Guia do Estudante

Faculdade inglesa cria curso de Heavy Metal

Tânia Vinhas | 23/05/2013


Imagem: Divulgação

Está no segundo ou terceiro colegial e ainda não sabe o que quer prestar no vestibular? Calma, isto é super normal – é difícil mesmo! Mas aqui vai uma sugestão: que tal se especializar em… heavy metal?

Saiba que a faculdade New College Nottingham, da Inglaterra, acaba de abrir matrículas para este curso que começa em setembro e tem duração de dois anos. Mas o que se faz nestas aulas?

Ora, os estudantes aprenderão como compor e cantar músicas, estudar presença de palco e também ir a fundo na história do gênero. Há módulos como “o papel do heavy metal em vídeo games” e “a relação com a religião”. No final do curso, os formandos farão shows pelo Reino Unido.

O cronograma de aulas foi criado pelo músico Liam Maloy, que passou sete anos elaborando o curso que é o primeiro do tipo no mundo. “No passado, o heavy metal não era levado a sério e parece que falta credibilidade acadêmica quando comparado a gêneros como jazz e música clássica. Mas isto é só uma construção cultural”, afirma Maloy.

Outras pessoas acharam a ideia um disparate. O grupo da Campanha Pela Real Educação saiu por aí dizendo que se trata de uma opção fácil e atraente, mas que não leva a nada e é pura perda de tempo. Maloy rebate as críticas: “você pode estudar música em Oxford, em Cambridge e em outras cidades do Reino Unido, mas aqui em Nottingham nós quisemos oferecer algo especial”.

“A indústria da música da cidade está ficando mais forte a cada dia”, continua. “Nossos alunos pretendem trabalhar no mercado do metal, fazendo o marketing, criando festivais e promovendo-os – e este curso irá fazer isto acontecer para eles”.

Mais de 20 estudantes já fizeram suas matrículas e desembolsarão 5.750 libras por ano para pegar o diploma. E aí – vale ou não vale a pena?

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Diretor cancela dia de aula para todos brincarem ao sol

Tânia Vinhas | 07/05/2013

Sabe quando neva muito nos Estados Unidos e as escolas ficam fechadas e as crianças não saem de casa e você pensa “que droga, aqui no Brasil isso nunca acontece e sempre tem aula”? Pois aqui vai uma esperança, caro leitor: um diretor americano cancelou as aulas do dia 3 de maio porque o dia estava lindo demais.

Sim, você leu certo! Bob Sampson, o diretor super bacana do colégio Bellingham de Washington olhou a previsão do tempo e ficou contente: sol forte e probabilidade zero de chuva. Não pensou duas vezes e mandou uma cartinha para os pais dos seus alunos.

“Para celebrar um dia excepcionalmente lindo de primavera, para promover a cultura positiva da escola e pela diversão, a Bellingham Christian School decidiu cancelar as aulas por causa do bom tempo”, dizia o aviso. “Normalmente nós cancelamos as aulas devido ao mau tempo, então por que não nos divertirmos um pouco e cancelar as aulas devido a um dia fabuloso?”

O diretor ainda escreveu que o corpo docente e todos os funcionários iriam curtir e brincar no sol e que eles encorajavam os alunos a fazer o mesmo. “Existem tantas coisas ruins acontecendo no nosso mundo, é legal poder celebrar, relaxar e compartilhar alegrias com todo mundo”, explicou.

Quando o dia 3 de maio chegou, o diretor bateu o martelo no site do colégio:

“Escola cancelada devido ao ótimo tempo! Wahooo! Yeah! Hoje é um dia ensolarado e todos estão dispensados das aulas. Agradeço aos professores e alunos por trabalharem tão duro. Aproveitem o dia e me enviem fotos criativas de vocês brincando no sol. Nós vamos divulgá-las na reunião de segunda-feira”.

Quem gostaria de estudar nessa escola levanta a mão! \o/

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Mãe de aluna considera Diário de Anne Frank pornografia

Tânia Vinhas | 02/05/2013

Para quem não sabe, o “Diário de Anne Frank” é um livro clássico, um dos mais importantes do século XX. Anne foi uma adolescente judia alemã, vítima do holocausto, que morreu aos 15 anos de idade num campo de concentração. Ela ficou mundialmente famosa com a publicação póstuma de seu diário, no qual escrevia o que viveu durante o período em que sua família se escondeu da perseguição aos judeus.

Mas vamos ao que interessa: uma mãe de Michigan, Estados Unidos, cismou que o livro (a edição completa) fosse banido da lista de leitura obrigatória da escola da filha e a polêmica ainda está rolando por lá. Acontece que esta edição inclui passagens que o pai de Anne, Otto, preferiu omitir em 1947 – especialmente trechos em que ela fala sobre o corpo feminino. E, aparentemente, Gail Horalek (a tal mãe) acha tais partes muito pornográficas. Vamos ler um trecho? Aqui está:

“Até os meus onze anos ou doze anos, eu não tinha percebido que havia mais de um par de lábios lá dentro, já que eles não ficam a vista. O mais engraçado é que eu achava a urina saia pelo clitóris. (…) Como se pode descrevê-los, sem nenhum modelo? Será que eu devo tentar mesmo assim? Bom, então lá vai!… Quando a gente está de pé, na frente só dá pra ver os pelos. Entre as pernas há duas abas macias e gordinhas, também cobertas de pelo, que ficam juntas quando estamos de pé, de modo que não dá pra ver o que há lá dentro. (…) Na parte de cima, entre os lábios externos, existe uma dobra de pele que, pensando bem, parece uma espécie de bolha. Isso é o clitóris.”

Gail disse que o trecho é muito indecente para meninos e meninas da sétima série. “É inapropriado um professor dar este material para as crianças quando, na realidade, é trabalho dos pais dar este tipo de informação aos filhos”.

A menina enfrentou um país ocupado por nazistas, teve a família capturada pela Gestapo, ficou em um campo de concentração, descreveu os horrores da época e morreu super nova, de tifo. Certamente falar sobre o clitóris não é o foco da história.

Vale a pena esconder histórias sobre o Holocausto só para evitar revelar, por tabela, informações dadas em qualquer aula de Anatomia? Ou você acha o trecho pesado mesmo?

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Escola proíbe vestidos sem alças em bailes

Tânia Vinhas | 26/04/2013


(Imagem: Wikimedia Commons)

Proibir saias curtas, decotes e roupas mais vulgares dentro do território escolar pode não agradar a todos os jovens, mas faz sentido. Proibir vestidos de baile tomara-que-caia…bom, daí já é discutível.

Acontece que a Readington Middle School de Nova Jérsei instituiu uma regra para o baile da primavera dos formandos do segundo grau: vestidos sem alça foram banidos para sempre. Garotas que desobedecerem esta lei serão afastadas do colégio.

As meninas não gostaram nem um pouco dessa imposição e muitos pais (que já haviam comprado vestido para as filhas) foram defendê-las. Afinal, que mal tem um vestido comportado sem alças? Que abuso de autoridade! A escola explicou: vestido assim “distrai os meninos”.

Pois é. Aparentemente meninos de 14 anos são uma raça descontrolada que não pode ver ombros descobertos que logo pira e parte para o ataque.

É claro que a diretora ainda disse que esta política está sendo aplicada no mundo inteiro e que lamenta que um pequeno número de familiares esteja indignado com isto.

Alguém aí já ouviu falar de tal medida em outro lugar?

“O comentário da Sra. Moffat sobre distrair os meninos é particularmente ofensiva porque sugere que rapazes não têm a capacidade de se controlar – ou que não precisam saber se controlar – diante da presença de garotas usando vestidos sem alças”, disse a mãe de uma aluna. “Não é responsabilidade da mulher ter que controlar o comportamento de um homem”.

Vocês já ouviram falar em machismo? Eu também.

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Tema de redação polêmico pede que alunos pensem como nazistas

Tânia Vinhas | 23/04/2013


Foto: Fred Ramage/Stringer

“Pense como um nazista. Argumente por que os judeus são diabólicos”, diz o tema proposto na aula de redação de um colégio de Albany, Estados Unidos. “Dê motivos sólidos e racionais usando a propaganda do governo para me convencer da sua lealdade ao Terceiro Reich”.

Sério, alguém em sã consciência acreditou que esse era um bom tema de dissertação? A proposta ainda recomendava que os alunos assistissem e lessem materiais de propaganda nazista e também fingissem que o professor era um oficial do governo de Hitler que exigia uma prova de sua lealdade em cinco parágrafos.

Provar, em um texto persuasivo, que os judeus eram a fonte dos problemas da Alemanha. Alguém acha que isto iria passar batido? Claro que não. Um terço dos alunos se recusou a fazer o trabalho e os pais ficaram chocados.

A superintendente do colégio, Marguerite Vanden Wyngaard, até tentou consertar a história, dizendo que era um exercício inocente para ensinar aos alunos a formular argumentos convincentes e que concorda que a proposta deveria ter sido escrita de outro jeito. “Eu peço desculpas às famílias”, disse.

Chega a dar vergonha alheia.

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Escola da Nigéria se chama Pinky e Cérebro

Tânia Vinhas | 09/04/2013

- O que vamos fazer hoje, professora?

- A mesma coisa que fazemos todas as noites, crianças: tentar dominar o mundo!

Ok, não sabemos se essa conversa realmente acontece por trás das suas paredes, mas o fato é que uma escola de Abuja, na Nigéria, se chama Pinky and the Brain School, uma homenagem (provavelmente não permitida por direitos autorais) ao desenho da Warner Bros, Pinky e Cérebro.

A série foi ao ar nos anos 90 e foi um enorme sucesso – também, quem não adora ver ratinhos do laboratório Acme que desejam dominar o mundo após o expediente? Um é um gênio, mas o outro é um imbecil, por isto os planos sempre vão por água abaixo. Diversão na certa (com um humor mais para adultos do que para crianças, diga-se de passagem).

O engraçado é que a escola leva a sério seus homenageados. Existe até um hino: “Nós somos filhos de Pinky e Cérebro, crianças crescendo em sabedoria, idade e graça. Nós erguemos as nossas vozes para agradecer a Deus, aquele que dá a vida. Grite para longe e além. Pinky e Cérebro, a primeira entre iguais. Pinky e Cérebro, a porta-bandeira para que os outros a sigam”.

Bacana!

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Estudantes de 13 anos tentam envenenar professora

Tânia Vinhas | 03/04/2013

Falar mal do professor na internet, badernar na aula de maneira insuportável, colocar tachinha na cadeira dele… até aí, até que tudo bem. Não é legal, mas ok. O preocupante é quando os alunos passam a ter atitudes mais sérias – como tentar envenenar uma pessoa.

Dois alunos de 13 anos da Hines Middle School na Virginia, Estados Unidos, estão sendo acusados de tentar envenenar a professora aos poucos. De acordo com a polícia, os meninos estavam colocando higienizadores de mão na bebida dela há dois ou três meses. São produtos tóxicos se ingeridos em excesso.

Funcionários descobriram o que eles estavam fazendo e fizeram a denúncia. A diretoria chamou os garotos, eles assumiram o ato e foram expulsos na hora. Dias depois, já na escola nova, eles foram presos e vão responder processo. Os pais dos demais alunos ficaram chocados: “Não interessa se você não gosta do seu professor, é um pouco assustador”, disse a mãe de um deles.

Bota assustador nisso.

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Charlie Sheen pede para fãs vandalizarem escola da filha

Tânia Vinhas | 21/03/2013

Imagine a seguinte situação: você descobre que sua filha amada está sofrendo bullying. Você:

a) Marca uma reunião com o diretor e com os pais da criança que está fazendo sua filha sofrer

b) Tira a sua filha daquela escola e a coloca em outra melhor

c) Pede para 9 milhões de pessoas se reunirem para levar o caos ao colégio

Se você achou a alternativa C meio doida, saiba que foi exatamente esta a que Charlie Sheen escolheu.

Famoso por adorar uma polêmica, o ator que já causou aos montes ao longo da vida estava até quietinho nos últimos meses, mas a paz durou pouco tempo. De acordo com ele, sua filha Sam sofreu bullying na escola e não quis mais frequentar as aulas por isso. Como pais normais, ele e sua ex, Denise Richards, foram até lá para ter uma conversa. A diretoria chamou os pais da menina que provocava Sam e eles disseram a ele que Sam estava mentindo.

Indignado com a reação deles, Charlie resolveu chutar o balde – foi xingar muito no Twitter, seguido por mais ou menos 9 milhões de pessoas.

“Esse é um legítimo chamado às armas. Minha filha Sam sofreu bullying na escola Viewpoint e então a chamaram de mentirosa. É guerra! Se você tem um ovo podre, um rolo de papel higiênico ou cocô de cachorro, eu peço que joguem isso naquela escola dirigida por trolls e charlatões”, escreveu Sheen. “Me deixem orgulhoso. Eu não vou tolerar este nível de desrespeito abominável com uma criança”.

Tudo bem, quando mexem com o filho da gente é normal a gente virar fera. Mas será que não foi meio extremo, Charlie?

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Estudante processa universidade para poder ficar com porquinho da Índia

Tânia Vinhas | 20/03/2013

Kendra Velzen, estudante de 28 anos da Grand Valley State University, sofre de depressão e usa marca-passo. Ela tem um porquinho da Índia muito simpático – chamado Blanca – e afirma ter a necessidade de ficar com ele 24h por dia, em todos os lugares. E assim começou a briga com a direção da universidade.

Kendra afirma que o bichinho dá apoio emocional a ela e reduz os sintomas de depressão, além de trazer benefícios psicológicos e físicos. A instituição resolveu permitir a presença do animal no seu dormitório (qualquer bicho de estimação é proibido lá), mas não abriu mão de impedir Blanca de participar das aulas e dos almoços no refeitório.

A moça não aceitou o que lhe foi oferecido e entrou com processo na justiça – disse que a escola violou o acordo que haviam feito. Para evitar maiores dores de cabeça, a universidade aceitou fazer um acordo e ofereceu 40 mil dólares de indenização, além de colaborar com a criação de uma nova política de animais auxiliadores no campus.

Por este dinheiro, acho que muita gente vai querer arrumar porquinhos da Índia pra comprar briga na faculdade…

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Professor projeta na sala de aula tweet que aluno publicou falando mal dele

Tânia Vinhas | 14/03/2013

Convenhamos: praticamente todo mundo já falou mal de professor na internet. A diferença é que pessoas mais espertas falam mal em grupos fechados ou em chats discretos. Um aluno do ensino médio dos Estados Unidos é que não foi muito inteligente e resolveu abrir o coração no Twitter.

“Eu te odeio, Mr. Torrence”, escreveu o garoto. “Você disse que a prova era na quarta-feira, então dê a prova na quarta, não na terça. #VocêPrecisaDeUmCalendario #VaiSeFerrar”.

O problema maior é que um colega do estudante viu o tweet e percebeu que quem se confundiu não foi o tal Mr. Torrence – a prova realmente estava marcada para terça-feira, ele é que anotou errado. E como adolescentes adoram zoar uns aos outros, o amigo não só corrigiu o cara como marcou a conta do twitter do professor na resposta, para ele ver.

Resultado: Mr. Torrence viu e agiu com bom humor. Copiou a mensagem e projetou a imagem na sala de aula para todo mundo ver e rir do furo. Consequentemente, alguém da classe tirou uma foto e jogou na internet, gerando mais de 1400 comentários nas redes sociais.

Sentiu vergonha alheia do menino? Que sirva de lição – nada passa despercebido na internet. Foi um erro mirim, garoto!

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