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Grandes epidemias do século 20

Conheça os surtos que traumatizaram a humanidade antes da gripe suína


Galpão com vítimas da gripe espanhola, que matou mais de 20 milhões de pessoas

GRIPE ESPANHOLA
Grande parte do temor de uma epidemia de gripe suína é consequência da trágica experiência com outra gripe, a espanhola, que surgiu em 1918. A doença matou mais de 20 milhões de pessoas até 1922, e o vírus transmissor era o então desconhecido H1N1 - e foi uma variação do H1N1 que provocou a gripe suína.

Até hoje não se sabe ao certo onde surgiu a gripe. Os países envolvidos na Primeira Guerra Mundial não queriam noticiar o fato de que sua população estava enfraquecendo e morrendo. Somente a Espanha, que estava fora do conflito, divulgou a epidemia – e o país acabou batizando a doença.

Uma das teorias mais fortes sobre a origem da gripe espanhola diz que ela teria surgindo no Kansas, Estados Unidos. Mas a origem da moléstia não era o maior dos males.

A falta de informação sobre a causa da doença criou condições perfeitas para que a doença se espalhasse para todos os lugares do mundo. Há estimativas que dizem que houve 100 milhões de mortes.

O Brasil também foi atingido pela doença, especialmente nas cidades portuárias, por onde a doença chegava, no corpo de passageiros e tripulantes procedentes das regiões afetadas. Na então capital federal, o Rio de Janeiro, houve mais de 10 mil mortes. No país inteiro, foram mais de 30 mil.

GRIPE AVIÁRIA
Em 1997, uma criança de 3 anos em Hong Kong tornou-se o primeiro ser humano a morrer de um vírus da gripe aviária, o H5N1. Em 2003, a doença fez quatro vítimas fatais – três no Vietnã e uma na China – e desencadeou o alerta de epidemia.

Nos quatro anos seguintes, a doença espalhou-se pelo Sudeste Asiático, especialmente na Indonésia e na Tailândia, que, ao lado de China, Vietnã e Egito foram os países com o maior número de mortos. Em 2009, o total de vítimas fatais já ultrapassou 250 pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Desta vez, no entanto, os agentes sanitários estavam mais preparados. Diagnóstico precoce, medidas de quarentenas, controle de importação de aves e passageiros de regiões de risco controlaram a epidemia, que não se alastrou para Europa e Américas.

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