Dossiê Crise Econômica

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O colapso das bolsas

Em outubro de 2008, a economia dos maiores países do mundo entrou em um período de recessão que afetou toda a economia global. O estopim da quebra aconteceu em 15 de setembro, quando o banco Lehman Brothers (cuja sede está na foto acima) quebrou, mas a história já vinha sendo traçada.

O processo se iniciou com a grande inadimplência do mercado imobiliário americano, afetando a saúde de bancos e a disponibilidade de crédito no país. O governo dos Estados Unidos acudiu financeiramente diversas instituições bancárias e seguradoras, revendo um paradigma defendido há décadas de não intervir na economia.

As primeiras medidas tomadas pela administração do presidente republicano George W. Bush não foram suficientes para impedir o efeito em cascata e a desestabilização da economia global. A previsão de tempos difíceis desencadeou uma onda de desemprego e queda na produção industrial em vários países, agravando e expandindo os efeitos da crise, apontada, à época, como a maior em 70 anos.

A recessão acabou se tornando um dos principais temas de campanha da disputa presidencial dos Estados Unidos. Analistas consideram que o alto grau de insatisfação dos americanos com a administração do republicano George W. Bush, que já era considerável, foi agravado pela crise. Isso favoreceu a eleição de Barack Obama, o democrata que levantava a bandeira da mudança. Eleito, o novo presidente inspirou-se, entre outros, nos métodos e discursos do ex-presidente Franklin Delano Roosevelt, que procurou unir o povo para combater a crise desencadeada pelo Crash na Bolsa de Nova York, em 1929.



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