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Pesquisa revela motivações e barreiras para entrar na faculdade

Questão financeira é o principal critério de escolha da instituição

O que motiva os alunos do Ensino Médio a cursarem o Ensino Superior?  Quais as principais barreiras que eles encontraram para ingressar na graduação? Para responder questões como essas, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) e a consultoria Educa Insigths realizaram a pesquisa “Processo Decisório no acesso à Educação Superior”, em que foram entrevistadas 1.200 pessoas, entre pais, alunos e egressos do Ensino Médio, nas cidades de São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Porto Alegre (RS), entre 3 de fevereiro e 2 de março de 2017.  Os resultados foram divulgados nesta terça, 25 de abril.

 

Pais

As entrevistas realizadas com os pais dos alunos mostraram que eles consideram o Ensino Superior o caminho natural logo após o Ensino Médio (78%). Eles acham importante para o processo de decisão o preço, seguido da qualidade. 98% dos pais acham importante que o filho entre na faculdade, e dentre os que não vislumbram a entrada imediata do filho no Ensino Superior, 71% antecipariam a decisão se obtivessem bolsa ou financiamento estudantil, ao passo que 62% postergariam caso o filho não passasse em uma instituição pública.

 

Alunos de Ensino Médio

Os estudantes foram questionados em relação aos planos após o Ensino Médio, critérios utilizados para escolha da faculdade e do curso superior. Confira as respostas:

O que planeja fazer após o Ensino Médio:

– Entrar na faculdade e começar a trabalhar (40%)

– Entrar na faculdade e se dedicar somente aos estudos (39%)

– Fazer um curso técnico (12%)

– Esperar um tempo até decidir o que fazer (6%)

– Apenas trabalhar (4%)

 

Critérios que consideram para a escolha de uma faculdade:

– questão financeira (18%)

– aspecto/qualidade acadêmica (17%)

– nota do MEC/Enade (15%)

– preço da mensalidade (14%)

– infraestrutura (11%)

– tradição da instituição (9%)

– recomendação (8%)

– localização (8%)

 

Fatores de decisão do curso superior:

– é um sonho/sempre teve vontade de fazer (60%)

– identifica-se com a profissão (52%)

– situação do mercado de trabalho (9%)

– decidiu-se em feira de profissões (3%)

– influência de professor (2%)

– influência dos pais (formados na área) (1%)

– influência de amigos (1%)

 

Cursos mais desejados:

– Direito

– Engenharia e Medicina

– Administração

– Psicologia

 

Alunos que já terminaram o Ensino Médio

Também foram ouvidos os estudantes que concluíram o Ensino Médio, mas que ainda não ingressaram no Ensino Superior – 52% deles ainda consideram  fazer uma faculdade. Veja o que responderam:

Motivos pelos quais adiou a entrada no Ensino Superior

– Não tinha condições de pagar (70%)

– Não passou em uma universidade pública (23%)

– Começou a trabalhar (21%)

– Não teve interesse (8%)

– Ingressou em curso técnico (4%)

 

Critérios que consideram para a escolha de uma faculdade:

– questão financeira/mensalidade (29%)

– empregabilidade (16%)

– qualidade acadêmica (14%)

– nota do MEC/Enade (12%)

– infraestrutura (9%)

– tradição da instituição (8%)

– recomendação (7%)

– localização (6%)

Veja que a questão financeira ganha mais peso se comparada às respostas dos alunos que ainda estão no Ensino Médio (18%). Empregabilidade também se torna uma preocupação.

 

Fatores de decisão do curso superior:

– identifica-se com a profissão (58%)

– é um sonho/sempre teve vontade de fazer (48%)

– situação do mercado de trabalho (19%)

– influência de amigos (6%)

– influência dos pais (formados na área) (4%)

– decidiu-se em feira de profissões (3%)

– influência de professor (2%)

Se a respostas “é um sonho/sempre teve vontade de fazer” alcançou 60% entre os alunos que ainda estão no Ensino Médio, aqui ela cai para 48%. Por outro lado, a situação do mercado de trabalho ganha importância neste grupo e não aparece no outro.

 

Cursos mais desejados:

– Administração

– Enfermagem

– Direito

– Educação Física

– Gestão em Recursos Humanos (graduação tecnológica)

Note que cursos que demandam um investimento maior, como Engenharia e Medicina, que aparecem nas respostas dos alunos que ainda estão no Ensino Médio, não constam mais aqui. No entanto, surge uma graduação tecnológica, que é um curso de duração menor e com maior foco no mercado de trabalho.