Guia do Estudante

As melhores faculdades de Design de Moda

Amanda Previdelli | 15/01/2015

07-11 Faculdades- design de moda

Moda não é só roupa e acessórios. Moda também é cultura. Quem gosta de moda compreende como as pessoas se expressam através daquilo que usam, e, em uma escala maior, como uma sociedade se expressa. Para quem curte pensar sobre isso e desenhar as peças que alguém, mais tarde, vai vestir, Design de Moda pode ser uma graduação interessante.

O designer de moda desenha roupas, joias, cintos, bolsas e calçados. Analisa tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a comercialização dos artigos.

O currículo do bacharelado tem maior ênfase na parte teórica e mais abrangente, varia conforme as habilitações oferecidas pela escola, mas, geralmente, possui disciplinas como história da arte, cultura da moda e criação, desenho e estilismo. Os cursos com ênfase em design e modelagem propõem como trabalho de conclusão a criação ou o desenvolvimento de uma coleção de moda. Já aqueles focados em negócios e gestão de moda exigem dos formandos a elaboração de um plano de negócios com ações para o fortalecimento de marcas e a comercialização dos produtos.

Gostou de Design de Moda? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(SC) Florianópolis – Udesc ★★★★★
(SP) São Paulo – Fasm ★★★★★
(CE) Fortaleza – UFC ★★★★
(GO) Goiânia – UFG ★★★★
(PA) Belém – Unama ★★★★
(PR) Londrina – UEL ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – Senai-Cetiqt ★★★★
(RS) Porto Alegre – UniRitter ★★★★
(SC) Blumenau – Furb ★★★★
(SP) São Paulo – Belas Artes ★★★★
(SP) São Paulo – Senac-SP ★★★★
(SP) São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi ★★★★

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

* Confira como fazemos a avaliação

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Curso de Gestão de Políticas Públicas da USP busca melhorar o setor público

Malú Damázio | 06/01/2015

(Imagem: Thinkstock)

Para governar um país, um estado ou até mesmo um município é preciso uma equipe de profissionais especialistas em diversas áreas que estudem e elaborem a implementação políticas socioeconômicas pelo poder público para assegurar direitos básicos e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Além dos parlamentares e do poder judiciário, há também a necessidade de gestores que administrem projetos de governo e assumam funções executivas como cargos em ministérios, secretarias, comissões e órgãos públicos, sejam eles da esfera municipal, estadual ou federal.

Esse é um dos campos em que o gestor de políticas públicas atua. O trabalho com medidas voltadas à população e nas relações governamentais de empresas privadas e as atividades no terceiro setor também são carreiras possíveis para esse profissional. Caso você tenha vontade de trabalhar com a elaboração e a execução de projetos públicos, o curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) pode ser uma boa opção. “O enfoque da graduação é a formação do gestor com capacidade técnica para resolver conflitos e problemas coletivos, analisar políticas já existentes ou auxiliar na criação de novas medidas”, explica a estudante do oitavo semestre Carolina Boullosa.

Avaliada com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014, a graduação tem ingresso pela Fuvest – processo seletivo da própria universidade – e recebe anualmente 120 novos alunos, sendo 60 na parte da manhã e a outra metade no período noturno. O curso é ministrado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), no campus da USP Leste, na capital paulista, e tem duração mínima de quatro anos.

Uma das principais características da graduação em Gestão de Políticas Públicas é a grade curricular multidisciplinar, que abarca diferentes campos do conhecimento. Ao longo do curso, o estudante terá contato com matérias que dão noções de direito, sociologia, economia, estatística, administração pública e, é claro, política. Formação Econômica e Social do Brasil, Governança, Formulação Implementação e Avaliação da Política Pública serão disciplinas estudadas pelos futuros gestores. A parte prática também não fica de fora! Na disciplina Cidade Constitucional: A Capital da República, os alunos fazem uma viagem à Brasília para acompanhar palestras sobre administração pública e realizam visitas a órgãos governamentais.

“Além dos preceitos básicos de gestão como administração, economia e contabilidade, o curso desenvolve um pensamento crítico social e dá muita ênfase ao funcionamento da gestão pública, do ciclo das políticas públicas e toda dinâmica política da área”, conta Rebecca Bonaldi, aluna do oitavo semestre. A estudante acredita que o curso da USP e seus correlatos têm como um de seus motes a oxigenação do setor público. “Existe um preconceito com o servidor público e com tudo que seja relacionado ao governo e creio que viemos para mudar este conceito. Pensar nas políticas públicas é pensar em absolutamente toda estrutura que nos cerca em termos de estrutura física e de serviços, é essencial para todos os setores da sociedade”, completa.

(Imagem: Thinkstock)

Mas e a Administração Pública? 

Rebecca ainda lembra que a graduação da USP se difere da carreira de Administração Pública porque é totalmente voltada aos conceitos políticos e do setor público, enquanto os estudos em administração reaproveitam conceitos de gestão de empresas para o setor público. “Um gestor de políticas públicas busca compreender a estrutura do Estado para então propor novas teorias que se encaixem nela”. A atuação de um gestor se concentra nas relações sociais e políticas que as políticas públicas desempenham e na formação da capacidade de suas análises perante o contexto sociopolítico, como destaca a estudante do quarto ano Stella Dalmato.

>> Leia mais sobre a carreira em Gestão de Políticas Públicas

Atuação

Carolina conta que não conseguia se encontrar entre os cursos superiores mais tradicionais e teve a ajuda da mãe para optar por Gestão de Políticas Públicas. Hoje, a estudante faz estágio na Prefeitura de São Paulo e afirma que quer continuar no setor público quando formada devido ao seu papel social. Ela ainda lembra que há mercado para o profissional também nas pequenas cidades. “Muitas vezes o gestor é ainda mais necessário no interior, já que as cidades menores muitas vezes precisam de uma atenção especial e olhar diferenciado no que tange a sua organização”, explica.

Além da graduação, uma das vantagens da USP é aproveitar e se envolver também com as atividades de extensão universitária e pesquisa, que vão além dos conhecimentos discutidos em sala de aula. Stella considera que o ingresso no curso e em uma universidade pública foi um processo transformador em sua vida. “Compreender que os problemas que vemos hoje são fruto de uma construção histórica e política, e que, a partir desse pressuposto, podemos pensar em alternativas de mudanças nos rumos das políticas públicas que sejam viáveis e se encaixam com a realidade brasileira foi uma das melhores escolhas que já fiz”.

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Mais de 29 mil estudantes deverão fazer a Fuvest neste domingo (4)

Carolina Vellei | 04/01/2015

Começa neste domingo (4) a segunda fase da Fuvest, que seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. No total, 29.698 candidatos foram convocados para a segunda etapa do processo seletivo. São oferecidas 11.057 vagas em 249 cursos da USP e 120 vagas no curso de Medicina da Santa Casa.

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Os portões dos locais de prova (que podem ser consultados no site da Fuvest) serão abertos às 12h e a prova terá início às 13h, com duração máxima de 4 horas. Os estudantes farão nesse primeiro dia as provas de Português, com 10 questões, e redação. Na segunda-feira (5) serão aplicadas 16 questões sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e questões interdisciplinares) e no dia 6 (terça-feira) a prova terá 12 questões de duas ou três disciplinas incluindo questões interdisciplinares, de acordo com a carreira escolhida.

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Provas de habilidades específicas

Para os candidatos de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura e Design, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

Resultado

A primeira lista de aprovados no vestibular 2014 da Fuvest poderá ser consultada em 31 de janeiro.

Bônus e inclusão social

Os estudantes que cursaram ou estejam cursando integralmente o Ensino Médio em escolas da rede pública do Brasil (municipal, estadual ou federal) puderam optar pela Pontuação Acrescida, que atribuirá um acréscimo na nota da primeira fase e na nota final. O bônus é concedido a todos os estudantes nestas condições que tenham acertado mais de 27 questões.

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Curso de Design Gráfico da UEMG prepara estudantes para o mercado de trabalho

Malú Damázio | 01/01/2015

Já parou para pensar que a maioria dos sites que visita na internet teve a interface projetada por um designer gráfico? Esse profissional tem uma atuação bem versátil e trabalha, em termos gerais, com a criação e disposição de elementos visuais para melhor transmitir uma mensagem. Além das carreiras mais comumente relacionadas ao Design Gráfico, como a formulação de identidade visual para um produto e a atuação em agências de Design e Publicidade, o designer também pode atuar na área editorial desenvolvendo o aspecto gráfico de publicações impressas, como livros e revistas, e até mesmo nos campos de ilustração e animação com a criação, por exemplo, de personagens para jogos.

Se você se interessou pela profissão, irá gostar de conhecer o curso da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), avaliado com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014. Ao contrário da maioria das universidades, a UEMG não se reúne em um grande campus, mas se espalha em pequenos campi em Minas Gerais. A graduação de Design Gráfico, que recebe 80 novos estudantes por ano, divididos entre os turnos da manhã e da noite, é ministrada na Escola de Design, em Belo Horizonte, que também oferece os cursos de Artes Visuais (Licenciatura), Design de Ambientes e Design de Produto.

O ingresso na carreira se dá tanto pelo processo seletivo da própria universidade, quanto pelo SiSU, e não há prova de habilidades específicas. Então, se você não sabe desenhar, mas pensa em se tornar designer, olha aí que ótima notícia: já está mais pertinho do seu sonho! Afinal, não é necessariamente com desenho que esse profissional trabalha, mas com ideias inovadoras. As habilidades em desenho são importantes para áreas de atuação que específicas que fazem uso disso, como ilustração ou animação.

(Imagem: Thinkstock)

Artes Visuais à parte, os cursos de Design têm as mesmas matérias no primeiro semestre. Elas, porém, se diferenciam um pouco em seus direcionamentos e dão enfoque ao que será aprofundado ao longo de cada graduação específica. Em Design Gráfico, o estudante estará em contato desde o início do curso tanto com disciplinas teóricas, como História e Análise Crítica da Arte e do Design, quanto com matérias mais práticas, como Processos de Criação e Metodologia Aplicada ao Processo do Design, que envolvem produções relacionadas a projetos.

Para saber mais sobre a graduação de Design Gráfico, conversamos com Letícia Robini, aluna do quarto período. Ela explica que, ao contrário da maioria das universidades públicas, que têm como mote a pesquisa acadêmica, o curso na UEMG é voltado para preparar o estudante para o mercado de trabalho. “É impossível abordar todas as possibilidades oferecidas a um profissional de Design, mas a nossa graduação tenta explorar diversas áreas para que o aluno tenha um primeiro contato com as diferentes vertentes possíveis de se seguir após o curso”, conta.

>> Saiba mais sobre a carreira de Design

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Design Gráfico? O curso atendeu às suas expectativas?

Letícia Robini: Muitas pessoas relacionam diretamente Design com a habilidade de desenhar e foi justamente este aspecto que atraiu minha atenção para este curso específico. Foi algo sugerido, na realidade, ao invés de uma ideia própria, porém o interesse cresceu em mim conforme pesquisava mais sobre os cursos. Tendo amigos que já conheciam e se interessavam pela UEMG, pude ser apresentada à universidade e meu primeiro vestibular foi para Design de Produto, no qual passei e então fiz o curso por um ano. Não me identifiquei com o curso e então realizei um segundo vestibular, desta vez para Design Gráfico.

GUIA: O curso tem um viés prático? Os alunos têm contato com atividades de extensão? Quais?

Letícia: O curso tem foco justamente na preparação do aluno para após a faculdade, de modo que ao mesmo tempo em que são ensinadas teorias, estas são rapidamente aplicadas a uma prática. A universidade conta com uma série de laboratórios de extensão, os Centros. São um modo ainda mais interessante de colocar o aluno em contato direto com a profissão do Designer, oferecendo estágios e aceitando alunos voluntários. Infelizmente, pouco se informa sobre os Centros, de modo que a maioria dos alunos passa por vários semestres sem ao menos compreender que tem a possibilidade de participar de algo que o poderia interessar.

GUIA: Os alunos têm aulas de como usar os softwares de edição (pacote Adobe) na própria faculdade ou precisam aprender fora da graduação?

Letícia: Todo o conhecimento do pacote Adobe é da responsabilidade do próprio estudante. Existem matérias optativas que ensinam acerca de HTML e CSS, porém nenhum destes softwares necessários para a profissão. As opções são a realização de um curso fora da universidade ou, como em meu caso, aprender com a própria experiência.

GUIA: Qual a diferença entre as atribuições de um designer gráfico e a de designers de produto ou de ambientes? O designer gráfico também pode atuar nessas áreas?

Letícia: O designer gráfico age como um meio de comunicação entre o cliente e seu público, utilizando seus conhecimentos gráficos para passar a mensagem desejada com sucesso. Ele não tem os conhecimentos de materiais específicos — como couro, madeira, etc — para atuar com êxito na área dos designers de produto e também não teve o preparo de um designer de ambientes para lidar com seu trabalho.

Existem áreas comuns para mais de um curso, como embalagens — algo visto em Design de Produto e Design Gráfico — ou cenografia — esta, uma vertente que se relaciona com os três cursos, mas ainda assim há uma gigantesca diferença no trabalho de um e outro e são em situações como esta que se criam parcerias entre profissionais ou estudantes de cursos diferentes.

GUIA: Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez/faz estágio? Como foi a experiência?

Há dois meses, eu responderia prontamente que iria me especializar na área de animação e arte conceitual usada para filmes, porém hoje em dia já não mais tenho tanta certeza. Atualmente faço estágio no campo editorial, trabalhando para uma editora pequena não apenas com diagramações de livros como também na criação das próprias capas. O ramo editorial me interessa muito e todo o processo da criação de um livro é algo incrivelmente interessante, não há nada como se esforçar em um determinado processo de criação de capa por tempo considerável e, então, ter a cópia física do livro que você ajudou a criar em mãos.

Para alguém que até então apenas trabalhava como freelancer em ilustração ou estagiária voluntária, o primeiro estágio é um marco e ter encontrado trabalho em um lugar que mistura livros — uma paixão desde… sempre? — com a possibilidade de exercer minha criatividade e ainda adicionando um ambiente divertido e com situações que às vezes chegam a parecer surreais faz com que seja definitivamente a experiência que mais me marcou profissionalmente.

GUIA: O que você diria para o leitor que quer fazer Design, mas não sabe ainda se essa é a profissão certa e precisa de dicas?

Letícia: Com base em minha própria experiência na transição que fiz entre Design de Produto e Design Gráfico, posso dizer a mais clichê das recomendações: pesquise. É um curso muito trabalhoso, com uma infinidade de tarefas práticas e muitas pessoas desistem por acreditar que se trata de algo fácil. Eu não pesquisei o bastante e tive que fazer um ano de um curso que não gostava. Porém a profissão certa nunca é uma certeza. Não há nada errado em mudar de curso uma vez, duas, três, até que se encontre aquilo que traga uma verdadeira satisfação profissional.

GUIA: Ah, lembrei de algo importante! Como é a recepção dos calouros no Design Gráfico? Os veteranos são legais?

Letícia: A primeira semana dos calouros na faculdade é conhecida como Semana C. Nela, professores, coordenadores e até mesmo alguns veteranos dão algumas informações e boas vindas à universidade. No mais, veteranos e calouros têm contato no andar da cantina, sendo que todos com quem conversei — fossem veteranos ou calouros — foram bem legais e simpáticos. Aqueles de anos anteriores sempre pedem depoimentos sobre professores e adoram ver o terror nos olhos dos calouros ao contar o desespero dos trabalhos finais dos semestres mais difíceis. Eu mesma posso me dizer culpada disso, hehe.

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Engenheiro de Alimentos é responsável por processos produtivos industriais. Conheça o curso da UFG

Malú Damázio | 23/12/2014

Você acaba de ingressar na faculdade e em um dos trabalhos do curso produz um pão de queijo com sabor de pequi, que é um fruto típico do cerrado brasileiro. Parece bem legal, né? A Izabela Milhomens também pensou assim quando ficou sabendo do projeto da amiga que fazia Engenharia de Alimentos na Universidade Federal de Goiás (UFG). “Isso me encantou! Eu nunca tinha parado para pensar de onde saíam as ideias para criação de novos produtos, e isso foi o suficiente para me fazer escolher esse curso”, conta a garota, que agora é estudante do décimo e último semestre na graduação da UFG.

Mas pera aí, Engenharia de Alimentos é parecido com Gastronomia?, foi o que eu me perguntei quando comecei a ler mais sobre a carreira. Conversando com os estudantes, pude perceber que diferença entre as duas profissões é bem clara: o engenheiro estuda, desenvolve e otimiza a escala industrial de produção de alimentos, enquanto o chef de cozinha prepara refeições e cardápios para restaurantes. “O profissional atua em todo processamento de alimentos, desde a obtenção à distribuição, inclusive nos insumos que sustentam a cadeia produtiva”, explica Ítalo Ricardo, aluno do sexto semestre de Engenharia de Alimentos.

Além de criar novos produtos alimentícios, o engenheiro também é responsável pelo desenvolvimento de embalagens, maquinário, softwares envolvidos no processo produtivo. Ele também tem como atribuições as tarefas do campo de ciência e tecnologia de alimentos, no qual atua no controle de qualidade, na redução de impactos no meio ambiente e na conservação e reaproveitamento de subprodutos e resíduos agroindustriais de origem animal e vegetal.

(Imagem: Thinkstock)

Prática e estrutura do curso

Por ser uma subdivisão do campo das Engenharias, durante a faculdade o aluno terá que estudar muitas matérias da área de exatas. “A maioria dos estudantes de ensino médio tem uma noção errada sobre o curso, por pensar que ele não exige muito em relação às disciplinas de Engenharia, porém uma boa base de conhecimentos em Matemática, Física e Química é essencial para quem deseja entrar na graduação”, lembra Daisy Caires, que cursa o sétimo período. Ao todo, 60 novos alunos entram anualmente em Engenharia de Alimentos na UFG, e aulas são ofertadas no campus de Goiânia em período integral. Atualmente, ingresso na universidade é feito através do Enem.

Como o curso tem disciplinas obrigatórias tanto de manhã quanto à tarde, muitas vezes os estudantes não têm tempo para conciliar estágio e estudos, principalmente no início da graduação, mas nem por isso deixam de ter contato com atividades práticas. Joelma Damacena, do sétimo período, conta que sua experiência profissional veio das atividades na empresa júnior dos cursos de Engenharia de Alimentos, Engenharia Florestal e Agronomia, a Cippal Consultoria Jr. “Nela, nós realizamos consultorias nas áreas dos nossos cursos junto com a ajuda dos professores. É uma ótima oportunidade que temos de aprender a empreender!”, diz.

Joelma lembra que, devido ao enfoque acadêmico da federal, há muitos projetos de pesquisa na UFG em que os estudantes podem ingressar. “Trabalhei no laboratório da tecnologia de alimentos com o envelhecimento de cachaça, avaliando as alterações do alimento ao longo de um ano”. Há também o Programa de Educação Tutorial (PET) de Engenharia de Alimentos, do qual Ítalo faz parte. “Trabalhei dois anos com pesquisa científica onde aprendi muito e tive meu primeiro contato com a área. Participei também como organizador do estande do PET na FFATIA 2014 (Feira de Fornecedores e Atualização Tecnológica da Indústria de Alimentação) e pude vivenciar muito do que estudo no curso”, conta.

>> Leia mais sobre a carreira do engenheiro de alimentos

Além disso, o curso também oferece atividades laboratoriais, como processamento de queijo, geleias, cerveja, entre outros, e trabalhos de campo com visitas técnicas a plantas industriais na cidade. “Já visitamos indústrias de cerveja, biscoitos, café, açúcar e álcool, por exemplo. Estas visitas são essenciais, pois podemos ver em escala industrial o que aprendemos em uma planta piloto, que é infinitamente menor”, lembra Izabela. Os alunos lembram que os laboratórios da graduação da UFG ainda precisam de melhorias na infraestrutura e que nem sempre as aulas podem ser realizadas normalmente devido a falta de materiais simples. “São problemas de fácil resolução, como a falta de termômetros, e que, se solucionados, deixariam o curso mais interessante e alunos mais satisfeitos”, explica Daisy.

Mão na massa!

O mercado de trabalho do engenheiro de alimentos é amplo e não está concentrado somente em grandes cidades, como afirma Ítalo. “Boa parte das indústrias de alimentos está fora das capitais. Eu sou do interior de Goiás e próximo a minha cidade, Cezarina, há pelo menos uma dezena de empresas do setor”. Entretanto, se você pretende seguir carreira em uma multinacional, Izabela pondera que saber outras línguas e ter experiências no exterior são diferenciais na hora de conseguir um estágio.

A estudante, que também trabalhou com engenharia de processos na fábrica da Unilever, em Goiânia, fez intercâmbio para a Universidade do Tennessee, nos Estados Unidos e estagiou por três meses com desenvolvimento de bebidas na sede mundial da Cargill, em Minneapolis. “Foi a maior experiência de minha vida! Era mágico ver como um produto saía do papel e ia para a prateleira dos supermercados. Ver no supermercado um produto que ajudei a criar foi uma das coisas mais gratificantes que já me aconteceram!”

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