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Curso de Engenharia de Produção da UFRGS incentiva o empreendedorismo

Malú Damázio | 17/02/2015

Se você pensa em fazer Engenharia de Produção, provavelmente, já pesquisou e descobriu que o curso, além de envolver o ciclo básico da Engenharia, também tem muitas matérias de humanidades, economia e da área de Administração. O engenheiro de produção é responsável por gerenciar os recursos materiais, financeiros e humanos de uma empresa visando aumentar sua produtividade. Sua função se assemelha muito a do administrador, mas a base de estudo em Engenharia faz com que esse profissional tenha conhecimento aprofundado sobre o mecanismo industrial. Por ter uma formação diversa, o engenheiro também pode atuar em outros campos além da indústria como, por exemplo, em consultorias, com a organização de planos de carreira, em gestão de qualidade, no varejo e na área de economia empresarial.

Hoje vamos conhecer o curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), avaliado com cinco estrelas pelo Guia do Estudante. A cada semestre, 36 novos alunos ingressam na graduação integral da UFRGS, que, assim como as demais Engenharias, tem duração mínima de cinco anos. A entrada na universidade se dá através do Sisu. Para os estudantes de baixa renda, a federal oferece apoio à permanência estudantil, com auxílios desde moradia, subsídio para transporte e material escolar, e alimentação no Restaurante Universitário – que custa só R$1,30 para qualquer aluno!

(Imagem: Thinkstock)

Ao longo do curso, os estudantes estarão em contato com disciplinas das áreas exatas e sociais aplicadas. Mecânica, Álgebra Linear, Programação Computacional, Física e Desenho Técnico são algumas das matérias vistas no início do curso. No entanto, as temáticas mais aplicáveis, como Economia dos Transportes, Engenharia de Tráfego, Ergonomia, Sociologia, Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho e Custos da Produção também serão estudados pelo aluno do curso da UFRGS, após o fim do ciclo básico da Engenharia. A grade curricular completa pode ser acessada aqui.

Para saber mais sobre a graduação da federal do Rio Grande do Sul, conversamos com a estudante do sétimo semestre Cristhine Borges. Ela conta que o enfoque do curso da UFRGS é o empreendedorismo e lembra também que os alunos podem se especializar em diversas áreas de atuação estudadas ao longo da faculdade. Para quem pensa em seguir carreira em Engenharia de Produção, mas ainda está indeciso, Cristhine reforça que a universidade oferece anualmente, em maio, a feira de profissões Portas Abertas. “É a oportunidade das pessoas experimentarem um pouco do curso e tirarem todas as suas dúvidas possíveis. A gente só tem certeza da profissão que queremos quando a vivenciamos um pouco mais”, destaca.

>> Saiba mais sobre a carreira de Engenharia de Produção

GUIA DO ESTUDANTE: Como e por que você decidiu fazer Engenharia de Produção? O curso atendeu às suas expectativas?

Cristhine Borges: Quando eu estava no ensino médio, as opções de curso que eu cogitava variavam desde licenciatura em Física até Direito, ou seja, eu gostava das matérias de humanas, porém também sempre fui apaixonada pelas exatas. Dessa forma, resolvi pesquisar sobre cada curso que a UFRGS oferecia, a fim de encontrar o curso que fosse a minha cara e que convergisse entre humanas e exatas. Assim conheci a Engenharia de Produção, que vem até hoje superando minhas expectativas.

GUIA: Como é o curso da UFRGS? A grade curricular tem enfoque em alguma área de atuação?

Cristhine: O curso de Engenharia de Produção na UFRGS é relativamente novo, portanto possui disciplinas muito inovadoras e com assuntos atuais, como por exemplo, empreendedorismo. Empreender significa saber identificar oportunidades e transformá-las em um negócio lucrativo. E este é o enfoque da Engenharia de Produção na UFRGS, formar engenheiros que pensem fora da caixa. Eu sinceramente não esperava encontrar isso, pois, quando se fala em engenharia, pensamos em algo muito teórico, metódico e calculado, já no nosso curso fugimos um pouco desta definição, mas sem abandoná-la, afinal, continua sendo engenharia.

GUIA: Você pode se especializar em alguma área? A infraestrutura dos laboratórios e equipamentos é boa?

Cristhine: São infinitas as áreas que um engenheiro de produção pode se especializar, a UFRGS mesmo oferece especializações em ergonomia, transportes, cadeia de suprimentos, logística, gestão da produção, gestão da qualidade etc. Mas um engenheiro de produção pode se enfocar na área de Civil, Elétrica, Mecânica, Química…

A infraestrutura do nosso curso é considerada a melhor das engenharias da UFRGS, todas as salas dispõem de computadores para os alunos e agora temos um novo laboratório com simulações de fábrica para auxiliar no estudo da automação e informatização das máquinas.

GUIA: O curso tem um viés mais teórico ou prático? Tem muito cálculo?

Cristhine: Nosso curso busca ser o mais inovador possível e isso também está relacionado com o formato de aula. Hoje em dia sabemos que o método “professor fala e passa slides, enquanto o aluno apenas ouve” já não é mais tão eficaz como antigamente. Tendo isto em vista, desde 2013 os professores, com o apoio dos alunos, estão realizando uma reforma acadêmica, buscando por aulas mais dinâmicas e práticas, com maior participação e envolvimento dos alunos. Mas, claro, impossível fugir da ‘calculera’ do ciclo básico (físicas e cálculos), estatísticas e muitas outras que vemos ao longo do curso.

>> Confira as melhores faculdades para cursar Engenharia de Produção

GUIA: Em que um engenheiro de produção pode atuar? Você já tem ideia de que campo de trabalho quer seguir quando se formar? Já fez estágio?

Cristhine: As principais áreas de trabalho e que estão em alta são as áreas de Planejamento da Produção, Gestão da Tecnologia, Gestão da Qualidade e Gestão de Processos. Meu sonho é seguir na área acadêmica, porém, conforme eu vou conhecendo os diversos ramos da Produção, mas me interesso em trabalhar prestando consultoria, quem sabe no futuro eu não una os dois?! Estou estagiando desde o terceiro semestre do curso, atualmente estou na área de planejamento e controle da produção e me sinto realizada neste posto, Confesso que no início não foi fácil conciliar aulas com estágio, mas agora já me acostumei com essa correria e diminui um pouco o ritmo da faculdade, apesar de demorar um pouco mais para me formar, acho imprescindível a realização de estágios durante o curso, pois a teoria sem a prática, de nada vale.

GUIA: O engenheiro de produção gerencia uma empresa para aumentar sua produtividade. Nesse ponto, qual a diferença da função do engenheiro para a do administrador?

Cristhine: Acredito que o engenheiro seja mais “mão na massa” do que o administrador. A Administração tem um foco maior na organização, em processos empresariais, recursos financeiros, infraestrutura… Já a Engenharia de Produção tem uma visão mais ampla, é a Administração com conhecimentos tecnológicos e de custos, que garantem não só a produtividade, mas também a qualidade.

GUIA: Ah, Cristhine! Houve alguma experiência acadêmica, em projetos de extensão, ou até em estágios, que foi importante para você? Você pode contar pra gente? (=

Cristhine: Eu faço parte do Diretório Acadêmico da Produção (DAProd), já fui secretária, presidente e hoje atuo como vice-presidente. No DA tenho inúmeras oportunidades de desenvolvimento pessoal, de conhecer melhor os professores, os alunos, contatos externos, o funcionamento da Universidade, também ganhamos reconhecimento pelos nossos esforços e no ano passado tivemos o privilégio de ajudar a realizar o Congresso Lean em Porto Alegre, que contou com a presença de mais de 500 pessoas.

Costumo dizer que nós precisamos viver ao máximo essa experiência de estarmos numa das melhores Universidades do Brasil e num dos cursos mais bem conceituados. Devemos aproveitar esta oportunidade para fazermos a diferença nas nossas vidas, e não apenas cursar os cinco anos de graduação e sair com um diploma na mão. Não basta cursar Engenharia de Produção na UFRGS, precisamos VIVER a Engenharia de Produção na UFRGS.

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Conheça mais sobre o mundo dos administradores

Tati de Assis | 09/02/2015

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O administrador é uma pessoa organizada que gosta de números e planilhas. Sua função em uma empresa ou órgão público é semelhante a de um maestro que lidera músicos com diferentes habilidades. Ele entende um pouco de cada área para saber qual caminho sua equipe deve seguir.

Além de coordenar, o profissional em administração também é um líder exemplar e um expert em planejamento. Ele sabe onde chegar e como motivar quem trabalha ao seu lado. É uma profissão em alta no mercado, com uma infinidade de áreas de atuação. O administrador pode trabalhar na área patrimonial, operacional, financeira e gerir recursos materiais e humanos.

O curso de Administração não é um bicho de sete cabeças. A graduação tem quatro anos de duração. Nos primeiros semestres, os alunos cursam disciplinas-base, como: matemática, estatística, direito, contabilidade e informática. Depois, surgem matérias específicas, como: logística, finanças e marketing. Algumas faculdades exigem uma monografia para conclusão de curso, outras não. O estágio supervisionado também não é um consenso.

Ficou interessado? Conheça abaixo as melhores faculdades para você cursar Administração. Boa sorte desde já!

Faculdade Estrelas
(CE) Fortaleza – Uece ★★★★★
(CE) Fortaleza – UFC ★★★★★
(CE) Fortaleza – Unifor-CE ★★★★★
(DF) Brasília – UnB ★★★★★
(GO) Goiânia – PUC Goiás ★★★★★
(MG) Belo Horizonte – UFMG ★★★★★
(MG) Itajubá – Unifei ★★★★★
(MG) Juiz de Fora – UFJF ★★★★★
(MG) Uberlândia – UFU ★★★★★
(MG) Viçosa – UFV ★★★★★
(MS) Dourados – UFGD ★★★★★
(MT) Cuiabá – UFMT ★★★★★
(PB) Campina Grande – UFCG ★★★★★
(PE) Recife – FBV/Devry ★★★★★
(PE) Recife – UFPE ★★★★★
(PR) Curitiba – FAE ★★★★★
(PR) Curitiba – PUCPR ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – FGV ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – Ibmec – RJ ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – PUC-Rio ★★★★★
(RJ) Rio de Janeiro – UFRJ ★★★★★
(RS) Caxias do Sul – UCS ★★★★★
(RS) Porto Alegre – ESPM-Sul ★★★★★
(RS) Porto Alegre – UFRGS ★★★★★
(RS) Santa Maria – UFSM ★★★★★
(SC) Florianópolis – UFSC ★★★★★
(SP) Campinas – PUC-Campinas ★★★★★
(SP) Ribeirão Preto – USP ★★★★★
(SP) São Paulo – Fecap ★★★★★
(SP) São Paulo – FGV-Eaesp ★★★★★
(SP) São Paulo – FIAP ★★★★★
(SP) São Paulo – Insper ★★★★★
(SP) São Paulo – Mackenzie ★★★★★
(SP) São Paulo – USP ★★★★★
(SP) Tupã – Unesp ★★★★★

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Cinco estrelas: conheça o curso de Administração da UFC

Malú Damázio | 02/02/2015

(Imagem: Thinkstock)

A carreira de Administração foi a mais procurada pelos estudantes no Sisu 2015, você sabia? Por ter uma área de atuação bastante ampla, com opções de emprego especializadas desde em gestão de pessoas e em marketing até no manejo de recursos financeiros e na supervisão de processos produtivos, o administrador exerce função essencial no mercado de trabalho. Hoje vamos conhecer o curso da Universidade Federal do Ceará (UFC), que é ofertado em Fortaleza, tem duração mínima de nove períodos (quatro anos e meio), e recebe 160 alunos anualmente, sendo 80 para o turno da manhã e 80 para o da noite. A instituição, que teve seu curso avaliado em cinco estrelas pelo Guia do Estudante, ainda oferece uma graduação semipresencial de Administração Pública, no campus de Cariri (CE), para quem deseja ingressar especificamente nessa área.

A estudante do quinto semestre, Danielly Viana conta que escolheu a graduação após um contato inicial com a área em um escritório de advocacia. “Assim que terminei o ensino médio fui logo atrás de trabalho. Ainda não sabia ao certo qual curso fazer, então resolvi ‘dar um tempo’ enquanto me decidia. Foi nesse período que eu consegui emprego em um escritório de advocacia, comecei a trabalhar com a área administrativa e gostei bastante”, explica. A experiência foi decisiva para que a aluna se interessasse mais por gestão e decidisse cursar Administração. Já a aptidão para liderança observada em atividades no colégio foi o que levou o estudante do sétimo período da UFC Márcio Roberto a ingressar na carreira.

A graduação da UFC – direcionada a atuação no campo da iniciativa privada – oferece disciplinas que envolvem conceitos e aprendizados em Administração, como Matemática Aplicada, Contabilidade, Gestão de Pessoas, Gestão de Operações e Estatística Aplicada. Não há como fugir das contas, mas Márcio ressalta que isso não deve ser visto como um empecilho para quem quer ingressar no curso e não tem aptidão em Matemática: “essas disciplinas talvez exijam da pessoa uma dedicação de estudo maior, mas não são motivos para rejeição do aluno”, afirma. Ele explica que a grade curricular do curso também é abrangente e permite que o aluno faça disciplinas optativas nas áreas que tem mais afinidade para complementar sua formação – uma vantagem de muitas universidades federais. “Como pretendo seguir a área de Gestão Estratégica de Pessoas, posso utilizar essas disciplinas optativas para me aprofundar e cursar, por exemplo, Psicologia Comportamental”, observa.

>> Saiba mais sobre a carreira de Administração

A prática profissional também está prevista pelo currículo do curso. A federal cearense exige que o estudante realize dois semestres de estágio obrigatório, podendo, assim, ter contato com a profissão no dia-a-dia. Danielly, que estagia atualmente na área de processos do Banco do Nordeste, reconhece que há a necessidade, ao longo da graduação, de matérias que ofereçam mais oportunidades de visitas técnicas a estabelecimentos e empresas, mas garante que a infraestrutura da UFC é muito boa e assegura que os alunos possam ter experiências na área através de bolsas de monitoria e em projetos de pesquisa.

Além disso, a vivência universitária também se estende a atividades como participação no centro acadêmico e em projetos de extensão. Márcio estagiou, ao longo de sua graduação, em duas consultorias organizacionais e deixou os trabalhos para assumir a presidência da Federação Nacional dos Estudantes de Administração (Fenead) no Ceará e a vice-presidência nacional do órgão. Ele ressalta que a proximidade com o movimento estudantil foi essencial para que ele pudesse estar em contato com alunos e profissionais da área administrativa. “As consultorias foram importantes para eu ver um desenvolvimento prático mais amplo, e a experiência com a Fenead me permitiu promover eventos a nível local e nacional onde pude conhecer diversos profissionais, formadores de opinião e estudantes. Graças a essas atividades, passei a estagiar no Conselho Regional de Administração do Estado do Ceará, órgão responsável pela regularização da profissão”, conta.

Mercado de trabalho

O administrador pode seguir carreira tanto em iniciativas privadas quanto em órgãos públicos. Como há a necessidade de um profissional que planeje as atividades e controle os gastos de muitos estabelecimentos, o mercado para o formado em Administração é amplo. Ele pode atuar, por exemplo, na gestão de empresas rurais, acompanhando o processo de produção e comercialização de insumos agroindustriais, ou no gerenciamento de ONGs e fundações do terceiro setor, estabelecendo planos de captação de recursos e a aplicação dessas verbas, ou também pode fazer carreira na administração de grandes redes hoteleiras.

>> Professor da USP lista dez fatos sobre o curso e a carreira de Administração

“Fila em banco, preços trocados em produtos de supermercado, mau atendimento em restaurantes, caos nos processos internos de hospitais e planos de saúde, descumprimento de prazos de entrega domicílio de produtos… Não falta mercado para administradores. Sempre existirão problemas de gestão e nós desenvolvemos a solução buscando uma vantagem competitiva. Em todo canto há mercado, o agricultor que cresceu no seu interior e busca expansão dos seus negócios certamente precisa de um profissional para a gestão, uma multinacional que deseja adentrar em grandes metrópoles precisa de administradores locais para se adequar a cultura do local”, explica Márcio.

Danielly reforça que o papel do profissional não está restrito somente ao gerenciamento de empreendimentos alheios, mas também abrange a gestão de inciativas dos próprios alunos e profissionais. “O empreendedorismo é incentivado na graduação através de seminários, palestras e cursos”, explica. Márcio observa, no entanto, que a característica empreendedora não é exclusiva dos administradores, mas que pode ser desenvolvida também por eles, sendo vantajosa pelos conhecimentos em gestão. “Todo profissional pode e deve empreender. Empreender é inovar. Administrador é um especialista em progresso, somos a ciência da solução de gestão. Empreender é uma competência mais ampla.”, completa.

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Curso de Gestão de Políticas Públicas da USP busca melhorar o setor público

Malú Damázio | 06/01/2015

(Imagem: Thinkstock)

Para governar um país, um estado ou até mesmo um município é preciso uma equipe de profissionais especialistas em diversas áreas que estudem e elaborem a implementação políticas socioeconômicas pelo poder público para assegurar direitos básicos e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. Além dos parlamentares e do poder judiciário, há também a necessidade de gestores que administrem projetos de governo e assumam funções executivas como cargos em ministérios, secretarias, comissões e órgãos públicos, sejam eles da esfera municipal, estadual ou federal.

Esse é um dos campos em que o gestor de políticas públicas atua. O trabalho com medidas voltadas à população e nas relações governamentais de empresas privadas e as atividades no terceiro setor também são carreiras possíveis para esse profissional. Caso você tenha vontade de trabalhar com a elaboração e a execução de projetos públicos, o curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo (USP) pode ser uma boa opção. “O enfoque da graduação é a formação do gestor com capacidade técnica para resolver conflitos e problemas coletivos, analisar políticas já existentes ou auxiliar na criação de novas medidas”, explica a estudante do oitavo semestre Carolina Boullosa.

Avaliada com 5 estrelas pelo Guia do Estudante 2014, a graduação tem ingresso pela Fuvest – processo seletivo da própria universidade – e recebe anualmente 120 novos alunos, sendo 60 na parte da manhã e a outra metade no período noturno. O curso é ministrado na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (Each), no campus da USP Leste, na capital paulista, e tem duração mínima de quatro anos.

Uma das principais características da graduação em Gestão de Políticas Públicas é a grade curricular multidisciplinar, que abarca diferentes campos do conhecimento. Ao longo do curso, o estudante terá contato com matérias que dão noções de direito, sociologia, economia, estatística, administração pública e, é claro, política. Formação Econômica e Social do Brasil, Governança, Formulação Implementação e Avaliação da Política Pública serão disciplinas estudadas pelos futuros gestores. A parte prática também não fica de fora! Na disciplina Cidade Constitucional: A Capital da República, os alunos fazem uma viagem à Brasília para acompanhar palestras sobre administração pública e realizam visitas a órgãos governamentais.

“Além dos preceitos básicos de gestão como administração, economia e contabilidade, o curso desenvolve um pensamento crítico social e dá muita ênfase ao funcionamento da gestão pública, do ciclo das políticas públicas e toda dinâmica política da área”, conta Rebecca Bonaldi, aluna do oitavo semestre. A estudante acredita que o curso da USP e seus correlatos têm como um de seus motes a oxigenação do setor público. “Existe um preconceito com o servidor público e com tudo que seja relacionado ao governo e creio que viemos para mudar este conceito. Pensar nas políticas públicas é pensar em absolutamente toda estrutura que nos cerca em termos de estrutura física e de serviços, é essencial para todos os setores da sociedade”, completa.

(Imagem: Thinkstock)

Mas e a Administração Pública? 

Rebecca ainda lembra que a graduação da USP se difere da carreira de Administração Pública porque é totalmente voltada aos conceitos políticos e do setor público, enquanto os estudos em administração reaproveitam conceitos de gestão de empresas para o setor público. “Um gestor de políticas públicas busca compreender a estrutura do Estado para então propor novas teorias que se encaixem nela”. A atuação de um gestor se concentra nas relações sociais e políticas que as políticas públicas desempenham e na formação da capacidade de suas análises perante o contexto sociopolítico, como destaca a estudante do quarto ano Stella Dalmato.

>> Leia mais sobre a carreira em Gestão de Políticas Públicas

Atuação

Carolina conta que não conseguia se encontrar entre os cursos superiores mais tradicionais e teve a ajuda da mãe para optar por Gestão de Políticas Públicas. Hoje, a estudante faz estágio na Prefeitura de São Paulo e afirma que quer continuar no setor público quando formada devido ao seu papel social. Ela ainda lembra que há mercado para o profissional também nas pequenas cidades. “Muitas vezes o gestor é ainda mais necessário no interior, já que as cidades menores muitas vezes precisam de uma atenção especial e olhar diferenciado no que tange a sua organização”, explica.

Além da graduação, uma das vantagens da USP é aproveitar e se envolver também com as atividades de extensão universitária e pesquisa, que vão além dos conhecimentos discutidos em sala de aula. Stella considera que o ingresso no curso e em uma universidade pública foi um processo transformador em sua vida. “Compreender que os problemas que vemos hoje são fruto de uma construção histórica e política, e que, a partir desse pressuposto, podemos pensar em alternativas de mudanças nos rumos das políticas públicas que sejam viáveis e se encaixam com a realidade brasileira foi uma das melhores escolhas que já fiz”.

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Curso de Hotelaria da UFPE tem enfoque em administração e gastronomia. Saiba mais!

Malú Damázio | 28/10/2014

 (Imagem: Thinkstock)

Imagine uma graduação em que você viaje para vários pontos turísticos do Brasil e se hospede em hotéis de todo tipo – do mais luxuoso ao mais simples – para estudar como é feita a administração do estabelecimento e os serviços que ele oferece. Achou bacana? O curso de Hotelaria da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) é assim. Os alunos aprendem a gerir instalações de hospedagem, desde a infraestrutura e a compra de produtos para o hotel ao atendimento ao cliente nos serviços de acomodação, alimentação e lazer. Além disso, o profissional não tem sua atuação restrita ao campo hoteleiro. Ele também é responsável pelo atendimento hospitalar em locais como navios, hospitais, bancos, shoppings e restaurantes.

>> Leia mais sobre o curso de Hotelaria na Guia de Profissões do GE

A cada ano 30 novos estudantes ingressam no curso de Hotelaria da UFPE através do Sisu. Integral, a graduação oferecida no Recife é direcionada às áreas administrativa e gastronômica e tem grande parte da grade curricular composta por disciplinas práticas ministradas em laboratórios de bar, cozinha e restaurante. As matérias de Teoria e Prática Operacional de Hotéis, de Alimentos e de Restaurantes fazem parte do dia-a-dia dos alunos.

De acordo com Rodrigo Coutinho, estudante do quarto semestre, saber outro idioma, principalmente o inglês, é imprescindível, porque o profissional lida com hóspedes de toda parte do mundo nos hotéis. “Línguas como japonês, alemão, italiano, mandarim são um diferencial, assim como LIBRAS (a língua de sinais brasileira), pois são poucas as pessoas que procuram estudar e ser fluentes nesses idiomas”, conta. Além disso, para a aluna do sétimo semestre, Fernanda Siqueira, dinamismo, paciência e perfeccionismo são essenciais para quem quer ser hoteleiro. “Hotelaria é um curso realmente divertido e gostoso, se você gosta de viajar, conhecer e lidar com pessoas diferentes, estilos diferentes e vivenciar experiencias inusitadas”, diz. Mas a estudante alerta que o trabalho na área de serviços não é simples: “Dependendo do seu campo de atuação, você pode perder muita coisa, como feriados, fins de semana e festas”.

Rodrigo conta que ingressou no curso da UFPE porque se interessava por gastronomia e tinha intenção de trabalhar no campo de alimentos e bebidas. Entretanto, ele acabou se apaixonando por Hotelaria e pelas áreas de eventos e de recreação e lazer. Já para Fernanda, o que realmente a encantou no curso foi o campo de bar, no qual trabalha atualmente. A aluna também fez estágios no setor de recursos humanos e em restaurantes, mas afirma que o trabalho em bares é fascinante porque a permitiu lidar com o público de outra maneira. “Atrás do balcão já ouvi diversas histórias, mas o que mais me dá satisfação é quando se tem o reconhecimento do seu trabalho!”, lembra.

Turismo?

A principal diferença de Hotelaria para a graduação em Turismo é o viés administrativo do primeiro curso, voltado para a gestão de estabelecimentos hoteleiros. Em Turismo, os alunos também estudam temas como cultura, meios de transporte, meios de hospedagem e perfil do turista. Entretanto, o campo turístico é uma área comum às duas formações.

Fernanda reforça que o curso da UFPE é voltado para o turismo de lazer, mas, com o relativo crescimento do turismo de negócios e eventos nos últimos anos, o campo de atuação profissional também se ampliou. Muitos hotéis oferecem estrutura para grandes eventos como simpósios e palestras porque é uma alternativa mais viável e econômica para os produtores de eventos, já que as atividades e a hospedagem serão feitas no mesmo local.

Viagens

Todo semestre os estudantes realizam visitas técnicas a hotéis em locais turísticos brasileiros para conhecerem, na prática, o que aprenderam nas disciplinas. Os passeios são diversos e voltados para diferentes tipos de turismo: rural, ecológico, de negócios, entre outros. Além de descontos, passeios e diárias-extra para a próxima vez que voltarem nos estabelecimentos hoteleiros, grande parte dos gastos com a viagem é reembolsada pela UFPE. “Nós não saímos do Brasil, mas eu já conheço o nordeste inteiro!”, diz Fernanda. Para Rodrigo, uma das possibilidades mais legais das visitas técnicas é subir até heliportos de grandes hotéis e olhar a cidade lá de cima. Já a aluna lembra que o roteiro turístico que mais gostou foi quando o grupo visitou a Praia de Pipa, em Tibau, no Rio Grande do Norte. “Como as atividades acadêmicas são durante o dia, fechamos duas pousadas em uma das noites e organizamos uma festa neon. Todo mundo se divertiu muito!”, conta.

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