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Coordenador do Projeto Tamar dá dicas sobre o curso e a carreira de Ciências Biológicas

Carolina Vellei | 15/05/2012

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Já pensou poder morar em um paraíso natural, como Fernando de Noronha? O entrevistado do POR DENTRO DAS PROFISSÕES desta semana não só passa temporadas na ilha, como é pago para viver lá, isso porque Armando Santos é coordenador regional do Projeto Tamar em Pernambuco e Rio Grande do Norte.  Formado em Ciências Biológicas, Armando começou no projeto como estagiário e hoje gerencia uma equipe com quase 40 profissionais. Saiba mais sobre a trajetória do biólogo e confira dicas sobre o curso e a profissão a seguir.

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Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Os primeiros contatos com a profissão

“Sempre me interessei por animais. Gostava de assistir programas dos canais National Geographic e Discovery Channel”, conta Armando. A vontade de trabalhar com a natureza Surgiu no começo do Ensino Médio. Queria cursar Oceanografia, mas em Uberaba, interior de Minas Gerais, sua cidade natal, não havia o curso. Por isso, acabou optando por Ciências Biológicas. “O curso te permite trabalhar em um grande leque de áreas como Ecologia, Biomedicina, Zoologia e muitas outras. Recomendo a escolha para quem sabe que gosta de biologia, mas ainda não tem certeza sobre que área quer trabalhar”, aconselha o profissional.

- Conheça as 22 carreiras de Meio Ambiente e Ciências Agrárias

No seu caso, para descobrir qual a sua vocação, durante a faculdade, o biólogo sempre se envolveu em projetos de extensão e começou a estagiar logo no primeiro ano. Seu primeiro trabalho, em uma fazenda modelo do governo estadual, era um pouco “diferente”. Consistia em uma coleta de dados. Os dados, no caso, eram fezes de gado para pesquisas sobre controle de pragas. “Era até zoado pelos amigos, porque meu trabalho era andar com um balde e uma pá para todo lugar”, se diverte ao lembrar.

Seu segundo estágio foi na área de Paleontologia, no museu especializado de Uberaba. Seu trabalho era participar de escavações para encontrar fósseis na região, muitos de tartarugas. “Foi aí que comecei a me interessar pelas tartarugas-marinhas”, explica Armando.

O trabalho no Projeto Tamar

O biólogo entrou em contato com o Projeto Tamar, pela primeira vez, em uma viagem da faculdade para fazer um curso sobre crustáceos, em Ubatuba, no litoral paulista. O projeto é uma iniciativa brasileira para a preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. Descobriu que poderia participar de uma seleção para estágio com a apresentação de seu currículo. Para incrementar sua formação, fez um estudo do sangue dos animais e enviou à sede do projeto. “Eles me convidaram para um estágio de um mês em Ubatuba, durante minhas férias da faculdade”, relembra.

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartaruga de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartarugas de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

Encantando com o trabalho, Armando partiu para uma temporada em Regência, no Espírito Santo. De lá, passou ainda por Fernando de Noronha, Atol das Rocas e a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, onde passou por um momento decisivo: criar uma base para monitorar a região. Para isso, trancou a faculdade e foi morar por lá. Em pouco tempo, de 60 ninhos de tartaruga, o número subiu para 200. “Os coordenadores perceberam o potencial da região e montaram uma base”, lembra Armando.

Armando resolveu transferir sua faculdade para Natal e concluiu seus estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com o passar dos anos foi crescendo dentro projeto e hoje monitora mais de 40 km de praias.

Oportunidades no mercado de trabalho

Para Armando, o curso de Ciências Biológicas é promissor, principalmente porque as exigências com a preservação ambiental tem crescido no Brasil. “A legislação pede cada vez mais a adequação de empresas para evitar impactos ambientais”, conta. E completa: “Os empresários precisam de autorizações ambientais e quem faz isso geralmente são técnicos formados em Ciências Biológicas”.

O ramo de pesquisa também tem se mostrado atraente para quem se forma na área. “O ramo científico no Brasil está crescendo, há um grande aumento no número de pesquisas publicadas e o país está investindo nisso”, revela.

Apesar de trabalhar em um paraíso natural, o biólogo conta que nem tudo são flores. “Pode parecer muito poético, mas a pesquisa exige muita dedicação e trabalho. De madrugada, feriado, não importa o dia e a hora, o monitoramento não para”, conta.

Mesmo com tanto trabalho, Armando não se arrepende. “Tenho muito orgulho de ver a estrutura toda montada. Cheguei aqui com um par de chinelos e hoje tenho uma equipe, todos com carteira assinada”, comemora. Nem a distância da família o faz desistir. “Você precisa pesar se vale a pena se trancar num escritório ou ter qualidade de vida e prazer no trabalho”, diz.

 

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Conheça o curso de Engenharia Ambiental na Unesp

Guilherme Dearo | 13/12/2011

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O engenheiro ambiental é o profissional habilitado para desenvolver e aplicar tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas. Sua principal função é preservar a qualidade da água, do ar e do solo.

Para falar mais o curso e a carreira de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Por Dentro das Profissões conversou com o professor Roberto Wagner Lourenço, coordenador do curso na instituição.

O curso é integral e tem cinco anos de duração

Na Unesp, no campus de Sorocaba (interior de São Paulo), são 60 vagas e as aulas são em período integral. Nos dois primeiros anos há matérias do ciclo básico, comum a todas as engenharias. Depois, há disciplinas mais específicas do campo de atuação do engenheiro ambiental.

Na curso da Unesp, o estágio é obrigatório

O estudante deve estagiar durante a faculdade para cumprir créditos em atividades extracurriculares. Além disso, há outras atividades para o aluno na faculdade, como a empresa júnior, que presta serviços de atendimento e consultoria; e o centro acadêmico.

O mercado está muito aquecido, há vagas tanto no setor público quanto no privado

Questões ambientais estão ganhando cada vez mais importância e já fazem parte da pauta básica da economia e políticas públicas. Como há muita demanda por profissionais da área, há muitas vagas disponíveis no mercado, tanto em empresas quanto em órgãos públicas. Só com o diploma de graduação já é possível se inserir no mercado.

O campo de atuação do engenheiro ambiental é amplo

No setor público, as vagas estão em prefeituras, órgãos do meio ambiente, como o Ibama, e empresas estatais que atuam nas áreas de tratamento de esgoto e conservação e recuperação de áreas degradadas. No setor privado, o profissional pode trabalhar em departamentos de planejamento e gestão ambiental de grandes indústrias, como as da área de exploração de petróleo.

Para aqueles que pensam em cursar Engenharia Ambiental, é importante lembrar: o curso é essencialmente de Engenharia, não de Ecologia

“Alguns alunos podem entrar com a ideia, equivocada, de que encontrarão Ecologia, matérias de biologia. Contudo, o curso de Engenharia Ambiental tem nas matérias de Exatas sua principal base, é uma engenharia como todas as outras”, explica o professor.

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Conheça as 22 carreiras de Meio Ambiente e Ciências Agrárias

Guilherme Dearo | 30/11/2011

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As carreiras de Meio Ambiente e Ciências Agrárias exigem do profissional da área conhecimentos em biologia, química e física, mas também interesse por geografia e da sociedade como um todo, relacionada aos recursos naturais e à fauna e flora.

Conheça a seguir as 22 profissões da área:

Agronomia

São as ciências e técnicas usadas para melhorar a qualidade e a produtividade de lavouras, rebanhos e produtos agroindustriais. O agrônomo envolve-se em praticamente todas as etapas do agronegócio – do plantio ou da criação de rebanhos à comercialização da produção.

Biotecnologia

É a aplicação de conhecimentos químicos e biológicos e de novas tecnologias nas áreas da saúde, de alimentos, química e ambiental. O profissional de Biotecnologia é multidisciplinar, pois entende tanto de biologia quanto de química, física, estatística e informática. Em laboratório, ele estuda o melhoramento genético, a criação e o gerenciamento de novos produtos, que podem ser medicamentos, ingredientes para alimentos industriais ou até mesmo uma planta.

Ecologia

É a ciência que estuda as relações entre o homem e a natureza, para preservar os recursos ambientais. O bacharel em Ecologia investiga a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas. Analisa o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente e procura soluções para evitar desequilíbrios ecológicos que elas possam provocar, elaborando planos para a proteção dos recursos ambientais locais e regionais.

Engenharia Ambiental

É a engenharia voltada para o desenvolvimento econômico sustentável, que respeita os limites dos recursos naturais, e para o projeto, a construção, a ampliação e a operação de sistemas de água e esgoto. O engenheiro que atua nessa área desenvolve e aplica tecnologias para proteger o ambiente dos danos causados pelas atividades humanas.

Engenharia de Pesca

É o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrialização de organismos aquáticos. O engenheiro de pesca estuda e aplica métodos e tecnologias para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crustáceos e frutos do mar. Suas atividades básicas são o planejamento e o gerenciamento das atividades pesqueiras voltadas para a industrialização e para a comercialização do pescado.

Engenharia Hídrica

É o setor da engenharia que cuida da exploração, do uso e da gestão da água. Planejar e orientar a utilização das águas de bacias hidrográficas, prevenindo os impactos negativos que elas possam sofrer em consequência de atividades industriais, agrícolas e urbanas, é a principal função do engenheiro hídrico. Ele cuida da captação, do transporte, do emprego e do tratamento da água para atender a população e reduzir eventuais danos ambientais.

Geologia

É a ciência que estuda a origem, a formação, a estrutura e a composição da crosta terrestre, além das alterações sofridas por ela no decorrer do tempo. O geólogo investiga a ação das forças naturais sobre o planeta e seus efeitos, como a erosão, a glaciação e a desertificação. Para isso, ele pesquisa e analisa fósseis e minerais e a topografia dos terrenos. Esse especialista classifica rochas ígneas, sedimentares e metamórficas, que ocorrem tanto na superfície terrestre quanto no subsolo e no fundo do mar.

Medicina Veterinária

O médico veterinário dá assistência clínica e cirúrgica a animais domésticos e silvestres, além de cuidar da saúde, da alimentação e da reprodução de rebanhos. Outra de suas funções, complementando sua atenção na saúde animal e na saúde pública, é inspecionar a produção de alimentos de origem animal.

Oceanografia

É a ciência que investiga as características de mares, rios, lagos, oceanos e zonas costeiras sob todos os aspectos, desde sua descrição física até a interpretação dos fenômenos que neles se verificam, além de sua interação com os continentes e com a atmosfera. O oceanógrafo pesquisa os seres animais e vegetais, o ambiente e os processos marinhos.

Ciências Biológicas

É a ciência que estuda todas as formas de vida, passando pela flora, pela fauna e até pelo desenvolvimento humano.O biólogo pesquisa a origem, a evolução, a estrutura e o funcionamento dos seres vivos. Ele analisa as relações entre os diversos seres e entre eles e o meio ambiente.

Engenharia Agrícola

São as técnicas e os conhecimentos empregados no gerenciamento de processos agropecuários. O engenheiro agrícola projeta, implanta e administra técnicas e equipamentos necessários à produção agrícola. Planeja métodos de armazenagem e constrói silos, armazéns e estufas. Leva ao campo soluções inovadoras e eficazes para melhorar a produção, sem se descuidar do desenvolvimento sustentado da agricultura.

Engenharia de Energia

É o ramo da engenharia que planeja, analisa e desenvolve sistemas de geração, transporte, transmissão, distribuição e utilização de energia. O engenheiro de energia lida com todas as formas de energia que compõem a matriz energética brasileira – seja ela renovável, como hídrica, solar, eólica ou de biomassa, seja não renovável, obtida de petróleo, carvão, gás natural ou material radioativo, como o urânio (usado em usinas nucleares).

Engenharia Florestal

É o ramo da engenharia voltado para o estudo e o uso sustentável de recursos florestais. O engenheiro florestal avalia o potencial de ecossistemas florestais e planeja seu aproveitamento de modo a preservar a flora e a fauna locais. Ele pesquisa e seleciona sementes e mudas, identifica e classifica espécies vegetais e procura melhorar suas características, analisando as condições necessárias a sua adaptação ao ambiente.

Meteorologia

É a ciência que estuda a atmosfera da Terra e seus fenômenos. Seu objetivo é o entendimento dos processos físicos e químicos que determinam o estado da atmosfera nas mais variadas escalas espaciais e temporais, desde a turbulência local até a circulação oceânica. O meteorologista atua na investigação, na pesquisa e na avaliação das condições atmosféricas.

Zootecnia

É a busca de maior produtividade e rentabilidade na criação de animais e no desenvolvimento de produtos como carne, ovos, leite e seus derivados. Por meio de planejamento agropecuário, pesquisas nas áreas de seleção e melhoramento genético e técnicas de nutrição e reprodução, o zootecnista atua em toda a cadeia produtiva animal.

Outras profissões de Meio Ambiente e Ciências Agrárias são: Ciências dos Alimentos, Tecnologia de Laticínios, Biocombustíveis, Ciências Naturais, Geofísica, Gestão Ambiental e Produção Sucroalcooleira.

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Conheça seis profissões do futuro

Guilherme Dearo | 11/11/2011

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carreiras atuais que ganharão mais espaço e relevância em um futuro próximo. Outras, por outro lado, de certa forma ainda nem existem, mas tem gente que já sabe que elas se tornarão uma realidade.

O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração) fez um estudo que identificou essas carreiras do futuro, profissões que ainda não têm nomes totalmente definidos ou cursos específicos em universidades, mas em 2020 serão importantes.

As novas profissões vão misturar várias áreas do conhecimento, como administração, economia, desenvolvimento sustentável, biologia, marketing e geografia. O relatório ainda destaca que será cada vez mais exigido dos profissionais o desenvolvimento tecnológico, a educação continuada e a busca por novos conhecimentos.

A sustentabilidade também estará no centro das atenções. A pressão por alternativas de baixo impacto ambiental aumentará, assim como a demanda por profissionais ligados às áreas ambientais.

Confira a lista das seis profissões do futuro:

Gerente de Eco-Relações

Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

Chief Innovation Officer

Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

Gerente de Marketing e-Commerce

Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

Conselheiros de Aposentadoria

Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada

Responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

Bioinformationists

Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

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