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Washington Olivetto dá dicas sobre a carreira de Publicidade e Propaganda

Carolina Vellei | 17/04/2012

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“Conseguimos três novos clientes na última semana, está uma correria danada”, comemora Daniela, secretária do publicitário Washington Olivetto, sócio da agência W/McCann.  A agitação que existe no local demonstra bem como é o dia a dia de quem trabalha com a área de Publicidade e Propaganda. E, para falar um pouco mais sobre o cotidiano da carreira, o GUIA DO ESTUDANTE conversou com Olivetto, que há mais de 40 anos trabalha na área.

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Antes de falar com a gente, o premiado publicitário tinha acabado de sair de uma reunião, algo bem constante na rotina da agência. E, segundo Olivetto, constante na vida do profissional. Ele conta que o dia do publicitário é repleto de encontros com clientes e com a própria equipe. Até os almoços são muitas vezes aproveitados para discutir assuntos profissionais. Apesar do aparente “sacrifício”, ele explica que isso faz parte do trabalho. “O mercado da publicidade é muito concorrido, é preciso muita dedicação para se manter”.

Mas, se a vida de Olivetto hoje é corrida, dá para dizer que antes de se tornar sócio de agência ela era muito mais. Tanto que o publicitário não conseguiu terminar as faculdades que tentou fazer. Começou o curso de Comunicações e de Psicologia aos 18 anos, por serem áreas importantes para a Propaganda. Fazia de manhã e à noite, mas estava empenhado em ter um estágio na área, logo no início da graduação.  “Acabei trabalhando feito um louco e não consegui acabar as faculdades. Mas é uma coisa que eu não acho mérito não, estudar é sempre bom”, conta.

Washington Olivetto é sócio de uma das cinco maiores agências do Brasil (foto: Carolina Vellei)

Washington Olivetto, na sede da agência W/McCann, em São Paulo (foto: Carolina Vellei)

Apesar de não ter um diploma universitário, o publicitário nunca pensou em retomar os estudos, pois segundo ele, nunca parou de estudar. “Eu nunca estudei para tirar um diploma, eu sempre estudei para saber. Apesar de não continuar na faculdade, eu continuei lendo muito”, diz, reforçando a ideia da importância de constante aprimoramento. E é essa uma das características que o publicitário indica para os que querem começar na carreira: “Todo bom profissional deve ter uma enorme curiosidade. Quando era estagiário ficava perguntando tudo o tempo inteiro”, relembra.

A escolha da carreira

Washington Olivetto decidiu ser publicitário ainda na adolescência, quando entendeu que na carreira de Publicidade e Propaganda trabalharia com as duas paixões de sua vida: escrever e vender. “Aprendi a ler muito cedo, com 5 anos de idade, e sempre gostei de escrever. Tanto que queria escrever para todas as mídias, jornal, revista, radio televisão”, conta. A segunda paixão de Olivetto vem de família. Ele sempre admirou o trabalho do pai, que era vendedor.

Quando entrou na faculdade, Olivetto pediu para trabalhar como estagiário em uma pequena agência de publicidade. Sua principal função era a de redator para as campanhas. O trabalho precoce logo lhe rendeu frutos. Aos 23 anos ganhou o primeiro Leão de Ouro para o Brasil, no maior festival mundial que premia a área, o Festival de Cannes, com a propaganda “O homem de quarenta anos”.

A dica de Olivetto para quem começar bem a carreira, como ele, é gostar de cultura geral, não ter preconceito com nenhum tipo de informação e ter o espírito competitivo. “Também é preciso algum talento”, recomenda.

O dia a dia de um publicitário

O publicitário é o profissional responsável por criar, realizar e divulgar campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor e promover sua venda. Ele atua na elaboração de estratégias e inovações na área de comunicação, e tem como um dos objetivos melhorar a relação de empresas e instituições com a sociedade.

Segundo Washington Olivetto, o dia a dia em uma agência publicitária é bastante agitado. A maior parte do tempo é dedicada a criação de novas campanhas. Além disso, todos os dias os profissionais precisam estudar as características de mercado e as exigências dos clientes, traçando perfis para as ideias começarem a surgir. “O interessante de uma agência é que, como ela tem vários tipos de clientes, você não tem monotonia, sempre tem um assunto novo para tratar”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

O bacharel em Publicidade e Propaganda pode atuar em vários tipos de agências de comunicação, nos departamentos de marketing e comunicação de empresas em geral, em jornais e revistas, além dos fornecedores de produtos e serviços, como consultorias, institutos de pesquisa, produtoras de som e imagem, gráficas, empresas de web e organizadoras de eventos.

Para Olivetto, a profissão está “exageradamente na moda”. “Todo estudante deve pensar antes de entrar no curso se é isso mesmo que ele gosta, porque não vale a pena optar por algo só porque está na moda”, aconselha. Ele explica que isso faz com que o mercado fique cada vez mais competitivo e difícil.  No entanto, o publicitário garante: “sempre existirão lugares para os que são mais talentosos e trabalhadores”, conclui.

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Conheça o curso de Moda na Fasm

Guilherme Dearo | 28/12/2011

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Moda é a arte de criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de moda pode cuidar tanto da parte de criação e desenho quanto da parte de produção, comercialização, gerenciamento e consultoria.

Para falar mais sobre o curso e a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com a professora Raquel Valente, coordenadora do curso de Desenho de Moda na Faculdade Santa Marcelina (Fasm), em São Paulo.

O curso tem duração de 4 anos e há 165 vagas por ano

As disciplinas são tanto teóricas quanto práticas e são obrigatórias durante todos os semestres. No primeiro ano, há matérias mais básicas, que dão ao aluno a noção geral do fazer no campo da Moda, como Laboratório de Criatividade e Metodologia Visual.

O estudante também passa por Desenho de Moda, Desenho de Observação, Estilismo, Estética e História da Arte, História da Moda, Fotografia, Modelagem, Confecção e Tecnologia Têxtil, entre outras disciplinas.

Na Fasm, o curso é voltado para a criação

Diferente de outros cursos do país que focam os negócios ou as questões mais técnicas da Moda, o curso da Fasm é focado na criação e no desenho, pensando sempre na confecção, estampas, joalheria, acessórios e toda a parte têxtil.

Nomes famosos do mundo da Moda estudaram na Fasm

Alexandre Herchcovitch, um dos estilistas brasileiros mais famosos da atualidade, estudou na faculdade. Cynthia Hayashi, ganhadora do concurso Ponto Zero, é outra ex-aluna da Fasm. No mundo do Jornalismo de Moda, há outros exemplos de ex-alunos, como Maria Prata, editora da revista Harper’s Bazaar Brasil; e Sandra Bittencourt, editora de moda da revista Marie Claire.

O estágio é obrigatório e o estudante deve cumprir uma carga de atividades extracurriculares

O aluno deve cumprir 160 horas de estágio e 100 horas de atividades extracurriculares. Os estágios são facilmente encontrados em um painel aberto organizado pela faculdade.

E na própria Fasm há muitas atividades além das aulas, como a Semana de Moda, onde palestrantes são convidados a falar sobre temas atuais e onde os alunos podem participar de workshops; e o evento Palavras da Moda, onde autores que lançaram livros sobre Moda falam sobre seu trabalho.

O TCC é individual e tem um caráter muito autoral, de criação

O trabalho final do curso passa por três etapas. Primeiro, o estudante deve montar um dossiê, que dará início ao seu trabalho. Depois, é a vez da monografia, que dará a base da parte teórica. Por fim, o estudante deve apresentar o trabalho prático, que são, geralmente, de 6 a 8 looks completos ou acessórios e jóias.

Há uma banca interna, com três professores, que avalia os trabalhos. Aqueles que tiram uma nota acima de 8 vão para uma banca externa e são avaliados por profissionais da área. Por fim, os que obtiveram nota acima de 9 vão para um desfile.

Os melhores estudantes concorrem a bolsas de estudo de pós-graduação

“Este ano tivemos muitos trabalhos ótimos, acima de 9, foram 23 alunos. Então tivemos de organizar duas noites de desfile. Estes estudantes concorrem a bolsas de estudo de pós-graduação oferecidas pela faculdade. Geralmente damos três, mas este ano foram quatro os estudantes a conseguirem a bolsa”, explica a professora Raquel Valente.

É preciso ter habilidade em desenho mais desenvolvida para cursar Moda

A Fasm tem o vestibular tradicional, mas parte da prova é de habilidade específica, uma prova de desenho. Ali avalia-se o aluno para selecionar aqueles que já tem um desenho mais desenvolvido.

“Justamente porque o curso é muito voltado para o desenho e a criação, fica difícil acompanhar as aulas sem o mínimo de habilidade na área. Não esperamos um aluno pronto, mas sim aquele que seja criativo e que tenha prontidão, ou seja, esteja pronto para desenvolver facilmente seu conhecimento”, afirma a professora.

O estudante de Moda deve ser dinâmico e atuante, estar antenado no que acontece no mundo

“Moda é informação diária, transformação, o aluno precisa ser dinâmico e atuante, antenado com o que está acontecendo com o mundo. Senão fica complicado de desenvolver um trabalho criativo”, explica Raquel Valente.

Há vários campos da Moda ainda poucos explorados no Brasil

Algumas áreas do mercado de Moda não têm recebido a devida atenção no país, o que representa uma boa oportunidade para estudantes e novos profissionais. A moda masculina, a moda praia e a moda esportiva são campos com grande potencial.

“Geralmente o estudante vai para alguma área que tem a ver com ele próprio, com o próprio corpo. Como a maioria dos estudantes de Moda são mulheres, elas se voltam para a estética delas, para a moda feminina. Mas há grande potencial na moda masculina e infantil, por exemplo”, analisa Raquel.

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Seis fatos sobre o curso e a carreira de Publicidade

Guilherme Dearo | 20/12/2011

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O publicitário é o profissional responsável por criar, realizar e divulgar campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor.

Para falar mais sobre a carreira e a profissão de Publicidade, o Por Dentro das Profissões conversou com Gustavo Borrmann, diretor de criação da Agência Casa, do grupo JWT; e com Bruno Sanchez, redator sênior da mesma agência.

Faculdade

O primeiro ano é mais comum com outros cursos de comunicação, com matérias conjuntas. “Esse ciclo dá uma ideia mais geral e abrangente da profissão. O aluno passa por aspectos mais teóricos de comunicação e Publicidade. Mas, a partir do segundo ano, começa a entrar nas especificidades da carreira e nas competências do dia-a-dia, como criação, mídia e planejamento”, explica Gustavo Borrmann.

Assim como a profissão, as disciplinas são diversas. Ao mesmo tempo em que há Economia, há Fotografia. Cada matéria anima um tipo de aluno, mas desanima outros. O importante é passar por tudo durante o curso para descobrir preferências.

A empresa júnior é importante, conta muito na hora de entrar no mercado de trabalho. “É importante vivenciar num ambiente seguro como uma agência funciona. Você chega a uma agência de verdade entendendo mais do processo, quais são suas responsabilidade e a dos outros”.

Os caminhos da Publicidade

Uma das coisas divertidas de se fazer Publicidade é que é muito diverso e amplo. É até difícil explicar o que é um publicitário.  Agência e empresa são os dois grandes caminhos, mas há muitas ramificações. Na empresa, pode ser marketing, financeiro, vendas, entre outros. Dentro de agência, varia muito de acordo com o produto que ela entrega, que pode ser filme para TV, produtora, conteúdo para internet…  Dentro de um modelo mais comum, pode-se trabalhar com planejamento, criação, tecnologia, atendimento, mídia, produção, entre outras.

Estágio

Por mais que existam muitas agências, tem mais demanda por vagas de estágio que oferta. Assim, não é muito fácil conseguir uma vaga, principalmente na área específica que se deseja.

O mercado exige muita competência do estagiário. E ele já é considerado ativo dentro do grupo, que costuma ser enxuto. Não será igual na faculdade, onde podem ficar 100% ensinando. Ele precisa se provar minimamente competente e aos poucos subir na empresa.

“Antes de começar a trabalhar é importante ter um portfólio para apresentar. Fazer coisas interessantes na faculdade já é um começo para preenchê-lo”, aconselha Bruno Sanchez. “Encare trabalhos legais da faculdade como experiência, não apenas para tirar nota”.

Mercado de trabalho e o dia-a-dia da profissão

Sempre há dúvidas sobre qual área seguir, você não precisa decidir logo de cara qual ramo da Publicidade você quer. É tentativa e erro, valorizar experiência. “Não pode deixar de aproveitar uma oportunidade só porque não é seu foco naquele momento ou a área que estava procurando. É importante ver como é, se é sua cara, sem medo de errar”, analisa Bruno.

Os assuntos são muito diversos, em uma mesma semana se fala de refrigerante e agrobusiness, cada dia você descobre uma coisa, mergulha em um tema diferente.

Mitos sobre a profissão

“Tem um mito de que é sempre muito fácil e é uma diversão, de que se vai ganhar muito dinheiro ao mesmo tempo em que se trabalha pouco. Não é bem assim, o nível de pressão e carga de trabalho é bem grande. Por outro lado, é um ambiente que permite ser livre para ter ideias e criar, é muito dinâmico”, analisa Gustavo.

Outro mito se refere à impressão comum entre os estudantes de Publicidade de que a parte de criação é a coisa mais legal. “Mas, a partir do momento que os semestres passam, professores e disciplinas apresentam novos pensamentos aos alunos, que descobrem outras coisas legais da carreira além da criação”, diz Gustavo.

As características importantes de um publicitário

O trabalho nunca é individual. As coisas sempre serão feitas em equipe. Então o profissional precisa saber ouvir e ser flexível, saber lidar com as pessoas, contornar divergências.

Para Bruno e Gustavo, é importante também a vontade de aprender coisas novas todos os dias e ser uma pessoa inquieta, que corre atrás de novas ideias e soluções.

Criatividade, habilidade importante, é vista como necessária só na criação. Contudo, ela é necessária em tudo, desde o atendimento e planejamento até na arte, na execução e edição de um vídeo ou de um conteúdo para mídia. “Mexer com criatividade faz com que você tenha um ambienta mais descontraído, liberdade de questionar muita coisa”, afirma Gustavo.

O publicitário também precisa ser uma pessoa que não é apegada à rotina, já que todo dia há um trabalho diferente, uma temática diferente. E o horário pode variar muito. Pode-se passar a noite da agência até chegar à resposta ideal. “Inspiração não é algo mágico. Ela é um processo, que consiste em fazer as perguntas certas. Só respondendo a essas perguntas se chega naquela ideia salvadora”, conta Gustavo. //

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Conheça o curso de Engenharia Ambiental na Unesp

Guilherme Dearo | 13/12/2011

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O engenheiro ambiental é o profissional habilitado para desenvolver e aplicar tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo.

Para falar mais o curso e a carreira de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Roberto Wagner Lourenço, coordenador do curso na instituição.

O curso é integral e tem cinco anos de duração

Na Unesp, no campus de Sorocaba (interior de São Paulo), são 60 vagas e as aulas são em período integral. Nos dois primeiros anos há matérias do ciclo básico, comum a todas as engenharias. Depois, há disciplinas mais específicas do campo de atuação do engenheiro ambiental.

Na curso da Unesp, o estágio é obrigatório

O estudante deve estagiar durante a faculdade para cumprir créditos em atividades extracurriculares. Além disso, há outras atividades para o aluno na faculdade, como a empresa júnior, que presta serviços de atendimento e consultoria; e o centro acadêmico.

O mercado está muito aquecido, há vagas tanto no setor público quanto no privado

Questões ambientais estão ganhando cada vez mais importância e já fazem parte da pauta básica da economia e políticas públicas. Como há muita demanda por profissionais da área, há muitas vagas disponíveis no mercado, tanto em empresas quanto em órgãos públicas. Só com o diploma de graduação já é possível se inserir no mercado.

O campo de atuação do engenheiro ambiental é amplo

No setor público, as vagas estão em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo.

Para aqueles que pensam em cursar Engenharia Ambiental, é importante lembrar: o curso é essencialmente de Engenharia, não de Ecologia

“Alguns alunos podem entrar com a ideia, equivocada, de que encontrarão Ecologia, matérias de biologia. Contudo, o curso de Engenharia Ambiental tem nas matérias de Exatas sua principal base, é uma engenharia como todas as outras”, explica o professor.

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Conheça o curso de Fotografia do Senac

Guilherme Dearo | 08/12/2011

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Se você entrar em qualquer site ou folhear qualquer revista, com certeza encontrará muitas imagens. O trabalho do fotógrafo está claramente presente na sociedade atual, marcada pela cultura visual (tanto de fotografias quanto de vídeos). O fotógrafo pode trabalhar em muitas áreas, do jornalismo e moda à arte e arquitetura.

Para falar mais sobre o curso e a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com o professor João Kulcsar, do curso de Fotografia do Senac (São Paulo), considerado a melhor graduação da área no Brasil pelo Guia do Estudante – Melhores Universidades.

O curso foi criado em 1999 e é o primeiro do tipo na América Latina

A graduação em Fotografia no Senac é um bacharelado com quatro anos de duração. São duas turmas de 50 alunos, de manhã e à noite.

Desde o primeiro semestre, há um estudo integrado com matérias teóricas e práticas

O estudante passa por disciplinas obrigatórias que abordam tanto a fotografia clássica e analógica quanto a digital. No Senac, há laboratórios de última geração, como de fotografia digital, fotografia preto & branco e conservação. O aluno também pode imprimir e revelar suas fotos na faculdade.

Não é obrigatório ter conhecimentos prévios sobre fotografia para entrar no curso nem ter equipamento próprio

O Senac empresta equipamentos fotográficos para os alunos desenvolverem os trabalhos e todos os aspectos da Fotografia são ensinados do zero. Como explica o professor Kulcsar, “o estudante pode utilizar as câmeras oferecidas pelo Senac tranquilamente. Mas muitos alunos ao longo do curso querem adquirir o próprio material, sentem aos poucos a necessidade de ter uma câmera próprio, do seu gosto”.

O Senac tem parcerias de intercâmbio com universidades estrangeiras

Há um programa de intercâmbio com a Escola de Fotografia de Arles, a mais importante da França; e com o Instituto Português de Fotografia, em Lisboa e Porto. Atualmente parcerias estão sendo fechadas com EUA e Inglaterra.

Os alunos podem participar de exposições e saídas fotográficas

A faculdade organiza exposições de grandes fotógrafos nacionais e internacionais. E todo final de ano há uma exposição com os trabalhos dos alunos recém-graduados.

A questão técnica é apenas uma parte da fotografia. Ainda há o pensamento crítico e reflexivo

“A parte técnica você pode aprender em um curso de alguns meses ou um ano. Mas na graduação de quatro anos trazemos a parte conceitual ao lado da técnica, para formar um produtor de imagens consciente nesse mundo de forte cultura visual”, afirma o professor Kulcsar.

Um bom estudante de fotografia e fotógrafo precisa ser um leitor crítico de imagens

É preciso ler o mundo, saber ver e entender todos os códigos visuais que nos cerca, e transformá-lo em expressão.  Também é necessário ter sede de aprender e evoluir continuamente e também de conhecer grandes fotógrafos e seus trabalhos para ter uma boa base de referência.

Os fotógrafos são pessoas críticas e curiosas que buscam se expressar técnica e artisticamente. Elas gostam de buscar formas diferentes de ver e de conhecer lugares novos, de um novo país a outro bairro ou rua.

O fotógrafo pode trabalhar tanto com a fotografia aplicada (como fotojornalismo e de estúdio) quanto com a fotografia conceitual e artística

“No Brasil, está começando a se desenvolver um mercado de arte de fotografia. Encontramos muitos ex-alunos do Senac expondo em galerias, exposições, vendendo seus trabalhos”, diz o professor.

Há imagens onde quer que estejamos, milhões delas são produzidas diariamente. Mas, por trás do ato de fotografar, deve haver um ato de reflexão

“Há, a cada dia, mais publicações, revistas e sites, o que aumenta a produção de imagens, no meio digital e impresso. Porém, não adianta só tirar uma foto. É preciso passar por um processo de reflexão, fazer uma fotografia a partir de referências e estudo”, analisa Kulcsar.

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Conheça o curso de Comércio Exterior na Univali

Guilherme Dearo | 06/12/2011

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O profissional de Comércio Exterior trabalha com as técnicas utilizadas na relação de compra e venda de produtos e serviços com empresas do exterior ou órgãos governamentais de outros países.

Para falar mais sobre a carreira, o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Manoel Antonio dos Santos, coordenador do curso de Comércio Exterior da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A graduação na universidade é considerada cinco estrelas pelo Guia do Estudante – Melhores Universidades.

São oferecidas, no total, 165 vagas.  90 são preenchidas pelo vestibular próprio da universidade e 75 são preenchidas a partir do Enem.

Há uma turma de 55 alunos no período matutino e duas turmas de 55 alunos no período noturno. O curso começou na Univali como Administração com habilitação em Comércio Exterior, mas, em 2000, após reformas curriculares, ele se transformou em um curso de Comércio Exterior puro.

O curso dura quatro anos. Todas as matérias são obrigatórias, com exceção de uma optativa.

A maioria têm pré-requisitos, ou seja, o estudante deve cursá-la somente depois de ter sido aprovada em outra específica, mas algumas são livres e podem ser feitas no período que o estudante desejar. O aluno estuda, entre outras, Mercadologia, Câmbio, Negociações Internacionais, Vendas, Exportação e Importação. A disciplina Práticas de Comércio Exterior, aliás, trabalha com uma simulação em software das negociações. Outra disciplina, Tópicos de Comércio Exterior, é rediscutida anualmente, para estar sempre alinhada com os pontos contemporâneos mais importantes.

Na Univali, o curso é voltado para vendas, pensando no mercado externo e interno.

“Estamos redirecionando o curso após percebermos certas tendências no mercado e a transformação do perfil do profissional. Há cinco anos, o despachante aduaneiro era tudo. Hoje não é mais, ele é um apêndice de um serviço feito por uma empresa de comércio exterior”, explica o professor dos Santos.

O estudante é obrigado a cumprir 200 horas de atividades extracurriculares

O estudante pode optar por ensino, pesquisa ou extensão para cumprir essa carga. Ele pode participar de palestras e eventos tanto da universidade quanto externos.

Outra atividade extracurricular do curso é a empresa júnior, formada por três professores e 40 alunos. “A empresa passou a trabalhar como braço de compras da própria universidade, utilizando benefícios fiscais. Ela ajuda a Univali a comprar equipamentos de cursos diversos. Na empresa, há o departamento voltado para a Univali e outro voltado para outras universidades da região”, explica o professor.

Para se formar, o estudante escolhe dois tipos de trabalho final: uma monografia ou um trabalho a partir do estágio.

No caso da monografia, ele escolhe um tema acadêmico e trabalha nele durante um ano com o auxílio de um orientador indicado pela universidade. No caso do trabalho a partir do estágio – que é obrigatório para todos os estudantes  a partir do sexto período – um orientador da universidade e outro da empresa auxiliam o estudante, que deve embasar cientificamente sua análise.

A Univali  tem uma revista acadêmica anual, que publica artigos dos melhores trabalhos de conclusão de curso dos estudantes

A Coleção de Negócios Mundiais do curso de Comércio Exterior da Univali publica artigos produzidos pelos estudantes e é enviada anualmente para bibliotecas de todo o país e até para o exterior.

Há diversos programas de intercâmbio com universidades estrangeiras

A maioria dos estudantes vai para a Europa, principalmente Portugal, onde podem estudar por um semestre. O aluno também pode viajar no programa “work experience”, que conta como atividade extracurricular.

Saber línguas estrangeiras e se dar bem com números e cálculos é essencial para quem quer estudar Comércio Exterior

O aluno deve gostar de matemática e cálculos, já que lida a todo momento com finanças. Ele também precisa ter uma visão geopolítica e interesse por geografia e economia nacional e internacional.

Sobre as línguas estrangeiras, Inglês e Espanhol são obrigatórias, o aluno já deve entrar sabendo. No curso há matérias de línguas, mas voltadas para a parte técnica, ou seja, ensinando termos específicos da profissão naquele língua. Se o estudante optar por estudar uma outra língua estrangeira durante a faculdade, receberá créditos de atividade extracurricular.

Muitos estudantes entram na Univali pensando em ter um negócio próprio

Os alunos desejam montar suas próprias empresas de consultoria, mas muitos optam por vagas contratadas, que são abundantes, como na Receita Federal. Para isso, é preciso se dedicar aos concursos públicos.

A região de Itajaí também oferece muitas oportunidades para estágio e emprego. A própria universidades cria um banco de talentos de seus alunos para empresas consultarem.

A demanda e as oportunidades variam muito de acordo com o mercado

“Esse ano o boom foi de importação, então o mercado chamou pessoas com mais experiência na área. É o mercado de acordo com seus ciclos que puxa a demanda e vagas. Se agora é importação, nos próximos anos provavelmente o foco será a exportação”, diz o professor dos Santos. //

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Dez fatos sobre a carreira de Tradutor e Intérprete

Guilherme Dearo | 16/11/2011

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Quem trabalha com tradução e interpretação cuida da transposição do significado de textos e de falas de um idioma para outro.

Para falar mais sobre o trabalho do tradutor, o Por Dentro das Profissões conversou com Pérsio Burkinski, diretor-fundador da Millennium Traduções e Interpretrações.

1.  O tradutor pode trabalhar tanto na área escrita quanto na oral

Na tradução escrita, o profissional cuida de livros, textos e documentos. Na oral, pode trabalhar com a tradução simultânea, em eventos, congressos e palestras, e também acompanhando executivos, chefes de estado e outros profissionais em encontros e reuniões.

2.  A maior parte trabalha de forma independente

Há vagas fixas em empresas, órgãos do governo e veículos de imprensa para o tradutor, mas a maior parte do trabalho é freelance, ou seja, feito mediante solicitação.

3.  Nenhum diploma é obrigatório para trabalhar na área

Como a profissão não é regulamentada, qualquer um pode trabalhar, com ou sem diploma. Contudo, algumas faculdades podem ajudar a atuar na área, como Letras e a própria graduação em Tradução.

Mesmo assim, qualquer faculdade pode ajudar na carreira de tradutor. Um profissional que se formou na área de saúde pode, por exemplo, se especializar em traduzir livros e textos da área médica. Quem se forma em Contabilidade pode se especializar em traduções para a área econômica.

4.  Inglês é o idioma com maior demanda no mercado

70% do mercado é para traduções em inglês, é a língua mais abordada e requerida. E há bastante espaço para espanhol, inglês, francês e italiano. Mas, em teoria, há trabalho para todas as línguas.

5.  Falta profissionais no Brasil

A demanda por tradutores e intérpretes é grande no país e faltam profissionais qualificados. Ela é maior em grandes centros, como São Paulo, Rio e Curitiba, mas a concorrência é maior também. Em outros estados. as vagas são poucas, mas também a concorrência é menor.

Muitas vezes tradutores de grandes cidades, como São Paulo, viajam a outras cidades e estados para trabalhar.

6. O mercado está em forte expansão

Com a economia aquecida, os negócios e serviços estão se expandindo rapidamente no país. Há cada vez mais empresas estrangeiras por aqui e as relações bilaterais aumentam. Assim, são necessários cada vez mais tradutores e intérpretes. O mercado é flexível e absorve rapidamente novos profissionais.

7. Eventos importantes no país criam mais oportunidades

Eventos esportivos por vir, como Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016, ajudam a aumentar as oportunidades para tradutores. E São Paulo é uma das cidades do mundo que mais recebe eventos internacionais.

8. Ter conhecimento profundo da língua é fundamental

É preciso conhecer muito bem a língua com a qual se trabalha. Diplomas estrangeiros de proficiência podem abrir portas, mas não são obrigatórios. A pessoa pode saber uma segunda língua desde criança, por exemplo, por ter morado fora, ter família de outro país etc.

O mais importante é ter domínio da fala e da escrita e se aprofundar no uso cotidiano do idioma, conhecendo seus detalhes, macetes e usos.

9. Além de gostar de estudar uma língua, outras características são necessárias para o tradutor ou intérprete

Para quem trabalha com traduções simultâneas ou acompanha pessoas em eventos e reuniões, por exemplo, é preciso ser mais dinâmico, aberto, comunicativo e também ter disponibilidade para viagens.

Quem trabalha com a tradução escrita, pode ser mais introspectivo, já que o trabalho é mais solitário. Deve gostar bastante de ler, escrever e pesquisar e ter capacidade de concentração.

10. O aprendizado na carreira é contínuo

Quanto mais experiência e trabalho, melhor será para o profissional. No dia a dia ele aprende os detalhes e macetes da língua, desenvolve e aprimora recursos de comunicação.

É precisa estar preparada para errar, ser corrigido durante o trabalho.  Não pode se ofender quando alguém repara no erro, sim usar a situação para aprendizado e desenvolvimento.

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Conheça o curso de Cinema na Faap

Guilherme Dearo | 09/11/2011

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Você gosta muito de ir ao cinema e de assistir a filmes? Sente que poderia expressar suas ideias e sentimentos com uma câmera na mão? Então talvez o curso de Cinema seja uma boa opção para você!

Para conhecer mais sobre a carreira, o Por Dentro das Profissões entrevistou o professor José Gozze, coordenador do curso de Cinema da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), de São Paulo.

O curso de Cinema na Faap oferece 50 vagas (25 de manhã e 25 a noite) e tem duração de 4 anos

Os estudantes passam obrigatoriamente por todas as áreas do Cinema durante a faculdade: direção, direção de atores, direção de fotografia, som, direção de arte, montagem e edição, cenografia, entre outras. Até animação e efeitos especiais são trabalhados.

Durante o curso, os estudantes montam grupos e produzem um curta-metragem por semestre

Com um grupo de até seis alunos, são produzidos curtas-metragens para trabalhar a parte prática. São utilizados tanto o formato digital quanto a película, de 16mm e 35mm. Os alunos aprendem a manipular todos os equipamentos, da câmera à iluminação.

“Como trabalham em grupos, os estudantes vão descobrindo seus gostos aos poucos, na prática eles vão perceber se gostam mais de direção ou edição, por exemplo”, conta o professor Gozze.

A Faap participa de muitos eventos de Cinema ao longo do ano

A Faap faz parte da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e sempre recebe pré-lançamentos e debates com profissionais da área. Um exemplo recente foi o pré-lançamento do filme Tetro, do Francis Coppola, com palestra do diretor.

Outras atividades na Faap incluem a empresa júnior e as monitorias que estudantes podem fazer nos laboratórios de cinema da faculdade. Os grupos mais avançados, inclusive, fazem estágios em produtoras de fora da Faap.

O trabalho de conclusão de curso é um curta-metragem filmado em 35mm

O trabalho deve ser feito em equipe e é finalizado tanto em HD digital quanto em película. “Nossa filmoteca se encarrega de mandar esses filmes para festivais nacionais e internacionais, conseguimos muitos prêmios assim. O grupo pode produzir ficção, documentário, até mesmo um projeto de animação”, explica Gozze.

Cinema na Faap se diferencia pelo uso da película nas filmagens e pela grande produção de filmes

“Somos os únicos a utilizar, além do formato digital, a película. O mercado trabalha muito com película. Filma-se com ela, depois a finalização ocorre em digital e as cópias finais são feitas nos dois formatos, justamente porque cada festival ou concurso exige um determinado formato”, conta o professor. Além disso, por semestre são produzidos cerca de 15 curtas-metragens no curso, um volume grande de material para os padrões gerais.

O aluno precisa ter o hábito de ir com frequência ao cinema

Quem escolhe estudar Cinema deve assistir a muitos filmes, ir muito ao cinema para acompanhar novas produções e sempre se manter informado sobre as críticas e análises. Ler sobre a história mundial e brasileira da sétima arte também é essencial.

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Conheça os 15 cursos de Ciências Humanas e Sociais

Guilherme Dearo | 07/11/2011

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Se você é uma pessoa que gosta muito de ler e adora um bom debate e reflexão, talvez os cursos de humanas e de ciências sociais sejam uma boa opção. Carreiras dessa área tem no homem e na sociedade seus principais objetos de estudo. Gostou? Então confira as 15 profissões!

Arqueologia

É a ciência que estuda as sociedades humanas por meio de objetos que foram produzidos e utilizados no passado. O arqueólogo explora e analisa materiais encontrados embaixo da terra para estudar a sociedade e as características que ajudaram a constituir as sociedades que conhecemos hoje. Com seu conhecimento de história e um olhar analítico, esse profissional tem condições de pesquisar e descobrir como foi feita a ocupação humana no passado por meio da observação e análise de marcas espalhadas pelo território, como a composição do solo e a coloração da terra.

Direito

É a ciência que cuida da aplicação das normas jurídicas vigentes em um país, para organizar as relações entre indivíduos e grupos na sociedade. Zelar pela harmonia e pela correção das relações entre os cidadãos, as empresas e o poder público é a função do bacharel em Direito. Para isso, ele analisa as disputas e os conflitos com base no que está estabelecido na Constituição e regulamentado pelas leis, defendendo os interesses do cliente em diversos campos, como penal, civil, previdenciário, trabalhista, tributário e comercial.

Filosofia

É a prática de análise, reflexão e crítica na busca do conhecimento do mundo e do homem.O filósofo dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do universo, do homem e de fatos. Estuda as grandes correntes do pensamento e a obra dos filósofos. Faz reflexões sobre questões éticas, políticas, metafísicas e epistemológicas, além de buscar compreensão teórica de conceitos, como os de espaço, tempo, verdade, consciência e existência.

História

É o campo do conhecimento que estuda o passado humano em seus vários aspectos: economia, sociedade, cultura, ideias e cotidiano. O historiador investiga e interpreta criticamente os acontecimentos, buscando resgatar a memória da humanidade e ampliar a compreensão da condição humana. Seu trabalho se baseia, principalmente, na pesquisa de documentos, como manuscritos, impressos, gravações, filmes, objetos e fotos.

Pedagogia

É a área que trata dos princípios e métodos de ensino, na administração de escolas e na condução dos assuntos educacionais. O pedagogo, que trabalha para garantir e melhorar a qualidade da educação, tem dois grandes campos de atuação: a administração e o magistério, de modo que pode tanto gerenciar e supervisionar o sistema de ensino quanto orientar os alunos e os professores. Em órgãos do governo, estabelece e fiscaliza a legislação de ensino em todo o país. Em escolas, orienta e dirige os professores, com o objetivo de assegurar a qualidade do ensino. Também é ele quem verifica se os currículos estão sendo cumpridos e se condizem com as leis educacionais.

Relações Internacionais

É a condução das relações entre povos, nações e empresas nas áreas política, econômica, social, militar, cultural, comercial e do Direito. Esse bacharel analisa o cenário mundial, investiga mercados, avalia as possibilidades de negócios e aconselha investimentos no exterior. Promove entendimentos entre empresas e governos de diferentes países, abrindo caminho para exportações, importações e acordos bilaterais ou multinacionais. A internacionalização da economia amplia o campo de atuação desse profissional, que pode trabalhar em ministérios, embaixadas e consulados, grandes empresas, bancos e ONGs.

Teologia

São o estudo e a análise das religiões num contexto histórico específico e sua influência sobre os processos antropológicos e sociológicos.O bacharel em Teologia pesquisa a história, os fenômenos e as tradições religiosas, estudando e interpretando textos sagrados, doutrinas e dogmas. Com seus conhecimentos, ele analisa a influência da religião sobre a organização e a dinâmica dos grupos sociais e das sociedades, associando essas informações a outras áreas de conhecimento, em especial a das ciências humanas, como a antropologia e a sociologia.

Ciências Sociais

É o estudo das origens, do desenvolvimento, da organização e do funcionamento das sociedades e culturas humanas.O cientista social estuda os fenômenos, as estruturas e as relações que caracterizam as organizações sociais e culturais. Ele analisa os movimentos e os conflitos populacionais, a construção de identidades e a formação das opiniões. Pesquisa costumes e hábitos e investiga as relações entre indivíduos, famílias, grupos e instituições. Desenvolve e utiliza um conjunto variado de técnicas e métodos de pesquisa para o estudo das coletividades humanas e interpreta os problemas da sociedade, da política e da cultura.

Estudos Literários

É a área científica que cuida da crítica, da reflexão e da pesquisa dos vários gêneros literários. Focado em pesquisa literária, o curso prepara o aluno para a crítica teórica e a produção de textos. O bacharel em Estudos Literários é um profissional especialista em literatura, com pleno domínio do processo de produção e crítica teórica e da história da literatura. A formação do profissional inclui bases sólidas de conhecimento da cultura brasileira, de historiografia literária e de literatura comparada, além de outras áreas de conhecimento ligadas às ciências humanas, como sociologia, antropologia e linguística.

Geografia

É a ciência que estuda a superfície, o clima e a vegetação do planeta e sua ocupação pelo homem.O geógrafo estuda o solo, o relevo, o clima, a distribuição das águas e a vegetação da Terra. Também analisa a organização das populações e sociedades, sua relação com o ambiente e a ordenação social e econômica de espaços urbanos e rurais. Elabora planos diretores de municípios e diagnósticos para a redução do impacto ambiental em regiões poluídas ou ameaçadas pela construção de grandes obras.

Letras

É o estudo da língua portuguesa e de idiomas estrangeiros e de suas respectivas literaturas. O bacharel em Letras pesquisa e ensina o português e idiomas estrangeiros e a literatura brasileira e de outros povos. Em geral, ele se especializa em uma língua moderna, como inglês, espanhol, francês e alemão. Mas também pode dedicar-se a línguas clássicas, como latim e grego. Essa é uma área em que é preciso estudar sempre, a fim de manter o domínio dos idiomas e estar atualizado com as novas expressões idiomáticas.

Serviço Social

São o planejamento e a execução de políticas públicas e de programas sociais voltados para o bem-estar coletivo e para a integração do indivíduo na sociedade. O assistente social trabalha com a questão da exclusão social, acompanhando, analisando e propondo ações para melhorar as condições de vida de crianças, adolescentes e adultos. Cria campanhas de alimentação, saúde, educação e recreação e implanta projetos assistenciais. Em penitenciárias e abrigos de menores, propõe ações e desenvolve a capacitação para a reintegração dos marginalizados. Em órgãos públicos, formula projetos e políticas que atendam aos segmentos excluídos da sociedade.

Outros cursos da área de Ciências Humanas e Sociais são: Estudos de Gênero e Diversidade, Economia Doméstica e Psicopedagogia.

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Oito dicas sobre o curso e a carreira de Arquitetura

Guilherme Dearo | 04/11/2011

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Para quem pensa em cursar Arquitetura, mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, o GUIA DO ESTUDANTE traz oito dicas para você conhecer mais sobre o trabalho do arquiteto e as curiosidades da carreira.

O Por Dentro das Profissões conversou com Guto Requena, jovem arquiteto e um dos mais promissores de sua geração, especialista em habitação, design contemporâneo e cibercultura.

Guto é formado pela Universidade de São Paulo, onde fez graduação e mestrado e trabalhou por nove anos no Nomads – Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP.

“Minha pesquisa pensa em como as novas tecnologias estão mudando o futuro da profissão, as maneiras de se projetar, as formas, a fabricação. Quero analisar o impacto da cultura digital na arquitetura e no design”, explica Guto.

O arquiteto tem seu próprio estúdio desde 2008, onde desenvolve projetos residenciais e comerciais que pensam a questão da arquitetura e do design aliada às inovações da era digital.

Guto também é apresentador do programa Nos Trinques, do Canal GNT e já lecionou no Instituto Europeo di Design e na Escola Panamericana de Arte e Design.

Crédito da imagem: BETO RIGINIK

A seguir, as oito dicas de Guto Requena!

Criatividade é a palavra-chave

O mercado valoriza o profissional com perfil criativo. Não adianta só falar que sabe desenhar bem. Hoje, para a profissão, você pode não saber desenhar nada, não saber pegar em um lápis, mas mesmo assim pode ser melhor que aqueles que sabem desenhar.

E falar de Arquitetura hoje em dia é falar de um leque muito amplo. A pessoa tem uma formação completa, pode ir para várias áreas: design de interiores, urbanismo, cenografia, design gráfico. O curso lhe abre muitas possibilidades.

Só a graduação não basta, é preciso continuar estudando e se aprimorando

Hoje em dia não adianta fazer só faculdade. Ela é apenas um primeiro lugar de contato com seu campo de estudo. É preciso continuar estudando, buscar especializações e pós-graduações.

Não é preciso ter afinidade com Exatas para fazer o curso

No curso, o estudante encontra muitas disciplinas técnicas e que mexem com física, matemática, cálculo estrutural. Contudo, não é preciso necessariamente ter afinidade com Exatas. Eu mesmo não gosto de matemática e física, mas estudava e passava. Para qualquer matéria, o único segredo é estudar.

Gostar de arte e cultura é requisito básico

O estudante de Arquitetura deve gostar de arte, frequentar teatros, cinemas, museus. E ler muito, claro. Viajar bastante é legal também. Estar ligado à cultura é básico para a profissão.

O maior desafio na área é conseguir se destacar e driblar os cursos ruins

A grande dificuldade do mercado é que há muitos profissionais atuando e muitas escolas ruins de Arquitetura. Logo, o maior desafio é se destacar. E para isso não tem segredo: é muito estudo, dedicação, ralação. Arquitetura é um curso difícil de fazer, tem que estudar e ler muito. Dormir muito, se dedicar até nas sextas à noite e nos finais de semana.

Cultura digital e brasilidade: questões que os futuros arquitetos devem prestar atenção!

Os profissionais que vão se destacar são aqueles que olharão para a questão da cultura digital e estarão antenados às novidades, como novos softwares de modelação.  Novas tecnologias e tecnologias interativas são campos pouco explorados no Brasil e que demandam mais atenção.

Outro ponto fundamental é a brasilidade. O arquiteto precisa olhar para o Brasil, para nossa cultura popular. Estudar nosso país é importante, é o futuro da área. O mundo inteiro está olhando para a gente e esperando uma resposta. “O que os arquitetos brasileiros vão produzir?”, eles se perguntam. A maior questão é não ficar reproduzindo a arquitetura moderna, ficar olhando para Brasília e Oscar Niemeyer somente. É preciso agora olhar para frente e descobrir as novas questões nacionais.

Sustentabilidade e habitação nas grandes cidades, pontos fundamentais na arquitetura atual

Cada vez mais pessoas estão morando nas cidades, cada vez mais há problemas urbanos difíceis de serem resolvidos. Cabe ao arquiteto e ao urbanista pensar na cidade, como ela pode se preparar para a explosão demográfica e outras transformações no meio urbano.

Já a sustentabilidade é algo básico. Pensar no meio-ambiente se tornou a priori na profissão. É preciso incorporar isso desde cedo ao trabalho e estudar materiais que são menos agressivos, tecnologias e métodos de menor impacto ambiental, todo projeto arquitetônico precisa levar esses fatores em conta.

Para conseguir ter seu próprio estúdio ou escritório, é preciso se destacar com muito estudo e trabalho

O estudante que se destaca é aquele que é curioso, não se contenta com as coisas como elas são, é esse cara quem vai abrir o estúdio primeiro. E é preciso muita ralação, claro! Não desistir, estudar e trabalhar muito, são muitas horas de dedicação antes de conseguir seu próprio espaço. //

- Faça o teste e veja se Arquitetura combina com você!

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