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Como cai na prova: Geometria

O GUIA mostra qual a melhor forma de estudar o conteúdo que é bastante cobrado no Enem e outros processos seletivos

(MartinaVaculikova/iStock)

Com a proximidade do Enem e dos vestibulares, o GUIA começa uma série que mostra qual a melhor forma de estudar conteúdos de várias disciplinas que são frequentemente cobrados nos processos seletivos.

O primeiro deles é a geometria. Se, ao ver uma questão sobre o tema, você fica como a Nazaré confusa, fazendo contas e mais contas pensando nas fórmulas, as dicas e os apontamentos que trazemos aqui podem ser úteis para resolver os problemas com mais facilidade.

(Senhora do Destino/TV Globo/Giphy)

Conversamos com o professor de Matemática do cursinho Poliedro, Rodolfo Pereira Borges. Ele explica que a geometria, que se divide em plana, espacial e analítica, é um dos assuntos mais cobrados nas provas e chega a corresponder a 40% das questões de um vestibular. Mas nem sempre o tema é explorado da mesma forma nos processos seletivos. “Cada um deles pede de um jeito diferente, principalmente o Enem, que tem um modo muito específico de tratar a questão”, ressalta.

Geometria no Enem

No maior exame do país, a geometria aparece quase sempre em questões contextualizadas, que não tratam somente da resolução de contas. “O aluno frequentemente vai encontrar problemas com contextos como uma fábrica de sorvetes que produz casquinhas ou uma embalagem aberta que, na verdade, é um sólido, ou a distância entre duas ruas de uma mesma cidade”, diz.

Enem 2016 – 2ª aplicação (Veja o gabarito da questão ao fim da matéria) (Enem/Inep)

Conforme o enunciado do exercício, Rodolfo destaca que o aluno pode conseguir trabalhar os elementos pedidos apenas com o contexto. Por isso, o professor lembra que é importante que o estudante entenda como o assunto é abordado pelo Enem realizando e refazendo questões de provas dos anos anteriores. “O Enem tem um jeito muito próprio de tratar o tema, é até difícil encontrar exercícios semelhantes em livros didáticos”.

A geometria espacial é frequente em questões envolvendo sólidos e como eles se relacionam, mas Rodolfo lembra que, para ter um bom desempenho nas questões, é essencial o domínio das relações básicas da geometria plana. Entender conceitos como teorema de Pitágoras (a² = b² + c²), semelhanças entre triângulos, fórmulas de área e razões trigonométricas será, segundo o professor, sempre necessário, inclusive nas questões de geometria espacial e, muitas vezes, até nas de analítica.

Enem 2016 – 2ª aplicação (Veja o gabarito da questão ao fim da matéria) (Enem/Inep)

Coadjuvante no Enem, a geometria analítica pode surgir em questões que envolvem coordenadas de mapas, ou a distância entre dois locais. “Ela é sempre de posição e aparece como distância entre pontos. Pode ser indicando projeção de reta, ou falando sobre sombras”, exemplifica.

Enem 2015 (Veja o gabarito da questão ao fim da matéria) (Enem/Inep)

Geometria nos vestibulares

Ao contrário do Enem, nas demais provas, é comum que as questões de geometria sejam mais conteudistas e independentes do contexto. “Se o aluno pegar uma prova da Fuvest, verá que há muita geometria, mas exige um domínio mais pesado do conteúdo”, diz Rodolfo. No entanto, o professor destaca que um exame embasado no conteúdo não quer dizer necessariamente que o estudante terá que apenas decorar fórmulas.

Nos vestibulares, o tema pode aparecer em questões que peçam para que o candidato ache equações, como a da reta ou a da circunferência, além de perguntas que tratem de razões trigonométricas, fórmulas de área, semelhança entre triângulos e teorema dos senos e dos cossenos.

Estude

Para mandar bem nas provas, o professor reforça que é importante que o estudante frequente sempre as aulas. Ele lembra que a geometria é a área mais cumulativa dentro da Matemática, por isso, não é bom perder um conteúdo e deixar para estudar depois. “Nos outros temas, talvez o aluno consiga resolver as questões se perdeu alguma coisa ou outra da matéria, mas a geometria só é fácil depois que você viu alguém fazendo e explicando um problema antes”, diz.

Além de resolver questões de vestibulares e exames passados, o estudante deve revisar (sim, ler e entender) o conteúdo das primeiras aulas, já que até os conteúdos básicos são cobrados em exercícios mais complexos. “No final do estudo, o candidato tem sempre que retomar as aulas anteriores. Uma parte sem estudar no começo pode atrapalhar muito fortemente lá na frente, por isso a tarefa é fazer uma revisão.”

Gabarito das questões-exemplo:
149 – E
167 – C
172 – E

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