Guia do Estudante

Saiba onde estudar Engenharia Naval

Tati de Assis | 20/04/2015

 

A construção de grandes embarcações requer a cooperação entre profissionais formados em Engenharia Naval e tecnólogos de Construção Naval (Créditos: Morgue File)

A construção de grandes embarcações requer a cooperação entre profissionais formados em Engenharia Naval e tecnólogos de Construção Naval (Créditos: Morgue File)

 

Quem nunca pensou em construir um navio? Pois é, tem gente que além de sonhar, vai lá e faz. O profissional formado em Engenharia Naval cuida do projeto, da construção e da manutenção de embarcações.

Caso ele não queira trabalhar na idealização de navios, barcos ou lanchas, pode atuar no gerenciamento do transporte marítimo e fluvial. Uma de suas atribuições, neste caso, é o controle do tráfego das embarcações.

Com a corrida por petróleo no mar – vide Pré-Sal –, é uma profissão em alta no mercado de trabalho. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), o setor deve gerar 15 mil novos empregos.

>> Saiba mais sobre a carreira e o curso de Engenharia Naval

O curso para formação de engenheiros navais tem duração de cinco anos e possui disciplinas de engenharia, física e matemática. Caso você queira algo mais rápido, há o curso profissionalizante. Esta opção o torna uma espécie de assistente do engenheiro.

As melhores faculdades de Engenharia Naval estão em São Paulo – Universidade de São Paulo (USP) – e no Rio de Janeiro – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Curso de Relações Internacionais da UFRGS destaca estudo de Ciência Política, Economia e Direito

Malú Damázio | 17/04/2015

(Imagem: Thinkstock)

Você conhece o curso de Relações Internacionais? Já pensou em se tornar um profissional da área? Se o assunto te interessa, vem com a gente! Hoje iremos falar um pouco mais sobre a graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que recebeu cinco estrelas na última avaliação do Guia do Estudante. Ter interesse em estudar política, economia, direito e história internacional e vontade de mergulhar a fundo em um assunto para analisa-lo e destrinchar as possibilidades de atuação no caso são algumas características importantes para quem quer seguir a carreira de internacionalista, como explica a estudante do sétimo semestre da federal gaúcha Ticiana Amaral.

Este profissional age, em termos gerais, através da análise do cenário político e econômico internacional. O internacionalista pode trabalhar em ministérios, ONGs ou empresas. Algumas das atuações comuns são em governos estaduais, na presidência da República, como analista no Congresso Nacional, na consultoria e assessoria econômica de órgãos públicos e privados, em embaixadas e consulados, em organismos multilaterais, como a ONU (Organização das Nações Unidas) e o Mercosul (Mercado Comum do Sul), e em bancos, como Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o FMI (Fundo Monetário Internacional). A carreira acadêmica também é uma opção muito frequente, principalmente em universidades públicas.

>> Existe alguma graduação específica para trabalhar na ONU?

Na graduação, a carga de leitura é extensa. “O curso é pra quem gosta de estudar teoria e fazer análise, não recomendaria pra quem prefere lidar com o prático e momentâneo”, observa Ticiana. Como as aulas de Relações Internacionais são ministradas no prédio da Faculdade de Economia da UFRGS, a grade curricular tem muitas matérias ligadas ao estudo econômico, como Análise Macroeconômica, Economia Internacional e Formação Econômica do Brasil. Outra característica do curso é a grande quantidade de disciplinas ligadas à área da Ciência Política, como Geografia Política, Política Comparada e Política Externa Brasileira. Temáticas como Internacionalização de Empresas: Estratégias e Práticas, Relações Internacionais da África e do Oriente Médio, Direito das Relações Internacionais e Organização e Regimes Internacionais também fazem parte do currículo da UFRGS. A universidade oferece 60 vagas para o curso integral em Porto Alegre (RS). A forma de ingresso se dá por meio do processo seletivo da própria instituição, que adota também o Sisu.

Dúvidas comuns

Para o estudante Otávio Costa Miranda, a maior parte das confusões a respeito da graduação em Relações Internacionais – comumente chamada de RI – se deve à falta de informações sobre o curso. “A graduação é razoavelmente diferente da expectativa do aluno de ensino médio, que, por ter facilidade em aprender idiomas e gosto pelo estrangeiro, acaba enveredando pelo caminho das RI durante o vestibular, mas se frustra ao perceber a essência política do curso, que deriva justamente da Ciência Política”, explica. Claro que o estudo de idiomas também é importante – e bem vindo! –, não só durante a faculdade, mas ao longo de qualquer carreira que o envolva diretamente. Entretanto, uma escolha que priorize somente o conhecimento de línguas pode ser complicada. “Normalmente, aspirantes a uma vaga no curso imaginam que saber cinco idiomas é essencial, mas não é. Pode ser um bônus, um diferencial, mas não um requerimento”, revela Otávio. Essa premissa também vale para experiências no exterior antes da faculdade. Ninguém precisa ter viajado para fora para cursar Relações Internacionais. Na carreira existem campos que não lidam diretamente com isso, como a assessoria governamental, seja no poder Executivo ou no Legislativo, e a atuação em ministérios.

Se você pretende seguir carreira fora do país, não se preocupe! As experiências no exterior, tanto universitárias quanto a trabalho, são possíveis. Apesar de não ser o mercado mais preenchido por profissionais brasileiros, muitos internacionalistas atuam em organismos multilaterais, empresas multinacionais e na área de diplomacia, com mediação de conflitos. O estudo de mandarim permitiu, por exemplo, que Otávio ganhasse bolsa, em 2014, para estudar chinês e cursar a graduação na Renmin University of China – considerada a melhor universidade do país asiático na área de RI. “Procurei assim diversificar minhas oportunidades de intercâmbio. Certamente meu currículo formado na UFRGS e as indicações de professores que, mais do que mestres, são amigos, contribuíram para que eu atendesse aos requisitos para a oportunidade”. Desde então, o estudante deixou a federal gaúcha e completa seu curso na China.

(Imagem: Thinkstock)

RI ou Comércio Exterior?

Outra dúvida comum de quem está prestando vestibular é se o curso de Relações Internacionais é similar à graduação em Comércio Exterior. Apesar de existirem matérias econômicas comuns aos dois cursos, as áreas de atuação e de estudo de cada carreira têm enfoques distintos. Em Comércio Exterior, o estudante verá tópicos ligados à economia internacional, como importação e exportação, e terá noções de administração. Já as Relações Internacionais partem do estudo da Ciência Política aplicada às relações entre indivíduos. “RI engloba um conteúdo mais amplo, envolvendo relações entre Estados, sociedade, instituições e agentes privados no sistema internacional sob diversas esferas: econômica, cultural, geopolítica etc”, destaca Ticiana.

Dia-a-dia da profissão

As oportunidades de emprego em Relações Internacionais variam de acordo com a própria política internacional do país e com fatores econômicos. Ao longo da graduação, é comum que os estudantes encontrem estágio em empresas e em órgãos públicos. Otávio teve experiências na BP, antiga British Petroleum, e também na assessoria de assuntos federativos e parlamentares no Ministério de Relações Exteriores e no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. “Os papéis que desempenhei foram muito diversos, variando entre a apresentação da empresa a produtores nacionais de cana de açúcar para posterior negociação de contratos, a preparação de briefings para a sabatina de embaixadores no Congresso  e o mapeamento e catalogação da produção de ferro nos principais exportadores”, lembra.

>> Leia mais sobre a carreira de Relações Internacionais

Dentro da universidade também existem várias atividades que permitem que os alunos entrem em contato com o dia-a-dia da profissão. Uma delas é o projeto de extensão UFRGSMUN (Model United Nations), que simula reuniões da ONU. Nele, os estudantes elaboram e executam todos os processos de organização e montagem de um evento internacional de grande porte: desde o aluguel de espaço para as atividades, montagem de coffee breaks e festas até a publicação de artigos científicos e guias de estudo. A atividade reúne alunos de todo o país – que, inclusive, se vestem a caráter! – e é feita em inglês, assim como no ambiente das Nações Unidas. Há também uma versão do projeto para as escolas públicas, organizada pelo centro estudantil (CERI), em que os alunos de UFRGS são mediadores da simulação que discute temáticas de Relações Internacionais com estudantes de ensino médio.

Além disso, o curso da UFRGS também tem inúmeros grupos de pesquisa nas diferentes áreas das Relações Internacionais. Ticiana participa de dois deles: é voluntária em um trabalho sobre partidos de esquerda na América Latina e recebe bolsa de iniciação científica para um estudo sobre integração sul-americana. “As experiências são muito boas tanto para o aprofundamento nessas áreas quanto para uma maior vivência da academia. E é claro, é uma forma de retribuição para a sociedade, já que se trata de uma universidade pública”, finaliza.

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Dicas para quem quer fazer o curso de Gastronomia

Tati de Assis | 15/04/2015

 

Chefes de cozinha recebem visita do príncipe Charles (Crédito: Getty Images)

Chefes de cozinha recebem visita do príncipe Charles (Crédito: Getty Images)

A graduação em Gastronomia é indicada para quem deseja entender o mundo da culinária. Além de ser um especialista em ingredientes, este profissional também tem conhecimento em segurança alimentar, gerenciamento de funcionários e finanças de um restaurante.

Na faculdade, os estudantes escolhem em quais áreas querem se especializar. Confeitaria e panificação são dois exemplos. Há a possibilidade de se dedicar a tipos específico de culinária (francesa, japonesa, peruana e vegetariana).

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Gastronomia

Com a criação de programas de culinária e a valorização dos críticos, a profissão está em expansão. O gastrônomo pode trabalhar em restaurantes, hotéis, bufês e hospitais. Caso queira ser autônomo, pode investir em um food truck.

A melhor faculdade para fazer o curso é a  Univali Gastronomia, localizada na cidade de Balneário Camboriú. O curso de Cozinheiro Chef Internacional e Pâtissier obteve 5 estrelas na avaliação do Guia do Estudante.

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As melhores faculdades de Música

Tati de Assis | 13/04/2015

 

Rio De Janeiro Celebrates 450th Anniversary

O curso de Música combina teoria e prática (Imagem: Getty Images)

 

O curso de Música habilita estudantes a atuarem no campo acadêmico e no mercado. O graduado aprende a compor, reger e interpretar obras eruditas e populares. Ouvir músicas transforma-se em um exercício complexo que requer dedicação e muito estudo.

Passar no vestibular para Música requer afinidade com a área. O processo seletivo inclui testes de conhecimentos gerais e uma prova de aptidão, na qual a técnica e a habilidade dos estudantes são avaliadas.

Na hora da inscrição, você deverá escolher uma habilitação, as mais comuns são: canto popular, composição, regência, MPB e instrumentos – flautas, guitarra, piano, trompete e violão.

Para quem deseja ministra aulas, há a opção da licenciatura, modalidade na qual os alunos adentram também ao mundo da pedagogia. A duração do curso é a mesma do bacharelado: 4 anos.

>> Saiba mais sobre o curso e carreira de Música

O mercado de trabalho é bastante receptivo para o licenciado em Música. “Além da escola básica, ele atua na pesquisa da universidade e na livre-iniciativa, em conservatórios e escolas livres de música”, afirma Bernardo Fabris, coordenador do curso de Música da Universidade Federal de Ouro Preto-Ufop. Para o bacharel, as vagas estão em orquestras e grupos de câmara.

Abaixo, veja a lista dos melhores cursos de Música no país, segundo avaliação do Guia do Estudante.

 

Faculdade Estrelas
(GO) Goiânia –UFG 

* Mús. (canto)

*Mús. (comp.)

* Mús. (instr. musical)

*Mús. (regência)

★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG* Mús. (canto)

*Mús. (comp.)

*Mús. (instr. de corda, sopro e percussão)

* Mús. (mús. popular)

*Mús. (regência)

★★★★★
(PB) João Pessoa – PB ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – Unirio*Mús. (canto)

*Mús. (clarineta)

*Mús. (comp.)

* Mús. (contrabaixo) *Mús. (fagote)

* Mús. (fauta transversa)

* Mús. (MPB)

*Mús. (oboé)

*Mús. (percussão)

*Mús. (piano) *Mús. (regência) *Mús. (saxofone)

*Mús. (trombone)

*Mús. (trompa)

* Mús. (trompete) *Mús. (viola) *Mús. (violão) *Mús. (violino)

*Mús. (violoncelo)

★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS*Mús. (canto)*Mús. (comp.)

*Mús. (cordas ou sopros) *Mús. (regência coral)

* Mús. (teclado)

*Mús. Popular.

★★★★★

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Os melhores cursos de Relações Internacionais

Tati de Assis | 10/04/2015

 

Relações entre países de culturas distintas é uma das especialidades dos profissionais de Relações Internacionais (Imagem: Getty Images)

Relações entre países de culturas distintas é uma das especialidades dos profissionais de Relações Internacionais (Imagem: Getty Images)

O profissional formado em Relações Internacionais está apto a conduzir negociações entre povos, nações e empresas. Pode intermediar contratos nas áreas culturais, econômica e política.

Para atuar em campos tão diversos, o curso de Relações Internacionais é interdisciplinar. A grade curricular se divide em três grandes áreas: política, direito e economia. Sociologia e História são algumas das disciplinas estudadas.

>> Saiba mais sobre o curso e a carreira de Relações Internacionais

Com a globalização, a demanda por profissionais tem aumentado. Eles podem atuar em empresas com alcance internacional ou, órgãos públicos. Há ainda vagas em bancos, como afirma Paulo Pereira, coordenador do curso da Pontíficia Universidade Católica de São Paulo: “Nos bancos, o profissional é requisitado por áreas distintas, desde o RH até o setor de seguros”.

As melhores faculdades de Relações Internacionais estão concentradas localizadas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Veja abaixo a lista.

 

Faculdade Estrelas
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – PUC ★★★★★
(MG) Uberlândia – UFU ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – PUC – Rio ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★

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