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Coordenador do Projeto Tamar dá dicas sobre o curso e a carreira de Ciências Biológicas

Carolina Vellei | 15/05/2012

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Já pensou poder morar em um paraíso natural, como Fernando de Noronha? O entrevistado do POR DENTRO DAS PROFISSÕES desta semana não só passa temporadas na ilha, como é pago para viver lá, isso porque Armando Santos é coordenador regional do Projeto Tamar em Pernambuco e Rio Grande do Norte.  Formado em Ciências Biológicas, Armando começou no projeto como estagiário e hoje gerencia uma equipe com quase 40 profissionais. Saiba mais sobre a trajetória do biólogo e confira dicas sobre o curso e a profissão a seguir.

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Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Armando comeceçou no Projeto Tamar como estagiário (Foto: Arquivo Pessoal)

Os primeiros contatos com a profissão

“Sempre me interessei por animais. Gostava de assistir programas dos canais National Geographic e Discovery Channel”, conta Armando. A vontade de trabalhar com a natureza Surgiu no começo do Ensino Médio. Queria cursar Oceanografia, mas em Uberaba, interior de Minas Gerais, sua cidade natal, não havia o curso. Por isso, acabou optando por Ciências Biológicas. “O curso te permite trabalhar em um grande leque de áreas como Ecologia, Biomedicina, Zoologia e muitas outras. Recomendo a escolha para quem sabe que gosta de biologia, mas ainda não tem certeza sobre que área quer trabalhar”, aconselha o profissional.

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No seu caso, para descobrir qual a sua vocação, durante a faculdade, o biólogo sempre se envolveu em projetos de extensão e começou a estagiar logo no primeiro ano. Seu primeiro trabalho, em uma fazenda modelo do governo estadual, era um pouco “diferente”. Consistia em uma coleta de dados. Os dados, no caso, eram fezes de gado para pesquisas sobre controle de pragas. “Era até zoado pelos amigos, porque meu trabalho era andar com um balde e uma pá para todo lugar”, se diverte ao lembrar.

Seu segundo estágio foi na área de Paleontologia, no museu especializado de Uberaba. Seu trabalho era participar de escavações para encontrar fósseis na região, muitos de tartarugas. “Foi aí que comecei a me interessar pelas tartarugas-marinhas”, explica Armando.

O trabalho no Projeto Tamar

O biólogo entrou em contato com o Projeto Tamar, pela primeira vez, em uma viagem da faculdade para fazer um curso sobre crustáceos, em Ubatuba, no litoral paulista. O projeto é uma iniciativa brasileira para a preservação de espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção. Descobriu que poderia participar de uma seleção para estágio com a apresentação de seu currículo. Para incrementar sua formação, fez um estudo do sangue dos animais e enviou à sede do projeto. “Eles me convidaram para um estágio de um mês em Ubatuba, durante minhas férias da faculdade”, relembra.

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartaruga de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

O biólogo monitora ninhos, principalmente, da tartarugas de pente. (Foto: Arquivo Pessoal)

Encantando com o trabalho, Armando partiu para uma temporada em Regência, no Espírito Santo. De lá, passou ainda por Fernando de Noronha, Atol das Rocas e a Praia de Pipa, no Rio Grande do Norte, onde passou por um momento decisivo: criar uma base para monitorar a região. Para isso, trancou a faculdade e foi morar por lá. Em pouco tempo, de 60 ninhos de tartaruga, o número subiu para 200. “Os coordenadores perceberam o potencial da região e montaram uma base”, lembra Armando.

Armando resolveu transferir sua faculdade para Natal e concluiu seus estudos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Com o passar dos anos foi crescendo dentro projeto e hoje monitora mais de 40 km de praias.

Oportunidades no mercado de trabalho

Para Armando, o curso de Ciências Biológicas é promissor, principalmente porque as exigências com a preservação ambiental tem crescido no Brasil. “A legislação pede cada vez mais a adequação de empresas para evitar impactos ambientais”, conta. E completa: “Os empresários precisam de autorizações ambientais e quem faz isso geralmente são técnicos formados em Ciências Biológicas”.

O ramo de pesquisa também tem se mostrado atraente para quem se forma na área. “O ramo científico no Brasil está crescendo, há um grande aumento no número de pesquisas publicadas e o país está investindo nisso”, revela.

Apesar de trabalhar em um paraíso natural, o biólogo conta que nem tudo são flores. “Pode parecer muito poético, mas a pesquisa exige muita dedicação e trabalho. De madrugada, feriado, não importa o dia e a hora, o monitoramento não para”, conta.

Mesmo com tanto trabalho, Armando não se arrepende. “Tenho muito orgulho de ver a estrutura toda montada. Cheguei aqui com um par de chinelos e hoje tenho uma equipe, todos com carteira assinada”, comemora. Nem a distância da família o faz desistir. “Você precisa pesar se vale a pena se trancar num escritório ou ter qualidade de vida e prazer no trabalho”, diz.

 

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Médico da Seleção Brasileira de Futebol dá dicas sobre a carreira de Medicina

Carolina Vellei | 08/05/2012

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Pode-se dizer que o destino teve uma participação especial na escolha da profissão do médico ortopedista José Luiz Runco, que desde a Copa de 1998 é chefe da equipe médica responsável pela Seleção Brasileira de Futebol. Descubra o porquê na na entrevista a seguir.

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A escolha da profissão e o início da carreira

“Decidi seguir a carreira depois de ter feito uma operação no joelho, em 1973”, conta Runco. Por ironia do destino, o médico, que hoje atente dezenas de jogadores de futebol, estava jogando bola com os amigos quando se machucou. Levado para o hospital, viu o trabalho do ortopedista que o atendeu e se encantou. “Na hora percebi que era aquilo que queria fazer”, conta.

Runco examina o jogador Alexandre Pato (Ricardo Stuckert / CBF)

Runco examina o jogador Alexandre Pato (Ricardo Stuckert / CBF)

Se não tivesse se machucado, Runco teria começado a faculdade de Engenharia, seguindo os passos do irmão que já trabalhava na área. “Mas acho que teria me tornado médico em algum momento no futuro, não ia me identificar com a carreira de Engenharia”, arrisca.

Estudou Medicina no Rio de Janeiro e ainda na graduação começou a estagiar no Clube de Regatas Vasco da Gama e foi pegando cada vez mais gosto pela área do futebol. Quando se formou, acabou contratado como médico oficial do clube. Nos dois anos seguintes, em sua residência médica, optou pela área de traumatologia e ortopedia. Dividia seu tempo entre a residência em uma clínica de ortopedia e seu trabalho no Vasco.

Em 1981, conseguiu conciliar sua especialidade a sua profissão, quando foi convidado para trabalhar no Clube de Regatas Flamengo. Apaixonado por futebol e flamenguista, ele não poderia escolher clube melhor para trabalhar. “Torço pelo time, mas não sou fanático. Quem trabalha no futebol não pode ser fanático”, explica.

O sucesso na carreira e o trabalho na seleção

“Mais de trinta anos de Flamengo é um tempo muito grande, muitos atletas já passaram por mim”, conta. Mas, para ele, o nome do atleta em si não significa muito. O que vale é a alegria de ver a pessoa recuperada. “Os jogadores sempre me presenteiam com a camisa do primeiro jogo quando voltam aos campos, é uma forma de me agradecerem”, conta Runco.

O destaque no centro médico do Flamengo lhe rendeu um convite para ser chefe do Departamento Médico da Seleção Brasileira de Futebol, tanto masculina como feminina. E já em sua primeira Copa, a de 2002, Runco viu a seleção masculina ser campeã. “Foi uma alegria enorme, isso fortaleceu muito o nosso trabalho”, se orgulha.

Esse trabalho tem seu lado bom e seu lado ruim. “Acompanho todos os jogos, mas também preciso ficar na concentração, como qualquer outro membro da equipe”. “Concentrar” é um jargão do futebol usado para designar o período que os jogadores (e demais membros da equipe técnica) ficam isolados para se preparar para os jogos. Os horários são regrados, não se pode sair do centro de treinamento e nem tomar bebidas alcoólicas. “Mas médico está acostumado a essas limitações, é coisa da carreira também”, pondera.

Oportunidades no mercado de trabalho

Medicina é a ciência que investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. Ele pesquisa e trata disfunções e moléstias, escolhendo os melhores procedimentos para preveni-las e combatê-las. Para isso, tem de estar sempre bem informado a respeito de novas drogas e equipamentos que proporcionem aos pacientes os diagnósticos e os tratamentos mais avançados e eficientes. Com o avanço das técnicas e o aumento da segmentação para aprofundar os cuidados, a área de Medicina Esportiva, segundo Runco, é uma das que mais tem crescido no mercado.

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“O profissional do esporte pode trabalhar em clubes, academias e mais uma infinidade de lugares”, conta. O especialista no setor pode cuidar não só de atletas de alto rendimento como pessoas que usam o esporte para ter uma saúde melhor. No total, quatro universidades oferecem a residência na área: a Escola Paulista de Medicina (Unifesp),o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e a a Universidade Estadual Paulista (Unesp), ambas em São Paulo, além da Faculdade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Para os que querem seguir outras áreas, Runco dá a dica: “Sempre haverá emprego, principalmente se você tiver disponibilidade de sair dos grandes centros”. Mas, para isso, é preciso dedicação. “Para você se destacar, tem que reservar muito tempo aos estudos”, explica.

E não existe receita milagrosa para o sucesso. “Não existe nenhum médico na minha família e mesmo assim eu consegui vencer. Meus pais eram de família simples, não tem esse negócio de só quem tem pai médico que consegue emprego. Se você batalhar, o reconhecimento vem”, diz José Luiz Runco.

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Presidente da OAB fala sobre o curso e a carreira de Direito

Carolina Vellei | 01/05/2012

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“Minha vontade era a de ser jogador de futebol quando era garoto”, revela Ophir Cavalcante Junior. O atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) queria ser goleiro. Seu sonho não se realizou, mas hoje em dia ele pode dizer que também trabalha na defesa. Em vez de proteger um gol, atua na “defesa da liberdade”, como ele mesmo diz, função assumida desde que se formou no curso de Direito.

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A escolha da profissão

Cavalcante nasceu e cresceu em Belém do Pará. Na época, o governo militar fazia grandes campanhas para os jovens seguirem carreiras na área de Exatas. “Dizia-se que o país estava em desenvolvimento e que se precisava de muitos engenheiros”, explica o advogado. Ele chegou a prestar vestibular para um curso técnico em mecânica, mas não deu certo. “Não me identifiquei com a área, nem cheguei a começar o curso”.

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Agência Brasil)

Cavalcante se tornou presidente da OAB em 2010 (foto: Ag. Brasil)

Mas então, como ele se decidiu pelo Direito? A reposta não é muito difícil. Filho de pai advogado, fez muitas amizades com pessoas da área e se encantou com o debate de ideias que a carreira proporcionava. A cidade contava com duas universidades: uma pública e outra privada. “Escolhi a federal, porque, como bom brasileiro de classe média, meu sonho era estudar em uma universidade pública”, conta.

O começo da carreira

O advogado começou a estagiar logo no segundo ano da faculdade, no escritório do pai. “Fiquei lá por pouco tempo, depois consegui uma vaga em uma construtora”, onde ficou por dois anos, até o final do curso. A empresa era responsável por grandes projetos, como construção de obras e assentamentos rurais.

Para Cavalcante, o estágio foi muito importante na sua formação, por isso ele aconselha que o estudante comece a estagiar ainda na faculdade. “Esse trabalho inicial ajudou bastante quando me formei, porque eu já tinha contato com clientes. A primeira conversa sempre assusta muito, principalmente quando o recém-formado não teve experiência antes”, explica.

Depois, mudou-se para um escritório trabalhista e passou a cuidar de casos de questões sindicais, reclamações de empregados e na elaboração de contratos de trabalho.

Mas Cavalcante traçou metas maiores para sua carreira. Viu seu pai se tornar presidente da OAB e isso sempre o estimulou a crescer profissionalmente. Para isso, fez mestrado em Direito Público e começou a prestar concursos. “Precisava de estabilidade financeira para construir uma família”, conta. Em 2010, tornou-se presidente da OAB. Seu mandato termina em 2013.

Oportunidades no mercado de trabalho

O que o presidente da OAB recomenda para quem quer se destacar no mercado? Para Cavalcante, as novas oportunidades de trabalho estão principalmente no interior do Brasil. “O estudante não deve se concentrar nas capitais, porque o mercado já está de certa forma preenchido e muitas vezes até saturado”, conta. As áreas que ele destaca são: Direito Agrário, Minerário, Ambiental, de Navegação, Agronegócio, Exploração de gás e Petróleo.

Dentro do Direito, o estudante pode escolher pela área pública ou pela privada. Ao optar pela área pública o profissional poderá seguir a carreira jurídica, trabalhando como advogado público, promotor de Justiça, delegado de polícia ou juiz. Para trabalhar nesses cargos é preciso prestar concurso. Para se tornar juiz, além disso, é necessário ter três anos de inscrição na OAB como advogado. A área pública é muito buscada principalmente por conta de seus bons salários e da estabilidade. De acordo com a Constituição, os servidores públicos (com mais de três anos de trabalho) só podem ser demitidos se cometerem faltas graves ou abandonarem o emprego.

Já para quem optar em trabalhar em um escritório privado como advogado é preciso passar no exame da OAB. Cavalcante destaca que o ponto forte é a liberdade que a área dá ao profissional, de poder escolher seus próprios clientes. O lado ruim, segundo ele, é a inconstância dos trabalhos. “Você precisa ter muita paciência, porque o cliente não bate toda hora na sua parta. É preciso fazer seu nome, mas as coisas vão acontecendo aos poucos”, relata.

Além de escolher a área certa, Ophir Cavalcante ressalta a importância da qualificação. “Um bom advogado deve sempre se atualizar, não só na técnica, mas também acompanhando os fatos da sociedade”, completa.

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Engenheiro do ano dá dicas sobre a carreira de Engenharia Civil

Carolina Vellei | 24/04/2012

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Ele sempre gostou de português e chegou até a trabalhar como revisor em uma pequena editora na qual seu pai trabalhava. Tudo indicava que seu caminho seria trilhado por carreiras de Humanas, mas, no fim, seu gosto por Exatas falou mais alto e ele escolheu a Engenharia Civil. José Roberto Bernasconi, premiado como Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia, conversou com o GUIA DO ESTUDANTE para dar dicas sobre o curso e o mercado de trabalho.

Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Bernasconi é um dos fundadores da Maubertec, empresa que já participou de importantes obras em São Paulo como a construção de metrôs, do Rodoanel e da ampliação da calha do Rio Tietê.

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A escolha da carreira

Na escola, Bernasconi sempre teve inclinação para a área de Exatas, mas também gostava de português. Para ele, o interesse pela matemática é essencial para quem quer fazer Engenharia.  “Os fenômenos físicos são expressos por meio da matemática. Quem detesta Exatas vai ter dificuldade para seguir a carreira”, explica o engenheiro. E acredite: apesar de gostar de estudar, não conseguiu passar na faculdade de primeira. “Fiz um ano de cursinho e consegui na segunda vez”, conta.

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

Depois que entrou na Engenharia, Bernasconi ficou com dúvidas sobre qual área seguir. Estava indeciso entre Civil e Elétrica e até mesmo Eletrônica, que era destaque entre os jovens na época. A dúvida é normal, já que, na universidade, até hoje, todos os alunos passam por um ciclo básico. “Era um massacre, porque não era Engenharia de fato. Tinha muita física, matemática, mas era um instrumento para depois seguir as cadeiras de aplicação”, lembra. No  fim, Bernasconi acabou se encontrando na área de Engenharia Civil.

Segundo o engenheiro, o estudante não precisa entrar na faculdade com a decisão de área já tomada, ele pode pesquisar qual ramo tem mais aptidão. Mas a principal dica é não se preocupar se está fazendo a escolha certa ou errada. “Faça aquilo que naquele momento lhe parece apropriado. O importante é seguir o mais te atraí”, aconselha. 

O dia a dia de um engenheiro civil

A profissão de Engenheira Civil traz diversas opções para se trabalhar. É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos.  Pode-se tanto atuar em órgãos do Governo como na iniciativa privada.

Bernasconi iniciou sua trajetória profissional ao ser convidado para abrir uma empresa junto com um professor da faculdade, na década de 1960. Começou na carreira como projetista. Na função, o engenheiro era responsável por gerenciar os pedidos dos clientes e planejar projetos estruturais para as obras. Mas, o dia a dia da profissão pede versatilidade. “Quando era preciso construir uma estrada, muitas vezes a gente encontrava rios pelo caminho. Neste caso não tem jeito, é preciso projetar também uma ponte para transpor o obstáculo”, explica. 

Hoje, Bernasconi ocupa uma função mais administrativa na presidência de sua empresa e não está mais em contato direto com a parte de execução das obras. Mesmo assim, garante que é fundamental para um empresário do ramo entender todos os processos da profissão. “Se você não sabe fazer, não sabe o que será melhor para oferecer um bom serviço aos clientes”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

Atualmente, o mercado de trabalho está aquecido para quem quer fazer o curso.  Além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil também está investindo em infraestrutura para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O país, que já foi um exportador de mão de obra por não ter como absorver os recém-formados, hoje busca engenheiros de fora para ocupar vagas. A carência de profissionais qualificados é um dos problemas atuais que o mercado de Engenharia enfrenta. “O Brasil é um país que ainda tem tudo por ser feito: obras para a Copa e Jogos Olímpicos, aeroportos, estradas”, conta.  José Roberto explica ainda que o país precisa de, no mínimo, 80 mil engenheiros se formando por ano para suprir a demanda. Em 2010, aproximadamente 51 mil se formaram, segundo o Censo da Educação do Ministério da Educação (MEC).

E a área de Engenharia Civil promete ser uma das mais promissoras, principalmente por conta de sua versatilidade. “Um engenheiro civil faz projeto, fiscaliza, gerência, constrói, opera, ou seja, faz um ciclo de vida completo de um empreendimento”, aponta Bernasconi. Engana-se quem pensa que a atuação é apenas na área urbana. Segundo Bernasconi, o mercado no campo também é amplo. “É preciso projetar os sistemas de transportes para escoamento de produções, construir portos, entre outras demandas”, exemplifica.

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Saiba mais sobre a carreira de Filosofia

Amanda Previdelli | 29/03/2012

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Filosofia é a prática de análise, reflexão e crítica na busca do conhecimento do mundo e do homem. O filósofo dedica-se a investigar e a questionar com profundidade e rigor metodológico a essência e a natureza do universo, do homem e dos fatos. Estuda as grandes correntes do pensamento a obra dos filósofos. Faz reflexões e busca compreensão teórica de conceitos.

O profissional da área tem três campos principais em que pode trabalhar. No campo crítico, ele analisa e julga obras artísticas e literárias, escrevendo artigos para jornais, revistas e outros meios. Com a licenciatura, é possível dar aulas em Ensino Médio, mas é necessário pós-graduação para lecionar em universidades. Por fim, é possível trabalhar também no campo da pesquisa, desenvolvendo estudos acadêmicos sobre diversos temas nas áreas de lógica, filosofia da ciência, ética, estética, filosofia da arte ou da política, entre outros.

O mercado de trabalho para o graduado em Filosofia está bastante aquecido para os licenciados, já que faltam professores para as escolas cumprirem a obrigatoriedade de oferecer a disciplina no currículo do Ensino Médio. A demanda é grande no país, especialmente fora das capitais.

Confira também um game para aprender Filosofia

O ensino superior também oferece possibilidades de emprego para quem tem licenciatura na área, já que os mais variados cursos têm aulas de Filosofia, como Jornalismo, Administração, Direito, Ciências Sociais e até Medicina.  Em menor escola, o filósofo encontra oportunidade em entidades que promovem cursos livres e preparam material didático. Também há espaço em jornais, revistas e editoras.

O curso de Filosofia é bastante teórico e o aluno tem de esta preparado para ler e escrever muitas dissertações e monografias, além de participar de seminários e palestras.  No primeiro ano, o currículo é fundamentado em matérias básicas, de introdução. No decorrer do curso, entram as disciplinas temáticas, como história da filosofia, lógica, teoria do conhecimento, filosofia da ciência e filosofia política, por exemplo.

Veja onde você pode estudar Filosofia

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Saiba mais sobre a carreira de Gastronomia

Amanda Previdelli | 26/03/2012

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Gastronomia são as técnicas utilizadas para a preparação de alimentos e bebidas e na gestão de restaurantes. O profissional da área domina os métodos de segurança alimentar e de planejamento e produção de cardápios. Com técnicas apuradas, executa desde a preparação de pratos mais simples até os de alta gastronomia. Pode especializar-se nas áreas de confeitaria, panificação ou em um tipo de culinária específica, como japonesa, por exemplo.

Também é da responsabilidade do chef supervisionar o funcionamento da cozinha, treinar o pessoal, cuidar da tabela de preços, negociar com fornecedores, manter contato com clientes e desenvolver estratégias de marketing.

Leia também: Os 3 melhores cursos de Gastronomia do Brasil

O profissional de Gastronomia pode trabalhar em uma série de áreas específicas. Dá para ser chef de cozinha, quando ele planeja e prepara cardápios; chef pâtissier, especializado em confeitaria e panificação; personal chef, em residências particulares; consultor, presta assessoria técnica para abertura ou melhora de restaurantes; segurança alimentar, faz vistoria em cozinhas industriais e restaurantes; desenvolvimento de produtos, cria e prepara pratos usando alimentos fornecidos por determinada indústria ou gestor de negócios, que administra todo o funcionamento do restaurante.

O mercado de trabalho para esse profissional vem crescendo bastante no Brasil – e deve ser ainda mais estimulado por conta dos eventos esportivos globais que vão acontecer por aqui. Confeitaria e panificação são as áreas que mais demandam profissionais, que são contratados para trabalhar em restaurante, hotéis e até hospitais.

A maioria das vagas se concentra no Rio de Janeiro e São Paulo, onde se localizam os maiores eventos turísticos e de negócios no país. Cidades do Nordeste também apresentam demanda por chefs, principalmente em novos hoteis e resorts.

Confira mais dicas de onde estudar Gastronomia

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Seis fatos sobre o curso e a carreira de Publicidade

Guilherme Dearo | 20/12/2011

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O publicitário é o profissional responsável por criar, realizar e divulgar campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor.

Para falar mais sobre a carreira e a profissão de Publicidade, o Por Dentro das Profissões conversou com Gustavo Borrmann, diretor de criação da Agência Casa, do grupo JWT; e com Bruno Sanchez, redator sênior da mesma agência.

Faculdade

O primeiro ano é mais comum com outros cursos de comunicação, com matérias conjuntas. “Esse ciclo dá uma ideia mais geral e abrangente da profissão. O aluno passa por aspectos mais teóricos de comunicação e Publicidade. Mas, a partir do segundo ano, começa a entrar nas especificidades da carreira e nas competências do dia-a-dia, como criação, mídia e planejamento”, explica Gustavo Borrmann.

Assim como a profissão, as disciplinas são diversas. Ao mesmo tempo em que há Economia, há Fotografia. Cada matéria anima um tipo de aluno, mas desanima outros. O importante é passar por tudo durante o curso para descobrir preferências.

A empresa júnior é importante, conta muito na hora de entrar no mercado de trabalho. “É importante vivenciar num ambiente seguro como uma agência funciona. Você chega a uma agência de verdade entendendo mais do processo, quais são suas responsabilidade e a dos outros”.

Os caminhos da Publicidade

Uma das coisas divertidas de se fazer Publicidade é que é muito diverso e amplo. É até difícil explicar o que é um publicitário.  Agência e empresa são os dois grandes caminhos, mas há muitas ramificações. Na empresa, pode ser marketing, financeiro, vendas, entre outros. Dentro de agência, varia muito de acordo com o produto que ela entrega, que pode ser filme para TV, produtora, conteúdo para internet…  Dentro de um modelo mais comum, pode-se trabalhar com planejamento, criação, tecnologia, atendimento, mídia, produção, entre outras.

Estágio

Por mais que existam muitas agências, tem mais demanda por vagas de estágio que oferta. Assim, não é muito fácil conseguir uma vaga, principalmente na área específica que se deseja.

O mercado exige muita competência do estagiário. E ele já é considerado ativo dentro do grupo, que costuma ser enxuto. Não será igual na faculdade, onde podem ficar 100% ensinando. Ele precisa se provar minimamente competente e aos poucos subir na empresa.

“Antes de começar a trabalhar é importante ter um portfólio para apresentar. Fazer coisas interessantes na faculdade já é um começo para preenchê-lo”, aconselha Bruno Sanchez. “Encare trabalhos legais da faculdade como experiência, não apenas para tirar nota”.

Mercado de trabalho e o dia-a-dia da profissão

Sempre há dúvidas sobre qual área seguir, você não precisa decidir logo de cara qual ramo da Publicidade você quer. É tentativa e erro, valorizar experiência. “Não pode deixar de aproveitar uma oportunidade só porque não é seu foco naquele momento ou a área que estava procurando. É importante ver como é, se é sua cara, sem medo de errar”, analisa Bruno.

Os assuntos são muito diversos, em uma mesma semana se fala de refrigerante e agrobusiness, cada dia você descobre uma coisa, mergulha em um tema diferente.

Mitos sobre a profissão

“Tem um mito de que é sempre muito fácil e é uma diversão, de que se vai ganhar muito dinheiro ao mesmo tempo em que se trabalha pouco. Não é bem assim, o nível de pressão e carga de trabalho é bem grande. Por outro lado, é um ambiente que permite ser livre para ter ideias e criar, é muito dinâmico”, analisa Gustavo.

Outro mito se refere à impressão comum entre os estudantes de Publicidade de que a parte de criação é a coisa mais legal. “Mas, a partir do momento que os semestres passam, professores e disciplinas apresentam novos pensamentos aos alunos, que descobrem outras coisas legais da carreira além da criação”, diz Gustavo.

As características importantes de um publicitário

O trabalho nunca é individual. As coisas sempre serão feitas em equipe. Então o profissional precisa saber ouvir e ser flexível, saber lidar com as pessoas, contornar divergências.

Para Bruno e Gustavo, é importante também a vontade de aprender coisas novas todos os dias e ser uma pessoa inquieta, que corre atrás de novas ideias e soluções.

Criatividade, habilidade importante, é vista como necessária só na criação. Contudo, ela é necessária em tudo, desde o atendimento e planejamento até na arte, na execução e edição de um vídeo ou de um conteúdo para mídia. “Mexer com criatividade faz com que você tenha um ambienta mais descontraído, liberdade de questionar muita coisa”, afirma Gustavo.

O publicitário também precisa ser uma pessoa que não é apegada à rotina, já que todo dia há um trabalho diferente, uma temática diferente. E o horário pode variar muito. Pode-se passar a noite da agência até chegar à resposta ideal. “Inspiração não é algo mágico. Ela é um processo, que consiste em fazer as perguntas certas. Só respondendo a essas perguntas se chega naquela ideia salvadora”, conta Gustavo. //

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Nove fatos sobre o curso e a carreira de Nutrição

Guilherme Dearo | 23/11/2011

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A profissão de Nutrição é responsável por investigar e controlar a relação homem-alimento para preservar a saúde humana.

O Por Dentro das Profissões conversou com a nutricionista Denise Carreiro, autora do livro “Entendendo a Importância do Processo Alimentar”, para falar um pouco mais sobre curiosidades e fatos sobre o trabalho do nutricionista.

A faculdade dura quatro anos e engloba todas as áreas de atuação do profissional

Há disciplinas do currículo básico da área médica, como fisiologia, anatomia e bioquímica; e disciplinas teóricas e práticas sobre qualidade nutricional dos alimentos, educação e higiene alimentar e avaliação nutricional.

Há diversos caminhos e especializações para o nutricionista

O profissional pode trabalhar na parte administrativa, elaborando cardápios e cuidando do controle nutricional; pode cuidar do controle de qualidade, verificando processos e armazenamento dos alimentos; pode trabalhar também em clínicas e hospitais, prescrevendo dietas e promovendo educação e reeducação alimentar.

Atualmente, tem se desenvolvido bastante o trabalho personalizado

São cada vez mais comuns profissionais da área esportiva, que trabalham diretamente com atletas ou prestam serviços a academias e centros de estética. Há também o personal diet, que vai até a casa do cliente e o ensina a comprar, armazenar, cozinhar e criar uma dieta ideal.

O nutricionista ensina as pessoas a se alimentar

Em geral, não têm disciplina e educação para comer, perdeu-se a noção do que é se alimentar corretamente. Inclusive, há uma grande influência da mídia e da indústria alimentícia sobre a questão dos alimentos, criando a ideia equivocada de que uma alimentação saudável é sinônimo de dieta light ou diet.

Todas as áreas da Nutrição estão em evidência e com espaço no mercado

Antes se tinha uma noção simplista sobre a área, de que alimentos poderiam ser divididos entre os que engordam e os que emagrecem. Hoje é diferente, pois é cada vez mais clara a noção de que Nutrição está ligada à Medicina. São os nutrientes que promoverão as atividades básicas do organismo e cuidarão de seus processos, como antioxidantes, anti-inflamatórias etc. Um problema de saúde pode ser prevenido e controlado com uma alimentação correta, não apenas com remédios.

Fazer uma especialização, depois da graduação, é requisito básico

Não há um único perfil de nutricionista. Cada área exige uma especialização. Alguém que está na indústria cuidando da qualidade dos alimentos servidos não é igual a quem programa uma dieta para um paciente, por exemplo. Assim, o profissional deve se especializar com cursos de especialização e pós-graduação após a faculdade.

Nutrição exige bons conhecimentos na área biológica

Quem segue essa carreira gosta e entende bastante de Biologia e Química. Além disso, ser uma pessoa comunicativa é importante, pois o profissional lida com pessoas no dia a dia, em consultas, atendimentos, clínicas e empresas.

É essencial ter comprometimento com o ser humano

Como toda profissão da área de saúde, é preciso comprometimento com as pessoas, querer ajudá-las e melhorar a qualidade de vida. Pensar sempre no benefício do outro exige dedicação e entrega.

É preciso se atualizar durante toda a carreira

Nutrição é uma área em constante evolução, onde novos conhecimentos são desenvolvidos a todo o momento. Assim, estudar e se manter atualizado é essencial para o profissional, que deve acompanhar as novas ideias, práticas e diretrizes de sua profissão. //

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Oito dicas sobre o curso e a carreira de Arquitetura

Guilherme Dearo | 04/11/2011

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Para quem pensa em cursar Arquitetura, mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, o GUIA DO ESTUDANTE traz oito dicas para você conhecer mais sobre o trabalho do arquiteto e as curiosidades da carreira.

O Por Dentro das Profissões conversou com Guto Requena, jovem arquiteto e um dos mais promissores de sua geração, especialista em habitação, design contemporâneo e cibercultura.

Guto é formado pela Universidade de São Paulo, onde fez graduação e mestrado e trabalhou por nove anos no Nomads – Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP.

“Minha pesquisa pensa em como as novas tecnologias estão mudando o futuro da profissão, as maneiras de se projetar, as formas, a fabricação. Quero analisar o impacto da cultura digital na arquitetura e no design”, explica Guto.

O arquiteto tem seu próprio estúdio desde 2008, onde desenvolve projetos residenciais e comerciais que pensam a questão da arquitetura e do design aliada às inovações da era digital.

Guto também é apresentador do programa Nos Trinques, do Canal GNT e já lecionou no Instituto Europeo di Design e na Escola Panamericana de Arte e Design.

Crédito da imagem: BETO RIGINIK

A seguir, as oito dicas de Guto Requena!

Criatividade é a palavra-chave

O mercado valoriza o profissional com perfil criativo. Não adianta só falar que sabe desenhar bem. Hoje, para a profissão, você pode não saber desenhar nada, não saber pegar em um lápis, mas mesmo assim pode ser melhor que aqueles que sabem desenhar.

E falar de Arquitetura hoje em dia é falar de um leque muito amplo. A pessoa tem uma formação completa, pode ir para várias áreas: design de interiores, urbanismo, cenografia, design gráfico. O curso lhe abre muitas possibilidades.

Só a graduação não basta, é preciso continuar estudando e se aprimorando

Hoje em dia não adianta fazer só faculdade. Ela é apenas um primeiro lugar de contato com seu campo de estudo. É preciso continuar estudando, buscar especializações e pós-graduações.

Não é preciso ter afinidade com Exatas para fazer o curso

No curso, o estudante encontra muitas disciplinas técnicas e que mexem com física, matemática, cálculo estrutural. Contudo, não é preciso necessariamente ter afinidade com Exatas. Eu mesmo não gosto de matemática e física, mas estudava e passava. Para qualquer matéria, o único segredo é estudar.

Gostar de arte e cultura é requisito básico

O estudante de Arquitetura deve gostar de arte, frequentar teatros, cinemas, museus. E ler muito, claro. Viajar bastante é legal também. Estar ligado à cultura é básico para a profissão.

O maior desafio na área é conseguir se destacar e driblar os cursos ruins

A grande dificuldade do mercado é que há muitos profissionais atuando e muitas escolas ruins de Arquitetura. Logo, o maior desafio é se destacar. E para isso não tem segredo: é muito estudo, dedicação, ralação. Arquitetura é um curso difícil de fazer, tem que estudar e ler muito. Dormir muito, se dedicar até nas sextas à noite e nos finais de semana.

Cultura digital e brasilidade: questões que os futuros arquitetos devem prestar atenção!

Os profissionais que vão se destacar são aqueles que olharão para a questão da cultura digital e estarão antenados às novidades, como novos softwares de modelação.  Novas tecnologias e tecnologias interativas são campos pouco explorados no Brasil e que demandam mais atenção.

Outro ponto fundamental é a brasilidade. O arquiteto precisa olhar para o Brasil, para nossa cultura popular. Estudar nosso país é importante, é o futuro da área. O mundo inteiro está olhando para a gente e esperando uma resposta. “O que os arquitetos brasileiros vão produzir?”, eles se perguntam. A maior questão é não ficar reproduzindo a arquitetura moderna, ficar olhando para Brasília e Oscar Niemeyer somente. É preciso agora olhar para frente e descobrir as novas questões nacionais.

Sustentabilidade e habitação nas grandes cidades, pontos fundamentais na arquitetura atual

Cada vez mais pessoas estão morando nas cidades, cada vez mais há problemas urbanos difíceis de serem resolvidos. Cabe ao arquiteto e ao urbanista pensar na cidade, como ela pode se preparar para a explosão demográfica e outras transformações no meio urbano.

Já a sustentabilidade é algo básico. Pensar no meio-ambiente se tornou a priori na profissão. É preciso incorporar isso desde cedo ao trabalho e estudar materiais que são menos agressivos, tecnologias e métodos de menor impacto ambiental, todo projeto arquitetônico precisa levar esses fatores em conta.

Para conseguir ter seu próprio estúdio ou escritório, é preciso se destacar com muito estudo e trabalho

O estudante que se destaca é aquele que é curioso, não se contenta com as coisas como elas são, é esse cara quem vai abrir o estúdio primeiro. E é preciso muita ralação, claro! Não desistir, estudar e trabalhar muito, são muitas horas de dedicação antes de conseguir seu próprio espaço. //

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Conheça o curso de Relações Internacionais na UnB

Guilherme Dearo | 28/10/2011

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O curso de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) é considerado cinco estrelas pelo ranking Melhores Universidades do Guia do Estudante.

O Por Dentro das Profissões entrevistou o professor Eiiti Sato, diretor do Instituto de Relações Internacionais da UnB, para saber mais sobre o curso e a carreira.

O curso tem duração de oito semestres e as aulas são de manhã e a tarde

Em 2011, foi o primeiro ano em que foram oferecidas turmas de 50 vagas. Antes eram 40. São duas turmas por ano, entrando no vestibular de fim de ano ou no de meio de ano. A procura pelo curso é alta. Dentre todas as graduações da UnB, RI está sempre entre as quatro primeiras carreiras com mais concorrência no vestibular.

As matérias são teóricas e constroem todo o pensamento crítico necessário ao estudante

Entre as disciplinas, estão filosofia política e história da diplomacia. A maioria é obrigatória, mas cerca de 40% são optativas e o estudante pode buscar focos de interesse, como meio-ambiente e direitos humanos.

Há muitas atividades extracurriculares e a maioria é organizada e desenvolvida pelos próprios alunos

Os estudantes organizam anualmente, por exemplo, uma simulação de modelo das Nações Unidas. Tudo é feito em inglês. Inclusive há participação de alunos estrangeiros nos encontros. O evento serve para entender questões políticas e diplomáticas e debater assuntos do momento, como guerras e crise econômica.

Em outro encontro, os alunos montam um modelo voltado para estudantes do ensino médio, para que estes entrem em contato com as questões de RI e possam desenvolver interesse pela área.

Os estudantes da UnB podem participar, também, do Fórum Centro-Oeste de Relações Internacionais, onde traçam perfis do que é importante de se estudar na área. São encontros com debates e palestras abertos a todo o país, mas que atraem principalmente as universidades da região.

O estágio não é obrigatório para se formar

Segundo o professor Sato, o curso na UnB até tenta desestimular os alunos a fazerem estágio durante o curso, pois há a preferência para que eles se dediquem plenamente às aulas e atividades e só depois pensem no mercado de trabalho.

Contudo, os estudantes podem estagiar se quiserem e encontram muitas oportunidades. Em Brasília, há escritórios de representação de praticamente todas as entidades internacionais, como Unesco, PNUD, BID, OMS e OIT.

É preciso ter proficiência em inglês e em mais um idioma estrangeiro, da preferência do estudante

Para se formar, o aluno deve provar ser fluente em inglês e outro idioma. Ele pode apresentar diplomas válidos internacionalmente que já tenha obtido anteriormente ou fazer a prova aplicada pela própria UnB.

O foco do curso é o lado teórico das Relações Internacionais

Como afirma o professor Sato, “na UnB o estudante se forma com conhecimentos sobre as Relações Internacionais, sua história e teorias. Não há foco em ‘mercado’ ou em comércio exterior, por exemplo. Mesmo porque Relações Internacionais é campo de estudo, não profissão. O estudante irá, depois de formado, aplicar sua formação intelectual e capacidade analítica, crítica e de discernimento em vários lugares, seja diplomacia, empresas ou escritórios”. //

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