Guia do Estudante

Polêmica: garoto mata bullyer a facadas e é inocentado

Tânia Vinhas | 04/01/2012

0

Comentários

Bullying é errado, é feio, é traumático, é um sério problema que atinge o mundo inteiro. Mas até que ponto a alegação de bullying é válida para certas atitudes? Ultimamente andam surgindo várias histórias em que a resposta “é porque ele sofreu bullying” é dada para justificar qualquer ato – como neste caso.

Um adolescente de 15 anos matou o seu colega de escola a facadas em Collier, Flórida, e foi julgado como menor por homicídio duplamente qualificado. Jorge Saavedra, na época com 14 anos, matou Dylan Nino com uma facada no coração e outra no abdômen e declarou que sofria bullying no colégio.

Disse que tentou evitar a briga, mas que chegou o ponto em que temia pela própria vida. Testemunhas confirmaram o caso. Sendo assim, o julgamento ocorreu nesta semana e ele foi inocentado – e nem dá para recorrer.

A família de Dylan não se conforma: “nós sabemos que esta não foi a decisão certa”, afirmou Adriana Nuno, tia do garoto. “A juíza está mostrando a estas crianças que é OK se livrar de um assassinato”. Além disso, os pais alegam que o filho não faria bullying, visto que ele mesmo já havia sofrido com isto em outra escola.

A juíza se explicou: “o acusado estava em um local no qual ele tinha o direito de estar, não estava agindo contra a lei. Ele tinha mais de uma razão para acreditar que estava correndo perigo de vida ou de séria lesão corporal. Ele estava sofrendo um ataque desde o primeiro soco que levou na nuca até que esfaqueou Dylan Nuno”. Legítima defesa.

A pessoa que comentou o caso de modo mais sábio, no entanto, foi Donald Day, o advogado de Saavedra: “é uma tragédia para todos. Minha reação é a de que não tem nenhum vencedor neste caso”.

E agora? O que você pensa sobre o assunto?

No related posts.

Compartilhe

Comentários da Matéria

Ainda ninguém comentou.