Mais do que nunca, a internet foi um instrumento decisivo na campanha eleitoral de 2008 para a presidência dos Estados Unidos. Em diversos momentos ela determinou os rumos da campanha e foi usada pelos candidatos para se comunicarem com os eleitores.
Ainda durante a disputa dos democratas pela indicação do candidato do partido, um vídeo do pastor de Barack Obama dizendo que o 11 de setembro era um castigo de Deus para os americanos tornou-se hit do Youtube e quase pôs sua candidatura a perder. Obama precisou romper publicamente com o pastor para derrotar sua então adversária, senadora Hillary Clinton.
Apesar do percalço, a internet ajudou Obama mais do que o atrapalhou. O candidato, que tinha nos jovens uma parcela importante do seu eleitorado, usou seu blog e seu perfil no Twitter - uma grande novidade até o momento - para aproximar-se dos eleitores. Até hoje, o perfil de Obama no Twitter é que tem mais seguidores no mundo.
Os candidatos também usatam a internet maciçamente para colher dinheiro para a campanha. As pequenas doações, obtidas principalmente nas campanhas via web, somaram 47% do dinheiro usado por Obama em sua campanha.
A internet também diminuiu o poder da TV na campanha. Até o surgimento do Youtube, em 2005, os candidatos podiam controlar rigorosamente sua imagem, veiculada quase que exclusivamente em vídeos de campanha. Agora, eles existem vídeos feitos por todo tipo de câmera sendo veiculados livremente na internet.
Muitas das novidades trazidas pelas novas tecnologias de internet já haviam sido usadas em outras campanhas eleitorais, mas a visibilidade que elas obtiveram nessa campanha presidencial tendem a servir de exemplo para outras no futuro. O que deve mudar para sempre a forma de fazer campanha política no mundo inteiro.
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