logo-ge

Resumo: As revoluções que marcaram a Idade Moderna

Em apenas três séculos, reinventamos nossa vida nos mais variados campos

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

A partir do século 16, a aventura humana ganhou um ritmo alucinante. Rapidamente, grandes inovações se acumularam: a imprensa, as caravelas, as peças de Shakespeare, o microscópio, a guilhotina. Em 1543, Nicolau Copérnico comprovou que a Terra se movia em torno do Sol. Enquanto Freud não vinha, no século 16 um certo Goclênio de Marburgo inventou a palavra “psicologia”. Em 1776, o livro A Riqueza das Nações, de Adam Smith, inaugurou a economia atual. Na América, nasciam os Estados Unidos.

A Idade Moderna desembocou nos acontecimentos de 14 de julho de 1789, o dia em que o mundo contemporâneo nasceu. A população de Paris se insurgiu contra o rei Luís XVI e tomou a Bastilha, prisão-símbolo do regime monarquista. Em agosto do mesmo ano, surgia a Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão. O slogan “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” foi criado em 1791. À custa de muito sangue, a revolução tentou torná-lo realidade. Não conseguiu, e nisso nos empenhamos até hoje.

Idade Moderna

O período foi marcado por mudanças em todos os campos

1455 – Santa gráfica

Depois de dois anos de trabalho, o alemão Johannes Gutenberg imprime o primeiro livro, uma edição da Bíblia. Já existiam tipos móveis, mas eles eram de madeira. Gutenberg desenvolveu um molde de liga de metal para cada letra, que resistia melhor ao tempo e podia ser reutilizado.

1473 – O homem da Renascença

Leonardo da Vinci (1452-1519) completa seu primeiro desenho. Logo o artista se tornaria o símbolo máximo do Renascimento, um homem capaz de estudar pintura, música, medicina, botânica, geologia, matemática… Um de seus trabalhos mais famosos é o Homem Vitruviano, de 1487.

1492 – Navegar é preciso

O navegador genovês Cristóvão Colombo (1451-1506) alcança a América, mas não se dá conta da descoberta. Apenas nove anos depois, em 1501, o explorador italiano Américo Vespúcio (1454-1512) identificaria as terras como sendo de um continente até então desconhecido.

1517 – Novas igrejas

Martinho Lutero (1483-1546) prega na porta da igreja do castelo de Wittenberg um panfleto de 95 teses contra doutrinas da Igreja. É o pontapé inicial da Reforma Protestante. Lutero rompe com o catolicismo e traduz a Bíblia para o alemão.

1540 – Estudando Corpos

Depois que a Igreja e a polícia passam a emitir licenças para dissecar cadáveres, a anatomia avança, começando pelos estudos do médico belga Andreas Vesalius (1514-1564). Em 1632, o pintor Rembrandt (1606-1669) retrata um desses estudos com o quadro A Lição de Anatomia do Dr. Tulp.

1608 – Do micro ao macro

Galileu Galilei (1564-1642) e Isaac Newton (1643-1727) são os pais da física moderna, mas a ciência também deve muito ao obscuro fabricantes de lentes holandês Hans Lippershey (1570-1619). É dele a invenção do microscópio, em 1595, e do telescópio, em 1608.

1637 – Penso, logo existo

A data oficial do início da filosofia moderna é o lançamento de um livro do filósofo francês René Descartes (1596-1650), o Discurso do Método. É ali que está a máxima “penso, logo existo”. Na filosofia, o ser humano passa a ocupar o centro das especulações, e não mais Deus.

1698 – Alta rotação

Surge o motor a vapor. Os primeiros modelos desperdiçam muita energia. Isso muda en 1769, quando o escocês James Watt (1736-1819) lança uma versão 75% mais econômica que as anteriores. Assim, a Revolução Industrial ganha o planeta.

1700 – Crueldade

Entre os séculos 16 e 19, cerca de 12 milhões de escravos são levados da África às Américas. O campeão absoluto é o Brasil. “Antes mesmo do Descobrimento, os portugueses já traficavam escravos”, escreveu o antropólogo Waldeloir Rego.

1707 – Grande Império

Depois de vencer guerras contra a Holanda e a França, a Inglaterra passa a ser a maior potência colonial do mundo. No século 19, seu domínio chega ao auge – é quando ganha vida o slogan “o sol nunca se põe no Império Britânico”.

1789 – Rumo ao presente

Explode a Revolução Francesa, iniciada como uma manifestação de revolta popular. Nessa época, um em cada dez parisienses tinha de pedir esmolas para sobreviver. Com a rebelião, começava então a chamada Idade Contemporânea, o tempo presente.

Veja também

Matéria originalmente publicada no site de Aventuras na História em junho de 2009.