Guia do Estudante

Chega de cadeiras: alunos sentam em bolas de ioga na Pensilvânia

Tânia Vinhas | 28/02/2013

Foto: Mark Kenny/Creative Commons/Flickr

Que atire a primeira pedra aquele que nunca sentou todo torto na cadeira da escola ou que nunca ficou morrendo de sono enquanto sentava paradão ouvindo a aula de Matemática!

Pois uma professora da escola Westtown-Thornbury, de West Chester, Pensilvânia, teve uma ideia brilhante para melhorar a atenção, a postura e a produtividade de seus alunos da quinta série – Robbi Giuliano sumiu com as cadeiras da classe e colocou bolas de ioga no lugar!

Divertidas, coloridas e de tamanhos diferentes, as bolas ajudam as crianças a manter o equilíbrio, o que fortalece a musculatura e melhora o fluxo sanguíneo. O aluno Kevin Kent disse que a bola facilita a sua concentração e evita que tenha dores nas costas. “Agora, sentar na cadeira é estranho”, conta o garoto.

Vale lembrar que as bolas não são obrigatórias e quem não se adaptar pode pegar a cadeira de volta. Mas são crianças né – no fim das contas, só um estudante prefere a cadeira e os pequenos gostam tanto das bolas que acaba sendo uma ameaça de castigo: “vou tirar a sua bola, heim!”.

Os pais dos alunos também apoiam a iniciativa e pagam espontaneamente 5 dólares pelas bolas para seus filhos. Alguns até curtiram a ideia para si mesmos e compraram para usar em casa e no trabalho.

O que você achou da iniciativa? Quer levar a ideia para a sua escola ou só de pensar já ficou com cansaço de postura?

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Universitário junta nerdice com rock’n'roll em trabalho científico

Tânia Vinhas | 26/02/2013


Imagem: Wikimedia Commons

Não vamos estereotipar nada por aqui – roqueiros podem gostar de física e físicos podem gostar de rock, claro. O surpreendente, neste caso, é que um físico roqueiro não só curte os dois temas como deu um jeito de juntá-los num trabalho científico envolvendo o comportamento de quem assiste aos shows e o comportamento de partículas de gás.

Vamos explicar desde o começo: Jesse Silverberg é um estudante de física da Universidade de Cornell que sempre curtiu muito os shows de rock metaleiro. Um belo dia ele arrastou a namorada para um destes eventos e, como ela não estava acostumada com a bagunça, ele ficou mais quietinho para proteger a amada e ficar de olho nos marmanjos para que ninguém machucasse a coitada no meio das trombadas.

Eis que o moço teve uma epifania. “Ao ficar de fora do mosh (vide Wikipedia: “ato de puxar, empurrar e até colidir com outras pessoas em apresentações musicais como modo de entretenimento”), eu fiquei completamente maravilhado com o que vi”, contou Jesse. “Havia todos os tipos de comportamentos surgindo que eu nunca havia notado”. E o que ele notou? Ele notou que, ainda que os movimentos individuais dos moshers fossem aleatórios, o comportamento coletivo deles seguia regras simples de física.

A partir daí, ele juntou os amigos e elaborou um estudo sobre a dinâmica comportamental simplificando as pessoas como simples partículas. O modelo interativo do empurra-empurra dos metaleiros provou que, aliando multidão, música, intoxicação (álcool e/ou fumaça) e calor, as interações se parecem muito com o comportamento das moléculas de gás.

“Mover-se aleatoriamente, colidir com os outros de maneira não direcionada… No fim das contas, a descrição estatística que nós usamos para os gases bate com o comportamento das pessoas no meio do mosh”, explicou. Os princípios são os mesmos e, de acordo com a pesquisa, o mesmo vale para situações como revoltas em massa ou situações de emergência.

E o que o mundo ganha com essa descoberta? Bem, além de ser uma curiosidade bacana, pode ser útil para melhorar as medidas de segurança em baladas, prédios e estádios, por exemplo. E o que a namorada de Jesse ganhou com esta descoberta? “Desde aquele show ela nunca mais quis voltar para um show de metal”, lamenta o rapaz.

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Universidade recomenda vômito e urina contra estupradores

Tânia Vinhas | 21/02/2013

Digamos que tem um agressor sexual atrás de você (bate na madeira!). Você: a) tenta correr; b) grita até alguém ouvir; c) tenta bater no cara ou d) utiliza fluidos corporais contra o meliante?

Bem, se depender da Universidade do Colorado, em Colorado Springs, a resposta é a alternativa e), todas as anteriores. Ok, a primeira, a segunda e a terceira são válidas, mas a última é meio estranha. De acordo com uma lista publicada pelo departamento de segurança no site da universidade, se nada der certo, a recomendação é tentar vomitar ou urinar no mau caráter. Se ainda assim não funcionar, a dica é “dizer ao estuprador que possui uma doença venérea ou que está menstruada”.

A lista se espalhou rapidamente, óbvio, e causou repercussão nas redes sociais. Diante do furor virtual, a lista foi apagada do site e, no local, foi publicado um pedido de desculpas pela confusão. Para Tom Hutton, o porta-voz da instituição, é uma pena que o trecho tinha sido colocado fora de contexto. “Foi uma informação adicional direcionada às mulheres que concluíram o curso de defesa pessoal no campus”.

Vomitar, urinar, dizer que tem doença… bem, Sr. Hutton, a pessoa pode não ser estuprada, mas corre um risco maior de morrer, não é não? Coisa estranha…

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Brincar com granadas imaginárias na hora do recreio? Suspensão!

Tânia Vinhas | 15/02/2013

O pequeno Alex Watkins, de 7 anos, ficou bem confuso quando levou uma suspensão na hora do recreio. Ele brincava numa boa de salvar o mundo do mal, mas de repente a diretora da Mary Blair Elementary School de Loveland, Colorado, o chamou para uma conversinha e deu a notícia.

O que ele estava fazendo de repreensível? Jogando granadas imaginárias em uma caixa imaginária que continha um monstro maléfico – e imaginário.

A mãe do garoto, Mandie, também não entendeu. “Ele está muito confuso”, disse. “Eu também estou confusa, então fica difícil para mim ter que apoiar estas regras da escola sendo que eu não as entendo”.

De acordo com a diretora, Valerie Lara-Black, Alex infringiu regras da instituição que prezam pela segurança do local. Algumas das regras? “Proibido fazer abusos físicos ou lutas – reais ou de brincadeira” e “nada de armas, reais ou de brincadeira”.

Mas isso valeria para as imaginárias também? Levemente exagerado, né?

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Ministra da Educação da Alemanha é acusada de plágio e deve devolver próprio diploma

Tânia Vinhas | 07/02/2013


Foto: Wikimedia Commons

Polêmica, absurdo, babado forte: podem chamar do que quiser, o fato é que a ministra da Educação da Alemanha (justo a da educação!) teve a tese de doutorado acusada de plágio e terá que devolver o diploma na Universidade de Dusseldorf.

Doze membros de um colegiado do curso de Filosofia afirmaram haver plágio no trabalho de Annette Schavan (feito há 30 anos), enquanto só dois votaram a favor da ministra e uma pessoa resolveu se abster. Por grande maioria de votos, então, o comitê concluiu que ela usou “um número substancial de citações sem crédito de outros textos” e isto é inadmissível, é um crime acadêmico.

Schavan não gostou nada da acusação e disse que até entrega o diploma por enquanto, mas que vai apelar na justiça. Ela afirma categoricamente que tudo isto é mentira e, àqueles que acham que ela deveria renunciar ao cargo, ela garante que não vai renunciar coisa nenhuma. Bem, pelo menos por enquanto – a mídia está em polvorosa por causa disto.

O que você pensa sobre o caso?

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Lousa à prova de balas dá mais segurança a professores

Tânia Vinhas | 28/01/2013

Foto: Divulgação

Onde o mundo foi parar: diante de tantas histórias de atiradores enlouquecidos e alunos violentos, uma fábrica de Maryland desenvolveu uma lousa à prova de balas para proteger os professores durante emergências.

Feita com um material chamado Dyneema, a lousa pode bloquear tiros de revólver e pistola – pelo menos os dos calibres mais comuns. “A princípio, a lousa vai passar a maior parte da sua vida como um objeto de sala de aula. Esperamos que seja a vida inteira assim”, disse George Tunis, CEO da fábrica Hardwire. “Diante da situação de emergência, a Lei de Murphy geralmente se aplica e você vai querer estar preparado. A lousa branca ganha tempo enquanto a ajuda está chegando”.

A tal lousa branca parece um escudo mesmo, é pequena e leve, bem parecida com os escudos usados por militares no Afeganistão e no Iraque. Ainda assim, ninguém quer que os professores banquem os heróis, é claro – “é a última linha defesa, não é algo para sair no corredor em combate”, afirmou Tunis.

Várias escolas locais de Maryland, um colégio de Dakota do Norte e a Universidade de Delaware já encomendaram as tais lousas.

A ideia é muito boa. Pena que foi necessário ter que pensar nela…

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Escola sueca incentiva game Minecraft em grade curricular

Tânia Vinhas | 23/01/2013

por Tânia Vinhas

Enquanto meio mundo insiste em dizer que videogames fazem mal para a criançada, uma professora da escola Viktor Rydberg, em Estocolmo, não só apóia a prática como colocou o joguinho Minecraft no cronograma de aulas.

Nele não há tiroteio e nem sangue jorrando nas paredes, claro. A missão é percorrer o cenário, todo feito de bloquinhos, e construir objetos para sobreviver e evoluir em meio às adversidades

Quem joga afirma: o visual é meio feio, porém viciante. Desde o seu lançamento, em novembro de 2011, Minecraft já contabilizou mais de 40 milhões de jogadores registrados e 17.5 milhões de games vendidos no mundo todo.

“É o mundo deles e eles gostam”, disse Monica Ekman, a professora descolada. “Eles aprendem sobre planejamento urbano, sobre questões ambientais, sobre como cumprir tarefas e até mesmo sobre como planejar o futuro”.

Cerca de 180 alunos já participam destas aulas de construção no mundo virtual. “Os meninos já sabiam muita coisa antes de nós começarmos, mas as meninas também estão felizes em criar e construir – não é muito diferente de artesanato e marcenaria”, conta Ekman.

A idéia surgiu por causa de uma competição nacional entre escolas chamada “Cidade do Futuro”, na qual as aulas deveriam oferecer propostas para fazer as coisas melhorarem no futuro. Se o projeto se tratava de uma classe extracurricular, em pouco tempo virou obrigatória. “Tem sido um grande sucesso e nós definitivamente vamos continuar com isso”, concluiu a professora.

Você gostaria de ter aulas de games na sua escola?

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Professora com fobia de criança processa escola por demissão injusta

Tânia Vinhas | 18/01/2013

Maria Waltherr-Willard, de 61 anos, tinha uma carreira respeitável. Por 35 anos ela lecionou Espanhol e Francês aos alunos do Ensino Médio em Mariemont, Ohio. O problema foi que, após uma mudança na grade curricular – a qual ela era contra – , colocaram a coitada para dar aulas no Ensino Fundamental.

O motivo do problema? Maria sofre de um distúrbio de ansiedade específico – a pedofobia. Não confundam com pedofilia, o caso é exatamente o oposto: ela morre de medo de crianças.

De acordo com ela, o pessoal da delegacia de ensino local não deu à mínima para o seu problema, sendo que é uma questão já diagnosticada por médicos. Maria pediu para ser realocada para classes mais velhas e ninguém deu bola – falaram que era melhor ela se aposentar de uma vez e foi o que ela fez. Mas claro que rendeu processo.

A professora conta que é só chegar perto de crianças que ela começa a se sentir estressada, ansiosa, com dores no peito e aumento de pressão. Dependendo do caso, até vomita e tem pesadelos.

Daí muita gente pensa: “se ela tem fobia de criança, como que ela inventa essa história de querer ser professora?”.

“É uma fobia difícil”, afirmou Dr. Caleb Adler, professor de Psiquiatria na Universidade de Cincinnati. “Mas, quando você é professor, pode ser que não seja um problema quando os alunos já são adolescentes”.

E você, o que acha? A situação foi injusta ou não?

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Pediatras afirmam: estudantes precisam de mais tempo de intervalo

Tânia Vinhas | 15/01/2013

Por Tânia Vinhas

Recreio, recesso, intervalo – não importa qual é o termo usado na sua escola, o fato é que muitos pediatras estão reclamando que as crianças precisam de mais tempo para a diversão.  A Academia Americana de Pediatria afirmou que o estudo é importantíssimo, claro, mas que o tempo livre também é precioso.

“Acreditamos que este recesso é um componente crucial e necessário para o desenvolvimento da criança e, como tal, não deve ser negado como forma de punição ou por razões acadêmicas”, diz a declaração da Academia.

“A AAP tem tentado, nos últimos anos, focar a atenção dos pais, professores e políticos para o fato de que as crianças estão perdendo o tempo livre para brincar”, alega o Dr. Robert Murray, um dos autores do texto. “Nós estamos colocando atividades em excesso no dia delas… Elas perdem a criatividade que vem da brincadeira livre, a criatividade que nós consideramos muito importante”.

Além dos benefícios físicos, os pediatras ainda citam os benefícios cognitivos, como a melhora da atenção e bom desenvolvimento social e emocional.

“O que me fascina é que isto ainda está em debate”, disse o Dr. Barrett Fromme, professor da Universidade de Chicago. “O mundo dos negócios já mostrou várias vezes que companhias culturais como o Google oferecem oportunidades para se divertir e colaborar com a comunidade, o que sugere que tal costume é a razão do sucesso e da felicidade dos funcionários. Mas, apesar disto, nós não encorajamos o mesmo costume nas nossas crianças, que estão em um período de desenvolvimento muito mais crítico”.

Faz muito sentido. E você, o que acha? É melhor ter mais tempo livre ou ocupar a agenda com cursos e atividades importantes para o currículo?

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Escola tenta proibir musical inspirado em Elvis Presley por ser muito sexual

Tânia Vinhas | 08/01/2013

Elvis Presley é o Rei do Rock, praticamente o mundo todo concorda com este título. Elvis dançava bem, cantava bem e fez uma legião de fãs acreditar que ele nunca morreu. É difícil encontrar alguém que não goste do cara, mas um colégio de Salt Lake City acabou comprando briga ao cancelar um musical que usava suas canções e uma história de Shakespeare.

Os alunos queriam representar a peça “All Shook Up”, mas a diretoria da Herriman High School barrou a ideia – era “muito sugestiva sexualmente” e alegou que alguns pais reclamaram. Ninguém se conformou, o caso chegou até a mídia e, depois de muita discussão, o colégio voltou atrás. Mas nem tanto.

Os alunos poderão fazer a peça, contanto que algumas cenas sejam modificadas, que algumas canções sejam alteradas e que a coreografia tenha menos movimentos de quadril. “O show vai continuar”, declarou Sandy Riesgraf, porta-voz da escola. “Nossa maior preocupação era fazer algumas mudanças para manter a peça de acordo com os valores da comunidade. Todos sairão ganhando”.

“All Shook Up” é inspirada em Noite de Reis, de William Shakespeare, e, embalada pelas músicas de Elvis, conta a história de uma garota que se veste de menino para não ser identificada após um naufrágio – só que ela se apaixona por um rapaz.

“Não me conformo”, disse Jill Fishback, mãe de uma aluna participante da peça. “Eles estão cantando músicas do Elvis. Uma menina se veste de menino e beija um garoto. Não é promover a homossexualidade. É para ser uma farsa”.

Você acha que a escola exagerou no drama?

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