Literatura

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Macunaíma - Trechos comentados da obra de Mário de Andrade

TRECHO 1
“Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava: – Ai! Que preguiça!... e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros (...)”

COMENTÁRIO
Aqui, podemos notar a oralidade da escrita. A palavra “se” é grafada com o som da fala “si” do português brasileiro. E também fica claro na exclamação do herói um dos traços que melhor o caracterizam: sua indolência.

TRECHO 2
“Então pegou na gamela cheia de caldo envenenado de aipim e jogou a lavagem no piá. Macunaíma fastou sarapantado mas só conseguiu livrar a cabeça, todo o resto do corpo se molhou. (...) Porém a cabeça não molhada ficou pra sempre rombuda e com carinha enjoativa de piá.”

COMENTÁRIO
Esse trecho ilustra bem a utilização da alegoria mítica entre o herói e o país. Macunaíma cresce de corpo, enquanto a cabeça fica pequena, como de uma criança. Assim como o Brasil: um gigantesco território, mas que mantém, graças à curta história e a características peculiares, uma mentalidade imatura, infantil.



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