Literatura

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Machado de Assis, mestre também nos contos

Os romances constituem a parcela talvez mais conhecida e admirada da obra de Machado de Assis. Mas, como se não bastasse, o autor foi um mestre também nos contos. São de Machado algumas da mais importantes narrativas curtas da literatura brasileira. Seus textos apresentam grande originalidade, sem deixar, ao mesmo tempo, de revelar influências recebidas de autores que fixaram as principais características desse gênero, como os franceses Denis Diderot e Prosper Mérimée e o norte-americano Edgar Allan Poe.


É preciso lembrar que a carreira literária de Machado foi marcada pela publicação de textos em jornais e revistas. Vários de seus romances saíram em folhetins, ao longo de sucessivas edições de jornais, que eram acompanhadas pelos leitores de forma similar ao que ocorre hoje com os capítulos das telenovelas.


Os contos, pelo fato de terem uma breve história completa, se prestavam muito bem a esse tipo de publicação. Antes mesmo de seu primeiro romance, Ressurreição (1872), Machado já havia editado a coletânea Contos Fluminenses, que saiu em 1870. No total, o autor organizou sete volumes desse tipo, nos quais foram publicados 76 contos, dentre os mais de 200 escritos por ele.


Numa nota de abertura de Várias Histórias (1896), Machado dá um exemplo de sua célebre ironia, ao escrever que “há sempre uma qualidade nos contos, que os torna superiores aos grandes romances,
se uns e outros são medíocres: é serem curtos”. A mediocridade, porém, passa longe de seus escritos. Uma seleção de alguns dos principais contos de Machado de Assis inclui os seguintes títulos: O Alienista, Um Apólogo, Aurora Sem Dia, Uns Braços, A Cartomante, A Causa Secreta, Conto de Escola, O Empréstimo, O Espelho, Um Homem Célebre, Missa do Galo, Noite de Almirante, Pai contra Mãe e Teoria do Medalhão.



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