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Engenheiro do ano dá dicas sobre a carreira de Engenharia Civil

Carolina Vellei | 24/04/2012

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Ele sempre gostou de português e chegou até a trabalhar como revisor em uma pequena editora na qual seu pai trabalhava. Tudo indicava que seu caminho seria trilhado por carreiras de Humanas, mas, no fim, seu gosto por Exatas falou mais alto e ele escolheu a Engenharia Civil. José Roberto Bernasconi, premiado como Engenheiro do Ano pelo Instituto de Engenharia, conversou com o GUIA DO ESTUDANTE para dar dicas sobre o curso e o mercado de trabalho.

Formado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Bernasconi é um dos fundadores da Maubertec, empresa que já participou de importantes obras em São Paulo como a construção de metrôs, do Rodoanel e da ampliação da calha do Rio Tietê.

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A escolha da carreira

Na escola, Bernasconi sempre teve inclinação para a área de Exatas, mas também gostava de português. Para ele, o interesse pela matemática é essencial para quem quer fazer Engenharia.  “Os fenômenos físicos são expressos por meio da matemática. Quem detesta Exatas vai ter dificuldade para seguir a carreira”, explica o engenheiro. E acredite: apesar de gostar de estudar, não conseguiu passar na faculdade de primeira. “Fiz um ano de cursinho e consegui na segunda vez”, conta.

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

O engenheiro Bernasconi se decidiu pela área Civil só depois de entrar na universidade (foto: Arquivo Pessoal)

Depois que entrou na Engenharia, Bernasconi ficou com dúvidas sobre qual área seguir. Estava indeciso entre Civil e Elétrica e até mesmo Eletrônica, que era destaque entre os jovens na época. A dúvida é normal, já que, na universidade, até hoje, todos os alunos passam por um ciclo básico. “Era um massacre, porque não era Engenharia de fato. Tinha muita física, matemática, mas era um instrumento para depois seguir as cadeiras de aplicação”, lembra. No  fim, Bernasconi acabou se encontrando na área de Engenharia Civil.

Segundo o engenheiro, o estudante não precisa entrar na faculdade com a decisão de área já tomada, ele pode pesquisar qual ramo tem mais aptidão. Mas a principal dica é não se preocupar se está fazendo a escolha certa ou errada. “Faça aquilo que naquele momento lhe parece apropriado. O importante é seguir o mais te atraí”, aconselha. 

O dia a dia de um engenheiro civil

A profissão de Engenheira Civil traz diversas opções para se trabalhar. É o ramo da engenharia que projeta, gerencia e executa obras como casas, edifícios, pontes, viadutos, estradas, barragens, canais e portos.  Pode-se tanto atuar em órgãos do Governo como na iniciativa privada.

Bernasconi iniciou sua trajetória profissional ao ser convidado para abrir uma empresa junto com um professor da faculdade, na década de 1960. Começou na carreira como projetista. Na função, o engenheiro era responsável por gerenciar os pedidos dos clientes e planejar projetos estruturais para as obras. Mas, o dia a dia da profissão pede versatilidade. “Quando era preciso construir uma estrada, muitas vezes a gente encontrava rios pelo caminho. Neste caso não tem jeito, é preciso projetar também uma ponte para transpor o obstáculo”, explica. 

Hoje, Bernasconi ocupa uma função mais administrativa na presidência de sua empresa e não está mais em contato direto com a parte de execução das obras. Mesmo assim, garante que é fundamental para um empresário do ramo entender todos os processos da profissão. “Se você não sabe fazer, não sabe o que será melhor para oferecer um bom serviço aos clientes”, conta.

Oportunidades no mercado de trabalho

Atualmente, o mercado de trabalho está aquecido para quem quer fazer o curso.  Além das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Brasil também está investindo em infraestrutura para receber a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

O país, que já foi um exportador de mão de obra por não ter como absorver os recém-formados, hoje busca engenheiros de fora para ocupar vagas. A carência de profissionais qualificados é um dos problemas atuais que o mercado de Engenharia enfrenta. “O Brasil é um país que ainda tem tudo por ser feito: obras para a Copa e Jogos Olímpicos, aeroportos, estradas”, conta.  José Roberto explica ainda que o país precisa de, no mínimo, 80 mil engenheiros se formando por ano para suprir a demanda. Em 2010, aproximadamente 51 mil se formaram, segundo o Censo da Educação do Ministério da Educação (MEC).

E a área de Engenharia Civil promete ser uma das mais promissoras, principalmente por conta de sua versatilidade. “Um engenheiro civil faz projeto, fiscaliza, gerência, constrói, opera, ou seja, faz um ciclo de vida completo de um empreendimento”, aponta Bernasconi. Engana-se quem pensa que a atuação é apenas na área urbana. Segundo Bernasconi, o mercado no campo também é amplo. “É preciso projetar os sistemas de transportes para escoamento de produções, construir portos, entre outras demandas”, exemplifica.

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Oito dicas sobre o curso e a carreira de Arquitetura

Guilherme Dearo | 04/11/2011

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Para quem pensa em cursar Arquitetura, mas ainda tem algumas dúvidas sobre a profissão, o GUIA DO ESTUDANTE traz oito dicas para você conhecer mais sobre o trabalho do arquiteto e as curiosidades da carreira.

O Por Dentro das Profissões conversou com Guto Requena, jovem arquiteto e um dos mais promissores de sua geração, especialista em habitação, design contemporâneo e cibercultura.

Guto é formado pela Universidade de São Paulo, onde fez graduação e mestrado e trabalhou por nove anos no Nomads – Núcleo de Estudos de Habitares Interativos da USP.

“Minha pesquisa pensa em como as novas tecnologias estão mudando o futuro da profissão, as maneiras de se projetar, as formas, a fabricação. Quero analisar o impacto da cultura digital na arquitetura e no design”, explica Guto.

O arquiteto tem seu próprio estúdio desde 2008, onde desenvolve projetos residenciais e comerciais que pensam a questão da arquitetura e do design aliada às inovações da era digital.

Guto também é apresentador do programa Nos Trinques, do Canal GNT e já lecionou no Instituto Europeo di Design e na Escola Panamericana de Arte e Design.

Crédito da imagem: BETO RIGINIK

A seguir, as oito dicas de Guto Requena!

Criatividade é a palavra-chave

O mercado valoriza o profissional com perfil criativo. Não adianta só falar que sabe desenhar bem. Hoje, para a profissão, você pode não saber desenhar nada, não saber pegar em um lápis, mas mesmo assim pode ser melhor que aqueles que sabem desenhar.

E falar de Arquitetura hoje em dia é falar de um leque muito amplo. A pessoa tem uma formação completa, pode ir para várias áreas: design de interiores, urbanismo, cenografia, design gráfico. O curso lhe abre muitas possibilidades.

Só a graduação não basta, é preciso continuar estudando e se aprimorando

Hoje em dia não adianta fazer só faculdade. Ela é apenas um primeiro lugar de contato com seu campo de estudo. É preciso continuar estudando, buscar especializações e pós-graduações.

Não é preciso ter afinidade com Exatas para fazer o curso

No curso, o estudante encontra muitas disciplinas técnicas e que mexem com física, matemática, cálculo estrutural. Contudo, não é preciso necessariamente ter afinidade com Exatas. Eu mesmo não gosto de matemática e física, mas estudava e passava. Para qualquer matéria, o único segredo é estudar.

Gostar de arte e cultura é requisito básico

O estudante de Arquitetura deve gostar de arte, frequentar teatros, cinemas, museus. E ler muito, claro. Viajar bastante é legal também. Estar ligado à cultura é básico para a profissão.

O maior desafio na área é conseguir se destacar e driblar os cursos ruins

A grande dificuldade do mercado é que há muitos profissionais atuando e muitas escolas ruins de Arquitetura. Logo, o maior desafio é se destacar. E para isso não tem segredo: é muito estudo, dedicação, ralação. Arquitetura é um curso difícil de fazer, tem que estudar e ler muito. Dormir muito, se dedicar até nas sextas à noite e nos finais de semana.

Cultura digital e brasilidade: questões que os futuros arquitetos devem prestar atenção!

Os profissionais que vão se destacar são aqueles que olharão para a questão da cultura digital e estarão antenados às novidades, como novos softwares de modelação.  Novas tecnologias e tecnologias interativas são campos pouco explorados no Brasil e que demandam mais atenção.

Outro ponto fundamental é a brasilidade. O arquiteto precisa olhar para o Brasil, para nossa cultura popular. Estudar nosso país é importante, é o futuro da área. O mundo inteiro está olhando para a gente e esperando uma resposta. “O que os arquitetos brasileiros vão produzir?”, eles se perguntam. A maior questão é não ficar reproduzindo a arquitetura moderna, ficar olhando para Brasília e Oscar Niemeyer somente. É preciso agora olhar para frente e descobrir as novas questões nacionais.

Sustentabilidade e habitação nas grandes cidades, pontos fundamentais na arquitetura atual

Cada vez mais pessoas estão morando nas cidades, cada vez mais há problemas urbanos difíceis de serem resolvidos. Cabe ao arquiteto e ao urbanista pensar na cidade, como ela pode se preparar para a explosão demográfica e outras transformações no meio urbano.

Já a sustentabilidade é algo básico. Pensar no meio-ambiente se tornou a priori na profissão. É preciso incorporar isso desde cedo ao trabalho e estudar materiais que são menos agressivos, tecnologias e métodos de menor impacto ambiental, todo projeto arquitetônico precisa levar esses fatores em conta.

Para conseguir ter seu próprio estúdio ou escritório, é preciso se destacar com muito estudo e trabalho

O estudante que se destaca é aquele que é curioso, não se contenta com as coisas como elas são, é esse cara quem vai abrir o estúdio primeiro. E é preciso muita ralação, claro! Não desistir, estudar e trabalhar muito, são muitas horas de dedicação antes de conseguir seu próprio espaço. //

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Conheça o curso de Artes Plásticas da ECA-USP

Guilherme Dearo | 12/10/2011

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O curso de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), recém nomeando na instituição para Artes Visuais, existe desde 1971 e foi avaliado com 5 estrelas pelo ranking Melhores Universidades do Guia do Estudante.

O Por Dentro das Profissões entrevistou o professor Gilbertto Prado, coordenador do curso na ECA-USP, para falar sobre a faculdade e a carreira.

O curso tem duração de oito semestres e é integral

Durante quatro anos o estudante tem aulas de manhã e de tarde. O primeiro ano é básico, para a formação geral do estudante. Há disciplinas, dentre outras, de História da Arte, História da Arte no Brasil, Fundamentos da Linguagem Visual, Pintura e Escultura.

O aluno deve optar por uma dentre cinco habilitações

Logo no segundo semestre o estudante opta por um direcionamento: escultura, pintura, gravura, multimídia e intermídia ou pela licenciatura. A partir disso ele estudará disciplinas específicas de sua área, mas continuará a ter aulas do eixo geral do curso.

Apesar de escolher logo no segundo semestre sua área, ele pode mudar até duas vezes sua opção durante a graduação.

O curso alia a prática artística à teoria e pesquisa

Na ECA os estudantes são formados para atuar nas várias áreas das artes visuais, tanto bacharel quanto licenciado. Ao mesmo tempo em que há prática e experimentação, há teoria e pesquisa.
O curso tem forte engajamento com a pesquisa e, como se mantém próximo da pós-graduação, está sempre atualizado e atento às novas discussões.

Vários estudantes que passaram por lá hoje têm trabalhos relevantes em exposições, como Henrique Oliveira, Clara Ianni, Iara Freiberg, Fábio Tremonte, Paulo Nenflidio  entre outros.

Na ECA os estudantes tem proximidade com professores que atuam como artistas e com museus

Na ECA há a vantagem de muitos professores serem também artistas, ativos no mercado com produção própria e com experiência em exposições e curadorias.

Outra vantagem é que os alunos têm, dentro do campus, museus à disposição, como o Museu de Arte Contemporânea.

O estudante não precisa ser um expert em arte para passar na prova específica de Artes Plásticas da Fuvest

Como explica o professor Prado, “a prova específica da Fuvest aponta habilidades primeiras, potencialidades. Mas todas essas técnicas serão desenvolvidas ao longo do curso, ninguém quer que o aluno chegue pronto. A prova quer ver como o aluno pensa e enxerga o mundo, qual é a relação dele com a arte”.

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Dez fatos sobre o curso e a carreira de Jornalismo

Guilherme Dearo | 30/09/2011

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Para conhecer mais sobre a carreira e o curso de Jornalismo, o “Por Dentro das Profissões” conversou com o professor José Coelho Sobrinho, coordenador do curso na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP)

O professor listou dez fatos interessantes sobre a área. Confira!

1. O curso tem duração de quatro anos
Ao longo de oito semestres os estudantes passam por disciplinas teóricas de humanas como Filosofia, Língua Portuguesa, Teoria da Comunicação e Ciências da Linguagem. Também estudam disciplinas específicas de cada área do jornalismo, como radiojornalismo, documentário, jornalismo em TV, jornalismo diário e livro-reportagem.

2. Continuar estudando depois da graduação é importante
Fazer uma pós-graduação enriquece a formação do jornalista, que deve sempre buscar mais conhecimento e investir em sua formação intelectual. Mestrado e doutorado são boas opções para quem quer se aprofundar em um determinado tema.

3. O estudante de jornalismo precisa ter capacidade de liderança
Quem opta pela carreira de jornalista precisa ter uma liderança no sentido de sempre estar na sociedade com olhar crítico e de transformação e saber que as pessoas esperam dele informações e opiniões.

4. É preciso ler muito e estar preocupado com os fatos
Pré-disposição para ler e acompanhar as notícias é essencial. O jornalista precisa ter uma visão do todo e usar para analisar a sua realidade, além de se preocupar com que acontece em todo o mundo, não só com o seu entorno imediato.

5. O trabalho nunca é individual
É preciso saber lidar com as pessoas e respeitar opiniões e modos de agir diversos, pois o trabalho sempre é coletivo, não importa em qual mídia se trabalhe.

6. O jornalista é jornalista 24h por dia
O tempo de trabalho nunca é contado. O jornalista nunca deixa de ser jornalista, nem mesmo quando vai dormir. Ele não pode passar em frente a um fato e ignorar, fingir que não viu. O olhar crítico está sempre vigilante.

7. O profissional tem um compromisso com a sociedade
Quem opta pela carreira assinou um contrato com a sociedade e com o mundo em que vive. Aceita o fato de que a sociedade colocou em suas mãos o direito dela de obter informações de qualidade e com liberdade e também o de defender o seu direito de voz e liberdade.

8. O jornalista é uma figura pública
O profissional deve ter uma ética irrepreensível. Como seu nome – e muitas vezes sua imagem – está atrelado diretamente à notícia, sua figura se torna pública e ambiente pessoal e profissional se misturam. Uma conduta inadequada na esfera privada pode impactar negativamente sua credibilidade enquanto profissional.

9. A questão da obrigatoriedade do diploma ainda não está definida
Apesar de atualmente estar em vigor a lei que torna o diploma não-obrigatório, o fato ainda está em discussão e pode mudar. Ter um diploma é importante no sentido de agregar valor e credibilidade ao jornalista e à notícia que ele veicula, mas não garante a formação de qualidade. Muitas de suas habilidades e trunfos o profissional busca por conta própria, além do âmbito da graduação.

10. Jornalismo é jornalismo, não importa o tipo de mídia
Apesar da discussão atual de se o jornalismo impresso vai acabar ou não ser o centro das atenções, é importante perceber que jornalismo sempre será jornalismo. O que se discute é uma questão de mídia (impressa, online, televisiva, radiofônica), não de profissão. Seja em uma revista ou em um site, o compromisso ético e o rigor profissional deverão ser sempre os mesmos.

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Conheça o curso de Engenharia Civil na USP

Guilherme Dearo | 28/09/2011

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O curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) existe desde 1893, ano de criação da escola. Ele foi avaliado com cinco estrelas pelo ranking Melhores Faculdades do Guia do Estudante.

O curso tem 130 vagas e cinco anos de duração

As aulas são em período integral, ocupando toda a manhã e parte da tarde. Nos dois primeiros anos há um ciclo básico comum a todos os cursos da faculdade, com formação científica de cálculo, física e álgebra.

A partir do terceiro ano as disciplinas ficam mais específicas e os alunos de Engenharia Civil passam pelas quatro grandes áreas do curso: engenharia de estrutura e geotécnica, construção civil, transporte e hidráulica e sanitária.

Além das disciplinas, o estágio é obrigatório para se formar. No trabalho de conclusão de curso, feito em grupo, os estudantes desenvolvem por um ano um projeto multidisciplinar.

A Poli se destaca pela forte base científica dada ao estudante

Como explica o professor Mário Eduardo Senatore Soares, coordenador de graduação, “a Escola Politécnica trata com muito carinho a formação básica, com ênfase nas disciplinas teóricas de engenharia, como álgebra, cálculo e física. Outros cursos são mais práticos, pensam mais diretamente no mercado. A formação daqui dá uma base para o futuro, forma engenheiros que pensam diferente”.

Estudantes podem optar pelo programa de dupla-formação em Arquitetura

O curso na Poli ainda oferece um programa de dupla-formação com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP. Alunos interessados podem se candidatar e, se aprovados, estudam dois anos na FAU e depois voltam para a Poli concluir Engenharia Civil. Ao final, se formam com diploma dos dois cursos.

A escola também se destaca por ter muitos convênios com universidades estrangeiras, tanto para intercâmbio quanto para programas de dupla-diplomação, principalmente na França, Alemanha e Itália.

No curso há muitas atividades extracurriculares para complementar a formação

“Tem muita coisa interessante para fazer além do curso, a Poli te dá muitas oportunidades. Há a Atlética, o centro acadêmico, o grêmio estudantil, os projetos de extensão, a empresa júnior”, conta Francine Arida, 21 anos, aluna do 3º ano de Engenharia Civil.

Políticos famosos e até apresentador de TV já se formaram por lá

Muitos políticos conhecidos se formaram em Engenharia Civil na USP: Paulo Maluf, o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, o ex-governador Mário Covas, o ex-prefeito Prestes Maia e Henrique Meirelles, presidente do Banco Central no governo do presidente Lula. Outras personalidades também passaram por lá: o apresentador Marcelo Tas e o jornalista Claudio Carsughi.

O mercado para engenheiros civis está aquecido

E há procura por engenheiros da área civil? Para o professor Soares, com certeza sim. “Há muita demanda com o boom da construção civil e obras de infraestrutura por todo o país. Inclusive estão faltando engenheiros. Estudantes encontram estágios e trabalhos com facilidade”, analisa.

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Dez fatos sobre o curso e a carreira de Medicina

Guilherme Dearo | 23/09/2011

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Para conhecer mais sobre a carreira e o curso de Medicina, o “Por Dentro das Profissões” conversou com a professora Lúcia Garcia. Ela é médica clínica geral e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A professora listou dez fatos interessantes sobre a área. Confira!

1. O curso tem seis anos de duração e é puxado
As aulas são em período integral e algumas disciplinas e atividades são dadas aos sábados. Quase toda a grade é composta por matérias obrigatórias.

2. O estudante passa por três etapas na faculdade
Nos dois primeiros anos há matérias básicas que formam o raciocínio clínico do aluno: aulas de anatomia, fisiologia, farmacologia, patologia, entre outras. No 3º e 4º ano os alunos entram em contato com pacientes e trabalham com exames e diagnósticos, aplicando o que aprenderam nos dois primeiros anos. Os dois últimos anos são para a prática clínica, onde os estudantes passam por treinamento em hospitais.

3. Depois da faculdade, é preciso passar por residência e especialização
Quem quer ser médico precisa passar por, no mínimo, mais quatro anos de formação após a faculdade. São dois anos de residência em hospitais, para adquirir a experiência necessária na área, e outros dois anos estudando a especialização escolhida (cardiologia, por exemplo). Há provas para selecionar quem fará a residência e também para a especialização.

4. Faltam vagas de residência no país
16 mil estudantes se formam todos os anos, mas há entre 10 e 11 mil vagas de residência. Esse é atualmente um problema grave no Brasil: muitas escolas de Medicina são criadas, mas não há estrutura própria para treinar e formar esses estudantes, como hospitais próximos que ofereçam internato e residência com qualidade e em número suficiente.

5. Quem se forma também pode optar pelo mestrado e doutorado
A especialização é latu senso, ou seja, prática. A pós-graduação strictu senso é mestrado e doutorado, que servem para quem deseja seguir a área acadêmica e se tornar um pesquisador ou docente. Contudo, o mercado está exigindo também pós-graduações strictu senso de candidatos que tentam vagas em grandes hospitais, é visto como um diferencial importante.

6. A carga de trabalho é grande
Em hospitais há plantões, que podem durar de 12h a 24h, dependendo do desejo do médico e da área onde se trabalha. Em ambulatórios o período de trabalho pode ser de 4h. Há também plantões de fim de semana.

7. As vagas estão mal distribuídas pelo país
Enquanto em São Paulo e em grandes centros há muitos médicos, tornando o mercado muito concorrido, no interior do país e em cidades pequenas faltam médicos para atender a população. Também faltam médicos de clínica geral, pois a maioria opta pela especialização.

8. É preciso ter disciplina de estudo, foco e determinação
Quem opta por Medicina precisa estar disposto a estudar, no mínimo, por uma década. O estudo também é contínuo e por toda a vida: o médico nunca pode parar de se atualizar.

9. Quem não gosta de ver sangue ou cadáveres pode ter problemas na faculdade
Durante a graduação os estudantes veem sangue e cadáveres, não há como fugir disso. Será preciso ver um corpo na aula de anatomia ou tirar sangue de um paciente durante um internato. Quem não gosta disso pode optar por seguir uma área que evite estas coisas, mas durante a faculdade é preciso aprender e passar por tudo.

10. Nunca se pode perder o lado humano da Medicina
O médico não pode se esquecer da missão de melhorar a qualidade de vida das pessoas, que por trás de todo o estudo científico há seres humanos. E o profissional precisa estar preparado para lidar com tudo: com a dor, a fragilidade, a morte.

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