Guia do Estudante

Curso de Biomedicina da UFPA dá destaque ao estudo de genética e análises clínicas

Malú Damázio | 24/02/2015

(Imagem: Thinkstock)

Curte a área de Biológicas e ainda não sabe ao certo o que escolher? Que tal conhecer um pouco mais o curso de Biomedicina? O biomédico é responsável, entre outras coisas, por colher análises clínicas, pesquisar sobre possíveis doenças e disponibilizar os resultados para que o médico possa interpretar e diagnosticar os pacientes. Como um profissional da área da saúde com atuação principalmente ligada à pesquisa, ele também pode exercer carreira em diversos campos, como genética humana, diagnóstico por imagem, análises de composição de alimentos e do meio ambiente.

Certas especializações permitem inclusive que o biomédico tenha um contato mais direto com o paciente: estética, acupuntura e circulação extracorpórea – um procedimento que faz com que as funções de pulmões e coração sejam executadas por aparelhos para preservar os órgãos durante operações complexas – são algumas delas. O trabalho em conjunto com profissionais de outras áreas da saúde faz com que a carreira de Biomedicina seja também multidisciplinar.

Para saber mais sobre como é estudar Biomedicina, conversamos com alunas do curso da Universidade Federal do Pará (UFPA), avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A graduação, que é ministrada em horário integral no campus de Belém, recebe 45 alunos anualmente. Manuela Genu, que acabou de apresentar seu Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade, explica que decidiu pela carreira a partir do seu interesse em genética – ramo, inclusive, de sua pesquisa sobre uma síndrome do espectro autista, chamada X-Frágil. Ela conta que agora, depois de formada, pretende continuar seus estudos sobre Genética Humana e Médica e lembra que suas expectativas quanto ao curso foram correspondidas: “foi amor a primeira vista!”

A possibilidade de desenvolver pesquisas científicas e trabalhar em laboratórios também foi o que atraiu Keyla Sá, aluna do sétimo semestre, para Biomedicina. Keyla conta que o curso da UFPA tem enfoque em biologia molecular e análises clínicas, mas que também contempla outras áreas da profissão. Ao longo dos três primeiros períodos, os estudantes terão contato com disciplinas iniciais, como Biologia Celular, Bioquímica e Evolução, e depois verão também conteúdos mais especializados e voltados para as habilitações do curso, como Fisiologia, Hematologia, Epidemiologia, Imagenologia e Farmacologia. As estudantes também garantem que a universidade oferece boa infraestrutura, laboratórios bem equipados e um ótimo quadro de docentes.

Para quem está ansioso para por logo a mão na massa, Keyla lembra que o curso da federal do Pará prevê em sua grade curricular uma matéria chamada Estágio Rotatório já a partir do segundo semestre. “Nela, o aluno terá a possibilidade de fazer um estágio nos laboratórios da UFPA e poderá aprender na prática tudo o que foi ministrado nas matérias. O curso é integral, mas não significa que você vai ficar o dia todo na sala de aula”, explica. “Durante esse período, o graduando aprende novas técnicas laboratoriais, novas linhas de pesquisa e no final passa por um método avaliativo determinado pelo orientador do laboratório, a fim de avaliar a experiência do aluno”, completa Manuela.

>> Leia mais sobre a carreira de Biomedicina

Ir atrás das áreas e conteúdos que te interessam em Biomedicina ao longo do curso é essencial. As alunas destacam que a universidade oferece estágios em diversos laboratórios com estudos especializados em diferentes campos da carreira, além de monitorias em disciplinas. “Eu faço estágio desde o primeiro semestre e a minha experiência sempre foi ótima! É a melhor forma de conhecer o campo de atuação e adquirir experiência”, pontua Keyla. Manuela também estagiou em dois laboratórios de Genética da UFPA, foi monitora de Hematologia e se fixou no Laboratório de Erros Inatos do Metabolismo (LEIM), onde continua seus estudos. “Pude aprender muitas práticas laboratoriais, novos conhecimentos não adquiridos em sala de aula, além de ter contato com diversos pesquisadores do âmbito nacional e internacional. Experiências únicas!”, conta.

“Durante a minha graduação participei de um projeto chamado de “Sala de espera”, em que apresentei palestras rápidas sobre algumas doenças na sala de espera de um Hospital universitário da UFPA. Experiência muito boa, pois é ótimo perceber que podemos cessar dúvidas sobre assuntos que pareciam ser tão banais para a gente”, lembra a estudante, que também teve a oportunidade de acompanhar e participar do trabalho em um grande laboratório particular de Biomedicina no Rio de Janeiro. “No DLE/RJ pude ver uma realidade totalmente diferente. Profissionais bastante dedicados, e com toda estrutura de trabalho de alta qualidade, podendo liberar resultados de forma rápida e correta”, acrescenta.

Biomedicina ou Medicina?

Se você gostou da carreira de Biomedicina, que tal falar com outros profissionais da área sobre o curso? Mas, se você vê a profissão como uma alternativa à Medicina, lembre-se que os campos de atuação são bastante distintos. A gente explica: apesar de trabalharem em conjunto, ao contrário da maioria das habilitações do biomédico, o médico atua diretamente com o paciente para o diagnóstico e a profilaxia das enfermidades. “O médico pede os exames clínicos e laboratoriais; o biomédico colhe, analisa e fornece os dados e o médico interpreta qual o caráter clínico do paciente. Afinal, qualquer erro na análise do sangue, por exemplo, pode mascarar alguma doença terminal”, ressalta Manuela.

Além disso, como comentamos, existem, sim, habilitações em que o biomédico pode sair um pouco da área da pesquisa e lidar com o paciente. Mas, ainda assim, ele não está autorizado a fazer procedimentos invasivos, como cirurgias, nem a receitar remédios – essas são competências do médico. Então, tenha em vista que as duas profissões se complementam, mas ocupam nichos diferentes no mercado de trabalho.

Palavra de Estudante

Keyla Sá: “A recepção no início do ano é sempre muito calorosa, os veteranos adoram receber os calouros. Sempre é feita a semana do calouro da Biomedicina, onde os veteranos e os professores apresentam o curso, a faculdade de Biomedicina e a UFPA. São feitas palestras sobre as habilitações, visitas em laboratórios e algumas dinâmicas em grupo para que os calouros possam conhecer um pouquinho do que os espera.”

Manuela Genu: “Para os que vêm de longe, a UFPA possui programas de moradia, além de muitas casas de alunos que são formadas paralelamente, basta dar uma olhadinha nos avisos dos corredores da faculdade. Também há programas de ajuda de custo para aqueles que têm baixa renda. A UFPA possui dois Restaurantes Universitários em que o aluno paga somente R$1,00 para almoçar ou jantar e também fornece um ônibus circular dentro da universidade.”

 

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Onde estão os melhores cursos de Direito do Brasil

Tati de Assis | 20/02/2015

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Têmis: deusa grega da justiça. Imagem: Morgue File

O Direito é a base para nossa organização em sociedade. É a ciência que cuida da aplicação das normas jurídicas vigente em um país, e, consequentemente, organiza as relações entre grupos e indivíduos.

O profissional formado em Direito pode atuar em vários campos. Pode ser um advogado e, conforme o caso que for defender, mergulhar em histórias diferentes. Se você se identifica com esta área, um aviso: você vai precisar prestar o exame da OAB. A prova é puxada, mas se você estudar, não tem erro: passa de primeira.

Você também pode ser juiz, delegado e promotor. A carreira jurídica envolve funções em que o profissional deve resolver conflitos com base no que está estabelecido pela Constituição e regulamentado em leis. Esta opção necessita de dois anos de inscrição na OAB como advogado e a seleção em concursos públicos.

O curso de Direito tem 5 anos de duração. Os primeiros anos são teóricos e têm aulas  de português, sociologia, teoria do estado e da economia, além de matérias específicas, como: Direito Civil, Constitucional, Penal e Comercial. Nos últimos períodos, os trabalhos práticos aparecem. Nesta graduação, é essencial que você faça estágio supervisionado e monografia para conclusão de curso.

Gostou do curso? Confira abaixo as melhores instituições para fazer o curso, segundo a avaliação do Guia do Estudante:

 

Faculdade Estrelas
(AM) Manaus – UEA ★★★★★
(CE) Fortaleza – UFC ★★★★★
(DF) Brasília – UNB ★★★★★
(DF) Brasília – UniCEUB ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(MG) Juiz de Fora – UFJF ★★★★★
(PA) Belém – UFPA ★★★★★
(PE) Recife – UFPE ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – FGV ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – Uerj ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RN) Natal – UFRN ★★★★★
(RS) Porto Alegre – PUCRS ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RS) Rio Grande –  Furg ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – PUC-Campinas ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – Direito GV ★★★★★
(SP) São Paulo – Mackenzie ★★★★★
(SP) São Paulo – USP

★★★★★

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Dicas para quem quer ser engenheiro civil

Tati de Assis | 18/02/2015

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A Engenharia Civil é uma profissão-chave no desenvolvimento da humanidade. Sem ela, não teríamos casas, pontes, viadutos, estradas e barragens. Se atualmente você reclama do trânsito, imagine como seria difícil ir e voltar da escola em uma estrada sem asfalto, construída sem nenhum planejamento.

Além de gerenciar e executar obras, o engenheiro civil também especifica as redes de instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento de um edifício. Outra área de atuação é a supervisão de equipes de trabalho, controle de custos, prazos e padrões de qualidade e de segurança.

Na faculdade, o curso exige bastante dos estudantes. Nos primeiros semestres, figuram disciplinas de ciências exatas e muita prática em laboratório. Depois, nos três anos finais, o aluno cursa disciplinas ligadas às áreas de especialização que escolheu: estruturas, construção civil, hidráulica e saneamentos, transportes ou geotécnica.

Ficou interessado? Veja abaixo as melhores faculdades para você fazer a graduação em Engenharia Civil. Em média, o curso tem cinco anos de duração. Ainda está em dúvida? Que tal ir em uma obra e conversar com o engenheiro? É um boa oportunidade para conhecer o cotidiano do profissional e tirar dúvidas.

 

Faculdade Estrelas
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(SP) Ilha Solteira – Unesp ★★★★★
(SP) São Carlos – UFScar ★★★★★
(SP) São Carlos – USP ★★★★★
(SP) São José dos Campos – ITA*Engenharia Civil Aeronáutica ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★

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Curso de Engenharia de Produção da UFRGS incentiva o empreendedorismo

Malú Damázio | 17/02/2015

Se você pensa em fazer Engenharia de Produção, provavelmente, já pesquisou e descobriu que o curso, além de envolver o ciclo básico da Engenharia, também tem muitas matérias de humanidades, economia e da área de Administração. O engenheiro de produção é responsável por gerenciar os recursos materiais, financeiros e humanos de uma empresa visando aumentar sua produtividade. Sua função se assemelha muito a do administrador, mas a base de estudo em Engenharia faz com que esse profissional tenha conhecimento aprofundado sobre o mecanismo industrial. Por ter uma formação diversa, o engenheiro também pode atuar em outros campos além da indústria como, por exemplo, em consultorias, com a organização de planos de carreira, em gestão de qualidade, no varejo e na área de economia empresarial.

Hoje vamos conhecer o curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A cada semestre, 36 novos alunos ingressam na graduação integral da UFRGS, que, assim como as demais Engenharias, tem duração mínima de cinco anos. A entrada na universidade se dá através do Sisu. Para os estudantes de baixa renda, a federal oferece apoio à permanência estudantil, com auxílios desde moradia, subsídio para transporte e material escolar, e alimentação no Restaurante Universitário – que custa só R$1,30 para qualquer aluno!

(Imagem: Thinkstock)

Ao longo do curso, os estudantes estarão em contato com disciplinas das áreas exatas e sociais aplicadas. Mecânica, Álgebra Linear, Programação Computacional, Física e Desenho Técnico são algumas das matérias vistas no início do curso. No entanto, as temáticas mais aplicáveis, como Economia dos Transportes, Engenharia de Tráfego, Ergonomia, Sociologia, Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho e Custos da Produção também serão estudados pelo aluno do curso da UFRGS, após o fim do ciclo básico da Engenharia. A grade curricular completa pode ser acessada aqui.

Para saber mais sobre a graduação da federal do Rio Grande do Sul, conversamos com a estudante do sétimo semestre Cristhine Borges. Ela conta que o enfoque do curso da UFRGS é o empreendedorismo e lembra também que os alunos podem se especializar em diversas áreas de atuação estudadas ao longo da faculdade. Para quem pensa em seguir carreira em Engenharia de Produção, mas ainda está indeciso, Cristhine reforça que a universidade oferece anualmente, em maio, a feira de profissões Portas Abertas. “É a oportunidade das pessoas experimentarem um pouco do curso e tirarem todas as suas dúvidas possíveis. A gente só tem certeza da profissão que queremos quando a vivenciamos um pouco mais”, destaca.

>> Saiba mais sobre a carreira de Engenharia de Produção

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Engenharia de Produção? O curso atendeu às suas expectativas?

Cristhine Borges: Quando eu estava no ensino médio, as opções de curso que eu cogitava variavam desde licenciatura em Física até Direito, ou seja, eu gostava das matérias de humanas, porém também sempre fui apaixonada pelas exatas. Dessa forma, resolvi pesquisar sobre cada curso que a UFRGS oferecia, a fim de encontrar o curso que fosse a minha cara e que convergisse entre humanas e exatas. Assim conheci a Engenharia de Produção, que vem até hoje superando minhas expectativas.

GUIA: Como é o curso da UFRGS? A grade curricular tem enfoque em alguma área de atuação?

Cristhine: O curso de Engenharia de Produção na UFRGS é relativamente novo, portanto possui disciplinas muito inovadoras e com assuntos atuais, como por exemplo, empreendedorismo. Empreender significa saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo. E este é o enfoque da Engenharia de Produção na UFRGS, formar engenheiros que pensem fora da caixa. Eu sinceramente não esperava encontrar isso, pois, quando se fala em engenharia, pensamos em algo muito teórico, metódico e calculado, já no nosso curso fugimos um pouco desta definição, mas sem abandoná-la, afinal, continua sendo engenharia.

GUIA: Você pode se especializar em alguma área? A infraestrutura dos laboratórios e equipamentos é boa?

Cristhine: São infinitas as áreas que um engenheiro de produção pode se especializar, a UFRGS mesmo oferece especializações em ergonomia, transportes, cadeia de suprimentos, logística, gestão da produção, gestão da qualidade etc. Mas um engenheiro de produção pode se enfocar na área de Civil, Elétrica, Mecânica, Química…

A infraestrutura do nosso curso é considerada a melhor das engenharias da UFRGS, todas as salas dispõem de computadores para os alunos e agora temos um novo laboratório com simulações de fábrica para auxiliar no estudo da automação e informatização das máquinas.

GUIA: O curso tem um viés mais teórico ou prático? Tem muito cálculo?

Cristhine: Nosso curso busca ser o mais inovador possível e isso também está relacionado com o formato de aula. Hoje em dia sabemos que o método “professor fala e passa slides, enquanto o aluno apenas ouve” já não é mais tão eficaz como antigamente. Tendo isto em vista, desde 2013 os professores, com o apoio dos alunos, estão realizando uma reforma acadêmica, buscando por aulas mais dinâmicas e práticas, com maior participação e envolvimento dos alunos. Mas, claro, impossível fugir da ‘calculera’ do ciclo básico (físicas e cálculos), estatísticas e muitas outras que vemos ao longo do curso.

>> Confira as melhores faculdades para cursar Engenharia de Produção

GUIA: Em que um engenheiro de produção pode atuar? Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez estágio?

Cristhine: As principais áreas de trabalho e que estão em alta são as áreas de Planejamento da Produção, Gestão da Tecnologia, Gestão da Qualidade e Gestão de Processos. Meu sonho é seguir na área acadêmica, porém, conforme eu vou conhecendo os diversos ramos da Produção, mas me interesso em trabalhar prestando consultoria, quem sabe no futuro eu não una os dois?! Estou estagiando desde o terceiro semestre do curso, atualmente estou na área de planejamento e controle da produção e me sinto realizada neste posto, Confesso que no início não foi fácil conciliar aulas com estágio, mas agora já me acostumei com essa correria e diminui um pouco o ritmo da faculdade, apesar de demorar um pouco mais para me formar, acho imprescindível a realização de estágios durante o curso, pois a teoria sem a prática, de nada vale.

GUIA: O engenheiro de produção gerencia uma empresa para aumentar sua produtividade. Nesse ponto, qual a diferença da função do engenheiro para a do administrador?

Cristhine: Acredito que o engenheiro seja mais “mão na massa” do que o administrador. A Administração tem um foco maior na organização, em processos empresariais, recursos financeiros, infraestrutura… Já a Engenharia de Produção tem uma visão mais ampla, é a Administração com conhecimentos tecnológicos e de custos, que garantem não só a produtividade, mas também a qualidade.

GUIA: Ah, Cristhine! Houve alguma experiência acadêmica, em projetos de extensão, ou até em estágios, que foi importante para você? Você pode contar pra gente? (=

Cristhine: Eu faço parte do Diretório Acadêmico da Produção (DAProd), já fui secretária, presidente e hoje atuo como vice-presidente. No DA tenho inúmeras oportunidades de desenvolvimento pessoal, de conhecer melhor os professores, os alunos, contatos externos, o funcionamento da Universidade, também ganhamos reconhecimento pelos nossos esforços e no ano passado tivemos o privilégio de ajudar a realizar o Congresso Lean em Porto Alegre, que contou com a presença de mais de 500 pessoas.

Costumo dizer que nós precisamos viver ao máximo essa experiência de estarmos numa das melhores Universidades do Brasil e num dos cursos mais bem conceituados. Devemos aproveitar esta oportunidade para fazermos a diferença nas nossas vidas, e não apenas cursar os cinco anos de graduação e sair com um diploma na mão. Não basta cursar Engenharia de Produção na UFRGS, precisamos VIVER a Engenharia de Produção na UFRGS.

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Curso de Arquitetura e Urbanismo da USP abrange aspectos sociais, tecnológicos e projetuais da profissão

Malú Damázio | 10/02/2015

(Imagem: Thinkstock)

Você já pensou em se tornar arquiteto e urbanista? Esse profissional é responsável por elaborar, projetar e organizar espaços que podem ser, por exemplo, lojas e conjuntos habitacionais ou até mesmo cidades inteiras. Para isso, eles têm como base de seu trabalho noções de usabilidade, engenharia, mobilidade urbana, estética, visão espacial, e – é claro – critérios de desenvolvimento social. A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU USP) é uma das instituições avaliadas com cinco estrelas pelo Guia do Estudante que oferece anualmente 150 vagas para o curso integral em São Paulo (SP). Para ingressar na graduação da USP, que tem duração mínima de cinco anos, o estudante deve fazer o vestibular da instituição, a Fuvest, e também passar por provas de habilidades específicas que envolvem desenho técnico e geometria.

Karoline Andrade, que está no sétimo semestre de Arquitetura e Urbanismo na USP conta que dedicar-se a um cursinho voltado às habilidades específicas exigidas no processo seletivo da FAU é uma opção de muitos alunos que prestam o vestibular. Entretanto, a estudante lembra que não fez cursos preparatórios e afirma que é possível ir bem em Geometria e Funções realizando alguns exercícios do tema e estudando pelas avaliações anteriores. Além disso, as habilidades de desenho exigidas na prova podem ser aprimoradas por meio de técnicas específicas e treino. “Ninguém precisa ser um superdesenhista”, conta Karoline. E acrescenta: “Ao longo do curso desenhar é sempre útil, mas há quem desenhe muito e há quem desenhe só o necessário”.

Estrutura do curso

Hoje, parte dos cursos de Arquitetura e Urbanismo tem a grade curricular com ênfase no campo das exatas, já o da USP é classificado como parte da área de humanas. No entanto, durante a graduação da FAU, os estudantes estarão em contato com disciplinas de três categorias: humanidades, projetuais e tecnológicas. História da Arte, Fundamentos Sociais da Arquitetura e Urbanismo, Estudos de Urbanização são algumas das temáticas sociais e artísticas vistas ao longo da formação. Criação de identidades visuais, estudo de equipamentos urbanos e de habitações de interesse social, e mapeamento da estrutura urbana de bairros e seu replanejamento são alguns dos projetos desenvolvidos – em grupo! – pelos alunos nas disciplinas práticas.

>> Saiba mais sobre a carreira em Arquitetura e Urbanismo

“As matérias de humanas têm enfoque mais teórico, as de projeto são bastante práticas, e as de tecnologia equilibram bem esses dois pontos”, lembra a estudante do sétimo período, Giovanna Fluminhan. As matérias que envolvem tecnologia são também as que têm como base cálculo e conceitos estruturais, como Instalações em Equipamentos Hidráulicos, Mecânica dos Solos, Desempenho Térmico e Acústico. Elas são ministradas no departamento de Engenharia Civil da Escola Politécnica, onde funcionam os cursos de Engenharia da USP. “Durante o curso algumas matérias de estruturas, cálculo, etc, vão exigir contas, mas ninguém precisa entrar sendo necessariamente bom nisso, as aulas costumam bastar pra todos acompanharem o curso”, explica Karoline.

Para desempenhar bem as atividades exigidas na graduação, o estudante precisa ter acesso e estar familiarizado com softwares de projeto e modelagem, como o AutoCad, e também com programas de ilustração e design, como os do Pacote Adobe. Karoline destaca que o curso oferece aulas de AutoCad e laboratórios equipados, mas observa que a infraestrutura da FAU ainda é restrita, se comparada ao número de alunos matriculados. “O curso de arquitetura tem mais estudantes do eu penso que seria o ideal para a quantidade de professores e tamanho das salas, mas possuímos laboratórios muito satisfatórios no auxílio de criação de maquetes e outros trabalhos, inclusive com máquina de corte a laser”, conta.

Quanto à produção de maquetes, as estudantes concordam que a habilidade será desenvolvida ao longo do próprio curso. “O aluno vai aprendendo a melhorar essa percepção de espaço, tanto bidimensional quanto tridimensional, na própria faculdade”, garante Giovanna. Por ser integral, a grade curricular do curso só permite que os alunos estagiem a partir do quarto ano de graduação – em que a quantidade de matérias por semestre começa a diminuir. “Nunca fiz estágio e ainda tenho minhas dúvidas sobre que caminho seguir, mas acredito que irei para uma área de arquitetura de interesse social, ou urbanismo”, conta a aluna.

Mercado de trabalho

Antes de se decidir por Arquitetura e Urbanismo, Giovanna tinha dúvidas entre qual carreira seguir, a de arquiteta ou a de engenheira civil. Apesar de trabalharem em conjunto, os profissionais atuam em campos distintos. Enquanto o engenheiro projeta obras de infraestrutura, como edifícios, o arquiteto e urbanista organiza e esquematiza espaços. Com isso, ele é o responsável, também, pelo planejamento urbano e pode atuar ainda em outras áreas, como em paisagismo, em design de ambientes e de produtos e em pesquisa. Já Karoline viu na carreira uma oportunidade para conciliar suas aptidões. “No colégio eu tinha facilidade para exatas, mas gostava muito de humanas e artes. Arquitetura e Urbanismo atendeu às minhas expectativas de um curso com matérias e possibilidades em diversas áreas”, relata a estudante.

As estudantes ainda destacam que há uma grande diferença entre o mercado para o arquiteto e urbanista nas capitais e em pequenas cidades. No interior, as oportunidades para o profissional estão mais relacionadas à arquitetura comercial e particular. “Em uma cidade maior é mais difícil ter seu próprio negócio, enquanto em pequenos municípios esse seja o caminho mais comum, porque, geralmente, não há grandes empresas”, lembra Giovanna. Apesar de ser mais difícil empreender em centros urbanos, as capitais oferecem a possibilidade de que o arquiteto atue em grandes escritórios e também em projetos ligados a equipamentos públicos. “Outra diferença também está na profissão do urbanista, que tem as possibilidades de trabalho concentradas nas capitais”, aponta Karoline.

Palavra de Estudante

Giovanna Fluminhan: “Para quem vem de longe ou não tem renda muito alta, a USP oferece várias bolsas de ajuda à permanência estudantil: auxílio alimentação, transporte, auxílio moradia, incluindo o alojamento de estudantes da universidade. Então, para consegui-las é preciso passar por um processo seletivo organizado pelo setor de assistência social. A recepção dos calouros é diferente para cada faculdade da USP, mas não é algo que passe em branco tanto para bixos quanto para veteranos. É bem divertido!”

Karoline Andrade: “Se você deseja cursar Arquitetura e Urbanismo, busque a grade horária dos cursos e tente entender o que forma o profissional em questão. O curso de Arquitetura varia muito de faculdade para faculdade, então, se decidir por ele, é preciso ter em mente que cada faculdade vai dar uma formação diferente, que pode ser entendida em parte pela análise da grade horária de cada graduação. É sempre bom lembrar que neste campo existem áreas de trabalho muito distintas, diversos tipos de profissionais diferentes e muita versatilidade na aplicação dos conhecimentos adquiridos no curso, então não precisa ficar preso ao estereótipo de arquiteto, muito menos se a graduação em questão for a da USP.”

 

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