VENCEDORAS
Escola Privada
Metodista
Um corpo docente formado por 120 professores, que combina experiência de mercado e acadêmica, é uma das principais marcas dos cursos da área de Comunicação da Metodista. "Cada um sabe da importância de seu conhecimento teórico e prático no processo de formação do estudante. E sabe, também, que um perfil é complementar ao outro", diz Paulo Rogério Tarsitano, diretor do Departamento de Comunicação. O resultado disso é trazer a experiência do dia a dia de agências de publicidade, assessorias de imprensa e veículos de imprensa para a universidade, porém sem perder de vista o aspecto teórico dos cursos. Além disso, houve uma mudança nas empresas juniores, antes separadas por habilitação e hoje unidas em uma única. Essa agência integrada de comunicação permite que estudantes de Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Rádio e TV trabalhem juntos. "Eles passam a entender melhor, na prática, cada uma dessas habilitações e a respeitar mais o outro profissional, que afinal, também é do campo da comunicação", explica o professor.
Escola Pública
USP
Integração com inovações científicas e novos conhecimentos surgidos dentro do país e fora é o objetivo-chave da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. Essa interface acontece por meio do próprio projeto pedagógico, que está aberto para novidades, e de intercâmbios e trocas de informações feitas com universidades estrangeiras. Isso se dá tanto com os docentes como com os discentes. "Os alunos podem fazer um semestre ou dois numa instituição estrangeira. Essa experiência faz com que ele diversifique seu conhecimento e amadureça intelectualmente", afirma o professor Mauro Wilton de Sousa, diretor da ECA. Já entre os professores, os que lecionam aqui vão dar aulas lá fora e os estrangeiros são convidados a lecionar na escola. A formação crítica também é muito valorizada. "O aluno de Jornalismo, por exemplo, não tem que ser apenas um reprodutor de conhecimentos, mas ter a capacidade de analisar os conceitos existentes e formar uma opinião crítica", diz o professor.
FINALISTAS
Escolas Privadas
Unisinos
Os professores do Departamento de Comunicação são pós-graduados, mas continuam a atuar no mercado. Com base na experiência profissional do corpo docente, o currículo dos cursos são atualizados a cada dois anos. Atualmente, a exemplo do que acontece nos veículos de mídia, os alunos das diferentes habilitações são incentivados a desenvolver projetos juntos. A junção começa pelas disciplinas obrigatórias comuns, como teoria da comunicação e fotografia. A interdisciplinaridade se dá na prática na Agência Experimental de Comunicação, uma agência júnior que presta serviço de jornalismo, assessoria de imprensa, organização de eventos e trabalhos em publicidade e propaganda. Eles aprendem que pessoas das várias habilitações podem desenvolver um bom trabalho juntas, cada um em sua especialidade, afirma Edelberto Behs, coordenador executivo dos cursos de Comunicação Social.
Universidade Anhembi Morumbi
A Escola de Comunicação mescla professores com titulação acadêmica, dedicados ao ensino e à pesquisa, a outros que têm forte atuação no mercado profissional. Nos cursos de Jornalismo e Rádio e TV, por exemplo, cerca de 60% do corpo docente é formado por mestres e doutores. Os que estão no mercado profissional garantem a atualização constante do currículo. Prova disso é que já estão incluídas disciplinas que discutem a comunicação em mídias como Twitter, Facebook e Orkut. Como a universidade faz parte de uma rede internacional de instituições de ensino, os alunos podem obter dupla titulação. Os estudantes de Publicidade e Propaganda têm a possibilidade de passar um ou mais semestres na Universidade de Madri e ter, no final do curso, o diploma válido no Brasil e na Espanha (e, neste caso, em toda a União Européia). O melhor para o aluno é que não há alteração na mensalidade. Ele pode estudar em outro país e continuar pagando o mesmo valor como se estivesse aqui, explica João Garção, coordenador da escola.
Escolas Públicas
UFBA
Na Faculdade de Comunicação (Facom), os alunos têm várias oportunidades para se manter atualizados e em contato com a profissão. Isso se dá, entre outras maneiras, por meio das atividades de extensão. Um exemplo é o recém-inaugurado Centro de Documentação, Democracia e Cidadania (CDDC). Trata-se de um órgão mantido pelos professores e alunos que visa monitorar casos de violação dos direitos humanos na TV. Discutir a qualidade do que está sendo oferecido pelos órgãos de comunicação é fundamental para o aluno se situar no mundo e entender a importância da sua profissão, afirma o professor Giovandro Marcus Ferreira, diretor da Facom. A faculdade ainda tem uma agência experimental que presta serviços de assessoria de imprensa para movimentos sociais, como o Movimento Sem Teto de Salvador e uma produtora júnior para organização de eventos, desde o planejamento até a divulgação. Outra atividade de extensão oferecida aos alunos é a realização de disciplinas em parcerias com ONGs que desenvolvem trabalhos ligados à comunicação na periferia de Salvador e no sertão baiano. Nesse caso, a aula é dividida em duas partes. A primeira acontece em sala de aula e a segunda, em locais onde as atividades sociais são desenvolvidas. Dessa forma, o aluno conhece uma cidade que não está nos cartões postais. Ele sai de lá com uma visão mais ampla e ganha um conhecimento local importante para sua formação como jornalista. Ele forma conceito e não preconceito, finaliza o diretor.
UFMG
A instituição aposta na integração entre teoria e prática para que seus cursos na área de comunicação estejam entre os melhores do país. É muito comum cursos que valorizam apenas a parte prática, mas acreditamos que o aluno dessa área precisa ter um suporte teórico e uma boa bagagem cultural para que possa refletir sobre determinados assuntos e não apenas repetir fórmulas, afirma o professor João Pinto Furtado, diretor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). E essa integração é feita desde o primeiro ano. Ao mesmo tempo que os alunos têm aulas teóricas em sala de aula, eles também contam com um leque de opções de outras disciplinas que eles podem fazer na universidade. Já a parte prática é exercitada de diversas maneiras. Os estudantes de Jornalismo, por exemplo, editam uma revista em que são responsáveis pela escolha das pautas até pelo layout das páginas. Já os alunos de Publicidade e Propaganda têm o laboratório de produção publicitária. Eles prestam serviços para órgãos e outros faculdades da própria UFMG. Essa experiência os ensina a enfrentar desafios, preparando-os melhor para ingressar no mercado de trabalho, diz o professor Furtado.