Ministro da Educação da Austrália diz que professor não precisa ser inteligente
Tânia Vinhas | 16/08/2012
“Não é necessariamente verdade que alguém academicamente inteligente é um professor melhor do que alguém que não é”. Foi esta frase que abriu a polêmica envolvendo o Ministro da Educação da Austrália Peter Garrett e profissionais da educação.
Perguntaram a ele se o governo queria elevar o nível dos educadores demitindo aqueles de baixo desempenho e Garrett respondeu que não acredita que a profissão de ensinar precise ser mais seletiva. “Não acho que a educação deva pertencer só aos inteligentes e bem dotados”.
É claro que depois ele explicou que conhece professores que não foram os melhores na faculdade e mesmo assim se saíram super bem na profissão, já que tinham paixão e entusiasmo e, assim, inspiravam os alunos. Neste ponto ele está certo. Só que ele insistiu na ideia de que, se o profissional der o melhor de si, o mínimo esperado já basta.
Daí fica a discussão: só a paixão é suficiente? E a busca pela melhor qualificação?
Em tempo: Peter Garrett é ex vocalista da banda Midnight Oil e deixou a vida de músico para seguir a carreira política. Seu engajamento com o meio ambiente conquistou os eleitores, mas, depois dessa, muita gente está pensando que ele deveria voltar a pensar na natureza e não na educação…




