Guia do Estudante

Posts da categoria ‘Engenharia’

Conheça 8 carreiras para quem faz Engenharia Elétrica

Amanda Previdelli | 08/05/2013

0

Comentários

Engenharia Elétrica lida com a geração, transmissão, o transporte e a distribuição de energia elétrica. O engenheiro eletricista planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia.

Ele está habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento de componentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais e clínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências.

O mercado de trabalho para esse profissional, assim como em outras engenharias, está em alta. As áreas de eletrotécnica e automação, especialmente, estão aquecidas.

Confira o que o formado em Engenharia Elétrica pode fazer:

- Automação: projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial;

- Eletrônica: desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição e transmissão de dados;

- Eletrotécnica: planejar e operar sistemas elétricos, da geração à distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e equipamentos usados no sistema de geração, transmissão e distribuição;

- Engenharia biomédica: especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir equipamentos e fazer manutenção deles;

- Hardware e programação: desenhar componentes e desenvolver sistemas;

- Instrumentação: projetar e desenvolver equipamentos para a realização de medidas, registro de dados e atuadores

- Microeletrônica: projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) destinados a sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outras finalidades;

- Telecomunicações: desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagens e som. Projetar e construir sistemas e equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2013

Compartilhe

Conheça os 46 cursos de Engenharia e Produção

Amanda Previdelli | 03/04/2013

5

Comentários

Faltam engenheiros e tecnólogos da área de produção para dar conta do crescimento da economia brasileira previsto para a próxima década. A área conta com mais de 40 carreiras diferentes. 

Para trabalhar com engenharia e produção, é preciso ter facilidade para lidar com números, cálculos e projeções, raciocínio lógico e abstrato, capacidade de analisar e resolver problemas, gostar de trabalhar com máquinas e equipamentos e habilidade para trabalhar em equipe. 

As graduações mais procuradas são Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica e Engenharia Química. 

Confira as 46 carreiras de Engenharia e Produção: 

-          Automação Industrial

-          Ciências Aeronáuticas

-          Construção Civil

-          Construção Naval

-          Eletrônica

-          Engenharia Acústica

-          Engenharia Aeronáutica

-          Engenharia Biomédica

-          Engenharia Civil

-          Engenharia da Mobilidade

-          Engenharia de Agrimensura e Cartográfica

-          Engenharia de Alimentos

-          Engenharia de Controle e Automação

-          Engenharia de Materiais

-          Engenharia de Minas

-          Engenharia de Petróleo

-          Engenharia de Produção

-          Engenharia de Segurança no Trabalho

-          Engenharia de Sistemas

-          Engenharia de Telecomunicações

-          Engenharia Elétrica

-          Engenharia Eletrônica

-          Engenharia Física

-          Engenharia Industrial

-          Engenharia Mecânica

-          Engenharia Metalúrgica

-          Engenharia Naval

-          Engenharia Nuclear

-          Engenharia Química

-          Engenharia Têxtil

-          Geoprocessamento

-          Gestão da Produção Industrial

-          Gestão de Qualidade

-          Manutenção de Aeronaves

-          Manutenção Industrial

-          Materiais

-          Mecânica

-          Mineração, Petróleo e Gás

-          Papel e Celulose

-          Pilotagem Profissional de Aeronaves

-          Processos Químicos

-          Sistemas Elétricos

-          Telecomunicações

-          Têxtil e Moda/Produção Têxtil

-          Transporte

-          Viticultura e Enologia

Comentários: 5 pessoas comentaram

Categoria: Engenharia

Tags: , ,

Compartilhe

Fernando Grando, engenheiro da Fórmula 1, dá dicas sobre o curso e carreira de Engenharia Mecânica

Carolina Vellei | 08/10/2012

4

Comentários

Velocidade, adrenalina, competição… O mundo automobilístico atrai a atenção dos jovens principalmente pelo alto nível de emoção das corridas. Você gosta de Fórmula 1? O engenheiro mecânico, Fernando Grando, conta para o GUIA DO ESTUDANTE como é trabalhar nos bastidores do evento, criando os motores das máquinas mais velozes do planeta.*

- Saiba tudo sobre o curso de Engenharia Mecânica na Guia de Profissões do GE

- Faça o teste: Engenharia Mecânica é a melhor escolha?

F1 Grand Prix do Brasil - 2011

Fórmula 1, Grand Prix do Brasil de 2011. (Foto: Getty Images)

Fernando Grando sempre foi curioso para entender como as coisas funcionam. Quando criança desmontava e montava seus brinquedos diversas vezes, até entender como funcionavam. Outro hobby era o automobilismo, pois era (e ainda é) fascinado por corridas de carros.

Na escola, suas matérias prediletas eram da área de exatas. Daí a escolha da profissão foi um pulo. “Não tive dúvidas. Escolhi Engenharia Mecânica porque com ela seria possível atuar em muitas áreas, se comparada às outras Engenharias, e também pela minha preferência pela parte mecânica e de criação”, conta.

Decido o curso, era hora de  escolher a faculdade. E, para isso, Grando contou com a ajuda do Guia do Estudante de Profissões. No começo da década de 1990, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) era a instituição que oferecia o melhor curso do Brasil. “[a avaliação do Guia] foi a principal razão para eu ter me dedicado a passar na UFSC”, revela.

- Veja os 10 melhores cursos de Engenharia Mecânica, segundo o Guia do Estudante

A escolha e o esforço do engenheiro valeram a pena, segundo sua avaliação. “Na UFSC tive a oportunidade de ver quão rico era o campo de atuação do Engenheiro Mecânico”, conta. Com o passar do tempo, ainda estudante, começou a se envolver em pesquisas na faculdade, o que despertou a vontade de seguir com uma pós-graduação.

Determinado, Grando fez mestrado na própria federal de Santa Catarina. E ele seguiu nos estudos. Para fazer seu doutorado, conseguiu a chance de estudar na Inglaterra, na Universidade de Leeds.

A carreira na Fórmula 1

A entrada do engenheiro no automobilismo aconteceu quase que por acaso. Ao observar o mural de avisos da universidade na Inglaterra, um em especial lhe chamou a atenção: uma vaga para engenheiro de performance em uma grande equipe de Fórmula 1. Ele pensou que era uma grande chance e decidiu agarrar a oportunidade com unhas e dentes. “Meus planos eram de voltar ao Brasil depois de terminar o doutorado, mas resolvi conhecer a empresa, sua história, e me apliquei. Na pior das hipóteses, o que eu poderia receber era um não”, revela.

O engenheiro, no Museu em Brooklands, Inglaterra, local de uma das primeiras pistas de corrida criadas, ao lado de Indianapolis e Monza. (Foto: Arquivo Pessoal)

O engenheiro, no Museu em Brooklands, Inglaterra, uma das primeiras pistas de corrida criadas no mundo, ao lado de Indianapolis e Monza. (Foto: Arquivo Pessoal)

A iniciativa deu certo e ele foi aprovado no processo seletivo. “Parecia uma área muito distante, mas o sonho virou realidade. Você ver tudo isso de perto é muito bom. É legal ver o locutor narrar a corrida e ver o que ele fala de errado na hora”, brinca Fernando.

Há sete anos, o engenheiro trabalha diretamente com Fórmula 1, com foco no desenvolvimento de motores. Fernando é responsável por analisar projetos, tantos os que poderão ser criados como os que já estão em funcionamento. Ele já participou de trabalhos nas pistas durante as corridas, mas atua principalmente na sede da própria empresa, alternando entre os laboratórios de testes e o escritório.

O dia a dia na Fórmula 1

E como é o dia a dia de quem trabalha com Fórmula 1? Primeiro, a competição entre as equipes faz com que a o engenheiro tenha que se dedicar bastante, podendo fazer longas jornadas de trabalho quando o projeto for importante. Isso porque a diferença entre as escuderias classificadas na competição são muitas vezes de alguns centésimos, ou seja, a mais simples modificação no carro pode influenciar muito no resultado final. “Tudo que você faz de diferente pode te trazer a pole position”, explica Grando.

Além dos projetos, outro trabalho do engenheiro é prever as possíveis falhas dos carros de corrida antes de elas ocorrerem. Pode parecer estranho tentar adivinhar o futuro, mas eles realmente fazem isso, a partir de estatísticas feitas durante as corridas. “A corrida perfeita é aquela na qual você prevê todas as possibilidades antes de ela começar e informa aos engenheiros de pista o que eles devem fazer caso algo dê errado”, conta Fernando.

São muitos os fatores que influenciam o desempenho de um carro: pista molhada, pista seca, temperatura mais alta ou mais baixa, um carro mais lento na frente do piloto da sua equipe… Dependendo da situação, o gasto de combustível e de pneus é diferente. Por isso o objetivo do engenheiro mecânico é não só construir um motor que possa responder bem a todas essas situações, como também fazer outros ajustes na máquina para que ela renda mais durante a corrida.

Fernando precisou passar muito tempo estudando o regulamento da Fórmula 1 para aperfeiçoar os carros de sua equipe. São 20 corridas todo ano. A regra permite que sejam usados, no máximo, oito motores por temporada. Segundo o engenheiro, é preciso construir equipamentos que durem bastante, mas que não percam o rendimento com o passar do tempo. Esses ajustes só são conseguidos depois de muitos testes, feitos em sua maioria em laboratórios que simulam a situação de pista.

Oportunidades no mercado de trabalho

A Engenharia Mecânica é uma profissão com diversas atuações no mercado de trabalho. O engenheiro pode desenvolver, projetar e supervisionar a produção de máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica. “Muita gente cria o sonho de só trabalhar na Fórmula 1, mas todas as áreas dessa carreira são fantásticas”, admite o engenheiro.

Grando consegue enxergar boas oportunidades para quem vai se formar nos próximos anos. “O mundo já está pensando em energias alternativas. Será preciso criar carros que aceitem esses combustíveis, como a energia elétrica e até mesmo hidrogênio, criar turbinas eólicas para a produção de energia por meio do vento, entre outras novidades que virão”, explica.  Além disso, as descobertas na nanotecnologia e em microssistemas pedem engenheiros capacitados a criar equipamentos cada vez menores e mais eficientes.

Para encerrar, uma dica importante de Fernando Grando: “Coisas fantásticas podem acontecer ao acaso. Você tem que estar aberto a diferentes experiências”.  Foi assim que tudo começou para ele, com um simples anúncio no mural da faculdade…

*Atualmente Grando está trocando de emprego. Está saindo de uma grande equipe sediada na Inglaterra, para uma famosa escuderia italiana. Por motivos estratégicos, não podemos revelar o nome das empresas, mas você pode tentar adivinhar quais são (dica: elas estão sempre no topo dos pódios!).

Compartilhe

Saiba mais sobre o curso e a carreira de Engenharia de Minas

Amanda Previdelli | 30/08/2012

1

Comentário

O engenheiro de minas é o profissional que vai se ocupar de pesquisa, prospecção, da extração e do aproveitamento de minerais. Ele vai ter que entender de jazidas e áreas de depósito de diversos minerais.

Em geral, o formado em Engenharia de Minas vai trabalhar em companhias mineradoras, mas também tem espaço em pedreiras, construtoras de estradas e empresas de demolição. Com tantas obras de infraestrutura e com o crescimento no país, não falta espaço para um profissional com as habilidades de um engenheiro de minas.

O curso tem, nos primeiros anos, as disciplinas básicas de Engenharia. Já nos anos finais você vai aprender sobre rochas, beneficiamento, mineralogia, topografia, geologia e reciclagem de resíduos. As faculdades também organizam visitas a empresas de mineração.

Durante o curso, os alunos têm muitas aulas de laboratório e precisam se aplicar nos projetos de engenharia. Há um estágio obrigatório e é preciso apresentar um trabalho de conclusão para se formar.

Após a graduação, o engenheiro de minas pode trabalhar em abertura de vias subterrâneas, beneficiamento e processamento, lavra, mecânica da rocha e prospecção.

Comentários: 1 pessoa comentou

Categoria: Engenharia

Tags:

Compartilhe

Engenheiro da Petrobras dá dicas sobre o curso e a carreira de Engenharia de Petróleo

Carolina Vellei | 19/06/2012

28

Comentários

Os pais de Luiz Alberto Guerra sempre o estimularam a seguir seu sonho: ser engenheiro. De família simples, ele trabalha hoje em uma das maiores empresas no ramo de petróleo do mundo, a Petrobras.  Para conseguir trabalhar como Engenheiro de Petróleo, Guerra precisou passar em um concurso público e disputar uma vaga com candidatos de todo o país.

- Saiba mais sobre o curso na Guia de Profissões do GE

- Os quatro melhores cursos de Engenharia de Petróleo do Brasil

Em entrevista ao GUIA DO ESTUDANTE, Guerra conta como fez para conseguir se destacar no mercado e como é o dia a dia de quem trabalha na profissão.

A escolha da profissão

Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Luiz adorava ajudar o pai a consertar as coisas de casa. Gostava muito de carros e também sempre quis entender como funcionava uma plataforma de petróleo. Com o tempo, percebeu que todos esses interesses se relacionavam a  áreas da Engenharia. “Sempre pensei em seguir a carreira de Engenharia, nunca quis outra coisa”, assume.

Por conta dessa paixão, decidiu fazer o Ensino Médio em uma escola técnica. No curso de Mecânica, Guerra teve a possibilidade de escolher entre duas áreas para estagiar: aviação e petróleo. “Tentei nas duas, mas consegui passar em aviação”, conta. O estágio durou um ano, o suficiente para ele se interessar por Engenharia Aeronáutica.

Fez faculdade no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), mas não chegou a trabalhar na área.  Ao se formar, decidiu que não queria trabalhar longe de casa, o que seria impossível exercendo a profissão de engenheiro aeronáutico. Para resolver a questão, Guerra não hesitou em mudar os rumos: “Precisei olhar para trás e ver quais eram as outras áreas que gostava. Lembrei-me do meu interesse pelo petróleo e resolvi estudar para passar no concurso da Petrobras, já que um dos grandes polos petrolíferos do Brasil é no Rio de Janeiro”, explica.

De acordo com Luiz Guerra, qualquer pessoa que seja formada em Engenharia, independente da área, pode prestar o concurso da Petrobras e trabalhar como Engenheiro de Petróleo. Dentro da empresa, o funcionário passa por um curso de formação que dá os conhecimentos necessários para trabalhar na área.

O que um engenheiro de petróleo estuda?

Para quem quiser se graduar diretamente na profissão, segundo o Guia de Profissões do GE, é possível fazer Engenharia de Petróleo em mais de dez universidades públicas do Brasil. Luiz explica: “Os cursos de Engenharia têm, em média, cinco anos de duração cada. Os dois primeiros anos são iguais para todos, com conteúdos básicos, e apenas nos três últimos anos o curso é focado em cada especialidade”.  Segundo Guerra, o curso dado pela Petrobras condensa os principais conteúdos estudados pelos tradicionais nesses últimos anos de formação.

- Confira as universidades que oferecem o curso de Engenharia de Petróleo

São estudadas seis grandes áreas: Geologia (explora a formação do petróleo e como localizá-lo), Reservatórios (analisa onde o combustível fóssil se deposita, os tipos de reservatórios e o movimento dos fluídos dentro do reservatório), Poços (aborda as técnicas para perfuração de poços e estuda os equipamentos utilizados), Elevação e Escoamento (estuda o escoamento dos fluidos desde o reservatório até a superfície), Área de Operação (ligada à prática, estuda os equipamentos submarinos de controle da produção e a planta de processamento de fluidos das plataformas) e Estudo Econômico (analisa a viabilidade dos projetos e planeja gastos e ganhos).

O dia a dia da profissão

Um engenheiro de petróleo pode trabalhar tanto em escritórios como em “regime de embarque”, que acontece quando um profissional permanece, por exemplo, por duas semanas no posto de trabalho e depois desembarca para ter alguns dias de folga. Ao contrário do que possa parecer, não é só no mar que o funcionário pode ficar. Há campos de produção em terra, como no Estado do Amazonas, por ficarem distante da região urbana, também exigem o embarque.

Luiz trabalha em um escritório, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ele é responsável por estudar e projetar equipamentos que viabilizem ou aumentem a produção de petróleo da Petrobras. Em seu dia a dia, presta suporte técnico aos operadores embarcados e, dependendo do trabalho, vai diretamente acompanhar algum procedimento nas plataformas. “Também preciso ficar de olho nos avanços tecnológicos para ajudar a desenvolver novos equipamentos para a Petrobras”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

A área de petróleo passa por um momento de expansão no Brasil e abrirá muitas oportunidades de emprego. Com a descoberta do Pré-Sal, o aumento na produção do combustível permanecerá em alta nas próximas décadas. “Desde a descoberta de um campo até o início da produção decorrem anos, é um trabalho que necessita de muitos profissionais envolvidos”, explica.

O engenheiro de petróleo participa de todo o processo de extração do material. É preciso pensar no projeto, no planejamento e em todas as etapas até a chegada do óleo à refinaria. “A produção continua por algumas décadas. Depois de descoberto o reservatório, é preciso trabalhar na manutenção de sua produção de forma rentável e segura”, conta.

Compartilhe

4 áreas promissoras e de altos salários no Brasil

Amanda Previdelli | 17/05/2012

2

Comentários

O Brasil apresenta um bom desenvolvimento econômico e estabilidade mesmo em época de crise global. O país pode não ter crescido tanto quanto em outras épocas, mas a situação é favorável para investimentos e algumas áreas (leia-se as áreas ligadas à infraestrutura) recebem grandes quantidades de capital.

A consultoria de recursos humanos RHIO’s fez uma pesquisa para a revista Veja mostrando quatro áreas extremamente promissoras no Brasil. Para essas áreas, há tamanha falta de profissionais qualificados que um salário inicial para nível técnico está entre 1.500 e 3mil reais. Já profissionais juniores de nível superior podem chegar a ganhar de 3 mil a 8 mil reais no começo da carreira.

- Veja as 11 profissões com os maiores salários do Brasil

Confira:

Mineração – Segundo a RHIO’s, o setor deve oferecer cerca de 150mil vagas de emprego até 2015, concentradas nos estados do Pará, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Maranhão.

Energia – Por ser matéria-prima para qualquer indústria, o setor energético do Brasil promete crescer muito nos próximos anos. E vai precisar de profissionais capacitados.

Pré-sal – A indústria petrolífera também é uma das que mais cresce. Só a Petrobras, no período de 2011 a 2015, vai investir cerca de 225 bilhões de dólares.

Construção civil – Além do crescimento das vendas de imóveis, a mão de obra de profissionais da área tem ficado mais cara – o que significa salários mais altos.

Compartilhe

Confira as 11 profissões com os maiores salários do Brasil

Amanda Previdelli | 10/05/2012

37

Comentários

Em um país em pleno desenvolvimento, prestes a ser sede de dois grandes eventos esportivos mundiais, faz sentido imaginar que carreiras ligadas às áreas de engenharia e infraestrutura estejam entre as que têm melhor remuneração. E essa realidade se confirma.

- Confira as 5 áreas mais promissoras para 2012 no Brasil

O portal Catho Online fez um levantamento para saber quais são os funcionários que ganham os mais altos salários no país, tirando de consideração presidentes e vice-presidentes. Confira abaixo os melhores salários:

1. Diretor de transmissão
2. Diretor de exportação
3. Diretor de engenharia de obras
4. Diretor de crédito
5. Diretor de administração de materiais/suprimentos
6. Diretor de engenharia
7. Diretor de engenharia de produção
8. Diretor de telecomunicações
9. Diretor de engenharia elétrica/eletrônica
10. Diretor de engenharia química
11. Diretor industrial

Compartilhe

Engenheiro do ano dá dicas sobre a carreira de Engenharia Civil

Carolina Vellei | 24/04/2012

6

Comentários

Ele sempre gostou de português e chegou até a trabalhar como revisor em uma pequena editora na qual seu pai trabalhava. Tudo indicava que seu caminho seria trilhado por carreiras de Humanas, mas, no fim, seu gosto por Exatas falou mais alto e ele escolheu a Engenharia Civil. José Roberto Bernasconi, premiado como Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia, conversou com o GUIA DO ESTUDANTE para dar dicas sobre o curso e o mercado de trabalho.

Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Bernasconi é um dos fundadores da Maubertec, empresa que já participou de importantes obras em São Paulo como a construção de metrôs, do Rodoanel e da ampliação da calha do Rio Tietê.

- Será que você leva jeito para a Engenharia Civil?

- Confira se você está pronta para entrar no mercado de trabalho da Engenharia Civil

A escolha da carreira

Na escola, Bernasconi sempre teve inclinação para a área de Exatas, mas também gostava de português. Para ele, o interesse pela matemática é essencial para quem quer fazer Engenharia.  “Os fenômenos físicos são expressos por meio da matemática. Quem detesta Exatas vai ter dificuldade para seguir a carreira”, explica o engenheiro. E acredite: apesar de gostar de estudar, não conseguiu passar na faculdade de primeira. “Fiz um ano de cursinho e consegui na segunda vez”, conta.

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

Depois que entrou na Engenharia, Bernasconi ficou com dúvidas sobre qual área seguir. Estava indeciso entre Civil e Elétrica e até mesmo Eletrônica, que era destaque entre os jovens na época. A dúvida é normal, já que, na universidade, até hoje, todos os alunos passam por um ciclo básico. “Era um massacre, porque não era Engenharia de fato. Tinha muita física, matemática, mas era um instrumento para depois seguir as cadeiras de aplicação”, lembra. No  fim, Bernasconi acabou se encontrando na área de Engenharia Civil.

Segundo o engenheiro, o estudante não precisa entrar na faculdade com a decisão de área já tomada, ele pode pesquisar qual ramo tem mais aptidão. Mas a principal dica é não se preocupar se está fazendo a escolha certa ou errada. “Faça aquilo que naquele momento lhe parece apropriado. O importante é seguir o mais te atraí”, aconselha. 

O dia a dia de um engenheiro civil

A profissão de Engenheira Civil traz diversas opções para se trabalhar. É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos.  Pode-se tanto atuar em órgãos do Governo como na iniciativa privada.

Bernasconi iniciou sua trajetória profissional ao ser convidado para abrir uma empresa junto com um professor da faculdade, na década de 1960. Começou na carreira como projetista. Na função, o engenheiro era responsável por gerenciar os pedidos dos clientes e planejar projetos estruturais para as obras. Mas, o dia a dia da profissão pede versatilidade. “Quando era preciso construir uma estrada, muitas vezes a gente encontrava rios pelo caminho. Neste caso não tem jeito, é preciso projetar também uma ponte para transpor o obstáculo”, explica. 

Hoje, Bernasconi ocupa uma função mais administrativa na presidência de sua empresa e não está mais em contato direto com a parte de execução das obras. Mesmo assim, garante que é fundamental para um empresário do ramo entender todos os processos da profissão. “Se você não sabe fazer, não sabe o que será melhor para oferecer um bom serviço aos clientes”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

Atualmente, o mercado de trabalho está aquecido para quem quer fazer o curso.  Além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil também está investindo em infraestrutura para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O país, que já foi um exportador de mão de obra por não ter como absorver os recém-formados, hoje busca engenheiros de fora para ocupar vagas. A carência de profissionais qualificados é um dos problemas atuais que o mercado de Engenharia enfrenta. “O Brasil é um país que ainda tem tudo por ser feito: obras para a Copa e Jogos Olímpicos, aeroportos, estradas”, conta.  José Roberto explica ainda que o país precisa de, no mínimo, 80 mil engenheiros se formando por ano para suprir a demanda. Em 2010, aproximadamente 51 mil se formaram, segundo o Censo da Educação do Ministério da Educação (MEC).

E a área de Engenharia Civil promete ser uma das mais promissoras, principalmente por conta de sua versatilidade. “Um engenheiro civil faz projeto, fiscaliza, gerência, constrói, opera, ou seja, faz um ciclo de vida completo de um empreendimento”, aponta Bernasconi. Engana-se quem pensa que a atuação é apenas na área urbana. Segundo Bernasconi, o mercado no campo também é amplo. “É preciso projetar os sistemas de transportes para escoamento de produções, construir portos, entre outras demandas”, exemplifica.

Compartilhe

Os 10 estagiários mais bem pagos

Amanda Previdelli | 13/03/2012

26

Comentários

O site empregos.com.br fez um levantamento com a média salarial dos estagiários. O estudo é feito com base em consultas e dados internos de pessoas cadastradas no site, residentes nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O mais interessante na lista é o domínio de profissionais das áreas de engenharia e tecnologia, que representam 7 das 10 carreiras citadas.

Confira abaixo a lista com os 10 estagiários com os melhores salários:

Estagiário de Engenharia de Produção 1.436,72

Estagiário de Engenharia Mecatrônica R$ 1.259,23

Estagiário de Engenharia Eletrônica R$ 1.204,50

Estagiário de Economia R$ 1.163,58

Estagiário de Engenharia Civil R$ 1.100,38

Estagiário de Engenharia Mecânica R$ 1.051,48

Estagiário de Marketing R$ 1.030,29

Estagiário de Eletrotécnica R$ 989,73

Estagiário de Engenharia Elétrica R$ 924,83

Estagiário de Administração Hospitalar R$ 916, 33

Compartilhe

Conheça o curso de Engenharia Ambiental na Unesp

Guilherme Dearo | 13/12/2011

4

Comentários

O engenheiro ambiental é o profissional habilitado para desenvolver e aplicar tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo.

Para falar mais o curso e a carreira de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Roberto Wagner Lourenço, coordenador do curso na instituição.

O curso é integral e tem cinco anos de duração

Na Unesp, no campus de Sorocaba (interior de São Paulo), são 60 vagas e as aulas são em período integral. Nos dois primeiros anos há matérias do ciclo básico, comum a todas as engenharias. Depois, há disciplinas mais específicas do campo de atuação do engenheiro ambiental.

Na curso da Unesp, o estágio é obrigatório

O estudante deve estagiar durante a faculdade para cumprir créditos em atividades extracurriculares. Além disso, há outras atividades para o aluno na faculdade, como a empresa júnior, que presta serviços de atendimento e consultoria; e o centro acadêmico.

O mercado está muito aquecido, há vagas tanto no setor público quanto no privado

Questões ambientais estão ganhando cada vez mais importância e já fazem parte da pauta básica da economia e políticas públicas. Como há muita demanda por profissionais da área, há muitas vagas disponíveis no mercado, tanto em empresas quanto em órgãos públicas. Só com o diploma de graduação já é possível se inserir no mercado.

O campo de atuação do engenheiro ambiental é amplo

No setor público, as vagas estão em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo.

Para aqueles que pensam em cursar Engenharia Ambiental, é importante lembrar: o curso é essencialmente de Engenharia, não de Ecologia

“Alguns alunos podem entrar com a ideia, equivocada, de que encontrarão Ecologia, matérias de biologia. Contudo, o curso de Engenharia Ambiental tem nas matérias de Exatas sua principal base, é uma engenharia como todas as outras”, explica o professor.

Compartilhe