados e comparados com o material anteriormente coletado na Bacia de Itaboraí”, explica.

“No estudo de fósseis, vemos como eles estão na rocha e onde são encontrados. Em uma análise mais aprofundada, podemos saber como foi o processo de fossilização”, completa Lorena. Além da disciplina de paleontologia, o departamento também oferece um curso de férias para estudar as bacias do Araripe e do Parnaíba, no nordeste brasileiro. Lorena escolheu fazer as aulas nas férias e conta que a viagem de estudos foi uma das melhores experiências na Geologia. “A bacia do Araripe é uma das bacias mais ricas no conteúdo fossilífero do mundo e lá nós visitamos a Serra da Capivara, o Museu do Homem e procuramos fósseis em vários pontos da bacia”. Através do registro fossilífero e do ambiente é possível associar a rocha a uma idade ou época. Esse estudo paleontológico, lembra a estudante, é extremamente necessário para a indústria do petróleo.

Vida de universitário

A recepção dos calouros de Geologia da UFRJ costuma ser bem tranquila, como comenta Beatriz. “É bem ‘light’ e o trote é proibido, mas a gente compensa com atividades como palestras sobre as principais áreas de mercado e uma trilha leve na pista Claudio Coutinho, na Urca”. Os novos estudantes ainda visitam o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, e o Serviço Geológico do Brasil, com sede na Urca. A aluna reforça que os veteranos foram bastante receptivos e alguns se tornaram amigos porque são monitores nos estágios de campo e estão sempre em contato com os calouros.

Tanto Beatriz quanto Lorena fazem parte da empresa júnior de Geologia da UFRJ, a Xisto Jr. Beatriz, que é Diretora de Projetos, conta que, além de aprender a realizar trabalhos na área e estar em contato com as demandas do mercado, a experiência de estar em uma empresa gerida por estudantes é essencial para saber mais sobre o campo administrativo. “Desde que entrei aprendi bastante sobre empreendedorismo, administração de empresas e de projetos. A Xisto Jr. aumentou bastante nossa rede de contatos com empresas do ramo de Geologia”, comenta. A empresa também oferece palestras e visitas ao Museu da Geodiversidade, no Rio de Janeiro, voltadas a estudantes do ensino médio interessados em fazer Geologia.

Sobre os planos para o mercado de trabalho, Beatriz revela que se voluntariou recentemente para uma iniciação científica na área de mineralogia, parte de um projeto internacional do Ocean Drilling Program (programa de perfuração oceânica), na região do mar das Filipinas, no Japão. A estudante afirma que tem planos de se aprofundar na pesquisa mineral e viajar até o local do programa. “Se eu conseguir bolsa e ficar no projeto até o final do curso quem sabe?”, brinca. Sem arrependimentos, Lorena diz que se encontrou como geóloga. “Eu considero Geologia o curso mais fora da rotina que existe na UFRJ! Nós aprendemos teoria e pratica ao mesmo tempo e viajamos conhecendo o Brasil inteiro!”.

Compartilhe

Plataforma de cursos online firma parceria com USP e Unicamp para oferecer aulas em português

Carolina Vellei | 17/09/2014

Boa notícia para quem quer fazer cursos online de qualidade, mas não está com o inglês tão afiado assim: duas das melhores universidades do Brasil, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), viraram parceiras da plataforma educacional Coursera para oferecer cursos em português. O Coursera foi criado por universidades norte-americanas de ponta e hoje reúne mais de 80 instituições de grande relevância mundial. Há cursos gratuitos em diversas áreas do conhecimento, todos online.

- LEIA TAMBÉM: Cursos online de graça nas melhores universidades do Brasil

O Brasil é o 5º maior público do Coursera. (Imagem: Divulgação)

O Brasil é o 5º maior público do Coursera. (Imagem: Divulgação)

É a primeira vez que a plataforma firma parceria com universidades da América Latina. O objetivo é oferecer, a partir de 2015, cursos com professores da USP e da Unicamp em áreas de alta demanda do público brasileiro, com temas que variam de empreendedorismo a finanças. Segundo o Coursera, o Brasil já representa a quinta maior base de usuários da plataforma (atrás apenas dos Estados Unidos, Índia, China e Reino Unido).

Legendas em português

Além da parceria com as duas instituições, a Fundação Lemann também irá aumentar os esforços para traduzir e legendar cursos estrangeiros e torná-los disponíveis em português. Por meio da colaboração de voluntários da Comunidade Global de Tradutores do Coursera, a Fundação pretende triplicar o número de aulas disponíveis com legendas em português, até o final do ano.

No site da plataforma de cursos já é possível encontrar algumas aulas traduzidas. E olha só que legal: a maioria terá turmas disponíveis para início nos próximos meses (a partir do final de setembro até o início de 2015).

Confira alguns deles:

- Introdução à Lógica – Universidade de Stanford

- Introdução ao Pensamento Matemático – Universidade de Stanford

- Introdução às Finanças – Universidade de Michigan

- Veja a lista completa no site do Coursera.

Treinar o inglês

Para quem já conhece o idioma inglês, a variedade de cursos é muito maior (temas como biologia, ciências sociais, educação, design, artes, saúde, humanidades…). Se você está começando a estudar, vale a pena escolher um curso que é do seu interesse e usar as aulas como treino, pois é possível colocar legendas em inglês. Fica aí a dica para quem quer aperfeiçoar a língua!

Compartilhe

Os melhores cursos de Gastronomia do Brasil

Amanda Previdelli | 12/09/2014

gastronomia-post-melhores

Gastronomia são as técnicas empregadas na preparação de alimentos e bebidas na gestão de restaurantes.

O profissional domina temas como segurança alimentar, planejamento e produção de cardápios. Atua em restaurantes, hotéis, lanchonetes, bufês, hospitais ou companhias aáreas. Pode se especializar em confeitaria, panificação ou em uma culinária específica, como japonesa, francesa ou italiana. Supervisiona o funcionamento da cozinha, treina o pessoal, cuida da tabela de preços, negocia com fornecedores e desenvolve estratégias de marketing.

Existem poucos cursos de bacharelado nessa área no Brasil. Desde o primeiro ano, eles mesclam matérias práticas com teóricas. Na parte teórica, os destaques ficam para história da gastronomia, bioquímica, microbiologia e segurança dos alimentos, funcionamento de restaurantes, desenvolvimento de pessoal e higiene, além de sociologia, matemática, estatística, psicologia, direito, legislação aplicada e gestão financeira.

A prática é recheada de disciplinas como coquetéis e drinques, panificação, sobremeses, confeitaria, cozinhas brasileira e internacional, arte em frutas e legumes, enologia, café da manhã e serviço de quarto e cozinha alternativa. Em alguns cursos fazem parte do currículo aulas de inglês, espanhol e francês instrumentais.

Gostou de gastronomia? Confira os melhores cursos bacharelado:

 

Faculdade Estrelas
(SC) Balneário Camboriú – Univali ★★★★
(PE) Recife – UFRPE ★★★
(SC) Florianópolis – Facs. Assesc. ★★★

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

* Confira como fazemos a avaliação

Compartilhe

Cinco estrelas: Saiba mais sobre o curso de Fisioterapia da UEL

Carolina Vellei | 09/09/2014

A Fisioterapia é uma das carreiras mais promissoras até 2020, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento de Trabalho nos Estados Unidos. Isso porque a incidência de doenças causadas pela vida moderna nas grandes cidades está crescendo exponencialmente. Problemas na coluna devido à má postura e lesões por esforço repetitivo (alô, tendinite!) são bons exemplos. Para saber mais sobre o curso de Fisioterapia, conversamos com estudantes de uma das melhores instituições classificadas pelo Guia do Estudante: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná.

- Conheça a carreira de Fisioterapia na Guia de Profissões do GE

- Veja as carreiras mais promissoras até 2020

O mercado para o fisioterapeuta é bem extenso. Uma das áreas que também estão em expansão é a dos esportes, na qual o estudante Jonas Pires, do terceiro ano do curso da UEL, sonha em trabalhar. “Minha vida foi praticar esporte. Joguei futebol dos 7 aos 18. Quase me profissionalizei, mas me machuquei e decidi juntar a minha paixão pela área da saúde com o esporte. Escolhi Fisioterapia porque fui paciente e também gostava da ideologia da profissão, mas não gostei da forma como fui atendido. Sabia que a Fisioterapia poderia ser muito mais do que aquilo”, diz Jonas.

A vontade de ajudar as pessoas da melhor maneira também foi uma das coisas que atraiu a jovem Daniela Andrade, que está no primeiro ano do curso. “Enxerguei na Fisioterapia o caminho ideal para fazer o bem ao próximo. Ver uma pessoa sair do consultório muito melhor do que quando entrou por sua causa não tem preço”, conta. Ela escolheu a UEL por morar perto de Londrina e por causa da boa avaliação do ensino na instituição. A infraestrutura oferecida, como o fato de os alunos receberem treinamento dentro de um Hospital Universitário próprio, também contou muito a seu favor.

fisioterapia

Estrutura do curso

O curso na UEL é integral, com duração de 4 anos. São oferecidas 60 vagas por ano. Para entrar, o estudante precisa prestar um vestibular com duas fases, todas com provas na cidade de Londrina, no Paraná.

A estrutura de laboratórios da instituição é bem completa. Os alunos têm acesso a laboratórios de Anatomia, Histologia, Biotecnologia, Genética, Biofísica, entre outros. A lista completa pode ser conferida no site da UEL. Segundo Daniela, os laboratórios são bons, mas como acontece em muitas universidades públicas, os cadáveres nem sempre estão em bom estado de conservação. “São cadáveres antigos, então algumas estruturas muitas vezes ficam impossíveis de visualizar, mas o professor não deixa nada passar, ele sempre dá um jeito de vermos tudo, é ótimo”, comenta a estudante.

Sim, uma das características das aulas do setor da Saúde é o estudo do corpo humano com o uso de cadáveres. Mas calma! Quem tinha medo no começo se acostuma aos poucos, de acordo com Daniela. Ela conta como foi a adaptação: “No início, a reação é a mesma: ‘Nossa, nós somos assim?’ Mas é uma questão de costume; hoje, é como se estivéssemos entrando em qualquer outra sala de aula”.

No primeiro ano, os estudantes têm aulas mais ligadas aos conceitos teóricos da biologia: Anatomia, Patologia, Imunologia, Histologia, Microbiologia e noções gerais de Fisioterapia. No segundo e terceiro anos, a prática clínica é intercalada com os estudos teóricos e, no quarto ano, o estágio obrigatório supervisionado ocupa toda a grade de matérias.

Recepção dos calouros

Nos primeiros dias de aula, os estudantes veteranos de Fisioterapia organizam atividades especiais para recepcionar os novatos. Jonas já participou da organização duas vezes e conta como é: “A minha primeira vez como calouro foi mais tranquila do que eu imaginava. No primeiro dia participamos de algumas apresentações em grupo com todos os cursos da saúde e depois os veterano de cada curso levam os calouros para uma sala de apresentações, onde eles mostram os projetos extracurriculares da faculdade, como a atlética, o centro acadêmico, a empresa júnior, entre outros”, diz. A caloura Daniela diz que “as brincadeiras do trote a gente leva na esportiva. Uma das partes mais úteis foi a do ‘ritual’ de sorteio entre nós para fazer a passagem de textos xerocados”, comenta a estudante. A quantidade de leituras é grande e, dessa forma, os novos alunos conseguem economizar uma boa grana.

Para quem está interessado em estudar na UEL, Daniela aconselha: “Disciplina é fundamental, tanto para entrar na UEL quanto para sair dela. Vale entender que a graduação não é a sua vida e por causa dela deve-se trocar tudo. Ela é um complemento – essencial, por sinal. Manter a cabeça no lugar, praticar um esporte, ter um hobby são coisas indispensáveis, além de separar umas horinhas para o estudo e revisão. Não é preciso se apavorar: se tiver os pés no chão e disposição qualquer um chega longe, pois oportunidades não vão faltar!”.

Para saber mais sobre o curso de Fisioterapia da UEL e sobre a estrutura da universidade, acesse o site da instituição.

Compartilhe