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Médico do Cruzeiro fala sobre a carreira de medicina
Texto: Luiza Lages // Foto: Herbert Mitraud
Quem é fã de futebol, já viu nos jornais, rádios e TV o médico Sérgio Freire Júnior, chefe do Departamento Médico do Cruzeiro Esporte Clube, comentando sobre o estado de saúde dos jogadores do time. Nesta sexta-feira (07), o médico falou sobre a carreira de medicina para os estudantes na Arena da Feira do GUIA DO ESTUDANTE Belo Horizonte.
"Não vou dizer que é fácil. Tem que trabalhar bastante: é residência, plantão, fim de semana perdido. Mas é bom ver um paciente que você cuidou na rua, que te reconhece e agradece. É muito gratificante", contou Sérgio Freire. Ele falou não só sobre as dificuldades do trabalho, mas também sobre os problemas que a medicina enfrenta no Brasil. Para ele, entre greves para conquistar melhores condições de atendimento e a luta diária para tratar os doentes no país, o médico brasileiro precisa ter jogo de cintura: "a gente tem que batalhar pelas coisas, e quem faz medicina tem isso inerente: essa vontade de cuidar bem do paciente."
Sérgio Freire contou sobre as diferenças na rotina de quem trabalha com medicina esportiva. Para os times de futebol, cada partida sem um dos jogadores pode ser prejudicial. Assim, o tratamento das fraturas e problemas de saúde que eles apresentam é diferenciado e intenso. "O treinador precisa do jogador para ontem, não interessa muito a gravidade. É uma pressão maior", explicou.
Receita para o sucesso
"A minha história aconteceu de forma muito rápida. Eu aproveitei as oportunidades que surgiram e as portas foram se abrindo", contou o especialista em medicina esportiva. Sérgio Freire Júnior começou a se dedicar ao esporte ainda na Faculdade de Medicina da UFMG, quando iniciou dois estágios simultâneos: um no Cruzeiro e um na própria Universidade. Foi então que percebeu que era possível fazer as duas coisas que gostava, aliando preparação física à medicina. Com cinco anos de formado, ele já era médico da categoria profissional do clube de futebol mineiro.
O médico aconselhou os estudantes presentes na arena da Feira do GE a procurarem uma área de atuação com abertura e, nela, encontrarem seu espaço. "Para ter sucesso, o que vale é a vontade: é gostar do que se faz e fazer bem", disse. Para Sérgio, mais que a estrutura de uma universidade, o fundamental é que o estudante invista em sua formação: "o individual fala mais forte nessa hora. Não queira nunca achar que você sabe tudo, mas corra atrás do que você precisa ou quer saber".


