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Conheça 8 carreiras para quem faz Engenharia Elétrica

Amanda Previdelli | 08/05/2013

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Engenharia Elétrica lida com a geração, transmissão, o transporte e a distribuição de energia elétrica. O engenheiro eletricista planeja, supervisiona e executa projetos nas áreas de eletrotécnica, relacionadas à potência da energia.

Ele está habilitado a construir e a aplicar sistemas de automação e controle em linhas de produção industrial, no desenvolvimento de componentes eletroeletrônicos, na operação e manutenção de equipamentos em hospitais e clínicas e em projetos de instalações elétricas em indústrias, comércios e residências.

O mercado de trabalho para esse profissional, assim como em outras engenharias, está em alta. As áreas de eletrotécnica e automação, especialmente, estão aquecidas.

Confira o que o formado em Engenharia Elétrica pode fazer:

- Automação: projetar equipamentos eletrônicos destinados à automação de linhas de produção industrial;

- Eletrônica: desenvolver circuitos eletrônicos para aquisição e transmissão de dados;

- Eletrotécnica: planejar e operar sistemas elétricos, da geração à distribuição de energia. Projetar e construir usinas, estações, subestações, redes de geração de energia e equipamentos usados no sistema de geração, transmissão e distribuição;

- Engenharia biomédica: especificar e gerenciar a utilização de equipamentos médico-assistenciais em hospitais, clínicas e laboratórios. Projetar, construir equipamentos e fazer manutenção deles;

- Hardware e programação: desenhar componentes e desenvolver sistemas;

- Instrumentação: projetar e desenvolver equipamentos para a realização de medidas, registro de dados e atuadores

- Microeletrônica: projetar, fabricar e testar circuitos integrados (chips) destinados a sistemas de computação, telecomunicações e de entretenimento, entre outras finalidades;

- Telecomunicações: desenvolver serviços de expansão de telefonia e de transmissão de dados por imagens e som. Projetar e construir sistemas e equipamentos para telefonia e comunicação em geral e de processamento digital de sinais.

* Dados do Guia do Estudante Profissões Vestibular 2013

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Ana Paula Padrão dá dicas sobre o curso e a carreira de Jornalismo

Carolina Vellei | 30/10/2012

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Ela foi da delicadeza dos palcos do balé ao ritmo frenético de uma redação. Ana Paula Padrão poderia ter se tornado bailarina, mas foi fisgada pelo Jornalismo. Uma escolha acertada, segundo ela. Hoje, a jornalista é uma das mais destacadas profissionais brasileiras no ramo. Já trabalhou como correspondente internacional e se notabilizou na cobertura de guerras e conflitos. Atualmente é âncora do Jornal da Record, na emissora de mesmo nome.

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A decisão pelo Jornalismo

A escolha da profissão para Ana Paula Padrão não foi nada simples. Dançou balé dos seis aos 19 anos e, neste meio tempo, também deu aulas como bailarina. A experiência serviu para que ela visse que ser professora não era a praia dela. A decisão pelo Jornalismo veio apenas na hora de preencher a ficha de inscrição para o vestibular da Universidade de Brasília (UnB), sua cidade natal. Ana Paula sabia que queria algo na área de Humanas. Gostava de escrever, contar histórias e queria uma profissão que lhe possibilitasse conhecer o mundo, mas até o dia da inscrição, o Jornalismo não parecia ser uma opção tão óbvia.  “A escolha foi no último minuto. Acabei vendo que muito do que gostava estava relacionado à carreira”, conta.

Já na faculdade, começou a estagiar na Rádio Nacional, como produtora. E logo, começou a escrever reportagens econômicas, como freelancer, para a revista Senhor, atual Isto É. E, como a própria jornalista diz, talvez sua vida não tivesse tomado o rumo que tomou, não fosse a sua passagem pelo veículo. “Foi o editor-chefe da revista que insistiu para que eu mandasse um vídeo para a TV. Dizia que eu tinha voz e rosto para televisão”, explica Ana Paula. Sem saber ainda se daria certo, ela fez um teste para a TV Brasília. Passou, mas ficou por lá apenas cinco meses, porque logo recebeu um convite para trabalhar na Rede Globo.

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Tímida, não imaginava que acabaria trabalhando no meio jornalístico que mais expõe o jornalista. “Não sabia que queria fazer televisão”, revela Ana Paula, que aprendeu a trabalhar com a timidez aos poucos, já que precisaria aparecer muitas vezes em rede nacional. “Sempre lidei bem com câmeras, diferente de uma plateia ao vivo. Se preciso falar uma hora na frente de uma câmera, eu falo, mas para falar na frente do público, fico nervosa, tenho insônia…”. Mas a experiente jornalista garante que é tudo uma questão de enfrentar o medo. Fica a dica se você é um pouco tímido: não desista do Jornalismo só por isso!

Na Rede Globo, começou no telejornal local e foi crescendo aos poucos. Fez coberturas internacionais e virou correspondente em Londres e, depois, em Nova York, acabando por realizar seu sonho de criança: conhecer o mundo. “Voltei para o Brasil porque recebi um convite irrecusável, que era assumir a bancada do Jornal da Globo”, conta. Depois de quase cinco anos a frente do jornal, mudou de emissora em 2005 e foi para o SBT, onde comandou o telejornal SBT Brasil e, em 2007, o programa SBT Realidade, com o qual pode fazer reportagens especiais pelo mundo.  Desde 2009 está no Jornal da Record como âncora.

O dia a dia da profissão

Vida de jornalista não é tão recheada de glamour como muitos estudantes pensam. É uma rotina pesada, que pode chegar a muitas horas de trabalho, mas que, segundo Ana Paula Padrão, tem suas recompensas: “o nobre da profissão é contar uma boa história e ser compreendido pela pessoa para quem sua matéria é dirigida. Não tenho nenhuma dúvida, gosto de fazer reportagem, que é a grande nobreza da profissão”.  Hoje, apesar de estar na bancada, a jornalista ainda sai algumas vezes para fazer matérias.

Como ela disse, é preciso estar sempre atrás de boas histórias para contar. O jornalista é o profissional da notícia. Ele investiga e divulga fatos e informações de interesse público, redige e edita reportagens, entrevistas, artigos, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam.

Cada área do Jornalismo – impresso, rádio, internet e televisão – tem as suas peculiaridades.  No jornal diário televisivo, Ana Paula explica que tudo começa com a reunião de pauta, entre os editores da sede do jornal com as praças, as cidades de onde vêm as matérias. “Você conversa com todos os editores para saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo. A partir daí é montada a pauta de notícias para o dia, que são as reportagens que o jornal terá. É claro que isso muda muito, porque podem acontecer muitas coisas durante o dia. Por isso é importante ter vários editores acompanhando o jornal”, explica a apresentadora. E ela continua: “Conforme os editores começam a receber as matérias, eles escrevem as cabeças (pequeno texto que introduz o vídeo no telejornal), que, no meu caso, é onde eu participo mais, ajudando a escrever, o que faz mais sentido, já que sou eu (a âncora) quem vai falar esses trechos”. Depois de todo esse processo o jornal vai ao ar.

Como ser um bom jornalista

A primeira recomendação que Ana Paula Padrão dá para quem quer ser um bom jornalista é ter certeza de que é essa profissão que quer seguir. “Se for o que você quer, você vai saber, porque está na veia”, brinca. Mas ela sabe que nem sempre a escolha é fácil: “Acho uma crueldade pedir para uma pessoa de 16 anos falar o que quer fazer. Tive muita sorte porque escolhi uma profissão que amo profundamente, que era a minha vocação”, conta.

Ana Paula reforça esse ponto, da paixão pela profissão, porque isso é importante na hora de enfrentar os desafios do Jornalismo, como, por exemplo, o mercado de trabalho altamente competitivo. “É uma profissão de muitos sacrifícios. Você pode estar de férias, mas você precisa cobrir um acidente que está acontecendo ao seu lado. É igual médico, você é jornalista 24h”, diz.

Para chegar aonde chegou, a jornalista explica que foi preciso tempo e muito trabalho para adquirir experiência. “O estudante sonha com a carreira e acha que vai chegar muito rápido ao topo. Para ser bom jornalista, é preciso ser um bom contador de histórias e isso só o tempo dá. Não adianta, ninguém consegue contar uma linda história com apenas 20 anos. É preciso ter paciência e trabalhar muito”, explica Ana Paula Padrão.

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Diretora do Incor dá dicas sobre o curso e a carreira de Enfermagem

Carolina Vellei | 07/08/2012

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“Sempre gostei de ajudar as pessoas. Quando um parente ficava doente, eu me interessava por cuidar dele”.  Quem conta essa história é Jurema Palomo, enfermeira há quase 40 anos. Ter carinho e dedicação são características importantes para ser um bom enfermeiro.  E Jurema tem isso de sobra. Hoje ela é responsável por dirigir a área de Enfermagem de um dos principais centros de referência em saúde do país, o Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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A profissão de enfermeiro é muito importante para o cuidado da saúde. “Muitas vezes os pacientes tem mais coragem para falar sobre a doença com a gente do que com os médicos”, revela Jurema. A relação de confiança é estabelecida desde o momento em que o doente chega ao centro médico até a hora em que ele se despede do local. O enfermeiro é responsável por acompanhar a evolução do quadro clínico da pessoa e, por isso, precisa enxergar o outro com um olhar humano. “Sempre chamamos o paciente pelo nome e olhamos nos olhos para estabelecer esse vínculo”, conta.

A vida na faculdade e o início na carreira

Jurema se formou na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1973. Para ela, a parte mais legal do curso eram as matérias práticas. Se hoje, na maioria das aulas, os estudantes veem corpos em projeções feitas com 3D, na época Jurema conta que era bem diferente. “Não tínhamos toda essa tecnologia, estudávamos Anatomia só com cadáveres mesmo”, lembra.

As aulas sobre fundamentos da Enfermagem também estava na lista das preferidas de Jurema. Principalmente porque era nessa que o aluno aprendia a como lidar com os pacientes. “O enfermeiro não faz diagnósticos médicos. A função dele é estudar qual a melhor forma de cuidar de um paciente, por isso é importante também conhecer as doenças e como elas agem no organismo”.

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E como Enfermagem só dá para aprender de fato na prática, Jurema foi atrás de um emprego. Virou assistente de Enfermagem em um hospital particular, trabalhando no pós-operatório de cardiologia enquanto ainda estava na faculdade. Foi a partir daí que surgiu sua paixão pelos cuidados do coração, decisiva para estar até hoje no Incor.

Está se perguntando como ela começou a trabalhar em um dos hospitais mais importantes do Brasil? Sua história no Instituto começou em 1975, depois da faculdade, quando passou em um concurso público. Jurema participou da implantação do serviço de atendimento do Incor e viajou para Londres, onde passou um mês aprendendo como usava os equipamentos que seriam importados para o hospital.

De volta ao país,  trabalhava no serviço de atenção ao paciente internado. O Incor trata de doenças de alta complexidade, especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. “Comecei atendendo os pacientes, mas com o tempo precisei fazer especialização em Administração Hospitalar, uma exigência para crescer no local”, explica.  E foi assim que, aos poucos, Jurema conquistou a diretoria da Enfermagem no hospital.

O dia a dia da profissão

A rotina do enfermeiro é bem intensa. “Quem quer seguir a carreira precisa entender: doença não tem hora e, por isso, hospitais não fecham. Trabalhamos para atender a todos que nos procuram”, explica. Mas claro que ninguém trabalha 24 horas seguidas! Existe o sistema de turnos, em que os profissionais revezam.

Além de ser dinâmico e ter disposição, o profissional precisa aprender a trabalhar em grupo. “Não só para se relacionar com a equipe de enfermeiros, mas porque lidamos com outros trabalhadores do local, como fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais”, conta Jurema.

O trabalho também envolve muita responsabilidade. É preciso cuidar desde a higiene e a alimentação até a administração de remédios e a prescrição de curativos. “Mas tudo tem seu lado bom, a melhor satisfação é ver o paciente sorrindo deixando o hospital após a alta”, revela.

Oportunidades no mercado de trabalho

De acordo com Jurema, o aluno não deve parar os estudos depois de fazer faculdade. Para se destacar no mercado, trabalhar em grandes hospitais e clínicas especializadas, ela recomenda que se faça uma pós-graduação. “O Incor recebe muitos casos graves, com pacientes que apresentam doenças de alta complexidade. Como é cuidar de alguém preso em uma máquina? É preciso ter o coração aberto para aprender, ser curioso, humilde e ter iniciativa”, conta.

Além dos hospitais e clínicas, outro campo importante é o da saúde coletiva, na qual o profissional atua na promoção da saúde e na prevenção de doenças, realizando também trabalhos educativos na comunidade.  Seja qual for a área escolhida, é preciso se aperfeiçoar constantemente. “O mercado está selecionando muito mais, o estudante precisa buscar o conhecimento para ter habilidades que seus concorrentes não têm”, dá a dica.

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Luiz Rosan, fisioterapeuta do SPFC e da seleção brasileira, dá dicas sobre o curso e a carreira de Fisioterapia

Carolina Vellei | 18/07/2012

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Talvez muitos de vocês não saibam quem ele é, mas Luiz Rosan é reconhecido como um dos maiores fisioterapeutas do mundo na área esportiva. É ele quem está por trás da recuperação de grandes atletas do futebol, como Rogério Ceni e Luiz Fabiano. Hoje, Rosan coordena o Centro de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica do São Paulo Futebol Clube (SPFC). Seu histórico profissional é marcado pela participação em três copas do mundo junto a seleção brasileira de futebol, inclusive em 2002 quando o Brasil foi pentacampeão.

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Em meio a sua rotina atribulada, ele recebeu o GUIA DO ESTUDANTE enquanto passava instruções de condicionamento físico para alguns jogadores do SPFC. Confira o que rolou no bate-papo sobre a profissão.

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que reduz a dor (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que diminui a sensação de dor (Foto: Carolina Vellei)

A escolha da profissão

Natural de Potirendaba, no interior de São Paulo, Luiz Rosan, como a maioria dos meninos, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Com o tempo, percebeu que não tinha talento para atuar dentro dos campos, mas não descartou a possibilidade de trabalhar bem perto dele. No cursinho pré-vestibular descobriu a carreira de Fisioterapia e percebeu que poderia direcionar a sua formação para atender jogadores de futebol.

A decisão, no entanto, não foi fácil. Rosan enfrentou relutância dentro de casa pela sua escolha. Como na década de 70 a carreira não era muito conhecida, seus pais queria que ele seguisse em áreas mais tradicionais, como Medicina ou Odontologia.

Apesar da resistência, o futuro fisioterapeuta não desistiu e, para levar o novo sonho adiante, mudou-se para a cidade de Piracicaba, onde cursou a universidade. Mas, sua primeira impressão do curso não foi nada boa. “Meu primeiro contato com a Fisioterapia foi decepcionante. Era tudo diferente do que eu tinha sonhado”, conta Luiz sobre o início da faculdade.

Disposto a não desistir tão fácil da carreira, foi à procura do time de futebol da cidade para oferecer seus serviços. No começo foi difícil, como a profissão ainda não tinha muito reconhecimento dentro do meio futebolístico, houve bastante resistência do clube em aceitá-lo. Rosan conseguiu uma oportunidade depois de explicar a importância do acompanhamento e tratamento feitos pelo fisioterapeuta. “Fui mostrando às pessoas o que realmente é a Fisioterapia. Com o tempo, eles foram vendo a importância e a eficácia de um tratamento conduzido por um profissional que tem formação acadêmica”.

Já formado, em 1981, Rosan foi à busca de desafios maiores. Viajou para a cidade de São Paulo e, por um ano, procurou, sem resultados, uma chance em um time grande. “Foi uma época difícil, até que consegui um estágio no São Paulo e o agarrei com unhas e dentes”, explica. O estágio tinha duração de três meses, mas o clube não quis deixar Luiz ir embora. “Eles viram o meu trabalho e decidiram me contratar”, relembra.

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

O dia a dia de um fisioterapeuta

“A rotina é você lidar com a dor”, revela Rosan. O fisioterapeuta conta que faz parte do dia a dia do profissional do futebol lidar, principalmente, com lesões musculares, lesões articulares, reabilitações cirúrgicas e prevenção de lesões. “Você precisa executar os protocolos específicos e ser extremamente profissional para uma recuperação eficaz”, explica.

O trabalho de um fisioterapeuta dentro de um clube de futebol está estritamente relacionado ao nível de rendimento do atleta durante a temporada. Rosan revela o processo: “Todo jogador tem um programa a ser seguido. É feita uma avaliação no início da temporada, em que a equipe mede alguns dados musculares, articulares e fisiológicos do atleta. Nós procuramos durante esse período fazer com que o desempenho seja mantido e até melhorado, inclusive com os níveis de força, de potência e de resistência muscular”. Com auxílio de recursos fisioterapêuticos, é possível avaliar a capacidade física do jogador e verificar itens no banco de dados que possam auxiliar na descoberta de algum detalhe que esteja contribuindo para causar alguma lesão.

O convite para a seleção

Rosan começou no São Paulo, mas passou por outros clubes até receber o convite para a Seleção Brasileira de futebol. Depois de quatro anos no Bragantino, recebeu uma ligação de um ex-jogador que tinha virado técnico de um time no Japão. Rosan conta como foi: “Não o via há exatamente dez anos e ele me disse que reconhecia meu trabalho como fisioterapeuta e me queria lá”.

Depois da temporada do outro lado do mundo, passou pelo time do Santos e voltou para o São Paulo, em 2003. Para o profissional,  as oportunidades sempre surgem quando existe dedicação. “Os treinadores que passam pelos clubes observam o nosso trabalho”, diz.

Foi exatamente isso que aconteceu com a seleção brasileira. Em 1998, o então técnico do time canarinho, Wanderley Luxemburgo, ligou para Rosan convidando-o a integrar a equipe. “Isso foi sem mais nem menos, uma surpresa. Não fiz nada para que a convocação acontecesse. Confesso que somente me dediquei muito ao meu trabalho”, conta.

O trabalho na seleção é puxado. Na Copa do Mundo de 2010, por exemplo, foram convocados 23 jogadores, de 17 times diferente, vindos de nove países pelo mundo. “Tínhamos os cinco continentes representados, eram atletas de climas e métodos de trabalho diferentes e o futebol é conjunto. Harmonizar isso é muito complicado”, diz.

Os atletas têm apenas  15 dias para se preparar, antes do início da competição. Por isso é necessário otimizar o trabalho fisioterapêutico. “Não paramos nunca. Várias vezes fiquei com jogadores até de madrugada com o objetivo de recuperá-lo rapidamente e ele conseguir jogar em três dias”. Para garantir a eficiência do trabalho, até as viagens de avião são aproveitadas. Rosan conta que hoje existem equipamentos que permitem o trabalho de reabilitação na própria aeronave.

Oportunidades no mercado de trabalho

O caminho para quem quer seguir na área esportiva é muito competitivo, por isso é preciso muita dedicação e esforço para se destacar. “Todos pensam em trabalhar em um time grande, mas existe um número limitado de clubes”, aponta o fisioterapeuta.

No entanto, a fisioterapia esportiva tem um vasto campo para atuação além do futebol. Existem outras modalidades, como ginástica olímpica, vôlei… A Fisioterapia também é fundamental para a gama de academias que surgiram nos últimos anos. Para Luiz, existem muitos exercícios sendo executados erroneamente e a supervisão de um fisioterapeuta é a garantia de que o rendimento será melhor. “Estou cansado de receber pacientes que se lesionaram durante algum tratamento nas academias”, revela.

Fora o esporte, existem outras áreas de atuação. Além da traumatologia, o profissional pode se dedicar a ajudar pacientes nas áreas de pneumologia, fisioterapia aplicada à cardiologia ou à neurologia, entre outras.

Independente da área que quiser seguir, o recado que Rosan dá para quem quer seguir a profissão é: “Realmente gostar. Eu amo a minha carreira. Consegui conhecer o mundo com ela”, conta. Para Luiz, a satisfação surge quando ele vê que seu trabalho valeu a pena. “Você convive com um atleta por cinco meses, fazendo um trabalho intenso. Quando ele volta a exercer a profissão e vem te agradecer, é uma alegria enorme”, diz.

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Fred Gelli, um dos criadores do logo das Olimpíadas de 2016, fala sobre a carreira e o curso de Design

Carolina Vellei | 03/07/2012

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Fred Gelli quase foi parar na Engenharia, mas desistiu do curso depois de três semanas de aula. Ele tinha o sonho de desenhar veleiros e acreditava que não conseguiria realizar isso em Engenharia Naval, pois o curso era muito mais voltado ao cálculo do que à arte. Para realizar seu sonho, Fred se voltou às origens de sua família e foi parar no  curso de Design. “Meu bisavô era marceneiro, ou seja, designer de móveis. A primeira cadeira patenteada do Brasil é dele. Tenho no sangue a história do design”, revela.

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Foto: Divulgação

O designer é um dos fundadores da agência Tátil, famosa por ganhar a disputa pelo logo das Olimpíadas de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro. Concorrendo com outras 139 agências, em setembro de 2010 a empresa recebeu a notícia sobre a seleção do projeto. A marca atingiu a aprovação de 74% do público que participou da escolha, algo inédito. “Foi resultado de um trabalho colaborativo com mais de 100 pessoas na empresa, desde a recepcionista, até a área de tecnologia”, afirma Fred.

"A marca já nasceu compreendida pelas pessoas: o jeito carioca de abraçar, o Pão de Açúcar e as cores acolhedoras", conta Fred sobre a idealização do logo. (Imagem: Divulgação)

Os primeiros contatos com o design

Fred se formou no começo da década de 1990, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Começou no curso de Design de Produto. Como a faculdade dava a opção de tirar também o diploma de Design Gráfico com mais um ano e meio de curso, o estudante continuou seus estudos para se aprofundar na área de criação. “O Design é uma coisa só na minha cabeça. É costurar conhecimento”, explica.

Fred acredita que o sucesso na carreira se deu graças a sua visão empreendedora na época de faculdade. “Pesquisando sobre ecodesign, comecei a fazer pastas, blocos e outros produtos de escritório com materiais reciclados e vendia para meus colegas”, relembra. Em parceria com um amigo, Fred deu os primeiros passos da Tátil. E foi um caminho tortuoso, porque todo o processo produtivo era feito por eles. “Não existiam fornecedores, nem máquinas para fabricarmos os produtos”, conta.

Por precisar tirar suas ideias do papel e coloca-las na prática, Fred aprendeu um dos preceitos que o norteia no design até hoje: “Não consigo criar algo sem visualizar o processo. Não adianta ter ideias mirabolantes se elas só ficam boas no papel”, dá a dica.

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O dia a dia de um designer

Além de ser professor do curso de Design da PUC-RJ, Fred também é diretor de criação geral de sua agência. Ele se dedica apenas a projetos especiais da Tátil. É responsável por pesquisar inovações e analisar novos produtos. Ele conta que um designer precisa ser versátil, pois a área de trabalho é muito ampla. “É uma profissão com muitas conexões, você precisa estar sempre bem informado e ter um grande conhecimento de cultura geral”, explica.

Se o designer for especializado na área gráfica, ele poderá trabalhar com projetos que vão desde a criação de uma vitrine de loja até repensar a identidade visual de uma revista. Já o designer de produto, outra especialização, é mais ligado à forma dos objetivos. Ele pode criar um frasco de um perfume ou até uma forma de embalar um produto que necessite de cuidados especiais.

Oportunidades no mercado de trabalho

Um dos caminhos que estão despontando no design é a área de sustentabilidade. A agência Tátil é exemplo disso. A empresa começou por esse caminho, que no começo da década de 1990 ainda dava seus primeiros passos na mentalidade do mercado. “Hoje o ramo da ecologia é muito complexo, é preciso muito estudo”, explica.

Fred comenta sobre a demanda do mercado por profissionais criativos e preocupados com o meio ambiente: “É preciso encontrar saídas para criações com baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial”. Para ele, causar sensações é uma das funções do design, por isso a preocupação com a estética nunca é deixada de lado. “O produto não tem que ser ‘ecochato’. Tem que ser atraente”, finaliza.

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Engenheiro da Petrobras dá dicas sobre o curso e a carreira de Engenharia de Petróleo

Carolina Vellei | 19/06/2012

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Os pais de Luiz Alberto Guerra sempre o estimularam a seguir seu sonho: ser engenheiro. De família simples, ele trabalha hoje em uma das maiores empresas no ramo de petróleo do mundo, a Petrobras.  Para conseguir trabalhar como Engenheiro de Petróleo, Guerra precisou passar em um concurso público e disputar uma vaga com candidatos de todo o país.

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Em entrevista ao GUIA DO ESTUDANTE, Guerra conta como fez para conseguir se destacar no mercado e como é o dia a dia de quem trabalha na profissão.

A escolha da profissão

Natural de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Luiz adorava ajudar o pai a consertar as coisas de casa. Gostava muito de carros e também sempre quis entender como funcionava uma plataforma de petróleo. Com o tempo, percebeu que todos esses interesses se relacionavam a  áreas da Engenharia. “Sempre pensei em seguir a carreira de Engenharia, nunca quis outra coisa”, assume.

Por conta dessa paixão, decidiu fazer o Ensino Médio em uma escola técnica. No curso de Mecânica, Guerra teve a possibilidade de escolher entre duas áreas para estagiar: aviação e petróleo. “Tentei nas duas, mas consegui passar em aviação”, conta. O estágio durou um ano, o suficiente para ele se interessar por Engenharia Aeronáutica.

Fez faculdade no Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), mas não chegou a trabalhar na área.  Ao se formar, decidiu que não queria trabalhar longe de casa, o que seria impossível exercendo a profissão de engenheiro aeronáutico. Para resolver a questão, Guerra não hesitou em mudar os rumos: “Precisei olhar para trás e ver quais eram as outras áreas que gostava. Lembrei-me do meu interesse pelo petróleo e resolvi estudar para passar no concurso da Petrobras, já que um dos grandes polos petrolíferos do Brasil é no Rio de Janeiro”, explica.

De acordo com Luiz Guerra, qualquer pessoa que seja formada em Engenharia, independente da área, pode prestar o concurso da Petrobras e trabalhar como Engenheiro de Petróleo. Dentro da empresa, o funcionário passa por um curso de formação que dá os conhecimentos necessários para trabalhar na área.

O que um engenheiro de petróleo estuda?

Para quem quiser se graduar diretamente na profissão, segundo o Guia de Profissões do GE, é possível fazer Engenharia de Petróleo em mais de dez universidades públicas do Brasil. Luiz explica: “Os cursos de Engenharia têm, em média, cinco anos de duração cada. Os dois primeiros anos são iguais para todos, com conteúdos básicos, e apenas nos três últimos anos o curso é focado em cada especialidade”.  Segundo Guerra, o curso dado pela Petrobras condensa os principais conteúdos estudados pelos tradicionais nesses últimos anos de formação.

- Confira as universidades que oferecem o curso de Engenharia de Petróleo

São estudadas seis grandes áreas: Geologia (explora a formação do petróleo e como localizá-lo), Reservatórios (analisa onde o combustível fóssil se deposita, os tipos de reservatórios e o movimento dos fluídos dentro do reservatório), Poços (aborda as técnicas para perfuração de poços e estuda os equipamentos utilizados), Elevação e Escoamento (estuda o escoamento dos fluidos desde o reservatório até a superfície), Área de Operação (ligada à prática, estuda os equipamentos submarinos de controle da produção e a planta de processamento de fluidos das plataformas) e Estudo Econômico (analisa a viabilidade dos projetos e planeja gastos e ganhos).

O dia a dia da profissão

Um engenheiro de petróleo pode trabalhar tanto em escritórios como em “regime de embarque”, que acontece quando um profissional permanece, por exemplo, por duas semanas no posto de trabalho e depois desembarca para ter alguns dias de folga. Ao contrário do que possa parecer, não é só no mar que o funcionário pode ficar. Há campos de produção em terra, como no Estado do Amazonas, por ficarem distante da região urbana, também exigem o embarque.

Luiz trabalha em um escritório, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro. Ele é responsável por estudar e projetar equipamentos que viabilizem ou aumentem a produção de petróleo da Petrobras. Em seu dia a dia, presta suporte técnico aos operadores embarcados e, dependendo do trabalho, vai diretamente acompanhar algum procedimento nas plataformas. “Também preciso ficar de olho nos avanços tecnológicos para ajudar a desenvolver novos equipamentos para a Petrobras”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

A área de petróleo passa por um momento de expansão no Brasil e abrirá muitas oportunidades de emprego. Com a descoberta do Pré-Sal, o aumento na produção do combustível permanecerá em alta nas próximas décadas. “Desde a descoberta de um campo até o início da produção decorrem anos, é um trabalho que necessita de muitos profissionais envolvidos”, explica.

O engenheiro de petróleo participa de todo o processo de extração do material. É preciso pensar no projeto, no planejamento e em todas as etapas até a chegada do óleo à refinaria. “A produção continua por algumas décadas. Depois de descoberto o reservatório, é preciso trabalhar na manutenção de sua produção de forma rentável e segura”, conta.

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Marina Person dá dicas sobre o curso e a carreira de Cinema e Audiovisual

Carolina Vellei | 22/05/2012

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Para cursar a faculdade de Cinema, Marina Person teve que enfrentar não só a pressão de parentes e professores – que desejavam que ela fizesse um curso mais “formal”, como ela mesma diz –, como também a dificuldade de passar em um vestibular acirrado. Apesar de não ter sido uma decisão fácil, Marina mergulhou nos estudos e colocou na cabeça que valia a pena correr atrás do seu sonho. Confira na entrevista desta semana no Por Dentro das Profissões como a cineasta e ex-VJ da MTV driblou esses obstáculos.

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Foto: Divulgação

A escolha da carreira e o início do curso

Ousadia é uma palavra-chave na vida de Marina Person. “Estudei em um colégio muito tradicional, que estimulava escolhas mais formais, mas eu sentia a necessidade de fazer algo ligado à arte”, revela. Por conta da pressão, Marina prestou, no mesmo ano, três vestibulares. Fez a prova para o curso de Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas (FGV), para Ciências Sociais na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e para Cinema, na Universidade de São Paulo (USP).

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Ela não nega que houve influência dentro de casa. Apesar de o resto da família ser mais tradicional, o pai, Luís Sérgio Person, era cineasta e a mãe, Regina Jeha, além dessa carreira, também era fotógrafa. “Foi uma escolha natural”, conta. Mas, na época, a área não dava tantas possibilidades como hoje. “O mercado brasileiro era bem incerto”.

Para passar na faculdade, Marina fazia a escola de manhã e o cursinho à tarde. “Não saía de fim de semana. Tinha que ter muita disciplina, senão não passaria. Tem gente que tem mais facilidade, eu tive que estudar muito”, revela. Segundo ela, em 1987, a nota de corte para o curso só era menor que a de Medicina. “Era difícil de entrar, porque só tinham 15 vagas por ano”, diz.

Hoje o curso na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP leva o nome de Audiovisual e oferece 35 vagas por ano.  Para o vestibular 2012, a concorrência foi de 34,63 candidatos por vaga. Na época, mesmo com a disputa acirrada, Marina conseguiu entrar. “Eu tive ótimos professores, valeu a pena [o esforço]. Tive aula de teoria do cinema com grandes profissionais. Era uma época de ouro na ECA”, relembra.

A entrada no mundo profissional

“O meu curso foi muito teórico, porque não era tão simples assim fazer cinema”, conta. Naquela época, fazer filme significava trabalhar com película. Eram rolos e mais rolos para fazer um filme e isso tinha um alto custo. “Hoje está mais prático, é tudo digital”. Para praticar era preciso começar a trabalhar – o que é complicado, porque o curso é integral. “Você não tem tempo para mais nada. Comecei a faculdade, mas demorei mais do que o previsto para terminar, porque me engajei em projetos paralelos de cinema”, explica.

Marina assumiu funções principalmente nas áreas de fotografia e direção. “Não foi difícil arrumar trabalho, porque na faculdade você consegue fazer muitos contatos profissionais. O mais complicado é encontrar uma pessoa disposta a te dar uma primeira oportunidade”, conta.

Em um dos filmes em que trabalhou, ela conheceu a atriz Cris Couto e as duas viraram amigas. Foi ela quem serviu de intermediária para que Marina soubesse de uma vaga no programa Cine MTV. “O editor do programa, na época, era o Zeca Camargo. Ele ficou sabendo que eu tinha cursado cinema e estava desempregada e resolveu me dar uma chance”, conta. Depois de passar no teste, Marina explica que, para conseguir o trabalho na produção do programa, foi muito importante ela já estar por dentro desse mundo. “Já conhecia muito do cinema internacional e nacional, fazia parte da formação ter conhecimento sobre isso”, explica.

Depois de três anos, Marina passou a apresentar o programa. Ficou por 18 anos na emissora. Resolveu sair para seguir trabalhos mais autorais e ampliar sua carreira no cinema. No ano passado, abriu uma produtora junto com o marido, Gustavo Moura. Hoje, também apresenta o programa “O papel da vida” no Canal Brasil, no qual entrevista personalidades da TV e do cinema, e faz outros trabalhos na TV Cultura, canal Glitz e Rádio Eldorado.

Oportunidades no mercado de trabalho

O curso de Audiovisual, atualmente, trabalha com um conjunto de técnicas empregadas na criação, produção e veiculação de filmes, vídeos e programas de rádio e TV. O profissional da área tem como campo de atuação todos os meios de comunicação audiovisual e radiofônicos: produtoras de cinema e vídeo, emissoras de rádio e TV e empresas que desenvolvem sites e conteúdo para celular. Por isso mesmo, o mercado está em expansão, tanto para bacharéis como para tecnólogos, principalmente por causa da produção audiovisual de mídias digitais para internet e celular.

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Para Marina, o mercado carece de bons roteiristas e produtores. As áreas com mais oportunidades, segundo ela, são as de fotografia e direção de arte. “O cinema gera muitas colocações, são muitas pessoas envolvidas na produção dos filmes”, revela. Fora escolher uma área com boas oportunidades, a cineasta comenta que é importante ler muito e ter conhecimento geral, porque isso dá a chance de trabalhar em qualquer setor da produção.

A dica que ela dá, para terminar é: “Você tem que seguir o caminho certo. Se quiser ser cineasta, faça Audiovisual. Se quiser ser atriz, faça Artes Cênicas. O segredo é fazer aquilo que se gosta”, conclui.

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Coordenador do Projeto Tamar dá dicas sobre o curso e a carreira de Ciências Biológicas

Carolina Vellei | 15/05/2012

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Já pensou poder morar em um paraíso natural, como Fernando de Noronha? O entrevistado do POR DENTRO DAS PROFISSÕES desta semana não só passa temporadas na ilha, como é pago para viver lá, isso porque Armando Santos é coordenador regional do Projeto Tamar em Pernambuco e Rio Grande do Norte.  Formado em Ciências Biológicas, Armando começou no projeto como estagiário e hoje gerencia uma equipe com quase 40 profissionais. Saiba mais sobre a trajetória do biólogo e confira dicas sobre o curso e a profissão a seguir.

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Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Os primeiros contatos com a profissão

“Sempre me interessei por animais. Gostava de assistir programas dos canais National Geographic e Discovery Channel”, conta Armando. A vontade de trabalhar com a natureza Surgiu no começo do Ensino Médio. Queria cursar Oceanografia, mas em Uberaba, interior de Minas Gerais, sua cidade natal, não havia o curso. Por isso, acabou optando por Ciências Biológicas. “O curso te permite trabalhar em um grande leque de áreas como Ecologia, Biomedicina, Zoologia e muitas outras. Recomendo a escolha para quem sabe que gosta de biologia, mas ainda não tem certeza sobre que área quer trabalhar”, aconselha o profissional.

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No seu caso, para descobrir qual a sua vocação, durante a faculdade, o biólogo sempre se envolveu em projetos de extensão e começou a estagiar logo no primeiro ano. Seu primeiro trabalho, em uma fazenda modelo do governo estadual, era um pouco “diferente”. Consistia em uma coleta de dados. Os dados, no caso, eram fezes de gado para pesquisas sobre controle de pragas. “Era até zoado pelos amigos, porque meu trabalho era andar com um balde e uma pá para todo lugar”, se diverte ao lembrar.

Seu segundo estágio foi na área de Paleontologia, no museu especializado de Uberaba. Seu trabalho era participar de escavações para encontrar fósseis na região, muitos de tartarugas. “Foi aí que comecei a me interessar pelas tartarugas-marinhas”, explica Armando.

O trabalho no Projeto Tamar

O biólogo entrou em contato com o Projeto Tamar, pela primeira vez, em uma viagem da faculdade para fazer um curso sobre crustáceos, em Ubatuba, no litoral paulista. O projeto é uma iniciativa brasileira para a preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. Descobriu que poderia participar de uma seleção para estágio com a apresentação de seu currículo. Para incrementar sua formação, fez um estudo do sangue dos animais e enviou à sede do projeto. “Eles me convidaram para um estágio de um mês em Ubatuba, durante minhas férias da faculdade”, relembra.

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartaruga de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartarugas de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

Encantando com o trabalho, Armando partiu para uma temporada em Regência, no Espírito Santo. De lá, passou ainda por Fernando de Noronha, Atol das Rocas e a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, onde passou por um momento decisivo: criar uma base para monitorar a região. Para isso, trancou a faculdade e foi morar por lá. Em pouco tempo, de 60 ninhos de tartaruga, o número subiu para 200. “Os coordenadores perceberam o potencial da região e montaram uma base”, lembra Armando.

Armando resolveu transferir sua faculdade para Natal e concluiu seus estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com o passar dos anos foi crescendo dentro projeto e hoje monitora mais de 40 km de praias.

Oportunidades no mercado de trabalho

Para Armando, o curso de Ciências Biológicas é promissor, principalmente porque as exigências com a preservação ambiental tem crescido no Brasil. “A legislação pede cada vez mais a adequação de empresas para evitar impactos ambientais”, conta. E completa: “Os empresários precisam de autorizações ambientais e quem faz isso geralmente são técnicos formados em Ciências Biológicas”.

O ramo de pesquisa também tem se mostrado atraente para quem se forma na área. “O ramo científico no Brasil está crescendo, há um grande aumento no número de pesquisas publicadas e o país está investindo nisso”, revela.

Apesar de trabalhar em um paraíso natural, o biólogo conta que nem tudo são flores. “Pode parecer muito poético, mas a pesquisa exige muita dedicação e trabalho. De madrugada, feriado, não importa o dia e a hora, o monitoramento não para”, conta.

Mesmo com tanto trabalho, Armando não se arrepende. “Tenho muito orgulho de ver a estrutura toda montada. Cheguei aqui com um par de chinelos e hoje tenho uma equipe, todos com carteira assinada”, comemora. Nem a distância da família o faz desistir. “Você precisa pesar se vale a pena se trancar num escritório ou ter qualidade de vida e prazer no trabalho”, diz.

 

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Médico da Seleção Brasileira de Futebol dá dicas sobre a carreira de Medicina

Carolina Vellei | 08/05/2012

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Pode-se dizer que o destino teve uma participação especial na escolha da profissão do médico ortopedista José Luiz Runco, que desde a Copa de 1998 é chefe da equipe médica responsável pela Seleção Brasileira de Futebol. Descubra o porquê na na entrevista a seguir.

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A escolha da profissão e o início da carreira

“Decidi seguir a carreira depois de ter feito uma operação no joelho, em 1973”, conta Runco. Por ironia do destino, o médico, que hoje atente dezenas de jogadores de futebol, estava jogando bola com os amigos quando se machucou. Levado para o hospital, viu o trabalho do ortopedista que o atendeu e se encantou. “Na hora percebi que era aquilo que queria fazer”, conta.

Runco examina o jogador Alexandre Pato (Ricardo Stuckert / CBF)

Runco examina o jogador Alexandre Pato (Ricardo Stuckert / CBF)

Se não tivesse se machucado, Runco teria começado a faculdade de Engenharia, seguindo os passos do irmão que já trabalhava na área. “Mas acho que teria me tornado médico em algum momento no futuro, não ia me identificar com a carreira de Engenharia”, arrisca.

Estudou Medicina no Rio de Janeiro e ainda na graduação começou a estagiar no Clube de Regatas Vasco da Gama e foi pegando cada vez mais gosto pela área do futebol. Quando se formou, acabou contratado como médico oficial do clube. Nos dois anos seguintes, em sua residência médica, optou pela área de traumatologia e ortopedia. Dividia seu tempo entre a residência em uma clínica de ortopedia e seu trabalho no Vasco.

Em 1981, conseguiu conciliar sua especialidade a sua profissão, quando foi convidado para trabalhar no Clube de Regatas Flamengo. Apaixonado por futebol e flamenguista, ele não poderia escolher clube melhor para trabalhar. “Torço pelo time, mas não sou fanático. Quem trabalha no futebol não pode ser fanático”, explica.

O sucesso na carreira e o trabalho na seleção

“Mais de trinta anos de Flamengo é um tempo muito grande, muitos atletas já passaram por mim”, conta. Mas, para ele, o nome do atleta em si não significa muito. O que vale é a alegria de ver a pessoa recuperada. “Os jogadores sempre me presenteiam com a camisa do primeiro jogo quando voltam aos campos, é uma forma de me agradecerem”, conta Runco.

O destaque no centro médico do Flamengo lhe rendeu um convite para ser chefe do Departamento Médico da Seleção Brasileira de Futebol, tanto masculina como feminina. E já em sua primeira Copa, a de 2002, Runco viu a seleção masculina ser campeã. “Foi uma alegria enorme, isso fortaleceu muito o nosso trabalho”, se orgulha.

Esse trabalho tem seu lado bom e seu lado ruim. “Acompanho todos os jogos, mas também preciso ficar na concentração, como qualquer outro membro da equipe”. “Concentrar” é um jargão do futebol usado para designar o período que os jogadores (e demais membros da equipe técnica) ficam isolados para se preparar para os jogos. Os horários são regrados, não se pode sair do centro de treinamento e nem tomar bebidas alcoólicas. “Mas médico está acostumado a essas limitações, é coisa da carreira também”, pondera.

Oportunidades no mercado de trabalho

Medicina é a ciência que investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. Ele pesquisa e trata disfunções e moléstias, escolhendo os melhores procedimentos para preveni-las e combatê-las. Para isso, tem de estar sempre bem informado a respeito de novas drogas e equipamentos que proporcionem aos pacientes os diagnósticos e os tratamentos mais avançados e eficientes. Com o avanço das técnicas e o aumento da segmentação para aprofundar os cuidados, a área de Medicina Esportiva, segundo Runco, é uma das que mais tem crescido no mercado.

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“O profissional do esporte pode trabalhar em clubes, academias e mais uma infinidade de lugares”, conta. O especialista no setor pode cuidar não só de atletas de alto rendimento como pessoas que usam o esporte para ter uma saúde melhor. No total, quatro universidades oferecem a residência na área: a Escola Paulista de Medicina (Unifesp),o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e a a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ambas em São Paulo, além da Faculdade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Para os que querem seguir outras áreas, Runco dá a dica: “Sempre haverá emprego, principalmente se você tiver disponibilidade de sair dos grandes centros”. Mas, para isso, é preciso dedicação. “Para você se destacar, tem que reservar muito tempo aos estudos”, explica.

E não existe receita milagrosa para o sucesso. “Não existe nenhum médico na minha família e mesmo assim eu consegui vencer. Meus pais eram de família simples, não tem esse negócio de só quem tem pai médico que consegue emprego. Se você batalhar, o reconhecimento vem”, diz José Luiz Runco.

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Presidente da OAB fala sobre o curso e a carreira de Direito

Carolina Vellei | 01/05/2012

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“Minha vontade era a de ser jogador de futebol quando era garoto”, revela Ophir Cavalcante Junior. O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) queria ser goleiro. Seu sonho não se realizou, mas hoje em dia ele pode dizer que também trabalha na defesa. Em vez de proteger um gol, atua na “defesa da liberdade”, como ele mesmo diz, função assumida desde que se formou no curso de Direito.

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A escolha da profissão

Cavalcante nasceu e cresceu em Belém do Pará. Na época, o governo militar fazia grandes campanhas para os jovens seguirem carreiras na área de Exatas. “Dizia-se que o país estava em desenvolvimento e que se precisava de muitos engenheiros”, explica o advogado. Ele chegou a prestar vestibular para um curso técnico em mecânica, mas não deu certo. “Não me identifiquei com a área, nem cheguei a começar o curso”.

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Agência Brasil)

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Ag. Brasil)

Mas então, como ele se decidiu pelo Direito? A reposta não é muito difícil. Filho de pai advogado, fez muitas amizades com pessoas da área e se encantou com o debate de ideias que a carreira proporcionava. A cidade contava com duas universidades: uma pública e outra privada. “Escolhi a federal, porque, como bom brasileiro de classe média, meu sonho era estudar em uma universidade pública”, conta.

O começo da carreira

O advogado começou a estagiar logo no segundo ano da faculdade, no escritório do pai. “Fiquei lá por pouco tempo, depois consegui uma vaga em uma construtora”, onde ficou por dois anos, até o final do curso. A empresa era responsável por grandes projetos, como construção de obras e assentamentos rurais.

Para Cavalcante, o estágio foi muito importante na sua formação, por isso ele aconselha que o estudante comece a estagiar ainda na faculdade. “Esse trabalho inicial ajudou bastante quando me formei, porque eu já tinha contato com clientes. A primeira conversa sempre assusta muito, principalmente quando o recém-formado não teve experiência antes”, explica.

Depois, mudou-se para um escritório trabalhista e passou a cuidar de casos de questões sindicais, reclamações de empregados e na elaboração de contratos de trabalho.

Mas Cavalcante traçou metas maiores para sua carreira. Viu seu pai se tornar presidente da OAB e isso sempre o estimulou a crescer profissionalmente. Para isso, fez mestrado em Direito Público e começou a prestar concursos. “Precisava de estabilidade financeira para construir uma família”, conta. Em 2010, tornou-se presidente da OAB. Seu mandato termina em 2013.

Oportunidades no mercado de trabalho

O que o presidente da OAB recomenda para quem quer se destacar no mercado? Para Cavalcante, as novas oportunidades de trabalho estão principalmente no interior do Brasil. “O estudante não deve se concentrar nas capitais, porque o mercado já está de certa forma preenchido e muitas vezes até saturado”, conta. As áreas que ele destaca são: Direito Agrário, Minerário, Ambiental, de Navegação, Agronegócio, Exploração de gás e Petróleo.

Dentro do Direito, o estudante pode escolher pela área pública ou pela privada. Ao optar pela área pública o profissional poderá seguir a carreira jurídica, trabalhando como advogado público, promotor de Justiça, delegado de polícia ou juiz. Para trabalhar nesses cargos é preciso prestar concurso. Para se tornar juiz, além disso, é necessário ter três anos de inscrição na OAB como advogado. A área pública é muito buscada principalmente por conta de seus bons salários e da estabilidade. De acordo com a Constituição, os servidores públicos (com mais de três anos de trabalho) só podem ser demitidos se cometerem faltas graves ou abandonarem o emprego.

Já para quem optar em trabalhar em um escritório privado como advogado é preciso passar no exame da OAB. Cavalcante destaca que o ponto forte é a liberdade que a área dá ao profissional, de poder escolher seus próprios clientes. O lado ruim, segundo ele, é a inconstância dos trabalhos. “Você precisa ter muita paciência, porque o cliente não bate toda hora na sua parta. É preciso fazer seu nome, mas as coisas vão acontecendo aos poucos”, relata.

Além de escolher a área certa, Ophir Cavalcante ressalta a importância da qualificação. “Um bom advogado deve sempre se atualizar, não só na técnica, mas também acompanhando os fatos da sociedade”, completa.

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