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Relações Internacionais e Comércio Exterior: qual a diferença?

Orientador profissional esclarece

Oi, eu gostaria muito de saber a diferença entre Relações Internacionais e Comércio Exterior, e saber em que área pode trabalhar e faixas de salário. Obrigada
Enviado por Nathália

A formação em Comércio Exterior oferece as duas modalidades de curso superior: tecnológica e bacharelado. Entre as diferenças, pode-se apontar a maior duração do bacharelado (em média 4 anos em relação a dois anos no curso tecnológico), bem como maior presença de mais matérias de teor teórico (consulte as grades curriculares para perceber melhor as diferenças).

A formação dirige-se especificamente para o gerenciamento e a aplicação de técnicas para a viabilização de transações comerciais de produtos e serviços entre empresas ou órgãos governamentais do Brasil com os de outros países. Isso implica avaliar custos, analisar contratos considerando as legislações diferentes dos países, estudar os mercados e promover o marketing dos produtos, contratar fretes e analisar como se dará o transporte das mercadorias.

Com a intensificação das relações comerciais entre os países, bem como pelo forte desenvolvimento de algumas áreas da economia nacional, como o setor da agropecuária, tem crescido a procura por este profissional. A demanda por este profissional varia de acordo com o fortalecimento da economia, o que gera maior troca (exportação e importação) entre países e empresas.

– Saiba tudo sobre o curso de Comércio Exterior

– Veja como é o curso de Relações Internacionais

A formação do profissional de Relações Internacionais – chamado de internacionalista – contempla elementos de direito internacional, teorias econômicas, sociologia (antropologia e política inclusive), e outros conteúdos ligados às humanidades.

Ele é formado para ser um negociador em qualquer campo da atividade humana, como o político, cultural, para assuntos militares, educacionais, e não apenas o econômico. Visa otimizar as relações entre empresas, órgãos governamentais, entidades internacionais em várias áreas: política, militar, cultural, comercial, legais, de direitos civis.

Quando trata de assuntos econômicos, faz isso de forma a contemplar determinações jurídicas, estratégias de negociação, considerações sobre as culturas dos países envolvidos, sem ocupar-se com questões operacionais e administrativas (como o desembaraço aduaneiro).

Desde que há cerca de duas décadas houve a intensificação do comércio internacional (a que muitos estudiosos chamam de “globalização” ou “mundialização do capital”) carreiras ligadas ao trato de questões econômicas, jurídicas, militares e de direitos civis que pudessem promover negociações entre países e culturas, diversas profissões ganharam destaque, entre elas a de Relações Internacionais. O Brasil demorou certo tempo para ingressar nessa dimensão, mas hoje é um dos “países da vez”. No entanto, não há uma massa de dados que possam identificar com precisão as perspectivas de remuneração nestes setores. Procure se informar sobre isso junto a professores dos dois cursos.

Pesquise as grades curriculares dos cursos em diferentes Universidades, pois há ênfases maiores nos aspectos econômicos em algumas delas e nos políticos em outras. Considere que o domínio de uma ou mais línguas que a nativa é um requisito fundamental nesta profissão, mas tal domínio pode ser desenvolvido paralelamente à formação, não sendo pré-requisito para ela. No curso de RI o aluno precisa provar proficiência em outra língua para se formar.