Guia do Estudante

Posts com a tag ‘Saúde’

23 cursos na área de Saúde

Amanda Previdelli | 26/03/2014

A área de Saúde não é para qualquer um,  mas mesmo se você não tem estômago para sangue ou ferimentos, há cursos que podem ser interessantes para você.

O trabalho pode ser árduo e estressante e, até mesmo por isso, o profissional que apresentar facilidade de comunicação, equilíbrio emocional e sensibilidade pra questões sociais pode acabar se dando melhor na área.

Quem gosta da área e acaba se dando melhor nela também costuma gostar de lidar com pessoas, tem meticulosidade e atenção para detalhes, sabe relacionar eventos e fenômenos, tem interesse por questões científicas e sociais e apresenta facilidade de concentração.

As graduações mais procuradas são medicina, enfermagem, psicologia, educação física (licenciatura) e fisioterapia.

Confira os 23 cursos da área:

- Biomedicina

- Educação Física

- Enfermagem

- Esporte

- Estética e Cosmética

- Farmácia

- Fisioterapia

- Fonoaudiologia

- Gerontologia

- Gestão Desportiva e de Lazer

- Medicina

- Musicoterapia

- Naturologia

- Nutrição

- Obstetrícia

- Odontologia

- Oftálmica

- Psicologia

- Quiropraxia

- Radiologia

- Saúde

- Sistemas Biomédicos

- Terapia Ocupacional

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As 10 profissões menos estressantes de 2014

Amanda Previdelli | 08/03/2014

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O site CareerCast fez um levantamento para descobrir quais profissões são as menos estressantes em 2014.

O ranking avaliou as profissões com base em critérios como quantidade de viagens, potencial de crescimento, prazos, trabalho aos olhos do público, competitividade, demanda física, ambiente de trabalho, perigos e interação com o público.

Confira as profissões menos estressantes:

  1. Fonoaudiólogo
  2. Cabelereiro
  3. Joalheiro
  4. Professor universitário
  5. Costureira
  6. Nutricionista
  7. Técnico de registros médicos
  8. Bibliotecário
  9. Artista multimídia
  10. Operador de furadeira industrial

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Os profissionais que mais fumam

Amanda Previdelli | 23/10/2013

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SulAmérica fez uma pesquisa com seus mais de 41 mil segurados de 240 empresas brasileiras para chegar a um levantamento interessante: carreiras podem, sim, ter relação com a saúde dos empregados.

Um dos critérios avaliados pela pesquisa foi o de “profissionais que fumam”. Quer saber quais carreiras têm mais empregados fumantes? Confira abaixo:

Profissionais administrativos: 10,4% fumam

Profissionais do setor do comércio: 10,2% fumam

Profissionais do setor de informação e comunicação: 10% fumam

Profissionais dos ramos de advocacia, contabilidade, arquitetura e consultorias: 9,1% fumam

Profissionais do setor de transportes: 9% fumam

Profissionais do setor de construção: 8,8% fumam

Profissionais do setor de indústria de transformação: 8,7% fumam

Profissionais do setor financeiro: 7,7% fumam

Profissionais de sindicatos e associações: 6,5% fumam

Profissionais do setor da saúde: 5,6% fumam

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As carreiras com os profissionais mais gordinhos

Amanda Previdelli | 16/10/2013

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A SulAmérica fez uma pesquisa com seus mais de 41 mil segurados de 240 empresas brasileiras para chegar a um levantamento interessante: carreiras podem, sim, ter relação com a saúde dos empregados. Prova disso? Em algumas, a incidência de profissionais com obesidade ou sobrepeso é maior.

Confira as carreiras que mais têm profissionais gordinhos:

Profissionais de sindicatos e associações: 63,5%

Profissionais do setor de transportes: 62,4%

Profissionais do setor de construção: 58,3%

Profissionais do setor de indústria da transformação: 56,7%

Profissionais do setor de comércio: 54,5%

Profissionais administrativos: 53,4%

Profissionais do setor financeiro: 53,3%

Profissionais dos ramos de advocacia, contabilidade, arquitetura e consultorias: 52,2%

Profissionais do setor de informação e comunicação: 51,7%

Profissionais do setor de saúde: 49,8%

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Alexandre Pereira, pesquisador do Instituto Butantan, fala sobre o curso e a carreira de Biomedicina

Carolina Vellei | 03/07/2013

Os biomédicos são responsáveis por dar contribuições valiosas para o avanço das pesquisas científicas. Heróis de jaleco branco, como são chamados por muitos, esses profissionais estudam doenças e buscam curas para ajudar pessoas. Como é o caso de Alexandre Pereira, doutor em Biotecnologia pela Universidade de São Paulo. Pereira lidera um time de especialistas que desenvolve tratamentos para o câncer usando toxinas de serpentes, no Instituto Butantan. Ele contou para o GUIA DO ESTUDANTE como é seu dia a dia e as oportunidades que existem no mercado de trabalho para quem faz Biomedicina.

- Saiba tudo sobre a carreira e o mercado de trabalho de Biomedicina na Guia de Profissões do GE

- Veja quais são os melhores cursos de Biomedicina do Brasil

Alexandre Pereira

Opção certeira

Alexandre Pereira escolheu a Biomedicina ainda na adolescência e nunca se arrependeu da decisão: “me sinto realizado com o meu trabalho”. Sua paixão pela profissão começou já na faculdade, quando se envolveu com o Projeto Rondon, que faz até hoje atendimentos na área de saúde a populações carentes das periferias do Brasil.

Quando se formou, em 1979, Pereira se voltou para a área de pesquisa. Participou da primeira turma de estagiários do Instituto Butantan, referência mundial em pesquisa biomédica no mundo. Depois de alguns anos, prestou concurso público para trabalhar no local e está lá até hoje.

A rotina de um biomédico

O dia a dia de um biomédico é voltado à pesquisa. O profissional é responsável por identificar, classificar e estudar os microrganismos causadores de enfermidades e por procurar medicamentos e vacinas para combatê-las. Pode fazer também exames e interpretar os resultados de análises para diagnosticar doenças e análises para verificar contaminações em alimentos.

No caso de Alexandre Pereira, além da dedicação à pesquisa, ele também coordena os alunos que fazem iniciação científica no Instituto Butantan, com linhas de pesquisa voltadas à genética. Sua principal linha de pesquisa atualmente é o desenvolvimento de tratamento para o câncer através de toxinas de serpentes. “Os alunos acabam se interessando e damos oportunidade de eles desenvolverem esses trabalhos com a gente”, conta Pereira.

Essa pesquisa é feita em duas frentes, in vitro e in vivo, como explica o pesquisador. A primeira, in vitro, é realizada com o cultivo de células, com testes de toxinas em células com tumor e sem tumor. Ao mesmo tempo, a ação das toxinas é analisada nas células de camundongos, a chamada técnica “in vivo”. “Essa rotina envolve vários testes e reagentes biológicos que desenvolvemos de acordo com protocolos que pesquisamos e que já existem na literatura”, diz Pereira. A partir desses experimentos, são feitas as análises dos resultados. “Ensinamos o cultivo de células, o manuseio de animais de laboratório e as normas de biossegurança. É uma rotina bastante complexa, que tentamos passar sempre da maneira mais íntegra”, comenta o biomédico.

Mercado de trabalho

O biomédico pode trabalhar em hospitais, laboratórios e órgãos públicos de saúde, fazendo pesquisas e testes. Também pode atuar em parceria com bioquímicos, biólogos, médicos e farmacêuticos.

Segundo Pereira, existe um campo de atuação bem promissor para o formado em Biomedicina nas áreas de conservação do meio ambiente, envolvendo o saneamento ambiental e o tratamento de águas e solo poluídos. “Muitas indústrias estão investindo nessas áreas para se adequar às novas legislações de proteção à natureza”, lembra o especialista.

Além da área de sustentabilidade, outro campo promissor é o de pesquisas que envolvem as células tronco. “É um campo novo, no qual muitos estudos são necessários, já que o leque de possibilidades que essas células oferecem em benefício da saúde é muito extenso”, justifica o biomédico. O setor envolve alta tecnologia e o estudante pode se destacar no mercado de trabalho ao se dedicar a pesquisas envolvendo esse tipo de célula e o DNA.

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Conheça os 23 cursos da área de Saúde

Amanda Previdelli | 20/02/2013

Se você se preocupa em cuidar do próximo, então pode ter certeza que tem uma das características mais marcantes daqueles que seguem carreiras na área de Saúde.

 

O trabalho pode ser árduo e estressante e, até mesmo por isso, o profissional que apresentar facilidade de comunicação, equilíbrio emocional e sensibilidade pra questões sociais pode acabar se dando melhor na área.

Quem gosta da área e acaba se dando melhor nela também costuma gostar de lidar com pessoas, tem meticulosidade e atenção para detalhes, sabe relacionar eventos e fenômenos, tem interesse por questões científicas e sociais e apresenta facilidade de concentração.

As graduações mais procuradas são medicina, enfermagem, psicologia, educação física (licenciatura) e fisioterapia.

Confira os 23 cursos da área:

-          Biomedicina

-          Educação Física

-          Enfermagem

-          Esporte

-          Estética e Cosmética

-          Farmácia

-          Fisioterapia

-          Fonoaudiologia

-          Gerontologia

-          Gestão Desportiva e de Lazer

-          Medicina

-          Musicoterapia

-          Naturologia

-          Nutrição

-          Obstetrícia

-          Odontologia

-          Oftálmica

-          Psicologia

-          Quiropraxia

-          Radiologia

-          Saúde

-          Sistemas Biomédicos

-          Terapia Ocupacional

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Categoria: Saúde

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As 10 doenças mais comuns no mundo corporativo

Amanda Previdelli | 01/11/2012

Administradores, engenheiros, advogados e por aí vai. Não são poucas as profissões que têm como ambiente de trabalho o escritório. Afinal, nem todo mundo quer trabalhar com tartarugas ou tem vocação para se tornar artista plástico.

Quem prefere ficar no escritório vai ver muitas vantagens (a maioria dos melhores empregos são de executivos), mas o trabalho dentro do office também tem seus problemas.

Uma pesquisa da operadora de saúde Omint entrevistou 15 mil pessoas para descobrir quais as doenças mais comuns no mundo corporativo. Confira as dez doenças que mais afligem os executivos:

  1. Rinite
  2. Alergia de pele
  3. Dor no pescoço ou ombros
  4. Excesso de peso
  5. Dor de cabeça frequente
  6. Ansiedade
  7. Asma ou bronquite
  8. Insônia
  9. Colesterol alto
  10. Dor crônica nas costas

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Diretora do Incor dá dicas sobre o curso e a carreira de Enfermagem

Carolina Vellei | 07/08/2012

“Sempre gostei de ajudar as pessoas. Quando um parente ficava doente, eu me interessava por cuidar dele”.  Quem conta essa história é Jurema Palomo, enfermeira há quase 40 anos. Ter carinho e dedicação são características importantes para ser um bom enfermeiro.  E Jurema tem isso de sobra. Hoje ela é responsável por dirigir a área de Enfermagem de um dos principais centros de referência em saúde do país, o Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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A profissão de enfermeiro é muito importante para o cuidado da saúde. “Muitas vezes os pacientes tem mais coragem para falar sobre a doença com a gente do que com os médicos”, revela Jurema. A relação de confiança é estabelecida desde o momento em que o doente chega ao centro médico até a hora em que ele se despede do local. O enfermeiro é responsável por acompanhar a evolução do quadro clínico da pessoa e, por isso, precisa enxergar o outro com um olhar humano. “Sempre chamamos o paciente pelo nome e olhamos nos olhos para estabelecer esse vínculo”, conta.

A vida na faculdade e o início na carreira

Jurema se formou na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1973. Para ela, a parte mais legal do curso eram as matérias práticas. Se hoje, na maioria das aulas, os estudantes veem corpos em projeções feitas com 3D, na época Jurema conta que era bem diferente. “Não tínhamos toda essa tecnologia, estudávamos Anatomia só com cadáveres mesmo”, lembra.

As aulas sobre fundamentos da Enfermagem também estava na lista das preferidas de Jurema. Principalmente porque era nessa que o aluno aprendia a como lidar com os pacientes. “O enfermeiro não faz diagnósticos médicos. A função dele é estudar qual a melhor forma de cuidar de um paciente, por isso é importante também conhecer as doenças e como elas agem no organismo”.

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E como Enfermagem só dá para aprender de fato na prática, Jurema foi atrás de um emprego. Virou assistente de Enfermagem em um hospital particular, trabalhando no pós-operatório de cardiologia enquanto ainda estava na faculdade. Foi a partir daí que surgiu sua paixão pelos cuidados do coração, decisiva para estar até hoje no Incor.

Está se perguntando como ela começou a trabalhar em um dos hospitais mais importantes do Brasil? Sua história no Instituto começou em 1975, depois da faculdade, quando passou em um concurso público. Jurema participou da implantação do serviço de atendimento do Incor e viajou para Londres, onde passou um mês aprendendo como usava os equipamentos que seriam importados para o hospital.

De volta ao país,  trabalhava no serviço de atenção ao paciente internado. O Incor trata de doenças de alta complexidade, especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. “Comecei atendendo os pacientes, mas com o tempo precisei fazer especialização em Administração Hospitalar, uma exigência para crescer no local”, explica.  E foi assim que, aos poucos, Jurema conquistou a diretoria da Enfermagem no hospital.

O dia a dia da profissão

A rotina do enfermeiro é bem intensa. “Quem quer seguir a carreira precisa entender: doença não tem hora e, por isso, hospitais não fecham. Trabalhamos para atender a todos que nos procuram”, explica. Mas claro que ninguém trabalha 24 horas seguidas! Existe o sistema de turnos, em que os profissionais revezam.

Além de ser dinâmico e ter disposição, o profissional precisa aprender a trabalhar em grupo. “Não só para se relacionar com a equipe de enfermeiros, mas porque lidamos com outros trabalhadores do local, como fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais”, conta Jurema.

O trabalho também envolve muita responsabilidade. É preciso cuidar desde a higiene e a alimentação até a administração de remédios e a prescrição de curativos. “Mas tudo tem seu lado bom, a melhor satisfação é ver o paciente sorrindo deixando o hospital após a alta”, revela.

Oportunidades no mercado de trabalho

De acordo com Jurema, o aluno não deve parar os estudos depois de fazer faculdade. Para se destacar no mercado, trabalhar em grandes hospitais e clínicas especializadas, ela recomenda que se faça uma pós-graduação. “O Incor recebe muitos casos graves, com pacientes que apresentam doenças de alta complexidade. Como é cuidar de alguém preso em uma máquina? É preciso ter o coração aberto para aprender, ser curioso, humilde e ter iniciativa”, conta.

Além dos hospitais e clínicas, outro campo importante é o da saúde coletiva, na qual o profissional atua na promoção da saúde e na prevenção de doenças, realizando também trabalhos educativos na comunidade.  Seja qual for a área escolhida, é preciso se aperfeiçoar constantemente. “O mercado está selecionando muito mais, o estudante precisa buscar o conhecimento para ter habilidades que seus concorrentes não têm”, dá a dica.

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Luiz Rosan, fisioterapeuta do SPFC e da seleção brasileira, dá dicas sobre o curso e a carreira de Fisioterapia

Carolina Vellei | 18/07/2012

Talvez muitos de vocês não saibam quem ele é, mas Luiz Rosan é reconhecido como um dos maiores fisioterapeutas do mundo na área esportiva. É ele quem está por trás da recuperação de grandes atletas do futebol, como Rogério Ceni e Luiz Fabiano. Hoje, Rosan coordena o Centro de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica do São Paulo Futebol Clube (SPFC). Seu histórico profissional é marcado pela participação em três copas do mundo junto a seleção brasileira de futebol, inclusive em 2002 quando o Brasil foi pentacampeão.

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- Teste: Fisioterapia é uma boa ideia?

Em meio a sua rotina atribulada, ele recebeu o GUIA DO ESTUDANTE enquanto passava instruções de condicionamento físico para alguns jogadores do SPFC. Confira o que rolou no bate-papo sobre a profissão.

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que reduz a dor (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que diminui a sensação de dor (Foto: Carolina Vellei)

A escolha da profissão

Natural de Potirendaba, no interior de São Paulo, Luiz Rosan, como a maioria dos meninos, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Com o tempo, percebeu que não tinha talento para atuar dentro dos campos, mas não descartou a possibilidade de trabalhar bem perto dele. No cursinho pré-vestibular descobriu a carreira de Fisioterapia e percebeu que poderia direcionar a sua formação para atender jogadores de futebol.

A decisão, no entanto, não foi fácil. Rosan enfrentou relutância dentro de casa pela sua escolha. Como na década de 70 a carreira não era muito conhecida, seus pais queria que ele seguisse em áreas mais tradicionais, como Medicina ou Odontologia.

Apesar da resistência, o futuro fisioterapeuta não desistiu e, para levar o novo sonho adiante, mudou-se para a cidade de Piracicaba, onde cursou a universidade. Mas, sua primeira impressão do curso não foi nada boa. “Meu primeiro contato com a Fisioterapia foi decepcionante. Era tudo diferente do que eu tinha sonhado”, conta Luiz sobre o início da faculdade.

Disposto a não desistir tão fácil da carreira, foi à procura do time de futebol da cidade para oferecer seus serviços. No começo foi difícil, como a profissão ainda não tinha muito reconhecimento dentro do meio futebolístico, houve bastante resistência do clube em aceitá-lo. Rosan conseguiu uma oportunidade depois de explicar a importância do acompanhamento e tratamento feitos pelo fisioterapeuta. “Fui mostrando às pessoas o que realmente é a Fisioterapia. Com o tempo, eles foram vendo a importância e a eficácia de um tratamento conduzido por um profissional que tem formação acadêmica”.

Já formado, em 1981, Rosan foi à busca de desafios maiores. Viajou para a cidade de São Paulo e, por um ano, procurou, sem resultados, uma chance em um time grande. “Foi uma época difícil, até que consegui um estágio no São Paulo e o agarrei com unhas e dentes”, explica. O estágio tinha duração de três meses, mas o clube não quis deixar Luiz ir embora. “Eles viram o meu trabalho e decidiram me contratar”, relembra.

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

O dia a dia de um fisioterapeuta

“A rotina é você lidar com a dor”, revela Rosan. O fisioterapeuta conta que faz parte do dia a dia do profissional do futebol lidar, principalmente, com lesões musculares, lesões articulares, reabilitações cirúrgicas e prevenção de lesões. “Você precisa executar os protocolos específicos e ser extremamente profissional para uma recuperação eficaz”, explica.

O trabalho de um fisioterapeuta dentro de um clube de futebol está estritamente relacionado ao nível de rendimento do atleta durante a temporada. Rosan revela o processo: “Todo jogador tem um programa a ser seguido. É feita uma avaliação no início da temporada, em que a equipe mede alguns dados musculares, articulares e fisiológicos do atleta. Nós procuramos durante esse período fazer com que o desempenho seja mantido e até melhorado, inclusive com os níveis de força, de potência e de resistência muscular”. Com auxílio de recursos fisioterapêuticos, é possível avaliar a capacidade física do jogador e verificar itens no banco de dados que possam auxiliar na descoberta de algum detalhe que esteja contribuindo para causar alguma lesão.

O convite para a seleção

Rosan começou no São Paulo, mas passou por outros clubes até receber o convite para a Seleção Brasileira de futebol. Depois de quatro anos no Bragantino, recebeu uma ligação de um ex-jogador que tinha virado técnico de um time no Japão. Rosan conta como foi: “Não o via há exatamente dez anos e ele me disse que reconhecia meu trabalho como fisioterapeuta e me queria lá”.

Depois da temporada do outro lado do mundo, passou pelo time do Santos e voltou para o São Paulo, em 2003. Para o profissional,  as oportunidades sempre surgem quando existe dedicação. “Os treinadores que passam pelos clubes observam o nosso trabalho”, diz.

Foi exatamente isso que aconteceu com a seleção brasileira. Em 1998, o então técnico do time canarinho, Wanderley Luxemburgo, ligou para Rosan convidando-o a integrar a equipe. “Isso foi sem mais nem menos, uma surpresa. Não fiz nada para que a convocação acontecesse. Confesso que somente me dediquei muito ao meu trabalho”, conta.

O trabalho na seleção é puxado. Na Copa do Mundo de 2010, por exemplo, foram convocados 23 jogadores, de 17 times diferente, vindos de nove países pelo mundo. “Tínhamos os cinco continentes representados, eram atletas de climas e métodos de trabalho diferentes e o futebol é conjunto. Harmonizar isso é muito complicado”, diz.

Os atletas têm apenas  15 dias para se preparar, antes do início da competição. Por isso é necessário otimizar o trabalho fisioterapêutico. “Não paramos nunca. Várias vezes fiquei com jogadores até de madrugada com o objetivo de recuperá-lo rapidamente e ele conseguir jogar em três dias”. Para garantir a eficiência do trabalho, até as viagens de avião são aproveitadas. Rosan conta que hoje existem equipamentos que permitem o trabalho de reabilitação na própria aeronave.

Oportunidades no mercado de trabalho

O caminho para quem quer seguir na área esportiva é muito competitivo, por isso é preciso muita dedicação e esforço para se destacar. “Todos pensam em trabalhar em um time grande, mas existe um número limitado de clubes”, aponta o fisioterapeuta.

No entanto, a fisioterapia esportiva tem um vasto campo para atuação além do futebol. Existem outras modalidades, como ginástica olímpica, vôlei… A Fisioterapia também é fundamental para a gama de academias que surgiram nos últimos anos. Para Luiz, existem muitos exercícios sendo executados erroneamente e a supervisão de um fisioterapeuta é a garantia de que o rendimento será melhor. “Estou cansado de receber pacientes que se lesionaram durante algum tratamento nas academias”, revela.

Fora o esporte, existem outras áreas de atuação. Além da traumatologia, o profissional pode se dedicar a ajudar pacientes nas áreas de pneumologia, fisioterapia aplicada à cardiologia ou à neurologia, entre outras.

Independente da área que quiser seguir, o recado que Rosan dá para quem quer seguir a profissão é: “Realmente gostar. Eu amo a minha carreira. Consegui conhecer o mundo com ela”, conta. Para Luiz, a satisfação surge quando ele vê que seu trabalho valeu a pena. “Você convive com um atleta por cinco meses, fazendo um trabalho intenso. Quando ele volta a exercer a profissão e vem te agradecer, é uma alegria enorme”, diz.

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Saiba mais sobre a carreira de Radiologia

Amanda Previdelli | 28/06/2012

Radiologista é o tecnólogo que opera equipamentos de diagnóstico por imagem que produzem radiografias convencionais ou digitais. Ele pode ser empregado tanto na área médica quanto na industrial ou engenharia.

Na Medicina, as imagens são os famosos exames de raios X ou de ressonância magnética, por exemplo, que ajudam a identificar alterações e patologias no corpo humano. Já em Engenharia, esse profissional pode usar os aparelhos para rastrear estruturas metálicas e tubulações de edifícios. Na indústria farmacêutica e na alimentícia, esse tecnólogo atua com físicos e engenheiros de alimentos na operação de fontes radioativas empregadas na esterilização de medicamentos e alimentos.

Leia também: Médico da seleção brasileira de futebol dá dicas sobre a carreira de Medicina

O mercado de trabalho para esse profissional – que é o único que pode operar determinados aparelhos – é bom, ainda mais considerando o avanço tecnológico dos equipamentos. Hospitais, clínicas médicas e laboratórios de análises clínicas são os principais empregadores e a área de radiologia odontológica e medicina veterinária também busca esse profissional (cada vez mais).

Fabricantes de equipamentos, como Siemens e Philips, também contratam o técnico em Radiologia como representante comercial, consultor técnico ou no desenvolvimento de produtos. As regiões Sul e Sudeste são as que demandam mais profissionais.

Para exercer a profissão é necessário registrar-se no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia.

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Categoria: Saúde

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