Guia do Estudante

Posts de agosto 2012

Estudantes aprontam, são suspensos e… processam a universidade

Tânia Vinhas | 31/08/2012

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Uma fraternidade inteira de alunos da Universidade de Miami levou suspensão e decidiu processar a instituição pedindo 10 milhões de dólares em indenização. O resumo da história parece nonsense para você? E a história inteira é mesmo.

A fraternidade Phi Kappa Tau foi suspensa pelas autoridades da Universidade após um rolo envolvendo a polícia. No dia 19 de agosto policiais foram chamados ao local porque o alarme de incêndio estava tocando – estes alunos estavam acendendo fogos de artifício apontados diretamente para a fraternidade da frente, a Sigma Alpha Epsilon (é, parece filme adolescente americano mesmo).

Quando pediram para entrar na casa, os estudantes não deixaram. Os policiais voltaram com um mandado de segurança e encontraram muitos rojões (usados e novos) e maconha. Ainda que eles tenham levado só uma bronca (ninguém fez boletim de ocorrência), a Universidade puniu os rapazes, visto que a casa faz parte da instituição. Até aí, tudo bem, é o que a gente esperava.

O bizarro é que eles ficaram revoltados. Alegaram que a suspensão é maliciosa, que interfere nas operações da fraternidade e que vai contra os direitos constitucionais dos membros. Resultado: abriram um processo pedindo 10 milhões de dólares.

O processo ainda vai correr, mas convenhamos: que palhaçada destes caras!

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Imperdível: aulas de biologia com Goku, de Dragon Ball

Tânia Vinhas | 28/08/2012

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A internet é famosa por proliferar vídeos divertidos que não acrescentam muita coisa na nossa vida: vide Para Nossa Alegria, o bar-mitzvah de Nissim Ourfali ou o finado Keyboard Cat. No entanto, de vez em quando aparece um vídeo que vira sucesso absoluto e ainda ensina.

É o caso da aula sobre neurônios da Khan Academy. Enquanto a maioria dos vídeos com jeito de cursinho virtual alcancem 1000 cliques e olhe lá, este em questão já ultrapassou os 190 mil. O motivo? O professor Goku.

Professor Goku? Vamos explicar: a voz do curso é de Wendel Bezerra, dublador de atores e personagens como Bob Esponja, Edward Cullen, Leonardo DiCaprio, Edward Norton e Goku, o herói do desenho Dragon Ball.

O pessoal começou a ver o vídeo, reconheceu a voz e repassou. Virou um boom na internet – todo mundo quer aprender Biologia com o Goku. O interesse no personagem gerou interesse no assunto e o resultado são comentários como “se no ensino médio algum professor tivesse passado vídeos do Goku dando aula, certamente teria estudado mais”.

Ainda que Wendel só tenha lido o texto, agora já era: todo mundo quer aprender com o Professor Goku, que, além de tudo, ensina de modo fácil, sem complicações.

E você? Gostaria de assistir aulas narradas por qual personagem?

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Monitora de ônibus escolar cria fundação anti-bullying

Tânia Vinhas | 24/08/2012

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O mundo está cheio de coisas ruins, mas de vez em quando dá para tirar coisas boas dos problemas da vida. É o caso de Karen Klein, uma monitora de ônibus escolar de Nova York que sofreu bullying de estudantes.

Caiu na internet um vídeo de quatro adolescentes provocando a senhora de 68 anos e ele virou viral nos Estados Unidos. Os alunos foram suspensos da escola por um ano, o que por si só já é uma vitória na luta contra o bullying. No entanto, a história de Karen foi além.

Mais de 32 mil pessoas que viram o vídeo doaram dinheiro à motorista, que decidiu se aposentar depois dos maus-tratos. “Aquela experiência foi um dos piores atos humanos que eu já precisei suportar”, disse a monitora. “Mas semanas depois do acontecido e do vídeo ficar famoso no Youtube, um homem que eu nem conhecia decidiu fazer um simples ato de amor. Max Sidorov, só com a bondade do seu coração, decidiu juntar dinheiro através de uma campanha na internet para me dar a chance de tirar umas férias”.

“Como vocês provavelmente já sabem, nós arrecadamos muito mais dinheiro do que eu precisava para viajar”, continuou. “Isto mudou a minha vida para sempre. Agora eu não só vou viajar como vou poder me aposentar direito e cuidar da minha família”.

E o que seria uma ajuda para ela fazer um “pé-de-meia”, por assim dizer, agora atinge muitas pessoas. Ela pensou nos outros, resolveu pegar o valor, arrecadou mais ainda e abriu a Fundação Karen Klein Anti-Bullying.

Agora a conta bancária da fundação já ultrapassou os 700 mil dólares, dinheiro que será repassado para iniciativas anti-bullying do mundo inteiro. Super bacana, certo? Quer ajudar também? Clique aqui para conhecer a página do movimento de Karen e ver como você pode participar desta ação!

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Oradora da turma fica sem diploma após dizer “diabos” no discurso

Tânia Vinhas | 22/08/2012

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Kaitlin Nootbaar era o exemplo de boa aluna: ótimas notas, primeira da classe, eleita oradora da turma. No entanto, a garota saiu da Prague High School, em Oklahoma, sem diploma. O motivo? Dizer a palavra “diabos” no discurso da colação de grau.

O pai de Kaitlin está inconformado, óbvio. Ele disse que a inspiração do texto foi o filme Eclipse, da saga de Crepúsculo, e que não tinha problema nenhum. “A frase dela foi: ‘quando ela começou a estudar ela queria ser enfermeira, depois veterinária e, agora que ela está chegando perto da formatura, as pessoas perguntam o que ela quer fazer e ela diz ‘como diabos vou saber? Eu mudei de ideia tantas vezes!’”.

Nootbaar disse que o público riu e a filha recebeu uma longa salva de palmas. O problema foi na hora de buscar o diploma de verdade no colégio agora no meio do ano. “Nós fomos até a secretaria e pedimos o diploma e o diretor disse ‘o seu diploma está aqui, mas você não vai pegá-lo. Nós temos um problema’”, contou o pai.

A escola decidiu que ela teria que escrever uma carta de desculpas antes de receber o certificado, mas a família achou um absurdo. Kaitlin também não quer dar o braço a torcer. “Ela mereceu o diploma. Ela completou a grade escolar. Em quatro anos ela nunca tirou uma nota B. Ela só tirou A e teve média alta o caminho inteiro”.

Kaitlin passou em uma boa faculdade e ganhou bolsa integral e tal história só prejudica o seu futuro. O diretor não quis comentar o caso, alegando que o assunto é confidencial.

Cada coisa descabida…

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Ministro da Educação da Austrália diz que professor não precisa ser inteligente

Tânia Vinhas | 16/08/2012

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“Não é necessariamente verdade que alguém academicamente inteligente é um professor melhor do que alguém que não é”. Foi esta frase que abriu a polêmica envolvendo o Ministro da Educação da Austrália Peter Garrett e profissionais da educação.

Perguntaram a ele se o governo queria elevar o nível dos educadores demitindo aqueles de baixo desempenho e Garrett respondeu que não acredita que a profissão de ensinar precise ser mais seletiva. “Não acho que a educação deva pertencer só aos inteligentes e bem dotados”.

É claro que depois ele explicou que conhece professores que não foram os melhores na faculdade e mesmo assim se saíram super bem na profissão, já que tinham paixão e entusiasmo e, assim, inspiravam os alunos. Neste ponto ele está certo. Só que ele insistiu na ideia de que, se o profissional der o melhor de si, o mínimo esperado já basta.

Daí fica a discussão: só a paixão é suficiente? E a busca pela melhor qualificação?

Em tempo: Peter Garrett é ex vocalista da banda Midnight Oil e deixou a vida de músico para seguir a carreira política. Seu engajamento com o meio ambiente conquistou os eleitores, mas, depois dessa, muita gente está pensando que ele deveria voltar a pensar na natureza e não na educação…

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Escola pública americana ameaça: faça um teste de gravidez ou seja expulsa

Tânia Vinhas | 09/08/2012

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Conheça a Delhi Carter School de Delhi, Louisiana, uma escola pública onde a regra é clara: se houver suspeitas, a aluna deve fazer um teste de gravidez. Se ela não quiser fazer, será expulsa. E se fizer e realmente estiver grávida, também será expulsa e forçada a estudar em casa.

Claro que ninguém aqui está querendo incentivar a gravidez adolescente, mas convenhamos – tudo tem limite. Todas as meninas merecem receber uma educação de qualidade e livre de discriminações.

Forçar alguém a ir a um médico designado pelo colégio e fazer um teste de gravidez não é correto. Bem, talvez os pais das meninas tenham este direito, mas só eles. E proibir quem está grávida de assistir às aulas, interromper os seus estudos por causa disto, aí já é errado demais.

Quando a ACLU (American Civil Liberties Union) descobriu o caso, acionou o Projeto dos Direitos da Mulher e pediu a suspensão imediata desta política ilegal e machista (já que os meninos que engravidam as meninas não são obrigados a nada).

Revoltante, não é mesmo?

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Professor mente que matou menina para matar aula

Tânia Vinhas | 07/08/2012

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Tem gente que inventa que está doente para não aparecer no serviço. Outras pessoas dizem que um tio-avô morreu. Derek McGlone não optou pelo caminho mais simples: para não precisar trabalhar, disse que havia atropelado uma criança em um acidente fatal.

Pois é, o professor escocês de 42 anos já tinha fama de contar lorotas para escapar do trabalho no Colégio Calderhead, mas eram mentirinhas inocentes. Até que ele inventou que havia tirado a vida de uma menininha.

“Ele disse que sentiu as rodas do carro passarem por cima do corpo dela”, disse Joyce Kilmartin, a diretora. Quando descobriram a farsa, foi a gota d’água. Todo o corpo docente reclamou sobre a sua conduta e contou ao conselho educacional da região.

Quando ficou sabendo, Derek ainda por cima foi descarregar a raiva no Facebook, xingando todo mundo e dizendo que iria atrás deles. Mas aí o ódio passou, o arrependimento bateu e agora ele quer voltar a trabalhar. “Não posso dar nenhuma explicação lógica pelas minhas ações”, disse.

Acho que agora é meio tarde demais né?

Dado curioso: em outra ocasião, McGlone ligou de dentro da própria casa em Glasgow dizendo que não ia trabalhar porque estava preso em uma nuvem de cinzas vulcânicas na Islândia. Ok…

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Colégios de Evansville impõem a roupa social como uniforme

Tânia Vinhas | 01/08/2012

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Roupa para ir à escola sempre foi um assunto polêmico: há quem goste da praticidade e conforto dos uniformes, há quem goste da liberdade de poder lançar moda nos corredores e liberar sua individualidade. No entanto, 22 colégios de Evansville, Indiana, mudaram o paradigma: agora a nova ordem é vestir roupa social de verdade.

O motivo: trata-se da nova estratégia de ensino das escolas locais. Batizada de “Dress for Success” (vista-se para o sucesso), a ideia é fazer os estudantes pensarem menos em estilo e mais no futuro.

“Quando as crianças se vestem como profissionais, elas começam a agir como profissionais”, afirma Marsha Jackson, chefe de Comunicação da Evansville Vanderburgh School Corp.

Na Evans Elementary School, a primeira escola a implementar o programa, o uniforme vai um pouco além e segue praticamente a linha formal. “Os estudantes se vestem para o sucesso e o clima todo da escola mudou para melhor”, assegura a diretora Elizabeth Wells.

“Você sempre vai encontrar um grupo de alunos que demora a se adaptar, mas conforme o ano passa, as reclamações diminuem e ficam mais espaçadas”, continua.

E quem não tiver condições de entrar nessa dança? “Se os pais não tiverem como arrumar o que os filhos precisam, as escolas deverão fornecer”, Wells explicou. Menos mal.

Você gostaria de usar roupas sociais na escola?

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