Guia do Estudante

Cinco estrelas: curso de Museologia da Unirio propõe a montagem de uma exposição curricular

Malú Damázio | 15/06/2015

(Imagem: Thinkstock)

Qual foi a última vez que você visitou um museu? Se a ideia de ir a um local para conferir uma série de peças pertencentes a épocas distintas te atrai, pode ser que você já até tenha pesquisado mais sobre o curso superior de Museologia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Localizada no bairro da Urca, no campus da Praia Vermelha, na capital fluminense, a instituição foi a primeira escola do Brasil a oferecer o curso de Museologia, inaugurado em 1932. Anualmente, 100 novos alunos ingressam na graduação, sendo 50 no turno da noite e outros 50 no curso integral.

O museólogo trabalha, em termos gerais, com pesquisa, aquisição, catalogação, conservação e exposição de patrimônios que podem ser de caráter histórico, artístico, científico ou cultural. É importante que esse profissional pense, portanto, qual a melhor forma realizar projetos de comunicação e divulgação de mostras, estude meios de estabelecer diálogo entre os objetos e seu público por meio de ações educativas e também tenha noções de gestão para, por exemplo, negociar a compra de acervo e de equipamentos para o museu. Atualmente, o setor público é o que mais emprega museólogos e é também uma das áreas mais concorridas, devido à estabilidade financeira que proporciona. Porém não é só nesses espaços em que o museólogo pode atuar. Galerias de arte, institutos culturais ou científicos, sítios arqueológicos, órgãos de documentação e catalogação, coleções públicas ou privadas, escolas e núcleos de pesquisa em universidades também são locais possíveis de se encontrar esse profissional na equipe.

Estrutura do curso

Mas, afinal, que tipo de acervo o museólogo estuda? “Tudo pode ser um patrimônio e é passível de musealização”, explica Anne Barcelos, estudante do oitavo e último semestre do curso da Unirio. Isso quer dizer que qualquer objeto pode ter importância histórico-social e integrar a coleção de um museu. A graduação da federal do Rio de Janeiro adota, assim, uma grade curricular com caráter abrangente e interdisciplinar, com conteúdos que abarcam a maioria das áreas da Museologia. História Moderna, Antropologia nos Museus, Fundamentos de Paleontologia e Geologia, Museologia e Educação, Museu, Cultura e Sociedade, Conservação de Óleo Sobre Tela, Museologia e Arte Brasileira, Indumentária, Técnicas e Processos Artísticos e Biodiversidade e Meio Ambiente são algumas das matérias que compõem o mosaico de temas estudados.

Na Escola de Museologia da Unirio há apenas uma sala de laboratório em que, muitas das vezes, acabam sendo ministradas aulas teóricas. Quando há aulas práticas, os alunos aprendem sobre montagem de exposição e conservação de objetos museológicos – a prova final de uma delas envolve, inclusive, realizar o acondicionamento correto de uma peça com a ajuda do professor. As disciplinas de restauração, no entanto, ainda ficam somente no campo da teoria. Uma boa solução encontrada por Jéssica de Castro, do sexto período, para suprir o currículo deficiente na área prática  foi inscrever-se nas disciplinas de férias oferecidas pela universidade, que ocorrem diariamente no mês de janeiro. Em Técnicas e Processos Artísticos os alunos estudam um tipo de tinta em cada aula. “Um dia era tinta guache, outro tinta a óleo… também vimos grafite e afrescos. O professor elaborava os pigmentos, porque alguns podem ser perigosos e precisam de fogo para serem feitos, e nós assistíamos e os aplicávamos em desenhos ou telas”, relata.

>> Leia mais sobre a carreira de Museologia

Mão na massa!

Ver de perto os objetos de estudo, conhecer acervos de museus e técnicas de conservação e restauração utilizadas pelas instituições é importante para o graduando em Museologia. Por isso, algumas disciplinas do curso da Unirio preveem visitas técnicas a museus, igrejas e centros culturais no Rio de Janeiro. “Alguns professores fazem passam avaliações onde temos que pesquisar em museus, exposições ou mesmo em monumentos naturais, como nas matérias de Paleontologia e Patrimônio Natural”, conta Jéssica. A estudante estagiou no setor educativo do Museu Nacional de Belas Artes e reforça que a experiência foi uma boa forma de vivenciar o dia-a-dia do museu. “Aprendi muita coisa que não temos como aprender na sala de aula e passei por momentos em que tive que resolver problemas inesperados, coisas que não ocorrem na teoria”, lembra.

(Imagem: Thinkstock)

As viagens de campo também são um recurso adotado por alguns professores para que os estudantes entrem em contato com o universo museológico. Geralmente, a universidade fornece o transporte e os alunos arcam com os custos de estadia e alimentação. “A maioria das viagens são para Ouro Preto e cidadezinhas do entorno, em Minas Gerais, mas também há saídas para São Paulo e para cidades dentro do Rio de Janeiro mesmo, como Petrópolis e Vassouras”, destaca Jéssica. Outros destinos são o parque-museu de arte contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG), e as cidades de Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Cachoeira (BA). “Em cada lugar que vamos visitamos centros culturais, museus, igrejas, locais onde houver cultura”, esclarece Anne.

Na disciplina de Arte Brasileira, Jéssica foi a Ouro Preto (MG), principal cidade economicamente ativa no Brasil durante o ciclo do ouro e da mineração, no século XVIII. As atividades diárias incluem visitas a igrejas, museus e marcos históricos. Nelas, o professor da matéria responsável acompanha os estudantes e explica o contexto e as curiosidades sobre o período e os locais vistos. “Funciona como uma aula prática e é muito enriquecedor”, diz a aluna. Apesar disso, nem só de análises e de estudos são feitas as viagens de campo: durante a noite todos estão livres para se divertir! “Nós nos arrumamos e nos encontramos para conhecer a vida noturna, os bares, as ruas, e ate mesmo ver os monumentos e as igrejas de outro ângulo!”, lembra.

Para se formar, todo aluno de Museologia da Unirio precisa realizar a elaboração e a montagem completa de uma exposição curricular. Anne e seu grupo realizaram o trabalho Eu brinco, Tu brincas, Nós brincamos. “Fizemos parte de tudo, desde a escolha de tema até o educativo da exposição. Até trabalho de marcenaria fizemos!”, conta a estudante, que também participa de um projeto de extensão que busca fazer com que os cidadãos conheçam melhor os acervos e as igrejas históricas de arquitetura colonial religiosa, arte barroca, maneirista e rococó da capital do Rio de Janeiro. “Poder revelar à população a riqueza que existe na cidade é maravilhoso!”

Os estágios no Museu Histórico Nacional, onde Anne está agora, e no Museu das Telecomunicações – Oi Futuro, uma instituição particular voltada para ciência, foram decisivos para que ela optasse pela área de conservação após formada. Nos dois locais, a estudante desempenhou atividades museológicas na Reserva Técnica e no Laboratório de Conservação. Realizar o tratamento técnico voltado para a manutenção e preservação do acervo, a catalogação, a higienização e o acondicionamento do acervo, a conservação de objetos tridimensionais são parte do dia-a-dia da aluna. Ela, que pensava, em cursar Química, para “trabalhar em um laboratório, mexendo em vários produtos químicos e usando jaleco, máscaras e luvas”, agora se vê realizada na Museologia: “hoje, quase me formando, volto a um laboratório, mexendo com produtos químicos, vestida com jaleco, máscara e luvas para fazer conservação de objetos dentro de museus, na qual sou estagiária. Ironia do destino?!”, diverte-se.

 

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Os cinco melhores cursos de História da Arte

Tati de Assis | 15/06/2015

O Historiador da Arte estuda diferentes correntes e movimentos artísticos (Imagem: Morgue File)

O Historiador da Arte estuda diferentes correntes e movimentos artísticos (Imagem: Morgue File)

 

Você gosta de artes plásticas, mas não tem habilidade ou paciência para desenvolver projetos artísticos? Calma, um possível caminho para sua carreira é o curso de  História da Arte. Este bacharelado capacita especialistas em diferentes correntes, desde as manifestações tradicionais, como: pintura, escultura e gravura, até, cinema e web.

Depois da faculdade, você pode atuar como crítico de arte em jornais e revistas, consultor e gestor em organizações culturais, ou, curador em mostras e exposições. Há também a possibilidade de integrar os núcleos educativos de museus e centros culturais.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de História da Arte

O curso de História da Arte tem duração, em média, de quatro anos. A grade curricular é composta por disciplinas de Humanas. Desta forma, os estudantes têm contato com filosofia, antropologia, sociologia, jornalismo cultural, língua portuguesa e estrangeira.

No decorrer do curso, matérias específicas vão sendo apresentadas. Dentre elas, estão: curadoria, história do cinema e da fotografia, museologia e montagem de exposições.  Veja abaixo as melhores faculdades para cursar este bacharelado.

 

Faculdade Estrelas
(RJ) Rio de Janeiro – UERJ ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★
(SP) Guarulhos – Unifesp ★★★★
(SP) Guarulhos – Unifesp ★★★

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Cursos cinco estrelas de Publicidade e Propaganda

Tati de Assis | 12/06/2015

Propaganda da geladeira Gelomatic, veiculada em 1954 (Imagem: Wiki Commons)

Propaganda da geladeira Gelomatic, veiculada em 1954 (Imagem: Wiki Commons)

O trabalho do publicitário é onipresente na vida contemporânea. As campanhas e peças por ele criadas estão em todos lugares. Avenidas. Televisão. Internet. Quando as vemos, parecem produtos simples de serem confeccionados, mas não são. Antes de colocar uma propaganda no mundo, é preciso pesquisar o público-alvo da marca, desenvolver várias formas gráficas de apresentação da ideia e, paralelamente ou posteriormente, escolher em que meios de comunicação divulgar. Trabalhão, não é?

Para adentrar a esta área, de muito glamour e trabalho, é necessário ingressar na universidade. O curso de Publicidade tem, em média, quatro anos. A grade curricular é bem diversa, congrega disciplinas de fotografia, redação publicitária e computação gráfica. Usualmente, as faculdades pedem a apresentação de um trabalho de conclusão de curso.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Publicidade e Propaganda

Com a criação das redes sociais na Internet, um vasto campo de trabalho abriu-se para este profissional. Muitas empresas especializadas em comunicação digital foram criadas. Os melhores postos de trabalho ainda estão concentrados no eixo Rio-São Paulo, mais especificamente, na capital paulista.

Felizmente, esta concentração não se repete quando o assunto é os melhores cursos de Publicidade no Brasil. As faculdades, avaliadas como cinco estrelas pelo Guia do Estudante, estão por todo país. Veja abaixo quais são elas.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – Unb ★★★★★
(PE) Recife – PE ★★★★★
(RS) Porto Alegre – ESPM – Sul ★★★★★
(RS) Porto Alegre – PUCRS ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RS) São Leopoldo – Unisinos ★★★★★
(SP) São Paulo – ESPM ★★★★★

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Das 10 melhores universidades da América Latina, 5 são brasileiras

Ana Lourenço | 10/06/2015

Praça do Relógio

Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

O ranking de 2015 do QS University Rankings Latin America, organização de pesquisa que elenca as melhores universidades latinoamericanas, elegeu quatro universidades brasileiras no top 10. Destas, a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) arremataram, respectivamente, o primeiro e segundo lugares.

Em seguida, em 5º lugar, está a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); em 8º, a Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em 10º, a Universidade de Brasília (UnB).

O ranking classifica as 300 melhores universidades da América Latina de acordo com sete indicadores: reputação acadêmica, reputação entre empregadores, proporção de professor para estudante, citações científicas, publicações por faculdade, quantidade de professores com doutorado, impacto na internet.

Veja as dez primeiras colocadas no QS University Rankings Latin America:

Universidade de São Paulo (USP)
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Pontifícia Universidade Católica do Chile
Universidade do Chile
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Universidade Nacional Autônoma do México (Unam)
Universidade de Los Andes ­ Colômbia
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp)
Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey
10º Universidade de Brasília (UnB)

Acesse aqui o ranking completo.

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Cinco estrelas: conheça o curso de Estatística da UFSCar

Malú Damázio | 08/06/2015

(Imagem: Thinkstock)

Sabe aquele momento do ano letivo em que tudo que se aprende em Matemática na escola envolve conceitos de lógica, probabilidade, estatística e análise combinatória? Pois então: se lidar com dados te deixa empolgado, o curso de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante, pode ser uma boa opção. Esse profissional trabalha com pesquisa, coleta e análise de dados numéricos e a aplicação dos resultados em situações do dia-a-dia, sejam elas de ordem econômica, social ou natural. Por isso, é comum que o estatístico atue em locais diversos: órgãos públicos, indústrias, bancos, empresas de consultoria estatística e até mesmo hospitais podem ter em seu quadro de funcionários alguém da área.

Ele pode avaliar, por exemplo, se a renda per capita de um determinado estrato da população está aumentando ou diminuindo, se a área da Amazônia desmatada cresceu ou se manteve, e quais fatores influenciaram nessas constatações, como, no último caso, a aprovação, em 2012, do Novo Código Florestal Brasileiro, que permite que o produtor rural retire até 20% de vegetação nativa em sua propriedade. Além disso, o mercado financeiro é um dos setores que mais absorve profissionais para a elaboração de análises de dados que facilitem a tomada de decisões.  “O estatístico trabalha geralmente trabalha como analista, tanto de crédito quanto do próprio mercado financeiro mesmo. Os bancos têm muitos dados de financiamento, crédito, empréstimo e ações que devem ser avaliados antes de qualquer ação”, explica Márcia Silva, aluna do quinto semestre.

A demanda por estatísticos vem crescendo bastante. Isso se dá, em parte, pela versatilidade da carreira e das incontáveis áreas de atuação, e também porque o número de estudantes que concluem o curso ainda é baixo. Esses são alguns dos motivos pelos quais a profissão é bastante valorizada e os cargos costumam ser bem remunerados, principalmente em regiões em que a procura por estatísticos é alta, como o sudeste e o nordeste.  Tendo em vista essas características, a graduação da UFSCar busca preparar os alunos tanto para o mercado de trabalho quanto para a carreira acadêmica. “O aluno de Estatística é estimulado durante o curso a pensar e a solucionar problemas e deve ser curioso e criativo”, observa a estudante.

Estrutura do curso

Na grade curricular as matérias que envolvem operações matemáticas aparecem logo nos primeiros semestres. Cálculo, geometria analítica e álgebra linear são essenciais para a formação do estatístico. A UFSCar oferece ainda quatro ênfases em que o aluno pode se especializar: Análise de Riscos e Finanças, Saúde e Meio Ambiente, Estatísticas Sociais e Qualidade e Confiabilidade. Sendo assim, os estudantes direcionam seus estudos para a área que gostariam de atuar. Gabriela Bueno, do quinto semestre, lembra também que o curso tem muitas disciplinas obrigatórias de computação e de programação estatística, além de oferecer optativas em outros departamentos sobre temas como filosofia, sociologia, biologia e engenharia.

A integração e a amplitude de conteúdos no currículo são importantes porque estimulam o estabelecimento de relações entre a Estatística e outros campos do conhecimento, muito comum no mercado de trabalho, como destaca Márcia. No último período ela cursou uma matéria de Teoria das Organizações ministrada na unidade de Engenharia de Produção. “Com isso, o aluno vai se familiarizando com outros profissionais, já que o estatístico está constantemente analisando dados de diversas áreas”, lembra a estudante. O curso da federal de São Carlos do Pinhal (SP) é integral, recebe 45 novos alunos por ano e tem ingresso anual exclusivamente pelo Enem, através do Sisu.

Mão na massa!

Como saber programar e lidar com ferramentas digitais é essencial para os estudantes da UFSCar, o departamento do curso tem laboratórios equipados com softwares de programação estatística em que são oferecidos minicursos para os calouros. Logo no primeiro semestre da graduação, as aulas específicas são ministradas pelos próprios alunos participantes do Programa de Educação Tutorial (PET). A iniciativa, da qual Gretta Ferreira, do oitavo período, participou por quase quatro anos, é um projeto de extensão que, além de estimular o estudante a tratar de conteúdos estatísticos de forma prática ainda na faculdade, auxilia na formação pessoal e acadêmica.

>> Saiba mais sobre a carreira em Estatística

Os membros do PET realizam atividades de integração dos alunos novatos, como monitorias, grupos de estudos, seminários sobre os campos de atuação na carreira de Estatística. Eles também formulam trabalhos para apresentar em congressos na área e fazem parcerias com outros cursos da UFSCar para analisar dados de pesquisas de departamentos que têm atividades ou trabalhos voltados para a comunidade. “É uma das melhores experiências que tive a felicidade de participar porque, além de tudo, podemos desenvolver nossa criatividade, espírito de liderança e aprendizado do trabalho em grupo”, conta Gretta.

Outro modo de entrar em contato com o dia-a-dia do estatístico em diversas áreas de trabalho são as visitas técnicas feitas ao longo da graduação ou a participação na empresa júnior do curso. Gabriela teve várias vivências do tipo: foi trainee e gerente de Marketing na Empresa Júnior de Estatística, presidente do Núcleo de Empresas Juniores da universidade e hoje faz parte do PET, assim como Gretta. As estudantes defendem que toda atividade dentro dos espaços acadêmicos contribui não só para a formação como profissional de Estatística, mas também estimula habilidades de liderança e trabalho em grupo. “Tudo isso agrega valor ao currículo escolar e pode ajudar no mercado de trabalho”, conclui Gabriela.

 

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