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Presidente da OAB fala sobre o curso e a carreira de Direito

Carolina Vellei | 01/05/2012

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“Minha vontade era a de ser jogador de futebol quando era garoto”, revela Ophir Cavalcante Junior. O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) queria ser goleiro. Seu sonho não se realizou, mas hoje em dia ele pode dizer que também trabalha na defesa. Em vez de proteger um gol, atua na “defesa da liberdade”, como ele mesmo diz, função assumida desde que se formou no curso de Direito.

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A escolha da profissão

Cavalcante nasceu e cresceu em Belém do Pará. Na época, o governo militar fazia grandes campanhas para os jovens seguirem carreiras na área de Exatas. “Dizia-se que o país estava em desenvolvimento e que se precisava de muitos engenheiros”, explica o advogado. Ele chegou a prestar vestibular para um curso técnico em mecânica, mas não deu certo. “Não me identifiquei com a área, nem cheguei a começar o curso”.

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Agência Brasil)

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Ag. Brasil)

Mas então, como ele se decidiu pelo Direito? A reposta não é muito difícil. Filho de pai advogado, fez muitas amizades com pessoas da área e se encantou com o debate de ideias que a carreira proporcionava. A cidade contava com duas universidades: uma pública e outra privada. “Escolhi a federal, porque, como bom brasileiro de classe média, meu sonho era estudar em uma universidade pública”, conta.

O começo da carreira

O advogado começou a estagiar logo no segundo ano da faculdade, no escritório do pai. “Fiquei lá por pouco tempo, depois consegui uma vaga em uma construtora”, onde ficou por dois anos, até o final do curso. A empresa era responsável por grandes projetos, como construção de obras e assentamentos rurais.

Para Cavalcante, o estágio foi muito importante na sua formação, por isso ele aconselha que o estudante comece a estagiar ainda na faculdade. “Esse trabalho inicial ajudou bastante quando me formei, porque eu já tinha contato com clientes. A primeira conversa sempre assusta muito, principalmente quando o recém-formado não teve experiência antes”, explica.

Depois, mudou-se para um escritório trabalhista e passou a cuidar de casos de questões sindicais, reclamações de empregados e na elaboração de contratos de trabalho.

Mas Cavalcante traçou metas maiores para sua carreira. Viu seu pai se tornar presidente da OAB e isso sempre o estimulou a crescer profissionalmente. Para isso, fez mestrado em Direito Público e começou a prestar concursos. “Precisava de estabilidade financeira para construir uma família”, conta. Em 2010, tornou-se presidente da OAB. Seu mandato termina em 2013.

Oportunidades no mercado de trabalho

O que o presidente da OAB recomenda para quem quer se destacar no mercado? Para Cavalcante, as novas oportunidades de trabalho estão principalmente no interior do Brasil. “O estudante não deve se concentrar nas capitais, porque o mercado já está de certa forma preenchido e muitas vezes até saturado”, conta. As áreas que ele destaca são: Direito Agrário, Minerário, Ambiental, de Navegação, Agronegócio, Exploração de gás e Petróleo.

Dentro do Direito, o estudante pode escolher pela área pública ou pela privada. Ao optar pela área pública o profissional poderá seguir a carreira jurídica, trabalhando como advogado público, promotor de Justiça, delegado de polícia ou juiz. Para trabalhar nesses cargos é preciso prestar concurso. Para se tornar juiz, além disso, é necessário ter três anos de inscrição na OAB como advogado. A área pública é muito buscada principalmente por conta de seus bons salários e da estabilidade. De acordo com a Constituição, os servidores públicos (com mais de três anos de trabalho) só podem ser demitidos se cometerem faltas graves ou abandonarem o emprego.

Já para quem optar em trabalhar em um escritório privado como advogado é preciso passar no exame da OAB. Cavalcante destaca que o ponto forte é a liberdade que a área dá ao profissional, de poder escolher seus próprios clientes. O lado ruim, segundo ele, é a inconstância dos trabalhos. “Você precisa ter muita paciência, porque o cliente não bate toda hora na sua parta. É preciso fazer seu nome, mas as coisas vão acontecendo aos poucos”, relata.

Além de escolher a área certa, Ophir Cavalcante ressalta a importância da qualificação. “Um bom advogado deve sempre se atualizar, não só na técnica, mas também acompanhando os fatos da sociedade”, completa.

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Engenheiro do ano dá dicas sobre a carreira de Engenharia Civil

Carolina Vellei | 24/04/2012

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Ele sempre gostou de português e chegou até a trabalhar como revisor em uma pequena editora na qual seu pai trabalhava. Tudo indicava que seu caminho seria trilhado por carreiras de Humanas, mas, no fim, seu gosto por Exatas falou mais alto e ele escolheu a Engenharia Civil. José Roberto Bernasconi, premiado como Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia, conversou com o GUIA DO ESTUDANTE para dar dicas sobre o curso e o mercado de trabalho.

Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Bernasconi é um dos fundadores da Maubertec, empresa que já participou de importantes obras em São Paulo como a construção de metrôs, do Rodoanel e da ampliação da calha do Rio Tietê.

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A escolha da carreira

Na escola, Bernasconi sempre teve inclinação para a área de Exatas, mas também gostava de português. Para ele, o interesse pela matemática é essencial para quem quer fazer Engenharia.  “Os fenômenos físicos são expressos por meio da matemática. Quem detesta Exatas vai ter dificuldade para seguir a carreira”, explica o engenheiro. E acredite: apesar de gostar de estudar, não conseguiu passar na faculdade de primeira. “Fiz um ano de cursinho e consegui na segunda vez”, conta.

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

Depois que entrou na Engenharia, Bernasconi ficou com dúvidas sobre qual área seguir. Estava indeciso entre Civil e Elétrica e até mesmo Eletrônica, que era destaque entre os jovens na época. A dúvida é normal, já que, na universidade, até hoje, todos os alunos passam por um ciclo básico. “Era um massacre, porque não era Engenharia de fato. Tinha muita física, matemática, mas era um instrumento para depois seguir as cadeiras de aplicação”, lembra. No  fim, Bernasconi acabou se encontrando na área de Engenharia Civil.

Segundo o engenheiro, o estudante não precisa entrar na faculdade com a decisão de área já tomada, ele pode pesquisar qual ramo tem mais aptidão. Mas a principal dica é não se preocupar se está fazendo a escolha certa ou errada. “Faça aquilo que naquele momento lhe parece apropriado. O importante é seguir o mais te atraí”, aconselha. 

O dia a dia de um engenheiro civil

A profissão de Engenheira Civil traz diversas opções para se trabalhar. É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos.  Pode-se tanto atuar em órgãos do Governo como na iniciativa privada.

Bernasconi iniciou sua trajetória profissional ao ser convidado para abrir uma empresa junto com um professor da faculdade, na década de 1960. Começou na carreira como projetista. Na função, o engenheiro era responsável por gerenciar os pedidos dos clientes e planejar projetos estruturais para as obras. Mas, o dia a dia da profissão pede versatilidade. “Quando era preciso construir uma estrada, muitas vezes a gente encontrava rios pelo caminho. Neste caso não tem jeito, é preciso projetar também uma ponte para transpor o obstáculo”, explica. 

Hoje, Bernasconi ocupa uma função mais administrativa na presidência de sua empresa e não está mais em contato direto com a parte de execução das obras. Mesmo assim, garante que é fundamental para um empresário do ramo entender todos os processos da profissão. “Se você não sabe fazer, não sabe o que será melhor para oferecer um bom serviço aos clientes”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

Atualmente, o mercado de trabalho está aquecido para quem quer fazer o curso.  Além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil também está investindo em infraestrutura para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O país, que já foi um exportador de mão de obra por não ter como absorver os recém-formados, hoje busca engenheiros de fora para ocupar vagas. A carência de profissionais qualificados é um dos problemas atuais que o mercado de Engenharia enfrenta. “O Brasil é um país que ainda tem tudo por ser feito: obras para a Copa e Jogos Olímpicos, aeroportos, estradas”, conta.  José Roberto explica ainda que o país precisa de, no mínimo, 80 mil engenheiros se formando por ano para suprir a demanda. Em 2010, aproximadamente 51 mil se formaram, segundo o Censo da Educação do Ministério da Educação (MEC).

E a área de Engenharia Civil promete ser uma das mais promissoras, principalmente por conta de sua versatilidade. “Um engenheiro civil faz projeto, fiscaliza, gerência, constrói, opera, ou seja, faz um ciclo de vida completo de um empreendimento”, aponta Bernasconi. Engana-se quem pensa que a atuação é apenas na área urbana. Segundo Bernasconi, o mercado no campo também é amplo. “É preciso projetar os sistemas de transportes para escoamento de produções, construir portos, entre outras demandas”, exemplifica.

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Washington Olivetto dá dicas sobre a carreira de Publicidade e Propaganda

Carolina Vellei | 17/04/2012

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“Conseguimos três novos clientes na última semana, está uma correria danada”, comemora Daniela, secretária do publicitário Washington Olivetto, sócio da agência W/McCann.  A agitação que existe no local demonstra bem como é o dia a dia de quem trabalha com a área de Publicidade e Propaganda. E, para falar um pouco mais sobre o cotidiano da carreira, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com Olivetto, que há mais de 40 anos trabalha na área.

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Antes de falar com a gente, o premiado publicitário tinha acabado de sair de uma reunião, algo bem constante na rotina da agência. E, segundo Olivetto, constante na vida do profissional. Ele conta que o dia do publicitário é repleto de encontros com clientes e com a própria equipe. Até os almoços são muitas vezes aproveitados para discutir assuntos profissionais. Apesar do aparente “sacrifício”, ele explica que isso faz parte do trabalho. “O mercado da publicidade é muito concorrido, é preciso muita dedicação para se manter”.

Mas, se a vida de Olivetto hoje é corrida, dá para dizer que antes de se tornar sócio de agência ela era muito mais. Tanto que o publicitário não conseguiu terminar as faculdades que tentou fazer. Começou o curso de Comunicações e de Psicologia aos 18 anos, por serem áreas importantes para a Propaganda. Fazia de manhã e à noite, mas estava empenhado em ter um estágio na área, logo no início da graduação.  “Acabei trabalhando feito um louco e não consegui acabar as faculdades. Mas é uma coisa que eu não acho mérito não, estudar é sempre bom”, conta.

Washington Olivetto é sócio de uma das cinco maiores agências do Brasil (foto: Carolina Vellei)

Washington Olivetto, na sede da agência W/McCann, em São Paulo (foto: Carolina Vellei)

Apesar de não ter um diploma universitário, o publicitário nunca pensou em retomar os estudos, pois segundo ele, nunca parou de estudar. “Eu nunca estudei para tirar um diploma, eu sempre estudei para saber. Apesar de não continuar na faculdade, eu continuei lendo muito”, diz, reforçando a ideia da importância de constante aprimoramento. E é essa uma das características que o publicitário indica para os que querem começar na carreira: “Todo bom profissional deve ter uma enorme curiosidade. Quando era estagiário ficava perguntando tudo o tempo inteiro”, relembra.

A escolha da carreira

Washington Olivetto decidiu ser publicitário ainda na adolescência, quando entendeu que na carreira de Publicidade e Propaganda trabalharia com as duas paixões de sua vida: escrever e vender. “Aprendi a ler muito cedo, com 5 anos de idade, e sempre gostei de escrever. Tanto que queria escrever para todas as mídias, jornal, revista, radio televisão”, conta. A segunda paixão de Olivetto vem de família. Ele sempre admirou o trabalho do pai, que era vendedor.

Quando entrou na faculdade, Olivetto pediu para trabalhar como estagiário em uma pequena agência de publicidade. Sua principal função era a de redator para as campanhas. O trabalho precoce logo lhe rendeu frutos. Aos 23 anos ganhou o primeiro Leão de Ouro para o Brasil, no maior festival mundial que premia a área, o Festival de Cannes, com a propaganda “O homem de quarenta anos”.

A dica de Olivetto para quem começar bem a carreira, como ele, é gostar de cultura geral, não ter preconceito com nenhum tipo de informação e ter o espírito competitivo. “Também é preciso algum talento”, recomenda.

O dia a dia de um publicitário

O publicitário é o profissional responsável por criar, realizar e divulgar campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor e promover sua venda. Ele atua na elaboração de estratégias e inovações na área de comunicação, e tem como um dos objetivos melhorar a relação de empresas e instituições com a sociedade.

Segundo Washington Olivetto, o dia a dia em uma agência publicitária é bastante agitado. A maior parte do tempo é dedicada a criação de novas campanhas. Além disso, todos os dias os profissionais precisam estudar as características de mercado e as exigências dos clientes, traçando perfis para as ideias começarem a surgir. “O interessante de uma agência é que, como ela tem vários tipos de clientes, você não tem monotonia, sempre tem um assunto novo para tratar”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

O bacharel em Publicidade e Propaganda pode atuar em vários tipos de agências de comunicação, nos departamentos de marketing e comunicação de empresas em geral, em jornais e revistas, além dos fornecedores de produtos e serviços, como consultorias, institutos de pesquisa, produtoras de som e imagem, gráficas, empresas de web e organizadoras de eventos.

Para Olivetto, a profissão está “exageradamente na moda”. “Todo estudante deve pensar antes de entrar no curso se é isso mesmo que ele gosta, porque não vale a pena optar por algo só porque está na moda”, aconselha. Ele explica que isso faz com que o mercado fique cada vez mais competitivo e difícil.  No entanto, o publicitário garante: “sempre existirão lugares para os que são mais talentosos e trabalhadores”, conclui.

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Conheça o curso de Moda na Fasm

Guilherme Dearo | 28/12/2011

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Moda é a arte de criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de moda pode cuidar tanto da parte de criação e desenho quanto da parte de produção, comercialização, gerenciamento e consultoria.

Para falar mais sobre o curso e a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com a professora Raquel Valente, coordenadora do curso de Desenho de Moda na Faculdade Santa Marcelina (Fasm), em São Paulo.

O curso tem duração de 4 anos e há 165 vagas por ano

As disciplinas são tanto teóricas quanto práticas e são obrigatórias durante todos os semestres. No primeiro ano, há matérias mais básicas, que dão ao aluno a noção geral do fazer no campo da Moda, como Laboratório de Criatividade e Metodologia Visual.

O estudante também passa por Desenho de Moda, Desenho de Observação, Estilismo, Estética e História da Arte, História da Moda, Fotografia, Modelagem, Confecção e Tecnologia Têxtil, entre outras disciplinas.

Na Fasm, o curso é voltado para a criação

Diferente de outros cursos do país que focam os negócios ou as questões mais técnicas da Moda, o curso da Fasm é focado na criação e no desenho, pensando sempre na confecção, estampas, joalheria, acessórios e toda a parte têxtil.

Nomes famosos do mundo da Moda estudaram na Fasm

Alexandre Herchcovitch, um dos estilistas brasileiros mais famosos da atualidade, estudou na faculdade. Cynthia Hayashi, ganhadora do concurso Ponto Zero, é outra ex-aluna da Fasm. No mundo do Jornalismo de Moda, há outros exemplos de ex-alunos, como Maria Prata, editora da revista Harper’s Bazaar Brasil; e Sandra Bittencourt, editora de moda da revista Marie Claire.

O estágio é obrigatório e o estudante deve cumprir uma carga de atividades extracurriculares

O aluno deve cumprir 160 horas de estágio e 100 horas de atividades extracurriculares. Os estágios são facilmente encontrados em um painel aberto organizado pela faculdade.

E na própria Fasm há muitas atividades além das aulas, como a Semana de Moda, onde palestrantes são convidados a falar sobre temas atuais e onde os alunos podem participar de workshops; e o evento Palavras da Moda, onde autores que lançaram livros sobre Moda falam sobre seu trabalho.

O TCC é individual e tem um caráter muito autoral, de criação

O trabalho final do curso passa por três etapas. Primeiro, o estudante deve montar um dossiê, que dará início ao seu trabalho. Depois, é a vez da monografia, que dará a base da parte teórica. Por fim, o estudante deve apresentar o trabalho prático, que são, geralmente, de 6 a 8 looks completos ou acessórios e jóias.

Há uma banca interna, com três professores, que avalia os trabalhos. Aqueles que tiram uma nota acima de 8 vão para uma banca externa e são avaliados por profissionais da área. Por fim, os que obtiveram nota acima de 9 vão para um desfile.

Os melhores estudantes concorrem a bolsas de estudo de pós-graduação

“Este ano tivemos muitos trabalhos ótimos, acima de 9, foram 23 alunos. Então tivemos de organizar duas noites de desfile. Estes estudantes concorrem a bolsas de estudo de pós-graduação oferecidas pela faculdade. Geralmente damos três, mas este ano foram quatro os estudantes a conseguirem a bolsa”, explica a professora Raquel Valente.

É preciso ter habilidade em desenho mais desenvolvida para cursar Moda

A Fasm tem o vestibular tradicional, mas parte da prova é de habilidade específica, uma prova de desenho. Ali avalia-se o aluno para selecionar aqueles que já tem um desenho mais desenvolvido.

“Justamente porque o curso é muito voltado para o desenho e a criação, fica difícil acompanhar as aulas sem o mínimo de habilidade na área. Não esperamos um aluno pronto, mas sim aquele que seja criativo e que tenha prontidão, ou seja, esteja pronto para desenvolver facilmente seu conhecimento”, afirma a professora.

O estudante de Moda deve ser dinâmico e atuante, estar antenado no que acontece no mundo

“Moda é informação diária, transformação, o aluno precisa ser dinâmico e atuante, antenado com o que está acontecendo com o mundo. Senão fica complicado de desenvolver um trabalho criativo”, explica Raquel Valente.

Há vários campos da Moda ainda poucos explorados no Brasil

Algumas áreas do mercado de Moda não têm recebido a devida atenção no país, o que representa uma boa oportunidade para estudantes e novos profissionais. A moda masculina, a moda praia e a moda esportiva são campos com grande potencial.

“Geralmente o estudante vai para alguma área que tem a ver com ele próprio, com o próprio corpo. Como a maioria dos estudantes de Moda são mulheres, elas se voltam para a estética delas, para a moda feminina. Mas há grande potencial na moda masculina e infantil, por exemplo”, analisa Raquel.

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Seis fatos sobre o curso e a carreira de Publicidade

Guilherme Dearo | 20/12/2011

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O publicitário é o profissional responsável por criar, realizar e divulgar campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor.

Para falar mais sobre a carreira e a profissão de Publicidade, o Por Dentro das Profissões conversou com Gustavo Borrmann, diretor de criação da Agência Casa, do grupo JWT; e com Bruno Sanchez, redator sênior da mesma agência.

Faculdade

O primeiro ano é mais comum com outros cursos de comunicação, com matérias conjuntas. “Esse ciclo dá uma ideia mais geral e abrangente da profissão. O aluno passa por aspectos mais teóricos de comunicação e Publicidade. Mas, a partir do segundo ano, começa a entrar nas especificidades da carreira e nas competências do dia-a-dia, como criação, mídia e planejamento”, explica Gustavo Borrmann.

Assim como a profissão, as disciplinas são diversas. Ao mesmo tempo em que há Economia, há Fotografia. Cada matéria anima um tipo de aluno, mas desanima outros. O importante é passar por tudo durante o curso para descobrir preferências.

A empresa júnior é importante, conta muito na hora de entrar no mercado de trabalho. “É importante vivenciar num ambiente seguro como uma agência funciona. Você chega a uma agência de verdade entendendo mais do processo, quais são suas responsabilidade e a dos outros”.

Os caminhos da Publicidade

Uma das coisas divertidas de se fazer Publicidade é que é muito diverso e amplo. É até difícil explicar o que é um publicitário.  Agência e empresa são os dois grandes caminhos, mas há muitas ramificações. Na empresa, pode ser marketing, financeiro, vendas, entre outros. Dentro de agência, varia muito de acordo com o produto que ela entrega, que pode ser filme para TV, produtora, conteúdo para internet…  Dentro de um modelo mais comum, pode-se trabalhar com planejamento, criação, tecnologia, atendimento, mídia, produção, entre outras.

Estágio

Por mais que existam muitas agências, tem mais demanda por vagas de estágio que oferta. Assim, não é muito fácil conseguir uma vaga, principalmente na área específica que se deseja.

O mercado exige muita competência do estagiário. E ele já é considerado ativo dentro do grupo, que costuma ser enxuto. Não será igual na faculdade, onde podem ficar 100% ensinando. Ele precisa se provar minimamente competente e aos poucos subir na empresa.

“Antes de começar a trabalhar é importante ter um portfólio para apresentar. Fazer coisas interessantes na faculdade já é um começo para preenchê-lo”, aconselha Bruno Sanchez. “Encare trabalhos legais da faculdade como experiência, não apenas para tirar nota”.

Mercado de trabalho e o dia-a-dia da profissão

Sempre há dúvidas sobre qual área seguir, você não precisa decidir logo de cara qual ramo da Publicidade você quer. É tentativa e erro, valorizar experiência. “Não pode deixar de aproveitar uma oportunidade só porque não é seu foco naquele momento ou a área que estava procurando. É importante ver como é, se é sua cara, sem medo de errar”, analisa Bruno.

Os assuntos são muito diversos, em uma mesma semana se fala de refrigerante e agrobusiness, cada dia você descobre uma coisa, mergulha em um tema diferente.

Mitos sobre a profissão

“Tem um mito de que é sempre muito fácil e é uma diversão, de que se vai ganhar muito dinheiro ao mesmo tempo em que se trabalha pouco. Não é bem assim, o nível de pressão e carga de trabalho é bem grande. Por outro lado, é um ambiente que permite ser livre para ter ideias e criar, é muito dinâmico”, analisa Gustavo.

Outro mito se refere à impressão comum entre os estudantes de Publicidade de que a parte de criação é a coisa mais legal. “Mas, a partir do momento que os semestres passam, professores e disciplinas apresentam novos pensamentos aos alunos, que descobrem outras coisas legais da carreira além da criação”, diz Gustavo.

As características importantes de um publicitário

O trabalho nunca é individual. As coisas sempre serão feitas em equipe. Então o profissional precisa saber ouvir e ser flexível, saber lidar com as pessoas, contornar divergências.

Para Bruno e Gustavo, é importante também a vontade de aprender coisas novas todos os dias e ser uma pessoa inquieta, que corre atrás de novas ideias e soluções.

Criatividade, habilidade importante, é vista como necessária só na criação. Contudo, ela é necessária em tudo, desde o atendimento e planejamento até na arte, na execução e edição de um vídeo ou de um conteúdo para mídia. “Mexer com criatividade faz com que você tenha um ambienta mais descontraído, liberdade de questionar muita coisa”, afirma Gustavo.

O publicitário também precisa ser uma pessoa que não é apegada à rotina, já que todo dia há um trabalho diferente, uma temática diferente. E o horário pode variar muito. Pode-se passar a noite da agência até chegar à resposta ideal. “Inspiração não é algo mágico. Ela é um processo, que consiste em fazer as perguntas certas. Só respondendo a essas perguntas se chega naquela ideia salvadora”, conta Gustavo. //

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Conheça o curso de Engenharia Ambiental na Unesp

Guilherme Dearo | 13/12/2011

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O engenheiro ambiental é o profissional habilitado para desenvolver e aplicar tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo.

Para falar mais o curso e a carreira de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Roberto Wagner Lourenço, coordenador do curso na instituição.

O curso é integral e tem cinco anos de duração

Na Unesp, no campus de Sorocaba (interior de São Paulo), são 60 vagas e as aulas são em período integral. Nos dois primeiros anos há matérias do ciclo básico, comum a todas as engenharias. Depois, há disciplinas mais específicas do campo de atuação do engenheiro ambiental.

Na curso da Unesp, o estágio é obrigatório

O estudante deve estagiar durante a faculdade para cumprir créditos em atividades extracurriculares. Além disso, há outras atividades para o aluno na faculdade, como a empresa júnior, que presta serviços de atendimento e consultoria; e o centro acadêmico.

O mercado está muito aquecido, há vagas tanto no setor público quanto no privado

Questões ambientais estão ganhando cada vez mais importância e já fazem parte da pauta básica da economia e políticas públicas. Como há muita demanda por profissionais da área, há muitas vagas disponíveis no mercado, tanto em empresas quanto em órgãos públicas. Só com o diploma de graduação já é possível se inserir no mercado.

O campo de atuação do engenheiro ambiental é amplo

No setor público, as vagas estão em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo.

Para aqueles que pensam em cursar Engenharia Ambiental, é importante lembrar: o curso é essencialmente de Engenharia, não de Ecologia

“Alguns alunos podem entrar com a ideia, equivocada, de que encontrarão Ecologia, matérias de biologia. Contudo, o curso de Engenharia Ambiental tem nas matérias de Exatas sua principal base, é uma engenharia como todas as outras”, explica o professor.

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Conheça o curso de Fotografia do Senac

Guilherme Dearo | 08/12/2011

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Se você entrar em qualquer site ou folhear qualquer revista, com certeza encontrará muitas imagens. O trabalho do fotógrafo está claramente presente na sociedade atual, marcada pela cultura visual (tanto de fotografias quanto de vídeos). O fotógrafo pode trabalhar em muitas áreas, do jornalismo e moda à arte e arquitetura.

Para falar mais sobre o curso e a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com o professor João Kulcsar, do curso de Fotografia do Senac (São Paulo), considerado a melhor graduação da área no Brasil pelo Guia do Estudante – Melhores Universidades.

O curso foi criado em 1999 e é o primeiro do tipo na América Latina

A graduação em Fotografia no Senac é um bacharelado com quatro anos de duração. São duas turmas de 50 alunos, de manhã e à noite.

Desde o primeiro semestre, há um estudo integrado com matérias teóricas e práticas

O estudante passa por disciplinas obrigatórias que abordam tanto a fotografia clássica e analógica quanto a digital. No Senac, há laboratórios de última geração, como de fotografia digital, fotografia preto & branco e conservação. O aluno também pode imprimir e revelar suas fotos na faculdade.

Não é obrigatório ter conhecimentos prévios sobre fotografia para entrar no curso nem ter equipamento próprio

O Senac empresta equipamentos fotográficos para os alunos desenvolverem os trabalhos e todos os aspectos da Fotografia são ensinados do zero. Como explica o professor Kulcsar, “o estudante pode utilizar as câmeras oferecidas pelo Senac tranquilamente. Mas muitos alunos ao longo do curso querem adquirir o próprio material, sentem aos poucos a necessidade de ter uma câmera próprio, do seu gosto”.

O Senac tem parcerias de intercâmbio com universidades estrangeiras

Há um programa de intercâmbio com a Escola de Fotografia de Arles, a mais importante da França; e com o Instituto Português de Fotografia, em Lisboa e Porto. Atualmente parcerias estão sendo fechadas com EUA e Inglaterra.

Os alunos podem participar de exposições e saídas fotográficas

A faculdade organiza exposições de grandes fotógrafos nacionais e internacionais. E todo final de ano há uma exposição com os trabalhos dos alunos recém-graduados.

A questão técnica é apenas uma parte da fotografia. Ainda há o pensamento crítico e reflexivo

“A parte técnica você pode aprender em um curso de alguns meses ou um ano. Mas na graduação de quatro anos trazemos a parte conceitual ao lado da técnica, para formar um produtor de imagens consciente nesse mundo de forte cultura visual”, afirma o professor Kulcsar.

Um bom estudante de fotografia e fotógrafo precisa ser um leitor crítico de imagens

É preciso ler o mundo, saber ver e entender todos os códigos visuais que nos cerca, e transformá-lo em expressão.  Também é necessário ter sede de aprender e evoluir continuamente e também de conhecer grandes fotógrafos e seus trabalhos para ter uma boa base de referência.

Os fotógrafos são pessoas críticas e curiosas que buscam se expressar técnica e artisticamente. Elas gostam de buscar formas diferentes de ver e de conhecer lugares novos, de um novo país a outro bairro ou rua.

O fotógrafo pode trabalhar tanto com a fotografia aplicada (como fotojornalismo e de estúdio) quanto com a fotografia conceitual e artística

“No Brasil, está começando a se desenvolver um mercado de arte de fotografia. Encontramos muitos ex-alunos do Senac expondo em galerias, exposições, vendendo seus trabalhos”, diz o professor.

Há imagens onde quer que estejamos, milhões delas são produzidas diariamente. Mas, por trás do ato de fotografar, deve haver um ato de reflexão

“Há, a cada dia, mais publicações, revistas e sites, o que aumenta a produção de imagens, no meio digital e impresso. Porém, não adianta só tirar uma foto. É preciso passar por um processo de reflexão, fazer uma fotografia a partir de referências e estudo”, analisa Kulcsar.

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Conheça o curso de Comércio Exterior na Univali

Guilherme Dearo | 06/12/2011

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O profissional de Comércio Exterior trabalha com as técnicas utilizadas na relação de compra e venda de produtos e serviços com empresas do exterior ou órgãos governamentais de outros países.

Para falar mais sobre a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Manoel Antonio dos Santos, coordenador do curso de Comércio Exterior da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A graduação na universidade é considerada cinco estrelas pelo Guia do Estudante – Melhores Universidades.

São oferecidas, no total, 165 vagas.  90 são preenchidas pelo vestibular próprio da universidade e 75 são preenchidas a partir do Enem.

Há uma turma de 55 alunos no período matutino e duas turmas de 55 alunos no período noturno. O curso começou na Univali como Administração com habilitação em Comércio Exterior, mas, em 2000, após reformas curriculares, ele se transformou em um curso de Comércio Exterior puro.

O curso dura quatro anos. Todas as matérias são obrigatórias, com exceção de uma optativa.

A maioria têm pré-requisitos, ou seja, o estudante deve cursá-la somente depois de ter sido aprovada em outra específica, mas algumas são livres e podem ser feitas no período que o estudante desejar. O aluno estuda, entre outras, Mercadologia, Câmbio, Negociações Internacionais, Vendas, Exportação e Importação. A disciplina Práticas de Comércio Exterior, aliás, trabalha com uma simulação em software das negociações. Outra disciplina, Tópicos de Comércio Exterior, é rediscutida anualmente, para estar sempre alinhada com os pontos contemporâneos mais importantes.

Na Univali, o curso é voltado para vendas, pensando no mercado externo e interno.

“Estamos redirecionando o curso após percebermos certas tendências no mercado e a transformação do perfil do profissional. Há cinco anos, o despachante aduaneiro era tudo. Hoje não é mais, ele é um apêndice de um serviço feito por uma empresa de comércio exterior”, explica o professor dos Santos.

O estudante é obrigado a cumprir 200 horas de atividades extracurriculares

O estudante pode optar por ensino, pesquisa ou extensão para cumprir essa carga. Ele pode participar de palestras e eventos tanto da universidade quanto externos.

Outra atividade extracurricular do curso é a empresa júnior, formada por três professores e 40 alunos. “A empresa passou a trabalhar como braço de compras da própria universidade, utilizando benefícios fiscais. Ela ajuda a Univali a comprar equipamentos de cursos diversos. Na empresa, há o departamento voltado para a Univali e outro voltado para outras universidades da região”, explica o professor.

Para se formar, o estudante escolhe dois tipos de trabalho final: uma monografia ou um trabalho a partir do estágio.

No caso da monografia, ele escolhe um tema acadêmico e trabalha nele durante um ano com o auxílio de um orientador indicado pela universidade. No caso do trabalho a partir do estágio – que é obrigatório para todos os estudantes  a partir do sexto período – um orientador da universidade e outro da empresa auxiliam o estudante, que deve embasar cientificamente sua análise.

A Univali  tem uma revista acadêmica anual, que publica artigos dos melhores trabalhos de conclusão de curso dos estudantes

A Coleção de Negócios Mundiais do curso de Comércio Exterior da Univali publica artigos produzidos pelos estudantes e é enviada anualmente para bibliotecas de todo o país e até para o exterior.

Há diversos programas de intercâmbio com universidades estrangeiras

A maioria dos estudantes vai para a Europa, principalmente Portugal, onde podem estudar por um semestre. O aluno também pode viajar no programa “work experience”, que conta como atividade extracurricular.

Saber línguas estrangeiras e se dar bem com números e cálculos é essencial para quem quer estudar Comércio Exterior

O aluno deve gostar de matemática e cálculos, já que lida a todo momento com finanças. Ele também precisa ter uma visão geopolítica e interesse por geografia e economia nacional e internacional.

Sobre as línguas estrangeiras, Inglês e Espanhol são obrigatórias, o aluno já deve entrar sabendo. No curso há matérias de línguas, mas voltadas para a parte técnica, ou seja, ensinando termos específicos da profissão naquele língua. Se o estudante optar por estudar uma outra língua estrangeira durante a faculdade, receberá créditos de atividade extracurricular.

Muitos estudantes entram na Univali pensando em ter um negócio próprio

Os alunos desejam montar suas próprias empresas de consultoria, mas muitos optam por vagas contratadas, que são abundantes, como na Receita Federal. Para isso, é preciso se dedicar aos concursos públicos.

A região de Itajaí também oferece muitas oportunidades para estágio e emprego. A própria universidades cria um banco de talentos de seus alunos para empresas consultarem.

A demanda e as oportunidades variam muito de acordo com o mercado

“Esse ano o boom foi de importação, então o mercado chamou pessoas com mais experiência na área. É o mercado de acordo com seus ciclos que puxa a demanda e vagas. Se agora é importação, nos próximos anos provavelmente o foco será a exportação”, diz o professor dos Santos. //

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Conheça o curso de Cinema na Faap

Guilherme Dearo | 09/11/2011

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Você gosta muito de ir ao cinema e de assistir a filmes? Sente que poderia expressar suas ideias e sentimentos com uma câmera na mão? Então talvez o curso de Cinema seja uma boa opção para você!

Para conhecer mais sobre a carreira, o Por Dentro das Profissões entrevistou o professor José Gozze, coordenador do curso de Cinema da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), de São Paulo.

O curso de Cinema na Faap oferece 50 vagas (25 de manhã e 25 a noite) e tem duração de 4 anos

Os estudantes passam obrigatoriamente por todas as áreas do Cinema durante a faculdade: direção, direção de atores, direção de fotografia, som, direção de arte, montagem e edição, cenografia, entre outras. Até animação e efeitos especiais são trabalhados.

Durante o curso, os estudantes montam grupos e produzem um curta-metragem por semestre

Com um grupo de até seis alunos, são produzidos curtas-metragens para trabalhar a parte prática. São utilizados tanto o formato digital quanto a película, de 16mm e 35mm. Os alunos aprendem a manipular todos os equipamentos, da câmera à iluminação.

“Como trabalham em grupos, os estudantes vão descobrindo seus gostos aos poucos, na prática eles vão perceber se gostam mais de direção ou edição, por exemplo”, conta o professor Gozze.

A Faap participa de muitos eventos de Cinema ao longo do ano

A Faap faz parte da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e sempre recebe pré-lançamentos e debates com profissionais da área. Um exemplo recente foi o pré-lançamento do filme Tetro, do Francis Coppola, com palestra do diretor.

Outras atividades na Faap incluem a empresa júnior e as monitorias que estudantes podem fazer nos laboratórios de cinema da faculdade. Os grupos mais avançados, inclusive, fazem estágios em produtoras de fora da Faap.

O trabalho de conclusão de curso é um curta-metragem filmado em 35mm

O trabalho deve ser feito em equipe e é finalizado tanto em HD digital quanto em película. “Nossa filmoteca se encarrega de mandar esses filmes para festivais nacionais e internacionais, conseguimos muitos prêmios assim. O grupo pode produzir ficção, documentário, até mesmo um projeto de animação”, explica Gozze.

Cinema na Faap se diferencia pelo uso da película nas filmagens e pela grande produção de filmes

“Somos os únicos a utilizar, além do formato digital, a película. O mercado trabalha muito com película. Filma-se com ela, depois a finalização ocorre em digital e as cópias finais são feitas nos dois formatos, justamente porque cada festival ou concurso exige um determinado formato”, conta o professor. Além disso, por semestre são produzidos cerca de 15 curtas-metragens no curso, um volume grande de material para os padrões gerais.

O aluno precisa ter o hábito de ir com frequência ao cinema

Quem escolhe estudar Cinema deve assistir a muitos filmes, ir muito ao cinema para acompanhar novas produções e sempre se manter informado sobre as críticas e análises. Ler sobre a história mundial e brasileira da sétima arte também é essencial.

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Oito dicas sobre o curso e a carreira de Arquitetura

Guilherme Dearo | 04/11/2011

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Para quem pensa em cursar Arquitetura, mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, o GUIA DO ESTUDANTE traz oito dicas para você conhecer mais sobre o trabalho do arquiteto e as curiosidades da carreira.

O Por Dentro das Profissões conversou com Guto Requena, jovem arquiteto e um dos mais promissores de sua geração, especialista em habitação, design contemporâneo e cibercultura.

Guto é formado pela Universidade de São Paulo, onde fez graduação e mestrado e trabalhou por nove anos no Nomads – Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP.

“Minha pesquisa pensa em como as novas tecnologias estão mudando o futuro da profissão, as maneiras de se projetar, as formas, a fabricação. Quero analisar o impacto da cultura digital na arquitetura e no design”, explica Guto.

O arquiteto tem seu próprio estúdio desde 2008, onde desenvolve projetos residenciais e comerciais que pensam a questão da arquitetura e do design aliada às inovações da era digital.

Guto também é apresentador do programa Nos Trinques, do Canal GNT e já lecionou no Instituto Europeo di Design e na Escola Panamericana de Arte e Design.

Crédito da imagem: BETO RIGINIK

A seguir, as oito dicas de Guto Requena!

Criatividade é a palavra-chave

O mercado valoriza o profissional com perfil criativo. Não adianta só falar que sabe desenhar bem. Hoje, para a profissão, você pode não saber desenhar nada, não saber pegar em um lápis, mas mesmo assim pode ser melhor que aqueles que sabem desenhar.

E falar de Arquitetura hoje em dia é falar de um leque muito amplo. A pessoa tem uma formação completa, pode ir para várias áreas: design de interiores, urbanismo, cenografia, design gráfico. O curso lhe abre muitas possibilidades.

Só a graduação não basta, é preciso continuar estudando e se aprimorando

Hoje em dia não adianta fazer só faculdade. Ela é apenas um primeiro lugar de contato com seu campo de estudo. É preciso continuar estudando, buscar especializações e pós-graduações.

Não é preciso ter afinidade com Exatas para fazer o curso

No curso, o estudante encontra muitas disciplinas técnicas e que mexem com física, matemática, cálculo estrutural. Contudo, não é preciso necessariamente ter afinidade com Exatas. Eu mesmo não gosto de matemática e física, mas estudava e passava. Para qualquer matéria, o único segredo é estudar.

Gostar de arte e cultura é requisito básico

O estudante de Arquitetura deve gostar de arte, frequentar teatros, cinemas, museus. E ler muito, claro. Viajar bastante é legal também. Estar ligado à cultura é básico para a profissão.

O maior desafio na área é conseguir se destacar e driblar os cursos ruins

A grande dificuldade do mercado é que há muitos profissionais atuando e muitas escolas ruins de Arquitetura. Logo, o maior desafio é se destacar. E para isso não tem segredo: é muito estudo, dedicação, ralação. Arquitetura é um curso difícil de fazer, tem que estudar e ler muito. Dormir muito, se dedicar até nas sextas à noite e nos finais de semana.

Cultura digital e brasilidade: questões que os futuros arquitetos devem prestar atenção!

Os profissionais que vão se destacar são aqueles que olharão para a questão da cultura digital e estarão antenados às novidades, como novos softwares de modelação.  Novas tecnologias e tecnologias interativas são campos pouco explorados no Brasil e que demandam mais atenção.

Outro ponto fundamental é a brasilidade. O arquiteto precisa olhar para o Brasil, para nossa cultura popular. Estudar nosso país é importante, é o futuro da área. O mundo inteiro está olhando para a gente e esperando uma resposta. “O que os arquitetos brasileiros vão produzir?”, eles se perguntam. A maior questão é não ficar reproduzindo a arquitetura moderna, ficar olhando para Brasília e Oscar Niemeyer somente. É preciso agora olhar para frente e descobrir as novas questões nacionais.

Sustentabilidade e habitação nas grandes cidades, pontos fundamentais na arquitetura atual

Cada vez mais pessoas estão morando nas cidades, cada vez mais há problemas urbanos difíceis de serem resolvidos. Cabe ao arquiteto e ao urbanista pensar na cidade, como ela pode se preparar para a explosão demográfica e outras transformações no meio urbano.

Já a sustentabilidade é algo básico. Pensar no meio-ambiente se tornou a priori na profissão. É preciso incorporar isso desde cedo ao trabalho e estudar materiais que são menos agressivos, tecnologias e métodos de menor impacto ambiental, todo projeto arquitetônico precisa levar esses fatores em conta.

Para conseguir ter seu próprio estúdio ou escritório, é preciso se destacar com muito estudo e trabalho

O estudante que se destaca é aquele que é curioso, não se contenta com as coisas como elas são, é esse cara quem vai abrir o estúdio primeiro. E é preciso muita ralação, claro! Não desistir, estudar e trabalhar muito, são muitas horas de dedicação antes de conseguir seu próprio espaço. //

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