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Ajudante de professor se recusa a mostrar o Facebook à diretoria e é suspensa

Tânia Vinhas | 04/04/2012

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É claro que você só deve colocar na internet o que não tem problema ser visto por todas as pessoas, mas em alguns casos a curiosidade beira a invasão de privacidade mesmo. Foi o que aconteceu com Kimberly Hester, uma ajudante de professor que foi suspensa após não deixar a diretoria acessar a sua página no Facebook.

O superintendente da Frank Squires Elementary School, de Cassopolis, Michigan, insistiu que queria ver o Facebook da professora quando a mãe de um aluno, amiga dela na rede, contou que ela havia postado uma foto de uma colega de trabalho. A foto era meio confusa e estranha – só dava para ver uma calça e um par de sapatos.

“Eu não fiz nada de errado”, disse Kimberly. “E eu não vou deixar, mesmo agora, que eles entrem no meu Facebook. E eu não acho que é ok um chefe pedir isto. Eu tenho o direito de ter privacidade”.

Foi aí que ela levou a suspensão e foi informada que ela não receberia o seu salário. Agora ela já tem advogado e ainda chamou a atenção de Matt Lori, um político republicano de Michigan, que tem um projeto de lei que torna ilegal o ato de pedir senhas ou forçar alguém a mostrar a rede social para olhar informações dos funcionários. Justo.

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Aluna de 12 anos processa escola que queria invadir seu Facebook

Tânia Vinhas | 12/03/2012

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Em tempos de Big Brother, aparentemente anda meio difícil entender o que significa “privacidade”. Uma aluna de 12 anos de Minnesota está processando a escola por invasão de privacidade – a diretoria pressionou a garota a dizer seu login e senha do Facebook e ela não deixou barato. E olha que este não é o primeiro caso relacionado a instituições pedindo senhas de redes sociais.

O fato é que R.S. (o nome dela não foi divulgado) foi punida duas vezes por conta de postagens no Facebook – uma reclamando sobre um inspetor e outra perguntando quem havia sido o dedo-duro. Na terceira vez, a escola mandou a polícia forçar a menina a entregar a senha.

“R.S. foi intimidada, ameaçada, humilhada e chorou muito enquanto estava detida naquela sala pequena da escola”, diz o processo. A escola afirma que não foi isto o que aconteceu e que todo mundo só quis saber de um lado da história.

A diretoria contou que um aluno disse a eles que ela estava conversando sobre sexo no Facebook e decidiu chamá-la para uma conversa. Então por que havia um policial ali também? E ela não tem o direito de conversar sobre o que quiser, contanto que não prejudique outras pessoas?

Tem algo muito errado nessa nova maneira de controlar os alunos.

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