Guia do Estudante

Conheça o curso de Radialismo da Unesp!

Malú Damázio | 05/11/2014

 (Imagem: Thinkstock)

Você já se pegou assistindo a algum programa de TV e pensando como ele é feito? Nos bastidores das telas provavelmente você encontrará um profissional de Rádio e Televisão. Ele é responsável pelas atividades de criação, produção, direção e edição de programas e projetos audiovisuais que podem ser veiculados também em rádios e na internet. O curso de Radialismo da Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp) pode ser uma boa escolha se você pensa em trabalhar nessa área. Na Unesp, a graduação é uma habilitação da carreira de Comunicação Social, o que significa que o radialista também pode atuar no campo das comunicações (Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda, Editoração) de modo geral.

Com campus em Bauru, no interior de São Paulo, o curso de Radialismo da Unesp é integral e recebe 30 novos alunos por ano. O ingresso na graduação é feito pelo processo seletivo da própria universidade. Nos primeiros semestres, a grade curricular é bem diversa e os estudantes terão disciplinas teóricas como Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História e Estética da Arte, Semiótica, Teorias da Comunicação e Psicologia. Mas não pense que as matérias práticas só aparecerão lá para o final! A graduação também conta com aulas de Prática de Produção em TV e Rádio, Roteiros Radiofônicos e para TV, Técnicas de Animação, Direção de Programas de Televisão.

>> Saiba mais sobre a carreira de Rádio e TV

A estudante do terceiro semestre, Mariana Oliveira conta que a prática é essencial porque permite que o estudante entre em contato com os equipamentos e descubra qual parte da produção audiovisual mais se identifica. Mariana decidiu fazer Radialismo por se interessar por fotografia e pela produção visual de novelas e filmes e pretende trabalhar nessa área. “Quero fazer um curso me especializando em maquiagem artística”, revela. Ainda que goste mais da prática em Rádio e TV, a aluna diz que surpreendeu com as reflexões propostas em disciplinas teóricas. “Não imaginava que matérias teóricas como Psicologia ou Ética da Comunicação fossem me interessar tanto!”

Uma das dúvidas muito comuns de quem presta vestibular para Rádio e TV é a proximidade da área com os campos de Cinema e de Jornalismo. Apesar de ter disciplinas específicas de Cinema e de entrevista, a graduação da Unesp é direcionada para a produção de programas que serão veiculados em mídias televisivas e radiofônicas. “O curso de Rádio e TV é mais voltado para produção de programas de televisão e de rádio e para a logística dos bastidores de um canal de televisão, enquanto o Jornalismo trabalha mais com a redação e o conteúdo dos programas. Já o Cinema tem ênfase na produção de filmes, geralmente produzidos em uma câmera apenas”, explica Gabriela Staffa, aluna do terceiro período. Entretanto, durante o curso de Radialismo, os alunos também produzirão curtas ficcionais, minidocumentários e programas de entrevista.

Para ajudar a ter certeza que se desejava realmente cursar Radialismo, Gabriela ingressou em um curso livre de Iniciação Audiovisual aos 16 anos. “Lá tive uma noção bem básica de como era a etapa de se fazer um filme, foi aí que tive a certeza do que queria mesmo”, lembra a estudante.

>> Descubra a diferença entre Rádio e TV e Jornalismo

O profissional de Rádio e Televisão pode trabalhar, além das tradicionais emissoras de TV e rádio, em produtoras e em agências de publicidade. O curso da Unesp forma roteiristas, editores, fotógrafos, produtores, diretores de arte e até mesmo preparadores de elenco. Assim como a maioria das carreiras no ramo das comunicações, as principais oportunidades no mercado de trabalho estão concentradas nas grandes capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, os alunos de Radialismo acabam viajando até a capital paulista para participarem da produção de peças audiovisuais ainda na graduação. “Brincamos aqui em Bauru que o nosso curso é ótimo, só estamos na cidade errada!”, diverte-se Gabriela.

Como a grade curricular do curso não prevê estágio obrigatório, os estudantes têm a oportunidade de participar e atuar na montagem de filmes e de programas audiovisuais dos próprios colegas de curso. “Logo no meu primeiro ano, participei de dois trabalhos de conclusão de curso (TCC) como maquiadora e auxiliar de direção de arte, assim como fiz outros dois projetos interdisciplinares também de veteranos. Foram oportunidades muito boas, pois como caloura já estava me tornando ciente de como são as etapas de produções acadêmicas importantes como um TCC”, lembra Mariana.

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As melhores faculdades de Dança

Mariana Nadai | 30/10/2014

Dançar não é apenas se movimentar de maneira rítmica, é também ter consciência corporal e, para quem se torna especialista nisso, ter a capacidade de narrar uma história ou expressar uma ideia e emoção com os movimentos do corpo.

O profissional de Dança monta e dirige espetáculos musicais para teatro, cinema ou TV e também atua como bailarino, fazendo parte de um corpo de baile.

danca

O bacharelado forma profissionais habilitados a participar de espetáculos e a pesquisar novas linguagens na dança, com disciplinas práticas de técnicas de dança, música, voz e acrobacia, e teóricas, como comunicação e expressão, anatomia e psicologia. Já a licenciatura qualifica para o ensino e conta com matérias específicas da área, como fundamentos da ação pedagógica e gestão em ambientes educativos. Na maioria das instituições, ao final do curso, devem apresentar uma monografia ou produção em dança.
Gostou da área? Confira os melhores cursos:

Faculdade Estrelas
(SP) Campinas – Unicamp ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV ★★★★
(PR) Curitiba – FAP-Curitiba ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – FAV ★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★
(SP) São Paulo – Universidade Anhembi Morumbi ★★★★
(AM) Manaus – UEA ★★★

 

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2014

* Confira como fazemos a avaliação

 

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Categoria: Artes e Design

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Curso de Hotelaria da UFPE tem enfoque em administração e gastronomia. Saiba mais!

Malú Damázio | 28/10/2014

 (Imagem: Thinkstock)

Imagine uma graduação em que você viaje para vários pontos turísticos do Brasil e se hospede em hotéis de todo tipo – do mais luxuoso ao mais simples – para estudar como é feita a administração do estabelecimento e os serviços que ele oferece. Achou bacana? O curso de Hotelaria da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) é assim. Os alunos aprendem a gerir instalações de hospedagem, desde a infraestrutura e a compra de produtos para o hotel ao atendimento ao cliente nos serviços de acomodação, alimentação e lazer. Além disso, o profissional não tem sua atuação restrita ao campo hoteleiro. Ele também é responsável pelo atendimento hospitalar em locais como navios, hospitais, bancos, shoppings e restaurantes.

>> Leia mais sobre o curso de Hotelaria na Guia de Profissões do GE

A cada ano 30 novos estudantes ingressam no curso de Hotelaria da UFPE através do Sisu. Integral, a graduação oferecida no Recife é direcionada às áreas administrativa e gastronômica e tem grande parte da grade curricular composta por disciplinas práticas ministradas em laboratórios de bar, cozinha e restaurante. As matérias de Teoria e Prática Operacional de Hotéis, de Alimentos e de Restaurantes fazem parte do dia-a-dia dos alunos.

De acordo com Rodrigo Coutinho, estudante do quarto semestre, saber outro idioma, principalmente o inglês, é imprescindível, porque o profissional lida com hóspedes de toda parte do mundo nos hotéis. “Línguas como japonês, alemão, italiano, mandarim são um diferencial, assim como LIBRAS (a língua de sinais brasileira), pois são poucas as pessoas que procuram estudar e ser fluentes nesses idiomas”, conta. Além disso, para a aluna do sétimo semestre, Fernanda Siqueira, dinamismo, paciência e perfeccionismo são essenciais para quem quer ser hoteleiro. “Hotelaria é um curso realmente divertido e gostoso, se você gosta de viajar, conhecer e lidar com pessoas diferentes, estilos diferentes e vivenciar experiencias inusitadas”, diz. Mas a estudante alerta que o trabalho na área de serviços não é simples: “Dependendo do seu campo de atuação, você pode perder muita coisa, como feriados, fins de semana e festas”.

Rodrigo conta que ingressou no curso da UFPE porque se interessava por gastronomia e tinha intenção de trabalhar no campo de alimentos e bebidas. Entretanto, ele acabou se apaixonando por Hotelaria e pelas áreas de eventos e de recreação e lazer. Já para Fernanda, o que realmente a encantou no curso foi o campo de bar, no qual trabalha atualmente. A aluna também fez estágios no setor de recursos humanos e em restaurantes, mas afirma que o trabalho em bares é fascinante porque a permitiu lidar com o público de outra maneira. “Atrás do balcão já ouvi diversas histórias, mas o que mais me dá satisfação é quando se tem o reconhecimento do seu trabalho!”, lembra.

Turismo?

A principal diferença de Hotelaria para a graduação em Turismo é o viés administrativo do primeiro curso, voltado para a gestão de estabelecimentos hoteleiros. Em Turismo, os alunos também estudam temas como cultura, meios de transporte, meios de hospedagem e perfil do turista. Entretanto, o campo turístico é uma área comum às duas formações.

Fernanda reforça que o curso da UFPE é voltado para o turismo de lazer, mas, com o relativo crescimento do turismo de negócios e eventos nos últimos anos, o campo de atuação profissional também se ampliou. Muitos hotéis oferecem estrutura para grandes eventos como simpósios e palestras porque é uma alternativa mais viável e econômica para os produtores de eventos, já que as atividades e a hospedagem serão feitas no mesmo local.

Viagens

Todo semestre os estudantes realizam visitas técnicas a hotéis em locais turísticos brasileiros para conhecerem, na prática, o que aprenderam nas disciplinas. Os passeios são diversos e voltados para diferentes tipos de turismo: rural, ecológico, de negócios, entre outros. Além de descontos, passeios e diárias-extra para a próxima vez que voltarem nos estabelecimentos hoteleiros, grande parte dos gastos com a viagem é reembolsada pela UFPE. “Nós não saímos do Brasil, mas eu já conheço o nordeste inteiro!”, diz Fernanda. Para Rodrigo, uma das possibilidades mais legais das visitas técnicas é subir até heliportos de grandes hotéis e olhar a cidade lá de cima. Já a aluna lembra que o roteiro turístico que mais gostou foi quando o grupo visitou a Praia de Pipa, em Tibau, no Rio Grande do Norte. “Como as atividades acadêmicas são durante o dia, fechamos duas pousadas em uma das noites e organizamos uma festa neon. Todo mundo se divertiu muito!”, conta.

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Curso de Ciência da Computação da UFCG exige criatividade e gosto por ciências exatas. Conheça!

Malú Damázio | 21/10/2014



(Imagem: Thinkstock)

Se você tem afinidade com ciências exatas e procura uma profissão em que possa trabalhar de forma criativa, você provavelmente gostará do curso de Ciência da Computação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba. “Queira você fazer jogos, desenvolver softwares para pequenos celulares ou para grandes sistemas distribuídos, trabalhar com inteligência artificial, ou mesmo abrir sua própria empresa, dá para aprender aqui”, conta o estudante do último ano, Rigel de Melo. O campo de atuação da Computação é voltado hoje para três grandes áreas: a engenharia de software, que inclui o desenvolvimento de sistemas de informação, a engenharia de hardware, direcionada a arquitetura de computadores e máquinas, e a pesquisa teórica.

>> Leia mais sobre Ciência da Computação da Guia de Profissões do GE

O curso da UFCG é um dos principais expoentes brasileiros em Ciência da Computação e foi avaliado com 5 estrelas pelo Guia do Estudante GE 2014. A graduação se estende por, no mínimo, quatro anos e recebe 90 novos alunos a cada semestre. Com enfoque no desenvolvimento de softwares, a grade curricular também oferece disciplinas de hardware e de teoria computacional. Além de engenheiros de software, outras profissões comuns são gerente de projetos, gerente de redes e administrador de banco de dados, além da carreira acadêmica.

Rigel explica que, além do gosto natural por cálculo no ensino médio, aprendeu a programar durante um curso técnico. Isso fez com que o aluno, que estava em dúvida também entre os cursos de Matemática e Engenharia Elétrica, optasse por Ciência da Computação e ele faz questão de dizer que a graduação excedeu todas as suas expectativas. O estudante do quarto semestre Mateus Dantas escolheu a carreira de Computação após fazer um minicurso de linguagens de programação oferecido pela UFCG para alunos do ensino médio.

Pré-requisitos 

Mateus acredita que a vontade de desenvolver e utilizar a criatividade é decisória para ser um quem quer ser um engenheiro de software ou pesquisador na área de computação. Ao contrário da ideia comum de rotina que se costuma a associar a profissões da área de exatas, Ciência da Computação “é um curso para quem não gosta de muito trabalho mecânico”, revela o estudante. O domínio da língua inglesa também é essencial para quem pretende ingressar na graduação e para qualquer profissional da área, porque a maioria dos livros e das referências de estudo disponíveis em Computação é escrita em Inglês. Além disso, segundo Rigel, grande parte dos professores usará materiais estrangeiros “sem peso na consciência”. Mas sem desespero, hein! Se você ainda não se sente seguro, estudante assegura que ao longo do curso há muitas oportunidades para por em prática o conhecimento da língua inglesa.

Oportunidades profissionais

O mercado de trabalho para o cientista da computação é bastante amplo. As grandes oportunidades ainda estão concentradas no exterior, em empresas como Google, Facebook e Microsoft, mas o campo brasileiro também vem crescendo bastante, explica Mateus. O estudante irá ingressar, em 2015, em um estágio no Facebook. Neste ano, Mateus participou, com mais dois alunos da UFCG, da final de um campeonato internacional de programação, na Rússia, o International Collegiate Programming Contest. “Tive contato com as mentes mais brilhantes do mundo dessa área e pude juntamente com a minha equipe aprender bastante com eles”, conta.

Já Rigel se forma neste semestre e acaba de ser contratado para trabalhar, no próximo ano, como engenheiro de software no Google, em Zurique, na Suíça. O estudante também estagiou por três meses na Microsoft, em Seattle, nos Estados Unidos, e participou do desenvolvimento do Xbox One. Ainda tem dúvidas sobre a escolha do curso? Rigel aproveita pra fazer uma leve invejinha e te cutucar: “Eu joguei no Xbox One antes de todo mundo! Além disso, eu posso acordar sabendo que milhões de pessoas estão usando o que eu fiz. A chance de trabalhar em um produto que será usado por milhões de pessoas todos os dias é algo único de Computação”. E agora, conseguiu se decidir? (=

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Estudantes da USP organizam fórum sobre o curso e o mercado em Editoração

Ana Lourenço | 20/10/2014

editoracao

Você já ouviu falar no curso de Editoração? Ele ainda é um pouco desconhecido, mas vem apresentando potencial atrativo para muitos estudantes indecisos. Para quem quer conhecer melhor a profissão, uma boa pedida é o X Fórum de Editoração, que vai rolar no próximo sábado (25), em São Paulo. As inscrições são gratuitas!

>> Faça aqui sua inscrição
>> Veja a programação e os palestrantes

O evento é organizado inteiramente por estudantes do curso da USP, e propõe discussões e debates sobre a profissão e os futuros do universo editorial. Realizado anualmente desde 2005, o tema deste ano é “Aberto para edição – como incorporar novas ideias”. Serão quatro mesas, a partir das 10h, discutindo os temas “Editoração existe: um panorama do curso”, “Além do papel: a dinâmica da publicação online”, “Questão de gosto? Influências na escolha do livro” e “Limites do mercado: o editorial politicamente correto”.

>> Conheça o curso de Editoração (Produção Editorial)
>> Saiba quais são os melhores cursos da área no Brasil

O Fórum de Editoração tem apoio da Cosac Naify e da Editora 34, que farão venda de livros com desconto no evento. Além disso, haverá dois coffe-breaks durante o dia e outros sorteios de livros entre as palestras.

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