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Fred Gelli, um dos criadores do logo das Olimpíadas de 2016, fala sobre a carreira e o curso de Design

Carolina Vellei | 03/07/2012

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Fred Gelli quase foi parar na Engenharia, mas desistiu do curso depois de três semanas de aula. Ele tinha o sonho de desenhar veleiros e acreditava que não conseguiria realizar isso em Engenharia Naval, pois o curso era muito mais voltado ao cálculo do que à arte. Para realizar seu sonho, Fred se voltou às origens de sua família e foi parar no  curso de Design. “Meu bisavô era marceneiro, ou seja, designer de móveis. A primeira cadeira patenteada do Brasil é dele. Tenho no sangue a história do design”, revela.

- Saiba mais sobre os cursos de Design na Guia de Profissões do GE

Foto: Divulgação

O designer é um dos fundadores da agência Tátil, famosa por ganhar a disputa pelo logo das Olimpíadas de 2016, que acontecerá no Rio de Janeiro. Concorrendo com outras 139 agências, em setembro de 2010 a empresa recebeu a notícia sobre a seleção do projeto. A marca atingiu a aprovação de 74% do público que participou da escolha, algo inédito. “Foi resultado de um trabalho colaborativo com mais de 100 pessoas na empresa, desde a recepcionista, até a área de tecnologia”, afirma Fred.

"A marca já nasceu compreendida pelas pessoas: o jeito carioca de abraçar, o Pão de Açúcar e as cores acolhedoras", conta Fred sobre a idealização do logo. (Imagem: Divulgação)

Os primeiros contatos com o design

Fred se formou no começo da década de 1990, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Começou no curso de Design de Produto. Como a faculdade dava a opção de tirar também o diploma de Design Gráfico com mais um ano e meio de curso, o estudante continuou seus estudos para se aprofundar na área de criação. “O Design é uma coisa só na minha cabeça. É costurar conhecimento”, explica.

Fred acredita que o sucesso na carreira se deu graças a sua visão empreendedora na época de faculdade. “Pesquisando sobre ecodesign, comecei a fazer pastas, blocos e outros produtos de escritório com materiais reciclados e vendia para meus colegas”, relembra. Em parceria com um amigo, Fred deu os primeiros passos da Tátil. E foi um caminho tortuoso, porque todo o processo produtivo era feito por eles. “Não existiam fornecedores, nem máquinas para fabricarmos os produtos”, conta.

Por precisar tirar suas ideias do papel e coloca-las na prática, Fred aprendeu um dos preceitos que o norteia no design até hoje: “Não consigo criar algo sem visualizar o processo. Não adianta ter ideias mirabolantes se elas só ficam boas no papel”, dá a dica.

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O dia a dia de um designer

Além de ser professor do curso de Design da PUC-RJ, Fred também é diretor de criação geral de sua agência. Ele se dedica apenas a projetos especiais da Tátil. É responsável por pesquisar inovações e analisar novos produtos. Ele conta que um designer precisa ser versátil, pois a área de trabalho é muito ampla. “É uma profissão com muitas conexões, você precisa estar sempre bem informado e ter um grande conhecimento de cultura geral”, explica.

Se o designer for especializado na área gráfica, ele poderá trabalhar com projetos que vão desde a criação de uma vitrine de loja até repensar a identidade visual de uma revista. Já o designer de produto, outra especialização, é mais ligado à forma dos objetivos. Ele pode criar um frasco de um perfume ou até uma forma de embalar um produto que necessite de cuidados especiais.

Oportunidades no mercado de trabalho

Um dos caminhos que estão despontando no design é a área de sustentabilidade. A agência Tátil é exemplo disso. A empresa começou por esse caminho, que no começo da década de 1990 ainda dava seus primeiros passos na mentalidade do mercado. “Hoje o ramo da ecologia é muito complexo, é preciso muito estudo”, explica.

Fred comenta sobre a demanda do mercado por profissionais criativos e preocupados com o meio ambiente: “É preciso encontrar saídas para criações com baixo impacto ambiental e alto impacto sensorial”. Para ele, causar sensações é uma das funções do design, por isso a preocupação com a estética nunca é deixada de lado. “O produto não tem que ser ‘ecochato’. Tem que ser atraente”, finaliza.

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Conheça seis profissões do futuro

Guilherme Dearo | 11/11/2011

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carreiras atuais que ganharão mais espaço e relevância em um futuro próximo. Outras, por outro lado, de certa forma ainda nem existem, mas tem gente que já sabe que elas se tornarão uma realidade.

O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração) fez um estudo que identificou essas carreiras do futuro, profissões que ainda não têm nomes totalmente definidos ou cursos específicos em universidades, mas em 2020 serão importantes.

As novas profissões vão misturar várias áreas do conhecimento, como administração, economia, desenvolvimento sustentável, biologia, marketing e geografia. O relatório ainda destaca que será cada vez mais exigido dos profissionais o desenvolvimento tecnológico, a educação continuada e a busca por novos conhecimentos.

A sustentabilidade também estará no centro das atenções. A pressão por alternativas de baixo impacto ambiental aumentará, assim como a demanda por profissionais ligados às áreas ambientais.

Confira a lista das seis profissões do futuro:

Gerente de Eco-Relações

Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

Chief Innovation Officer

Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

Gerente de Marketing e-Commerce

Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

Conselheiros de Aposentadoria

Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada

Responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

Bioinformationists

Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

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Oito dicas sobre o curso e a carreira de Arquitetura

Guilherme Dearo | 04/11/2011

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Para quem pensa em cursar Arquitetura, mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, o GUIA DO ESTUDANTE traz oito dicas para você conhecer mais sobre o trabalho do arquiteto e as curiosidades da carreira.

O Por Dentro das Profissões conversou com Guto Requena, jovem arquiteto e um dos mais promissores de sua geração, especialista em habitação, design contemporâneo e cibercultura.

Guto é formado pela Universidade de São Paulo, onde fez graduação e mestrado e trabalhou por nove anos no Nomads – Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP.

“Minha pesquisa pensa em como as novas tecnologias estão mudando o futuro da profissão, as maneiras de se projetar, as formas, a fabricação. Quero analisar o impacto da cultura digital na arquitetura e no design”, explica Guto.

O arquiteto tem seu próprio estúdio desde 2008, onde desenvolve projetos residenciais e comerciais que pensam a questão da arquitetura e do design aliada às inovações da era digital.

Guto também é apresentador do programa Nos Trinques, do Canal GNT e já lecionou no Instituto Europeo di Design e na Escola Panamericana de Arte e Design.

Crédito da imagem: BETO RIGINIK

A seguir, as oito dicas de Guto Requena!

Criatividade é a palavra-chave

O mercado valoriza o profissional com perfil criativo. Não adianta só falar que sabe desenhar bem. Hoje, para a profissão, você pode não saber desenhar nada, não saber pegar em um lápis, mas mesmo assim pode ser melhor que aqueles que sabem desenhar.

E falar de Arquitetura hoje em dia é falar de um leque muito amplo. A pessoa tem uma formação completa, pode ir para várias áreas: design de interiores, urbanismo, cenografia, design gráfico. O curso lhe abre muitas possibilidades.

Só a graduação não basta, é preciso continuar estudando e se aprimorando

Hoje em dia não adianta fazer só faculdade. Ela é apenas um primeiro lugar de contato com seu campo de estudo. É preciso continuar estudando, buscar especializações e pós-graduações.

Não é preciso ter afinidade com Exatas para fazer o curso

No curso, o estudante encontra muitas disciplinas técnicas e que mexem com física, matemática, cálculo estrutural. Contudo, não é preciso necessariamente ter afinidade com Exatas. Eu mesmo não gosto de matemática e física, mas estudava e passava. Para qualquer matéria, o único segredo é estudar.

Gostar de arte e cultura é requisito básico

O estudante de Arquitetura deve gostar de arte, frequentar teatros, cinemas, museus. E ler muito, claro. Viajar bastante é legal também. Estar ligado à cultura é básico para a profissão.

O maior desafio na área é conseguir se destacar e driblar os cursos ruins

A grande dificuldade do mercado é que há muitos profissionais atuando e muitas escolas ruins de Arquitetura. Logo, o maior desafio é se destacar. E para isso não tem segredo: é muito estudo, dedicação, ralação. Arquitetura é um curso difícil de fazer, tem que estudar e ler muito. Dormir muito, se dedicar até nas sextas à noite e nos finais de semana.

Cultura digital e brasilidade: questões que os futuros arquitetos devem prestar atenção!

Os profissionais que vão se destacar são aqueles que olharão para a questão da cultura digital e estarão antenados às novidades, como novos softwares de modelação.  Novas tecnologias e tecnologias interativas são campos pouco explorados no Brasil e que demandam mais atenção.

Outro ponto fundamental é a brasilidade. O arquiteto precisa olhar para o Brasil, para nossa cultura popular. Estudar nosso país é importante, é o futuro da área. O mundo inteiro está olhando para a gente e esperando uma resposta. “O que os arquitetos brasileiros vão produzir?”, eles se perguntam. A maior questão é não ficar reproduzindo a arquitetura moderna, ficar olhando para Brasília e Oscar Niemeyer somente. É preciso agora olhar para frente e descobrir as novas questões nacionais.

Sustentabilidade e habitação nas grandes cidades, pontos fundamentais na arquitetura atual

Cada vez mais pessoas estão morando nas cidades, cada vez mais há problemas urbanos difíceis de serem resolvidos. Cabe ao arquiteto e ao urbanista pensar na cidade, como ela pode se preparar para a explosão demográfica e outras transformações no meio urbano.

Já a sustentabilidade é algo básico. Pensar no meio-ambiente se tornou a priori na profissão. É preciso incorporar isso desde cedo ao trabalho e estudar materiais que são menos agressivos, tecnologias e métodos de menor impacto ambiental, todo projeto arquitetônico precisa levar esses fatores em conta.

Para conseguir ter seu próprio estúdio ou escritório, é preciso se destacar com muito estudo e trabalho

O estudante que se destaca é aquele que é curioso, não se contenta com as coisas como elas são, é esse cara quem vai abrir o estúdio primeiro. E é preciso muita ralação, claro! Não desistir, estudar e trabalhar muito, são muitas horas de dedicação antes de conseguir seu próprio espaço. //

- Faça o teste e veja se Arquitetura combina com você!

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