Escrever um bilhete de adeus = exercício de redação de mau gosto
Tânia Vinhas | 27/06/2012
“Estou escrevendo esta carta para dizer adeus e agradecê-la por ter me dado a vida e não chore, eu não quero que você fique triste, eu quero que você se lembre dos tempos divertidos e felizes. Eu sei que tenho causado sofrimento, mas agora estou com a vovó e o vovô”.
Qualquer pessoa desavisada que ler este bilhete vai pensar na hora em apenas uma coisa: é um bilhete de suicídio. Foi exatamente o que Vicki Walker pensou quando viu esta carta escrita por seu filho Wesley, de 14 anos. No entanto, era apenas um exercício de redação da Discovery Academy de Staffordshire.
Pois é, a professora do menino sugeriu o seguinte exercício: escrever uma carta de despedida para os pais como se ele estivesse com uma doença terminal. Exercício de mau gosto.
“Eu senti como se eu estivesse prestes a achá-lo enforcado no quarto, eu achei doentio”, contou a mãe. “Ele me mostrou a carta à noite e subiu para o quarto”.
“Eu acho que as escolas não deveriam pedir para as crianças escreverem coisas assim, especialmente quando pode ficar parecendo um bilhete de suicídio”, completou.
A escola acabou reconhecendo a mancada e pediu desculpas pelo mal entendido que causou tanto stress.
Por outro lado, Wesley nem pensou nisso – “era um exercício normal, escrever um ‘obrigado’ especial”.








