Literatura

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Mário de Andrade, a face do modernismo

Nascido em São Paulo, em 9 de outubro de 1893, Mário Raul de Morais Andrade foi um dos maiores estudiosos de folclore, música e literatura do Brasil. Iniciou sua carreira artística se dedicando à música. Seu contato com a literatura também começou cedo, por meio de críticas de arte que escrevia para jornais e revistas. Em 1917 publicou seu primeiro livro de poesias, ainda pré-modernista, sob o pseudônimo de Mário Sobral: XXX Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. Em 1922, foi um dos principais organizadores da Semana de Arte Moderna. Seu livro de poesias Paulicéia Desvairada, publicado nesse mesmo ano, é considerado um marco do modernismo. Em 1925, com o livro de ensaios A Escrava Que Não É Isaura, firmou-se como um dos grandes teóricos do movimento. Três anos depois, em XXX Macunaíma, traçou um perfil do brasileiro, criando a saga do “herói sem caráter”. Foi professor universitário e exerceu cargos públicos ligados à cultura. Morreu em 25 de fevereiro de 1945, em São Paulo, cidade que tanto amou e cantou, vítima de um ataque cardíaco fulminante.



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