Guia do Estudante

Posts de março 2012

Diretor proíbe aluno de usar kilt na formatura – “deve se vestir como homem”

Tânia Vinhas | 28/03/2012

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Os Estados Unidos formam uma nação que costuma ter orgulho de descender de ingleses, irlandeses, escoceses e outras nacionalidades, só que este sentimento parece não existir na Granite City High School, um colégio que fica na área de St. Louis.

O aluno William Carruba, orgulhoso de ter sangue escocês, perguntou ao diretor se ele poderia usar kilt na formatura – kilt é aquela vestimenta masculina típica escocesa, uma saia de estampa tartan, meio xadrez. O diretor não deixou. Ele pediu de novo e o diretor não mudou de ideia. Pior: disse que era para ele “aprender que homens devem se vestir como homens”. Pois é, conseguiu insultar tanto escoceses quanto homossexuais.

A história chegou ao blogueiro Mark I. Sutherland e ele escreveu sobre o assunto, bastante revoltado, é claro. Mais de 12 mil pessoas comentaram apoiando William, que pediu autorização mais uma vez para a escola.

A escola continua sem deixar o kilt, mas agora autorizou que ele usasse uma gravata com a característica estampa tartan. William ficou satisfeito e decidiu encerrar a discussão, mas Sutherland e seus leitores ainda brigam para que a cultura e tradição de outros países sejam aceitas.

Não custava nada, né Granite City High School?

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Escola estabelece nova regra: abraços são proibidos!

Tânia Vinhas | 26/03/2012

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Mais de 900 estudantes de 11 a 14 anos de um colégio de Nova Jersey receberam a notícia de que a escola havia criado uma nova regra – ninguém pode abraçar ninguém. Pois é, com tanta regra interessante para ser feita, esta, totalmente descabida, foi aprovada!

O diretor da Escola Matawan-Aberdeen, Tyler Blackmore, anunciou a decisão e explicou que a regra foi estabelecida por conta de “incidentes envolvendo interações físicas inadequadas” e que “a instituição tem a responsabilidade de ensinar as crianças sobre interações apropriadas”.

Estranho. Pelo menos Blackmore garantiu que quem desrespeitar a regra só levará uma bronca, ninguém será suspenso. Ufa (?).

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Escola suspende aluno que raspou a cabeça – e ele tinha motivos nobres

Tânia Vinhas | 21/03/2012

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Fato: algumas regras são bestas. Não queremos incentivar a anarquia nas escolas, muito longe disto (a maioria das regras é fundamental para a formação dos estudantes), mas vejam só o que aconteceu no colégio Padua de Mornington, uma cidade perto de Melbourne, Austrália:

 

O melhor amigo de um estudante da nona série descobriu ter leucemia e o garoto, tocado com a luta do amigo, resolveu raspar a cabeça para mostrar solidariedade e arrecadar fundos para uma instituição que ajuda vítimas de câncer. Louvável, certo?

 

No entanto, a diretoria decidiu suspender o aluno. Disse que o máximo permitido pela política da escola é raspar a cabeça com máquina dois – e máquina zero era inadmissível. Quando ele pode voltar para as aulas, nesta segunda-feira, ele foi informado de que seria obrigado a usar um boné até o cabelo crescer.

 

“Ele quis raspar a cabeça por uma boa causa, mas ele não seguiu o procedimento exigido pela escola e não nos procurou antes”, explicou Christopher Houlihan, o diretor. “Eu sempre deixei os alunos participarem do movimento World’d Greatest Shave [um dos maiores eventos solidários do país], contanto que o comprimento dos fios estivesse em um nível aceitável – máquina dois. E eles também podem apoiar a causa fazendo propaganda sobre ela”.

 

E sabem o que é pior? A escola é católica. Belo exemplo, heim?

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Aluna pede para ir ao banheiro e professora manda usar um balde

Tânia Vinhas | 19/03/2012

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É claro que muitos alunos abusam da paciência dos professores e ainda aproveitam a ida ao banheiro para dar umas voltas e matar tempo, mas não é por isto que os professores podem fazer o que Gonja Wolf fez.

A professora de artes da Patrick Henry High School, de San Diego (Califórnia), não ficou nada satisfeita quando uma aluna de 14 anos pediu para ir ao banheiro. Resultado: mandou a garota urinar em um balde e jogar o “conteúdo” na pia. “Ela queria humilhar a menina”, afirma a acusação – sim, porque é claro que processaram a mulher e a escola.

A aluna alega que depois disso passou a sofrer gozação dos colegas e que a história correu o prédio inteiro. “Ela não se sente mais segura e nem confortável”, continua o processo.

O advogado pede no mínimo 25 mil dólares de indenização por danos psicológicos e ainda quer que a escola pague um colégio particular para ela durante o resto do ensino médio. Justo.

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Filho tira notas baixas e pai obriga garoto a andar com cartaz humilhante

Tânia Vinhas | 14/03/2012

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Michael Bell Jr. está na sétima série e não podemos dizer que ele é um aluno exemplar. Por outro lado, podemos dizer que ele é um aluno que serviu de exemplo de outro jeito.

Quando ele chegou em casa com um boletim nada satisfatório, seus pais não tiraram seu videogame e nem proibiram a televisão – eles mandaram o garoto perambular pelas ruas com um cartaz bem sincero.

“Ei, eu quero ser o palhaço da sala, isto é errado?”, diz um lado do cartaz. O outro lado é pior: “Ei, estou na 7ª série e estou com F de média neste semestre. Não tem nada de errado nisto. Buzine se você não concorda. Obrigado”.

“Ele está se ferrando na escola, tanto no seu comportamento quanto no desempenho acadêmico, e agora eu estou tentando passar uma mensagem a ele”, afirmou o pai, Michael Bell Sr. “Esta é a única coisa que me sobrou fazer para tentar ensinar a ele uma lição”.

“Eu não gosto, mas eu sei que a culpa é minha”, disse o garoto, aceitando o próprio castigo.

Foi merecido ou não?

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Aluna de 12 anos processa escola que queria invadir seu Facebook

Tânia Vinhas | 12/03/2012

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Em tempos de Big Brother, aparentemente anda meio difícil entender o que significa “privacidade”. Uma aluna de 12 anos de Minnesota está processando a escola por invasão de privacidade – a diretoria pressionou a garota a dizer seu login e senha do Facebook e ela não deixou barato. E olha que este não é o primeiro caso relacionado a instituições pedindo senhas de redes sociais.

O fato é que R.S. (o nome dela não foi divulgado) foi punida duas vezes por conta de postagens no Facebook – uma reclamando sobre um inspetor e outra perguntando quem havia sido o dedo-duro. Na terceira vez, a escola mandou a polícia forçar a menina a entregar a senha.

“R.S. foi intimidada, ameaçada, humilhada e chorou muito enquanto estava detida naquela sala pequena da escola”, diz o processo. A escola afirma que não foi isto o que aconteceu e que todo mundo só quis saber de um lado da história.

A diretoria contou que um aluno disse a eles que ela estava conversando sobre sexo no Facebook e decidiu chamá-la para uma conversa. Então por que havia um policial ali também? E ela não tem o direito de conversar sobre o que quiser, contanto que não prejudique outras pessoas?

Tem algo muito errado nessa nova maneira de controlar os alunos.

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Correção automática de SMS faz escola ser fechada às pressas

Tânia Vinhas | 07/03/2012

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Ahh a modernidade e a tecnologia! Na maior parte do tempo elas servem para facilitar e agilizar a troca de informações, mas de vez em quando… vixe, só atrapalha! Foi exatamente isto o que aconteceu semana passada no colégio West Hall, localizado em Hall County, Georgia (Estados Unidos).

Foi uma sucessão de confusões. Era quase 1h da tarde quando alguém mandou, sem querer, uma mensagem de texto para um número errado de celular e a tal pessoa recebeu o seguinte aviso: “gunman be at west hall today”, o que significa “atirador estará no West Hall hoje”. Assustada, a pessoa alertou a polícia, que correu para o colégio, mandou todo mundo embora e trancou as portas.

Quando foram rastrear o número, descobriram que o celular de quem escreveu a mensagem estava com a correção automática ligada e o texto original era “gunna be at west hall today”. Gunna = “internetês” para gonna, de “going to” = vou estar no West Hall hoje.

“Foi uma combinação de circunstâncias esquisitas”, disse o Sargento Stephen Wilbanks, delegado local. “Nós queremos enfatizar que a pessoa fez a coisa certa ao alertar sobre a mensagem”.

Tirando o susto que todo mundo levou, não dá para negar que foi engraçado, não é mesmo?

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Garota tenta reclamar que sofre bullying e leva suspensão

Tânia Vinhas | 05/03/2012

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Estudantes sofrem bullying na escola, pessoa que faz bullying é suspensa na escola – esta lógica está correta. No entanto, em uma escola de Lithonia, Geogia (Estados Unidos), também existe a seguinte lógica: estudante sofre bullying, estudante tenta reclamar sobre isto na diretoria e, portanto, leva suspensão.

Essance McDougald, aluna do ensino médio, chegou a comentar com seus professores que estava sofrendo bullying de duas garotas mais velhas, mas ninguém fez nada. Então a menina decidiu escrever uma carta de três páginas para o conselho escolar contando o seu caso e o assistente do diretor afirmou que ela seria suspensa se fizesse isto. Ela desistiu da ideia e contou para a sua avó.

“Se alguém me diz que eu vou ser suspensa por 7 ou 10 dias porque estou sofrendo bullying, eu não vou falar com o assistente do diretor e não vou relatar nada porque eu não quero ser suspensa da escola”, reclamou a avó de Essance, que resolveu tirar satisfações.

E foi exatamente quando ela foi tirar satisfações que a garota foi suspensa. A escola quis que as meninas envolvidas conversassem sobre o assunto, mas uma delas afirmou que iria bater nela se fosse suspensa por isto. Essance resolveu ficar quieta e, portanto, levou uma suspensão de 2 dias.

“Eles estão dizendo que todo mundo está fazendo bullying com todo mundo”, disse a avó. “Não faremos mais mediações. Ela está com medo de voltar para o colégio e talvez eu comece a dar aulas para ela em casa mesmo”.

Onde já se viu, uma escola deixar o caso chegar a este ponto?

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